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 [END] - Rendição

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naty
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MensagemAssunto: Re: [END] - Rendição   [END] - Rendição - Página 15 EmptySex Mar 05, 2010 2:02 am

Citação :
Naty:
Pior que eu tambem fiquei com essa impressao depois de reler o cap.. acho q o Nino nao vai mudar NADINHA..kkk.. mas enfim..eu quis passar uma mensagem de confiança..e talvez, momentaneamente, o Ninochan tenha aprendido^^ hehehe
eu acho q ele entendeu o recado, mas n sei se ele de fato 'aprendeu'
SHAUSHAUSHAUSHAS

e tipo, a parte q eu n concordo com o Oh-chan é pq eu acho q ele foi egoísta em relação aos sentimentos dele.
o Nino estava sozinho, com um pai que já o tinha espancando, com uma maluca e o trancou longe de tudo, ele estava muito¹²³¹²³ abalado, aí mostram a foto dos Jun e o Oh-chan se beijando. Ele até tirou concluões precipitadas, mas mesmo assim ele tentou falar com o Oh-chan pra ter certeza, aí o Oh-chan faz a burríce de omitir as coisas '-', e o Jun, que n sabia da omissão do Ohno, confirma q o beijou... Eu acho q o Oh-chan devia ter pensando nisso tudo antes de ficar bravo com o Nino. Ele só pensou q o Nino n acreditava nele, mas ele se esqueceu que o Nino não tava bem naquela casa e que ele descobriu o beijou, negado pelo Ohno, pela boca de seus 'inimigos'. Queria q o Nino fizesse o quê?????
Por isso n concordo com o Ohno, não que o Nino não fosse impulsivo, mas acho q nesse caso o Ohno estrapolou legal com o Nino, sem motivo...

O_O
eu falei tanto e nem sei se vai dar pra me entender xDDD
mas enfim, fica aqui minha defesa pro Nino
\o/
o mais engraçado é q eu nem sou tão fã do Nino, ele é meu 'último' na lista de Arashi xDDDDD
*último entre aspas neh, a diferença entre todos é tão absurdamente pequena que quase n é perceptível '-'*

acho q eu disse o que eu queria .-.
se faltar alguma coisa eu edito depois 8DDD
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MensagemAssunto: Re: [END] - Rendição   [END] - Rendição - Página 15 EmptySex Mar 05, 2010 3:49 pm

Naty...
Amor, só um destaque: Ohno não sabe das fotos. Nino nao contou isso pra ele. Ele crê que Nino-chan ligou pra karin-san e ela que lhe contou. Ele acreditava que tudo foi um mal entendido e que Nino nao acreditou nele... só isso.
Mas logo td se explica e se resolve^^ hehehe
(ja resolveu^^)
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MensagemAssunto: Re: [END] - Rendição   [END] - Rendição - Página 15 EmptyDom Mar 07, 2010 6:08 am

HAHAHAHAHAHA
nino e aiba só aprontam mesmo
mais foi por uma boa causa
eeita, jean de novo D:

WOW, nao sabia que o ohno nao sabia das fotos o______________o''


[END] - Rendição - Página 15 Cpiadenewscalendar20101
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MensagemAssunto: Re: [END] - Rendição   [END] - Rendição - Página 15 EmptyDom Mar 07, 2010 7:32 pm

Citação :
Naty...
Amor, só um destaque: Ohno não sabe das fotos. Nino nao contou isso pra ele. Ele crê que Nino-chan ligou pra karin-san e ela que lhe contou.
ele n sabia das fotos, mas n precisava das fotos, entende?
tipo, ele omitiu isso do Nino, de uma forma ou de outra o Nino descobriu, sem ser da boca dele, o Nino tem TODO o direito de ficar bravo e tals...
o Ohno foi egopista e pronto ò.ó
xD

veja bem, n estou dizendo q o Ohno n tenha certa razão
mas a atitude dele em relação à 'falta de confiança' do Nino foi muito exagerada
o.O'
n sei se deu pra me entender,
não é q eu concorde ou discorde com algum deles, mas acho q o Oh-chan perdeu a razão sendo tão severo com o Nino
acho q é mais ou menos isso
SHAUHSUAHSUAS

eu definitivamente n sei me explicar =o
xDDD

arigatou Josi-chan 8D
*vc sabe q eu amo sua fic neh??*
m(_ _)m
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MensagemAssunto: Re: [END] - Rendição   [END] - Rendição - Página 15 EmptyDom Mar 21, 2010 11:33 pm

Rendição

Capítulo XXXIX

Por Josiane Veiga

Nota: Bom, como todas sabem, por meu PC estar com problemas, "Rendição" entrou em hiatos. Mas, hoje (domingo, dia 22 de março), eis que ligo o bichinho... e ele fungou! Quase chorei! Então resolvi escrever Rendição, porque to com MTAS SAUDADESSSS da história.

Considerações: Tudo que se passou com Audrey, tanto antes como o atual capítulo foi estudado. Então, por mais incrível que possa parecer, as atitudes dela são condizentes com as atitudes de alguém em tratamento (mesmo que ela não saiba, Sho-chan a está tratando...). Dessa forma, NÃO, não foi nada avançado demais, nem rápido demais. Lembramo-nos de algo muito importante: Morgan é doente, não má.

Outra coisa: A referencia a um artigo brasileiro citado por Masaki neste capítulo realmente existe. Quando comecei a estudar sobre Pedofilia, encontrei um artigo maravilhoso neste blog: //helianepsi. blogspot. com . Assim sendo, dou os créditos a autora do artigo, mesmo que ela jamais saiba que um artigo dela me ajudou tanto enquanto escrevia essa historia.

E mais: Quero dedicar esse capítulo a todos os meus leitores, que SEMPRE me falam da historia, sempre me incentivam, me elogiam, me dão amor e carinho. Eu amo vocês e peço perdão pela demora... se o PC colaborar, próximo final de semana tem mais!



--------------------------------------------------------------------------------




-Karin-san – Kazunari murmurou. – Quer parar de ficar me olhando assim? Estou perdendo o apetite...

A executiva enrubesceu e voltou os olhos para o prato.

Eram nove horas da noite, e eles estavam realizando um jantar especial do Natal. Apesar de o Japão ser um país xintoísta, boa parte das pessoas adquirira o costume ocidental de comemorar a data. Os meninos do Arashi agiam da mesma forma.

Masaki Aiba sorriu para a executiva. Além de Aiba, Kazu e Karin, Ohno também estava sentado à mesa.

-Está gostando da refeição, Karin-san? – Indagou o loiro.

-Muito – a mulher respondeu. – Como tudo que você faz, sua janta esta deliciosa. – Completou.

Nino virou os olhos. Desde que conhecera Karin, notou que a preferência dela era claramente para Aiba. A mulher praticamente ignorava os demais membros todos os dias, mas jamais deixava de sorrir para Masaki.

-Arigatou.

Nino sorriu. Não se importava com os modos de Karin. Ficava contente só de ouvir alguém elogiando Aiba, afinal o loiro era seu melhor amigo depois de Ohno.

Pensando em Satoshi, olhou para o lado. O namorado estava absorvido na refeição. Bem sabia Nino que Ohno precisava realmente se alimentar. Os dois passaram boa parte do dia transando, e as pernas do líder do Arashi já pareciam cambalear.

Baixando a mão, segurou na do mais velho. Instantaneamente, Ohno o olhou. Sorriram. Kazu sentiu o rosto esquentar um pouco ao notar os olhos brilhantes do amante, e agradeceu aos céus pela produtora deles estar mais preocupada em puxar o saco de Aiba do que observar o que se passava à mesa.

-Kawai...

Ouvindo a voz de Masaki, Nino voltou-se ao amigo. Percebeu então que Aiba estava encantado com a cena sutil e amorosa que Ohno e Nino faziam. Naquele instante, a atenção de Karin voltou para Kazunari e a mesma resolveu falar algo que a estava incomodando desde que voltara a ver Nino.

-Não sei como me desculpar, Nino-san – a voz dela parecia fraca, como se pedir desculpas fosse algo que a jovem não estava habituada. – Não imaginava que seu pai fosse um homem tão...

O som das palavras morreu. Karin não sabia exatamente como se expressar, e então olhou Aiba, procurando auxílio.

-Nino-chan entende, Karin-san – Masaki a tranqüilizou. – Você não tinha como adivinhar...

-Soube do seu envolvimento com Ohno-kun naquele dia – esclareceu. – Jamais poderia imaginar que o Sr. Ninomiya fosse tão agressivo.

Nino suspirou.

-Meu pai não me aceita – elucidou. – Por isso me desesperei quando ele veio aqui, para me levar. Mas não havia escolha, já que estava sendo chantageado.

Só então a mulher pareceu lembrar-se das fotos.

-Seu pai falou de fotografias que comprovam seu envolvimento com drogas – recordou. – Por favor, diga-me de que não está metido...

-Não! – Nino a interrompeu, enérgico. – As fotos são uma farsa! Elas existem, mas foram armadas...

-Armadas? Como assim?

Masaki levantou a mão, cortando-os.

-Isso tudo é passado! Não vamos estragar nossa janta pensando nessas coisas.

Os três membros da mesa encararam Masaki com surpresa. No entanto, apenas Ohno se manifestou:

-Passado?

-Deixem tudo nas mãos de Sho-kun, ok? – Sorriu.

Nino negou com a face.

-Vocês estão loucos! – O mais novo gemeu. – Por que diabos Sakurai pensa que pode negociar com aquela cretina da Audrey?

-Fale baixo que ela está dormindo! – Masaki o repreendeu. – O dia dela não foi fácil. Teve cólicas fortes e antes de vocês chegarem consegui fazê-la tomar um calmante para descansar.

Completamente espantado, Kazunari encarou o namorado. Apesar de Ohno saber sobre o passado de Morgan, o rapaz não conseguia entender a reação de Sho e Aiba em relação a americana.

-Não devem confiar nela – murmurou Satoshi. – Sei que ela sofreu demais, mas estão sendo ingênuos...

-Ingênuos? – Masaki o interrompeu. – Por favor, Riida! Não vamos brigar! Não quero ser arrogante, mas vocês não sabem tudo. Para protegê-los, Jun-chan, Sho-chan e eu estivemos mantendo apenas para nós várias informações.

-Informações? – Nino arqueou as sobrancelhas. – Do que está falando?

Masaki sorriu, diabolicamente. Não era sempre que ele tinha mais conhecimento que os outros, então queria aproveitar aquele instante. Parecendo ler seus pensamentos, Karin manteve-se quieta.

-Bom, sabiam que Sho-kun iria ser pai?

-O quê? – Nino e Ohno questionaram em uníssono.

-Sim, da Mel-chan!

-Quem é Mel-chan? – Ohno não conseguia entender porque Masaki parecia feliz com uma suposta traição de Sakurai.

-Sho-kun teve um caso com uma mulher? – Nino seguiu a linha de pensamentos de Satoshi.

Ignorando a segunda pergunta, Masaki respondeu:

-Mel-chan é a mulher mais linda do mundo! Eu quase – vejam bem, eu disse: quase -, me apaixonei por ela.

Nino e Ohno mantinham a boca aberta, sem compreender nada daquela história. E Aiba não parecia tão disposto a ser claro.

-Ok – o Riida disse, após alguns segundos -, nós temos que conversar!

-Nós vamos conversar! E agora que a tempestade se acalmou, vocês dois vão ficar a par de tudo! – Masaki sorriu. – Acho isso muito importante – completou. – Não quero mais ouvir Nino-chan falando mal da Audrey, e nem você desconfiando dela o tempo todo.

Naquele instante, Nino se levantou, afastando a cadeira com as pernas.

-Por Kami-sama! O que está dizendo? Ficou louco? O que aquele demônio americano fez com você?

Não permitindo que o mais novo elevasse a voz com ele, Aiba apontou a cadeira, indiretamente dizendo a Nino para que o mesmo se sentasse. Por alguns segundos, uma birra infantil fez com que Ninomiya ignorasse a ordem. Porém, ao notar que não ouviria nada enquanto não obedecesse, sentou-se.

-O que sabe da Audrey? – Masaki começou.

-O suficiente!

-O suficiente o quê?

-O suficiente para saber de que não devo confiar naquela cobra peçonhenta.

-Nino... – Foi a voz de Ohno que se fez ouvir. – Eu devia ter contado a você...

Só então Kazunari notou que havia mais coisas naquela história do que ele supunha.

-Contado o quê, amor?

-Audrey fez tudo que fez porque te ama - Masaki começou. Quando viu que Nino iria abrir a boca para retrucar, levantou novamente a mão, impedindo do mais novo continuar. – Ela realmente te ama... – confirmou. – É um amor retorcido, mas é amor.

-Tudo que ela fez, foi pra te proteger... – Satoshi completou.

Voltando novamente os olhos para Ohno, Nino indagou:

-Proteger do quê?

-De mim...

~~~~~~~000~~~~~~~

Audrey Morgan abriu os olhos. A aguda dor no ventre voltou com força, e ela lamentou ser mulher. Virou-se para o lado e encarou a parede clara. Fechou novamente os olhos, tentando dormir, mas o maldito sono não vinha.

Pensou em se levantar, mas ainda à tarde Sakurai fora até ela e lhe avisou de que iria passar a noite com a família. Por algum estranho motivo, a presença do rapaz a acalmava, já que ele parecia ler sua alma e não a culpava por ser tão sórdida.

Erguendo um pouco a mão, puxou a fotografia que descansava no criado-mudo ao lado do leito. A foto de Nino e Ohno quando crianças. Os olhos se encheram de lágrimas novamente.

"Oh-chan ama Nino-chan desde essa idade"

Era verdade. Ela sabia.

"Você criou uma fantasia na sua mente, e precisa abrir seus olhos para ela".

Levemente ela tocou o Nino da foto.

"Está tentando separar de Nino a única pessoa que o mesmo amou."

Só naquele momento a mulher percebeu que não estava sozinha no quarto. Virou o olhar, e mesmo no escuro conseguiu identificar Kazunari, sentado na poltrona ao lado da porta, olhando-a com seus olhos felinos.

-Nino... – murmurou, sentando-se na cama.

Como se saindo da letargia em que se encontrava, o rapaz se colocou de pé. Devagar ele aproximou-se da cama e sentou-se ao lado dela.

Como se estivesse num sonho observou-o pegar a foto que tinha nos dedos e, ligando o abajur ao lado da cama, o rapaz enfim pode perceber de quem era o retrato.

-Quem deu isso a você? – Indagou.

-Seu amigo Sho Sakurai.

O murmuro dela fez Nino desviar a atenção da foto e a encarar. Para total espanto de Morgan, o moreno sorriu.

-Só podia... – gracejou. – Sho-kun devia ser psicólogo e não rapper.

Audrey não reagiu. Continuou estática.

-Sabe – Kazunari começou -, é incrível como a vida dá voltas. Há poucas horas atrás eu desejava ardentemente que você desaparecesse, sumisse ou morresse – sua voz transbordava sinceridade. – Mas desde que conversei com Masaki-chan, tudo que quis foi vir correndo até aqui para ver você, conversar contigo...

Parecia um sonho, mas Morgan sabia que era real. Desde que se conheceram, era a primeira vez que Kazu desejava a presença dela.

-Algumas pessoas não sabem o que é ser completamente sozinho. – O gemido de Nino foi audível. O moreno parecia falar consigo mesmo. – O fato de eu saber, e você também saber, nos interliga de alguma forma. – O sorriso motivador de Nino fez as lágrimas contidas de Morgan descerem pela face da mulher. – Não ter ninguém faz com que tenhamos um vazio tão profundo dentro da gente, como se nada fosse ser capaz de preencher... – a voz dele sumiu.

Só então Audrey percebeu que Nino se continha para não chorar.

-Quando eu tinha sete anos, meu pai me colocou no time de futebol juvenil da escola – o rapaz segredou. – Mas eu não levava o menor jeito praquilo. Depois de um mês o treinador o chamou e lhe contou que eu não parecia gostar de jogar, e nem me interessava pelas práticas dos outros garotos. Quando chegamos em casa naquela noite, pela primeira vez meu pai disse que me odiava e que não me queria como filho.

Como se buscassem-se, as mãos dos dois se tocaram, transmitindo força.

-E assim foi durante toda a minha infância. Meu pai sentia tanta vergonha de mim, e eu me sentia um maldito por não ser capaz de sequer despertar um sorriso nele. Quando entrei pra JE, tudo que ele fez foi arquear as sobrancelhas, parecendo aliviado porque a partir daquele momento, ver-me-ia pouco. Quando me tornei um Arashi, ele foi incapaz de me felicitar, e tão logo percebeu o que eu sentia pelo Oh-chan, me expulsou de casa, parecendo pouco se importar por eu não ter para onde ir.

Morgan baixou a face, quieta, atenta a cada palavra.

-Hoje eu tenho riqueza, fama, beleza, juventude e tudo que uma pessoa adulta pode desejar. Eu sei que você não gosta, mas também tenho o amor da pessoa que eu mais amo no mundo todo que é Satoshi – as mãos de ambos continuavam unidas, como se a frase fosse incapaz de separá-los. – Mas, acredite em mim, ainda sei o que é sentir o vazio... ainda sei o que é não ter segurança de ser amado, ou acreditar que sou capaz de trazer orgulho a alguém.

Morgan voltou a erguer a face.

-Sho-kun disse a Aiba-san que ele conseguia compreender você, e o lado humanitário dele seria capaz de te ajudar. Mas, acho que ninguém no mundo pode entendê-la mais do que eu... – o sorriso dele era confortador e caloroso – Porque, apesar de termos infâncias diferentes, nós dois tivemos a mesma sensação de estar sozinhos...

Sentiu os dedos de Kazu no seu queixo.

-Por que nunca me contou? – Inquiriu. – Por que nunca me deixou saber seu passado? Por que me deixou acreditar que só buscava meu dinheiro? Quando nos conhecemos durante as gravações do filme, havíamos nos tornado amigos – recordou. – Eu admirei você e, por Kami-sama, penso no quanto teríamos sido unidos e nos apoiado mutuamente.

Morgan abriu a boca. Quis dizer tantas coisas, mas a voz esganiçada mal saia da boca.

-Não é fácil... – murmurou, por fim.

-Eu sei que não é...

Só então algo dela pareceu eclodir. Aos poucos ela aproximou-se de Nino e o abraçou. Kazu não a rechaçou. Ao contrário, segurou-a fortemente.

-Ele – a mulher balbuciou – sofreu tanto...

Só então Nino foi capaz de perceber que o "ele" era o irmão de Morgan.

-Como ele se chamava? – indagou, carinhosamente.

-Steven... – os soluços desabrocharam dos lábios generosos. – Era tão pequeno, tão frágil, tão parecido com você...

-E você o amava?

-Eu o amava muito...

-E você me ama?

-Eu te amo tanto...

Kazunari sorriu. Era a primeira vez que ele acreditava numa confissão da mulher.

-Quando fui aprovado na JE, logo começaram as aulas de dança, canto, etc. – Continuou, como se necessitasse explicar a ela. – Eu comecei a conviver com outros garotos, e o meu jeito um tanto... delicado... fez com que muitos fizessem-me motivo de chacota. Nessa época, eu conheci Aiba-san, Sho-san e Jun-san. O amor que surgiu entre nós foi algo instantâneo, e eles me ajudaram a não me deixar levar por aquelas ridicularizações. Mas, a pessoa que realmente esteve do meu lado, me protegendo dos outros garotos, era o Riida. – Prossegue. – Oh-chan era o mais velho, e os outros meninos o viam com muito respeito. E, eu sei, foi por causa dele que os abusos não se tornaram reais. – Continuou a contar.

Nino respirou fundo, antes de avançar em seu relato.

-Oh-chan é um pouco mais velho do que eu, mas ele também era uma criança quando nos conhecemos. E Satoshi-chan sempre foi um menino tão puro e doce. E eu o amei e amo tanto que meu coração é incapaz de pensar em amar outra pessoa que não seja ele.

Audrey então o interrompeu, com a voz falha.

-Eu sei...

-Mas isso não quer dizer – Nino prosseguiu, ignorando a interrupção – que não tenha espaço sobrando no meu coração para os amigos.

Um sorriso amargurado escapou dos lábios de Morgan.

-Eu não tenho o direito – afirmou -, nem de ser sua amiga...

-Acho que isso quem vai decidir sou eu...

-Existem tantas coisas que você não sabe... – a mulher secou as lágrimas. – Eu não ataquei somente Ohno Satoshi, mas também usei outras pessoas para atacar seus amigos...

-Está falando da modelo francesa que fingiu estar grávida de Sho?

Audrey pareceu surpresa.

-Como você sabe?

-Aiba-chan acabou de me contar tudo. Não somente seu passado, mas também sobre Melanie Vardin, Misao Sautou, Jean Touga...

A face de Morgan voltou a baixar-se.

-Imagino o quanto Masaki Aiba esteja zangado comigo... Nem sei como ele ainda consegue me encarar...

-Aiba-chan é incapaz de guardar rancor de alguém...

-Mas Sakurai Sho...

-Esta brincando? Se Sho-chan não fosse gay, se casaria com você! – Nino riu. – Ele está claramente encantado com sua sagacidade. Sakurai é do tipo que assiste um filme e torce pro mais inteligente, independente se ele é mocinho ou vilão...

Um riso despontou nos lábios dela.

-Em algum momento durante meu plano, torcia para que Sakurai descobrisse só para ver o espanto nos olhos dele... – confessou. – De alguma forma, o admiro muito.

-E ele a você...

-Mas o fato de seus amigos e você me perdoarem por tudo que eu fiz, não limpa meus atos. Sei que pode não acreditar, mas no dia que seu pai o surrou, e vi Ohno Satoshi na janela, gritando seu nome... – contou, comovida -, naquele instante, fraquejei. Foi ali que comecei a imaginar se eu não estava errada...

Audrey respirou fundo, buscando forças para continuar.

-Mas, mesmo assim permaneci firme. Eu lutei contra minha consciência, mas a verdade veio até mim quando seu amigo Sakurai Sho teve uma conversa franca comigo. E agora, eu simplesmente não sei o que fazer...

-Você não precisa fazer nada... – Nino afirmou. – Vamos esquecer tudo que passou e começar do zero. Sei que você me machucou... eu também machuquei você... nós dois ferimos outras pessoas, mas o importante é que a gente está disposto a recomeçar...

-Eu não posso recomeçar! – Morgan afirmou, tremendo. – Ainda nem consigo olhar para o seu Ohno Satoshi. Nem consigo aceitar que você é gay...

-Bom, você vai ter que lutar com isso. Ninguém tem que ver isso com naturalidade, Audrey. Essa é sua limitação, e eu respeito isso. Mas, se gosta de mim, por favor, se esforce...

A moça assentiu, não completamente convencida.

-Promete que vai tentar? – Kazu murmurou.

Tocando sua testa na de Ninomiya, Morgan encarou os olhos negros.

-Eu prometo...

~~~~~~~000~~~~~~~

-Será que foi uma boa idéia deixar Nino-chan ir falar com Audrey? – Masaki perguntou, pela quinta vez.

Ohno mantinha os olhos fixos na janela de vidro, encarando as luzes da noite fervente de Tókio. Karin estava sentada no sofá, bebericando um vinho.

-É Natal... – murmurou Satoshi. – Dizem que o Natal é a época mais especial do ano...

Aiba suspirou.

-Nino-chan pode ser muito cruel com as palavras quando ele quer – comentou. – Se ele machucar a Audrey, Sho-chan vai ter um troço!

-Ele não vai ferir a Audrey! – Ohno defendeu. – Acredite em mim, Nino sabe o que é ter uma infância triste. Kazu-chan ainda é vitima dos seus fantasmas juvenis. É a pessoa certa para conversar com ela...

Naquele instante, Masaki aproximou-se da estante de livros. Tirou de lá um volume grosso e abriu-o em um lugar previamente demarcado.

-"O resgate da auto-estima e da esperança é fundamental, pois o abuso distorce a visão da criança do que a vida pode lhe oferecer." – Pausou a leitura para respirar.

Diante daquelas palavras, o mais velho virou-se para o amigo.

-O que é isso?

-Um livro que fala de tratamentos de crianças abusadas na infância. Na verdade, são vários artigos que Sho-chan e eu pesquisamos na internet para ajudar a Audrey. Esse, em especial, é de uma Dra. Brasileira chamada Heliane de Faria, que é psicóloga.

Surpreendido, Ohno pegou o livro das mãos de Masaki e começou a folheá-lo.

-Vocês estavam bem preparados, hem?

Feliz com o elogio, Aiba até chegou a abrir a boca para agradecer, mas foi interrompido por Nino, que voltava a sala.

-Nino-chan – Satoshi foi até o namorado. – Como foi? – Indagou, curioso.

-Foi tudo bem... – Nino sorriu com simplicidade. – Eu sinto como se um peso de uma tonelada tivesse sido tirado dos meus ombros...

Ohno trouxe Nino para um abraço apertado.

-Também quero ir falar com ela – comentou o mais velho. -

Ainda não, Oh-chan. – Nino negou. – Amanhã. – Sugeriu. – Hoje foi muito difícil para ela, e Audrey vai precisar ficar sozinha...

Satoshi aquiesceu, compreensivo.

-Bom – Karin se manifestou, de repente -, estou aliviada que tudo deu certo, pois se não tivesse dado, não somente vocês estariam na rua, como eu também iria ser demitida! – Comentou, fria. – Portanto, vamos tomar uma última taça de vinho para comemorar, e ir para casa...

Masaki gargalhou.

-Oh, Karin-san! Admita: você nos ama!

-Amo você – ela olhou para Aiba. – E... agüento o restante...

Nino e Ohno não puderam deixar de rir.

-Sim, vamos beber uma última taça e voltar pro meu apartamento – disse Kazu, olhando Ohno.

No entanto, foi completamente surpreendido pelas palavras de resposta do amante.

-Não, Nino-chan. Hoje nós iremos para a minha casa. Você vai dormir lá...

Com os olhos arregalados, Kazunari mal conseguia articular alguma palavra.

-Riida... sua mãe...

-Okaasan e meu pai já sabem sobre nós, Nino-chan...

Kazunari enrubesceu.

-E como eles reagiram?

-Como eles poderiam reagir, Nino? Estão felizes porque estamos juntos, afinal, eles sabem que eu não poderia ser feliz ao lado de mais ninguém que não fosse do seu.

-Mas... – Nino não parecia bem certo.

-Você é meu namorado. – Ohno afirmou. – Nós temos um compromisso. E minha família sabe. Eu não levaria outra pessoa para minha casa para dormir na minha cama que não fosse você...

Nino parecia constrangido.

-Não sei como encarar sua mãe...

-Ora, Nino-chan! Nós dois somos adultos e estamos apaixonados. Acha que minha mãe vai ficar zangada por me ver feliz?

-Oh-chan...

-Ora, vá de uma vez! – Karin os cortou. – E parem de ficar discutindo relacionamento na minha frente! Já não casei para não ter que agüentar esse "chove não molha"!

Os três riram com vontade. Logo em seguida, cada um pegou uma taça.

-Um brinde ao recomeço – Aiba sugeriu.

Assentindo, as quatro pessoas ergueram os cristais.

~~~~~~~000~~~~~~~

Masaki aproximou-se da cama secando os cabelos com uma toalha. Faltavam dez minutos para a meia noite, e seu aniversário chegava ao fim. Apesar de ter sido um dia recheado de surpresas, foi inegável ao loiro que aquelas vinte e quatro horas seriam inesquecíveis.

Deitou na cama, mas manteve o abajur ligado. Estava tão ansioso para conversar com Sho e contar a ele tudo que havia acontecido. Sabia que o amante iria ficar agradavelmente surpreso com as novidades.

Naquele momento ouviu um pequeno ranger na porta. Assustado, sentou-se pensando em quem poderia ser. Para seu espanto – e alivio – era Sakurai.

-O que está fazendo aqui? – Indagou. – E a festa dos seus pais?

-Eu fugi... – o moreno respondeu, aproximando-se da cama. – Precisava ver você...

Masaki sorriu, feliz.

-Passamos o dia todo juntos...

-Mas é de noite que eu sinto mais saudade... – disse, malicioso.

Estendendo os braços, Masaki o chamou para um abraço. Mas Sho não foi até ele. Estranhando aquela reação, Aiba arqueou as sobrancelhas.

-O que houve?

Mordendo o lábio inferir, Sho respirou fundo, como se buscasse coragem.

-Aconteceu algo, Sho-kun?

-Sim...

-O quê?

-Quer casar comigo?

Espantado demais para sequer esboçar uma reação, Masaki apenas balbuciou:

-Sho-kun...

-Eu sei que somos homens – o moreno começou a falar, rapidamente. – Sei também que não seria uma união aceita por praticamente toda a população mundial... enfim, sei de muitas coisas... mas ainda assim, quero que sejamos um do outro para sempre...

-Nós somos um do outro para sempre – afirmou.

-Não preciso que um líder religioso ou civil diga isso – Sakurai continuou. – Quero ouvir apenas dos seus lábios... mas quero que seja em uma cerimônia...algo nosso, e dos nossos amigos...

-Sho-kun... você bebeu? – Masaki quase riu diante do estado desesperador do rapper.

-Não! – Sakurai negou. – É verdade que nossas famílias não ficariam sabendo, nem nossas fãs... mas, mesmo assim eu quero! Um casamento na praia, ou nas montanhas. Só nós do Arashi e talvez um ou outro membro da agência. Algo tão nosso, mas que seria muito importante...

Naquele momento, Masaki saltou da cama e correu até o namorado. Apertando-o nos braços, beijou os lábios carnudos.

-Eu te amo, Sho-kun...

Sem poder decifrar o que os límpidos olhos de Aiba queriam transmitir, Sakurai suspirou.

-Ok, você não topa...

-Eu topo, Sho-kun! Eu quero me casar com você! Eu quero ficar com você pra sempre...

-Isso é um sim?

-Sim! – Aiba quase gritou.

-Eu te amo – Sakurai confessou. – Esse é o melhor presente de Natal que eu poderia receber...

Naquele momento, ele puxou uma caixinha do bolso. Sob os olhares atentos do loiro, abriu-a e fez com que Masaki percebesse um belo anel de ouro.

-É lindo, Sho-kun...

-Você não vai poder usar sempre... ou pelo menos não vai poder mostrar nas entrevistas, na TV, etc. Mas, eu gostaria de que usasse em um colar, ou no bolso. Enfim, em qualquer lugar... mas que o tivesse sempre com você...

-Farei isso...

Com o rosto vermelho, Sakurai retirou a aliança da caixinha aveludada e colocou o anel nos dedos finos de Masaki.

-Me sinto honrado – começou o moreno -, por ter sido escolhido para ser seu companheiro por toda a vida...

-Eu também...

-Vou te fazer feliz...

-Já faz...

E selaram aquela promessa de amor com um beijo.

Continua...
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MensagemAssunto: Re: [END] - Rendição   [END] - Rendição - Página 15 EmptySeg Mar 22, 2010 3:29 am

Aaaaa finalmente cap nvo *----* /felizn
nhaa ja tava com saudades *---*
oooow esse cap foi mto mto lindo *----*
me emocionei aq TToTT / FATO
Q bom q Nino e Audrey se entenderam *---*
Hehe Karin ama Aiba
tds amam Aiba
cmo nao amar o Aiba ?
Nino pode ser meu ichi, ms nessa fic com certeza é o Aiba
ele é mto amoooor *----*
Waa Ohno levar o Nino p/ ir dormir com ele na casa dele aeee \e/
OMG e essa cena d Sakuraiba tbm mto lindaaa *---*
Sho pede Aiba em casamento q amor *---*
simplesmente fiquei mto encantada com esse cap
ms to sentindo falta da presença d Jun
qro q ele apareça mais xD
to achando q ele ta sumido rsrs
né Josy Jun vai aparecer mais né? xDD
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MensagemAssunto: Re: [END] - Rendição   [END] - Rendição - Página 15 EmptySeg Mar 22, 2010 5:03 am

aai um capitulo novo *-*
tava sentindo falta
AAAH, QUE LINDOOOOO
essa essa conversa do Nino e da Audrey
eu imaginei tipo, ele numa poltrona, ela sentada na cama
um de frente com o outro, de maos dadas, com um abajur no meio aceso, só ele
iluminando o quarto
ooown, o Ohno levando o Nino pra dormir na casa dele
que coisa mais liiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiinda *-*
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH QUE COISA LINDAAA *-*
e eu juro, que eu quase chorei aqui
o capitulo inteiro.. AAAAAAAAH
o SHO PEDINDO O AIBA EM CASAMENTO
AAAAAH, EU SURTEI AQUI
MAAANO, EU TO APAIXONADA POR ESSA FIC *-------------------------------------------------------------------------*


parabéns, de verdade josi <3


[END] - Rendição - Página 15 Cpiadenewscalendar20101
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MensagemAssunto: Re: [END] - Rendição   [END] - Rendição - Página 15 EmptySeg Mar 22, 2010 4:10 pm

Amoreeesss
|Brigada pelos comentarios, apoio.. td

Sobre Jun: ele ta viajando, mas volta já no prox. cap...

Essa cena do Ohno levando o Nino pra casa dele vai ser mto especial... vai ser mto importante pro Nino, afinal, Ohchan ta assumindo o Nino pra familia.. aiiii..meus dedos estao coçando pra escrever^^ hehehehe
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MensagemAssunto: Re: [END] - Rendição   [END] - Rendição - Página 15 EmptyQua Mar 24, 2010 10:39 pm

AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH
eu demorei demais pra vir aqui
=X
*foge*
a Josi-chan vai brigar comigo óÒ
mas eu tenho uma explicação: to doente '-' e não pude entrar aqui no domingo
meu pai não deixou eu encostar no PC TOT só pq eu tava c febre u.ú

maaaaaaaaaaaaas, eu li ontem, não comentei pq n tive tempo, e to aqui hj
=DDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDD

então, começandoo

Citação :
Desde que conhecera Karin, notou que a preferência dela era claramente para Aiba.
HOHHOHOHO
não precisa de muito pra isso neh, o Aiba é uma graça
*-----------------------------*
qualquer um se apaixona por ele s2

Citação :
Bom, sabiam que Sho-kun iria ser pai?
owwwn *-*
a carinha no Aiba-chan na minha mente é a coisa mais fofa que eu posso imaginar
*-----------------------------------------------------------------------------------------------*

Citação :
-Ok – o Riida disse, após alguns segundos -, nós temos que conversar!
ok, eu de fato não consigo imaginar uma cara pro Oh-chan nessa hora.
não consigo imaginar o Oh-chan pensando... só quando parece que pensa mas está com o cérebro vazio ao mesmo tempo o_O
*fala sério, o que há na mente de uma pessoa que NO MEIO DA GRAVAÇÃO DE MAOU, veja bem MAOU, fica 6 horas sentado num barco pescando?*

Citação :
Kazunari sorriu. Era a primeira vez que ele acreditava numa confissão da mulher.
o Nino sorrindo pra ela deve ser lindo
mas eu ainda a vejo como alguém não muito 'normal'...
eu digo tipo, mesmo se ela não tivesse esses traumas e tals, acho q ela seria meio 'doida', digamos assim, não maníaca como ela era, mas meio piradinha SHAUSHAUSHAUSH

Citação :
-Também quero ir falar com ela – comentou o mais velho. -
essa cara sim eu consigo imaginar
*----------------*
outra coisa fofa nãao??????
ah, eu não resisto a nenhum deles... (mentira, eu resisto eo Matsujun e ao Nino HOHOHOH)
*elsolforte*
*meeeeu, é melhor eu parar de viajar na maionese '-'*

Citação :
-Aconteceu algo, Sho-kun?

-Sim...

-O quê?

-Quer casar comigo?
oooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooou
se isso acontecesse comigo eu nunca acreditaria
o_O
tipo, COMO ASSIM CASAR???????
mas essa cena ficou linda na minha mente... o Sho meio constragido (coisa REALMENTE rara de se ver) e o Aiba todo bobinho do lado dele (isso já não é nenhum pouco raro xD)
own gente, o Sho é fofo demais *------------------------*
*aperta*
=DD

Josi-chan *-*
isso tah realmente muito booooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooom¹²³¹²³
essa fic é realmente incrível
*já perdi as contas de quantas vezes eu disse isso, mas sempre vale a pena repetir*

arigatou ne
s2
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MensagemAssunto: Re: [END] - Rendição   [END] - Rendição - Página 15 EmptyQua Mar 24, 2010 11:15 pm

naty

Amor, nem se preocupa...depois de toda a minha demora pra atualizar, eu nem tenho cara de cobrar algum comentario. Na verdade, achei que a maioria dos leitores nem fosse mais se interessar em ler a ficou tanto tempo sem atualizaçao e tal^^

Menina, e sabe, eu acho q o Ohchan se faz de besta..kkk.. tem uma escritora americana de Ohmiya que escreveu certa vez: "Ohno faz que cochila cada vz que alguem bonito chega perto pro Nino nao ficar enchendo o saco dele depois"..hauahauaha..
Nunca mais esqueci isso!

Ahhhhh... Audrey é meu tesouro. Não sei te dizer se ela seria menos pirada..mas acho que ela seria intensa de qualquer forma. O importante é que a participação dela em Rendição ainda nao acabou. Ela ainda vai dar mto o que falar^^

Amadaaaaa
mtoooo obrigada pelo seu carinho e seu comntario.. to com um sorriso bobo na face^^ arigatouuuuuu por td
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MensagemAssunto: Re: [END] - Rendição   [END] - Rendição - Página 15 EmptyQua Mar 24, 2010 11:53 pm

ah mas eu adoooooooorooooooooooooooooo ¹²³¹²³ comentar logo *-*
pq aí eu fico superempolgada e consigo por direitinho o q eu achei na hora
um tempo depois fica mais difícil xDDD

SHAUSHASHAUSHAUHSAUHSAUHSUAHSUAHSAUHS
Citação :
Menina, e sabe, eu acho q o Ohchan se faz de besta..kkk..
ESSA FRASE FICOU MTO¹²³¹²³ ENGRAÇADA XDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDD
meeeeu, mas ele deve se fazer de besta MESMO
pq não é possível ele ser tão¹²³¹²³ avoado e ter tanto talento ao mesmo tempo xD
eu acho q ele tah sempre pensando (n necessariamente em coisas úteis, pq sempre que ele abre a boca pra falar sem vontade sai caquinha xDD)

ÉEEEEEEEEEEEE, sei lá, ela é diferente... mas de qualquer forma eu acho q ela seria doidinha, mas acho ela legal tbm, concordo com o Sho pensa, ele é bem¹²³¹²³ interessante, só faltou alguém q a ajudasse na hora certa

owwwn ti fofo *-------*
eu que agradeço, vc tem o trabalho de escrever e pensar em todos os detalhes, eu só leio e me divirto
HOHOHOHOHOHOH

m(_ _)m
s2
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MensagemAssunto: Re: [END] - Rendição   [END] - Rendição - Página 15 EmptySab Abr 17, 2010 7:47 am

Estou há alguns dias lendo sem parar esta fanfic,na verdade li o último agora e precisava comentar né Smile

Josiane é realmente incrivel,estou adorando,já chorei e já ri horrores,e já até convenci a minha irmã a ler tbm,fez um trabalho incrivel,parabéns mesmo.

Adoro a maneira como escreve :D
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MensagemAssunto: Re: [END] - Rendição   [END] - Rendição - Página 15 EmptyQui Abr 22, 2010 6:49 pm

Meninas, obrigada pelo comentário... depois de tanto tempo..continuação...

----------------

Rendição

Capítulo XXXX

Por Josiane Veiga

Nota da Autora: Como todos sabem, estou sem PC. Mas, motivada por comentários de leitores novos (sim, existem pessoas que começaram a ler a fanfic agora, mesmo ela já tendo mais de 30 capítulos!), comecei a esboçar algumas linhas durante as curtas folgas no trabalho. E hoje de manhã (22/04), conclui mais um capítulo. Surpreendentemente, um mês exatamente deste a última postagem.

Ainda não sei quando será a atualização, mas vou tentar conseguir pra logo, prometo!

Dedico esse capítulo a TODOS os leitores de Rendição. Como são vários, não vou citar nomes... mas é a todos! Quero dizer que além do segundo capítulo, estarei disponibilizando hoje outro FANVID de Ohmiya. Para ver esse, e o 1º, é só acessar meu Livejournal (josianeveiga . livejournal . com – sem espaços).

E agora que aprendi como se faz, preparem-se, porque terão vários ^.^

Enfim... boa leitura...



--------------------------------------------------------------------------------



Ao longe os pássaros cantaram, anunciando um novo dia. A doçura da melodia invadiu o quarto. A luz do sol, felizmente, não tivera a mesma sorte. Uma enorme cortina escura impedia que qualquer raio solar acordasse aquele que dormia tão profundamente na cama de casal.

Kazunari Ninomiya virou-se em seu sono. Ficou de bruços e aspirou o ar perfumado do travesseiro. O lençol que lhe tapava baixou, mostrando as belas nádegas claras, que formavam o conjunto perfeito do corpo delicado.

Sorriu.

Embora não fosse a primeira vez que dormia na casa de Satoshi, era a primeira vez que vinha como namorado. Tão logo descesse para o café da manhã, o rapaz moreno sabia que precisaria encarar a família de Ohno. Porém, não se sentia nervoso, pois bem sabia que o Riida estaria ao seu lado, num apoio confortador.

Pelo menos fora isso que o rapaz havia lhe dito durante a madrugada, enquanto faziam amor. Quando Ohno pedira-lhe para ir dormir em sua casa, um pânico tomou Kazu. No entanto, a sensação desconfortável foi embora assim que chegaram à residência. As luzes apagadas deixaram claro que todos já dormiam, e Nino respirou aliviado pelo fato. Ao chegar ao quarto de Ohno, sentia-se confiante e tranqüilo. Entregou-se ao namorado sem nenhum receio e aproveitou todos os momentos românticos com intensidade.

O barulho da cortina sendo puxada, em conjunto com a luz que adentrou o ambiente, fez o rapaz acordar totalmente. Sem querer abrir os olhos, gemeu baixinho, enquanto tapava a fronte com as mãos.

-Oh-chan... – reclamou.

-Satoshi foi até a padaria para comprar uma torta para a manhã de Natal...

A voz da senhora Ohno assustou Kazunari. O rapaz virou-se rapidamente, cobrindo-se com o lençol sobre suas pernas. Nervoso, puxou ainda mais o pano até o pescoço, completamente enrubescido.

-O que foi? – a sobrancelha da mãe de Satoshi ergueu-se, indagadora. – Já vi essa bunda branca um milhão de vezes, então não vá ficar com vergonha de mim agora! – Ralhou.

-Okaasan...

Se fosse possível abrir um buraco no chão e jogar-se lá dentro, com certeza Nino o teria feito.

-Gomen... – desculpou-se, quase em lágrimas.

-Pelo quê?

A mãe de Ohno o encarava, curiosa.

-Por estar aqui... assim...

-É verdade que na minha época era inimaginável que um casal dividisse o mesmo teto – e leito – sem estarem casados – ela observou. - Mas não sou uma pessoa tão antiquada. Se você e Satoshi fazem sexo, que o façam debaixo do meu teto, onde posso ficar tranqüila sobre onde vocês estão, e não num motel de quinta categoria, que pode até ser perigoso.

Kazunari demorou um pouco para compreender que a mãe de Satoshi não o estava recriminando por ser gay, e sim apenas comentando sobre castidade. Aquilo o aliviou, mas não o tranqüilizou. O corpo demonstrava sua insegurança, e ele parecia pronto a receber uma bofetada.

-Vim apenas colocar flores no quarto de Satoshi. – Só então Nino percebeu que a mulher tinha um ramo de lírios nas mãos. – Ele gosta – sorriu, afetuosamente. – Fique tranqüilo, meu amor... se quiser continuar a dormir, fique a vontade. Mas, se já o acordei totalmente, gostaria que tomasse café da manhã comigo...

Era obvio que Nino jamais iria recusar um convite da mãe de Satoshi. Principalmente se o mesmo vinha em conjunto com um sorriso tão doce.

Alguns minutos depois, o moreno descia vagarosamente a escada que levava a sala onde eram realizadas as refeições. Calculando cada passo, ele respirou fundo, adquirindo coragem. Porém, o susto de ver o pai de Ohno sentado à cabeceira da mesa quase o derrubou.

"Preciso ser firme" – pensou. "Por Oh-chan...".

Pior que o próprio pai, com certeza o senhor Ohno não era. Entretanto, apesar do sorriso da mãe de Ohno, e de o próprio amante ter dito na noite anterior que a família havia aceitado o relacionamento deles, um misto de dúvida e descrença dominava todo o corpo de Kazunari.

-Bom dia – cumprimentou o homem mais velho, com os olhos fixos no jornal. – Feliz Natal... – completou.

-Igualmente – balbuciou Kazu, temeroso, enquanto se sentava à mesa.

Onde estava Ohno que o havia deixado naquela situação?

De repente, o genitor de Ohno o encarou. O olhar sério deu a Kazunari o desejo de sair correndo dali.

-O que são essas marcas roxas no seu rosto? – A pergunta parecia preocupada.

-Querido... – a senhora Ohno tocou a mão do marido. – Foi o pai de Nino que fez isso, quando soube do namoro dele com Satoshi...

O olhar de Nino saiu da mulher e dirigiu-se ao homem. Esperou pela raiva, pelo ódio e pelo nojo que tantas vezes vira no rosto do próprio progenitor diante da menção da relação homossexual. Mas, de tudo que esperava ouvir, nada se assemelhou as palavras que se seguiram:

-Desculpe-me por isso, Nino-san, mas seu pai não passa de um covarde.

-Amor... – a mulher tentou contê-lo.

-Um homem que não respeita o próprio filho, não merece meu respeito – foi duro. – Aposto que se Nino-san estivesse se esfregando em dúzia de vadias por aí, ele estaria se felicitando... – O pai de Ohno voltou-se para o café e bebeu um gole antes de continuar. – Não entendo o sentido de moral dessas pessoas...

E então voltou-se novamente para o jornal. No entanto, Kazu não se importou. Custosamente, o rapaz tentou segurar as lágrimas diante daquelas palavras. O tom do pai de Satoshi era... normal. Nenhum espanto, como se estivesse diante de uma anomalia. Nenhum sarcasmo, como se Nino merecesse a punição imposta pelo seu pai. Nada... apenas... normalidade, e um pouco de revolta pelo ocorrido.

Voltando os olhos para a mãe de Ohno, a percebeu sorrindo em sua direção. Era aceito ali! Não apenas dentro do mundo do Arashi, mas também dentro da família de Ohno.

-Arigatou, senhor Ohno... – murmurou, emocionado.

Os olhos do homem voltaram a sua direção.

-Você chama minha mulher de mãe, mas não me chama de pai. Não acha isso injusto?

Nino sorriu docemente.

-Hai, Otou-san...

Naquele instante, um fungar característico fez a concentração de Nino ir para debaixo da mesa.

-Junior... – cumprimentou o cão. – Olá amigo, como você está? Senti sua falta... – estendeu a mão até o focinho do animal e deixou o mesmo o cheirar.

Recebeu uma lambida como resposta.

-Amanhã irei levar Junior ao veterinário – confidenciou a mãe de Ohno. – Estou adiando isso, mas de amanhã não passa.

-O cachorro está doente? – Questionou o mais velho, de repente interessado pela conversa.

-Não aparenta... – a senhora Ohno negou. – No entanto, talvez tenha dificuldades de...

-Audição... – completou Nino. – Eu já havia notado.

-Estão dizendo que Junior é surdo?

A última pergunta veio de Satoshi, que estava parado diante da porta, trazendo um pacote nas mãos, evidenciando que acabara de chegar.

-Oh-chan... – Nino murmurou, confortador. – Não temos certeza...

Satoshi largou o pacote sobre uma mesa de canto, e ajoelhou-se no chão. Logo o animal vinha com o rabo erguido em sua direção, esperando afagos. Abraçando o dorso do cão, Ohno respirou fundo.

-Então é por isso que você não late, meu bebê?

A voz triste de Ohno Satoshi cortou o coração de Nino. Ele sabia que o líder do Arashi era louco pelo animal.

-Não temos certeza, Satoshi-chan – afirmou a mãe, repetindo as palavras de Kazunari.

Mas o Riida não deu-lhe ouvidos. Puxando Junior pela coleira, deu as costas a todos ali e saiu com o cão em direção ao quintal.

-Oh-chan... – Nino quase gritou.

Mas Satoshi não voltou-se a ele. Levantou-se da cadeira, indeciso sobre ir atrás ou não de Ohno, quando ouviu a voz da mãe de Satoshi:

-Vá, Nino-chan...

Sem esperar mais, o moreno saiu em disparada em direção a parte traseira da residência. Pouco depois encontrou Ohno sentado a escada, observando o jardim. O cachorro estava ao seu lado, parecendo indiferente aos olhos cobertos de lágrimas de Ohno.

-Oh-chan... – Nino voltou a chamá-lo.

-Percebe que sou o dono de Junior há meses, mas fui incapaz de perceber que ele não me ouvia? Como posso ser tão idiota?

Kazunari aproximou-se de Ohno e sentou-se ao seu lado.

-Você não é idiota! – Rebateu. – É a melhor pessoa que eu conheço.

-Não fui capaz de perceber que meu cachorro é deficiente!

De repente, Kazunari se assustou por essas palavras.

-Junior não é deficiente! – Negou. – Ele tem uma limitação. Apenas isso. Todos nós temos limitações. Junior é inteligente, obediente, companheiro e amigo... a surdez não o torna menos cachorro que qualquer outro!

-Eu sei disso... – Ohno murmurou. – Mas, por causa da minha burrice, eu não tornei a vida mais fácil pra ele...

Os dois permaneciam sentados, lado a lado, com os braços tocando-se delicadamente.

-Não é verdade, Oh-chan... – Nino deu a Ohno seu melhor sorriso. – Nunca vi alguém dando tanto amor a um animal como você deu a este aí – apontou Junior com a cabeça. – E olha que meu melhor amigo é Masaki Aiba! – Gracejou. – Eu sei que Junior é muito feliz por estar ao seu lado...

Um soluço fez Nino olhar Satoshi. Só então viu que o namorado chorava. Puxou-o pelo braço e deixou que o mais velho mergulhasse o rosto em seu pescoço.

-Quando eu o trouxe para casa, fiquei horas tentando chamá-lo para dentro... – lembrou, com a voz embargada. – Agora, começo a imaginar o quanto foi horrível para ele na rua, sendo maltratado pelas pessoas. E o pobrezinho nem podia ouvir... – afastou-se um pouco de Nino e tentou secar os olhos, sem sucesso. – Aiba o atropelou... só agora percebo que, na verdade, Junior nem deve ter ouvido Masaki-chan se aproximando com o veículo...

Um sorriso doce despontou nos lábios de Nino.

-O anjo da guarda do Junior deve ser muito forte, né? – Piscou para Ohno. – Pense comigo: Um cachorro de rua, surdo, maltratado, de repente é atropelado por dois homens muito famosos, e um deles ama literalmente os animais...

Ohno não resistiu e sorriu.

-É verdade. – Afirmou, com convicção. – Será que existe tratamento para o problema do Junior?

-Infelizmente, acho que não... – Nino murmurou. – Mas o melhor tratamento você já dá: amor e respeito. Tenho certeza que diante disso, Junior é muito feliz, mesmo não podendo ouvir sua voz de anjo...

Ao ouvir o elogio, Ohno aproximou a boca de Nino, parecendo desejoso de beijá-lo. Porém, Kazunari desviou os lábios e olhou para frente. Naquele instante, o cão de Satoshi já havia abandonado seu posto ao lado dos dois e brincava no gramado coberto pela neve.

-O que foi? – Ohno estranhou a reação do namorado.

-Nada...

A boca de Kazunari havia dito isso, mas a forma irrequieta com que Nino movia as mãos sobre os joelhos, convenceu Ohno de que algo incomodava o amante.

-Como assim nada? – Insistiu. – Por que não me beijou?

-Você iria me beijar? – Nino provocou, sensualmente.

Diante da brincadeira, Ohno voltou a aproximar a boca. Novamente viu Nino afastando-se. Dessa vez, o moreno ergueu-se e, de pé, ainda mantinha os olhos fixos no cão ao longe.

-Agora é sério, Kazu – a voz de Ohno se tornou grave. – O que houve?

Nino respirou fundo. O tom rubro abaixo dos olhos demonstrava vergonha.

-Oh-chan, não acho que a gente deva ficar se beijando aqui...

-Anh? – A boca de Ohno curvou-se.

O Riida também se ergueu. Postando-se ao lado de Nino, puxou o namorado pelo braço, obrigando-o a encarar-lhe.

-Por que diz isso?

-Acho falta de respeito com sua família. Sua mãe ou seu pai podem sair a qualquer momento aqui pra fora, e nos pegar aos beijos.

Satoshi largou o braço de Nino instantaneamente.

-Minha família disse algo pra você?

-Não! – Nino refutou. – Obvio que não! Seu pai foi um doce comigo... E sua mãe é maravilhosa.

-Então por que te incomoda sermos pegos nos beijando?

Kazu novamente baixou a face.

-Não sei Oh-chan... Só sinto-me muito sem jeito...

O silêncio de Ohno fez Kazunari erguer novamente os olhos para o mais velho. Percebeu que Satoshi parecia em choque.

-Oh-chan... – chamou.

Ouvindo a voz doce de Nino, Ohno não pode se conter:

-Você tem preconceito!

Nino quase tossiu.

-O quê?

-Você tem preconceito com a nossa relação! – Ohno afirmou.

-Ficou maluco, Oh-chan! Como eu poderia ser preconceituoso se sou gay?

-Claro que é preconceito – Ohno parecia possesso. – Se minha família nos aceita, é óbvio que eles sabem que nós nos beijamos. Mas você se recusa a me beijar na frente deles por vergonha! Assim sendo, está assumindo agora que sente vergonha do que vivemos!

-Não seja bobo!

Ohno respirou fundo.

-Então me explica, Kazu. Estou querendo te entender.

Ainda um tanto constrangido, Nino aproximou-se de Ohno e o abraçou. Sorriu ao pensar na sorte de ter Satoshi, afinal, o namorado era alguém muito especial. Mesmo quando brigava, ele sempre dava espaço a Nino para explicações.

-Passei tantos anos me culpando pelos meus sentimentos... pelo meu amor... – murmurou. – Meu pai sempre me deixou tão claro que o que eu sentia era imundo... que o simples fato do meu coração saltar no peito ao ver você me tornava um anormal... – continuou, num sussurro. – Ainda preciso de tempo...

-Mas, você sabe que nosso amor não é sujo, né? – Satoshi indagou, ansioso.

-Meu amor por você é o que de melhor existe em mim, Oh-chan... – garantiu, tocando sua testa na de Riida.

-Então me deixa beijar você, Nino-chan... – pediu, doce. – Não em público, porque temos uma imagem de ídolos a sustentar. Mas aqui, na minha casa, no seio da minha família... Deixa-me demonstrar o quanto sou eu e você é meu.

Diante de tal pedido, Kazu não resistiu. Fechou os olhos e abriu levemente a boca. Ohno, percebendo o convite, segurou firme a cintura de Nino e aproximou-se vagarosamente.

A língua quente de Ohno deslizou pelos lábios finos, arrancando arrepios em Nino. Tão logo sentiu o estremecer de Kazu, Riida o puxou mais firme contra si, enfiando a língua dentro da boca de Nino. As línguas se espremeram, enroscando-se uma contra a outra, numa mística e erótica dança.

O que era aquele beijo? Por que um simples tocar produzia um efeito tão devastador em Nino? Passou o dia anterior na cama com Ohno, e a madrugada dele fora repleta de sexo. Tampouco, tudo parecia não ter acontecido, tamanha a ansiedade produzida pelo seu corpo ao sentir aquela boca máscula contra a sua.

-Oh-chan – implorou. – Por favor, pare...

Agora não era mais com um beijo que ele se preocupava ao sentir a calça estufar. Empurrou Ohno e sentou-se novamente no chão. Cruzou as pernas. Logo percebeu Ohno ao seu lado. O Riida abraçou-o pela lateral, unindo suas mãos na cintura de Nino. Deitou o rosto no pescoço delicado e suspirou.

-Já pensou que nesse momento podíamos estar separados? Você nos Estados Unidos, fingindo amar a Audrey, e eu aqui sofrendo, achando que meu amor não fosse correspondido... – comentou Ohno.

Nino levou a mão até o rosto de Ohno, e o acariciou.

-Precisa confiar em mim Nino-chan... sempre! – Insistiu. – Se eu não tivesse descoberto a verdade, não estaríamos aqui agora, observando Junior...

-Eu não queria que você sofresse...

Ohno sorriu.

-Sofri da mesma forma. Mas valeu cada lágrima... toda a dor foi importante para que nós pudéssemos estar aqui, vivendo esse instante mágico.

Nino puxou o rosto de Ohno para cima e beijou-o delicadamente nos lábios.

-Eu te amo, Oh-chan...


--------------------------------------------------------------------------------

No dia seguinte...

Aquele vinte e seis de dezembro de dois mil e seis estava realmente sendo um dia estranho. De início, Jun acabou pegando um congestionamento na rua principal de Tókio – coisa rara naquele trânsito tão organizado – enquanto voltava da casa da mãe, onde fora passar o Natal. Depois, o pneu furou e o seguro não atendeu ao telefone gratuito. Assim sendo, ele mesmo teve que trocar a roda do veículo embaixo de uma forte nevasca. Ao chegar em casa, descobriu que a empregada ainda não havia voltado da folga do Natal, e o próprio Matsumoto precisou preparar seu café da manhã.

Exatamente às nove da manhã, Jun colocou seus pés no estúdio de gravação. As festividades do final do ano aumentavam o trabalho, e sem Nino – que ainda estava com o rosto coberto de machucados – o trabalho iria ter que ser compensado pelos demais membros.

Agora, meia hora após ter entrado no local de trabalho, o membro mais novo do Arashi encarava dois colegas de banda de forma boquiaberta.

Respirou fundo.

Levantou as duas mãos sobre a boca, e após as baixou novamente. Arqueou as grossas sobrancelhas negras num misto de dúvida e receio.

-O...K... – balbuciou as letras de maneira lenta. – Venham cá...

Puxando Sakurai Sho e Masaki Aiba pelo braço, Matsumoto os fez sentar no sofá. Olhando em volta do camarim, ele viu um pequeno banco em um dos cantos. Buscou-o e colocou diante dos dois. Sentou-se lá, apoiando cada mão no joelho de ambos.

-Eu amo vocês – disse, sucinto. – De verdade! – Completou.

Aiba e Sho se encararam antes de voltar novamente os olhos para o amigo.

-Nós sabemos, Jun-chan...

-E vocês sabem que eu os apoio, né? – Matsujun continuou. – Mais até que apoiar, eu morreria por vocês! – Declarou, sem receio. – E, de verdade, eu não me importo por vocês estarem juntos...

Jun olhou para baixo, parecendo buscar forças. Só então levantou os olhos novamente.

-Então, não pensem que é por mal o que vou dizer...

-Jamais pensaríamos algo assim – Masaki o interrompeu.

-Que bom... – Jun sorriu, para após voltar a ficar sério. – Então, prestem atenção: VOCÊS NÃO PODEM SE CASAR! SÃO HOMENS!

Apesar da explosão, nem Sho Sakurai e tampouco Masaki Aiba pareceram espantados. Os dois pareciam seguros e tranqüilos de sua decisão.

-Jun-chan, nós dois também sabemos que somos homens... – Masaki disse, conciliador.

-Então, por que diabos, estão me convidando pro casamento de vocês?

-Porque nós vamos nos casar... – Sho assegurou.

-Pelo jeito voltamos à estaca zero... – Jun murmurou, zangado.

Respirou fundo novamente, prestes a reiniciar o assunto, quando uma voz melodiosa o interrompeu.

-Vocês vão se casar?

A voz espantada era de Kazunari. O moreno estava à porta, acompanhado de Satoshi Ohno. Os três demais membros ficaram surpresos de verem Nino ali.

-Nino-kun – Jun balbuciou. – O que está fazendo aqui?

-Eu vim trabalhar, oras! – Kazunari sorriu. – Que história é essa de casamento? - Indagou, com os olhos fixos em Sakuraiba.

-Como assim trabalhar? – Jun ignorou a questão. – Você devia estar descansando...

-Como se ele estivesse descansando durante esses dois dias ao lado do Riida – Sho brincou. – Não vai poder trabalhar com esses machucados! Dizer que essas marcas são derivadas do atropelamento é brincar com a inteligência do nosso público...

-Quer me esclarecer essa história de casamento? – Nino insistiu.

Masaki sorriu e deu um passo para trás. Sakurai estava postado as suas costas, então ao sentir o namorado indo em sua direção, uniu as mãos em sua cintura.

-Estamos juntos há alguns anos... – Masaki começou.

-E resolvemos que está na hora de oficializar isso...

Kazunari abriu os lábios para desejar parabéns, quando percebeu o namorado se colocando a sua frente.

-E a JE?

-Calma Riida – tranqüilizou-o Masaki. – Não será um casamento civil, nem será algo público. Apenas para nós, do Arashi, e talvez uma ou outra pessoa amiga.

Ohno baixou a fronte, constrangido.

-Peço desculpas – comentou. – Sabem que me sinto muito feliz pelos dois. Eu os amo e quero que sejam muito felizes juntos. Só indaguei isso porque é minha função.

-Nós sabemos... – Aiba deu seu melhor sorriso.

-Você está se saindo um líder melhor que a encomenda! – Sakurai brincou. – Então, - retomou a explicação - Aiba-chan e eu vamos nos casar numa cabana, próximo a montanha (nome de uma montanha próxima a tókio), na próxima semana.

-Logo após as festividades do ano novo?

-Isso – Sho afirmou. – E queremos que nosso Riida faça o casamento.

Os três membros encararam Sakuraiba. Tanto Ohno quanto Nino pareciam boquiabertos, mas foi Jun que exclamou:

-Você ficou maluco?

-Não! – Sho gargalhou. – Oh-chan é a pessoa ideal...

-Ohno-san provavelmente não conseguiria nem ler alguma mensagem sem gaguejar – Matsumoto insistiu, brincando.

-Na verdade – Kazu o interrompeu, em defesa ao namorado -, Oh-chan já fez um casamento...

-Como? – Os outros membros se surpreenderam.

-Sim, eu fiz – Satoshi confirmou. – Num dos nossos programas, havia um casal de idosos que sonhavam em se casar...

-E Riida e eu, ao visitarmos e ficarmos cientes desse desejo, preparamos uma festa de casamento... – Nino relembrou.

-E eu os casei – completou Ohno.

-Foi lindo, né Oh-chan? – Kazunari sorriu, de forma doce. – Incrivelmente romântico. Um casamento na praia, sem luxos ou ostentação...

-Apenas sentimento... – Ohno concordou. – É assim que eu quero que seja o nosso...

-Eu também – Nino se aproximou de Ohno. – Nada de luxos ou coisas fúteis. Quero que o que nos una não seja demonstrado de forma material, e sim por emoção...

-Ohno-san fala de sentimentos – Jun caçoou. – Mas, tenho certeza que você, Nino, está pensando é no quanto vai economizar num casamento assim...

O olhar assassino de Nino deu a certeza a Jun de que estava certo.

-Nosso casamento também será simples – Masaki sorriu. – Um jantar... os votos... e só.

-E nossas famílias não vão estar lá... – Sho pareceu triste.

-Não diga isso amor – Aiba o abraçou -, uma parte da nossa família estará lá.

Sakurai sorriu, sabendo que Masaki falava do Arashi.

-E então? – Sho encarou os amigos. – O que acham? Vão ir ao nosso casamento?

-É claro que sim! – Nino exclamou.

-Não perderia por nada... – Ohno disse, feliz.

-Vou ver minha agenda. Se não tiver nada melhor...

Matsumoto, porém, não terminou a frase. Percebendo a brincadeira, Sakurai atirou-se sobre Jun e o fez cair no sofá.

-Ficou doido, Sho-kun? – Jun enrubesceu.

-Acho que precisamos de um sexto membro no Arashi – o rapper riu. – Nosso caçula está tão sozinho...

E então Sho beijou-lhe no rosto de forma barulhenta.

-Eca! – Jun gritou, tentando se limpar. – Sai de cima de mim, Sakurai-kun!

-Jun-kun, a gente te ama muito! – Masaki também se atirou sobre o mais novo, deixando que o peso em cima de Matsumoto dobrasse. – Prometemos que você nunca vai se sentir sozinho na banda...

-Eu nunca reclamei! – Jun berrou.

Logo Ohno também ia por cima do mais novo, dando-lhe beijos na bochecha.

-Querem parar com isso?

Mal terminou a frase, e sentiu um beijo nos lábios. A boca que o tocou era de Ninomiya.

-Que droga é essa? – O grito do Jun agora já era ouvido no corredor próximo ao camarim. – Um estupro coletivo?

-Eu iria adorar te estuprar, Jun-kun – Sakurai gritou.

E os outros explodiram na gargalhada.

-Detesto interromper a orgia, mas vocês precisam ir gravar.

Os cinco rapazes encararam Karin, que os observava da porta. A produtora vinha em sua clássica postura seca e roupa escura.

-Quer participar, Karin-san? – Nino indagou.

-Prefiro lamber o chão com a língua – a resposta felina fez os outros rirem. – Todos no estúdio, agora!

Um a um, eles deixaram Jun e começaram a se dirigir a porta. Porém, quando chegou a vez de Nino, o mesmo sentiu os dedos gelados da mulher em seu braço.

-Onde pensa que vai?

-Ora... gravar! – Nino respondeu.

-De jeito nenhum. Não antes de esses machucados desaparecerem. Fique aqui no camarim e tente não ficar a vista de repórteres. Existem alguns rondando hoje pelo estúdio e não quero que ninguém veja seu rosto assim.

-Eu posso gravar! – Nino insistiu.

-Eu já disse que não! – Ela gritou. – O que quer? Já pensou se alguém vir seu rosto assim? Não quero ofendê-lo, mas nós vendemos uma imagem de um Nino lindo e de feição perfeita. Não um Nino todo quebrado!

Kazu sentiu o sangue ferver e por pouco não partiu para cima de Karin. No entanto, a mão de Aiba o conteve.

-Nino-san, Karin-san não falou por mal, ela simplesmente não tem muito jeito com as palavras... – o amigo murmurou. – Talvez seja melhor mesmo você descansar...

-Concordo com Aiba – Ohno também voltou-se. – Ainda é muito cedo. Descanse...

Diante disso, Nino atirou-se em cima do sofá, e ficou lá, emburrado, aguardando os amigos terminarem o trabalho.


--------------------------------------------------------------------------------

Cerca de uma hora após a saída dos membros do camarim, o som da porta se abrindo despertou Kazunari. Ele relaxava despreocupadamente no sofá e abriu os olhos, ansioso para ver Ohno. No entanto, não era nenhum dos membros do Arashi que entrava.

-Audrey? – murmurou.

A mulher lhe sorriu.

-Como entrou aqui?

A morena caminhou até a mesa central e colocou a bolsa sobre ela. Após isso, sentou-se no sofá a frente do qual Nino estava.

-Sakurai me deu carta branca para vir... Além disso, na época que fingíamos namorar, eu me aproximei da Karin, e ela me quer bem...

-Se aproximou da Karin?

-Sim – afirmou. – Para conseguir o estágio para Jean.

Não era a toa que Sakurai era louco por ela. Morgan calculava cada passo a ser dado, com precisão.

-Ah...

Era estranho se verem a luz do dia, depois da conversa difícil que tiveram na noite da véspera do Natal. Nino sentiu-se intimidado. Acostumara-se a ver aquela garota como uma inimiga, e sabia que agora não mais a devia tratar assim.

-Estou ficando na casa de Aiba... – a mulher contou.

Kazu pareceu espantado.

-É mesmo? Achei que fosse ir pra um hotel...

-Pretendo voltar aos Estados Unidos após a virada do ano – explicou. – Até lá, Sho e Aiba acharam vantajoso que eu ficasse no apartamento de Masaki... pelo menos até o casamento...

-Você foi convidada?

-Parece espantado...

-Estou!

Tão logo disse isso, Nino se arrependeu.

-Quero dizer, é difícil imaginar você num casamento gay...

O riso de Audrey fez o próprio Nino rir.

-O mundo dá voltas, não é? – A garota comentou. – Eu fui até a casa de Satoshi para te ver, e a mãe de seu Riida me disse que você havia vindo até o estúdio...

-Foi até a casa de Oh-chan?

-Sim. E, por incrível que pareça, apesar de tudo que eu fiz, a mãe de Ohno me tratou muito bem...

-Ela nunca ficou contra você, mesmo quando todos estavam – Nino foi categórico. – Acho que isso é o que se chama "experiência de vida". De alguma forma, a senhora Ohno sabia que você precisava de ajuda...

Lentamente, Morgan moveu a cabeça, concordando.

-Até o cachorro pareceu feliz em me ver... – sussurrou, descrente. – Eles formam uma família incrível...

-É verdade... – Nino respirou fundo. – Mas, por que precisava me ver?

Só então Morgan pareceu lembrar-se de algo. Foi até a bolsa e pegou-a. Logo após abri-la, retirou de lá um envelope pardo.

-Suas fotos... – deu o envelope a Nino. Assim que o viu abrir o mesmo, continuou. – Estão todas aí. Sei que de nada vale, mas quero te dizer que tudo que fiz foi porque achei que fosse pro seu bem...

-Eu sei... – Kazunari sorriu para ela.

Morgan desviou os olhos dele, e encarou a porta.

-Será que Aiba vai demorar muito?

O que havia acontecido entre Aiba e Audrey no Natal? Ela falava do loiro com clara ternura.

-Você e Aiba se tornaram amigos? – Nino não resistiu.

-Uma mulher sempre se torna amiga de um homem que a ajuda durante uma crise de cólica.

O sorriso doce dela dava mostras de que a moça se recordava de algo.

-Na adolescência, cada vez que minhas regras desciam, achava que ia morrer. Ontem, tive outra crise. E Aiba cuidou de mim...

-Masaki sabe tudo de mulheres... – Nino riu. – Por um lado, é bom que seja gay. Assim, não destrói o coração da maioria das garotas...

-Tenho certeza que ele destrói o coração da maioria das garotas, mesmo não tendo nenhum envolvimento com elas...

-Está querendo me dizer que está sentindo uma "queda" pelo Aiba?

Morgan o olhou, firme.

-Só amei um homem na vida, Nino... e acho que dificilmente amarei outro...

Kazu baixou a fronte, constrangido. Sabia que Audrey falava dele.

-Bom, preciso ir... – anunciou, de repente. – Avise a Masaki, por favor, que farei o jantar...

Kazunari ainda ficou observando a porta em que Audrey saiu durante alguns segundos, antes de voltar ao seu repouso.

Continua...
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MensagemAssunto: Re: [END] - Rendição   [END] - Rendição - Página 15 EmptyQui Abr 22, 2010 8:33 pm

Aeaeaea finalmente cap nvo !!!!!!
e vc né Josy sempre me surpreendendo
tenho tds os tipos d emoçoes lendo sua fic
rio, choro, fico com raiva, me apaixono etc etc etc
esse foi um dos q achei mais comovente, serio
ou será q eu é q ando mto sentimental ultimamente? rs
pode ser tb ja q sempre fui uma manteiga derretida haha
é serio, a parte do Nino com os pais do Ohno me emocionou, a cena do Nino com o Ohno e o Junior me emocionou e esse final da Audrey com o Nino tb me emocionou
Aeee finalmente Jun voltou, tava com saudades dele ^^
Kyaaaa Sakuraiba vai casar *------*
OMG q lindoo *-----*
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MensagemAssunto: Re: [END] - Rendição   [END] - Rendição - Página 15 EmptyQui Abr 22, 2010 8:59 pm

Amadaaaa
Nara, acho que rendição teve um ritmo tao alucinante que sempre que cai nesse tipo de cap, eu tenho a sensação que está vago..qse parado.
hehehe
Mas mtoooo obrigada pelo coment amada^^
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MensagemAssunto: Re: [END] - Rendição   [END] - Rendição - Página 15 EmptyQui Abr 22, 2010 11:35 pm

QUE FODAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA
*-*

quase infartei quando vi que tinha post novo!!!
=DDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDD

infelizmente eu n vou poder fazer meus comentários grades do jeito que eu gosto pq amanhã tenho 2 provas na faculdade e preciso estudar mais TOT
*mas prometo que comento de novo assim que puder, com todo os detalhes 8DDD*

O Nino foi TÃO²³³¹²³¹²³ fofo se escondendo da mãe do Oh-chan!!!
genteeeeeeeee, deu gargalhada aqui
xDDDDDDDD

MEU chorei falou??
xDDD
na hora q o Ohno chora por causa do cachorro, eu comecei a chorar, por três motivos:
1º: tenho uma vira-lata com 14 anos de idade *-*
2º: lembrei do Ohno chorando no DVD 5x10 (sempre chorro quando vejo)
3º: foi extremamente triste imaginar tudo o que aconteceu com ele (dog) sem ele entender óÒ

AMEI Josi-chan, não importa o tempo que vc demore a postar
eu NUNCA deixaria de ler uma fic sua
além de bem escritas, suas histórias prendem muito nossa atenção
*-----------------------------*

m(_ _)m
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MensagemAssunto: Re: [END] - Rendição   [END] - Rendição - Página 15 EmptyQui Abr 22, 2010 11:50 pm

Natyyyyyyyyyyyy
Nossa, mtoooo obrigadaaaaa
sem palavras... eu jamais poderia deixar de postar. Seus comentarios, e os das meninas... sao meu combustivel..mtooo obrigadaaaaa..de coração..
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MensagemAssunto: Re: [END] - Rendição   [END] - Rendição - Página 15 EmptySex Abr 23, 2010 12:31 am

uwaaaaaaaaaaaaaaaaa que bom *------------*
eu JURO que olho TODOS OS DIAS aqui só pra ver se vc postou
xDDD

sou sua fã de verdade
*estou até na comunidade do orkut 8DDDD*

é a melhor fic de Ohmiya que eu já li, com toda a certeza
=DDDDDDDDD
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MensagemAssunto: Re: [END] - Rendição   [END] - Rendição - Página 15 EmptySex Abr 23, 2010 1:42 am

Fiquei tão feliz em saber que sairia capítulo novo hoje que não via a hora de poder ler,engraçado pq tava ouvindo umas músicas do Arashi e quando comecei a ler começou a música Niji,para mim é quase como música tema da fanfic rsrsrsrsrs

Adorei esse capítulo,foi muito emocionante,como sempre aliás,eu ainda fico com um pé atrás com a Audrey por isso entendo a reação do Nino,mas vou tentar dar uma chance a ela.

Foi emocionante na parte da casa do Riida,ah esses dois são mto fofos juntos neh,achei incrivel sobre a história do cachorro voltando e como o Ohno ficou triste e como conversaram.

O que me emociono com a história também é que tenho um irmão por parte de pai que se assumiu gay um tempo atrás,e tal como na reação do pai do Nino na história foi reação do meu pai com ele e foi muito ruim e eles não se falam desde então,então acaba que marca também por isso,eu sei como meu irmão sofreu durante todo tempo na adolescencia por não poder assumir isso apesar de ser algo quase óbvio,até hoje ele sofre muito preconceito ainda,mas hoje está casado e feliz,isso que conta neh,enfrentamos dificuldades na vida,mas isso não é algo diferente para ninguém,mas precisamos enfrentar e seguir em frente.

Bem perfeito,já sou completamente fã apesar de ler a pouco tempo,mas virou um vicio já rsrsrsrsrsrs

Parabéns,simplesmente adorei

Bjos,bjos
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MensagemAssunto: Re: [END] - Rendição   [END] - Rendição - Página 15 EmptySex Abr 23, 2010 4:13 pm

Naty
Huahauaahauhaa
Adorei^^
E a comuna está com 149 pessoas. Eu não conheço nem a metade..kkk..tudo leitores... e tem gente de todas as idades^^ é mto bom...

Emmanuele ( minha primeira personagem original se chamava Emma... tenho um carinho enorme por esse nome... )
Você nao tem ideia do quanto seu comentario me emocionou. Acho que a missao de todo autor é transmitir sentimentos, fazer as pessoas pensarem.
Eu sei de mta gente que nao aceitava o homossexualismo, que por causa d Rendição, passou a pelo menos... respeitar.
Eu fico feliz pelo seu irmao ter superado esses momentos dificeis. Ele é um homem de coragem, de viver a sua condição...
Desejo toda a sorte do mundo pra ele...
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MensagemAssunto: Re: [END] - Rendição   [END] - Rendição - Página 15 EmptySex Abr 23, 2010 8:47 pm

Obrigada Josiane Smile comecei a ler e nem liguei de imediato a isso,mas é mto complicado vc se sentir diferente e não poder assumir o que sente,isso se extende a qualquer coisa tbm,um desejo de um curso universitário diferente,viver uma vida diferente ou no caso de rendição o desejos deles de ficarem juntos,mas o tempo consegue acertar o curso certo do caminho a seguir né Smile

Eu que me emociono sempre com a história,se já gostava de Ohmiya agora gosto mto mais Smile,vai ser triste quando acabar rendição,vou sempre pensar o que será que poderia acontecer depois,mas aí espero que possa saber por ser real em parte neh Smile
Mas não sei se esses dois de verdade se assumam um dia,ñ dá para negar né que tem algo entre eles,mas não sei se um dia eles ficariam juntos mesmo,mas torço mesmo assim.

Acabei foi ficando mais fã do Riida tbm,to até vendo Maou,tempo que queria ver,mas sempre tinha muitos doramas assistindo juntando a isso meu vicio em séries e a terrível falta de tempo rsrsrsrsrs

Bem é isso,vou esperar o próximo capítulo :D

Bjos
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MensagemAssunto: Re: [END] - Rendição   [END] - Rendição - Página 15 EmptyDom Abr 25, 2010 6:34 pm

AEAE *-*
capitulo novo \o/
aaaaaaa josy, nem preciso falar nada né
tá peeerfeito *o*
os pais do ohno são os pais que todo mundo sempre desejou né ^^
casamento nas montanhas, que soooooonho 8D
e a Audrey, fiquei boquiaberta com ela falando.
geeeeeeeente, e só de pensar que um dia ela já desejou todo o mal pro Aiba
falar que eles viraram amigos, aaah que lindo *-*
paarabéns josy :D


[END] - Rendição - Página 15 Cpiadenewscalendar20101
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MensagemAssunto: Re: [END] - Rendição   [END] - Rendição - Página 15 EmptySeg Jul 12, 2010 7:15 pm

Rendição

Capítulo XXXXI

Por Josiane Veiga

Nota da autora: esse devia ser o último capítulo de Rendição, mas as situações acabaram tomando uma forma gigantesca, e as cenas finais não couberam aqui. Como estava ansiosa para entregar a vocês esse capítulo, resolvi postar assim mesmo. O próximo capítulo será o último, e sinto aquela sensação de dever cumprido. Mesmo que minhas teorias Ohmiya tenham mudado muito no decorrer do último ano, acredito que Rendição ainda é uma obra de valor. Estou orgulhosa dela, e muito obrigada por todo esse carinho que recebi^.^


O carro adentrou na curva à direita. A direção firme de Kazunari fez Ohno sorrir. Os dois dirigiam-se para a cabana alugada por Sho e Aiba para a união.

Era incrível que aquele momento estivesse acontecendo. Enquanto lutava corajosamente contra os próprios sentimentos, Ohno foi cego ao que se passava a sua volta. Nunca desconfiou do relacionamento dos dois amigos, mas desde que conhecera a verdade, sabia que o casamento era o melhor para ambos.

Um amor tão intenso e duradouro merecia uma cerimônia... mesmo que fosse tão íntima.

Voltou novamente os olhos para Nino. Por conta de algum bloqueio, Satoshi nunca tirou a carta de motorista. Tinha simplesmente pavor do volante, mas Nino nunca se fez de rogado. Kazu amava dirigir, e Ohno amava o observar enquanto cumpria a tarefa.

-Sabe, Oh-chan... – Nino chamou sua atenção. – Eu acho que nós também devíamos nos unir nas montanhas...

Satoshi arqueou as sobrancelhas.

-Você sempre preferiu a praia... – observou. – Diz que é mais romântico...

-Mas também mais exposto – Kazunari constatou, sabiamente. – Muito fácil de paparazzos flagrarem. A montanha é simplesmente o ambiente perfeito para um momento tão íntimo...

-E secreto... – Ohno suspirou, completando-o.

Nino trocou de marcha, antes de virar o rosto para o namorado.

-Te incomoda o segredo, não?

-Eu gostaria de contar a todos – Ohno riu. – Não gosto de fingir...

-Seria loucura. E das grandes! Seriamos massacrados pela imprensa, e até pelas fãs...

-Eu sei...

Ohno voltou os olhos para a janela. Realmente, ele tinha consciência que a revolta seria sem precedentes. Uma coisa era a brincadeira fanservice. Outra era falar abertamente daquele relacionamento. No entanto, ao voltar os olhos para Nino, percebeu que valia a pena tentar. Logicamente, ainda não. Precisavam de mais estabilidade. Mas, com o tempo, Satoshi prometeu a si mesmo que iria adquirir coragem.

Alguns minutos depois chegaram a enorme choupana de madeira. O lugar havia sido reservado apenas para eles e poucos conhecidos. Uma discrição incrível se era nítida, afinal, nada levava a crer que naquele ambiente iria se realizar um casamento.

-Onde estão Sho-kun e Aiba-kun? – A voz de Nino o tirou do devaneio. – Eles não deviam estar aqui?

Ohno saiu do carro e aguardou Nino fazer a volta, postando-se ao seu lado.

-Eles devem estar dentro da casa... – comentou.

Naquele momento, a porta se abriu. Um irrequieto Matsumoto apareceu. Tao logo notou os amigos, foi em direção aos dois.

-Estão atrasados! – Avisou.

-O casamento não vai ser à noite? – Nino indagou.

-Será! – Jun concordou. – Entretanto, já que não podemos contratar um serviço terceirizado para alimentar os convidados, todos nós vamos ter que arrumar as mesas e fazer a comida.

Kazunari ficou boquiaberto.

-Eu não vou trabalhar de graça!

-São seus amigos!

-E daí? – Nino enrubesceu. – Eu vim aqui pra festejar, e não trabalhar. Ainda se me pagassem...

-Kazunari Ninomiya! – Jun esbravejou. – Você é incrivelmente avarento! Cale essa boca, e mãos a obra!

Dizendo isso, Matsumoto deu as costas a eles, e foi ate à cabana. Nino olhou Ohno, e ao ver o namorado dar os ombros, resolveu seguir o mais novo.

Lá dentro, o casal encontrou as mesas descobertas, e as louças dentro de caixas. Era uma sorte que não haveria muitos amigos presentes ao casamento, pois senão estariam perdidos.

-Pelo menos podiam ter contratados uns garçons... – Kazu resmungou. – E depois sou eu o "mão de vaca"!

-Não é uma questão de dinheiro, Nino-chan – Ohno sorriu ao amante. – É apenas para evitar vazamento de informações.

Mordendo o lábio inferior, enfim Nino resolveu parar com as reclamações.

-Onde estão os noivos? – Questionou a Matsujun, que estava afastado, colocando uma toalha sobre uma das mesas.

-Aiba está na cabana anexa aos fundos, se arrumando.

-Hum... e Sho?

-Não chegou ainda. Ele vai chegar só na hora do casamento.

O olhar de Nino pareceu interrogativo.

-Igual a uma noiva?

Matsumoto não resistiu, e riu.

-É o que parece.

-Sempre achei que Sho-chan fosse o ativo – Kazunari gracejou. – Pelo visto, me enganei.

-Eu sou o ativo!

Ao ouvirem a voz alta, como um trovão, olharam para a entrada. Observaram o rapper moreno, enrubescido, como se o assunto o incomodasse. Ao seu lado, a americana Audrey Morgan vinha com um embrulho nas mãos.

-Vocês ficam falando da minha vida íntima as minhas costas? – Sakurai parecia possesso.

-A gente pode falar na sua frente também – Jun o enfrentou. – O que está fazendo aqui? Você não iria vir só à noite? O sol nem se pôs ainda!

Audrey levantou o pacote, e respondeu no lugar do moreno.

-Masaki ligou à cerca de meia hora para o celular de Sho avisando que havia esquecido a camisa que usaria junto com o terno. Então, nós viemos trazer.

Jun desviou o olhar da mulher. Não a suportava. Depois de tudo o que ela havia feito contra eles, era difícil a encarar sem ficar desejoso de bater nela.

-Masaki está na cabana dos fundos – esclareceu à Sakurai, ignorando abertamente a Morgan. – É melhor que eu leve o embrulho, pois dizem que dá azar o noivo ver... – de repente estancou, pressentindo que falaria uma bobagem.

Porém, Kazunari não resistiu.

-O noivo ver o noivo! – Exclamou Nino, rindo.

-Querem parar de fazer piada do meu relacionamento? – Sho continuava vermelho. – Vou ir até Masaki. Não acredito nessas superstições idiotas!

Morgan seguiu Sakurai com passos rápidos. Não que ela não desejasse permanecer na sala, próxima de Nino, mas ficar na presença de Ohno ainda era muito difícil. E tampouco aquele tal de Matsumoto colaborava. Seu olhar de desprezo era capaz de afugentar até o mais bravo guerreiro.

Ergueu a mão e pousou-a no braço de Sho. O moreno a encarou, e sorriu-lhe. Aliviada, sentiu que estava segura enquanto Sho e Aiba estivessem ao seu lado.

-Não deixe que Jun a amedronte... – ele aconselhou, enquanto colocava a mão sobre a da mulher.

-Nada me amedronta – replicou.

Os dois ainda mantinham as mãos unidas quando entraram no quarto vazio. Seus olhos procuraram pelo homem de cabelos loiros. Nada de Masaki.

-Será que viemos à cabana errada? – Morgan indagou, preocupada.

-Essa é a única anexa à cabana principal – Sho negou.

O moreno foi até a janela, buscando algum sinal do amante. Lá fora, apenas arbustos e pássaros eram visíveis.

-Sho... – a voz de Audrey fê-lo virar-se a sua direção.

-Sim?

-Aiba... – ela mostrou um pequeno bilhete que estivera sobre a cama -, desistiu do casamento...

Durante alguns segundos a frase dela martelou na mente de Sakurai. O moreno imaginou se entendera algo errado. Mas, ao pegar o bilhete que a mulher lhe estendia, pode enfim compreender o porquê da afirmação.

"Perdão, Sho-kun... mas não posso fazer isso... eu não amo você...".

Sakurai permaneceu olhando o bilhete, mesmo após tê-lo lido quatro vezes.

-Eu lamento muito, Sho...

-Não lamente – o rapaz a encarou, firme. – Essa não é a letra de Aiba!

~~~~0000~~~~

A última coisa de que Aiba se lembrava era ter ligado para Sakurai tão logo percebera que esqueceu a camisa branca que usaria no seu casamento. Tão logo desligou o telefone, uma forte dor na cabeça o apagou.

Pareciam segundos desde que fechara os olhos. Entretanto, pela claridade faltante da janela, percebeu que ficou desmaiado por horas. O ambiente que estava era desconhecido, mas o cheiro floral dos lençóis da cama, tinha ciência que já havia sentido antes.

-O senhor acordou!

A voz feliz o fez virar o rosto para a porta. Jean Touga estava parado a entrada, com uma bandeja nas mãos.

-Eu fiz a sua janta... – o rapaz continuou, de forma natural, como se estivesse vivendo uma cena rotineira.

Touga o havia sequestrado! E para conseguir seu intento, havia lhe batido na cabeça! Como ele havia conseguido passar por Jun, e chegar até a cabana em que Masaki se encontrava, ainda era um mistério; mas, de alguma forma, Jean soube do casamento e impedira-lhe de se unir a Sho.

Possesso por uma raiva que nunca havia sentido antes, Masaki tentou se colocar de pé e avançar contra o mestiço. Uma corrente em seu tornozelo o impediu. Percebeu então cordas nas mãos também.

Estava preso! Como um animal, havia sido amarrado a uma enorme cama de ferro. E aquele lunático doente agora o observava com o olhar apaixonado. O estômago de Aiba se revirou, e o rapaz pensou que fosse vomitar todo o almoço aos pés de Jean.

-Não me olhe assim... – o francês lhe sorriu. – Eu o impedi de cometer o pior erro de sua vida. Sei que está com raiva agora, mas um dia vai me agradecer muito...

-Você é louco... – Aiba murmurou. – Completamente louco...

-Não é loucura – Jean negou. – É amor. Estou evitando que se una aquele homem que não sente nada pelo senhor. Sho Sakurai nunca o amou como eu amo... ele não pode lhe fazer feliz como eu posso...

-Não quero seu amor! – Aiba berrou, transtornado. – Me solte! Você não tem o direito de me prender aqui!

No entanto, Touga não parecia lhe ouvir.

-E ainda existe a Audrey... – continuou, indiferente aos olhos marejados de desespero do loiro. – Eu o vi com ela. Também sei que ela está morando na sua casa. Como pôde, senhor Aiba? Ela sempre o odiou, e agora o senhor a recebe dentro de seu lar! E a mim, que sempre o trouxe no coração, o senhor despreza!

-Doente... – Masaki balbuciava, como um mantra. – Você é doente...

-Chame do que quiser. Talvez realmente seja uma doença. Eu o amo há tanto tempo, e nunca consegui me livrar desse sentimento. Se for uma doença, não tem cura, porque eu jamais deixaria de idolatrá-lo. – O rosto de Jean adquiriu um tom pálido. – Vou fazê-lo muito feliz – prometeu.

-Me solte... – Masaki pediu, num tom baixo.

-Só quando o senhor compreender que é de mim que necessita. – Um rubor tomou sua face antes falar novamente. – Vai me desejar, senhor Aiba – afirmou. – Vai me desejar tanto quanto eu o desejo. E então faremos amor. E quando me tiver nos braços vai entender que tudo que acha que sente pelo Sho Sakurai é só um sentimento passageiro...

~~~~0000~~~~

-Por que você tem tanta certeza de que foi Touga Jean que sequestrou Aiba-chan? – Nino questionou.

O sol já havia se posto. A cabana ocupada pelos quatro membros do Arashi e por Audrey Morgan era o único ponto iluminado naquele lugar pacífico. Os convidados haviam sido comunicados por Matsumoto do cancelamento da cerimônia, e Karin já havia sido chamada. Enquanto aguardavam a presença da produtora da agência, tentavam entender tudo que estava acontecendo.

De início, quando compreenderam que o amigo havia sido sequestrado, Ohno, Nino e Jun tiveram que conter um possesso Sakurai, que queria ir até Touga imediatamente. Porém, através de Morgan, descobriram que o jovem havia se mudado de sua residência anterior para um endereço desconhecido. A americana comentou que havia tentado entrar em contato com ele para por fim aos planos, mas sem sucesso.

-Desde que notei sua fraqueza mental, usei disso a meu favor. Jean é completamente obcecado por Masaki. E fiz o possível para usufruir desse sentimento de afeto e idolatria. Incentivei seus sonhos e fantasias, e sei que ele não simplesmente abandonaria sua paixão. Então é provável que estivesse oculto, observando tudo nessas últimas semanas.

Audrey respirou fundo antes de continuar:

-Jean é transtornado, mas não é bobo. Se estiver seguindo Aiba, deve ter notado os preparativos desses dias.

Um silêncio incômodo se formou por alguns segundos. Foi Jun, que num tom alto, se manifestou:

-E quem pode nos garantir que tudo não foi armado por você? – Dirigiu-se a Audrey. – Como ele poderia saber do casamento? E como ele poderia saber da cabana? Ninguém sabe onde nós estamos. Alguém deve ter contado pra ele, e esse alguém é você.

Apesar da pose de badboy do homem ser verdadeiramente intimidante, tudo que ele conseguiu de Audrey foi que a sobrancelha direita dela erguesse, em escárnio.

-Não ajudei Jean. Tenho minha consciência tranquila em relação a isso. Você acredita se quiser, não vou tentar convencer ninguém.

O membro mais novo do Arashi chegou a abrir a boca para retrucar, mas Sakurai foi mais rápido.

-Eu acredito – encerrou o assunto. – Além disso, se Jean estivesse nos seguindo, era fácil perceber o que se passava.

-O que quer dizer? – Jun indagou.

-Não me preocupei em esconder nada – Sakurai admitiu. – Eu até brinquei com o assunto numa entrevista de rádio. Se ele estava ouvindo, entendeu o recado.

Sakurai baixou a fronte, culpando-se pela negligência. A verdade crua era que havia menosprezado Touga – o esquecido, até -, e agora pagava pelo seu erro. Só Deus sabia o que aquele maluco estaria fazendo com Aiba.

Um desespero maior ainda o tomou, e gritaria de angustia, se não fosse pela entrada obtusa de Karin.

-Pelos céus, que história é essa de sequestro? - a oriental questionou tão logo seus olhos encontraram os dos jovens.

Saindo de seu canto, Sho correu até ela, e a prendeu nos braços.

-Diga-me que possui o atual endereço de Touga Jean! – berrou.

-Jean? – a confusão era nítida nos olhos puxados. – O que Jean tem a ver com isso?

~~~~0000~~~~

O vento gelado bateu contra os cabelos negros de Sakurai. Seu medo só não era maior que seu desespero de ver Masaki.

Olhou para o lado. Os amigos e as duas mulheres estavam com ele. Parados na esquina da rua onde Jean residia, aquele grupo era incomum. Havia sido uma sorte enorme que, ao encerrar a ficha no departamento pessoal, a atendente havia pego o endereço do jovem para qualquer eventualidade.

O cenário era aterrorizante. A via pública era estreita, e as casas eram mal construídas, para o padrão oriental. A iluminação era escassa e um silêncio arrebatador tomava conta de tudo. Sho arrepiou-se, mas precisava ser corajoso.

-O que estamos esperando? – indagou, e começou a se distanciar do carro.

-Espere! – Morgan o puxou. – Deixe que eu vá! Jean odeia você, e está transtornado. Ele pode tentar algo...

-Não tenho medo dele! – Sakurai rebateu.

E desvencilhando-se da garota, partiu em passos rápidos em direção a casa.

Naquele instante Morgan percebeu que, qualquer que fosse o embate que ocorresse na casa de Jean, Sakurai seria o vencedor.

~~~~0000~~~~

Masaki abriu os olhos tão logo Touga Jean entrou no quarto. Percebeu que o rapaz havia se banhado, e agora vestia apenas um robe escuro. Assustou-se imediatamente quanto aos planos do mestiço. Preso naquele ambiente, amarrado na cama, e fraco pelo desespero, sabia que não seria um grande desafio a quaisquer que fossem os planos de Jean.

-Sentiu minha falta, senhor Aiba? – Indagou com a voz melodiosa. – Estou usando seu shampoo – contou. – Sei que gosta do cheiro.

Masaki continuava mudo. Os olhos demonstravam o quanto estava apavorado.

-Sabe como sei qual é seu shampoo favorito? Observei seu camarim... – sorriu. – Também li cada entrevista que deu em todos esses anos. Sei tudo do senhor, desde seus hábitos mais simples até suas maiores excentricidades.

O rapaz se aproximou ainda mais. Masaki estava sentado na cama. Sua postura frágil e desprotegida excitou ainda mais o francês.

-Amo-o tanto... – sussurrou Jean. – Fiz questão de saber cada detalhe de seus gostos e escolhas, apenas com o interesse de fazê-lo feliz...

Quando a mão pálida do rapaz tocou a face lisa de Aiba, o loiro se encolheu. Ao perceber Jean ajoelhando-se à sua frente, estremeceu de nojo.

-Está com medo? – O tom baixo era quase uma carícia. – Não deve! Vai me amar, Masaki...

Era a primeira vez que Jean o chamava pelo primeiro nome. Aiba, de alguma forma, sabia que aquela simples ação quebrava a barreira que mantinha Touga afastado. Ao chamar-lhe assim, Jean assumia uma intimidade que nunca havia existido entre eles.

Ainda pensava nisso, quando a boca de Jean capturou a sua, esmagando-a. Em pânico, Masaki tentou se desvencilhar, mas as cordas que mantinham seus pés e mãos atados, o impediram de empurrar o rapaz.

-Não! – gritou. – Me solte!

Foi inútil. Touga ignorou os apelos. Aliás, tudo naquele jovem parecia modificado. Nada da fragilidade demonstrada tantas vezes para o ídolo no camarim. Ao contrário, Jean agora mais parecia um animal forte e indestrutível enquanto o deitava na cama e avançava com rudez para cima do loiro.

-Não! – Repetiu.

Dessa vez, de alguma forma, conseguiu afrouxar uma das cordas da perna, e chutar Jean. Só quando sentiu o gemido do outro, foi que pensou se havia sido uma boa ideia aquela atitude. Ao se encararem, Masaki percebeu um olhar demoníaco que nunca havia visto no outro.

-Cretino! – Jean o esbofeteou. – Como ousa me chutar? Como ousa se negar aos meus sentimentos?

Outro soco. E outro. E uma sucessão de tapas. Era bem verdade que Masaki preferia apanhar a ser molestado, mas logo viu que o plano de Jean voltava a ser praticado. Ao sentir a corda que afrouxara voltar a ser presa com firmeza, começou a chorar.

-Não! Não, por favor! – implorou. – Por favor, não faça isso!

Aquelas lágrimas apaziguaram momentaneamente a raiva do outro.

-Não chore, amor... – Touga lambeu o queixo de Aiba. – Você vai gostar... – prometeu.

As mãos firmes de Jean arrancaram a calça de Masaki, e logo Touga se postou no meio das pernas de Aiba.

-É tão bonito e macio... – constatou, com a voz excitada. – Vou me perder aí dentro.

Masaki gritou quando sentiu o membro duro e firme de Jean colocar-se à sua entrada. Preparou-se para o pior e fechou os olhos, chorando alto.

No entanto, o mestiço não conseguiu seu intento. No instante que ouviu o grito agoniado de Masaki, Sho arrombou a porta e adentrou pela casa correndo. Ao chegar ao quarto, encontrou o namorado deitado na cama, com a face coberta de sangue e aquele monstro tentando estuprá-lo.

-Vou te matar, desgraçado!

Arrancando Jean de cima de Masaki, atirou o jovem contra a parede, desferindo chutes e socos. Cego, não percebeu que Nino, Audrey e Karin correram até Aiba para soltá-lo, e que Jun e Ohno tentavam contê-lo, sem sucesso.

-Sakurai! – Jun berrou. – Você vai matá-lo!

Só quando Ohno e Jun o puxaram com força para trás, quase o derrubando, foi que a razão voltou a Sho. Com os olhos esbugalhados, percebeu Jean no chão, com o rosto transfigurado pela agressão.

-Ele vai pagar na justiça por isso! Vamos chamar a polícia! – Ohno avisou.

Uma voz baixa, sussurrada e triste se fez ouvir:

-Não podemos... o escândalo...

Era Aiba.

Era um Aiba muito diferente daquele habitual, feliz e sorridente. As palavras pareciam engasgadas, e o olhar estava mortificado. Como um zumbi, Sho correu até ele, e o abraçou.

~~~~0000~~~~

Os dedos de Sho deslizaram pela face pálida do amante. Masaki dormia profundamente. Haviam medicado o rapaz tão logo passou por exame de corpo e delito na delegacia. Com algum dinheiro, a agência conseguiu o máximo possível de sigilo sobre o que havia acontecido, e após uma longa conversa com Karin, decidiram que o melhor seria a deportação para o francês. Um processo poderia cair no conhecimento da imprensa e aquele triste episódio virar capa de tabloides.

Era madrugada quando enfim chegaram ao apartamento de Masaki. O loiro deitou na cama, e chorou baixinho por alguns minutos até apagar completamente. Os amigos ficaram todos no quarto, o observando, emudecidos e perplexos demais para esboçar qualquer comentário.

-Vou fazer um café... – comentou Audrey após algum tempo, e se retirou.

Movendo a cabeça, Jun sugeriu aos outros dois para também sair do quarto. Tanto Ninomiya quanto Satoshi entenderam instantaneamente a importância de permitir que Sakuraiba ficasse a sós.

Tão logo a porta se fechou, Sho passou o braço pela cintura do namorado e o puxou contra si. Ficou sentindo a respiração tranquila de Aiba contra o rosto, meditando em tudo que deu errado.

Aquela noite deveria ter sido a de núpcia deles. Infelizmente, estava sendo uma das piores noites que já haviam passado.

-Sho-kun...

Encarou Aiba. Percebeu que o gesto de pousar a mão sobre o loiro, o acordou.

-Estou aqui, amor...

Mordendo o lábio inferior, o loiro disse:

-Senti tanto medo...

-Eu sei. Isso nunca mais vai acontecer. Nunca mais vou deixar ninguém fazer mal a você – prometeu.

Lágrimas inundaram os olhos de Masaki.

-Por que as pessoas são tão más, Sho-kun?

Passando as mãos nas costas de Aiba, num carinho confortador, o moreno respondeu com sinceridade:

-Não sei o motivo, meu amor. Mas, por favor, não perca a fé que você tem na humanidade pela atitude isolada de um transtornado...

Deslizando a mão espalmada pelo rosto de Sho, Aiba traçou os traços marcantes do nariz, boca e queixo.

-Obrigado por me salvar... – murmurou.

Um pequeno sorriso surgiu nos lábios generosos do moreno.

-Obrigado por existir... – respondeu.

E ficaram naquela posição até o sol raiar.

CONTINUA...
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MensagemAssunto: Re: [END] - Rendição   [END] - Rendição - Página 15 EmptyTer Jul 13, 2010 6:47 pm

aaa naoooo ta acabando T_T
nao sei se isso é bom ou ruim
sempre fico triste com terminos de fic, mas feliz ao mesmo tempo
ah td bem, termina uma, vem outra né xDD
uma hora teria q acabar
Ahaa sabia tinha q ter sido Jean pra escrever um bilhete daqueles, é claro q Aiba jamais diria q nao ama o Sho
ah mas esse Jean hein
q maldito grrr
cmo se atreveu a fazer isso com o Aiba grrr
mais!!!
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MensagemAssunto: Re: [END] - Rendição   [END] - Rendição - Página 15 EmptyTer Jul 13, 2010 7:22 pm

Naraaaa
Rendiçao vai ter livro 2 ^^
amada, nossa, mto obrigada pelo carinho. Fico mto feliz q o trabalho tenha sido tao feliz em ter leitores tao queridos^^
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MensagemAssunto: Re: [END] - Rendição   [END] - Rendição - Página 15 Empty

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