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 [END] - Rendição

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Josiane Veiga
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MensagemAssunto: Re: [END] - Rendição   Sex Fev 19, 2010 5:29 pm

Naty:
Acho que na fic, o Aiba no fundo gosta desse defeito do Sho...afinal, dizem que a gente se apaixona pelos defeitos e não pelas qualidades ne? hehehe

Ele foi bem ser vergonha msm. Mas dai o Aiba se levantou, apalpou sua propria barriga e disse: "estou engordando?". na hora, o sho desviou os olhos. Era camera escondida, entao eles nao sabiam que estava filmando. Você ja assistiu?

Nara
Pior que não tenho ideia do plano do Aiba... ainda vou ter que pensar sobre ele..kkk
Obrigada pelo comentário amor^^
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naty
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MensagemAssunto: Re: [END] - Rendição   Sex Fev 19, 2010 9:14 pm

ah se bem que o Sho quase n tem defeitos neh... o.O' *porissoeuamoele :X*
só é meio covarde, mas assim, era de se desconfiar
SHAUSHUAHSUAHSUAHS

ah esqueci de comentar de novo
*minha cabeça tah caquinha ultimamente*
Citação :
Amor...mtoooo obrigada pelo seu comentário^^ d verdade^^ me emocionou
que emoção *----------------------*
óÒ
meu comentário saiu, big-gigante dessa vez xDDDDDD
mas n dava pra ser menor, não tinha jeito 8DDD

ahh, nunca vi esse vídeo não, do Sho safadeenho *-*
xDDD

s2
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MensagemAssunto: Re: [END] - Rendição   Dom Fev 21, 2010 1:45 am

GEENTEE
EU A-M-E-I essa conversa do Sho com a Audrey
acho que enfim eles vao se dar bem *-*
e man, eu adooorei esse lance de aniversario no mesmo dia *-*
sho parece aquelas crianças que ficam fingindo que não quer mais algo se não consegue
eu ameei.
NOSSA, ESSE CAPITULO, TÁ PEERFEITO *-*
parabens


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Josiane Veiga
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MensagemAssunto: Re: [END] - Rendição   Dom Fev 21, 2010 4:13 am

Brigadaaaa Mii
Sabe que esse cap deu um trabalho do cão, mas por sorte, saiu exatamente como eu queria^^ é um daqueles cap que eu não modificaria uma linha^^
Mtooo obrigada^^
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MensagemAssunto: Re: [END] - Rendição   Qui Fev 25, 2010 2:20 am

Citação :
Sabe que esse cap deu um trabalho do cão, mas por sorte, saiu exatamente como eu queria^^ é um daqueles cap que eu não modificaria uma linha^^
REALMENTE
te juro por tudo que é mais sagrado!!! Você tah cada vez melhor 8DD
não só na história, mas tah escrevendo mto melhor tbm, se acostumou a n ter Beta-R. ne??
SHAUSHAUSHAUSH

com certeza esse cap ficou maravilhoso
nem tem o que mudar aí, nem em sonhos alguém pode tocar nesse cap 8DDDD

s2
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MensagemAssunto: Re: [END] - Rendição   Qui Fev 25, 2010 2:52 pm

naty escreveu:
Citação :
Sabe que esse cap deu um trabalho do cão, mas por sorte, saiu exatamente como eu queria^^ é um daqueles cap que eu não modificaria uma linha^^
REALMENTE
te juro por tudo que é mais sagrado!!! Você tah cada vez melhor 8DD
não só na história, mas tah escrevendo mto melhor tbm, se acostumou a n ter Beta-R. ne??
SHAUSHAUSHAUSH

com certeza esse cap ficou maravilhoso
nem tem o que mudar aí, nem em sonhos alguém pode tocar nesse cap 8DDDD

s2
Amor, e acredite-me.. eu acho que me acostumei msm. Tipo..minha beta oficial é uma pessoa maravilhosa, e suas correçoes sao sempre perfeitas... mas é bom tambem vc terminar de escrever e já postar, sem aquela obrigação de qualidade^^
Brigda pelos elogios...
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MensagemAssunto: Re: [END] - Rendição   Seg Mar 01, 2010 7:14 pm

Rendição

Capítulo XXXVIII

Por Josiane Veiga



Eram exatas onze horas da manhã quando Matsumoto chegou ao apartamento de Masaki. O grupo havia combinado de fazer um jantar especial de aniversário ao loiro, mas por algum desconhecido motivo, o aniversariante decidiu que preferia um almoço. Dessa forma, a véspera do Natal, o mais novo membro da banda havia enfrentado um supermercado lotado e um trânsito infernal para chegar a tempo de ajudar a preparar a refeição.

-Bom dia – murmurou a Sakurai assim que o mesmo abriu a porta.

Sem sequer encarar o amigo, dirigiu-se a cozinha. Logo encontrou Aiba em frente ao forno, preparando peixe assado.

-Feliz Aniversário! – Exclamou antes de abraçar o outro.

-Jun-san! – Masaki permitiu-se aconchegar no carinho do colega. – Que bom que veio!

-E como eu poderia faltar ao seu aniversário? – Assim que se soltou do loiro, foi até a bolsa. – Pra você! – Estendeu um pequeno embrulho ao outro.

Era um anel. De ouro e brilhantes. Logicamente, na sua simplicidade, era muito difícil que Masaki o usasse enquanto vivesse, mas não pôde deixar de admirar o adorno.

-Arigatou, né Jun-chan? – Murmurou. – É lindo!

Sakurai entrou na cozinha naquele instante. Sorriu para os dois e sentou-se em uma cadeira.

-E o seu namorado, deu o quê de presente de aniversário? – Indagou Jun.

Porém, arrependeu-se imediatamente do questionamento. Pelo sorriso desavergonhado do rapper, o presente teve sérias conotações sexuais.

-Não quero mais saber! – Suspirou Matsumoto.

A gargalhada do casal inundou o ambiente. Ignorando completamente o motivo de tamanha felicidade, o mais novo os cortou:

-Vou ver Nino-chan...

Já se dirigia a porta, quando a voz de Aiba o interrompeu:

-Nino-chan não está...

-O quê?

Como assim não estava? Kazunari mal podia caminhar, estava machucado e precisava de proteção. Como os colegas puderam ser tão irresponsáveis em terem deixado Ninomiya sair?

-Onde ele está?

-Fique tranqüilo... – Sho suspirou. – E não tente descobrir porque Masaki não vai contar...

Jun arqueou as negras sobrancelhas.

-Karin-san não viria hoje para ver Nino?

-Ela virá – Masaki explicou. – Mas não verá Nino-chan – completou. – Como é meu aniversario, eu a convidei para almoçar e explicaremos a ela durante a refeição.

-Explicar o quê? – O moreno indagou. – Alguém, por favor, quer deixar a situação clara para mim! Onde está Nino-chan? E por que Karin-san não irá vê-lo? É de suma importância que a nossa produtora veja Kazu-chan para defendê-lo...

Aiba abriu a boca, como se fosse explicar ao colega, mas naquele instante Ohno entrou na cozinha. Os três membros estancaram e encararam seu líder, surpresos.

-A porta estava aberta... – Satoshi murmurou, apontando para a entrada.

-Oh-chan! – Aiba gritou.

O berro do rapaz fez Jun dar um salto, tamanho seu susto. Com os olhos assustados, voltou-se a Masaki, pronto para iniciar uma série de questionamentos. Todavia, o Riida foi mais rápido:

-Algum problema?

-Estávamos prestes a ligar para você – Masaki avisou.

-Estávamos? – Matsumoto estranhou.

Cruzando por Jun, Masaki aproximou-se do líder da banda.

-Por quê? – Satoshi indagou. – Ah, feliz aniversário! Eu lhe comprei um presente... – ele começou, abrindo a sacola que trazia nas mãos.

Porém, Masaki pegou-lhe o embrulho das mãos sem sequer observar o agrado. Pousou o pacote em cima da mesa e retornou ao amigo, pegando-lhe nos ombros.

-Oh-chan! Nino-chan foi embora!

A atmosfera desesperadora criada por Masaki em nada lembrava os momentos tranqüilos de cinco minutos anteriores, quando Jun chegou ao apartamento. E o mais novo não foi enganado por aquela falsa comoção. Entretanto, o mesmo não poderia se dizer do líder.

-Embora? – Os olhos de Satoshi se arregalaram.

-Sim! – Masaki gritou. – Ele levantou de manhã e disse que iria retornar para seu apartamento. Estou muito preocupado, porque ontem Nino-chan estava transtornado...

Dando os ombros, Satoshi desviou os olhos do amigo e encarou o chão.

-Nino-chan é adulto, e se acha melhor voltar pro apartamento...

-O quê? – O grito de Aiba interrompeu Ohno. – O que diabos esta falando? Nino-chan está sensível e machucado! Ele precisa de proteção!

Ohno suspirou. Era verdade que sentia uma enorme vontade de ir até o ex-namorado, mas não queria voltar atrás na sua decisão.

-Eu lamento... – começou; porém novamente foi interrompido por Aiba.

-Você vai lamentar é se continuar parado na minha frente! – Empurrou o líder em direção a porta. – Eu te amo, Oh-chan! Mas seu lugar não é aqui! Faça um favor a si mesmo: vá ver Nino-chan, e só volte para o almoço depois de averiguar se ele realmente está bem!

Tão logo terminou a ordem, chegou à porta de saída do apartamento. Empurrou Ohno Satoshi por ela, e fechou-a na cara do amigo.

-O que foi isso? – Jun estava espantado.

Voltando-se para Matsumoto e para o namorado que estavam atrás de si, Masaki sorriu:

-Tenho a impressão que este aniversário vai ser muito bom!

~~~~~~0000~~~~~~

Quando a porta do elevador se abriu, Satoshi teve um Déjà vu. A decisão de prosseguir ou recuar o dominava, e ele recordou-se de que há alguns meses viveu o mesmo sentimento, exatamente naquele lugar.

O tempo passou tão rápido... Ainda podia lembrar com exatidão as dúvidas que o povoavam quando Nino o convidou para visitá-lo. Naquele dia, fizeram amor pela primeira vez. Não completamente, pois ainda tinham dúvidas e medos, mas havia se confessado e se amado no chão da sala.

Quantas coisas haviam acontecido desde então... A principal delas foi Audrey. De rival, a vilã. De vilã, a vítima. Como a vida pode ser confusa e cheia de percalços! No fundo, pensou Ohno, somos todos personagens de um grande livro do destino.

Deu um passo a frente. Enfim, prosseguiu. Sabia que Aiba estava certo. Necessitava ver Ninomiya, não somente pela preocupação com a saúde do companheiro de banda, mas também porque o amava.

Como o rapaz conseguiria almoçar tranqüilo desconhecendo a situação em que se encontrava Kazunari?

Bateu na porta do apartamento. Aguardou. Nada. Levantou a mão e tocou a campainha lateral. Nenhuma resposta.

O coração começou a bater mais rápido. Teria Nino mentido a Aiba e não voltado para casa? Teria fugido para algum lugar? Kazu, excêntrico como era, seria até capaz de cometer uma loucura apenas para deixar Ohno com a consciência pesada!

Tocou a maçaneta. Para seu espanto, a porta abriu-se. Devagar, ele foi entrando no apartamento. O coração aos saltos, e a respiração pesada. Apesar da porta destrancada, não havia o menos sinal de alguém lá. Nenhum som, nada. Aquilo começou a enervá-lo. Já se virava em direção ao quarto, para procurar Kazu, quando o avistou, em pé, ao lado da porta.

Estancou.

-Eu sabia que você viria, Oh-chan... – murmurou Nino.

Descendo os olhos pelo corpo de Kazunari, Ohno o viu nu. E apesar dos machucados visíveis, era impossível não se encantar com tamanha beleza. O corpo de Satoshi reagiu de imediato, mas o líder tentou se conter.

-O que está fazendo pelado?

-Estou em casa e aqui ando do jeito que eu quiser... – Kazunari replicou.

Ponto pra Ninomiya.

-Vai pegar um resfriado!

-Não tenho frio, Oh-chan... – o sorriso maquiavélico se destacou no rosto sexy. – Não nota como estou com calor?

O olhar faminto de Ohno desceu para as partes baixas de Nino. Vendo o membro proeminente, sentiu a boca secar.

Era um jogo! No instante que percebeu a malícia em Nino, soube que tudo foi armado. Aiba o mandar para o apartamento, Nino o esperar nu... tudo fazia parte de uma estratégia de sedução.

-Vou embora – disse, claramente irritado.

Virou-se em direção a porta, mas ao dar o primeiro passo, ouviu a voz sensual de Kazu, o impedindo de prosseguir.

-Lembra-se de que há alguns meses atrás nós estávamos nessa mesma sala, vivendo a mesma situação? – De repente, a voz lasciva se tornou emocionada. – Você também disse que iria embora, mas eu te prensei na parede e nos beijamos.

Ohno foi incapaz de olhar para o namorado. Podia recordar aquela cena como se tivesse acabado de ocorrer.

-Quando eu senti a sua boca sobre a minha, soube que não haveria mais ninguém no mundo para mim...

O loiro fechou os olhos. As imagens ganharam vida em sua mente, e o rapaz pode ver a si mesmo empurrando o outro para o sofá e avançando sobre os lábios macios.

-Depois que fizemos amor, você me levou até a cama e dormimos tão juntos como se nosso corpo fosse um só. – Ninomiya continuou, encarando o silêncio de Satoshi como uma aquiescência. – Naquele dia eu soube que seria o passivo, Oh-chan, porque desejei claramente sentir seu membro dentro de mim. Mas, apesar de termos transado naquele dia, não nos fundimos num só. E tudo porque fiquei com medo.

Kazunari respirou fundo antes de prosseguir.

-Temi a dor, temi que perdesse o encanto, temi tantas coisas que poderia listar durante dias. E você esperou minhas dúvidas cessarem. E no dia em que nos entregamos de verdade, também no chão dessa sala, pela primeira vez na vida eu soube que não estava sozinho no mundo – sorriu -, que sempre teria você...

Ohno baixou a fronte, controlando-se para não olhar Nino. Sabia que se o fizesse, não resistiria.

-Entretanto, aconteceram tantas coisas – Nino gemeu um instante, e Ohno soube que Kazu estava se contendo para não chorar. – E agora, Oh-chan, você simplesmente se recusa a me olhar. – Acusou. – Disse-me que talvez seu amor tenha sido abalado pelo meu ciúme – relembrou a discussão na casa de Masaki.

O fungar de Kazunari deu então a certeza a Ohno de que o outro chorava. Voltou-se lentamente para trás, e viu o moreno com a cabeça baixa e a mão na boca. Condoeu-se.

-Aiba-chan e eu conversamos sobre esse momento. Ele tinha certeza de que eu poderia seduzir você. Mas, não me acho mais capaz disso.

Naquele instante, Ohno viu o quanto suas palavras haviam ferido o namorado.

-Você me olha com tanta indiferença, Oh-chan, que realmente talvez seu amor tenha sido abalado. E, se não tenho seu amor, não quero mais nada na minha vida, Oh-chan... nem mesmo seu sexo.

Foi então que Nino virou-se de costas, e foi em direção ao quarto. Quando a porta se fechou, pela primeira vez Ohno pode respirar com calma. Havia desejado ensinar uma lição a Kazunari, mas o outro aprendera? Obvio que não. Alguém tão frágil quanto Kazu não entenderia a importância da confiança com olhares frios. A sua atitude só machucou ainda mais a já abalada auto-estima de Nino.

De repente, suas pernas moveram-se rapidamente em direção ao quarto. Abriu a porta com raiva, e entrou na suíte. Encontrou Nino vestido com um roupão, encolhido na cama, lavando o rosto com lágrimas.

-E então é isso? – Gritou. – É assim que você reage? No primeiro obstáculo que aparece, desiste?

Kazu passou a mão espalmada pelo rosto, tentando limpar a umidade.

-O que posso fazer se você não me ama mais, Oh-chan?

-Quem aqui não ama é você! – Ohno acusou. – Se amasse, não teria desistido, nem se escondido aqui como um covarde! Estaria brigando pelo meu sentimento, não se fazendo de vítima!

Nino negou com a face.

-Mas eu lutei – defendeu-se. – Eu fiz de tudo para atraí-lo...

-Se oferecendo? – Murmurou enojado. - Só isso? Só sexo? – Ohno destacou. – É assim que você vê o nosso relacionamento? Uma transa?

-Você sabe que não é isso! – Nino devolveu, levantando-se da cama.

-Pois é isso que aparenta! – Ohno sorriu, triste. – Sabe por que me recusei a ir pra cama com você, Nino-chan? Porque se eu fosse, nós voltaríamos da mesma forma, sem crescer em nada. Sim, na cama somos perfeitos um pro outro. Sei que te dou prazer, e você – Ohno alongou o sorriso, demonstrando tranqüilidade -, você me enlouquece – completou. – Mas eu quero mais que isso. Quero que quando alguém falar que tenho um caso com outra pessoa, você me pergunte o que aconteceu, e creia na minha resposta. Quero que acredite em mim, que confie em mim!

Kazunari baixou a face, envergonhado.

-Porque pra mim, você é mais que um corpo bonito que faz com que me sinta excitado só de olhar...

O mais novo não erguia o rosto para o olhar. Ohno sabia que Nino se martirizava, e então apenas estendeu os braços e o prensou nos seus, permitindo que a cabeça de Nino deitasse em seu ombro.

-Lembra-se de quando Audrey apareceu? Você a assumiu como namorada na frente de todos, mas eu vim até aqui para conversar com você. Mesmo você dizendo a todos que havia me traído, eu confiei que você não faria aquilo. E aqui, quando você a reassumiu dizendo que eu era apenas uma curiosidade – Satoshi suspirou, como se recordar aquelas palavras fosse penoso -, mesmo assim, ainda tive que lutar contra a esperança que brotava em meu ser a cada olhar carinhoso que você me lançava.

Ohno sentiu o ombro molhar-se pelas lágrimas de Kazu. Mesmo ansioso para erguer a face de Nino e encarar aqueles olhos límpidos, não o fez. Ficaram assim, num doce balançar durante alguns minutos, como se o tempo não importasse, como se o momento fosse eterno.

Somente quando o tremor característico do choro se findou, foi que Ohno vagarosamente empurrou Nino e o olhou. Os olhos inchados, e a face molhada o fizeram sorrir.

-Você é lindo... – Disse, com simplicidade.

Um sorriso bobo despontou nos lábios de Nino.

-Me perdoa, Oh-chan... – Pediu.

O dedo indicador de Satoshi deslizou pela face pálida. Com calma, permitiu-se olhar cada detalhe daquele rosto perfeito. O nariz arrebitado, a boca de lábios finos. Os olhos tão escuros que facilmente poderiam ser confundidos com os de um felino.

-Eu te amo.

Ao ouvir a confissão, Nino uniu sua boca a de Ohno. Não foi simplesmente um beijo, foi uma união de almas. Estavam os dois, entregues ao sentimento que sempre existiu entre eles, e que jamais se deixariam abandonar.

-Eu te amo, eu te amo, eu te amo... – repetia Kazunari, dando pequenos beijos pela face do Riida.

Ohno sentia os lábios de Nino beijar a boca, os olhos, o queixo, as bochechas... Percebeu também quando ela desceu, exploradora, para seu pescoço, e gemeu a sensação da língua de Nino lamber-lhe aquele lugar especial próximo a nuca.

-Estou com tanta saudade... – Ohno murmurou. – Faz tanto tempo...

Erguendo a face, Kazunari encarou o namorado. Seu semblante era tomado pelo desejo, pela lasciva. Então ergueu os dedos até a camisa de Ohno. Um a um, ele abriu os botões. Sua postura era tão delicada e calma que Ohno quase riu.

Era uma doce tortura.

Mordendo o lábio inferior, Satoshi impediu que um gemido escapulisse de seus lábios assim que a camisa foi ao chão. Sentiu Nino beijando-lhe o peito, e sua língua dançar entre seus mamilos.

-Nino... - chamou. – Perdão, mas não posso ir com calma.

Kazunari baixou o olhar. O membro de Ohno estufava a calça. Gargalhou.

-Até quando você iria resistir a mim?

-Não muito, pode acreditar – Ohno devolveu o sorriso.

-Nunca mais diga que não me ama, Oh-chan...

Voltaram a fundir as bocas. Dessa vez foi Ohno que baixou as mãos e abriu o cinto. Estava tão ansioso, que a tarefa acabou se tornando um tanto demorada, pelos dedos atrapalhados.

Assim que se livrou daquela peça de roupa, focou-se na tarefa de abrir o roupão de Nino. Logo estavam os dois nus, em pé, beijando-se apaixonadamente. Tão próximos quanto possível, começaram a caminhar em direção à cama. Assim que Nino sentiu o colchão contra suas pernas, deitou-se devagar para trás, sem deixar que Satoshi se afastasse em nenhum momento.

No entanto, para espanto de Kazunari, Ohno distanciou-se um pouco. Ficou de joelhos na cama, entre as pernas do amante, e admirou aquele Nino tenso, avermelhado e excitado.

-Você é tão lindo – repetiu Satoshi, encantado. – Às vezes parece uma porcelana bem cuidada. Tenho medo de quebrar você...

-Sou bem resistente, Oh-chan... – A voz de Nino demonstrava o quanto estava aceso.

Escondendo um sorriso safado, Ohno agachou-se um pouco. Erguendo as coxas de Nino, colocou as pernas sobre os ombros. Assim, Nino ficava completamente exposto a si.

-Apesar de você ser tão pequenino e delicado, seu pênis é bem masculino – Satoshi comentou, ao segurar o mastro firme. – E mesmo de um tamanho agressivo, ele ainda consegue ser tão apetitoso...

O restante do elogio se perdeu nos lábios de Ohno quanto o rapaz abocanhou o órgão de Nino. Enfiou toda a extensão na boca e depois a tirou vagarosamente. Nino começou a gritar uma série de súplicas que o Riida entendeu como um elogio.

-Gostoso... – disse, ao chupar mais forte a cabeça do membro. – Seu gosto é tão bom...

-Tira, Oh-chan! – Nino pediu. – Não quero gozar agora! – Reclamou. – Quero gozar com você dentro de mim...

-Não – negou-se. – Quero sentir o gosto do seu sêmen.

Para surpresa de ambos, logo Ohno descobriu a sensação. Enquanto lambia a extensão de Nino e massageava os testículos do moreno, percebeu o falo crescendo ainda mais nos seus lábios, pulsando com rapidez. Os gemidos de Nino também se intensificaram, e logo o líquido claro espirrou nos lábios do mais velho.

-Doce... – caracterizou, enquanto deslizava a língua pelos próprios lábios. – Até seu sexo é doce...

-Droga, Oh-chan! – Kazunari reclamou, tentando controlar a respiração. – Queria gozar com penetração!

-Não reclame – Ohno riu. – Você ainda terá esse orgasmo...

Nino sentia o sangue ferver nas veias. O aviso de Satoshi o incendiou novamente, mas o clímax que acabara de ter o tirou a energia.

-Vou precisar de alguns minutos... – comentou.

-Não posso esperar... – Ohno balançou a cabeça, deitando-se em cima de Nino.

-Mas estou cansado, Oh-chan...

-Só erga um pouco suas pernas...

Entretanto, Nino não conseguiu. O sexo oral de Satoshi havia destruído suas forças. Dessa forma, foi Ohno que, segurando as duas coxas de Kazunari, as ergueu contra seu quadril.

-Assim não vou conseguir meter... – Ohno murmurou a si mesmo.

Kazu não conteve uma gargalhada. Satoshi não era dado a esse linguajar, mesmo durante o ato sexual. E o estado de desespero do namorado se tornou um fato cômico aos dois. Logo Ohno acompanhou Nino na risada.

-Me ajuda... – pediu.

-Me de cinco minutos... – Nino suplicou. – Não tenho forças para erguer mais.

-Não dá! – Satoshi reclamou. – Estou muito duro...

Então o loiro beijou cada joelho do namorado e forçou mais para cima. Logo o traseiro de Kazunari se tornava acessível ao membro firme do líder do Arashi.

-Ah... delícia... – comentou Ohno, ao posicionar-se à entrada. – Senti tanta falta de fazer isso...

E então, aos poucos foi enfiando-se para dentro de Nino. O moreno gemeu alto, mas não reclamou. De olhos fechados, Ohno foi colocando vagarosamente o membro, tendo o cuidado de não machucar o namorado.

-Coloca bem fundo, Oh-chan... – ouviu a voz suplicante do amante.

Cego no próprio desejo, Ohno cumpriu a vontade do outro. Em segundos estava completamente dentro de Nino.

-Você está tão apertado... – gemeu.

Puxando sua nuca, Nino o uniu num beijo. Era um beijo tão carnal, que logo Ohno viu-se retirando o membro rígido apenas para meter novamente, de forma mais violenta.

-Ah! – O grito de Ninomiya o fez estancar.

-Machuquei você? – Indagou.

Olhou diretamente o rosto de Kazunari. O sorriso desavergonhado de Nino, no entanto, o fez notar que não foi de dor que o namorado havia gritado.

-Não me assuste – ficou sério.

-Você tem muito medo de me ferir Oh-chan... – Nino sorriu. – Tem tanto medo que não percebe que eu gosto...

-Gosta? – As sobrancelhas de Ohno ergueram-se, confusas.

-Gosto quando perde o controle e fica mais bruto...

Demorou-se alguns segundos até Ohno conseguir entender que Nino gostava de sentir dor no sexo. Não, obviamente, uma dor vazia. Mas sim a dor provocada por Ohno quando este perdia o controle.

-Você gosta da dor, ou de me ver desesperado por você? – Satoshi o provocou.

Não houve resposta. Não precisava. Os dois emudeceram e deixaram que a voz desse lugar aos gemidos de prazer tão logo Ohno começou a cavalgar o traseiro de Nino. O de baixo erguia-se para cima cada vez que o membro se afastava, e Satoshi quase gritou de prazer quando as mãos do moreno seguraram firme seu bumbum, apertando-o contra o mais novo.

Começou a enfiar mais forte quando o clímax se aproximou. Sabia que Nino gostava de força e não se fez de rogado ao castigar o bumbum do outro com seu desejo.

Quando sentiu que a paixão eclodiria, tentou tirar o pênis para fora, quando as mãos de Nino o envolveu na nuca.

-Dentro... – pediu, de forma doce. – Dentro de mim...

E Ohno deu a Ninomiya o que ele queria.

Cinco minutos depois, Satoshi vestia o roupão de Nino. Sorriu satisfeito para o namorado que, sonolento, o observava da cama.

-Aonde vai, Oh-chan?

-A cozinha. – Esclareceu. – Vou fazer algo para nós almoçarmos...

Nino sorriu.

-Hoje é aniversário de Aiba-chan e nenhum de nós está lá para felicitá-lo.

-Vamos à noite... Sho-kun não poderá estar lá porque tem que passar a noite de Natal com a família Sakurai. Jun-san irá para o interior ver a mãe. Assim, faremos uma ceia só nossa.

Após isso, beijou o amado nos lábios, e afastou-se.

~~~~~~0000~~~~~~

Jun assustou-se quando viu Audrey parada a porta da cozinha. Eram duas da tarde e a garota não havia saído do quarto naquele dia. Observou-a e percebeu os olhos avermelhados. Desviou o olhar imediatamente.

Karin, mais uma vez, arrumara uma desculpa e não viera ter com eles no almoço de aniversário de Masaki. Dessa vez, no entanto, dissera que compareceria a noite (explicara que não tinha família na capital e assim aceitou a oferta de passar a noite de Natal com Aiba e os outros). Como mais ninguém compareceu, o almoço se tornou algo íntimo e agradavel aos três.

A americana não havia aparecido para comer. Dessa forma, Sakurai arrumar sua refeição em um prato e levara-lhe ao quarto. Jun não compreendia o porque de tanto carinho para com aquela mulher, e irritava-lhe saber que tamanha inimiga se encontrava tão próxima.

-Preciso ir à farmácia... – A moça avisou.

Sho e Masaki estavam deitados no sofá, olhando televisão. Jun se encontrava na poltrona frontal. Os três a olharam, surpresos.

-Algum problema? – Sakurai indagou.

-Minhas regras desceram.

Nenhum deles compreendeu de imediato o que ela queria dizer. Foi Masaki, que num salto, esclareceu a situação, após segundos de meditação:

-Você está menstruada?

-Sim.

Era óbvio que a mulher sentia-se incomodada de falar de algo tão pessoal para eles.

-Vou levar você à farmácia da esquina – Sho se ofereceu.

-Eu faço isso! – Aiba interpôs-se. – Tenho mais jeito com mulheres do que você! – Sorriu.

Masaki Aiba descobriu logo no inicio da vida pública que um boné e um bom óculos eram excelentes disfarces. Ninguém deu-lhe atenção enquanto andava lado a lado com a mulher estrangeira, até a farmácia.

Chegaram rapidamente até o estabelecimento e da mesma forma, voltaram até o prédio central. Assim que se encontraram no elevador, um sorriso vitorioso surgiu na face de Masaki.

-Ninguém me reconheceu.

Morgan assentiu com a face, pensativa.

Mal sabia eles que um jovem rapaz os observava ao longe, num misto de ódio e ressentimento.

-Por que, senhor Aiba? – Murmurou, quando o viu se afastar. – Por que anda calmamente com Audrey que lhe odeia, e não permite que eu, que tanto o amo, sequer possa me aproximar de ti?

Continua...
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MensagemAssunto: Re: [END] - Rendição   Ter Mar 02, 2010 12:17 am

eu tenho a péssima sensação de que a fic está próxima do fim óÒ
isso não é boooooom ;o;
mas enfim..., voltando aos meus comentáriospouco grandes xD
Citação :
-Quem aqui não ama é você! – Ohno acusou. – Se amasse, não teria desistido, nem se escondido aqui como um covarde! Estaria brigando pelo meu sentimento, não se fazendo de vítima!
beeem, desistir n foi exatamente o q o Nino fez, acho q ele só cansou de sofrer pelo Ohno
então n concordo com o Oh-chan nisso não!!
o Nino sofreu muito tbm e eu n consigo não ter dó dele TOT
xDD

Citação :
[...]Sabe por que me recusei a ir pra cama com você, Nino-chan? Porque se eu fosse, nós voltaríamos da mesma forma, sem crescer em nada. Sim, na cama somos perfeitos um pro outro. Sei que te dou prazer, e você – Ohno alongou o sorriso, demonstrando tranqüilidade -, você me enlouquece[...]
mas eu ainda n acho q o Nino tenha 'aprendido' muita coisa com isso
ele só ficou magoado, não é q ele não confiasse no Ohno nem nada, mas ele não sabia extamente o que estava acontecendo, e quando o Ohno omitiu que foi à uma gravação onde teve fanservice com o Jun ele só piorou as coisas...

sei lá sabe, to meio defensora do Nino hoje o.O'
nem sei pq óo xDDD
mas me identifiquei com os ciúmes dele SHUAHSUAHSUASH

Citação :
-Até quando você iria resistir a mim?

-Não muito, pode acreditar – Ohno devolveu o sorriso.
era 'visível' se é q vcs me entendem xDD
mas sabe, resistir pra quê? ele é o Nino, n tem como =O
8DD

Citação :
-Você tem muito medo de me ferir Oh-chan... – Nino sorriu. – Tem tanto medo que não percebe que eu gosto...
HOHOHOHOHOHOHOHO
Nino selvagem 8DDD
essa visão é bem¹²³ interessante :9
xD

Citação :
-Você está menstruada?

-Sim.

Era óbvio que a mulher sentia-se incomodada de falar de algo tão pessoal para eles.
SHAUSHAUSHAUSHAUSHAUSHAUSH xD
incomodada pelo quê? o.O'
é tão natural, péssimo, mas natural
*tadinho útero, ele literalmente descasca... pensando assim é bem mais nogento xDD*
(cara, do q eu to falando? O_O")

Citação :
Mal sabia eles que um jovem rapaz os observava ao longe, num misto de ódio e ressentimento.
nunca me preocupei com o Jean...
ele sempre me pareceu beeem bobão '-'
acho q ele n é capaz de fazer muita coisa sem alguém pra mandar
*mas seria bem¹²³ interessante se ele sequestrasse o Sho e torturasse ele um pouco*
noffa, eu realmente n to muito bem hoje, já to quase matando o Sho aqui o.O'
acho q é melhor eu parar antes q eu realmente mate alguém
xDD

to adorando demais, Ohmiya foi tão perfeito *-----------------------------*
doro DR's SAHSUAHSAHSUAHSUAHS
*dos outros claro XD*

amei s2 Josi-chan 8D
arigatou ne
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MensagemAssunto: Re: [END] - Rendição   Ter Mar 02, 2010 1:39 am

Haha esse Aiba e esse Nino viu
entao era essa a ideia rsrs
Ooow da-lhe Ohno por td q ele flo
bravooo!!!!!
é Nino, Ohno tem razao
OMG Ohmiya /AA
ate q enfim hein
depois d tanto desejo
demais essa cena dos 2 *________*
iiih Jean ta na area
e agora?
*aflita*
maaaiis
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MensagemAssunto: Re: [END] - Rendição   Ter Mar 02, 2010 3:35 pm

Naty:
Pior que eu tambem fiquei com essa impressao depois de reler o cap.. acho q o Nino nao vai mudar NADINHA..kkk.. mas enfim..eu quis passar uma mensagem de confiança..e talvez, momentaneamente, o Ninochan tenha aprendido^^ hehehe

O Jean ta doidinho de raiva. Uma pessoa transtornada é capaz de QUALQUER COISA... mas com certeza o alvo dele vai ser a Audrey agora...hehehe

Mtooo obrigada pelo coment. amada

Nara:
Tambem acho que o ohno estava certo...hehehe.. mas admito que meu coração ficava pequenininho ao pensar no Nino sofrendo. No fundo, mtas vezes, penso igual a Naty... ai ai.. to confusa..hauahauaha

Mtooo obrigada pelo comentario amada^^
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MensagemAssunto: Re: [END] - Rendição   Sex Mar 05, 2010 2:02 am

Citação :
Naty:
Pior que eu tambem fiquei com essa impressao depois de reler o cap.. acho q o Nino nao vai mudar NADINHA..kkk.. mas enfim..eu quis passar uma mensagem de confiança..e talvez, momentaneamente, o Ninochan tenha aprendido^^ hehehe
eu acho q ele entendeu o recado, mas n sei se ele de fato 'aprendeu'
SHAUSHAUSHAUSHAS

e tipo, a parte q eu n concordo com o Oh-chan é pq eu acho q ele foi egoísta em relação aos sentimentos dele.
o Nino estava sozinho, com um pai que já o tinha espancando, com uma maluca e o trancou longe de tudo, ele estava muito¹²³¹²³ abalado, aí mostram a foto dos Jun e o Oh-chan se beijando. Ele até tirou concluões precipitadas, mas mesmo assim ele tentou falar com o Oh-chan pra ter certeza, aí o Oh-chan faz a burríce de omitir as coisas '-', e o Jun, que n sabia da omissão do Ohno, confirma q o beijou... Eu acho q o Oh-chan devia ter pensando nisso tudo antes de ficar bravo com o Nino. Ele só pensou q o Nino n acreditava nele, mas ele se esqueceu que o Nino não tava bem naquela casa e que ele descobriu o beijou, negado pelo Ohno, pela boca de seus 'inimigos'. Queria q o Nino fizesse o quê?????
Por isso n concordo com o Ohno, não que o Nino não fosse impulsivo, mas acho q nesse caso o Ohno estrapolou legal com o Nino, sem motivo...

O_O
eu falei tanto e nem sei se vai dar pra me entender xDDD
mas enfim, fica aqui minha defesa pro Nino
\o/
o mais engraçado é q eu nem sou tão fã do Nino, ele é meu 'último' na lista de Arashi xDDDDD
*último entre aspas neh, a diferença entre todos é tão absurdamente pequena que quase n é perceptível '-'*

acho q eu disse o que eu queria .-.
se faltar alguma coisa eu edito depois 8DDD
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MensagemAssunto: Re: [END] - Rendição   Sex Mar 05, 2010 3:49 pm

Naty...
Amor, só um destaque: Ohno não sabe das fotos. Nino nao contou isso pra ele. Ele crê que Nino-chan ligou pra karin-san e ela que lhe contou. Ele acreditava que tudo foi um mal entendido e que Nino nao acreditou nele... só isso.
Mas logo td se explica e se resolve^^ hehehe
(ja resolveu^^)
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MensagemAssunto: Re: [END] - Rendição   Dom Mar 07, 2010 6:08 am

HAHAHAHAHAHA
nino e aiba só aprontam mesmo
mais foi por uma boa causa
eeita, jean de novo D:

WOW, nao sabia que o ohno nao sabia das fotos o______________o''


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MensagemAssunto: Re: [END] - Rendição   Dom Mar 07, 2010 7:32 pm

Citação :
Naty...
Amor, só um destaque: Ohno não sabe das fotos. Nino nao contou isso pra ele. Ele crê que Nino-chan ligou pra karin-san e ela que lhe contou.
ele n sabia das fotos, mas n precisava das fotos, entende?
tipo, ele omitiu isso do Nino, de uma forma ou de outra o Nino descobriu, sem ser da boca dele, o Nino tem TODO o direito de ficar bravo e tals...
o Ohno foi egopista e pronto ò.ó
xD

veja bem, n estou dizendo q o Ohno n tenha certa razão
mas a atitude dele em relação à 'falta de confiança' do Nino foi muito exagerada
o.O'
n sei se deu pra me entender,
não é q eu concorde ou discorde com algum deles, mas acho q o Oh-chan perdeu a razão sendo tão severo com o Nino
acho q é mais ou menos isso
SHAUHSUAHSUAS

eu definitivamente n sei me explicar =o
xDDD

arigatou Josi-chan 8D
*vc sabe q eu amo sua fic neh??*
m(_ _)m
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MensagemAssunto: Re: [END] - Rendição   Dom Mar 21, 2010 11:33 pm

Rendição

Capítulo XXXIX

Por Josiane Veiga

Nota: Bom, como todas sabem, por meu PC estar com problemas, "Rendição" entrou em hiatos. Mas, hoje (domingo, dia 22 de março), eis que ligo o bichinho... e ele fungou! Quase chorei! Então resolvi escrever Rendição, porque to com MTAS SAUDADESSSS da história.

Considerações: Tudo que se passou com Audrey, tanto antes como o atual capítulo foi estudado. Então, por mais incrível que possa parecer, as atitudes dela são condizentes com as atitudes de alguém em tratamento (mesmo que ela não saiba, Sho-chan a está tratando...). Dessa forma, NÃO, não foi nada avançado demais, nem rápido demais. Lembramo-nos de algo muito importante: Morgan é doente, não má.

Outra coisa: A referencia a um artigo brasileiro citado por Masaki neste capítulo realmente existe. Quando comecei a estudar sobre Pedofilia, encontrei um artigo maravilhoso neste blog: //helianepsi. blogspot. com . Assim sendo, dou os créditos a autora do artigo, mesmo que ela jamais saiba que um artigo dela me ajudou tanto enquanto escrevia essa historia.

E mais: Quero dedicar esse capítulo a todos os meus leitores, que SEMPRE me falam da historia, sempre me incentivam, me elogiam, me dão amor e carinho. Eu amo vocês e peço perdão pela demora... se o PC colaborar, próximo final de semana tem mais!



--------------------------------------------------------------------------------




-Karin-san – Kazunari murmurou. – Quer parar de ficar me olhando assim? Estou perdendo o apetite...

A executiva enrubesceu e voltou os olhos para o prato.

Eram nove horas da noite, e eles estavam realizando um jantar especial do Natal. Apesar de o Japão ser um país xintoísta, boa parte das pessoas adquirira o costume ocidental de comemorar a data. Os meninos do Arashi agiam da mesma forma.

Masaki Aiba sorriu para a executiva. Além de Aiba, Kazu e Karin, Ohno também estava sentado à mesa.

-Está gostando da refeição, Karin-san? – Indagou o loiro.

-Muito – a mulher respondeu. – Como tudo que você faz, sua janta esta deliciosa. – Completou.

Nino virou os olhos. Desde que conhecera Karin, notou que a preferência dela era claramente para Aiba. A mulher praticamente ignorava os demais membros todos os dias, mas jamais deixava de sorrir para Masaki.

-Arigatou.

Nino sorriu. Não se importava com os modos de Karin. Ficava contente só de ouvir alguém elogiando Aiba, afinal o loiro era seu melhor amigo depois de Ohno.

Pensando em Satoshi, olhou para o lado. O namorado estava absorvido na refeição. Bem sabia Nino que Ohno precisava realmente se alimentar. Os dois passaram boa parte do dia transando, e as pernas do líder do Arashi já pareciam cambalear.

Baixando a mão, segurou na do mais velho. Instantaneamente, Ohno o olhou. Sorriram. Kazu sentiu o rosto esquentar um pouco ao notar os olhos brilhantes do amante, e agradeceu aos céus pela produtora deles estar mais preocupada em puxar o saco de Aiba do que observar o que se passava à mesa.

-Kawai...

Ouvindo a voz de Masaki, Nino voltou-se ao amigo. Percebeu então que Aiba estava encantado com a cena sutil e amorosa que Ohno e Nino faziam. Naquele instante, a atenção de Karin voltou para Kazunari e a mesma resolveu falar algo que a estava incomodando desde que voltara a ver Nino.

-Não sei como me desculpar, Nino-san – a voz dela parecia fraca, como se pedir desculpas fosse algo que a jovem não estava habituada. – Não imaginava que seu pai fosse um homem tão...

O som das palavras morreu. Karin não sabia exatamente como se expressar, e então olhou Aiba, procurando auxílio.

-Nino-chan entende, Karin-san – Masaki a tranqüilizou. – Você não tinha como adivinhar...

-Soube do seu envolvimento com Ohno-kun naquele dia – esclareceu. – Jamais poderia imaginar que o Sr. Ninomiya fosse tão agressivo.

Nino suspirou.

-Meu pai não me aceita – elucidou. – Por isso me desesperei quando ele veio aqui, para me levar. Mas não havia escolha, já que estava sendo chantageado.

Só então a mulher pareceu lembrar-se das fotos.

-Seu pai falou de fotografias que comprovam seu envolvimento com drogas – recordou. – Por favor, diga-me de que não está metido...

-Não! – Nino a interrompeu, enérgico. – As fotos são uma farsa! Elas existem, mas foram armadas...

-Armadas? Como assim?

Masaki levantou a mão, cortando-os.

-Isso tudo é passado! Não vamos estragar nossa janta pensando nessas coisas.

Os três membros da mesa encararam Masaki com surpresa. No entanto, apenas Ohno se manifestou:

-Passado?

-Deixem tudo nas mãos de Sho-kun, ok? – Sorriu.

Nino negou com a face.

-Vocês estão loucos! – O mais novo gemeu. – Por que diabos Sakurai pensa que pode negociar com aquela cretina da Audrey?

-Fale baixo que ela está dormindo! – Masaki o repreendeu. – O dia dela não foi fácil. Teve cólicas fortes e antes de vocês chegarem consegui fazê-la tomar um calmante para descansar.

Completamente espantado, Kazunari encarou o namorado. Apesar de Ohno saber sobre o passado de Morgan, o rapaz não conseguia entender a reação de Sho e Aiba em relação a americana.

-Não devem confiar nela – murmurou Satoshi. – Sei que ela sofreu demais, mas estão sendo ingênuos...

-Ingênuos? – Masaki o interrompeu. – Por favor, Riida! Não vamos brigar! Não quero ser arrogante, mas vocês não sabem tudo. Para protegê-los, Jun-chan, Sho-chan e eu estivemos mantendo apenas para nós várias informações.

-Informações? – Nino arqueou as sobrancelhas. – Do que está falando?

Masaki sorriu, diabolicamente. Não era sempre que ele tinha mais conhecimento que os outros, então queria aproveitar aquele instante. Parecendo ler seus pensamentos, Karin manteve-se quieta.

-Bom, sabiam que Sho-kun iria ser pai?

-O quê? – Nino e Ohno questionaram em uníssono.

-Sim, da Mel-chan!

-Quem é Mel-chan? – Ohno não conseguia entender porque Masaki parecia feliz com uma suposta traição de Sakurai.

-Sho-kun teve um caso com uma mulher? – Nino seguiu a linha de pensamentos de Satoshi.

Ignorando a segunda pergunta, Masaki respondeu:

-Mel-chan é a mulher mais linda do mundo! Eu quase – vejam bem, eu disse: quase -, me apaixonei por ela.

Nino e Ohno mantinham a boca aberta, sem compreender nada daquela história. E Aiba não parecia tão disposto a ser claro.

-Ok – o Riida disse, após alguns segundos -, nós temos que conversar!

-Nós vamos conversar! E agora que a tempestade se acalmou, vocês dois vão ficar a par de tudo! – Masaki sorriu. – Acho isso muito importante – completou. – Não quero mais ouvir Nino-chan falando mal da Audrey, e nem você desconfiando dela o tempo todo.

Naquele instante, Nino se levantou, afastando a cadeira com as pernas.

-Por Kami-sama! O que está dizendo? Ficou louco? O que aquele demônio americano fez com você?

Não permitindo que o mais novo elevasse a voz com ele, Aiba apontou a cadeira, indiretamente dizendo a Nino para que o mesmo se sentasse. Por alguns segundos, uma birra infantil fez com que Ninomiya ignorasse a ordem. Porém, ao notar que não ouviria nada enquanto não obedecesse, sentou-se.

-O que sabe da Audrey? – Masaki começou.

-O suficiente!

-O suficiente o quê?

-O suficiente para saber de que não devo confiar naquela cobra peçonhenta.

-Nino... – Foi a voz de Ohno que se fez ouvir. – Eu devia ter contado a você...

Só então Kazunari notou que havia mais coisas naquela história do que ele supunha.

-Contado o quê, amor?

-Audrey fez tudo que fez porque te ama - Masaki começou. Quando viu que Nino iria abrir a boca para retrucar, levantou novamente a mão, impedindo do mais novo continuar. – Ela realmente te ama... – confirmou. – É um amor retorcido, mas é amor.

-Tudo que ela fez, foi pra te proteger... – Satoshi completou.

Voltando novamente os olhos para Ohno, Nino indagou:

-Proteger do quê?

-De mim...

~~~~~~~000~~~~~~~

Audrey Morgan abriu os olhos. A aguda dor no ventre voltou com força, e ela lamentou ser mulher. Virou-se para o lado e encarou a parede clara. Fechou novamente os olhos, tentando dormir, mas o maldito sono não vinha.

Pensou em se levantar, mas ainda à tarde Sakurai fora até ela e lhe avisou de que iria passar a noite com a família. Por algum estranho motivo, a presença do rapaz a acalmava, já que ele parecia ler sua alma e não a culpava por ser tão sórdida.

Erguendo um pouco a mão, puxou a fotografia que descansava no criado-mudo ao lado do leito. A foto de Nino e Ohno quando crianças. Os olhos se encheram de lágrimas novamente.

"Oh-chan ama Nino-chan desde essa idade"

Era verdade. Ela sabia.

"Você criou uma fantasia na sua mente, e precisa abrir seus olhos para ela".

Levemente ela tocou o Nino da foto.

"Está tentando separar de Nino a única pessoa que o mesmo amou."

Só naquele momento a mulher percebeu que não estava sozinha no quarto. Virou o olhar, e mesmo no escuro conseguiu identificar Kazunari, sentado na poltrona ao lado da porta, olhando-a com seus olhos felinos.

-Nino... – murmurou, sentando-se na cama.

Como se saindo da letargia em que se encontrava, o rapaz se colocou de pé. Devagar ele aproximou-se da cama e sentou-se ao lado dela.

Como se estivesse num sonho observou-o pegar a foto que tinha nos dedos e, ligando o abajur ao lado da cama, o rapaz enfim pode perceber de quem era o retrato.

-Quem deu isso a você? – Indagou.

-Seu amigo Sho Sakurai.

O murmuro dela fez Nino desviar a atenção da foto e a encarar. Para total espanto de Morgan, o moreno sorriu.

-Só podia... – gracejou. – Sho-kun devia ser psicólogo e não rapper.

Audrey não reagiu. Continuou estática.

-Sabe – Kazunari começou -, é incrível como a vida dá voltas. Há poucas horas atrás eu desejava ardentemente que você desaparecesse, sumisse ou morresse – sua voz transbordava sinceridade. – Mas desde que conversei com Masaki-chan, tudo que quis foi vir correndo até aqui para ver você, conversar contigo...

Parecia um sonho, mas Morgan sabia que era real. Desde que se conheceram, era a primeira vez que Kazu desejava a presença dela.

-Algumas pessoas não sabem o que é ser completamente sozinho. – O gemido de Nino foi audível. O moreno parecia falar consigo mesmo. – O fato de eu saber, e você também saber, nos interliga de alguma forma. – O sorriso motivador de Nino fez as lágrimas contidas de Morgan descerem pela face da mulher. – Não ter ninguém faz com que tenhamos um vazio tão profundo dentro da gente, como se nada fosse ser capaz de preencher... – a voz dele sumiu.

Só então Audrey percebeu que Nino se continha para não chorar.

-Quando eu tinha sete anos, meu pai me colocou no time de futebol juvenil da escola – o rapaz segredou. – Mas eu não levava o menor jeito praquilo. Depois de um mês o treinador o chamou e lhe contou que eu não parecia gostar de jogar, e nem me interessava pelas práticas dos outros garotos. Quando chegamos em casa naquela noite, pela primeira vez meu pai disse que me odiava e que não me queria como filho.

Como se buscassem-se, as mãos dos dois se tocaram, transmitindo força.

-E assim foi durante toda a minha infância. Meu pai sentia tanta vergonha de mim, e eu me sentia um maldito por não ser capaz de sequer despertar um sorriso nele. Quando entrei pra JE, tudo que ele fez foi arquear as sobrancelhas, parecendo aliviado porque a partir daquele momento, ver-me-ia pouco. Quando me tornei um Arashi, ele foi incapaz de me felicitar, e tão logo percebeu o que eu sentia pelo Oh-chan, me expulsou de casa, parecendo pouco se importar por eu não ter para onde ir.

Morgan baixou a face, quieta, atenta a cada palavra.

-Hoje eu tenho riqueza, fama, beleza, juventude e tudo que uma pessoa adulta pode desejar. Eu sei que você não gosta, mas também tenho o amor da pessoa que eu mais amo no mundo todo que é Satoshi – as mãos de ambos continuavam unidas, como se a frase fosse incapaz de separá-los. – Mas, acredite em mim, ainda sei o que é sentir o vazio... ainda sei o que é não ter segurança de ser amado, ou acreditar que sou capaz de trazer orgulho a alguém.

Morgan voltou a erguer a face.

-Sho-kun disse a Aiba-san que ele conseguia compreender você, e o lado humanitário dele seria capaz de te ajudar. Mas, acho que ninguém no mundo pode entendê-la mais do que eu... – o sorriso dele era confortador e caloroso – Porque, apesar de termos infâncias diferentes, nós dois tivemos a mesma sensação de estar sozinhos...

Sentiu os dedos de Kazu no seu queixo.

-Por que nunca me contou? – Inquiriu. – Por que nunca me deixou saber seu passado? Por que me deixou acreditar que só buscava meu dinheiro? Quando nos conhecemos durante as gravações do filme, havíamos nos tornado amigos – recordou. – Eu admirei você e, por Kami-sama, penso no quanto teríamos sido unidos e nos apoiado mutuamente.

Morgan abriu a boca. Quis dizer tantas coisas, mas a voz esganiçada mal saia da boca.

-Não é fácil... – murmurou, por fim.

-Eu sei que não é...

Só então algo dela pareceu eclodir. Aos poucos ela aproximou-se de Nino e o abraçou. Kazu não a rechaçou. Ao contrário, segurou-a fortemente.

-Ele – a mulher balbuciou – sofreu tanto...

Só então Nino foi capaz de perceber que o "ele" era o irmão de Morgan.

-Como ele se chamava? – indagou, carinhosamente.

-Steven... – os soluços desabrocharam dos lábios generosos. – Era tão pequeno, tão frágil, tão parecido com você...

-E você o amava?

-Eu o amava muito...

-E você me ama?

-Eu te amo tanto...

Kazunari sorriu. Era a primeira vez que ele acreditava numa confissão da mulher.

-Quando fui aprovado na JE, logo começaram as aulas de dança, canto, etc. – Continuou, como se necessitasse explicar a ela. – Eu comecei a conviver com outros garotos, e o meu jeito um tanto... delicado... fez com que muitos fizessem-me motivo de chacota. Nessa época, eu conheci Aiba-san, Sho-san e Jun-san. O amor que surgiu entre nós foi algo instantâneo, e eles me ajudaram a não me deixar levar por aquelas ridicularizações. Mas, a pessoa que realmente esteve do meu lado, me protegendo dos outros garotos, era o Riida. – Prossegue. – Oh-chan era o mais velho, e os outros meninos o viam com muito respeito. E, eu sei, foi por causa dele que os abusos não se tornaram reais. – Continuou a contar.

Nino respirou fundo, antes de avançar em seu relato.

-Oh-chan é um pouco mais velho do que eu, mas ele também era uma criança quando nos conhecemos. E Satoshi-chan sempre foi um menino tão puro e doce. E eu o amei e amo tanto que meu coração é incapaz de pensar em amar outra pessoa que não seja ele.

Audrey então o interrompeu, com a voz falha.

-Eu sei...

-Mas isso não quer dizer – Nino prosseguiu, ignorando a interrupção – que não tenha espaço sobrando no meu coração para os amigos.

Um sorriso amargurado escapou dos lábios de Morgan.

-Eu não tenho o direito – afirmou -, nem de ser sua amiga...

-Acho que isso quem vai decidir sou eu...

-Existem tantas coisas que você não sabe... – a mulher secou as lágrimas. – Eu não ataquei somente Ohno Satoshi, mas também usei outras pessoas para atacar seus amigos...

-Está falando da modelo francesa que fingiu estar grávida de Sho?

Audrey pareceu surpresa.

-Como você sabe?

-Aiba-chan acabou de me contar tudo. Não somente seu passado, mas também sobre Melanie Vardin, Misao Sautou, Jean Touga...

A face de Morgan voltou a baixar-se.

-Imagino o quanto Masaki Aiba esteja zangado comigo... Nem sei como ele ainda consegue me encarar...

-Aiba-chan é incapaz de guardar rancor de alguém...

-Mas Sakurai Sho...

-Esta brincando? Se Sho-chan não fosse gay, se casaria com você! – Nino riu. – Ele está claramente encantado com sua sagacidade. Sakurai é do tipo que assiste um filme e torce pro mais inteligente, independente se ele é mocinho ou vilão...

Um riso despontou nos lábios dela.

-Em algum momento durante meu plano, torcia para que Sakurai descobrisse só para ver o espanto nos olhos dele... – confessou. – De alguma forma, o admiro muito.

-E ele a você...

-Mas o fato de seus amigos e você me perdoarem por tudo que eu fiz, não limpa meus atos. Sei que pode não acreditar, mas no dia que seu pai o surrou, e vi Ohno Satoshi na janela, gritando seu nome... – contou, comovida -, naquele instante, fraquejei. Foi ali que comecei a imaginar se eu não estava errada...

Audrey respirou fundo, buscando forças para continuar.

-Mas, mesmo assim permaneci firme. Eu lutei contra minha consciência, mas a verdade veio até mim quando seu amigo Sakurai Sho teve uma conversa franca comigo. E agora, eu simplesmente não sei o que fazer...

-Você não precisa fazer nada... – Nino afirmou. – Vamos esquecer tudo que passou e começar do zero. Sei que você me machucou... eu também machuquei você... nós dois ferimos outras pessoas, mas o importante é que a gente está disposto a recomeçar...

-Eu não posso recomeçar! – Morgan afirmou, tremendo. – Ainda nem consigo olhar para o seu Ohno Satoshi. Nem consigo aceitar que você é gay...

-Bom, você vai ter que lutar com isso. Ninguém tem que ver isso com naturalidade, Audrey. Essa é sua limitação, e eu respeito isso. Mas, se gosta de mim, por favor, se esforce...

A moça assentiu, não completamente convencida.

-Promete que vai tentar? – Kazu murmurou.

Tocando sua testa na de Ninomiya, Morgan encarou os olhos negros.

-Eu prometo...

~~~~~~~000~~~~~~~

-Será que foi uma boa idéia deixar Nino-chan ir falar com Audrey? – Masaki perguntou, pela quinta vez.

Ohno mantinha os olhos fixos na janela de vidro, encarando as luzes da noite fervente de Tókio. Karin estava sentada no sofá, bebericando um vinho.

-É Natal... – murmurou Satoshi. – Dizem que o Natal é a época mais especial do ano...

Aiba suspirou.

-Nino-chan pode ser muito cruel com as palavras quando ele quer – comentou. – Se ele machucar a Audrey, Sho-chan vai ter um troço!

-Ele não vai ferir a Audrey! – Ohno defendeu. – Acredite em mim, Nino sabe o que é ter uma infância triste. Kazu-chan ainda é vitima dos seus fantasmas juvenis. É a pessoa certa para conversar com ela...

Naquele instante, Masaki aproximou-se da estante de livros. Tirou de lá um volume grosso e abriu-o em um lugar previamente demarcado.

-"O resgate da auto-estima e da esperança é fundamental, pois o abuso distorce a visão da criança do que a vida pode lhe oferecer." – Pausou a leitura para respirar.

Diante daquelas palavras, o mais velho virou-se para o amigo.

-O que é isso?

-Um livro que fala de tratamentos de crianças abusadas na infância. Na verdade, são vários artigos que Sho-chan e eu pesquisamos na internet para ajudar a Audrey. Esse, em especial, é de uma Dra. Brasileira chamada Heliane de Faria, que é psicóloga.

Surpreendido, Ohno pegou o livro das mãos de Masaki e começou a folheá-lo.

-Vocês estavam bem preparados, hem?

Feliz com o elogio, Aiba até chegou a abrir a boca para agradecer, mas foi interrompido por Nino, que voltava a sala.

-Nino-chan – Satoshi foi até o namorado. – Como foi? – Indagou, curioso.

-Foi tudo bem... – Nino sorriu com simplicidade. – Eu sinto como se um peso de uma tonelada tivesse sido tirado dos meus ombros...

Ohno trouxe Nino para um abraço apertado.

-Também quero ir falar com ela – comentou o mais velho. -

Ainda não, Oh-chan. – Nino negou. – Amanhã. – Sugeriu. – Hoje foi muito difícil para ela, e Audrey vai precisar ficar sozinha...

Satoshi aquiesceu, compreensivo.

-Bom – Karin se manifestou, de repente -, estou aliviada que tudo deu certo, pois se não tivesse dado, não somente vocês estariam na rua, como eu também iria ser demitida! – Comentou, fria. – Portanto, vamos tomar uma última taça de vinho para comemorar, e ir para casa...

Masaki gargalhou.

-Oh, Karin-san! Admita: você nos ama!

-Amo você – ela olhou para Aiba. – E... agüento o restante...

Nino e Ohno não puderam deixar de rir.

-Sim, vamos beber uma última taça e voltar pro meu apartamento – disse Kazu, olhando Ohno.

No entanto, foi completamente surpreendido pelas palavras de resposta do amante.

-Não, Nino-chan. Hoje nós iremos para a minha casa. Você vai dormir lá...

Com os olhos arregalados, Kazunari mal conseguia articular alguma palavra.

-Riida... sua mãe...

-Okaasan e meu pai já sabem sobre nós, Nino-chan...

Kazunari enrubesceu.

-E como eles reagiram?

-Como eles poderiam reagir, Nino? Estão felizes porque estamos juntos, afinal, eles sabem que eu não poderia ser feliz ao lado de mais ninguém que não fosse do seu.

-Mas... – Nino não parecia bem certo.

-Você é meu namorado. – Ohno afirmou. – Nós temos um compromisso. E minha família sabe. Eu não levaria outra pessoa para minha casa para dormir na minha cama que não fosse você...

Nino parecia constrangido.

-Não sei como encarar sua mãe...

-Ora, Nino-chan! Nós dois somos adultos e estamos apaixonados. Acha que minha mãe vai ficar zangada por me ver feliz?

-Oh-chan...

-Ora, vá de uma vez! – Karin os cortou. – E parem de ficar discutindo relacionamento na minha frente! Já não casei para não ter que agüentar esse "chove não molha"!

Os três riram com vontade. Logo em seguida, cada um pegou uma taça.

-Um brinde ao recomeço – Aiba sugeriu.

Assentindo, as quatro pessoas ergueram os cristais.

~~~~~~~000~~~~~~~

Masaki aproximou-se da cama secando os cabelos com uma toalha. Faltavam dez minutos para a meia noite, e seu aniversário chegava ao fim. Apesar de ter sido um dia recheado de surpresas, foi inegável ao loiro que aquelas vinte e quatro horas seriam inesquecíveis.

Deitou na cama, mas manteve o abajur ligado. Estava tão ansioso para conversar com Sho e contar a ele tudo que havia acontecido. Sabia que o amante iria ficar agradavelmente surpreso com as novidades.

Naquele momento ouviu um pequeno ranger na porta. Assustado, sentou-se pensando em quem poderia ser. Para seu espanto – e alivio – era Sakurai.

-O que está fazendo aqui? – Indagou. – E a festa dos seus pais?

-Eu fugi... – o moreno respondeu, aproximando-se da cama. – Precisava ver você...

Masaki sorriu, feliz.

-Passamos o dia todo juntos...

-Mas é de noite que eu sinto mais saudade... – disse, malicioso.

Estendendo os braços, Masaki o chamou para um abraço. Mas Sho não foi até ele. Estranhando aquela reação, Aiba arqueou as sobrancelhas.

-O que houve?

Mordendo o lábio inferir, Sho respirou fundo, como se buscasse coragem.

-Aconteceu algo, Sho-kun?

-Sim...

-O quê?

-Quer casar comigo?

Espantado demais para sequer esboçar uma reação, Masaki apenas balbuciou:

-Sho-kun...

-Eu sei que somos homens – o moreno começou a falar, rapidamente. – Sei também que não seria uma união aceita por praticamente toda a população mundial... enfim, sei de muitas coisas... mas ainda assim, quero que sejamos um do outro para sempre...

-Nós somos um do outro para sempre – afirmou.

-Não preciso que um líder religioso ou civil diga isso – Sakurai continuou. – Quero ouvir apenas dos seus lábios... mas quero que seja em uma cerimônia...algo nosso, e dos nossos amigos...

-Sho-kun... você bebeu? – Masaki quase riu diante do estado desesperador do rapper.

-Não! – Sakurai negou. – É verdade que nossas famílias não ficariam sabendo, nem nossas fãs... mas, mesmo assim eu quero! Um casamento na praia, ou nas montanhas. Só nós do Arashi e talvez um ou outro membro da agência. Algo tão nosso, mas que seria muito importante...

Naquele momento, Masaki saltou da cama e correu até o namorado. Apertando-o nos braços, beijou os lábios carnudos.

-Eu te amo, Sho-kun...

Sem poder decifrar o que os límpidos olhos de Aiba queriam transmitir, Sakurai suspirou.

-Ok, você não topa...

-Eu topo, Sho-kun! Eu quero me casar com você! Eu quero ficar com você pra sempre...

-Isso é um sim?

-Sim! – Aiba quase gritou.

-Eu te amo – Sakurai confessou. – Esse é o melhor presente de Natal que eu poderia receber...

Naquele momento, ele puxou uma caixinha do bolso. Sob os olhares atentos do loiro, abriu-a e fez com que Masaki percebesse um belo anel de ouro.

-É lindo, Sho-kun...

-Você não vai poder usar sempre... ou pelo menos não vai poder mostrar nas entrevistas, na TV, etc. Mas, eu gostaria de que usasse em um colar, ou no bolso. Enfim, em qualquer lugar... mas que o tivesse sempre com você...

-Farei isso...

Com o rosto vermelho, Sakurai retirou a aliança da caixinha aveludada e colocou o anel nos dedos finos de Masaki.

-Me sinto honrado – começou o moreno -, por ter sido escolhido para ser seu companheiro por toda a vida...

-Eu também...

-Vou te fazer feliz...

-Já faz...

E selaram aquela promessa de amor com um beijo.

Continua...
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MensagemAssunto: Re: [END] - Rendição   Seg Mar 22, 2010 3:29 am

Aaaaa finalmente cap nvo *----* /felizn
nhaa ja tava com saudades *---*
oooow esse cap foi mto mto lindo *----*
me emocionei aq TToTT / FATO
Q bom q Nino e Audrey se entenderam *---*
Hehe Karin ama Aiba
tds amam Aiba
cmo nao amar o Aiba ?
Nino pode ser meu ichi, ms nessa fic com certeza é o Aiba
ele é mto amoooor *----*
Waa Ohno levar o Nino p/ ir dormir com ele na casa dele aeee \e/
OMG e essa cena d Sakuraiba tbm mto lindaaa *---*
Sho pede Aiba em casamento q amor *---*
simplesmente fiquei mto encantada com esse cap
ms to sentindo falta da presença d Jun
qro q ele apareça mais xD
to achando q ele ta sumido rsrs
né Josy Jun vai aparecer mais né? xDD
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MensagemAssunto: Re: [END] - Rendição   Seg Mar 22, 2010 5:03 am

aai um capitulo novo *-*
tava sentindo falta
AAAH, QUE LINDOOOOO
essa essa conversa do Nino e da Audrey
eu imaginei tipo, ele numa poltrona, ela sentada na cama
um de frente com o outro, de maos dadas, com um abajur no meio aceso, só ele
iluminando o quarto
ooown, o Ohno levando o Nino pra dormir na casa dele
que coisa mais liiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiinda *-*
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH QUE COISA LINDAAA *-*
e eu juro, que eu quase chorei aqui
o capitulo inteiro.. AAAAAAAAH
o SHO PEDINDO O AIBA EM CASAMENTO
AAAAAH, EU SURTEI AQUI
MAAANO, EU TO APAIXONADA POR ESSA FIC *-------------------------------------------------------------------------*


parabéns, de verdade josi <3


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MensagemAssunto: Re: [END] - Rendição   Seg Mar 22, 2010 4:10 pm

Amoreeesss
|Brigada pelos comentarios, apoio.. td

Sobre Jun: ele ta viajando, mas volta já no prox. cap...

Essa cena do Ohno levando o Nino pra casa dele vai ser mto especial... vai ser mto importante pro Nino, afinal, Ohchan ta assumindo o Nino pra familia.. aiiii..meus dedos estao coçando pra escrever^^ hehehehe
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MensagemAssunto: Re: [END] - Rendição   Qua Mar 24, 2010 10:39 pm

AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH
eu demorei demais pra vir aqui
=X
*foge*
a Josi-chan vai brigar comigo óÒ
mas eu tenho uma explicação: to doente '-' e não pude entrar aqui no domingo
meu pai não deixou eu encostar no PC TOT só pq eu tava c febre u.ú

maaaaaaaaaaaaas, eu li ontem, não comentei pq n tive tempo, e to aqui hj
=DDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDD

então, começandoo

Citação :
Desde que conhecera Karin, notou que a preferência dela era claramente para Aiba.
HOHHOHOHO
não precisa de muito pra isso neh, o Aiba é uma graça
*-----------------------------*
qualquer um se apaixona por ele s2

Citação :
Bom, sabiam que Sho-kun iria ser pai?
owwwn *-*
a carinha no Aiba-chan na minha mente é a coisa mais fofa que eu posso imaginar
*-----------------------------------------------------------------------------------------------*

Citação :
-Ok – o Riida disse, após alguns segundos -, nós temos que conversar!
ok, eu de fato não consigo imaginar uma cara pro Oh-chan nessa hora.
não consigo imaginar o Oh-chan pensando... só quando parece que pensa mas está com o cérebro vazio ao mesmo tempo o_O
*fala sério, o que há na mente de uma pessoa que NO MEIO DA GRAVAÇÃO DE MAOU, veja bem MAOU, fica 6 horas sentado num barco pescando?*

Citação :
Kazunari sorriu. Era a primeira vez que ele acreditava numa confissão da mulher.
o Nino sorrindo pra ela deve ser lindo
mas eu ainda a vejo como alguém não muito 'normal'...
eu digo tipo, mesmo se ela não tivesse esses traumas e tals, acho q ela seria meio 'doida', digamos assim, não maníaca como ela era, mas meio piradinha SHAUSHAUSHAUSH

Citação :
-Também quero ir falar com ela – comentou o mais velho. -
essa cara sim eu consigo imaginar
*----------------*
outra coisa fofa nãao??????
ah, eu não resisto a nenhum deles... (mentira, eu resisto eo Matsujun e ao Nino HOHOHOH)
*elsolforte*
*meeeeu, é melhor eu parar de viajar na maionese '-'*

Citação :
-Aconteceu algo, Sho-kun?

-Sim...

-O quê?

-Quer casar comigo?
oooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooou
se isso acontecesse comigo eu nunca acreditaria
o_O
tipo, COMO ASSIM CASAR???????
mas essa cena ficou linda na minha mente... o Sho meio constragido (coisa REALMENTE rara de se ver) e o Aiba todo bobinho do lado dele (isso já não é nenhum pouco raro xD)
own gente, o Sho é fofo demais *------------------------*
*aperta*
=DD

Josi-chan *-*
isso tah realmente muito booooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooom¹²³¹²³
essa fic é realmente incrível
*já perdi as contas de quantas vezes eu disse isso, mas sempre vale a pena repetir*

arigatou ne
s2
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MensagemAssunto: Re: [END] - Rendição   Qua Mar 24, 2010 11:15 pm

naty

Amor, nem se preocupa...depois de toda a minha demora pra atualizar, eu nem tenho cara de cobrar algum comentario. Na verdade, achei que a maioria dos leitores nem fosse mais se interessar em ler a ficou tanto tempo sem atualizaçao e tal^^

Menina, e sabe, eu acho q o Ohchan se faz de besta..kkk.. tem uma escritora americana de Ohmiya que escreveu certa vez: "Ohno faz que cochila cada vz que alguem bonito chega perto pro Nino nao ficar enchendo o saco dele depois"..hauahauaha..
Nunca mais esqueci isso!

Ahhhhh... Audrey é meu tesouro. Não sei te dizer se ela seria menos pirada..mas acho que ela seria intensa de qualquer forma. O importante é que a participação dela em Rendição ainda nao acabou. Ela ainda vai dar mto o que falar^^

Amadaaaaa
mtoooo obrigada pelo seu carinho e seu comntario.. to com um sorriso bobo na face^^ arigatouuuuuu por td
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MensagemAssunto: Re: [END] - Rendição   Qua Mar 24, 2010 11:53 pm

ah mas eu adoooooooorooooooooooooooooo ¹²³¹²³ comentar logo *-*
pq aí eu fico superempolgada e consigo por direitinho o q eu achei na hora
um tempo depois fica mais difícil xDDD

SHAUSHASHAUSHAUHSAUHSAUHSUAHSUAHSAUHS
Citação :
Menina, e sabe, eu acho q o Ohchan se faz de besta..kkk..
ESSA FRASE FICOU MTO¹²³¹²³ ENGRAÇADA XDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDD
meeeeu, mas ele deve se fazer de besta MESMO
pq não é possível ele ser tão¹²³¹²³ avoado e ter tanto talento ao mesmo tempo xD
eu acho q ele tah sempre pensando (n necessariamente em coisas úteis, pq sempre que ele abre a boca pra falar sem vontade sai caquinha xDD)

ÉEEEEEEEEEEEE, sei lá, ela é diferente... mas de qualquer forma eu acho q ela seria doidinha, mas acho ela legal tbm, concordo com o Sho pensa, ele é bem¹²³¹²³ interessante, só faltou alguém q a ajudasse na hora certa

owwwn ti fofo *-------*
eu que agradeço, vc tem o trabalho de escrever e pensar em todos os detalhes, eu só leio e me divirto
HOHOHOHOHOHOH

m(_ _)m
s2
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MensagemAssunto: Re: [END] - Rendição   Sab Abr 17, 2010 7:47 am

Estou há alguns dias lendo sem parar esta fanfic,na verdade li o último agora e precisava comentar né Smile

Josiane é realmente incrivel,estou adorando,já chorei e já ri horrores,e já até convenci a minha irmã a ler tbm,fez um trabalho incrivel,parabéns mesmo.

Adoro a maneira como escreve :D
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MensagemAssunto: Re: [END] - Rendição   Qui Abr 22, 2010 6:49 pm

Meninas, obrigada pelo comentário... depois de tanto tempo..continuação...

----------------

Rendição

Capítulo XXXX

Por Josiane Veiga

Nota da Autora: Como todos sabem, estou sem PC. Mas, motivada por comentários de leitores novos (sim, existem pessoas que começaram a ler a fanfic agora, mesmo ela já tendo mais de 30 capítulos!), comecei a esboçar algumas linhas durante as curtas folgas no trabalho. E hoje de manhã (22/04), conclui mais um capítulo. Surpreendentemente, um mês exatamente deste a última postagem.

Ainda não sei quando será a atualização, mas vou tentar conseguir pra logo, prometo!

Dedico esse capítulo a TODOS os leitores de Rendição. Como são vários, não vou citar nomes... mas é a todos! Quero dizer que além do segundo capítulo, estarei disponibilizando hoje outro FANVID de Ohmiya. Para ver esse, e o 1º, é só acessar meu Livejournal (josianeveiga . livejournal . com – sem espaços).

E agora que aprendi como se faz, preparem-se, porque terão vários ^.^

Enfim... boa leitura...



--------------------------------------------------------------------------------



Ao longe os pássaros cantaram, anunciando um novo dia. A doçura da melodia invadiu o quarto. A luz do sol, felizmente, não tivera a mesma sorte. Uma enorme cortina escura impedia que qualquer raio solar acordasse aquele que dormia tão profundamente na cama de casal.

Kazunari Ninomiya virou-se em seu sono. Ficou de bruços e aspirou o ar perfumado do travesseiro. O lençol que lhe tapava baixou, mostrando as belas nádegas claras, que formavam o conjunto perfeito do corpo delicado.

Sorriu.

Embora não fosse a primeira vez que dormia na casa de Satoshi, era a primeira vez que vinha como namorado. Tão logo descesse para o café da manhã, o rapaz moreno sabia que precisaria encarar a família de Ohno. Porém, não se sentia nervoso, pois bem sabia que o Riida estaria ao seu lado, num apoio confortador.

Pelo menos fora isso que o rapaz havia lhe dito durante a madrugada, enquanto faziam amor. Quando Ohno pedira-lhe para ir dormir em sua casa, um pânico tomou Kazu. No entanto, a sensação desconfortável foi embora assim que chegaram à residência. As luzes apagadas deixaram claro que todos já dormiam, e Nino respirou aliviado pelo fato. Ao chegar ao quarto de Ohno, sentia-se confiante e tranqüilo. Entregou-se ao namorado sem nenhum receio e aproveitou todos os momentos românticos com intensidade.

O barulho da cortina sendo puxada, em conjunto com a luz que adentrou o ambiente, fez o rapaz acordar totalmente. Sem querer abrir os olhos, gemeu baixinho, enquanto tapava a fronte com as mãos.

-Oh-chan... – reclamou.

-Satoshi foi até a padaria para comprar uma torta para a manhã de Natal...

A voz da senhora Ohno assustou Kazunari. O rapaz virou-se rapidamente, cobrindo-se com o lençol sobre suas pernas. Nervoso, puxou ainda mais o pano até o pescoço, completamente enrubescido.

-O que foi? – a sobrancelha da mãe de Satoshi ergueu-se, indagadora. – Já vi essa bunda branca um milhão de vezes, então não vá ficar com vergonha de mim agora! – Ralhou.

-Okaasan...

Se fosse possível abrir um buraco no chão e jogar-se lá dentro, com certeza Nino o teria feito.

-Gomen... – desculpou-se, quase em lágrimas.

-Pelo quê?

A mãe de Ohno o encarava, curiosa.

-Por estar aqui... assim...

-É verdade que na minha época era inimaginável que um casal dividisse o mesmo teto – e leito – sem estarem casados – ela observou. - Mas não sou uma pessoa tão antiquada. Se você e Satoshi fazem sexo, que o façam debaixo do meu teto, onde posso ficar tranqüila sobre onde vocês estão, e não num motel de quinta categoria, que pode até ser perigoso.

Kazunari demorou um pouco para compreender que a mãe de Satoshi não o estava recriminando por ser gay, e sim apenas comentando sobre castidade. Aquilo o aliviou, mas não o tranqüilizou. O corpo demonstrava sua insegurança, e ele parecia pronto a receber uma bofetada.

-Vim apenas colocar flores no quarto de Satoshi. – Só então Nino percebeu que a mulher tinha um ramo de lírios nas mãos. – Ele gosta – sorriu, afetuosamente. – Fique tranqüilo, meu amor... se quiser continuar a dormir, fique a vontade. Mas, se já o acordei totalmente, gostaria que tomasse café da manhã comigo...

Era obvio que Nino jamais iria recusar um convite da mãe de Satoshi. Principalmente se o mesmo vinha em conjunto com um sorriso tão doce.

Alguns minutos depois, o moreno descia vagarosamente a escada que levava a sala onde eram realizadas as refeições. Calculando cada passo, ele respirou fundo, adquirindo coragem. Porém, o susto de ver o pai de Ohno sentado à cabeceira da mesa quase o derrubou.

"Preciso ser firme" – pensou. "Por Oh-chan...".

Pior que o próprio pai, com certeza o senhor Ohno não era. Entretanto, apesar do sorriso da mãe de Ohno, e de o próprio amante ter dito na noite anterior que a família havia aceitado o relacionamento deles, um misto de dúvida e descrença dominava todo o corpo de Kazunari.

-Bom dia – cumprimentou o homem mais velho, com os olhos fixos no jornal. – Feliz Natal... – completou.

-Igualmente – balbuciou Kazu, temeroso, enquanto se sentava à mesa.

Onde estava Ohno que o havia deixado naquela situação?

De repente, o genitor de Ohno o encarou. O olhar sério deu a Kazunari o desejo de sair correndo dali.

-O que são essas marcas roxas no seu rosto? – A pergunta parecia preocupada.

-Querido... – a senhora Ohno tocou a mão do marido. – Foi o pai de Nino que fez isso, quando soube do namoro dele com Satoshi...

O olhar de Nino saiu da mulher e dirigiu-se ao homem. Esperou pela raiva, pelo ódio e pelo nojo que tantas vezes vira no rosto do próprio progenitor diante da menção da relação homossexual. Mas, de tudo que esperava ouvir, nada se assemelhou as palavras que se seguiram:

-Desculpe-me por isso, Nino-san, mas seu pai não passa de um covarde.

-Amor... – a mulher tentou contê-lo.

-Um homem que não respeita o próprio filho, não merece meu respeito – foi duro. – Aposto que se Nino-san estivesse se esfregando em dúzia de vadias por aí, ele estaria se felicitando... – O pai de Ohno voltou-se para o café e bebeu um gole antes de continuar. – Não entendo o sentido de moral dessas pessoas...

E então voltou-se novamente para o jornal. No entanto, Kazu não se importou. Custosamente, o rapaz tentou segurar as lágrimas diante daquelas palavras. O tom do pai de Satoshi era... normal. Nenhum espanto, como se estivesse diante de uma anomalia. Nenhum sarcasmo, como se Nino merecesse a punição imposta pelo seu pai. Nada... apenas... normalidade, e um pouco de revolta pelo ocorrido.

Voltando os olhos para a mãe de Ohno, a percebeu sorrindo em sua direção. Era aceito ali! Não apenas dentro do mundo do Arashi, mas também dentro da família de Ohno.

-Arigatou, senhor Ohno... – murmurou, emocionado.

Os olhos do homem voltaram a sua direção.

-Você chama minha mulher de mãe, mas não me chama de pai. Não acha isso injusto?

Nino sorriu docemente.

-Hai, Otou-san...

Naquele instante, um fungar característico fez a concentração de Nino ir para debaixo da mesa.

-Junior... – cumprimentou o cão. – Olá amigo, como você está? Senti sua falta... – estendeu a mão até o focinho do animal e deixou o mesmo o cheirar.

Recebeu uma lambida como resposta.

-Amanhã irei levar Junior ao veterinário – confidenciou a mãe de Ohno. – Estou adiando isso, mas de amanhã não passa.

-O cachorro está doente? – Questionou o mais velho, de repente interessado pela conversa.

-Não aparenta... – a senhora Ohno negou. – No entanto, talvez tenha dificuldades de...

-Audição... – completou Nino. – Eu já havia notado.

-Estão dizendo que Junior é surdo?

A última pergunta veio de Satoshi, que estava parado diante da porta, trazendo um pacote nas mãos, evidenciando que acabara de chegar.

-Oh-chan... – Nino murmurou, confortador. – Não temos certeza...

Satoshi largou o pacote sobre uma mesa de canto, e ajoelhou-se no chão. Logo o animal vinha com o rabo erguido em sua direção, esperando afagos. Abraçando o dorso do cão, Ohno respirou fundo.

-Então é por isso que você não late, meu bebê?

A voz triste de Ohno Satoshi cortou o coração de Nino. Ele sabia que o líder do Arashi era louco pelo animal.

-Não temos certeza, Satoshi-chan – afirmou a mãe, repetindo as palavras de Kazunari.

Mas o Riida não deu-lhe ouvidos. Puxando Junior pela coleira, deu as costas a todos ali e saiu com o cão em direção ao quintal.

-Oh-chan... – Nino quase gritou.

Mas Satoshi não voltou-se a ele. Levantou-se da cadeira, indeciso sobre ir atrás ou não de Ohno, quando ouviu a voz da mãe de Satoshi:

-Vá, Nino-chan...

Sem esperar mais, o moreno saiu em disparada em direção a parte traseira da residência. Pouco depois encontrou Ohno sentado a escada, observando o jardim. O cachorro estava ao seu lado, parecendo indiferente aos olhos cobertos de lágrimas de Ohno.

-Oh-chan... – Nino voltou a chamá-lo.

-Percebe que sou o dono de Junior há meses, mas fui incapaz de perceber que ele não me ouvia? Como posso ser tão idiota?

Kazunari aproximou-se de Ohno e sentou-se ao seu lado.

-Você não é idiota! – Rebateu. – É a melhor pessoa que eu conheço.

-Não fui capaz de perceber que meu cachorro é deficiente!

De repente, Kazunari se assustou por essas palavras.

-Junior não é deficiente! – Negou. – Ele tem uma limitação. Apenas isso. Todos nós temos limitações. Junior é inteligente, obediente, companheiro e amigo... a surdez não o torna menos cachorro que qualquer outro!

-Eu sei disso... – Ohno murmurou. – Mas, por causa da minha burrice, eu não tornei a vida mais fácil pra ele...

Os dois permaneciam sentados, lado a lado, com os braços tocando-se delicadamente.

-Não é verdade, Oh-chan... – Nino deu a Ohno seu melhor sorriso. – Nunca vi alguém dando tanto amor a um animal como você deu a este aí – apontou Junior com a cabeça. – E olha que meu melhor amigo é Masaki Aiba! – Gracejou. – Eu sei que Junior é muito feliz por estar ao seu lado...

Um soluço fez Nino olhar Satoshi. Só então viu que o namorado chorava. Puxou-o pelo braço e deixou que o mais velho mergulhasse o rosto em seu pescoço.

-Quando eu o trouxe para casa, fiquei horas tentando chamá-lo para dentro... – lembrou, com a voz embargada. – Agora, começo a imaginar o quanto foi horrível para ele na rua, sendo maltratado pelas pessoas. E o pobrezinho nem podia ouvir... – afastou-se um pouco de Nino e tentou secar os olhos, sem sucesso. – Aiba o atropelou... só agora percebo que, na verdade, Junior nem deve ter ouvido Masaki-chan se aproximando com o veículo...

Um sorriso doce despontou nos lábios de Nino.

-O anjo da guarda do Junior deve ser muito forte, né? – Piscou para Ohno. – Pense comigo: Um cachorro de rua, surdo, maltratado, de repente é atropelado por dois homens muito famosos, e um deles ama literalmente os animais...

Ohno não resistiu e sorriu.

-É verdade. – Afirmou, com convicção. – Será que existe tratamento para o problema do Junior?

-Infelizmente, acho que não... – Nino murmurou. – Mas o melhor tratamento você já dá: amor e respeito. Tenho certeza que diante disso, Junior é muito feliz, mesmo não podendo ouvir sua voz de anjo...

Ao ouvir o elogio, Ohno aproximou a boca de Nino, parecendo desejoso de beijá-lo. Porém, Kazunari desviou os lábios e olhou para frente. Naquele instante, o cão de Satoshi já havia abandonado seu posto ao lado dos dois e brincava no gramado coberto pela neve.

-O que foi? – Ohno estranhou a reação do namorado.

-Nada...

A boca de Kazunari havia dito isso, mas a forma irrequieta com que Nino movia as mãos sobre os joelhos, convenceu Ohno de que algo incomodava o amante.

-Como assim nada? – Insistiu. – Por que não me beijou?

-Você iria me beijar? – Nino provocou, sensualmente.

Diante da brincadeira, Ohno voltou a aproximar a boca. Novamente viu Nino afastando-se. Dessa vez, o moreno ergueu-se e, de pé, ainda mantinha os olhos fixos no cão ao longe.

-Agora é sério, Kazu – a voz de Ohno se tornou grave. – O que houve?

Nino respirou fundo. O tom rubro abaixo dos olhos demonstrava vergonha.

-Oh-chan, não acho que a gente deva ficar se beijando aqui...

-Anh? – A boca de Ohno curvou-se.

O Riida também se ergueu. Postando-se ao lado de Nino, puxou o namorado pelo braço, obrigando-o a encarar-lhe.

-Por que diz isso?

-Acho falta de respeito com sua família. Sua mãe ou seu pai podem sair a qualquer momento aqui pra fora, e nos pegar aos beijos.

Satoshi largou o braço de Nino instantaneamente.

-Minha família disse algo pra você?

-Não! – Nino refutou. – Obvio que não! Seu pai foi um doce comigo... E sua mãe é maravilhosa.

-Então por que te incomoda sermos pegos nos beijando?

Kazu novamente baixou a face.

-Não sei Oh-chan... Só sinto-me muito sem jeito...

O silêncio de Ohno fez Kazunari erguer novamente os olhos para o mais velho. Percebeu que Satoshi parecia em choque.

-Oh-chan... – chamou.

Ouvindo a voz doce de Nino, Ohno não pode se conter:

-Você tem preconceito!

Nino quase tossiu.

-O quê?

-Você tem preconceito com a nossa relação! – Ohno afirmou.

-Ficou maluco, Oh-chan! Como eu poderia ser preconceituoso se sou gay?

-Claro que é preconceito – Ohno parecia possesso. – Se minha família nos aceita, é óbvio que eles sabem que nós nos beijamos. Mas você se recusa a me beijar na frente deles por vergonha! Assim sendo, está assumindo agora que sente vergonha do que vivemos!

-Não seja bobo!

Ohno respirou fundo.

-Então me explica, Kazu. Estou querendo te entender.

Ainda um tanto constrangido, Nino aproximou-se de Ohno e o abraçou. Sorriu ao pensar na sorte de ter Satoshi, afinal, o namorado era alguém muito especial. Mesmo quando brigava, ele sempre dava espaço a Nino para explicações.

-Passei tantos anos me culpando pelos meus sentimentos... pelo meu amor... – murmurou. – Meu pai sempre me deixou tão claro que o que eu sentia era imundo... que o simples fato do meu coração saltar no peito ao ver você me tornava um anormal... – continuou, num sussurro. – Ainda preciso de tempo...

-Mas, você sabe que nosso amor não é sujo, né? – Satoshi indagou, ansioso.

-Meu amor por você é o que de melhor existe em mim, Oh-chan... – garantiu, tocando sua testa na de Riida.

-Então me deixa beijar você, Nino-chan... – pediu, doce. – Não em público, porque temos uma imagem de ídolos a sustentar. Mas aqui, na minha casa, no seio da minha família... Deixa-me demonstrar o quanto sou eu e você é meu.

Diante de tal pedido, Kazu não resistiu. Fechou os olhos e abriu levemente a boca. Ohno, percebendo o convite, segurou firme a cintura de Nino e aproximou-se vagarosamente.

A língua quente de Ohno deslizou pelos lábios finos, arrancando arrepios em Nino. Tão logo sentiu o estremecer de Kazu, Riida o puxou mais firme contra si, enfiando a língua dentro da boca de Nino. As línguas se espremeram, enroscando-se uma contra a outra, numa mística e erótica dança.

O que era aquele beijo? Por que um simples tocar produzia um efeito tão devastador em Nino? Passou o dia anterior na cama com Ohno, e a madrugada dele fora repleta de sexo. Tampouco, tudo parecia não ter acontecido, tamanha a ansiedade produzida pelo seu corpo ao sentir aquela boca máscula contra a sua.

-Oh-chan – implorou. – Por favor, pare...

Agora não era mais com um beijo que ele se preocupava ao sentir a calça estufar. Empurrou Ohno e sentou-se novamente no chão. Cruzou as pernas. Logo percebeu Ohno ao seu lado. O Riida abraçou-o pela lateral, unindo suas mãos na cintura de Nino. Deitou o rosto no pescoço delicado e suspirou.

-Já pensou que nesse momento podíamos estar separados? Você nos Estados Unidos, fingindo amar a Audrey, e eu aqui sofrendo, achando que meu amor não fosse correspondido... – comentou Ohno.

Nino levou a mão até o rosto de Ohno, e o acariciou.

-Precisa confiar em mim Nino-chan... sempre! – Insistiu. – Se eu não tivesse descoberto a verdade, não estaríamos aqui agora, observando Junior...

-Eu não queria que você sofresse...

Ohno sorriu.

-Sofri da mesma forma. Mas valeu cada lágrima... toda a dor foi importante para que nós pudéssemos estar aqui, vivendo esse instante mágico.

Nino puxou o rosto de Ohno para cima e beijou-o delicadamente nos lábios.

-Eu te amo, Oh-chan...


--------------------------------------------------------------------------------

No dia seguinte...

Aquele vinte e seis de dezembro de dois mil e seis estava realmente sendo um dia estranho. De início, Jun acabou pegando um congestionamento na rua principal de Tókio – coisa rara naquele trânsito tão organizado – enquanto voltava da casa da mãe, onde fora passar o Natal. Depois, o pneu furou e o seguro não atendeu ao telefone gratuito. Assim sendo, ele mesmo teve que trocar a roda do veículo embaixo de uma forte nevasca. Ao chegar em casa, descobriu que a empregada ainda não havia voltado da folga do Natal, e o próprio Matsumoto precisou preparar seu café da manhã.

Exatamente às nove da manhã, Jun colocou seus pés no estúdio de gravação. As festividades do final do ano aumentavam o trabalho, e sem Nino – que ainda estava com o rosto coberto de machucados – o trabalho iria ter que ser compensado pelos demais membros.

Agora, meia hora após ter entrado no local de trabalho, o membro mais novo do Arashi encarava dois colegas de banda de forma boquiaberta.

Respirou fundo.

Levantou as duas mãos sobre a boca, e após as baixou novamente. Arqueou as grossas sobrancelhas negras num misto de dúvida e receio.

-O...K... – balbuciou as letras de maneira lenta. – Venham cá...

Puxando Sakurai Sho e Masaki Aiba pelo braço, Matsumoto os fez sentar no sofá. Olhando em volta do camarim, ele viu um pequeno banco em um dos cantos. Buscou-o e colocou diante dos dois. Sentou-se lá, apoiando cada mão no joelho de ambos.

-Eu amo vocês – disse, sucinto. – De verdade! – Completou.

Aiba e Sho se encararam antes de voltar novamente os olhos para o amigo.

-Nós sabemos, Jun-chan...

-E vocês sabem que eu os apoio, né? – Matsujun continuou. – Mais até que apoiar, eu morreria por vocês! – Declarou, sem receio. – E, de verdade, eu não me importo por vocês estarem juntos...

Jun olhou para baixo, parecendo buscar forças. Só então levantou os olhos novamente.

-Então, não pensem que é por mal o que vou dizer...

-Jamais pensaríamos algo assim – Masaki o interrompeu.

-Que bom... – Jun sorriu, para após voltar a ficar sério. – Então, prestem atenção: VOCÊS NÃO PODEM SE CASAR! SÃO HOMENS!

Apesar da explosão, nem Sho Sakurai e tampouco Masaki Aiba pareceram espantados. Os dois pareciam seguros e tranqüilos de sua decisão.

-Jun-chan, nós dois também sabemos que somos homens... – Masaki disse, conciliador.

-Então, por que diabos, estão me convidando pro casamento de vocês?

-Porque nós vamos nos casar... – Sho assegurou.

-Pelo jeito voltamos à estaca zero... – Jun murmurou, zangado.

Respirou fundo novamente, prestes a reiniciar o assunto, quando uma voz melodiosa o interrompeu.

-Vocês vão se casar?

A voz espantada era de Kazunari. O moreno estava à porta, acompanhado de Satoshi Ohno. Os três demais membros ficaram surpresos de verem Nino ali.

-Nino-kun – Jun balbuciou. – O que está fazendo aqui?

-Eu vim trabalhar, oras! – Kazunari sorriu. – Que história é essa de casamento? - Indagou, com os olhos fixos em Sakuraiba.

-Como assim trabalhar? – Jun ignorou a questão. – Você devia estar descansando...

-Como se ele estivesse descansando durante esses dois dias ao lado do Riida – Sho brincou. – Não vai poder trabalhar com esses machucados! Dizer que essas marcas são derivadas do atropelamento é brincar com a inteligência do nosso público...

-Quer me esclarecer essa história de casamento? – Nino insistiu.

Masaki sorriu e deu um passo para trás. Sakurai estava postado as suas costas, então ao sentir o namorado indo em sua direção, uniu as mãos em sua cintura.

-Estamos juntos há alguns anos... – Masaki começou.

-E resolvemos que está na hora de oficializar isso...

Kazunari abriu os lábios para desejar parabéns, quando percebeu o namorado se colocando a sua frente.

-E a JE?

-Calma Riida – tranqüilizou-o Masaki. – Não será um casamento civil, nem será algo público. Apenas para nós, do Arashi, e talvez uma ou outra pessoa amiga.

Ohno baixou a fronte, constrangido.

-Peço desculpas – comentou. – Sabem que me sinto muito feliz pelos dois. Eu os amo e quero que sejam muito felizes juntos. Só indaguei isso porque é minha função.

-Nós sabemos... – Aiba deu seu melhor sorriso.

-Você está se saindo um líder melhor que a encomenda! – Sakurai brincou. – Então, - retomou a explicação - Aiba-chan e eu vamos nos casar numa cabana, próximo a montanha (nome de uma montanha próxima a tókio), na próxima semana.

-Logo após as festividades do ano novo?

-Isso – Sho afirmou. – E queremos que nosso Riida faça o casamento.

Os três membros encararam Sakuraiba. Tanto Ohno quanto Nino pareciam boquiabertos, mas foi Jun que exclamou:

-Você ficou maluco?

-Não! – Sho gargalhou. – Oh-chan é a pessoa ideal...

-Ohno-san provavelmente não conseguiria nem ler alguma mensagem sem gaguejar – Matsumoto insistiu, brincando.

-Na verdade – Kazu o interrompeu, em defesa ao namorado -, Oh-chan já fez um casamento...

-Como? – Os outros membros se surpreenderam.

-Sim, eu fiz – Satoshi confirmou. – Num dos nossos programas, havia um casal de idosos que sonhavam em se casar...

-E Riida e eu, ao visitarmos e ficarmos cientes desse desejo, preparamos uma festa de casamento... – Nino relembrou.

-E eu os casei – completou Ohno.

-Foi lindo, né Oh-chan? – Kazunari sorriu, de forma doce. – Incrivelmente romântico. Um casamento na praia, sem luxos ou ostentação...

-Apenas sentimento... – Ohno concordou. – É assim que eu quero que seja o nosso...

-Eu também – Nino se aproximou de Ohno. – Nada de luxos ou coisas fúteis. Quero que o que nos una não seja demonstrado de forma material, e sim por emoção...

-Ohno-san fala de sentimentos – Jun caçoou. – Mas, tenho certeza que você, Nino, está pensando é no quanto vai economizar num casamento assim...

O olhar assassino de Nino deu a certeza a Jun de que estava certo.

-Nosso casamento também será simples – Masaki sorriu. – Um jantar... os votos... e só.

-E nossas famílias não vão estar lá... – Sho pareceu triste.

-Não diga isso amor – Aiba o abraçou -, uma parte da nossa família estará lá.

Sakurai sorriu, sabendo que Masaki falava do Arashi.

-E então? – Sho encarou os amigos. – O que acham? Vão ir ao nosso casamento?

-É claro que sim! – Nino exclamou.

-Não perderia por nada... – Ohno disse, feliz.

-Vou ver minha agenda. Se não tiver nada melhor...

Matsumoto, porém, não terminou a frase. Percebendo a brincadeira, Sakurai atirou-se sobre Jun e o fez cair no sofá.

-Ficou doido, Sho-kun? – Jun enrubesceu.

-Acho que precisamos de um sexto membro no Arashi – o rapper riu. – Nosso caçula está tão sozinho...

E então Sho beijou-lhe no rosto de forma barulhenta.

-Eca! – Jun gritou, tentando se limpar. – Sai de cima de mim, Sakurai-kun!

-Jun-kun, a gente te ama muito! – Masaki também se atirou sobre o mais novo, deixando que o peso em cima de Matsumoto dobrasse. – Prometemos que você nunca vai se sentir sozinho na banda...

-Eu nunca reclamei! – Jun berrou.

Logo Ohno também ia por cima do mais novo, dando-lhe beijos na bochecha.

-Querem parar com isso?

Mal terminou a frase, e sentiu um beijo nos lábios. A boca que o tocou era de Ninomiya.

-Que droga é essa? – O grito do Jun agora já era ouvido no corredor próximo ao camarim. – Um estupro coletivo?

-Eu iria adorar te estuprar, Jun-kun – Sakurai gritou.

E os outros explodiram na gargalhada.

-Detesto interromper a orgia, mas vocês precisam ir gravar.

Os cinco rapazes encararam Karin, que os observava da porta. A produtora vinha em sua clássica postura seca e roupa escura.

-Quer participar, Karin-san? – Nino indagou.

-Prefiro lamber o chão com a língua – a resposta felina fez os outros rirem. – Todos no estúdio, agora!

Um a um, eles deixaram Jun e começaram a se dirigir a porta. Porém, quando chegou a vez de Nino, o mesmo sentiu os dedos gelados da mulher em seu braço.

-Onde pensa que vai?

-Ora... gravar! – Nino respondeu.

-De jeito nenhum. Não antes de esses machucados desaparecerem. Fique aqui no camarim e tente não ficar a vista de repórteres. Existem alguns rondando hoje pelo estúdio e não quero que ninguém veja seu rosto assim.

-Eu posso gravar! – Nino insistiu.

-Eu já disse que não! – Ela gritou. – O que quer? Já pensou se alguém vir seu rosto assim? Não quero ofendê-lo, mas nós vendemos uma imagem de um Nino lindo e de feição perfeita. Não um Nino todo quebrado!

Kazu sentiu o sangue ferver e por pouco não partiu para cima de Karin. No entanto, a mão de Aiba o conteve.

-Nino-san, Karin-san não falou por mal, ela simplesmente não tem muito jeito com as palavras... – o amigo murmurou. – Talvez seja melhor mesmo você descansar...

-Concordo com Aiba – Ohno também voltou-se. – Ainda é muito cedo. Descanse...

Diante disso, Nino atirou-se em cima do sofá, e ficou lá, emburrado, aguardando os amigos terminarem o trabalho.


--------------------------------------------------------------------------------

Cerca de uma hora após a saída dos membros do camarim, o som da porta se abrindo despertou Kazunari. Ele relaxava despreocupadamente no sofá e abriu os olhos, ansioso para ver Ohno. No entanto, não era nenhum dos membros do Arashi que entrava.

-Audrey? – murmurou.

A mulher lhe sorriu.

-Como entrou aqui?

A morena caminhou até a mesa central e colocou a bolsa sobre ela. Após isso, sentou-se no sofá a frente do qual Nino estava.

-Sakurai me deu carta branca para vir... Além disso, na época que fingíamos namorar, eu me aproximei da Karin, e ela me quer bem...

-Se aproximou da Karin?

-Sim – afirmou. – Para conseguir o estágio para Jean.

Não era a toa que Sakurai era louco por ela. Morgan calculava cada passo a ser dado, com precisão.

-Ah...

Era estranho se verem a luz do dia, depois da conversa difícil que tiveram na noite da véspera do Natal. Nino sentiu-se intimidado. Acostumara-se a ver aquela garota como uma inimiga, e sabia que agora não mais a devia tratar assim.

-Estou ficando na casa de Aiba... – a mulher contou.

Kazu pareceu espantado.

-É mesmo? Achei que fosse ir pra um hotel...

-Pretendo voltar aos Estados Unidos após a virada do ano – explicou. – Até lá, Sho e Aiba acharam vantajoso que eu ficasse no apartamento de Masaki... pelo menos até o casamento...

-Você foi convidada?

-Parece espantado...

-Estou!

Tão logo disse isso, Nino se arrependeu.

-Quero dizer, é difícil imaginar você num casamento gay...

O riso de Audrey fez o próprio Nino rir.

-O mundo dá voltas, não é? – A garota comentou. – Eu fui até a casa de Satoshi para te ver, e a mãe de seu Riida me disse que você havia vindo até o estúdio...

-Foi até a casa de Oh-chan?

-Sim. E, por incrível que pareça, apesar de tudo que eu fiz, a mãe de Ohno me tratou muito bem...

-Ela nunca ficou contra você, mesmo quando todos estavam – Nino foi categórico. – Acho que isso é o que se chama "experiência de vida". De alguma forma, a senhora Ohno sabia que você precisava de ajuda...

Lentamente, Morgan moveu a cabeça, concordando.

-Até o cachorro pareceu feliz em me ver... – sussurrou, descrente. – Eles formam uma família incrível...

-É verdade... – Nino respirou fundo. – Mas, por que precisava me ver?

Só então Morgan pareceu lembrar-se de algo. Foi até a bolsa e pegou-a. Logo após abri-la, retirou de lá um envelope pardo.

-Suas fotos... – deu o envelope a Nino. Assim que o viu abrir o mesmo, continuou. – Estão todas aí. Sei que de nada vale, mas quero te dizer que tudo que fiz foi porque achei que fosse pro seu bem...

-Eu sei... – Kazunari sorriu para ela.

Morgan desviou os olhos dele, e encarou a porta.

-Será que Aiba vai demorar muito?

O que havia acontecido entre Aiba e Audrey no Natal? Ela falava do loiro com clara ternura.

-Você e Aiba se tornaram amigos? – Nino não resistiu.

-Uma mulher sempre se torna amiga de um homem que a ajuda durante uma crise de cólica.

O sorriso doce dela dava mostras de que a moça se recordava de algo.

-Na adolescência, cada vez que minhas regras desciam, achava que ia morrer. Ontem, tive outra crise. E Aiba cuidou de mim...

-Masaki sabe tudo de mulheres... – Nino riu. – Por um lado, é bom que seja gay. Assim, não destrói o coração da maioria das garotas...

-Tenho certeza que ele destrói o coração da maioria das garotas, mesmo não tendo nenhum envolvimento com elas...

-Está querendo me dizer que está sentindo uma "queda" pelo Aiba?

Morgan o olhou, firme.

-Só amei um homem na vida, Nino... e acho que dificilmente amarei outro...

Kazu baixou a fronte, constrangido. Sabia que Audrey falava dele.

-Bom, preciso ir... – anunciou, de repente. – Avise a Masaki, por favor, que farei o jantar...

Kazunari ainda ficou observando a porta em que Audrey saiu durante alguns segundos, antes de voltar ao seu repouso.

Continua...
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MensagemAssunto: Re: [END] - Rendição   Qui Abr 22, 2010 8:33 pm

Aeaeaea finalmente cap nvo !!!!!!
e vc né Josy sempre me surpreendendo
tenho tds os tipos d emoçoes lendo sua fic
rio, choro, fico com raiva, me apaixono etc etc etc
esse foi um dos q achei mais comovente, serio
ou será q eu é q ando mto sentimental ultimamente? rs
pode ser tb ja q sempre fui uma manteiga derretida haha
é serio, a parte do Nino com os pais do Ohno me emocionou, a cena do Nino com o Ohno e o Junior me emocionou e esse final da Audrey com o Nino tb me emocionou
Aeee finalmente Jun voltou, tava com saudades dele ^^
Kyaaaa Sakuraiba vai casar *------*
OMG q lindoo *-----*
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MensagemAssunto: Re: [END] - Rendição   Qui Abr 22, 2010 8:59 pm

Amadaaaa
Nara, acho que rendição teve um ritmo tao alucinante que sempre que cai nesse tipo de cap, eu tenho a sensação que está vago..qse parado.
hehehe
Mas mtoooo obrigada pelo coment amada^^
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MensagemAssunto: Re: [END] - Rendição   

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