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 [END] - Rendição

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Josiane Veiga
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Josiane Veiga

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MensagemAssunto: Re: [END] - Rendição   [END] - Rendição - Página 11 EmptyQui Nov 26, 2009 10:32 pm

Miki-cha? Acho que já vi o Nick^^ hehehe... na verdade, poucas vezes, eu realmente ando ficando pouco no forum...hehehe

Bom, eu sou conheço outras bandas Japonesas pelo nome... mesmo as Johnnys, eu so conheço pelo nome. Sou mto ligava em Arashi, especialmente em Ohmiya. Sou completamente apaixonada pelos dois... tenho ate um livejournal pra eles... "josianeveiga.livejournal.com"... qdo quiser, dê uma olhadinha^^


Ohhhhh... por favor, se vc escrever fics deles, poste aqui e no arashikut... pq eu simplesmente amo esses dois..iria adorar ler uma fic deles... e vc escreve super bem... já dei uma olhada nas suas fics aqui, mas nao comentei pq nao conheço os casais..

Eu nao consigo escrever one-shots.. consigo, tenho varias, mas nao gosto. Pq eu preciso trabalhar uma ideia. Rendição ja ta no cap 24... mas eu tenho fics com mais de 30 cap. A Insignia está no 16, mas cada cap passa de 30 pag... hauhauahauaha... sou mto meticulosa...preciso explicar detalhadamente tudo...jkkkkk

Aahhhhh... vou tentar amadaaa^^ tipo... a sugestao do Nino foi maldosa... coitado do sho-kun... machao do jeito que ele é, detestaria ser passivo... mas eu vou tentar...agora a fic volta ao drama... mas vou tentar^^

Você é de onde? Fiquei impressionada qdo me disse que sua familia nao sabe portugues..hauahauaha... então vc é internacional? Que prazer ter uma leitora internacional...hehehehe

Vc releu? QUE DELICIAAAAA ouvir isso. Mtooo bom! Emocionante! Um autor se sente mais que prestigiado ao ler isso...

Enfim amada..mtooo obrigada
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Kyuu
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MensagemAssunto: Re: [END] - Rendição   [END] - Rendição - Página 11 EmptySex Nov 27, 2009 6:03 am

oh.. te adicionarei no livejournal depois, pode ser? *com o nome de mikiyu-chan lah*

o que ser arashikut? XDDDDD *shoot*
oh my...! oh my...! recebi um elogio da Josiane! <33
hahahaha! conseguiu fazer meu dia hoje dear! fico tao feliz em ouvir isso!
quero dizer... receber um elogio de alguem que escreve tao bem, me fazendo reler uma fic incompleta praticamente TODOS OS DIAS, me diz se nao eh caso de se desmaiar? wow! (serah que eu posso tirar print, imprimir, fazer um quadro e colocar na parede? hum...)

hahaha.... nao sei.... mal espero para o momento em que Arashi quebre a cara daquela americana, mas nao quero que essa fic termine.... eh um triste dilema, sabe?

hohoho.... como eu disse, creio ser sadica ao extremo... porque o Sho-chan bravo, com ciumes ou desesperado eh MUITO fofo! (o mesmo digo do Nino, anywaaay... serah que amo ver esses dois sofrerem entao? rs... daqui a pouco vou acabar apanhando das fas deles...)

oh... sou de SP. sem duvida... eh soh que... eu to meio que fazendo intercambio, e aqui no Japao (apesar de ser interior), como estou fazendo praticamente nada porque eles nao me entendem e eu tento entede-los, fico navegando na net. XDDDDD
tenho muita sorte de eles nao entenderem.... hum... como eu iria explicar as fics lemons que acabo lendo? XDDDDDD

but, yeah. continue escrevendo bastante! fazia um bom que eu nao me empolgava tanto com uma fic! <3 tava com saudades de sentir essa ansiosidade pelo proximo capitulo! <333
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Josiane Veiga
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MensagemAssunto: Re: [END] - Rendição   [END] - Rendição - Página 11 EmptySex Nov 27, 2009 5:51 pm

Kyuu escreveu:
oh.. te adicionarei no livejournal depois, pode ser? *com o nome de mikiyu-chan lah*

o que ser arashikut? XDDDDD *shoot*
oh my...! oh my...! recebi um elogio da Josiane! <33
hahahaha! conseguiu fazer meu dia hoje dear! fico tao feliz em ouvir isso!
quero dizer... receber um elogio de alguem que escreve tao bem, me fazendo reler uma fic incompleta praticamente TODOS OS DIAS, me diz se nao eh caso de se desmaiar? wow! (serah que eu posso tirar print, imprimir, fazer um quadro e colocar na parede? hum...)

hahaha.... nao sei.... mal espero para o momento em que Arashi quebre a cara daquela americana, mas nao quero que essa fic termine.... eh um triste dilema, sabe?

hohoho.... como eu disse, creio ser sadica ao extremo... porque o Sho-chan bravo, com ciumes ou desesperado eh MUITO fofo! (o mesmo digo do Nino, anywaaay... serah que amo ver esses dois sofrerem entao? rs... daqui a pouco vou acabar apanhando das fas deles...)

oh... sou de SP. sem duvida... eh soh que... eu to meio que fazendo intercambio, e aqui no Japao (apesar de ser interior), como estou fazendo praticamente nada porque eles nao me entendem e eu tento entede-los, fico navegando na net. XDDDDD
tenho muita sorte de eles nao entenderem.... hum... como eu iria explicar as fics lemons que acabo lendo? XDDDDDD

but, yeah. continue escrevendo bastante! fazia um bom que eu nao me empolgava tanto com uma fic! <3 tava com saudades de sentir essa ansiosidade pelo proximo capitulo! <333

Intercambio no Japao? Nossa, que sonho! rsrsrs... Eu sempre quis viajar e tal, mas a minha vida é bem complicada, sou eu que mantenho a minha familia e então tenho que viajar so na imaginação...hhehehehe

O arashikut é o ponto de encontro das fãs do arashi, É uma especie de orkut, mas só pra nós... e so pra fas que falam portugues... O Link é:

http://arachikut.ning.com/

Você so precisa fazer cadastro... vale mtooo a pena..é um site maravilhoso...só tem que obedecer as regras...

Elogiei sim, e olha, só elogio quem merece^^ hehehe... como vc me conhece do outro forum, sabe que eu sou mto chata pra fics... qdo elogio..é pq é bom msm

Amada... fico tao feliz que vc rele a fic... tipo..isso é mto bom pra um autor. Um leitor voltar a fic e reler é uma maravilhosa. Tirando "meu futuro é com vc", que é uma fic de Inuyasha, essa é a primeira fic que meus leitores dizem isso^^

Mtooo obrigada por tanto carinho..se vc fazer cadastro no arashikut me avisa^^
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Moshi
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MensagemAssunto: Re: [END] - Rendição   [END] - Rendição - Página 11 EmptySab Nov 28, 2009 4:29 am

JOSI!!!!!!!!
cara. eu ainda não te alcancei ;___;
Vou ver se nesse final de semana alcanço /o/ (duvido, tenho 6821454751 provas pra estudar Ç_Ç)
De qualquer jeito... Até a parte que eu li... tá MUITO BOM :D
Nossa, uma graça... estou amando! Você escreve muito bem. ^^
Ah, você não tá no final não.. neah?
Por que se não tiver, ainda dá tempo de te alcançar! hehe...


[END] - Rendição - Página 11 Yamapi1
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Josiane Veiga
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MensagemAssunto: Re: [END] - Rendição   [END] - Rendição - Página 11 EmptyDom Nov 29, 2009 1:24 am

Moshi
Flor, pretendo terminar pro Natal... mas entro em depre só em pensar em parar a fic. Amo ela.... hehehe..mto obrigada pelos elogios^^



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Chapter 25: Capítulo 25
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Rendição

Capítulo XXV

Por Josiane Veiga

Nota da Autora: Sei que já falei muito sobre isso, mas vou repetir: ESSA É UMA OBRA DE FICÇÃO! Alguns personagens citados neste episódio realmente existem, mas NÃO conheço suas vidas pessoais. Admito que o que escrevi é o que eu imagino que tenha acontecido, mas não sei se foi realmente isso que aconteceu. Não entendeu? Calma... entenderam ao ler!



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O sol despontou no horizonte com força. Era uma quinta-feira de inverno, mas não havia nuvens cinzentas no céu. Um dia atípico, evidenciando que não nevaria. Pelas vielas íngremes daquela cidade do interior, um ou outro rosto cruzava com a estrangeira. Apesar de uma mulher de tão rara beleza - e de nacionalidade diferente - ser incomum por aquele lugar, ninguém a encarou ou prestou a menor atenção nela.

Audrey ajeitou os óculos escuros. Voltou novamente os olhos para o papel, tentando concentrar-se na leitura do texto que, em letras garrafais, preenchia o mesmo.

Um endereço.

Tão pequena escrita, mas que tinha um significado poderoso para ela. Havia exatos três dias que não via Nino, e o desespero tomou-lhe conta. Tentou descobrir onde se encontrava o jovem, mas as informações desencontradas acabaram-na colocando em um beco sem saída. Não podia chantagear Kazunari, pois o mesmo não tinha culpa por estar sendo mantido em cárcere privado por aqueles doentes colegas de banda. E assim, a americana se sentia de mãos atadas...

Tentou encontrar uma solução, mas nada surgia na mente. Sem ao menos perceber, a morena começou a navegar pela internet, e aquilo se tornou uma espécie de costume para passar o tempo, e acalmar o coração. O que buscava era sempre ligado a Ninomiya. Via suas fotos, suspirava por suas canções, odiava suas novelas e pares românticos. Mas, de tudo que mais a revoltou ao navegar pelo mundo das fãs do Arashi, foi descobrir o quanto àquelas garotas que idolatravam a banda podiam ser doentes.

As tais “Ohmiya Fãs” povoavam sites e blogs com vídeos românticos de Ohno e Nino. Também tinham o descaramento de analisar imagens dos dois, e falarem como se Satoshi e Kazu fossem um casal. Muitas vezes, durante a leitura desses endereços eletrônicos, Audrey sentia ânsia de vômito ao notar o quanto à humanidade estava perdendo a moral, e o respeito pelos bons costumes.

Depois de navegar durante horas, a americana acabou criando o hábito de anotar as informações que considerava mais interessante. Sem notar, foi preenchendo um caderno com tudo que podia de dados de todos os membros do Arashi. Seus gostos, seus costumes, suas personalidades. Algumas coisas ela já sabia como a inteligência de Sho, e o amor de Aiba pelos animais. Mas não fazia idéia do talento das artes plásticas que possuía Satoshi.

-Cheguei... – murmurou, contente consigo mesma.

A casa de dois andares era tipicamente japonesa. Sua madeira nobre, e a organização da fachada, demonstravam que a pessoa que lá residia tinha bom gosto.

Suspirou.

Estar ali, em frente à residência, era resultado das horas em que ficou ao computador. E, por ironia, tinha que agradecer as fãs, que acabaram dando a ela uma informação muito preciosa.

A americana deu dois passos. Seus olhos escuros e intensos observaram uma pequena plaqueta que adornava a entrada da casa.

“Ninomiya”

Sim. Ela seria eternamente grata às fãs...

Jamais imaginou os problemas pessoais que Nino já havia tido. Um ódio descomunal a tomou ao pensar no quanto o pobre Kazu esteve indefeso e frágil nas garras daquele tal de Riida. Agora, toda a história se colocava a ela, dando uma visão abrangente do que havia acontecido ao seu amado no passado. Sozinho e desamparado no mundo, foi presa fácil para a mente inescrupulosa de Ohno!

-Quem é você?

Uma voz masculina e firme a fez virar o rosto para a lateral da casa. Não havia batido na porta ainda, tentando ganhar coragem, mas agora precisava encarar seu destino. Por alguns instantes, analisou a figura viril e os cabelos negros e lisos. Um olhar mais demorado a fez notar aqueles olhos escuros, marca forte do próprio Kazu.

-Preciso conversar com o senhor.

O olhar cético dele quase a fez correr. Aquele homem devia ser extremamente rígido e decente. Aquilo a agradou.

-Não dou entrevistas. Vá embora.

Ele deu-lhe as costas, mas Audrey não desistiu.

-Não sou jornalista, senhor Ninomiya! – ela gritou, seguindo-o. – Sou a namorada do seu filho.

Os olhos incrédulos se voltaram para ela. Os lábios finos se repuxaram, numa careta.

-Namorada?

-Chamo-me Audrey – ela fez uma reverência. – Muito prazer!

~~~~~000~~~~~

-Mais chá? – o homem perguntou.

-Não obrigada, já estou satisfeita.

O pai de Kazunari aquiesceu com a fronte, aceitando. Cruzou os braços e analisou a jovem a sua frente, numa clara desaprovação.

-Estrangeira... – sussurrou.

Sem se importar com a maneira com que o homem a encarava, Audrey respondeu:

-Sim, sou americana.

-Fala bem japonês – ele observou. – Como aprendeu?

-Uma freira do orfanato em que cresci me ensinou.

-Orfanato? Estrangeira e órfã! – ele a diminuiu.

As sobrancelhas de Audrey elevaram-se; entretanto, ela manteve a calma, mostrando todo o seu lado frio e calculista.

-Pelo menos, sou mulher.

A frase foi carregada de duplo sentido, mas era necessário que assim fosse. Precisava despertar a simpatia daquele homem, pois queria sua ajuda.

-Não te enoja? – a pergunta súbita do Sr. Ninomiya foi clara.

-Nino não tem culpa – respondeu, de forma clara, deixando claro que conhecia o assunto. – Kazu é ingênuo, e a distância que ele possui do senhor o fez procurar o amparo de Satoshi Ohno. Tenho certeza que tudo que Nino queria era amizade, mas o líder do Arashi o seduziu.

-Ingênua é você... – o homem voltou a servir-se do chá. – Kazunari não tem é vergonha!

A amargura na voz de Ninomiya fez Audrey sentir pena dele. Sabia o quanto aquele homem devia estar sofrendo, e queria ajudá-lo. Iria ajudá-lo! Ela iria fazer Nino se tornar um homem de verdade!

-Ohno é três anos mais velho que Nino – Audrey analisou. – Quando Kazu o conheceu, era um menino. Não foi difícil para que aquele sujo chamado Satoshi o aliciasse.

O homem moveu a cabeça, descrendo da explicação.

-Por favor, acredite em mim – implorou. – Eu amo Nino. Vamos nos casar, e morar juntos nos EUA! Ele é tão bom ator, está fazendo tanto sucesso...

-Por que está aqui? - Ele a interrompeu. - O que quer de mim? Nada tenho a ver com aquele garoto.

-Ele é seu filho!

Por alguns segundos, Ninomiya aparentou meditar naquelas palavras.

-Sempre foi diferente dos outros meninos – murmurou, recordando-se. – Era doce demais, feminino demais. Você já viu o jeito que ele senta-se? Cruza as pernas como uma mulherzinha – sua voz demonstrava nojo. – Quando conheceu aquele tal de Satoshi, eu vi na cara dele que estava apaixonado. De início, neguei isso para mim mesmo, mas o passar dos dias tornava mais óbvio o que ele sentia.

-Isso foi uma fase! – Audrey o defendeu. – Nino já teve tantas namoradas!

-O que ele teve foram casos para tentar ser normal. Eu mesmo sugeri isso a ele! Mas quando as fãs descobriram, ele me pareceu até aliviado, pois podia usar a desculpa de que não poderia namorar nenhuma garota por causa de seu amor pelas fãs.

-Mas ele me namora – Audrey murmurou. – E ele me ama também!

-Se isso é real, vai durar até o momento em que se tornar público, pois assim que as garotas que o idolatram exigirem, ele te dá um chute no traseiro!

-Ele me ama! – ela repetiu, severamente. – Isso nunca vai acontecer!

-A única pessoa que Nino jamais abandonaria, por fã nenhuma, por dinheiro nenhum no mundo, por nada... é Satoshi Ohno. Eu sei disso, pois a verdade é dura e cruel! Por que acha que me divorciei? Por que acha que me separei da minha família? Aquele moleque foi a maior desgraça da minha vida! Minha esposa e eu vivíamos bem, até eu descobrir a quão sórdido é aquele que tem meu sangue. É sujo, imoral! – o pai de Nino baixou a fronte, envergonhado. – Eu não podia suportar! Quis mandá-lo embora, surrá-lo até matar! Mas a minha ex-esposa não deixou. Ela, que era uma mulher tão decente quanto eu, protegeu aquele garoto. Consegui tirá-lo de casa, e ele foi morar sozinho em um apartamento, mas a mãe de Nino ia sempre visitá-lo, escondida. Eu sabia que ela também se envergonhava, mas ao mesmo tempo, era fraca e amava aquela... aquela coisa...

-Senhor Ninomiya... – Audrey segurou nas mãos do mais velho.

-Sentia-me traído cada vez que ela saia de casa, e ia ver o filho. Até que um dia não deu mais! Brigamos, e então nos separamos. Foi difícil. Kazunari me procurou, disse que sentia-se culpado... Eu ri dele! Aquele garoto achava que suas lágrimas falsas me comoveriam! Se estivesse realmente com remorso, devia tomar vergonha na cara e parar de agir daquela forma!

-Nino está doente, senhor. Nós sabemos que o que ele sentiu por Ohno não é natural, nem normal. Ele precisa de ajuda... Por isso eu vim ao Japão, e por isso eu estou lutando tanto pelo amor dele... Um dia Nino vai olhar pro passado, e me agradecer por tudo que estou fazendo.

Sentindo as mãos quentes daquela morena na sua pele, o homem sorriu.

-Você é uma boa garota... – ele suspirou.

-Se acha isso mesmo, me ajude – a americana pediu.

Pareceram séculos até a boca do mais velho abrir-se e responder:

-O que quer de mim?

~~~~~000~~~~~

Passaram-se somente três dias desde que Nino e Ohno enfim abriram o coração um ao outro, sem mentiras ou fingimentos. E apesar de tão pouco tempo, acabaram adquirindo uma prazerosa rotina conjugal.

Dormiam tarde, pois o sexo era demorado. Eram exigentes nas preliminares e vagarosos na união dos corpos. E quando tudo acabava, continuavam se beijando, como se precisassem voltar ao prazer que haviam vivenciado. Em segundos, os corpos retornavam a ânsia de se amarem. E então eles repetiam o ritual... uma, duas vezes... e quando davam por conta, já era madrugada, e mal podiam abrir os olhos.

Caiam no sono enroscados um ao outro, como se seus corpos fossem um só, e não dois. O calor deles era mais importante para ambos do que qualquer coberta. Tudo que queriam era estarem juntos... torciam para que aquele sonho nunca chegasse ao fim.

Ao despontar o sol, Nino era sempre o primeiro a acordar. Beijava Satoshi de leve nos lábios, e fazia pequenos corações com a unha no peito do mais velho. Quando conseguia que Ohno também abrisse os olhos, eles nada diziam, apenas se beijavam na boca, absorvidos pela paixão que transbordava no olhar de ambos.

Foi agonizante para Nino, portanto, que naquela manhã acordasse sozinho na cama. Por alguns segundos, um pânico absurdo o tomou, e ele quase saltou do leito. Foi apenas o som do chuveiro que vinha do banheiro privativo da suíte que o fez notar que Ohno ainda permanecia no quarto.

Olhou para o lado. Seis da manhã. Satoshi nunca foi de se levantar tão cedo. O moreno resolveu sair da cama. Ainda nu, Kazunari foi a direção do banheiro. Encostou-se no batente da porta e ficou admirando o Riida a se banhar, de costas para ele, alheio aquela observação.

Foi um momento diferente. Já haviam compartilhado de tanta intimidade, mas aquele instante parecia tão mais íntimo do que todos os outros que já haviam desfrutado. Talvez porque, ao estar ali, de pé, vendo a água quente escorrendo pelas costas musculosas de Ohno, fizeram Nino perceber o quanto pertenciam um ao outro.

Independente do desejo de milhares de mulheres (e homens) no mundo todo, somente ele tinha aquele direito. Ninguém mais podia olhar com tanto amor, nem teria a chance de fazer isso. Ohno era seu...

-Te acordei? – a voz de Ohno o tirou do devaneio.

Satoshi abriu a porta transparente do boxe e foi em direção a toalha, secando-se.

-Por que levantou tão cedo?

A pergunta era despreocupada. Entretanto, Nino não esperava a resposta que recebeu.

-Nino-chan, eu estou indo trabalhar.

-O quê?

-Alguns produtores já estão reclamando do fato de eu estar com você, e não no estúdio. Masaki os convenceu que você ainda precisa de repouso, mas eu não tenho mais desculpas.

-Dane-se os produtores! – Kazunari fez bico com os lábios. – O que importa? Quero você aqui comigo!

-Nino-chan... – a voz de Ohno era firme. – Depois das gravações de rotina, irei atrás de Audrey...

-Como? – Kazunari demonstrava pânico. – Por quê? Não faça isso, por favor!

-Eu sei que você a teme...

Nino aproximou-se de Ohno e o abraçou.

-Ela é louca, Oh-chan... – o moreno murmurou contra seus lábios. – Não quero que ela note você... não quero que ela se volte contra você... eu tenho tanto medo, Oh-chan...

-Audrey não fará nada...

-Oh-chan, por favor, acredite em mim!

-Não podemos nos esconder pra sempre, Nino-chan...

Kazunari sabia que Ohno estava certo. Logo a mentira dita aos empresários de que ele precisava de repouso absoluto chegaria ao fim. Teria que voltar a ativa no trabalho, e Audrey também ressurgiria na sua vida. As fotos que ela possuía, eram o passaporte para Nino.

-Audrey é capaz de armar contra você... ela é capaz de tudo...

-Não tenho medo dela, nem você deve ter...

-Como não ter? Ela pode destruir o Arashi.

Ohno encostou sua testa na de Nino.

-Por enquanto, ainda temos alguns dias. Fique calmo, que nesse tempo, eu pretendo encontrar uma solução.

Gentilmente, o mais velho afastou o namorado. Sob o olhar aflito de Ninomiya, ele vestiu-se. Tentou não encarar Kazu, pois temia voltar atrás na sua decisão. O mais novo sempre possuiu um poder de persuação impressionante sob Ohno. Naquele instante, Satoshi não podia fraquejar.

Dentro de dez minutos, Satoshi já estava na porta. Nino o acompanhou.

-Volto ao meio dia – avisou. – Jun-chan vai ficar com você durante a manhã, pois ele está de folga.

O olhar de Nino não escondeu a mágoa.

-Quando você pediu para Matsumoto-san vir?

-Ontem à noite, enquanto você tomava banho.

-E por que não me avisou ontem ainda?

-Eu sabia que você iria reagir assim – um sorriso fraco surgiu em Satoshi.

O loiro beijou o namorado na boca. Apesar do desgosto óbvio de Ninomiya pela decisão de Ohno (e, principalmente, por não ter sido avisado antes), ele aceitou a carícia.

-Eu te amo... – murmurou Ohno.

-Eu também...

Por algum motivo inexplicável, um pavor espantoso o assaltou quando a porta fechou-se.

~~~~~000~~~~~

-Quem dá banho em Junior?

A indagação de Matsumoto fez Nino baixar a fronte. O amigo estava com a cabeça deitada no seu colo, e os dois assistiam a um programa matinal de telejornalismo.

-Oh-chan. Por quê?

-Ele tem seu perfume.

A observação de Jun fez Nino rir.

-Eu coloco meu perfume nele. Não é agradável?

O cachorro estava sentado ao lado do sofá. Pressentindo que era observado pelos dois homens, voltou os olhos para a dupla.

-Você não acha esse cachorro quieto demais?

Deslizando os dedos claros pelos cachos dos cabeços de Jun, Nino negou.

-Eu acho maravilhoso o fato de que ele não incomode.

-Junior não sente ciúmes de você?

-Não aparenta. Creio que ele gosta de mim da mesma forma que gosta do Oh-chan.

-Como pais?

-É, por que não? Aiba-chan diz que os animais têm o mesmo valor que os humanos...

-Aiba-chan é doido – observou Jun.

-Doido ou inteligente demais. Saiba que os grandes gênios são excêntricos.

O sorriso franco de Jun contagiou Nino.

-Às vezes eu penso que Junior é surdo – Kazu segredou. – Eu quero levá-lo ao veterinário, mas sem que Oh-chan perceba. Não quero preocupá-lo com apenas uma suposição.

-Por que você acha isso?

-Pelo fato dele ser tão silencioso. E também porque ele demora a atender quando chamado. Acho que, no fundo, Junior sente apenas a vibração do ar.

Se aquilo fosse verdade, Jun sentia muita pena do cachorro. Porém, ao mesmo tempo, ficava feliz por ser Ohno o dono de Junior, pois Satoshi sempre trataria o animal com muito amor e respeito.

-Como estão você e Ohno-san? – Jun perguntou subitamente.

Só havia duas pessoas no mundo que sabiam dos sentimentos de Matsumoto. Uma delas, era a próprio Riida, já que Jun se confessou a ele. A outra, era Nino. Kazunari percebeu a paixão que sentia o membro mais novo do Arashi, desde o primeiro momento em que o sentimento surgiu em Jun. Foi um expectador passivo da luta de Jun contra as emoções e, algumas vezes, até simpatizou com a causa do outro, pois também havia lutado contra o amor que sentia por Riida.

Assim, ao ouvir a indagação de Jun agora, não sentiu nenhuma inquietação. Matsumoto era seu amigo, e estava perguntando apenas para saber.

-Estamos bem... – suspirou. – O problema é: por quanto tempo?

-Não deve se preocupar.

-Vocês não têm idéia do quanto Audrey é demoníaca...

-Oh-chan é muito bonzinho. Porém, eu sei que se alguém ousar tomar você dele...

-Não se trata disso – Nino o interrompeu. – Por mais que Oh-chan me ame, ele é honesto e honrado. Audrey não! Ela joga sujo!

-Estava pensando sobre ela... – Jun suspirou -, acredito que a moça seja doente...

-Ela é! – Nino confirmou. – Audrey é daquelas pessoas que acha que os fins justificam os meios. Ela é homofobica, e crê que a luta contra o homossexualismo a autoriza a fazer qualquer maldade.

-Será que ela não percebe que nenhum ser humano tem direito de julgar outro?

Nino arqueou os olhos.

-É natural que julgamos, pois isso é instintivo das pessoas em geral. O problema é quando passamos dos limites...

-E impomos nossos ideais e idéias as demais pessoas sem respeitar o direito de escolha delas?

-Exato.

Aquela conversa estava ficando séria demais para os dois. Por serem os mais jovens do Arashi, Nino e Jun não possuíam esse tipo de diálogo. Portanto, resolveram ficar em silêncio, permitindo que o assunto morresse.

Matsumoto fechou os olhos e Ninomiya continuou a acariciar-lhe os cabelos.

-Quando tudo isso acabar – Jun murmurou, após alguns minutos -, vou aconselhar Ohno-san a fazer uma viagem com você...

-Metade do país ficaria sabendo...

-E daí? Depois que a gente se livrar da perseguição da Audrey, Oh-chan e você poderiam se assumir publicamente...

“Se vocês assumissem algo, seriam odiados, pois a maioria tem sonhos românticos com os dois!”

A voz de Audrey o assaltou de repente. Não podia negar que temia perder o amor das fãs. Sabia que Ohno também ficaria arrasado. Existiam as “Ohmiya fãs”, mas elas eram raras. A grande maioria achava apenas divertido o fanservice que ele fazia com Ohno, mas o que diriam se os dois se assumissem?

E os empresários? Os produtores? A agência? Um país moralista como o Japão jamais toleraria algo do tipo.

-Acho que meu amor pelo Oh-chan vai ser um segredo eterno... – murmurou.

Jun retirou a cabeça do colo de Nino, e voltou-se ao amigo. De frente a Kazunari, o mais jovem pousou as mãos no ombro dele.

-O mais importante é que não seja um segredo para vocês dois. O que o mundo sabe, não importa. O que importa é o que vocês sabem.

Aquelas palavras tiveram um efeito tranqüilizador sob Nino. Ele sorriu ao amigo.

-Você é especial, Jun-chan...

O outro devolveu o sorriso.

-Se um dia eu morrer, você pode ficar com o Oh-chan... – Kazu continuou.

Jun assustou-se com aquelas palavras.

-Mesmo?

-Lógico... que não! – Nino gritou. – Se eu morrer, e você ousar se aproximar do Oh-chan, eu volto do túmulo! Estou avisando!

Matsumoto gargalhou.

-Como você é ciumento... – provocou.

-Somente cuido do que é meu!

-Não confia no seu taco?

-Claro que confio. Tenho um belo taco de beisebol, se por acaso eu precisar, na despensa do meu apartamento.

E daquela vez, Jun riu até soluçar.

Continua...
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MensagemAssunto: Re: [END] - Rendição   [END] - Rendição - Página 11 EmptyDom Nov 29, 2009 5:21 am

IUASHIUAHSIUAHSIAUHSIAUSHIAUSHUISHIUHS
essa conversa do jun e do nino, tava mt séria mesmo o_o
aa man, ohmiya é lindo *-*
aa, amei esse cap.


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MensagemAssunto: Re: [END] - Rendição   [END] - Rendição - Página 11 EmptyDom Nov 29, 2009 4:02 pm

Dando uma pausa nos meus estudos só p/ ler a fic ^^
nao poderia deixar d le-la xDD
Essa Audrey é realmente louca, claro q nao bate bem da cabeça, cda ideia q ela tem aff
Ms esse pai do Nino hein? credo, pensar isso do proprio filho
imagina o qto ele nao sofreu, tadinho
Aaah esse finalzinho do Nino e do Jun foi mto fofinho e divertido hehe
Citação :
-Lógico... que não! – Nino gritou. – Se eu morrer, e você ousar se aproximar do Oh-chan, eu volto do túmulo! Estou avisando!

Matsumoto gargalhou.

-Como você é ciumento... – provocou.

-Somente cuido do que é meu!

-Não confia no seu taco?

-Claro que confio. Tenho um belo taco de beisebol, se por acaso eu precisar, na despensa do meu apartamento.

E daquela vez, Jun riu até soluçar.
hsahshahshashhas xDD
aiai esse Nino
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MensagemAssunto: Re: [END] - Rendição   [END] - Rendição - Página 11 EmptySeg Nov 30, 2009 1:27 am

Mii e Nara

Realmente, o ponto alto do cap foi a conversa de Jun e Nino... mas foi o alento pra um cap tao tenso. Muitooo obrigada flores pelo apoio e carinho das duas^^
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MensagemAssunto: Re: [END] - Rendição   [END] - Rendição - Página 11 EmptySeg Nov 30, 2009 3:13 pm

Josiane Veiga escreveu:
-Não confia no seu taco?

-Claro que confio. Tenho um belo taco de beisebol, se por acaso eu precisar, na despensa do meu apartamento.

E daquela vez, Jun riu até soluçar.

*rindoatehsolucarjuntocomoMatsuJun* hauhauhuiashiushiuahsiuas!
Nino vai me matar um dia e de tanto rir /fato.

mal o conheco e jah estou odiando o pai do Nino.... posso pegar o taco do Nino emprestado e usar um pouquinho? vc se importa de ficar com um personagem a menos Josi? por favor?

anyway....

ah... sim conheco... rs.. por isso que seu elogio tem mais poder ainda. wow! fiquei tao feliz que estou ao ponto de tentar escrever 02 long-fics ao mesmo tempo! (olha que nas 671267182768 tentativas de escrever long-fic, todas falharam no primeiro capitulo)

oh.. e pode deixar que tentarei escrever arashi-fic. e vc serah a primeira a saber se eu conseguir. XD rs... quando eu conseguir se eu conseguir... hahaha.

love your fic. <3 aguardando o proximo capitulo e que contenha sakuraiba/nino aprontando ou qualquer coisa do genero. rs....
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MensagemAssunto: Re: [END] - Rendição   [END] - Rendição - Página 11 EmptySeg Nov 30, 2009 4:51 pm

Kyuu escreveu:
Josiane Veiga escreveu:
-Não confia no seu taco?

-Claro que confio. Tenho um belo taco de beisebol, se por acaso eu precisar, na despensa do meu apartamento.

E daquela vez, Jun riu até soluçar.

*rindoatehsolucarjuntocomoMatsuJun* hauhauhuiashiushiuahsiuas!
Nino vai me matar um dia e de tanto rir /fato.

mal o conheco e jah estou odiando o pai do Nino.... posso pegar o taco do Nino emprestado e usar um pouquinho? vc se importa de ficar com um personagem a menos Josi? por favor?

anyway....

ah... sim conheco... rs.. por isso que seu elogio tem mais poder ainda. wow! fiquei tao feliz que estou ao ponto de tentar escrever 02 long-fics ao mesmo tempo! (olha que nas 671267182768 tentativas de escrever long-fic, todas falharam no primeiro capitulo)

oh.. e pode deixar que tentarei escrever arashi-fic. e vc serah a primeira a saber se eu conseguir. XD rs... quando eu conseguir se eu conseguir... hahaha.

love your fic. <3 aguardando o proximo capitulo e que contenha sakuraiba/nino aprontando ou qualquer coisa do genero. rs....

Flor, Nino ciumento é a coisa que mais gosto nele. Na vida real, qdo ele fica fazendo cara feia qdo o Ohno se aproxima do jun, me mataaa de felicidade^^ hehehehe
Pai do Nino é uma incognita. ninguem sabe o pq ele nao se dá bem com o filho... logicamente, eu postei apenas uma suspeita, mas nada confirmado... afinal, fic não é biografia... mas sinceramente, eu acredito nisso que postei...hehehe

Ahhh..estou mto ansiosa pela sua fic^^ louca msm pra ler... vai ser yaoi ne?
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MensagemAssunto: Re: [END] - Rendição   [END] - Rendição - Página 11 EmptyTer Dez 01, 2009 9:30 pm

AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH

comentando atrazada de novo ¬¬

AMEI O CAPITULO *------------*

agora historia vai começar a ficar boa.. e a dona josy vai voltar a judiar dos coitados u___u~

sinceramente você me surpreendeu com esse capitulo.. envolver o tabu do Nino na historia é como tirar uma carta da manga.. tirei meu chapeu pra vc Josy XD

adorei tudo pois agora q a historia realmente fluir.. o q será q vai acontecer.. to começando a me preocupar... e pensar q o fim ja esta proximo... isso me deprimi tanto... e de pensar q a fic jah tem quase 6 meses... sinceramente naum sei o q vou fazer depois do Natal...

Capitulo perfect Josy o/

~..~..~..~
Josiiiiiii /o/ presente de Natal a caminho viu XD
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MensagemAssunto: Re: [END] - Rendição   [END] - Rendição - Página 11 EmptyTer Dez 01, 2009 9:55 pm

Bah
Nem me fale... fiquei com medo de postar esse negocio, mas arrisquei e gostei do resultado. Esse assunto é tabu pra td que é fa... mas eu ainda acho que a gente tem o direito de discutir...


Amada...tambem ja sei o que te dar... só preciso ir lá mandar fazer..hehehe... o problema é que eu pego no serviço as 7:30 e saio as 18:00... nesse horario ja ta tudo fechado. Quero pedir uma folga pro chefe semana que vem pra ir la fazer^^
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MensagemAssunto: Re: [END] - Rendição   [END] - Rendição - Página 11 EmptyDom Dez 06, 2009 1:45 am

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Chapter 26: Capítulo 26
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Rendição

Capítulo XXVI

Por Josiane Veiga

Nota da autora: Os capítulos estão indo de forma vagarosa. Alguns fatos que deviam acontecer nesse capítulo vão ficar pro 27, pois não quero “comer” cenas fofas como a final. Sinceramente, por mais drama e tensão que eu me propus a escrever, acho que todo o romance morre se eu me impedir de fazer o “Ohmiya Love” que o texto exige.

Essa semana, além do fanfic “Uma noite de Natal”, presente pra Cris, em que ocorre um dialogo imaginário entre Nino e Ohno, também escrevi: “Se a autora travar...Arashi chega para ajudar”, que é um fanfic de Rendição (sim, fanfic da fanfic), em que eu também participo. ^^ Quem quiser ler esses dois trabalhos, as fics estão no meu perfil^^


--------------------------------------------------------------------------------


-Não entendi porque Oh-chan não veio almoçar conosco...

O muxoxo de Nino fez Sakurai sorrir. Normalmente aquele moleque era tão arrogante que não admitia quando sentia-se isolado. Mas, com Satoshi, Ninomiya dava mostras da sua personalidade carente. Aquela expressão de desalento era tão rara, que Sho a observou por alguns instantes antes de responder.

-Ele quer adiantar o trabalho para poder sair mais cedo... – explicou a Kazu.

Naquele instante, Masaki e Jun chegaram à mesa. Os dois traziam consigo o almoço. Arrumaram tudo diante dos dois morenos, mas reservaram o melhor pedaço de salmão para Nino.

-Ei, por que você serviu o maior para ele? – Apontou Sakurai, encarando o namorado.

-Nino-chan está doente... – Aiba explicou de forma pausada ao amante, como se ensinasse o alfabeto a uma criança.

-Doente? Desde quando? Esqueceu que a gente inventou isso?

-Sakurai-kun – chamou Jun. – Deixe de ser tão egoísta.

-Eu, egoísta?

Observando o sorriso vitorioso de Kazu, e os semblantes recriminadores dos companheiros, Sho resolveu desistir. Talvez fosse porque Nino tinha aquele corpo tão frágil, ou talvez porque ele fosse pequeno... ou até poderia ser os olhos de cachorro abandonado... enfim, os motivos não importavam... O fato era que tanto Aiba quanto Jun gostavam de cuidar de Ninomiya como se cuidassem de um bebê.

-Queria ficar aqui pra sempre... – Kazu murmurou.

Sakurai quase engasgou quando viu os outros dois presentes levantando-se rapidamente da cadeira e indo abraçar Ninomiya.

-Logo tudo isso vai ter fim, Nino-chan – Masaki profetizou. – E você vai poder ter sua vida tranqüila novamente...

-E dessa vez, ao lado do Oh-chan... – Jun completou.

-Isso não é maravilhoso? – Aiba acariciou a face de Nino. – Não vai haver mais mentiras nem segredos entre vocês...

-E teriam o Junior como filho! – Sho riu.

Diante do comentário, Nino olhou para o lado e viu o enorme cachorro de pêlos castanhos. O animal o encarava com curiosidade, e Nino foi incapaz de permanecer sério. Sorriu para ele.

-É sim, Junior-chan! Vamos todos ser uma família!

Logo o rabo do cão começou a sacudir, de um lado para o outro, deixando claro que ele gostava da expressão nos olhos límpidos de Ninomiya. Quando Kazunari voltou a olhar os amigos, Aiba e Jun já haviam se sentado novamente à mesa, e também se serviam da refeição.

-Sabe, Nino-chan – Masaki falou de repente. – Eu estava pensando sobre a americana...

-A Audrey?

-É – Aiba afirmou com a cabeça. – Onde ela aprendeu a falar japonês tão bem? Ela não possui nem sotaque! Afinal de contas, é americana, e não parece ter nenhum vínculo familiar no Japão.

-Além disso – continuou Sho, completando o pensamento do namorado -, o nosso idioma é bem complicado...

Segurando os hachis, Nino pensou um pouco antes de responder. O rapaz parecia estar se recordando de uma conversa anterior que tivera com a moça.

-Audrey foi criada num orfanato... – contou, de repente. – Lembro-me que ela me relatou que lá havia uma freira japonesa que a ensinou...

-Uma freira? – Jun perguntou, assombrado.

-Japonesa? – Sho estranhou. – Os cristãos são um grupo muito pequeno aqui no país...

-Sabiam que eu faço aniversário junto com Jesus? – Masaki os interrompeu. – Não é maravilhoso?

-Na verdade, você não faz – Sho o desanimou.

-É praticamente junto – Aiba insistiu. – São somente um dia, um milênio e alguns séculos de diferença...

-É impossível Jesus Cristo ter nascido em dezembro – Sho ignorou a brincadeira -, pois nessa época do ano, o frio intenso não permitiria que os pastores estivessem no campo com as ovelhas... E a Bíblia relata que os pastores foram os primeiros a serem avisados do nascimento do Messias.

-Kami-sama – Nino murmurou. – E daí? O que importa a data?

-Só estou corrigindo... – Sakurai sorriu, ignorando o olhar pasmado dos outros três.

-Não entendo porque você estuda esse tipo de coisa... – Jun gemeu. – O que interessa é que o Natal existe...

-Ele quer nos humilhar, e mostrar que tem cultura – Nino acusou.

-Cultura inútil, diga-se de passagem. – Masaki completou. – Aposto que nem os próprios cristãos dão importância para isso!

-Só estou explicando que a data está errada – Sho insistiu. – Eu acredito que o nascimento tenha ocorrido em uma época do ano mais amena... como, por exemplo, em junho.

-Junho? – Nino exclamou, animado.

Não gostando do rumo da conversa, Masaki bateu com o copo na mesa.

-Vamos voltar ao assunto, ok? – Gritou. – A freira... a freira... – lembrou-os.

-O que tem a religiosa? – perguntou Nino.

-Masaki está certo – Sho sorriu para o amante. – Por existirem poucos cristãos no Japão, não vai ser difícil descobrir quem é a freira que educou Audrey.

-Não vai ser difícil? – Jun parecia incrédulo.

-Além de cristã, a mulher é católica – Sho observou. – É só entrarmos em contato com o movimento católico do país e pedirmos informações sobre uma freira que fez trabalho missionário nos EUA nos últimos vinte anos.

Matsumoto bebeu um gole de água, antes de responder ao amigo.

-E crê que eles nos darão essa informação?

-Podemos usar o programa... – Sho piscou ao amigo. – Diremos que é para um novo bloco do nosso show da teve.

~~~~~~~000~~~~~~~~

-O líder do Arashi?

O gerente do hotel onde Audrey estava hospedada apareceu subitamente no saguão. O recepcionista o havia informado da chegada do famoso ator e cantor japonês, e o homem de média idade não pôde deixar de comparecer a entrada do hotel, para ver com seus próprios olhos se o funcionário não estava delirando.

O hotel se localizava na zona leste de Tókio. Não era muito requisitado por pessoas famosas, e não tinha as famosas cinco estrelas, que classificam os melhores hotéis. Dessa forma, ter aquele jovem parado diante da mesa da recepção era um acontecimento memorável para todos os presentes.

-Senhor Ohno Satoshi? – ele indagou.

O jovem loiro levantou os olhos, encarando o homem. Sorriu imediatamente.

-Sim.

-Sentimo-nos honrados por sua presença em nosso estabelecimento. Dar-lhe-emos a nossa melhor suíte.

Ohno notou que o homem interpretara mal sua presença naquele lugar.

-Oh, não! – negou com a fronte. – Não vim para me hospedar...

A decepção do gerente era tão grande, que Ohno quase reconsiderou a idéia.

-Vim para me informar sobre uma hóspede...

-Uma hóspede?

-Sim. Ela é uma jovem morena, americana. Chama-se Audrey...

O semblante do gerente mudou imediatamente. Satoshi percebeu que o homem sabia de quem ele falava.

-A senhorita Audrey Morgan?

Morgan? Não sabia qual era o sobrenome dela. Nino nunca havia dito-lhe, e nem ele indagou.

-Sim... – o Ridda murmurou. – Gostaria de conversar com ela. Posso subir?

-Infelizmente não.

A negativa assustou Ohno. Não imaginava que receberia um “não” como resposta.

-A senhorita Morgan não está mais hospedada neste hotel...

Não estava? Ela havia se mudado?

-O senhor sabe me informar para onde ela foi?

-Não tenho idéia, mas creio que foi embora do país.

O coração de Ohno começou a saltar desesperadamente no peito.

-Por que diz isso?

-Ela ainda tinha dois meses pagos no hotel, mas pediu a camareira que arrumasse todas as suas coisas, e partiu sem sequer olhar para trás. Mas para tirar qualquer dúvida, o senhor pode se informar nos demais hotéis da cidade...

Agradecendo a atenção prestada pelo gerente, Ohno saiu do hotel rapidamente. Já havia terminado seu dia de trabalho, mas voltou ao estúdio. Queria privacidade para dar início a busca por Audrey, e sabia que a teria no camarim da banda. Munido de um laptop, o líder do Arashi usou a internet para providenciar uma lista completa de todos os hotéis e pousadas de Tókio, e arredores da capital. Quando terminou, começou a ligar para cada um dos números.

Duas horas depois, ele baixou o telefone pela última vez. Todos os números da lista estavam riscados. Ele havia concluído seu trabalho, mas não sabia se devia se congratular, ou não.

Audrey não estava hospedada em nenhum lugar. Nada. Ninguém a vira, nem sequer ouvira falar dela. Uma esperança alegre começou a se formar em sua mente: E se a morena houvesse desistido? E se ela realmente havia voltado para o seu país? Seria bom demais para ser verdade...

Conhecendo o tipo de caráter que possuía Audrey, Satoshi não podia crer naquela possibilidade. Mas, sem conhecer ninguém na cidade, para onde ela poderia ir?

-Será que ela deixou-nos em paz?

Seu suspiro abafado despertou nele a ânsia louca de ver Nino. Levantando-se da poltrona, ele saiu do camarim em direção ao apartamento de Masaki.

~~~~~~~000~~~~~~~~

-Ela foi embora?

A pergunta de Masaki parecia incrédula. Até mesmo alguém naturalmente esperançoso como Aiba não parecia crer em tamanha sorte.

-É o que parece... – Ohno sorriu.

-Audrey não iria partir assim... ela é teimosa demais... – Nino negou com a face. – Por Kami-sama, onde ela está? O que está planejando?

Percebendo o desespero nos olhos do namorado, Ohno aproximou-se de Ninomiya e apertou-lhe os ombros.

-Fique calmo, amor... – Ohno murmurou. – Audrey sumiu, mas vamos continuar procurando-a, ok?

-Tenho medo do que ela possa fazer, Oh-chan – Nino abraçou Ohno, pousando sua cabeça no ombro do amante. – Estou com um mau pressentimento...

Naquele instante, Ohno e Nino só tinham a presença de Masaki e Junior na sala. Sakurai havia voltado para a casa, cumprindo a maçante rotina de enganar a família, antes de voltar para passar a noite com Aiba, e Jun fora encontrar-se com uma atriz com quem estava flertando.

-O que pretende fazer? – indagou Masaki à Ohno. – Que atitude vai tomar?

-Eu vou continuar procurando-a – esclareceu Satoshi. – Vou tentar conseguir informações no aeroporto se ela passou por lá...

-Eles não dão esse tipo de informação – Aiba foi sincero.

-Irei tentar comprar a informação – Ohno foi franco.

-Suborno? – Ninomiya estava boquiaberto. – Esse tipo de coisa não faz parte do seu caráter, Oh-chan...

-Estou desesperado. Além disso, não vou prejudicar ninguém. Só quero saber se Audrey está ou não no Japão.

Saber que alguém de tão boa índole quanto Satoshi estava prestes a fazer algo contra sua própria consciência, por causa do sentimento que nutria por Kazu, fez Ninomiya emocionar-se. Mesmo que vivessem mil anos, e fosse leal e bondoso com Ohno a cada dia desse milênio, e o amasse com todo o amor que transbordava em seu coração... Mesmo assim... não seria suficiente para recompensar Ohno por tudo que o Riida havia feito e ainda fazia por ele.

-Kazu... – a voz de Ohno o fez levantar os olhos. – Está chorando?

-Arigato, Oh-chan...

-Daijobu – Satoshi o tranqüilizou. – Tudo vai ficar bem...

-Eu te amo...

-Eu também...

O casal Ohmiya ficou alguns segundos se olhando, antes de Masaki questionar Ohno:

-Já jantou, Oh-chan?

Parecendo sair de um transe, Satoshi encarou o loiro.

-Não... – murmurou. – Com essa bagunça toda, esqueci-me completamente de comer...

-Oh – Nino pareceu animado –, então eu vou arrumar sua janta, Oh-chan... Como forma de agradecimento!

Aiba sorriu diante da boa vontade de Nino. Kazunari não era de demonstrações públicas de ajuda, e também era um tanto preguiçoso nos afazeres domésticos, mas era claro que ele queria cuidar de Ohno, como um verdadeiro companheiro.

-Se vocês não se importam, eu vou pro meu quarto – Masaki comunicou. – Quero ler uns mangás antes de Sho-kun voltar.

Silenciosamente (e inteligentemente), Masaki deu privacidade aos amigos. O loiro imaginava o quão triste era para os dois não terem a intimidade do lar, onde poderiam fazer o que quisessem. Naquele instante, torceu muito para que toda aquela confusão logo chegasse ao fim, pois assim Ohno e Nino poderiam ter uma convivência mais íntima. Adorava ter os dois no seu apartamento... mas desejava com afinco que eles fossem felizes... e viver as sombras não trazia felicidade a ninguém.

Quando Aiba sumiu por entre os corredores do apartamento, Nino dirigiu-se a cozinha. Remexeu na geladeira de Masaki e resolveu preparar Ramen, que, por mais simples que fosse, era a comida favorita de Satoshi.

Porém, ao voltar os olhos para o amante, o viu parado a soleira da porta, olhando em direção à sala de estar. Ohno não era dado à filosofia; portanto, Nino estranhou a postura do namorado. O que ele fazia olhando para o nada?

-Junior? – Ohno chamou, com a voz alta.

Naquele instante, Ninomiya notou que o namorado havia chamado o cão com as mãos, mas como o animal estava de costas para ele, não havia percebido o convite para acompanhá-lo a cozinha.

-Ei Junior?

Nada. O cão continuava parado, como se Satoshi não houvesse dito nada. Branco como papel, Nino torceu para que Ohno não notasse aquilo que agora, para ele, se confirmava.

“Por favor, Kami-sama” – orou – “que Oh-chan não perceba... não agora...”

Procurando na internet, Nino descobriu que normalmente cachorros surdos não tinham cura. Teriam que viver com a limitação, e os donos adequar-se àquela situação. Isso se tivessem sorte em ter donos amoroso, pois boa parte dos proprietários mandavam sacrificar os animais ao descobrir-lhes a incapacidade. Nino sabia que Ohno continuaria a amar o cachorro da mesma forma, e que o amor talvez até aumentasse diante do problema que o animal sofria. Entretanto, Satoshi estava demasiadamente sensível, e sofreria demais se descobrisse que o seu bicho de estimação não ouvia.

Como o cão não o encarava, Satoshi caminhou em direção a ele. Sentou-se do seu lado, e só então - percebendo que Ohno estava ao seu lado - foi que Junior levantou-se do chão, e lambeu o rosto de Ohno.

-Ei... O que deu em você? – Ohno riu, ao sentir o rosto molhado. – Me assustou, sabia? Por que não veio até mim quando eu o chamei?

“O que está acontecendo comigo?” – Nino pensou, tentando esconder as lágrimas que, teimosamente, vieram aos olhos.

Conviver de forma direta com o animal, fez Ninomiya pensar no quanto Aiba estava certo em relação a vida. Não importa se é humana ou de um animal.. toda vida merece respeito.

“Vou cuidar de você, viu?” – Nino tentou transmitir o pensamento ao cachorro, enquanto o olhava – “Vou cuidar de você quando for velhinho e não poder mais pular em mim, ou me seguir rapidamente... mesmo quando seus pêlos não forem mais tão lustrosos ou seus ossos tão fortes. Vou cuidar de você até um de nós partir. E se você for antes, eu prometo que vou ficar do seu lado até seu último suspiro... e vou dar tanto amor a você quanto você está dando a Oh-chan nesse momento”.

-Nino-chan – a voz de Ohno o fez sair da letargia. – Junior já comer?

Por sorte, Ohno não notara suas lágrimas, e Nino desviou os olhos para o fogão, impedindo o amante de perceber o que se passava.

-Sim, dei-lhe a ração que comprou...

-A indicação que Aiba-chan me deu dessa ração sem sal, foi o melhor para Junior – Ohno sorriu. – Ele parece tão mais forte... Está bonito!

Bonito não seria a palavra exata que Ninomiya definiria o vira-lata, mas concordou com sinceridade.

-Nino-chan? – Satoshi o chamou novamente.

-Hai?

-Faça logo a comida... – a voz de Ohno estava rouca. - Quero ir me deitar...

Instantaneamente a atmosfera modificou.

-Está muito cansado?

-No quarto – Ohno murmurou – eu te mostro o quanto...

~~~~~~~000~~~~~~~~

-Oh-chan... – o gemido foi audível em toda a suíte.

As curtas unhas de Nino gravaram-se nos ombros de Ohno. Ele acompanhou o ritmo sexual do amante, e sentiu Satoshi crescendo dentro de si. O sexo estava se tornando a cada dia mais poderoso, mais forte. O vínculo que os unia crescia, e a dor, que era tão comum no início, agora parecia até inexistente.

-Mais forte... – pediu num tom desesperado. – Mais... mais...

As duas mãos de Ohno, postas ao lado da cabeça de Nino, estavam apoiando todo o corpo de Satoshi, que estava deitado em cima do mais novo. Os dois estavam de frente um para o outro. Aquela posição, tão normal e comum, era novidade para eles, acostumados a fazerem amor com Nino de costas para Ohno.

Sabendo que podia entrar ainda mais dentro de Nino, Ohno levou as duas mãos as coxas de Kazu, e ergueu-as mais. Logo as pernas de Nino cercaram a cintura do Riida, que gemeu profundamente. Kazu estava totalmente exposto a ele, e aquilo o excitou ainda mais.

-Não seja tão guloso – protestou o mais velho. – Não posso ir mais forte...

-Não me interessa! Faça!

Um sorriso maroto despontou dos lábios de Ohno. Ninomiya era muito egoísta no sexo, mas ao invés do fato irritar Ohno, fazia-o se deleitar. Por que quando se está apaixonado, até os defeitos da pessoa amada parecem qualidades?

Aumentando o ritmo, Ohno fez o que Nino queria. Entocou com força o membro duro para dentro de Nino, e mesmo quando o mais novo reclamou, não deu importância. Mordendo o lábio inferior, ele segurou um grito prazeroso quando o orgasmo começou a sacudi-lo.

-Nino... – chamou o amante. – Não agüento mais...

Sentindo o líquido de Kazu molhar seu abdômen, Ohno permitiu-se o clímax. Os espasmos vieram com intensidade, e ele teve que abraçar-se a Nino para tentar se controlar.

Cinco minutos depois, os dois se encontravam colados, tentando normalizar a respiração.

-Doeu um pouco quando você colocou mais força, Oh-chan... – Nino contou, com aquela voz infantil que enlouquecia Satoshi.

Deslizando os dedos pela testa suada do namorado, Ohno sorriu.

-Foi você mesmo que pediu...

-Eu disse que doeu, não que não foi bom!

Ohno gargalhou. Kazu era realmente um piralho que jamais se deixaria derrotar numa guerra verbal.

-Fico feliz que tenha gostado – Ohno manteve o sorriso. – Eu adoro fazer amor com você.

-Eu também...

Deslizando as mãos pela lateral do corpo do namorado, Satoshi passou a admirar aquela imagem tão erótica. Como Nino era lindo! Tão perfeito, pequeno, doce e delicado! A pele parecia porcelana e muitas vezes Ohno imaginava se não iria se quebrar.

-Seus olhos ficaram escuros – Nino observou. – No que está pensando?

-Em como você é belo...

-Oh-chan! – Ninomiya riu. – Está tão romântico...

Trocaram um beijo rápido antes de voltarem a se encarar.

-Diga-me, Nino-chan – pediu Ohno. – Você sente prazer quando fazemos amor?

-Meus gemidos não te convencem?

-Eu sei que você gosta... mas gostaria de saber se existe a possibilidade de você sentir falta de transar com alguma mulher...

Por que estava pensando naquilo? Haviam acabado de fazer amor! Colocar aquele tipo de assunto entre eles não era próprio de Ohno.

-Você está andando demais com Sho-san – Nino comentou.

-Falo sério...

-Por que esse medo, Oh-chan? Eu amo você...

-Mas você também já sentiu atração por mulheres, que eu sei! É diferente de mim, que saí com garotas apenas para tentar parecer normal... Na verdade, eu prefiro ir pescar a ficar no amasso com alguma menina...

Nino suspirou.

-Posso te contar um segredo? – O mais novo indagou, atrevidamente.

-Qual?

-Já transei com garotas, fingindo que elas eram você....

Ohno não pode deixar de sorrir. Sabia que devia estar possesso por Nino estar falando aquilo, mas não conseguia. De alguma forma o Riida sabia que nenhuma mulher no mundo poderia separá-los... nem Audrey.

-Posso te contar um segredo também? – perguntou.

Os olhos negros de Kazunari arregalaram-se. Ohno Satoshi com segredos?

-Deve! – respondeu.

-Quando você deslizava as mãos nas minhas coxas durante nossos programas de auditório, eu pensava duas coisas: A primeira é que eu tinha que me controlar para não ter uma ereção em rede nacional...

Nino tapou os lábios tentando controlar o acesso de riso.

-E a segunda? – questionou após alguns segundos.

-A segunda é: “Esse cara sente o mesmo por mim...”.

O riso sumiu e os olhos de Kazu voltaram a tornarem-se excitados.

-Você sempre teve essa certeza?

-Se eu tivesse certeza, não teria sofrido tanto quando Audrey surgiu... nem estaria lhe indagando de mulheres agora! Eu apenas supunha...

-Eu não quero mais ninguém no mundo, Oh-chan... só você!

-Eu também...

-Porém, devemos estar preparados...

-Para o quê?

-Para boatos. Você sabe que o simples fato da gente conversar com alguma garota já nos torna capa de tablóides! Não quero que nosso relacionamento fique igual ao de Aiba-chan e Sho-chan!

-Por que não? Eles são loucos um pelo outro!

-Eles são maravilhosos, e se amam! Entretanto, Sho-chan se irrita com qualquer pessoa que se aproxima muito de Masaki-chan! Ele é muito ciumento!

-Como se você não fosse igual! – Ohno acusou, rindo.

-Eu não sou! – Nino se ofendeu. - Sou controlado!

-Diga isso as nossas fãs, que já notaram o jeito que você olha pro Jun-chan cada vez que ele chega perto de mim!

-Isso é diferente! Jun-chan me provoca!

-Ele não faz isso! Não seja injusto!

-Está defendendo-o? – Nino pareceu possesso.

Em segundos, o mais novo estava de pé. Parecia não se importar com a própria nudez, mas estava enrubescido. E Satoshi sabia que não era por vergonha, e sim por raiva.

-Vai lá! – Nino apontou a porta com as mãos.

-Ir aonde?

-Atrás de Matsumoto-san! Eu não me importo!

-Não mesmo?

Sabendo que Kazunari perdia a razão quando estava extremamente irritado, Ohno resolveu fazer o jogo. Aquilo poderia lhe render um sexo espetacular após fazerem as pazes da curta (e premeditada) discussão amorosa.

-Não se importa mesmo? – indagou, já se levantando.

-Não!

Ohno então se pôs de pé. Cruzou por Ninomiya sem sequer encará-lo.

-Você está pelado – Nino avisou.

-Vou até Aiba, e peço que ele me empreste uma roupa.

E então saiu. Kazu ficou tão espantado quando a porta se fechou, que por instantes, não conseguiu sequer pensar. Por fim, quando saiu do estado de néscia, correu até a porta.

-Oh-chan – chamou, ao corredor.

Para sua surpresa, Ohno não estava longe. Ao contrário, estava parado a entrada, rindo.

-Aonde você vai? – Nino indagou, com a voz melosa.

-Aonde você me mandou ir? – Ohno o provocou, com vontade.

Kazunari deu socos leves no peito de Satoshi, antes de puxá-lo novamente para o abrigo do quarto.

-Baka! – exclamou quando fechou a porta. – Baka! Baka!

No entanto, os leves golpes não duraram muito e logo as mãos circularam a nuca de Ohno, puxando-o para um beijo intenso.

-Eu te amo, bobo... – Ohno murmurou contra seus lábios.

-Não pense em me trair, Ohno Satoshi – Nino esfregou seu lindo nariz no amante. – Nunca! Ouviu?

-Nem você – Ohno exigiu. – Nunca me traia! Não vou aceitar!

-Por que eu te trairia? Você é a personificação de todas as minhas fantasias – Nino brincou. – Eu o amo Ohno – disse, logo após, de forma séria -, e amaria mesmo que nós nunca mais pudéssemos nos amar... porque esse sentimento está dentro de mim, e nada pode tirá-lo do meu coração...

Continua...
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MensagemAssunto: Re: [END] - Rendição   [END] - Rendição - Página 11 EmptyDom Dez 06, 2009 3:10 am

Hmm entao a Audreuy ja nao esta mais no hotel né? ¬¬
ja imagino onde ela deve ter se metido
e nao to gostando nem um pouco disso ¬¬
Nhai Junior é msm surdo, tadinho TToTT
Ah qdo o Ohno souber, vai ficar tao triste
qm nao ficaraia?
Haha nao, o Nino nao é ciumento, imagina
A gente nunca viu a cara q ele faz qdo Oh-chan ta c/ o Jun, nem é cara d ciumento, ta bom
hsahshahshahsha xDD
Cenas d Ohmiya cmo sempre mto boas *------*


Última edição por Nara em Dom Dez 06, 2009 10:16 pm, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: [END] - Rendição   [END] - Rendição - Página 11 EmptyDom Dez 06, 2009 3:41 am

Nara
Pior q cada cena de ciume do Nino me faz feliz. É um alento: se ele nao sentisse nada por ohchan, nao teria necessidade de sentir ciumes, ne?
Audrery volta no prox. cap..e com ela, acaba-se a paz...
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MensagemAssunto: Re: [END] - Rendição   [END] - Rendição - Página 11 EmptyDom Dez 06, 2009 7:34 am

uahsuahsuash eu ri com esse final!!!!!
muitooo bommm!
adoro ler sua fic Josi!!^^

*esperando o proximo capitulo*
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MensagemAssunto: Re: [END] - Rendição   [END] - Rendição - Página 11 EmptyDom Dez 06, 2009 8:57 pm

naara, o junior não fica cego, ele fica surdo :s
por isso que ele não ouviu o ohno. eu acho.
aaa man, eu tambem ja imagino onde ela tá.
afê. que viadiazinha :@ (desculpa o palavriado :s )

aa ohmiya é love <3


[END] - Rendição - Página 11 Cpiadenewscalendar20101
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MensagemAssunto: Re: [END] - Rendição   [END] - Rendição - Página 11 EmptyDom Dez 06, 2009 10:16 pm

Vixi vdd Miih
erro meu
mals
editarei agora xD
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MensagemAssunto: Re: [END] - Rendição   [END] - Rendição - Página 11 EmptySeg Dez 07, 2009 1:52 am

Sim amadas...é surdo...
Meninas, nem tenho como agradecer tanto carinho...obrigada por td o apoio^^
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MensagemAssunto: Re: [END] - Rendição   [END] - Rendição - Página 11 EmptyQua Dez 09, 2009 11:54 am

oh my dear....
estou virando fa de ohmiya em vez de sakuraiba com todo esse amor meloso. <3 amo isso.
junto com cenas de ciumes, eh o melhor! <33

rs..... e agora...? desse jeito vou acabar trocando sakuraiba por ohmiya.. hum... que problema voce me trouxe agora Josi! hahaha!
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MensagemAssunto: Re: [END] - Rendição   [END] - Rendição - Página 11 EmptyQua Dez 09, 2009 2:03 pm

Kyuu escreveu:
oh my dear....
estou virando fa de ohmiya em vez de sakuraiba com todo esse amor meloso. <3 amo isso.
junto com cenas de ciumes, eh o melhor! <33

rs..... e agora...? desse jeito vou acabar trocando sakuraiba por ohmiya.. hum... que problema voce me trouxe agora Josi! hahaha!

hahahaa
amor, pena que essa felicidade acaba já no proximo cap..^^
Brigada pelo comentarii
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MensagemAssunto: Re: [END] - Rendição   [END] - Rendição - Página 11 EmptySab Dez 12, 2009 11:50 pm

Rendição

Capítulo XXVII

Por Josiane Veiga



--------------------------------------------------------------------------------

Sakurai tateou ao lado da cama a procura do despertador. O eletrônico tocava uma música alta e enjoativa, o que fez sua cabeça arder. Ao encontrar a peça, desligou-o e então abriu os olhos. Eram sete da manhã.

Na noite anterior, havia convencido os pais que Masaki e ele estavam revisando um novo quadro para o espetáculo da primavera. Ninguém se importou quando avisou que dormiria fora, no apartamento do amigo. Como não teriam que gravar naquele dia, queria ter aproveitado a folga para dormir até tarde – principalmente porque Aiba e ele passaram boa parte da noite transando -; porém, a intenção, obviamente, não se concretizou.

Virou os olhos para o outro lado da cama. Como sempre, Masaki havia levantado cedo. Suspirou e resolveu também se colocar de pé. Em minutos já havia tomado uma ducha e ia à direção da cozinha.

-Sho-kun – o namorado o recebeu com um sorriso. – Quer tomar café?

Ele olhou para a mesa e a viu completamente cheia de alimentos. Masaki lia o jornal e estava incrivelmente belo naquela manhã. Um sorriso despontou nos lábios de Sakurai. Era realmente um felizardo por ter Aiba em sua vida.

-Ohno-san e Nino-san não levantaram?

-Ainda não...

O moreno aproximou-se da cadeira, e sentou-se. Serviu o café e começou a bebericar com os olhos fixos em Masaki.

-Como podemos aproveitar nossa folga? – indagou ao namorado.

-Hum – Masaki suspirou. – Eu pretendo ir ver Mel-chan...

Tentando controlar sua decepção, Sho sugeriu:

-Faz muito tempo que não temos uma folga. Por que não aproveitamos o dia juntos? Podemos ir a um restaurante, ou ir a um museu.

Sempre que faziam isso, precisavam agir com tanta discrição que o fato incomodava a ambos. Nem tocar-se era permitido. Como precisavam se conter em público, os passeios não eram muito agradáveis.

-Esqueça... – murmurou Sakurai ao ver Masaki sem jeito. – Poderíamos alugar um filme e ir ver no quarto...

-Eu realmente quero ir ver Mel-chan... - Masaki confirmou. – Você pode me acompanhar – sugeriu, logo após.

A proposta não parecia atrativa a Sakurai. Arqueando as sobrancelhas, ele agiu com desdém.

-Vá você! – foi arrogante. – Irei convidar Jun-chan para assistirmos a algum evento!

Masaki deu os ombros. Sabia que nada do que dissesse iria funcionar. O namorado agia como uma criança zangada cada vez que tinha a vontade contrariada. Aiba conhecia bem demais a Sakurai para reconhecer os momentos de ceder, ou não. E aquele não era um momento para desistir dos planos.

Os olhos castanhos claros do loiro seguiram os movimentos leves de Sho. O rapper mordeu o pão e mastigou de forma negligente. Aiba não resistiu, e riu. Sho era tão adorável, mesmo com raiva. Levantou-se, então, da cadeira e foi até Sakurai. Postou-se atrás do amante, beijando-lhe o pescoço.

-Gomenasai, Sho-kun... – murmurou contra a orelha do moreno.

Sakurai até tentou resistir àquela tentativa de sedução, mas rendeu-se tão logo a pele arrepiou-se. Virou a cabeça para trás e uniu a boca a de Aiba. Foi um beijo potente e doce ao mesmo tempo.

-Aishiteru... – o murmuro de Masaki o tirou completamente do sério.

Logo as mãos abandonaram o pão e seguraram a cintura delgada do namorado. Sho puxou o corpo de Aiba contra o seu, beijando os lábios de Masaki com mais força. O gemido audível de Masaki ao sentir toda a extensão de seu delicado corpo encostando-se nos músculos fortes de Sho, excitou-o imediatamente.

-Não, Sho-kun – Masaki negou quando sentiu a rigidez do amante contra si.

-Por que não?

-Eu quero sair hoje, e não ficar no quarto com você...

As sobrancelhas negras de Sakurai elevaram-se.

-Não gosta mais de ficar no quarto comigo? – provocou.

A resposta foi dita num sussurro, boca contra boca:

-Eu adoro, e você sabe! Porém, hoje você não vai me convencer.

-Não mesmo? – Sho pressionou ainda mais o quadril contra Masaki.

A resposta seguinte não foi pronunciada. O som estridente e insistente da campainha fez ambos se soltarem, impedindo que o contato mais íntimo ocorresse.

-Quem será? – Sho indagou, aborrecido.

-Deve ser Karin-chan – Masaki respondeu. – Ela me ligou antes avisando que estava vindo aqui.

-Antes?

-Mais cedo, Sho-kun – Aiba sorriu. – Karin-chan também gosta de levar ao nascer do sol.

Sabendo que a produtora que acompanhava a banda há quase uma década não estranharia a presença do rapper no apartamento de Masaki, Sakurai seguiu Aiba. Mesmo que Karin não tivesse ciência da verdade sobre o relacionamento dos dois, alguma desconfiança devia ter tido, pois seguidas vezes, tanto Sho quanto Aiba acabavam dando alguma mostra. E, mesmo que ela soubesse da verdade, era de confiança da JE, e não falaria sobre o que se passava nos bastidores a nenhum jornal.

-Karin-chan! – Masaki exclamou ao abrir a porta.

Porém, não houve nenhum cumprimento alegre em retribuição. Tampouco Masaki ou Sakurai sorriram ao perceber quem acompanhava a produtora.

Sentindo um frio intenso na espinha, Masaki deu dois passos para trás. Teve medo de perder a força nas pernas naquele instante; entretanto, para sua sorte, Sakurai estava atrás de si, e o sustentou apenas com a respiração contra sua nuca. Sho dava-lhe forças mesmo sem tocar-lhe. Mesmo assim, sentia um medo pavoroso ao encarar o homem de olhos escuros que acompanhava a produtora.

-Senhor Ninomiya... – o saudou, sem jeito. – É uma surpresa vê-lo aqui...

Lembrava-se claramente daquele mesmo olhar frio o recriminando há anos atrás. O pai de Nino trocara poucas palavras com Aiba, mas sua expressão de repugnância era tão nítida, que Masaki, mesmo tantos anos depois, ainda sentia-se diminuído perto dele.

-Não estou aqui porque eu quero – o homem mais velho avisou com a voz forte e insensível, enquanto adentrava a sala espaçosa. – Vim buscar meu filho – comunicou, gelado.

Aiba sentiu uma mão em seu ombro... a mão de Sho.

-Seu filho? Nesses anos todos nunca apareceu para saber de Kazu-chan, e agora... – Sakurai começou, mas foi interrompido.

-Sho-kun – Karin tentou aparentar calma. – O pai de Nino-san entrou em contato com a JE ontem, e os executivos o comunicaram onde Nino-chan se encontrava.

-Kazu-chan está se recuperando de um acidente – Sakurai insistiu.

-Vai se recuperar ao lado da família... – Ninomiya disse.

-Que família? A mesma que o deixou adolescente sozinho em um apartamento?

Prevendo que os dois homens entrariam em conflito, Karin voltou a interferir.

-Sakurai-kun, o senhor Ninomiya é pai de Nino-chan e têm direitos...

-Nino-chan é maior de idade! – Sho quase gritou. – E este homem não tem nenhum direito sob ele!

-Será que os jornais pensarão a mesma coisa?

A verdade apareceu subitamente a Sakurai. O homem estava chantageando a JE? Estava prometendo ir à imprensa se não pudesse ver o filho?

-Graças a Kami-sama, o Japão ainda é um país que prega a moral e a honra – a voz firme de Ninomiya fez Sho tremer. – Sei que toda a imprensa ficará ao meu lado quando eu expuser o tipo de gente que são vocês do Arashi! Vou pedir ajuda a sociedade para recuperar meu filho!

-Recuperar?

-Drogas, orgias... – Ninomiya acusou. – Farei qualquer coisa para ter meu filho de volta!

-Desgraçado... – Sakurai avançou sob ele. – Isso é injuria!

Para sorte do mais velho, Karin colocou-se a frente de Sakurai. Na presença da mulher, Sho recuou. Só então se deu conta que estivera prestes a bater no homem.

-Os boatos sobre drogas na JE aumentaram bastante desde que membros de outras bandas foram fotografados em atitude suspeita – Karin deixou claro sua decisão. – Vocês, no momento, estão em franca ascensão. Um rumor do tipo, agora, poderia prejudicar não só o Arashi, mas também toda a JE. Ficou decidido entre os coordenadores da agência que Nino-chan iria terminar sua recuperação ao lado dos familiares.

A voz firme de Karin irritou Sho.

-Ninguém vai tirar Nino-chan daqui.

Uma risada sarcástica veio do pai de Nino.

-Traga meu filho aqui. Quero ouvir da boca dele que não irá comigo.

~~~~~~~0000~~~~~~~

Os dedos delicados de Ninomiya deslizaram pela pele de Satoshi. Ohno sorriu. Mesmo com os olhos fechados, ele sabia que Nino agora o olhava. E tinha total conhecimento de que o amante sorria também.

Quis ver o rosto amado, e então abriu os olhos. Nino estava deitado ao seu lado, apoiado em seu braço, com os olhos brilhantes.

-Ohayou... – murmurou Satoshi.

Recebeu um beijo leve nos lábios como resposta.

-Não tem que ir gravar hoje, né? – Nino sorriu.

-Não...

-Vamos ficar juntos assim o dia todo! – o sorriso do moreno aumentou nos lábios.

-Não posso, Nino-chan – Ohno o puxou contra ele. – Eu irei ao aeroporto tentar conseguir alguma informação sobre a Audrey...

Kazunari mordeu o lábio inferior. Sabia que Ohno estava certo, Audrey estava silenciosa demais, e poderia estar armando algo. No entanto, Nino sentia que todos aqueles instantes com Ohno precisassem ser aproveitados ao máximo. Não entendia direito o que era aquela sensação, apenas a identificava como uma má impressão... como um presságio de algo ruim...

-Queria ficar assim com você pra sempre... – Ohno murmurou.

Voltaram a se beijar. Em segundos, Ohno já se postava por cima de Kazu, esfregando o membro rígido contra o abdômen do mais novo. Um gemido fraco escapou dos lábios de Nino, que estava completamente excitado.

-Oh-chan – suspirou. – Entra... – pediu, erguendo o quadril.

A risada maliciosa de Ohno o fez rir também.

-Desse jeito você destrói qualquer intenção de preliminar que eu tenha – Satoshi avisou.

Kazunari chegou a erguer a cabeça, para beijar a boca de Ohno. Entretanto, aquele beijo jamais aconteceria. Uma batida forte na porta fez ambos desviarem a atenção.

-Sim? – Ohno indagou, com a voz alta.

-Oh-chan... abra! – Era Aiba.

As sobrancelhas finas de Ohno arquearam-se numa interrogação. O mais velho saiu de cima de Kazu, e levantou-se. Vestiu um roupão que estava sobre a cadeira de canto, escondendo sua nudez. Antes de abrir a porta, ainda observou Nino, que já havia se tapado com o lençol.

-O que foi, Aiba-chan?

Porém, Masaki não estava sozinho. Além do loiro, Sho adentrou ao quarto. Os dois pareciam nervosos.

-Aconteceu alguma coisa? – foi a vez de Nino questionar.

-Vistam-se, por favor... – Aiba apressou-os. – Karin-chan está na sala... – o rapaz foi direto – com seu pai.

Kazu ficou mortificado. Quantos anos haviam se passado desde a última vez que falara com o pai? Lembrava-se bem da forma como o progenitor o tratou na derradeira vez em que o procurou. Ainda tinha pesadelos pela forma como foi abordado pelo pai a respeito de seu amor por Satoshi.

-É uma brincadeira? – a pergunta foi feita num tom baixo. – Diga que é uma brincadeira...

-Seu pai entrou em contato com a JE, e os executivos resolveram que você deve passar o restante da sua recuperação com o senhor Ninomiya – Sakurai contou. – Mas eu não vou deixar, Nino-chan! Eu o tiro daqui nem que seja...

-Sem violência, por favor! – Ohno o interrompeu. – Eu vou falar com ele...

-Não! – Nino gritou. – Não vá, Oh-chan! Meu pai te odeia!

Ódio? Ohno estranhou aquilo. Conhecera a família de Kazu de forma superficial. O próprio Nino não mantinha muito contato com os familiares. Por que então o pai de Kazunari o odiaria?

-Por quê?

-Porque eu amo você – Nino confessou. – Ele sempre soube... Aliás, foi a primeira pessoa a saber...

De repente a verdade confrontou Satoshi. Lembrou-se da forma como Nino chorou durante os momentos de separação dos pais... da maneira como se dizia culpado, mas não explicava os motivos. A dor fora tão grande, que Kazunari havia chorado em público, coisa rara de se ver para alguém tão orgulhoso quanto Nino. Era por isso que ele se culpava? O pai havia descoberto o que ele sentia por Ohno e resolvera abandonar a família?

-Minha mãe não deixou otousan me bater... – Nino explicou, como se lendo os pensamentos de Ohno. – Mas ela achou que seria bom eu sair de casa. A agência me arrumou um apartamento, e okaasan ia me visitar com freqüência. Meu pai não aceitou isso... pra ele, eu era tão desprezível que não merecia nem ser considerado filho...

Lágrimas surgiram nos olhos de Ohno. Então Nino havia sofrido tudo aquilo por causa dele? Por que o mundo considerava o sentimento deles tão sujo? Por que teriam que esconder o que sentiam para que pudessem viver em paz?

-Então, por que diabos, ele está aqui? – Sakurai indagou, irritado. – Além disso, depois de tudo que ele fez, como se atreve a te procurar?

-Eu não sei... – Nino gemeu. – Não quero ir com ele...

-Você não vai! – Masaki foi firme. – Vista-se e vamos todos juntos a sala, enfrentá-lo.

Nino negou com a fronte.

-Tenho medo, Aiba-chan – confessou.

-Estamos do seu lado – Ohno sentou-se na cama e segurou as mãos de Nino. – Por mais cruel e assustador que seja seu pai, pense que vai estar cercado por pessoas que amam você...

Aquelas palavras firmes e o contato de Ohno em suas mãos acabaram convencendo Nino. Isso e o fato de que não queria ser um covarde aos próprios olhos, sempre evitando encarar a lembrança do homem que o criou. Até quando fugiria?

-Vai ficar do meu lado? – Perguntou ao namorado.

-Para sempre – Ohno respondeu.

~~~~~~~0000~~~~~~~

-Não gosto de cachorros – Ninomiya comentou a Karin. – E esse vira-lata me irrita – seu olhar estava fixo em Junior.

A mulher de cabelos negros observou o cão que, em silêncio, os olhava.

-Sei que esse tal de Aiba gosta de animais – Ninomiya continuou -, mas ter um cachorro desse porte em um apartamento é de uma irresponsabilidade sem tamanho. Imagino o que dizem os vizinhos... – recriminou.

-Não é de Aiba-chan – Karin defendeu o loiro. – O cão pertence à Satoshi-san.

Ao ouvir o nome do líder do Arashi, o olhar do pai de Nino obscureceu.

-E o que o cão dele faz no apartamento de Aiba? – perguntou, apesar de temer a resposta.

-Ohno-san está aqui – ela respondeu. – Pelo que eu sei, o Riida é quem está cuidando de Nino.

A produtora assustou-se com a reação a seguir do homem. O moreno bateu com o punho contra a parede próxima. Seu rosto demonstrava o quanto estava possesso de raiva. Todavia, ele nada disse.

E o silêncio se seguir durante alguns segundos, até a entrada dos quatro membros do Arashi.

Ohno veio à frente, seguido de Sakurai e Aiba. Nino foi o último a entrar na sala, e permaneceu atrás dos amigos, como se buscasse proteção.

-Pegue as suas coisas, pois virá comigo! – a voz austera de Ninomiya arrepiou Kazu.

Tantos anos longe um do outro, e seu pai nem ao menos o cumprimentou.

-Ele não vai a lugar nenhum! – Ohno rebateu. – Com que direitos pede isso?

-Sou o pai!

-Devia ter se lembrado disso antes! – Sho resmungou. – Nem sei por que tiramos Nino-chan da cama!

-Meu filho irá comigo agora, ou farei um escândalo na TV! – o homem ameaçou.

-Por favor, isso não é necessário! – Karin interveio. – Não podemos chegar a um acordo? Se Nino-chan quer ficar com os amigos, talvez o senhor possa vir visitá-lo!

O homem riu da proposta.

-Está fora de questão! – Respondeu. – Kazunari não fica nem mais um segundo aqui, na presença desses...

-Desses o quê? – Sakurai perdeu a paciência.

No entanto, o pai de Nino não lhe deu atenção. Focou em Kazu.

-Estou lhe dando mais uma chance de sermos pai e filho novamente. É sua última chance, então não a desperdice... – falou, de forma amena. – Venha comigo, e eu lhe perdôo por tudo que já fez...

-Perdoar? Não há nada para se perdoar! – Ohno interrompeu. – Nino-chan não cometeu nenhum crime!

-Cale essa boca! – Ninomiya rebateu. – A desgraça que se abateu sob minha família também é sua culpa!

-Não vou deixar que fale assim do sentimento que me une a Nino-chan! Não me importo com sua opinião! Nós nos amamos, e ninguém pode mudar isso!

Karin arregalou os olhos perante a confissão, mas manteve-se em silêncio. Contudo, o pai de Nino não agiu da mesma forma.

-Seu ordinário miserável! – Ninomiya o insultou. – Como se atreve a falar assim? Como ousa expor essa imundícia para mim?

-Nino-chan e eu somos duas pessoas honestas, que vivemos de forma digna, e decente. Ninguém pode dizer nada contra nossa moral! – Ohno se defendeu. – Diante de tantos filhos que cometem coisas horríveis contra seus pais, o senhor se apega a uma escolha pessoal de seu filho para condená-lo? O nosso amor não prejudica ninguém... O que vivemos é entre nós dois, e ninguém é lesado por isso!

Negando com a face, o pai de Nino berrou:

-Não ficarei ouvindo esse tipo de coisa! – após, encarou o filho. – Vamos logo!

-Ele não vai! – apesar do tremor, Masaki também se pronunciou. – O senhor não entendeu isso ainda?

-Ele vai! – Ninomiya afirmou. – Ou todo o Japão vai ficar sabendo o que vocês fazem nos bastidores!

-Se fizer isso – Sho ridicularizou -, estará me prestando um favor, pois eu sempre quis contar pra todo mundo mesmo!

-Sho-kun! – Masaki o censurou.

O moreno deu os ombros.

-Só estou dizendo para o pai de Nino ir à imprensa. Aproveita e diga que eu fico todas as noites aqui com Masaki. Vai me fazer um favor... Nem vou precisar explicar mais nada a minha mãe! Para mim, seria o paraíso!

O olhar de descrédito do pai de Nino foi o anúncio do pior.

-Você acha que eu irei à imprensa para falar dos atos repugnantes, sórdidos e imundos que vocês praticam um com o outro? - ele deu um sorriso falso. – Ninguém precisa falar o que o Japão inteiro tem certeza! É só olhar para vocês para saber que são uma cambada de seres repulsivos!

-Vindo de você, isso é até um elogio! – Sakurai replicou.

-Minhas palavras serão seguidas de provas. Todo mundo sabe que vocês vivem em função um do outro... que não se separam para nada... Ao provar que meu filho está viciado em drogas, e vivendo de forma asquerosa, não haverá um pai nesse país que não me dará apoio.

-Do que está falando? – Ohno indagou. – Nino-chan não usa drogas!

-Não mesmo? Eu vi fotos que dizem o contrário.

-Oh Kami-sama! – gemeu Karin, prevendo o pior.

Todos os membros se encararam. Tais fotos existiam, e apesar de serem frutos de uma armadilha, tinham o poder destruir a carreira de Kazunari.

-Audrey... – Nino murmurou.

-Sim! – o pai confirmou. – Sua namorada me contou tudo – o homem parecia encantado pela americana. – Tem sorte de ter uma mulher como ela apaixonada por você!

-Sorte? – Kazu parecia incrédulo. – Não posso acreditar que esteja dizendo isso...

Porém, o pai parecia insensível aos seus olhos marejados de lágrimas.

-Se não vier comigo, vou à imprensa e digo que eles – apontou os membros do Arashi – lhe influenciaram as drogas e orgias homossexuais.

Dessa vez Masaki teve que segurar Sho, pois o moreno avançou contra o homem. Por alguns segundos, um pequeno tumulto aconteceu, e foi Ohno que pôs fim a raiva do amigo.

-Faça isso! – disse o Riida.

-Ficou louco? – gritou Karin. – Vocês cinco serão expulsos da JE se isso acontecer!

-Então nos expulsem – Ohno a respondeu. – Nino-chan é mais importante para mim do que tudo... Eu não vou deixar que o tirem de mim.

Kazunari observou o rosto dos amigos. Sabia que estavam dispostos ao sacrifício... E tudo por sua culpa! Lembrou-se da felicidade do Oh-chan quando ele lhe contara que iria realizar uma exposição no maior museu do Japão. E Sho, estava conversando sobre a possibilidade de trabalhar em um telejornal. Masaki também estava se saindo muito bem de forma solo, num outro programa de variedades. E ainda tinha Jun, que não se encontrava ali naquele momento, mas que explodira em sucesso por causa de sua mais recente novela.

Não podia! Não podia deixar que seus amigos pagassem por causa de um erro seu! Ele amava demais aqueles quatro para permitir que seus sonhos fossem interrompidos por causa de sua própria irresponsabilidade.

-Eu irei... – Nino murmurou, olhando para o chão, buscando forças no interior para não pestanejar.

Ohno assustou-se imediatamente. Voltou os olhos para o namorado, e então foi até ele.

-Olhe para mim – levantou a face de Kazu com a mão. – Não fará isso, entendeu?

-Tenho que fazer, Oh-chan... – ele murmurou.

-Não tem não! – Sho gritou. – Perdeu o juízo? Vai ficar nas mãos de Audrey, e de seu pai!

-Nino-chan... – Masaki também se pronunciou. – Nós suportaremos a pressão juntos, como sempre fizemos...

Porém, o mais novo parecia irredutível.

-Não...

-Nino-chan – Ohno puxou seu rosto e os dois se encararam. – Não posso viver longe de você, entendeu? Eu te amo... eu preciso de você...

Os dedos frágeis de Kazu tocaram no rosto de Ohno. Foram esses mesmos dedos que secaram as lágrimas que logo molharam a face do mais velho. Naquele momento, tudo que Nino desejava era ficar perto de Satoshi, mas ao mesmo tempo, queria proteger seu amor.

-Mesmo que eles aprisionem meu corpo, ninguém pode tocar no meu coração, Oh-chan... – murmurou. - E o meu coração é seu...

-Por favor...

-Eu também te amo...

-Onegai...

-Eu quero que exponha seus quadros no melhor museu de Tóquio. Fará isso, por mim!

-Estou te implorando...

Mas não houve palavras que convenceram Nino. Firme, ele soltou-se das mãos de Ohno, que insistiam em segurar seus pulsos. Caminhou então a saída. Karin e o senhor Ninomiya o seguiu. Quando a porta fechou-se, Ohno desabou em lágrimas.

~~~~~~~0000~~~~~~~

A dor de cabeça estava insuportável. Por que diabos havia bebido tanto na noite anterior? Moveu-se na cama e encostou-se num corpo quente. Abriu os olhos devagar, e observou um cabelo tingido de loiro esparramado nos seus travesseiros.

Quem era aquela mulher?

Outro par de mãos o prendeu na cintura. Matsumoto virou o rosto para trás e viu outra garota. Uma morena!

-Mas que merda! – praguejou.

Vagamente recordou-se de ter ido a uma boate na noite anterior. Lembrou-se que duas modelos estavam lá, e atiravam-se sobre ele, com evidente interesse. Sua mente confusa ainda se recordava que o coração doía por causa de Ohno Satoshi. Sentia-se isolado, sozinho e triste... então só queria se afogar em bebida e em sexo sem importância.

-Eu devia ter ido pra um motel! – murmurou.

Ao observar o local, percebeu que acabou levando as duas mulheres para seu apartamento. Isso o deixou possesso. Era muito organizado, e tratava seu quarto como um templo sagrado. Além de Ohno, nunca quis que mais ninguém adentrasse naquele lugar. Mas por causa da bebida, acabou aceitando que aquelas duas invadissem seu local mais privativo.

Levantou a mão para chacoalhar uma das mulheres ao seu lado, quando um estrondo na porta fez com que as duas abrissem os olhos. O quarto ficou iluminado, pois a pessoa que entrava no ambiente acendera o interruptor, e Jun tapou os olhos por alguns segundos, protegendo-os contra a intensa claridade.

-Jun-chan!

Matsumoto reconheceu a voz de Masaki, e tão logo os olhos pararam de arder, o mais novo também viu que Sho acompanhava o loiro.

-O que vocês querem no meu quarto há essa hora?

Ao invés de respondê-lo, Sakurai pegou os vestidos das jovens que estavam no chão e atirou-os sobre elas.

-Saiam! – Ordenou.

As mulheres pareciam desnorteadas, mas obedeceram. Respeitosamente Aiba virou-se de costas enquanto elas se vestiam, mas Sho fez pouco caso.

-Como vocês entraram aqui? – Jun insistiu.

-Eu tenho cópia da chave, esqueceu? – Aiba o lembrou.

Só então Matsumoto recordou-se que dera uma cópia a Masaki quando viajou de férias. Aiba foi à pessoa que ia ao seu apartamento para regar suas plantas, e dar comida ao peixe.

-Jun-chan – a voz melosa da modelo loira interrompeu seus pensamentos. – Vai nos ligar?

Ligar? Ele tinha pegado os telefones delas? No entanto, não pode sequer as responder, pois Sho já as segurava pelos braços e as guiava a saída.

-Ele vai ligar – Sakurai confirmou. – Bye bye!

Assim que as jovens deixaram o quarto, Sakurai fechou a porta. Jun ainda tinha os olhos inchados de sono, e parecia seriamente zangado. Nunca gostou de ser incomodado de manhã, mas o sentimento de zanga se misturava ao de alívio pelos amigos terem se livrado das modelos.

-Aconteceu uma desgraça – Masaki começou.

-Como assim?

-Nino-chan – Sho continuou -, foi embora.

Demorou alguns segundos até que a mente de Matsumoto conseguisse processar a notícia.

-Foi embora? Pra onde?

-Não temos idéia! O pai dele apareceu no apartamento hoje de manhã, ameaçou a todos do Arashi... e Nino aceitou a chantagem, e foi embora – Sakurai respondeu.

-Ele quis nos proteger – Masaki o interrompeu. – O pai de Nino está aliado a Audrey. Ele disse que iria a imprensa e falaria que Nino é apenas a ponta do iceberg.

A cabeça de Jun voltou a arder com força.

-Ponta do iceberg? – Matsumoto tentou compreender.

-O senhor Ninomiya disse que denunciaria a imprensa que todos nós usamos drogas – Masaki explicou. – Ele ameaçou a todo o Arashi!

-Inferno! – Jun reclamou. – Que denuncie! Não podemos nos curvar a vontade dele ou daquela americana maluca! Vamos atrás de Nino!

-Nino-chan se culpa pelo que aconteceu – Masaki afirmou. – Se explodisse um escândalo, ele iria morrer de tanto remorso.

Puxando os lençóis para o lado, Jun começou a ir à direção do banheiro.

-Vou me lavar rapidamente, e iremos atrás do pai dele.

-Onde? – Sho indagou. – Não temos idéia de onde eles estejam!

-E mesmo que encontrarmos, Nino-chan não virá conosco – o loiro choramingou.

Só então Matsumoto lembrou-se de Ohno. Voltou-se, preocupado, aos colegas.

-Onde está Oh-chan?

-Ele está no meu apartamento. Está muito transtornado.

-Vocês o deixaram sozinho?

-Eu liguei para a mãe dele – Aiba respondeu. – Ela já estava indo para lá.

Jun ficou boquiaberto.

-A mãe dele? Ficou maluco! Oh-chan deve estar frágil, e pode falar o que não deve!

-Tomara que fale! – Sho murmurou. – Se a verdade fosse falada desde o inicio, metade dos problemas que enfrentamos agora não estariam acontecendo.

Jun negou com a face.

-Tenho medo do que possa acontecer. Vamos voltar, e falar com o Riida...

-Não! – Sho negou. – Viemos até você para que nos acompanhe.

-Acompanhar? Para onde?

Aiba adiantou-se, e respondeu a Jun:

-Nós precisamos descobrir tudo que pudermos sob Audrey. Ela deve ter um ponto fraco... qualquer coisa! A vida dela é um mistério, e tudo que sabemos é que foi criada num orfanato...

-Qualquer informação agora, pode nos ajudar...

-E onde vocês vão descobrir o passado dela? – Jun indagou.

-Com a freira que a ensinou japonês! – Sho e Aiba responderam ao mesmo tempo.

Matsumoto revirou os olhos.

-Ficaram malucos? Nem o nome da mulher vocês dois sabem!

-Mas sabemos que ela foi missionária nos EUA, é católica, e trabalhou em um orfanato! – Sho pareceu otimista. – Por isso, arrume-se logo! Iremos a Igreja!

Continua...
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MensagemAssunto: Re: [END] - Rendição   [END] - Rendição - Página 11 EmptyDom Dez 13, 2009 2:40 am

Aaaaaaa o pai do Nino apareceu no ape do Aiba DDD:
*estado d choque*
Naaaaoooo nino-chan foi embora
Aaaaaa e agora???
Ê Jun nao é assim q vc se esqcera d Oh-chan tsc tsc
Ainda bem q tem o inteligente do Sho e eles vao atras da freira hehe ^^
É bem q vc disse q a felicidade acabava nesse cap
Maaaiiis!!!!
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MensagemAssunto: Re: [END] - Rendição   [END] - Rendição - Página 11 EmptyDom Dez 13, 2009 3:29 am

Nara
Sim amada... Nino foi embora..e pior...está nas mãos de Audrey e de seu pai... situação super complicada e vou ter que me virar em mil pra conseguir desembaraçar o que eu msma criei..hauahauahua

Mtooo obrigada pelo coment. flor
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MensagemAssunto: Re: [END] - Rendição   [END] - Rendição - Página 11 EmptySeg Dez 14, 2009 3:10 pm

oh sh*t. apenas me diga que essas duas modelos nao tem nada a ver com a americana louca...
my..... jah basta de confusao para o Arashi tadinhos....
nem consigo imaginar o que voce vai fazer com o Nino-chan a partir de agora.... rs...
mas.... porque serah que sempre vem a minha cabeca a imagem do Riida em um cavalo branco vindo resgatar sua donzela preciosa? hahahah.

oh dear.... espero ansiosamente para conhecer essa freira, que alias, torco para que ela tambem entre nesse barraco e de no minimo, uns puxoes de orelha na idiota lah.... <3
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