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 [COMPLETA] Redenção

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Nara
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MensagemAssunto: Re: [COMPLETA] Redenção   Sab Nov 06, 2010 12:35 am

shashahshahshas ri do momento Sakumoto
ooh fiquei chocada tbm com a reaçao da mae do Sho DD:
nhai tadinho e qdo ela souber...ai nao quero nem ver
quer dizer, quero mas mas mas...ah vc sabe ne
direito Ohno? agora vc vem falar de direito??? *bufa*
se bem q claro, ele DEVE se desculpar com o Nino
do jeito q o tratou
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Josiane Veiga
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MensagemAssunto: Re: [COMPLETA] Redenção   Sab Nov 06, 2010 10:40 pm

Naty e Nara

Rindo mto do comentario de vcs. E a foto do Ohno...hauahauahauahauhaa

Amadas, chocante mãe do Sho,ne? No entanto, acho que vai ser mais uma barreira pela qual sakuraiba vai ter que passar. Vai ser bem complicado a prova de Sho e Aiba, mas eles teram ajuda.... adivinhem de quem????????? Audrey!!!!

jahahahaha
Mtooo obrigada pelo apoio e carinho de vcs
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MensagemAssunto: Re: [COMPLETA] Redenção   Dom Nov 07, 2010 1:58 am

nossa vai ser muito difícil pra Sakuraiba.. óÒ
é sempre bom o apoio dos amigos, e até a sociedade aceita um pouco melhor agora (não bem²³, mas melhor), mas o apoio da família é essencial, já que família é a base de tudo...
*chora*
e principalmente pro Sakurai ne, que tem uma família bem conservadora e rígida
imagino que o pai dele não vá aceitar, mas espero que a mãe dele aceite com o tempo, já que isso não muda quem o Sho é de verdade. E afinal é o Aiba ne, não tem como não amá-lo *-*~

Talves por ser o Aiba ajude bastante ne~
espero óÒ
:DDDDD~
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MensagemAssunto: Re: [COMPLETA] Redenção   Seg Nov 08, 2010 4:10 pm

Redenção

Capítulo 8

Por Josiane Veiga

Nota da Autora: Importante destacar algo, mesmo que TODOS saibam. Redenção, assim como Rendição, é uma FANFIC. Ou seja, uma criação da cabeça de uma fã. Portanto, todo o dialogo inicial (e os outros também, ué), são apenas criação minha, sem nenhuma base com a realidade.




--------------------------------------------------------------------------------


Masaki levantou o aparelho celular até o ouvido pela décima vez. Sua clara insegurança em discar os números estava-o deixando ainda mais apreensivo. Respirou fundo. Virou-se em direção a cama em que Nino dormia, e sorriu para o amigo.

Kazunari cresceu ao seu lado. Do menino tímido, incapaz de se defender dos ataques das crianças maiores, Nino se tornou um homem atraente, talentoso e de personalidade forte. Gostava de reclamar das situações, e divertia-se com o constrangimento dos outros. Por diversas ocasiões, parecia um pirralho mimado, insensível ao resto do mundo. Mas, Masaki sabia que as coisas não eram assim. Kazu era extremamente emotivo e, como todo artista, passional e intenso.

Talvez fosse por essa personalidade inflamada que estivesse na cama de um hospital.

Baixou o olhar, e encarou o relógio. Os ponteiros apontavam três da manhã. Não era horário para uma ligação, mas ele precisava fazê-la. Corajoso, apertou os números necessários com cuidado para não incomodar o sono da Kazu. Desculpando a si mesmo, disse num sussurro que era uma emergência, e por isso ligava.

Um toque. Dois. Três.

Nada.

Desligou o celular. No entanto, precisava insistir. Apertou os números novamente. Mais alguns toques, e então um som característico se fez ouvir.

-Sim? - indagou uma voz feminina.

-Sra. Ninomiya?

Apesar de estar divorciada há muito tempo, Mayumi mantinha o sobrenome de casada. Masaki não conseguia entender a razão disso. Talvez, ainda amasse ao marido. O loiro até sentia curiosidade sobre o fato, mas jamais havia questionado Nino. Sabia que quando o assunto era família, Kazu sentia-se desconfortável.

-Sim. Quem é?

O tom dela era cansado, sonolento. Aiba imaginou que estivesse dormindo; todavia, a ligação era de suma importância.

-Masaki Aiba – respondeu. - Desculpe-me por estar ligando tão tarde, mas precisava falar com a senhora.

-Não podia esperar até de manhã?

O tom recriminador dela não desanimou Masaki.

-Infelizmente, é algo urgente. Kazunari-san foi internado hoje no hospital central. Ele se encontra em depressão, estresse por excesso de trabalho e está muito abaixo do peso. O médico acha que o estado dele é preocupante...

Alguns segundos se passaram antes da resposta feminina se declarar:

-E o que eu poderia fazer? Sou médica, por acaso?

A agressividade não foi surpresa para Aiba. Já conhecia a mãe de Nino, sabia o quanto era sensível ao fato de ter um filho gay, e também o culpava por ter destruído a família. Foi ela que pediu para Kazunari sair de casa e, apesar de ter visitado o filho algumas vezes durante todos aqueles anos, fraquejava sempre que o via, como se sentisse culpa por tê-lo colocado no mundo.

-Nino-chan precisa de afeto e atenção. Tenho certeza que ele ficaria muito emocionado se a senhora fizesse uma visita.

Ouviu um suspiro. Talvez, suas palavras pudessem adentrar no coração duro daquela mulher.

-É só isso que você tem a me dizer?

Masaki sentiu o coração acelerado.

-Por favor, tenha piedade – pediu. - É seu filho...

Porém, o restante da frase se perdeu, Mayumi havia desligado o telefone. Aiba ainda ficou com o celular nas mãos, totalmente perplexo diante de tamanha frieza. Como alguém podia rejeitar Nino? Como alguém podia simplesmente ignorar o estado do amigo? Qual o crime que Kazunari havia cometido para ser tão detestado pela própria mãe?

Com os olhos repletos de lágrimas, o loiro se aproximou de Nino. Largando o celular na mesinha lateral, ele sentou-se num canto vago da cama hospitalar. Por alguns segundos ficou a observar Kazunari, imaginando o que faria para ajudar o amigo.

Naquele momento, percebeu o quanto devia ser forte. Nino não tinha mais ninguém além de Masaki, Jun e Sho. Fechando os olhos, pensou em Ohno. Todavia, não conseguia considerar a posição do líder da banda naquele instante. Boa parte da culpa por Kazu estar naquele estado era de Satoshi.

Um ar frio cruzou por ele, e voltou-se a porta. Estava entreaberta. Apesar de ser verão, o estado de Kazu não suportava descuidos. Qualquer corrente de ar poderia trazer um resfriado. Começou então a caminhar em direção a entrada. Ao pegar na maçaneta, deparou-se com uma figura conhecida no corredor.

Satoshi Ohno estava sentado no chão, com as costas apoiadas na parede oposta a porta. Seus olhos, apesar de límpidos, estavam chocados, confusos e tristes. Masaki sabia que, na posição que o líder se encontrava, ele conseguia ficar observando Nino dormir.

Há quanto tempo estava ali? Por que não havia entrado no quarto?

O fato de Ohno ter respeitado a decisão de Masaki, fez o loiro fraquejar. Realmente, não esperava aquela atitude. Não, pelo menos, depois de tudo que Satoshi andava aprontando. Ter permanecido ao longe, apesar de desejar de aproximar de Nino, remetia a Masaki a lembrança do antigo Oh-chan... o Satoshi que pensava primeiro nos outros e, somente após isso, considerava seus próprios anseios.

De repente, o olhar de ambos se encontraram. Ohno parecia querer dizer algo, mas Aiba ficou momentaneamente sem reação. Então, assustado, Masaki fechou a porta.

Encostando-se na madeira fria, respirou fundo. Era terrível bater com a porta na cara de Ohno, mas não podia deixar Satoshi machucar ainda mais Nino. Tinha que pensar num jeito de ajudar Nino a superar sua tristeza. A separação era algo terrível, mas necessário naquele momento.

\\ - /

Um som contínuo tocava próximo a sua cabeça. Um bipe, ou algo do tipo. Os olhos pesados não deixavam-no averiguar o que era. Estava cansado. Muito cansado. O corpo doía ao ponto de Kazunari sentir vontade de chorar.

Estava tudo escuro. Mas, ele podia ver rostos. O primeiro que conseguiu identificar foi o do pai. Aquele homem assustador, de força descomunal. Sentiu medo, mas não podia fugir. Estava preso, deitado, pesado. Sem se mexer, apenas divisava o pai gritando com ele, xingando-o, tentando lhe agredir. Então, a mãe apareceu. Queria ir para seu colo, mas o olhar frio e magoado dela tirou-lhe a coragem. Abriu a boca para implorar a ela por apenas um abraço, mas os sons não saiam.

E então veio o total breu.

Seria a morte?

Seria morrer aquele infinito nada? O escuro e a tristeza? A simples solidão? No entanto, seu desespero pelo oco de sua alma foi quebrado com mais dor. Agora, podia ver Satoshi ao longe, brigando com ele. Podia ver o amante deitando ao seu lado, dando-lhe as costas.

O que era pior? O vazio da morte ou a tristeza da vida?

Sentiu que chorava. O rosto estava molhado. No pânico do medo de Satoshi perceber, tentou erguer as mãos para secar. No entanto, não conseguiu erguê-las. Fazia tudo que podia para não entrar em conflito com Ohno, e agora sequer podia impedir-se de chorar.

"Kami-sama! Me ajude!" , implorou. "Ele não pode perceber! Não pode!", começou a se remexer em lágrimas.

Foi então que sentiu uma mão o tocando. Pela primeira vez percebeu que o corpo se debatia. Uma voz ao longe começou a acalmá-lo. A voz de um anjo... Masaki. Explodiu no choro. Deus o havia ajudado, pois na frente de Masaki podia chorar. Mais tranquilo, foi acalmando-se, sentindo-se livre, enfim.

-Nino... - Aiba o chamava, dessa vez mais alto.

Então ele viu uma luz. Com os olhos cobertos pelas lágrimas, conseguiu abrir as pálpebras. Porém, ao contrário do que imaginava, não estava em sua cama. Um quarto pequeno, branco e cheirando a detergente o cercava.

Viu Aiba. O loiro estava com os olhos assustados, parado ao seu lado.

-Onde estou? - indagou, recobrando a sanidade.

O olhar de Masaki continuava preocupado.

-Você está bem?

Nino quis se erguer. Assustado por ter acordado daquela forma, tentou se sentar. Entretanto, uma dor insuportável na sua cabeça o fez cair novamente para trás. Logo, o amigo estava junto dele, segurando suas mãos.

-Não deve se sobressaltar – Aiba aconselhou. - Você está medicado, e tomando soro. Também o estão alimentando por uma sonda. Precisa ficar quietinho...

Nino virou os olhos em volta da cama. Notou toda a aparelhagem. Percebeu então que estava num hospital.

-Como vim parar aqui? - Indagou a Masaki. - Preciso sair daqui...

-Você está internado sem previsão de alta – Aiba contou. - Não vai sair daqui até se restabelecer.

-Tenho que gravar amanhã – Kazunari tentou explicar.

-Esqueça as gravações – o outro rebateu. - Não percebeu ainda a gravidade do acontecido? Nino, você está muito doente...

Kazu começou a negar com a face.

-Estou bem.

Suas palavras não surtiram o menor efeito em Aiba.

-Nino, você precisa de ajuda...

Os braços doíam. Notando que estava repleto de fios e furos, ficou ainda mais aterrorizado.

-O que fizeram comigo?

-Kazu, as enfermeiras não conseguiam encontrar suas veias – Masaki foi paciente. Falava de forma pausada, tentando demonstrar o máximo possível de carinho no tom da voz. - Tente entender, você vai precisar ficar se alimentando por sondas durante um tempo. Também vai precisar tomar soro, e medicamentos fortes.

-Por quê? O que tenho?

-Por onde começo, Nino-chan? Você está estressado, depressivo, desnutrido, com uma virose, teve febre...

-Pare – Kazu o interrompeu. - Como vim parar aqui?

-Jun foi visitá-lo e o encontrou na cama, num estado terrivel. Ele o trouxe para o hospital, e depois ligou para Sho-chan e eu.

Nino aquiesceu.

-Tenho uma vaga lembrança de Jun ter aparecido na minha frente, no apartamento. Quando foi isso?

-Ontem, no começo da noite.

-Que horas são agora?

-Três e dez da manhã.

Só então Kazunari firmou o olhar em Masaki. Aquilo não estava certo! Aiba estava exausto, cansado. Provavelmente havia passado o dia todo trabalhando, e agora era obrigado a ficar a noite acordado, cuidando de Nino.

-Por que está aqui? - sussurrou. - Vá para casa – aconselhou. - Estou num hospital e, com certeza, se precisar de algo, alguma enfermeira aparece.

Masaki percebeu o quanto Kazu estava fragilizado. Nino não se permitia causar preocupação, pois imaginava que não tinha esse direito.

-Eu amo muito você – Masaki confessou, num sorriso confortador. - Não vou sair daqui de jeito nenhum.

A garganta de Nino doeu. Sorriu para o amigo, não sabendo como recompensá-lo pela lealdade.

-Obrigado – foi tudo que conseguiu expressar.

Quando percebeu que as lágrimas voltaram, sentiu o corpo grande e magro de Masaki praticamente o sufocando. Aiba nunca sabia como expressar seu sentimento sem exagerar; mas, naquele momento, a reação deixava Nino muito grato. Aconchegou-se no abraço casto do loiro.

-E Sho-chan e Jun-chan? - Indagou, tentando desconversar.

-Já foram. Queriam ficar, mas não deixei.

Nino anuiu. Quando Masaki se afastou, não resistiu:

-E Oh-chan?

Tão logo questionou, arrependeu-se. Não era óbvio? Ohno não viera vê-lo. Por que viria? Não havia mais sentimento no coração de Satoshi. Quanto antes aceitasse isso, melhor.

Porém, apesar da ordem que martelava em sua mente, buscou o olhar de Masaki com esperança. Entretanto, ao ver que o amigo desviava os olhos do seu, em legítimo constrangimento, sentiu uma dor tão forte que parecia consumi-lo.

-Ele não veio, não é?

Ao notar as lágrimas de Kazunari, Masaki tentou consertar:

-Não é isso, Nino...

-Ele pelo menos ligou?

-Nino...

-Deus! - Kazu exclamou. - Por que, Aiba-chan? Por que tanta indiferença? Como ele pode nem ao menos se preocupar? Ele esqueceu até mesmo de nossa amizade?

-Nino, me escuta! - Masaki ralhou.

Kazunari tapou os ouvidos com tanta rapidez que quase arrancou os fios que estavam presos em seus pulsos.

Alarmado, Masaki conseguiu segurá-lo. Se Nino não se contivesse, teriam problemas. Ninomiya parecia fora do seu estado normal. Sem saída, Aiba começou a sacudi-lo de leve, tentando trazê-lo novamente a razão.

-Pare com isso! - disse, firme. - Ohno-san está ali fora, parado próximo a porta!

Instantaneamente, Nino acalmou-se. Ainda mantendo as mãos de Nino entre as suas, Aiba sentou-se na poltrona ao lado da cama.

-Eu mandei Ohno-san embora da sua casa... - contou a Nino. - Fiquei transtornado quando vi seu estado. Revoltei-me pela leviandade com que o Riida estava tratando o relacionamento de vocês. E, ao te ver aqui na cama, perdi a cabeça. Fui até seu apartamento e o enfrentei.

Nino arregalou os olhos.

-E ele? Como reagiu?

Aiba sorriu.

-O que você acha? O Riida parado a porta do seu quarto indica o quê?

Nino virou a cabeça em direção a entrada.

-Achei que, se tivesse a oportunidade, Oh-chan não perderia a chance de ir...

Com o dedo indicador, Masaki puxou o rosto de Nino novamente em sua direção.

-Quer falar com ele?

-Tenho medo do que ele pode me dizer...

-Sei que Ohno também teme o que você pode dizer a ele – Masaki insistiu. - Vou chamá-lo, ok?

Tremendo, Nino concordou.

O loiro ergueu-se e foi até a porta, abrindo-a. Seus olhos voltaram para o local onde Ohno estava sentado. O líder ainda estava acordado, e voltou novamente os olhos para Aiba, ansioso.

-Você não foi pra casa ainda? - Masaki perguntou de proposito, para Nino ouvir.

-Eu não vou sair daqui, Aiba-chan – Nino escutou Satoshi. - Você pode proibir de entrar no quarto, mas não pode me banir da vida dele...

Seu coração começou a bater tão forte que o mais jovem pensou que fosse passar mal. Fazia tanto tempo que não ouvia Satoshi pronunciar algo de forma apaixonada.

-Vem cá, Ohno-san – Masaki o convidou a entrar.

Claramente, Ohno ficou surpreso. Porém, em passos firmes, caminhou em direção ao quarto. Já na porta, percebeu que Nino estava acordado. A palidez do namorado assustou Ohno. Não havia a notado no corredor.

-Oi – Nino cumprimentou, acanhado.

Com o olhar fixo, Ohno respondeu:

-Oi...

Desviando o olhar, Nino pareceu avergonhado.

-E Junior? - Puxou assunto.

-Está em casa – Ohno disse o óbvio.

Diante do diálogo, Masaki percebeu que os dois precisavam de privacidade para conversarem. Indo em direção a sua bolsa, começou a falar com Satoshi.

-Nino precisa dormir, então tente não o estafar – ordenou. - Quando o soro acabar, chame a enfermeira para que venha substituir. Se ele precisar ir ao banheiro, ajude-o, pois está muito fraco.

Nino percebeu a ação de Masaki.

-Você vai sair?

Não queria ficar sozinho com Ohno! Tinha medo! Não aguentaria se tivesse que se submeter novamente a frieza ou indiferença do outro.

-Vou ir dormir. Seu marido vai ficar cuidando de você.

Satoshi e Nino nunca haviam tido uma cerimônia, mas como moravam juntos, se consideravam casados. Os demais membros do Arashi tinham a mesma opinião.

Sem dar espaços para que Nino reclamasse, Masaki deu-lhe um leve beijo nos lábios e saiu porta afora. Não havia se despedido de Ohno, mas, ao caminhar pelos corredores frios do hospital, sentiu que Satoshi não o deixaria ir sem uma palavra extra. Ao perceber as mãos do líder o puxando, encarou-o.

-Obrigado – foi tudo que Ohno disse.

-Não faça com que me arrependa.

Satoshi não tinha certeza se poderia alcançar o esperado, mas jurou que faria o impossível para que Masaki nunca se arrependesse.

Continua...
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MensagemAssunto: Re: [COMPLETA] Redenção   Seg Nov 08, 2010 8:54 pm

mas como a mae do Nino pode ser tao fria? DD:
aii que raiva dessa mulher
nem da para ser chamada de mae grrr
aaaa Ohno e Nino vao conversar
quero mto ver como será essa cena
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MensagemAssunto: Re: [COMPLETA] Redenção   Seg Nov 08, 2010 8:58 pm

Estou ansiosa por essa semana, amor. Mãe do Nino é inspirada numa mãe que conheço, que não foi ver o filho no hospital qdo ele estava doente. Mas, ela ainda vai surpreender

Obrigada pelo apoio^^
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MensagemAssunto: Re: [COMPLETA] Redenção   Dom Nov 14, 2010 1:14 am

Redenção

Capítulo 9

Por Josiane Veiga



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Kazunari encarou as paredes, ansioso. Lutando desesperadamente para manter os olhos abertos, o jovem suspirou.

Devia estar horrível, pálido e magro, deitado naquela cama como um quase morto.

A autoestima de Ninomiya havia praticamente desaparecido nos últimos anos. Junto com o declínio da relação, o rapaz havia perdido também o senso estético. Não conseguia mais ver beleza ao observar-se no espelho. A falta de elogios ou carinho de Satoshi também contribuíram para que seu estado se agravasse.

Erguendo as duas mãos ao rosto, cobriu a face. Sequer podia se lembrar da última vez que Ohno havia lhe beijado com amor. Mesmo antes dos dois pararem de fazer sexo definitivamente, as transas se resumiam a uma entrada rápida de Ohno no corpo de Nino. Não havia a menor preparação ou preliminar. Antes mesmo de Nino sentir qualquer coisa, Satoshi já havia acabado. E, apesar da revolta, Kazu não conseguia dizer absolutamente nada sobre o fato. Havia chegado a um ponto em que havia até alívio apenas pelo Riida o procurar.

Assim, quando Ohno deu-lhe as costas pela primeira vez na cama, Kazunari creu que a derrota era definitiva. Nas primeiras semanas, fingiu que não ligava para a indiferença do companheiro, mas depois do primeiro mês, acabou procurando-o. Diante da firmeza de Ohno, nada pode fazer a não ser acreditar que realmente havia perdido completamente a beleza.

Antigamente, quando brigavam, Nino vestia algo tentador, ou simplesmente esperava Ohno chegar em casa dentro de uma banheira de espuma. Convites quentes de sexo dentro d'água ou dentro do carro eram rotina para ele. Entretanto, junto com autoestima, a impetuosidade de Kazunari se perdeu na passagem dos anos.

Ergueu os olhos, e percebeu Ohno entrando no quarto. O Riida estava completamente assombrado por Nino estar doente. Aquela reação causava um leve aquecimento no coração de Kazu. O desespero em achar que Satoshi não havia se importado consigo havia sido a pior coisa que já havia passado. Assim sendo, estava aliviado por Ohno, ao menos, estar ali ao seu lado.

"Pelo menos somos amigos", pensou.

Mesmo que não o amasse mais, a atitude de ter aparecido no hospital de madrugada, e aceitado a incumbência dada por Masaki em fazer companhia a Kazunari, já demonstrava que o Riida ainda tinha, ao menos, sentimentos fraternos. Já era alguma coisa... mesmo que não fosse exatamente o que Nino sempre sonhou.

-Você precisa dormir... - A voz sussurrada de Ohno o tirou do devaneio.

Kazunari mal conseguia manter os olhos abertos. Todavia, não queria dormir. Gostava de observar Satoshi. E, aquele instante, era a primeira vez em meses que conseguia fazer isso sem ser agredido verbalmente.

Ohno sentou-se na cadeira de acompanhante ao lado da cama. O Riida, costumeiramente, era preguiçoso. Portanto, Nino sabia que Satoshi estava prestes a desabar de sono.

-Você pode ir pra casa, Oh-chan... - disse, receoso.

Não queria ser mais um estorvo na vida dos amigos. Aiba, anteriormente, estava lá quase dormindo em pé. Ohno, agora, tinha os olhos inchados e vermelhos.

-Vou ficar... - a voz de Satoshi era firme.

Não dava pra identificar o sentimento do mais velho por seu timbre. Ele era uma incógnita, e Nino não tinha, em sua atual posição, disposição para desvendar os mistérios que envolviam o amante.

-Você está cansado... - Nino sussurrou mais uma vez. A aparência de Ohno o havia alarmado. - Aqui não tem nenhuma outra cama para que se acomode...

-Quer que eu vá embora? - a pergunta foi um tanto bruta.

Logo Ohno arrependeu-se. Estava ali para cuidar de Nino, não para piorar seu estado. Encarou o rosto intranquilo de Kazu e, dessa vez, explicou de forma amena:

-Eu devo ficar; afinal, é minha obrigação.

Kazunari aquiesceu. Acomodando-se melhor entre os travesseiros e fechou os olhos para impedir que Ohno percebesse que suas vistas se enchiam de lágrimas.

Obrigação... sabia bem o que representava isso. Na infância, foi o dever que fez os pais o criarem. Reconhecia que só não era abandonado porque havia uma espécie de código de honra que obrigava os progenitores a alimentá-lo, levá-lo a escola e dar-lhe um teto. Porém, este código não impunha emoções como o amor e, diante disso, Nino não foi amado.

Agora, tantos anos o separando daquele garotinho tímido que só queria o carinho da mãe e um sorriso do pai, Kazunari novamente era confrontado com a obrigação de ser cuidado por alguém que, claramente, não estava disposto a isso.

Mesmo de olhos fechados, percebeu que as lágrimas iriam escorrer pelo seu rosto. Diante disso, virou-se de costas, encarando a parede. Os fios que se prendiam a ele foram puxados no movimento. Os dois pulsos começaram a doer, mas ele não esboçou sequer um gemido. Mordendo os lábios, impediu-se de reclamar.

Para sua surpresa, Ohno aparentava prestar atenção a seus movimentos. Em questão de segundos, estava ao seu lado, segurando suas mãos.

-O que você quer fazer? - O líder indagou.

Kazu percebeu que ele só queria ajudar. Provavelmente pensou que Nino queria se virar para dormir.

-Você está chorando? Está sentindo alguma coisa?

O mais novo ficou tão espantado por sentir os dedos finos de Satoshi em sua face que quase saltou da cama. Provavelmente o faria se não estivesse tão fraco.

-Deve ser o remédio... - tentou se justificar.

O momento seguinte pareceu sair de um sonho. Talvez, fosse uma alucinação, fruto de todos os medicamentos que entravam em seu corpo pelos tubos presos no pulso.

Fazia tanto tempo que Ohno não tocava nele num afago! Nino não sabia se aquilo era bom ou ruim. Fechou os olhos quando sentiu os dedos deslizarem do seu queixo e subirem vagarosamente até sua cabeça. Remexendo nos cabelos, a mão de Ohno fez um cafuné delicado, e voltou a percorrer o rosto, até chegar na bochecha.

Dessa vez, as lágrimas que surgiram eram de felicidade. Mesmo que fosse tão pouco, mesmo que fosse apenas isso, mesmo que nunca mais houvesse juras de amor ou sexo delicioso, Kazunari estava satisfeito. Podia até morrer naquele momento que teria morrido feliz. Era tão pouco... mas era alguma coisa.

-O médico disse que você precisa dormir – Ohno recordou. - Eles estão colocando sedativos no seu soro, e eu não devo incomodá-lo...

Satoshi afastou-se um pouco, sentando-se novamente na cadeira. Nino voltou a sua posição inicial de barriga pra cima, incapaz de decidir se deveria dormir ou conversar. Acabou optando pela segunda alternativa, encorajado pelo toque de Ohno.

-Oh-chan – chamou o mais velho, mas não o olhou. O silêncio como resposta o fez prosseguir: - Estive de aniversário no domingo – contou. O tom não trazia nenhuma reprimenda, apenas um leve acanhamento. - Eu iria fazer um jantar para nós dois, mas você se atrasou... - falou, pausadamente, com medo de que Ohno se irritasse. - Então, quando eu sair daqui, vou preparar algo bem gostoso, Ok? Como um aniversário atrasado...

Após terminar as palavras, encarou Satoshi. O Riida estava rubro, envergonhado. Mantinha as mãos sobre o joelho, sentando-se como um lutador de sumo. Aquilo despertou simpatia em Kazunari.

-Eu... - Ohno gaguejou – eu comprei algo para você...

O mais velho colocou a mão no bolso e retirou o broche. Estendeu a Ninomiya, um tanto contraído.

-De aniversário? - Nino indagou.

-É...

Pela primeira vez naquela noite os olhos de Nino pareceram adquirir vida.

-Por que você não me deu naquela noite? - questionou.

Ohno, diante daquele olhar, não conseguiu contar a verdade. Como podia trazer novamente tristeza aos olhos de Kazu?

-Você não se esqueceu, então? - Nino sorriu.

Era impressão, ou a pele de Ninomiya havia até adquirido um leve tom rosado? Satoshi baixou a fronte, sem saber o que dizer.

-É lindo, Oh-chan – Kazu agradeceu. - Mas, eu preferiria que você tivesse me dado um abraço ou me mandado uma mensagem no celular... - contou, a contragosto.

Pelos céus, Ohno estava totalmente sem reação. Percebeu que Kazunari havia dito as alternativas mais fracas de presente, como se pedir um beijo ou uma noite de paixão fosse algo que temesse reclamar como direito seu.

-Desculpe... - murmurou, afinal.

Nino olhou o presente nas mãos. Era um broche em formato de coração. Bom, era um presente lindo, e com certeza Ohno havia passado muito tempo o escolhendo. Todavia, aquilo não representava amor, não é? Satoshi sequer havia dado o mimo na data certa. Pensando melhor, tirando um leve cafuné, o Riida mal tinha olhado para Nino. Também não havia dito uma única palavra de amor, tampouco algo que aparentasse isso.

Tocando com as unhas sobre o diamante, pensou que havia afirmado que faria um jantar para Ohno, mas o Riida não aparentou querer participar de algo assim. Kazunari estava se humilhando, rebaixando-se aos pés de alguém que não o amava, tentando voltar a receber um sentimento que Ohno não queria dar.

-Tome – devolveu a Satoshi. - Obrigado, Riida, mas não quero. - Sua expressão denotava a luta que travava consigo mesmo, na ânsia de voltar a ter dignidade.

Os olhos de Ohno se arregalaram. Todavia, não levantou a mão para pegar o broche.

-Mas... - pensou rápido -, é um presente meu...

-Eu não quero um coração de ouro, Ohno-san...

Diante de um perplexo Riida, Nino colocou o broche sobre a mesinha lateral. Cuidadosamente dessa vez, virou-se de costas para Ohno e fechou os olhos. Estava orgulhoso de si mesmo, pois mesmo carente, doente e sozinho, havia conseguido dizer aquelas palavras tão difíceis.

-O que você quer então? Eu compro pra você! - Satoshi ofereceu-se.

"Eu quero um coração de verdade!", Nino gritava em sua mente. Mas, não iria mais pedir isso a Ohno. Não iria mais pedir algo que não receberia.

-Só quero dormir, Oh-chan...

Apertando os olhos com força, Kazunari tentou se concentrar em coisas boas. Amava seu trabalho, e seu público. Talvez fizesse um novo filme no inverno, como presente as fãs. Também poderia compor músicas novas, ou até escrever um livro de poesias. Precisava escolher um rumo... precisava de um motivo para viver.

-É o nosso fim, Kazu? - a voz de Satoshi interrompeu seus pensamentos.

O nó na garganta se transformou em lágrimas espessas. Dessa vez, ele não fez o menor esforço para reprimi-las. O final de uma relação, mesmo abalada como a deles, doía profundamente.

Kazunari sempre amou Ohno. Contudo, mascarou os sentimentos durante muito tempo. Agora, precisaria voltar a disfarçar. Em sua vida, Satoshi era o que havia de mais importante; mas, Nino necessitava mudar isso. Não se pode amar pra sempre alguém que não o corresponde.

-Sim, Oh-chan... - sussurrou, entre lágrimas. - Acabou – afirmou.

Kazu não olhou Satoshi, mas sabia que o líder do Arashi também chorava.

Ficaram assim. Cada um absorvido em sua própria dor.

\\/

Ohno Satoshi viu o dia amanhecer da janela do quarto do hospital. De pé, ao lado da abertura, ele encarou o sol despontando ao longe. Olhou no relógio, e viu que o mesmo marcava seis horas da manhã. Virando-se em direção a cama, observou Nino dormir.

Kazunari havia sido vencido pelo cansaço. Adormeceu chorando, e ainda fungava em alguns momentos entre o sono. O rosto pálido era marcado pelas manchas vermelhas do pranto. Ohno também chorou, mas de forma menos exposta. Não queria incomodar Nino ainda mais.

Então, era o fim? Tudo acabado. Uma relação que lutou tanto para vencer, que enfrentou tantos obstáculos e dificuldades, terminava com apenas uma frase no leito de um hospital.

Seus pensamentos foram interrompidos pela entrada de uma enfermeira. O mulher o cumprimentou num tom baixo, e foi até o soro. Fez algumas anotações observando os aparelhos que estavam conectados a Nino; quando já ia se retirando do quarto, Ohno a chamou:

-A cantina já está aberta?

Precisava de café. Puro e quente. Precisava de uma bebida forte antes que explodisse naquele quarto. Até um certo calor já o estava tomando de tão nervoso. Tirou a jaqueta jeans que vestia e a pendurou na cadeira.

-Está aberta, sim. Ela não fecha durante a noite – comentou. - Pode ir lá tranquilo que provavelmente o paciente não vai acordar por algumas horas.

Balançando a cabeça em concordância, Ohno olhou Nino antes de sair do quarto.

Com passos apressados, começou a caminhar em direção ao segundo piso. Estava arrasado por dentro. Precisaria retirar seus pertences do apartamento de Nino antes que o mesmo voltasse para casa. No entanto, como faria aquilo? Como se despedir do lugar em que vivera as noites mais felizes de sua vida? Pior, como sair pela porta sabendo que jamais teria Nino novamente?

Aproveitando a solidão que um hospital lhe proporcionava naquele horário, ele encostou-se em uma parede. Com a testa escorada no concreto branco, mordeu o lábio inferior enquanto pranteava sem controle.

Havia perdido Nino... Tudo sua culpa!

Nunca pensou que pudesse doer tanto...

O som do celular interrompeu seu momento de dor. Secando os olhos, Satoshi tentou controlar as lágrimas antes de atender.

-Como ele está? - a voz de Masaki indagou, tão logo Ohno atendeu.

-Dormindo – Satoshi respondeu, tentando aparentar uma tranquilidade que não sentia.

-Hum – o gemido audível de Aiba trazia diversas interpretações -, conversaram?

-Sim.

-E?

-Acabou, Aiba-chan...

-Acabou? - Masaki pareceu incrédulo. - Vocês não conversaram? Não pediu perdão? Não deu o presente que comprou para Nino? Por que diabos você foi até o hospital? - Masaki berrou. - Se eu soubesse que você havia ido até aí para piorar o estado de Kazu, nunca teria o deixado se aproximar de Nino!

-Aiba, me escute – Ohno pediu. - Não quero me separar...

-Então faça alguma coisa!

-Fazer o quê? Quem terminou tudo foi Nino-chan!

Um silêncio tomou conta da linha. Ohno aguardou pacientemente até o amigo se manifestar.

-Estou indo até o hospital – Masaki disse. - Se quiser, pode ir embora pois já estou chegando, e vou cuidar de Nino.

-Não vou ir embora, Aiba-chan...

-É melhor que você tenha ido antes de eu chegar – a voz do loiro foi fria. - Não quero te ver, Riida.

E desligou o celular, deixando Ohno sem reação.

\\/

O efeito do medicamento cansava sonolência extrema em Kazunari. No entanto, devido a dor, o rapaz acordou novamente naquela madrugada. Talvez fosse fruto de sua doença, mas não conseguia mais dormir. Olhou em volta, e não viu Ohno. Talvez o líder já tivesse ido embora.

De certa forma, era um alívio. Ou devia ser. O que faria se acordasse e tivesse que encarar Ohno sabendo que agora eles não eram mais nada um do outro.

Fechou os olhos e relembrou a paixão de ambos. Cada beijo, cada abraço, cada carinho. As juras em noites chuvosas e a certeza do sentimento durante os orgasmos que tinham. O que faria agora, sem Satoshi? Não tinha certeza se poderia amar novamente ou reconstruir sua vida.

A solução de tudo era dormir para sempre naquela cama. Por que não morria? Seria um alívio para os pais e para Ohno. Jun e Sho ficariam arrasados, mas superariam sua morte depois de algum tempo. Masaki, provavelmente, seria o único que sofreria verdadeiramente. Todavia, ele também iria conseguir se recuperar.

Não faria falta para ninguém, e poderia parar de sofrer...

Não! Não devia pensar assim! Tinha que recomeçar, reorganizar e tentar conseguir outros sonhos. Tudo bem, não nascera para o amor, mas o amor não é tudo na vida, certo?

Em meio deste turbilhão de ideias, seus olhos perceberam um tecido conhecido em cima da cadeira. Era a jaqueta jeans de Ohno. A preferida de Satoshi, diga-se de passagem.

Com esforço, Nino conseguiu se sentar na cama. Os fios o incomodavam muito, mas ele alcançou a vestimenta. Trouxe-a até si, e a observou por alguns instantes. Sorriu. O tecido estava um pouco gasto, mas Satoshi sempre insistia em usá-la. Olhou em volta, e na ausência de qualquer testemunha, permitiu-se uma última despedida: levou-a ao rosto.

O cheio de Ohno... aquele perfume inebriante que o levava ao delírio. Quantas vezes não afundou o rosto na nuca de Satoshi, apenas para ficar respirando aquele aroma cítrico? Quantas vezes não repetiu o mesmo gesto em suas roupas, enquanto as ajeitava no closet?

-Oh-chan... - sussurrou. - Oh-chan... - repetiu, ainda com a peça de roupa contra o rosto.

Deus, como ele viveria sem aquele homem? Naquele momento, percebeu que até a indiferença de Ohno era melhor do que sua ausência. Mas, o que fazer se Satoshi não o queria mais?

-Nino... - a voz de Ohno chegou aos seus ouvidos.

Afastou o rosto rapidamente da roupa. Enrubescido, Nino tentou arrumar uma desculpa para a cena que Ohno acabara de presenciar.

-Sua jaqueta havia caído no chão...

Que desculpa ridícula! Se tivesse caído, da altura da cama, Nino nunca a teria alcançado. Sentiu o rosto esquentar ainda mais ao notar que o olhar de Satoshi se tornava divertido.

-Eu te amo, Kazunari Ninomiya...

A confissão o pegou de assalto. Sua mente demorou um pouco para processar aquela informação.

-O quê?

-Amo você... - Ohno começou a se aproximar perigosamente da cama.

-Por que está dizendo isso, Oh-chan? - os olhos de Nino tornaram-se lacrimejantes novamente. Ohno não percebia o quanto estava sendo cruel?

-Porque é verdade – a resposta firme foi dita num tom baixo.

Estavam agora de frente um para o outro. Ohno havia sentado da cama, seus rostos próximos.

-Você está cheirando a café – Nino pensou em voz alta.

-Você gosta?

A pergunta era incrivelmente sensual. Todo o corpo do mais novo começou a entrar em combustão. No entanto, ele não queria fraquejar.

-Por que está fazendo isso? - questionou novamente.

-Não quero terminar nossa relação – Ohno foi sincero. - Não posso perdê-lo, Kazu...

-Você não me ama mais, Oh-chan – Nino abriu o coração. - Não quero vê-lo obrigado a enfrentar uma vida que não mais te agrada...

Ohno negou com a face.

-Eu amo você. Não existe vida para mim longe de você...

-Você não precisa me dizer essas coisas por pena! - ralhou.

-Inferno, não é piedade! - Ohno devolveu. - Não vê que estou sofrendo? Que prefiro morrer do que me separar de você?

-Não percebe que me machuca ainda mais vê-lo mentir dessa forma para mim?

Reconhecendo que não o convenceria com palavras, Ohno fez então o que melhor sabia fazer com Nino. Puxou-o pela nuca, e uniu as bocas num beijo potente. Sentiu que Kazunari tentou se libertar, mas, firme, adentrou aquela pequena boca com sua língua quente.

Aos poucos, as mãos de Nino que o empurravam, agora o apertavam, tentando puxá-lo para mais perto. Vencido e vencedor, Satoshi sorriu, virando o rosto para explorar melhor aqueles lábios. As línguas dançantes, enroscadas uma contra a outra eram apenas uma parte de seus corpos que se encontravam. As almas de ambos também haviam se fundido.

-Oh-chan... - ouviu o gemido fraco.

Não deixando espaço para Kazunari pensar, Ohno deslizou as mãos pela coxa de Nino, num carinho erótico. O suspiro sensual que recebeu como recompensa quase o fez esquecer que Kazunari estava doente e que não podia fazer sexo.

Puxando o rosto de Nino para trás, encarou-o.

-Nunca mais diga para mim que acabou, entendeu? - avisou, como uma ameaça.

-Oh-chan... - Os lábios vermelhos e molhados de Kazunari se abriram num sorriso.

Ohno abraçou Nino.

-Se você não me quiser mais, te obrigo a ficar comigo...

Não era realmente uma intimidação. Aparentava mais um deleite amoroso. Kazunari compreendeu rapidamente, e se entregou.

-Nunca mais grite comigo – exigiu -, nem me dê as costas na cama...

-Sou um idiota – Ohno reconheceu. - Assim que você voltar para casa, vamos fazer sexo – prometeu.

-Você realmente quer isso? Ou é apenas uma obrigação?

Como resposta, Satoshi levou a mão de Kazunari até seu colo. Apertou os dedos firmes contra a parte estufada de sua calça, sem pudor. Um riso gentil escapou dos lábios de Nino.

-Por que você se recusou se também queria?

-Temos muito o que conversar – Ohno suspirou. - No entanto, não agora. Se o médico souber que você praticamente não dormiu ainda, vai me matar...

Feliz, Nino se recostou nos travesseiros.

-Eu também te amo – recompensou-o.

Sorrindo, Satoshi voltou até a boca de Kazunari. Lambeu o lábio inferior, numa carícia provocante. A boca de Nino era tão perfeita, tão delicada. Podia se perder para sempre naqueles lábios perfeitos.

-Muito bonito! - A voz recriminadora de Masaki fê-los interromper o beijo. - Então vocês quase me matam do coração, e me fazem vir ao hospital num tempo recorde, apenas para que eu os veja se beijando?

Os dois encararam Aiba.

-Não é uma boa imagem para se ver de manhã? - Ohno indagou, contente.

Masaki fechou a porta do quarto. Seu rosto amistoso transmitia muito carinho por ambos.

-Sim, é a visão do paraíso...

Continua...


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MensagemAssunto: Re: [COMPLETA] Redenção   Seg Nov 15, 2010 6:24 pm

Ohmiya ja passou por tanta coisa
eu nao sabia se eu ficava com feliz ou triste, com raiva ou nao, deles terem terminado
afinal, Nino ja sofreu demais T_T
mas sei q Ohno, paesar de ter sido mto estupido, o ama de verdade
e na verdade, foi lindo eles terem reatado
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MensagemAssunto: Re: [COMPLETA] Redenção   Ter Nov 16, 2010 1:22 am

KYYYYYYYYYAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

JOSI DO CÉU COMO EU NAO VI ISSO????Espantado
MEU DEUS EM QUE MUNDO EU ESTAVA PRA PERDER OS PRIMEIROS CAPITULOS DE REDENÇÃO???????????/SE MATA
CALMA...
RESPIRA...
RELAXA....
CALMA....
AGORA FALA DIREITO....
Ai, eu e minh falta de tempo, mas tudo bem ,li todos os capitulos de uma so vez e to muito surtada...
AI CHINEN SUA BICHINHA NOJENTA!!!!!!!!!! /morte
AI Josi, juro que agora vou acompanhar direitinho, sou sua fã e voce sabe disso!!!!!!!!!!!
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MensagemAssunto: Re: [COMPLETA] Redenção   Ter Nov 16, 2010 2:03 pm

Nara escreveu:
Ohmiya ja passou por tanta coisa
eu nao sabia se eu ficava com feliz ou triste, com raiva ou nao, deles terem terminado
afinal, Nino ja sofreu demais T_T
mas sei q Ohno, paesar de ter sido mto estupido, o ama de verdade
e na verdade, foi lindo eles terem reatado

Pois é... tipo..esse final de semana eu reli rendição (dessa vez o livro).. e tipo.. Nossa, como eles sofreram. Mesmo se amando, tiveram que ficar separados..tiveram que lutar contra tanta coisa... e tal... dai eu pensei no Nino ae na cama do hospital e tal...tendo que dizer ao ohno que acabou.. imagina o coração deles^^

Mas...
Eles conseguiram se "perdoar"...apesar de que vcs sabem que pelas minhas mãos isso nao vai ser nada facil..hehehe
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MensagemAssunto: Re: [COMPLETA] Redenção   Ter Nov 16, 2010 2:07 pm

renata chan escreveu:
KYYYYYYYYYAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

JOSI DO CÉU COMO EU NAO VI ISSO????Espantado
MEU DEUS EM QUE MUNDO EU ESTAVA PRA PERDER OS PRIMEIROS CAPITULOS DE REDENÇÃO???????????/SE MATA
CALMA...
RESPIRA...
RELAXA....
CALMA....
AGORA FALA DIREITO....
Ai, eu e minh falta de tempo, mas tudo bem ,li todos os capitulos de uma so vez e to muito surtada...
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AI Josi, juro que agora vou acompanhar direitinho, sou sua fã e voce sabe disso!!!!!!!!!!!
/hua/hua/hua/hua/hua



Rêeee amore
Que bom que vc viu^^ hehehe.. na verdade a culpa é um pouco minha, eu devia ter avisado a todas as leitoras... mas é que realmente nao deu... mal esta dando tempo pra postaR^^ que bom que vc conseguiu ler tudo^^


E que bom que vc parou logo na "reconciliação" ne? Vc como fa do aiba vai sofrer pacassss nessa fic.
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MensagemAssunto: Re: [COMPLETA] Redenção   Qua Nov 17, 2010 3:56 pm

Redenção

Capítulo 10

Por Josiane Veiga



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Matsumoto Jun sentiu um sopro leve na nuca e um peso na cintura, como um braço o abraçando. Não fez caso. Estava tranquilo, dormindo relaxadamente. Podia sentir um calor característico de sol, e sua mente divagou que talvez tivesse amanhecido.

No entanto, não queria sair da cama. Estava exausto pelo dia anterior, principalmente se tratando do amigo Kazunari internado em um hospital. Contudo, sabia que devia se levantar. Precisava chegar cedo ao estúdio, tinha vários compromissos, e ainda teria que cancelar uma entrevista à tarde para poder ir até Nino.

Pensando no ataque que teria Karin quando soubesse que não compareceria a entrevista, Jun puxou as cobertas sobre o rosto. Não queria nem pensar! A produtora estava a cada dia pior, exigindo o máximo deles. Mal podia se lembrar da última vez que ela rira ou sorrira despreocupada. Matsumoto gostava dela, era uma senhora exigente, mas companheira. Havia os descoberto e, graças a ela, muito do sucesso do Arashi se devia. Mas, só de pensar nos seus resmungos, berros e cobranças, Jun pensava em largar tudo.

-Aiba-chan...

A voz ao longe era de Sho. O que ele fazia na sua casa? E na sua cama? Jun fez pouco caso. De forma taciturna, recordou que havia ido até a mansão Sakurai após o hospital, e que dormia ao lado do amigo. Durante a noite, Sho o abraçou por trás. Reclamou a princípio, mas Sakurai não se importou com seus protestos. Assim sendo, acabaram dormindo de conchinha.

-Aiba... – ouviu novamente.

Preparou-se para dar uma cotovelada em Sho, quando sentiu algo muito nítido em seu bumbum. Por sorte, estava de pijama (tanto ele, quanto Sho) e não houve nenhum avanço indesejado, mas o susto o fez saltar longe. Tão logo escapou do abraço, pegou um travesseiro e começou a bater no amigo.

Recebendo aquele monte de pancadas, Sakurai abriu os olhos. Sonolento, encarou o amigo:

-O que foi? – reclamou.

-Seu tarado! – Matsumoto atirou o travesseiro novamente na cama.

Por alguns segundos, Sakurai teve dificuldades de entender as implicações daquela frase. Tão logo a mente começou a raciocinar melhor, olhou para baixo e viu as calças. Para surpresa de Jun, caiu na gargalhada.

-O que tem de engraçado? – Matsumoto irritou-se. – Nunca mais durmo com você!

Sakurai observou o caçula do Arashi ir para o banheiro. Quando por fim conseguiu controlar a risada, o seguiu. Encontrou-o já de banho tomado e escovando os dentes.

-Ei, Jun-chan – o chamou. – Desculpe – pediu, acanhado.

-Nunca mais faça isso!

Masaki uma vez comentou com Sho o quanto Jun ficava lindo quando estava zangado. Era uma combinação quase irresistível de sensualidade com seriedade. Sorriu ao ver o bico nos lábios, e quis o provocar mais:

-Sabe, Jun-chan... – começou. – Todo casal tem suas nojeiras – contou.

A sobrancelha interrogativa de Jun se arqueou.

-Nojeiras?

-É – Sho balançou a cabeça. – Tipo, tem casais que comem no mesmo garfo, outros que estouram as espinhas do companheiro, e tem até aqueles que soltam gases um na frente do outro.

O olhar de repugnância de Matsumoto encorajou Sho.

-Sabe qual é a nojeira de Masaki e eu?

-Não – Jun respondeu. – E nem quero saber! – completou.

-Nós lambemos a pasta de dentre que escapa da boca um do outro – Sho o ignorou.

E então divertiu-se vendo Matsumoto verde, como se estivesse prestes a vomitar. Uma ideia maliciosa passou por sua cabeça quando colocou o creme dental na escova e começou a escovar os dentes. Tão logo a espuma escapou de seus lábios, se aproximou de Jun.

-Quer? – quase grudou o rosto em Jun.

Só percebeu que realmente havia exagerado na provocação, quando recebeu um safanão no rosto.

-Besta! – Matsumoto gritou, saindo do banheiro.

Sakurai lavou a boca, e foi atrás de Jun novamente. Matsumoto já estava se vestindo.

-Gomen, Jun-kun – mal conseguia falar, tanto que ria. – Gomen, gomen!

O olhar de Matsumoto estava zangado.

-Está se desculpando por quê? Sei que não se arrepende!

Sho o abraçou novamente. Enchendo o rosto do amigo de beijos, confessou:

-Você não tem ideia do quanto é lindo irritado. Por isso, faço de propósito...

As palavras acalmaram Jun. Droga, sua aparência era seu ponto fraco!

-Hum – suspirou. – Mas, não tem graça!

-Tem sim! – Sho replicou.

-Não tem! – insistiu. – Não faça mais!

-Eu nunca faço na frente de ninguém – Sho se defendeu. – Só quando estamos sozinhos! Agora, você quer roubar a minha felicidade? – implicou.

-Se fizer de novo, vou contar para Aiba! – ameaçou.

-Conte, ele vai adorar! - Apertou-o nos braços. - Imagine as coisas que vamos programar para fazer com você.

Fuzilando-o com o olhar, Matsumoto o empurrou.

-E se eu fosse gay? - indagou. - Você continuaria a me provocar?

-Você não é gay! Então é como se eu estivesse provocando meu irmão mais novo.

Jun desviou os olhos, indo em direção a bolsa. O que Sho faria se descobrisse a verdade? As únicas pessoas que sabiam que Matsumoto não era exatamente um heterossexual eram Ohno e Nino. Pegando o celular para verificar que não havia recebido nenhum e-mail urgente, lembrou-se da americana Audrey Morgan. A mulher, maldita observadora, também havia descoberto seu segredo.

-Droga! Vamos ter que chegar em menos de meia hora no estúdio! - Sho avisou, vestindo uma calça jeans que estava em cima de uma cadeira.

-Você não vai tomar banho? - Jun parecia horrorizado.

-Por quê? Tomei ontem a noite – Sakurai não resistiu a malícia. - E não me sujei a noite, seu safado!

Jun virou os olhos.

-Como Masaki te aguenta?

-Eu sou muito gostoso – explicou.

-Ah sim, imagino – desdenhou.

-O único cheiro que tenho nessa manhã é o seu – Sakurai sorriu, docemente. - Se alguém me perguntar que perfume é esse, conto que é o seu e que o consegui dormindo contigo. O resto deixo pra imaginação dos outros.

Os olhos do mais novo se arregalaram:

-Você não ousaria!

Sakurai piscou o olho. Sim, ele ousaria!


--------------------------------------------------------------------------------

Os gritos de Kazunari podiam ser ouvidos pelo corredor do hospital. Tanto Ohno quanto Masaki se esforçavam para contê-lo. Haviam sido avisados pelo médico que cuidava de Kazuo que os remédios extremamente fortes podiam mexer com o raciocínio logico de Ninomiya, mas nem Satoshi e muito menos Aiba acreditaram que a situação chegaria a tanto.

-Nino – Masaki disse, zangado. - Pare com isso!

-Eu quero sair daqui! Vocês não tem o direito de me prender aqui! - Kazunari devolvia.

E chorava! Pelos céus, como chorava! Satoshi ainda tentava entender de onde vinha tantas lágrimas.

Tudo havia começado com a visita do médico durante o almoço. A manhã tranquila, derivada do sono intenso de Nino, acabou tão logo Kazunari abriu os olhos. Ao contrário do que imaginava Ohno, o moreno não acordou sorridente e feliz. Parecia ansioso, nervoso e preocupado.

Quando o relógio marcou meio dia, uma enfermeira bonita, magra e de cabelos presos por um coque severo entrou no quarto. Ela trazia uma bandeja com uma sopa leve. Ao lado da sopa, havia gelatina e um copo de suco. Juntamente com ela, o médico também veio. Estranhamente, ficou ao lado da cama, apenas observando Kazunari.

-Trouxe seu almoço - a mulher disse, gentil.

No entanto, o olhar de Nino tornou-se apreensivo ao ver a comida.

-Não estou com fome – ainda tentou sorrir.

Masaki e Ohno observavam a cena aos pés da cama, não sabendo o que dizer. Os dois sabiam que Nino nunca gostou de comer, e que aquela reação era típica dele.

-Você precisa comer – o médico disse, firme. - Está muito abaixo do peso.

-Nino-chan, coma só um pouco – Ohno o olhou, amoroso.

Mas, Kazunari moveu a cabeça, negativamente.

-Vocês não podem me obrigar!

Masaki uniu as sobrancelhas, em interrogação. Aquela postura agressiva e, ao mesmo tempo, protetora, era extremamente estranha.

-Talvez você queira comer outra coisa – Satoshi sugeriu. - Posso ir em algum restaurante e te trazer algo que goste. - Virou-se para o médico. - Ele pode comer hambúrguer?

-Eu não quero nada – Nino disse, antes mesmo do médico responder. - Por que não me deixam em paz?

E recomeçou a chorar. O médico ao seu lado permaneceu firme. Ohno sabia que alguém do hospital havia avisado a imprensa sobre a internação de Nino, e por isso não agiu como normalmente agiria se estivessem a sós. A informação de que haveria mais do que uma simples amizade entre eles causaria um escandalo enorme.

-Kazu – o chamou. - Só um pouco, por favor... - pediu.

De repente, Masaki abriu espaço entre a enfermeira e Nino. Pegando a bandeja das mãos da mulher, ele sentou-se na beirada da cama.

-Você vai comer – disse, firme. - Abra a boca – ordenou.

-Não!

Porém, ninguém negava nada a Masaki. Seguro, Masaki costumava fazer tudo girar conforme sua vontade. Os amigos nunca tinham coragem de negar nada ao anjo loiro do Arashi. Kazunari, em especial, jamais atreveu-se a rivalizar com o melhor amigo.

-Oh-chan – chamou o namorado, buscando ajuda.

-Olhe para mim – Masaki ralhou. - Você precisa entender que está doente! - Masaki encheu uma colher com a sopa. - Abra a boca, Nino!

-Por favor...

-Agora.

Com um olhar de extrema repugnância, o menor aceitou a colherada. Por alguns segundos manteve o liquido na boca, como se fosse difícil engolir. Em seguida, porém, o tomou.

Contudo, antes mesmo de conseguir receber a segunda colherada, seu rosto ficou mais pálido do que já estava. Acostumada aquela situação, a enfermeira logo estava ao seu lado, com uma pequena bacia de ferro.

Nino se curvou contra o recipiente, despejando dentro dele não somente a sopa, mas também tudo que tinha no estômago. Como já fazia dois dias que não comia, seu vômito se resumiu a um líquido verde.

Tão logo expeliu tudo, sentiu as mãos de Ohno o puxando. Descansando a cabeça no ombro do amado, fechou os olhos. Sentia-se cansado, exausto e sonolento.

-Como eu imaginava...

A voz do médico o fez abrir os olhos.

-O que ele tem, doutor? - Satoshi indagou.

-Kazunari está com anorexia nervosa. Já desconfiava disso, pois o peso dele está anormal. Além disso, a depressão não costuma causar perca tão substancial de peso.

Anorexia nervosa? Nino sentiu o sangue ferver diante das palavras.

-Eu não tenho nada! - negou. - Desde quando dor de estômago é anorexia? Eu não sou modelo, não sou adolescente, nem nada do tipo!

-Você rejeita a comida. Não existe nenhum problema físico para tal; portanto, obviamente, a causa se deve a algum fator psicológico.

Kazu começou a respirar fundo, como se buscasse ar. Retirou os olhos do médico e dirigiu-se a Satoshi.

-Quero meu celular – pediu.

-Nino, você não está...

-Quero ligar para Karin-san agora! - Nino interrompeu Ohno. - Quero minha agente aqui! Ela vai me tirar daqui!

Vendo que sua solicitação não seria atendida, o mais jovem empurrou Ohno e tentou se erguer. Um dos fios presos no pulso se rompeu, e o rapaz começou a sangrar. Mesmo assim, tomado por uma força incomum, ele tentou chegar até a porta. Contudo, Ohno e Aiba conseguiram o prender.

E foi assim que começaram os berros, gritos e xingamentos.

-Nino – Masaki o segurou firme, o rosto claramente zangado. - Pare com isso!

-Eu quero sair daqui! - o descontrole o tomou. - Vocês não tem o direito de me prender aqui!

Uma enfermeira surgiu na porta, e diante do médico impassivo, aplicou-lhe um sedativo mais forte no braço.

-Vão se arrepender – Kazunari ameaçava. - Eu sou Ninomiya Kazunari – mal percebia o que dizia. - Tenho uma novela para gravar! Tenho compromissos inadiáveis. Eu sou membro da agência JE!

-Cala a boca, Nino – Masaki xingou. - Pare de se debater!

A cabeça de Nino caiu sobre o travesseiro. Rapidamente o medicamente começava a fazer efeito.

-Eu quero sair daqui... - choramingou.

Então seus olhos encontraram Satoshi. O Riida estava ao seu lado, os olhos cobertos de lágrimas.

-Oh-chan... - chamou, sentindo as pálpebras pesadas.

-Nino, você precisa aceitar que não está bem – Ohno segurou sua mão, aproximou o rosto. - Você precisa ficar bom – disse, triste. - Eu preciso de você...

Quando Kazunari sentiu um beijo na têmpora, apagou completamente. Afastando-se da cama, Masaki deixou a enfermeira recolocar os fios na veia de Nino. Os olhos dos dois membros do Arashi se encontraram, assustados.

-Não acredito nisso – Aiba disse, incrédulo. - Isso não está acontecendo! É um sonho ruim!

-Infelizmente, não é – o médico afirmou. - Vocês são os responsáveis por ele? Ou alguém da família vai vir ainda?

-Não – Masaki negou. - Somos a família de Nino – afirmou.

-Então os aguardo em cinco minutos na minha sala – disse, já indo pela porta. - Preciso conversar com vocês.

Quando o médico e a enfermeira os deixaram a sós, Ohno correu até Aiba e o abraçou. Estava nervoso pela cena que acabara de presenciar.

-Como Nino-chan ficou assim e não fiz nada para evitar? - culpava-se Satoshi.

-Nino-chan sempre teve dificuldades com comida – Aiba recordou. - Infelizmente, nos últimos anos parece que o problema se agravou.

-Se acontecer algo com ele, Aiba-chan – Satoshi afundou o rosto no peito de Masaki -, minha vida vai acabar. Se ele morrer, eu morro com ele... - afirmou.

-Não fale besteiras! - Aiba reagiu. - Nino vai se tratar! Nós vamos ajudá-lo a superar isso!

Percebendo que Kazunari dormia intensamente, os dois começaram a ir em direção a sala do médico. Todavia, antes de chegarem lá, Ohno indagou:

-Quando o médico nos questionou sobre a família de Nino, você negou que houvesse alguém além de nós. Sei que o pai e a irmã não se importam com Kazunari, mas, talvez, se a mãe dele souber o que está acontecendo...

-Ela já sabe! - Masaki o cortou. - Esqueça a família dele! Nós somos a família dele!


--------------------------------------------------------------------------------

Quando a porta do consultório se abriu, o médico os recebeu com uma xícara de café na mão. Ansiosos, Satoshi e Masaki sentaram-se em cadeiras postas diante da mesa central.

-Sei que estão preocupados – o médico adiantou-se, postando-se de frente a dupla - A depressão e a anorexia nervosa causam esse efeito nos pacientes. A forma como Kazunari acabou de reagir não difere dos outros que já tratei.

-Fiquei assustado – Ohno admitiu. - Nino é muito importante para mim...

-Eu sei – o médico sorriu. - O país todo sabe como vocês cinco são próximos. Mas, vocês precisam de calma agora ao lidar com ele. Nunca esqueçam que Ninomiya Kazunari está doente, e precisa de compreensão e amor. Aliás, ele precisa muito se sentir amado.

-Nós o amamos – Masaki disse.

-Sei que amam... - o doutor respondeu. - E chegou à hora de provarem isso. Ele precisa de companheiros que estejam ao seu lado, e que não levem em conta tudo que poderá fazer durante o tratamento.

-E como esse tratamento será? - Ohno questinou.

-Esse tipo de doença não possui medicamentos específicos. Vamos manter os antidepressivos e o soro. Ele está desidratado, e precisa voltar a ganhar peso rápido. Kazunari costuma se preocupar com sua aparência?

-Nino nunca demonstrou estar obcecado em emagrecer – Masaki comentou.

-Bom, a anorexia, assim como outras doenças psicológicas, não age igual a todos os pacientes. Como ele tem depressão, pode ter desenvolvido de forma diferente seu estado clínico. No entanto, corre risco de vida, e por isso precisará ficar internado até adquirir massa corporal.

A sugestão de morte causou arrepios em Ohno. No entanto, antes que pudesse esboçar desespero, sentiu uma mão firme à sua. Masaki o amparava...

-Nós vamos começar o tratamento dele aqui mesmo no hospital. Teremos uma equipe formada por um psiquiatra, um psicólogo, e uma nutricionista. Devido ao montante de problemas emocionais e físicos, o tratamento hospitalar levará algum tempo. Assim, não a previsão para alta. No entanto,quando ele ganhar alta, a família – no caso, vocês – necessitaram ampará-lo. E, mesmo com a terapia familiar, ele não deve deixar de se tratar com especialistas.

Aiba e Satoshi aquiesceram.


--------------------------------------------------------------------------------

Sakurai Sho observou Karin. A mulher lhe deu um sorriso animador. Havia passado! Nem precisou das palavras para ter certeza! Seria o apresentador do maior telejornal do Japão!

-Não acredito! - ele espremeu Jun entre os braços assim que os dois chegaram ao camarim. - Serei âncora!

Jun sorriu.

-Você merece!

Já havia passado do meio dia. A reunião com Karin havia durado toda a manhã.

-Conseguiu falar com Aiba sobre Nino-chan?

-Sim – Jun sorriu. - Liguei pouco antes do meio dia e Nino-chan estava dormindo. Ohno estava lá também, e pelo que Aiba me disse, os dois fizeram as pazes!

Sho sentou-se no sofá.

-Tudo está dando certo, afinal!

-Não sei porque, mas tenho a impressão que é apenas a calmaria antes do Tsunami.

-Não fale besteiras – o amigo reagiu. - Vamos ter pensamentos positivos!

Naquele momento, Karin entrou no camarim. O homem correu até ela, abraçou-a, e com ela ainda nos braços, girou-a no ar.

-Comporte-se, Sakurai – sua reprimenda, no entanto, não parecia desagradavel.

Ela não seria Karin se não reclamasse!

-Obrigado! - Sho beijou a face feminina. - Sei que se não fosse por você, eu não teria conseguido.

-Foi realmente muito difícil convencê-los, apesar de seu óbvio talento, e sucesso no outro telejornal de pequeno porte que apresenta.

Sho concordou.

-Eles não queriam um "idol" apresentando algo de tamanha expressividade? - Jun perguntou.

A mulher encarou o caçula do Arashi.

-Na verdade, o que pesou foi Sakurai não ser casado. O apresentador de um telejornal deve ser alguém idôneo, de preferência pai de família. Uma bela esposa, magra, de aparência submissa, e um par de pirralhos gritões ajudaria muito.

Ambos os homens riram.

-Eles vão ter que esquecer isso, porque não vou me casar! - Sho afirmou. - Não, ao menos, com uma mulher.

-Trate de manter seu relacionamento em segredo – Karin o aconselhou. - Ou diga adeus aos seus projetos.

Ele conhecia a rotina. Sabia que sua orientação sexual não era aceita publicamente e precisava mantê-la fora dos holofotes. No entanto, também sonhava em lutar por seus direitos mais tarde, quando Masaki e ele já estivessem melhor situados na vida.

-E pensar que um dia o descobri numa sala repleta de crianças... - Karin divagou. - E agora você se tornará a pessoa mais importante do jornalismo do Japão.

-Ah, Karin-san – Sho a abraçou.

-Solte-me agora.

Contendo um riso, Sakurai a afastou delicadamente.

-O fato de que eu simpatize contigo não te dá o direito de me tocar.

Tendo que se conter, Sakurai caminhou até o sofá. Jogou-se sobre ele, feliz.

-Agora – a voz dela adquiriu um timbre irritado -, terei que ir atrás de Kazunari Ninomiya! Ele não estava no estudio...

-Karin – Jun a interrompeu -, você não leu o jornal de hoje?

-Cheguei ainda de madrugada no estúdio, estudei scripts dos programas de vocês e então fui a reunião com Sho Sakurai. Assim, não li nenhum jornal. O que aconteceu?

Sho e Jun se entreolharam antes de voltarem a atenção para a mulher.

-Nino ficou doente. Ele está hospitalizado.

-Como assim, doente?

-Todos os jornais só falam nisso. Não acredito que você ainda não tenha visto! - Jun exclamou.

Suspirando, a mulher percebeu que aquela seria uma péssima semana.


--------------------------------------------------------------------------------

As mãos de Nino estavam tão frágeis e pequenas. Ohno as ergueu até a boca e as beijou, apaixonado. Muita da responsabilidade do estado de Nino era sua culpa. Como pode prejudicar tanto quem amava?

Estava sozinho no quarto com Nino. Era meio da tarde e Masaki havia saido. Iria passar no apartamento de Ohno e Nino para alimentar Junior e então iria até a imobiliária, fechar a compra do sítio nas montanhas, antigo sonho seu.

No fundo, Ohno gostava daquele momento. Estava a sós com Nino novamente, e podia ficar a olhar o rosto lindíssimo. Mesmo doente, Kazunari era maravilhoso.

De repente, o celular no seu bolso começou a mover. Ohno atendeu sem sequer olhar para o aparelho:

-Ohno-san?

Era Chinen. Inferno, havia esquecido completamente de Yuuri. No fundo, não imaginava que o rapaz o ligasse depois de tudo que tinha acontecido com eles na noite anterior.

-Sim?

-Está no hospital?

-Sim.

Será que o rapaz iria entender de uma vez que não queria conversar?

-Imagino como deve ser cansativo ser obrigado a permanecer aí, cuidando do senhor Ninomiya...

Ohno irritou-se, instantaneamente. Não, não era nenhuma obrigação, e muito menos era cansativo. Logico que estava exausto, mas permanecer ao lado de Nino era um presente dos céus.

-O que você quer, Yuuri? - indagou.

-Quando sair dai a noite, venha até meu apartamento para bebermos vinho – convidou.

Temendo acordar Kazunari, Ohno caminhou até o corredor. Só voltou a falar quando estava afastado o suficiente para que Nino não o ouvisse.

-Chinen, não me ligue mais.

-Por que pede isso? - a voz era arrogante. - Acha que não sei que deseja voltar ao meu apartamento essa noite?

-Não desejo nada. Tudo o que quero é ficar perto do meu marido.

E então desligou o aparelho. Sua vida seria um pesadelo se Nino suspeitasse que durante seu aniversário (ao qual Ohno não compareceu), o amante estivesse com Chinen. E, também ficaria possesso se soubesse que na noite anterior, Ohno foi até a residência de Yuuri. O sexo oral que Chinen fez nele causaria a terceira guerra mundial.

Ao retornar ao quarto, encontrou Nino abrindo os olhos.

-Estou com sono, Oh-chan – ouviu-o lacrimejar.

Sorrindo, foi até a cama. Deitou-se com cuidado ao lado de Kazunari. Quando Nino deixou em seus braços, beijou-lhe a testa. Era interessante notar o quanto Kazunari lutava contra o proprio cansaço. Ele acordava diversas vezes, mesmo estando completamente mergulhado em medicação forte.

-Então durma...

Quando Nino se enredou no sono novamente, Ohno começou a lhe sussurrar no ouvido:

-Eu te amo, Kazu... eu te amo mais que tudo...

Continua...
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MensagemAssunto: Re: [COMPLETA] Redenção   Qui Nov 18, 2010 4:36 pm

shahsahshahsha
momento Sakumoto foi tao divertido
tbm depois de tanta tragedia tava precisando de momentos assim
ai mas esse Chinen ¬¬
larga do pé do Ohno seu pirralho
deixe-o em paz
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MensagemAssunto: Re: [COMPLETA] Redenção   Qui Nov 18, 2010 4:46 pm

Nara escreveu:
shahsahshahsha
momento Sakumoto foi tao divertido
tbm depois de tanta tragedia tava precisando de momentos assim
ai mas esse Chinen ¬¬
larga do pé do Ohno seu pirralho
deixe-o em paz

Xiii amor..chinen nao vai desistir não..hehehe
e os momentos sakumoto...terao variosssss em redenção^^
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MensagemAssunto: Re: [COMPLETA] Redenção   Sex Nov 19, 2010 10:29 pm

AI Josiiiiiiiiiiiiiiii!!!!!!!!
QUE TENSO!!!!!!!!!!!!!! CHINEN EH UMA BICHA ATREVIDA!!!!!!!
adooooooooooooooroooooooooooo sakumoto!!!!!!!
mas ainda to tensa!!!!!!!!
casamento, traiçao, separaçao, meu deus vejo tudo isso no futuro dessa fic.
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MensagemAssunto: Re: [COMPLETA] Redenção   Sex Nov 19, 2010 10:37 pm

renata chan escreveu:
AI Josiiiiiiiiiiiiiiii!!!!!!!!
QUE TENSO!!!!!!!!!!!!!! CHINEN EH UMA BICHA ATREVIDA!!!!!!!
adooooooooooooooroooooooooooo sakumoto!!!!!!!
mas ainda to tensa!!!!!!!!
casamento, traiçao, separaçao, meu deus vejo tudo isso no futuro dessa fic.

RÊ... as coisas acalmam nos proximos cap...

Tipo..nao muito.. o negocio pega fogo msm qdo Sakurai começar a ser pressionado pela familia, e Chinen começar a chantagear o Ohno... e ele pode...ele fez algo... cof cof cof...hahaha

Obrigadaaaa pelo apoio^^
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MensagemAssunto: Re: [COMPLETA] Redenção   Seg Nov 29, 2010 2:12 am





Redenção



Capítulo 11



Por Josiane Veiga
















A realização de seu sonho mais antigo estava diante de seus olhos. Masaki sorriu à entrada de sua mais nova aquisição. O sítio de alguns hectares, localizado nas montanhas, era um verdadeiro pedaço do paraíso na terra.



No centro da propriedade, uma casa de madeira era o ambiente perfeito para que Aiba passasse as folgas. Já planejando construir canis envolta da habitação, o rapaz também pensou em todos os cães que iria adotar. E gatos! Ele amava gatos! O papagaio da mãe também adoraria aquele lugar.



Ficar próximo da natureza era seu desejo profundo. Ele amava aquela paz simples, sem a falsa ostentação da mídia. Ali, em meio aos bichos, não precisaria interpretar nenhum personagem, seria ele mesmo.



-E então? O que achou, Shipou-san?



O pequeno chimpanzé levantou os olhos para o dono. Um dia, há dois anos atrás, Masaki havia sido chamado para gravar um programa sobre animais órfãos. Perante todos aquelas pequenas criaturas sem pai e mãe, um, em especial, chamou sua atenção. Shipou, assim como Nino, era órfão de pais vivos. Tanto a fêmea quanto o macho não haviam aceitado o filhote. Os veterinários tentaram uma aproximação, e diante das negativas dos animais, as entidades da época resolveram que o melhor seria sacrificar Shipou.



Isso era algo que Masaki nunca entenderia: por que as pessoas que são tão afoitas em proteger os animais, não sentem compaixão na hora de mandar os sacrificar? Ele sabia que haviam argumentos, mas nenhum o convencia. A vida é algo inestimado demais para ser simplesmente apagada.



Enfrentando a todos na época, conseguiu na justiça a adoção do macaco. Foi um escândalo, e Karin, pela primeira vez em todos aqueles anos, havia ficado zangada com ele. O dono da agência até ameaçou demiti-lo, mas Masaki permaneceu firme. Com o apoio das fãs e da sociedade, alguns meses depois, foi-lhe dada a chance de levar Shipou para casa.



Apesar das dificuldades óbvias em criar o animal, tudo valia a pena. E foi por causa do chimpanzé que Masaki resolveu que devia antecipar seu sonho do sítio. O animal não havia crescido muito naqueles dois anos, mas Aiba reconhecia que um apartamento urbano não era o melhor para o “filho”.



Uma leve pressão para baixo o fez perceber que Shipou queria colo. Estendeu as duas mãos para ele, e voltou para o carro. A casa era um pouco longe da entrada, e precisava ir até lá no automóvel.



Cinco minutos depois, ele abria a porta da frente. Colocou Shipou no chão e deixou que o mesmo conhecesse o ambiente. Os móveis ainda estavam cobertos por lençóis brancos, e o lugar precisaria de uma reforma. No entanto, mal podia esperar para se mudar para lá.



Sentou num sofá posto propositalmente próximo da janela com vista para as montanhas. Fechou os olhos e divagou sobre o futuro. Aquele lugar seria perfeito para seu relacionamento. Secreto, afastado e privativo, enfim Sakurai e ele poderiam sentar-se numa varanda e agirem como namorados.



Estava tão absorvido por suas fantasias, que o celular já havia chamado três vezes quando percebeu a música enjoativa.



-Sho-chan? - indagou ao atender. - Conte-me: como foi?



-Agora você é o namorado do âncora do telejornal mais importante do país!



Masaki saltou do sofá.



-É verdade, Sho-chan?



-Hai!



-Parabéns, meu amor! Você merece! Sempre lutou muito por isso...



-Gostaria de comemorar, mas não me sinto confortável com Nino no hospital.



-Eu sei. Mas, a gente pode comemorar lá. Kazu vai ficar tão feliz.



-Sim. Onde você está?



-No meu sítio. Fechei a compra dele, Sakurai-kun. Estou tão feliz! Shipou adorou.



-Estou feliz por você – a voz de Sho era extremamente carinhosa. O rapaz havia ido na primeira visita de Aiba ao sítio, e sabia que o namorado havia se encantado com o lugar. - Nos vemos a noite, no hospital?



-Sim – Masaki respondeu.



-Então, até mais tarde, amor – Sho sorria ao dizer isso.



-Ja né...



Ambos ainda sorriam mesmo após os celulares estarem desligados.



***



Tendo em vista o comprometimento de jantar no hospital com os amigos, Sakurai Sho resolveu aproveitar a folga da tarde para ir até a família comunicar sua façanha. Tinha completado trinta e um anos em janeiro, e nunca pensou que chegaria tão jovem a um posto tão alto.



Era verdade que já havia quebrado algumas regras. Mesmo sendo cantor do Arashi, e tendo uma imagem bastante engraçada por sua verdadeira falta de modos durante os programas de variedades, ainda na faixa dos vinte anos recebeu o convite de apresentar um telejornal de menor porte. Havia aceito a façanha, e o jornal se tornou um sucesso, já que suas fãs o assistiam mesmo não se interessando por economia, ou manchetes policiais.



Quando entrou na espaçosa sala de recepção da casa, o mordomo fez-lhe uma reverência. Acostumado desde a infância por atos semelhantes, o moreno agradeceu levemente com a face, e cruzou pelo homem, dirigindo-se a sala de chá, onde sabia que encontraria a mãe.



Yuuky Sakurai era, acima de tudo, uma mulher que levava as tradições a sério. Vestida com um rico quimono, a senhora sentava-se durante as tardes na bela sala de chás e bebericava a bebida artesanal. Uma verdadeira senhora, respeitável e digna. Assim era a mãe. Sho se orgulhava dela, e tinha nela a melhor imagem feminina possível.



Todavia, quando adentrou na sala de chá, percebeu que a mãe não estava sozinha. À sua frente, uma bela jovem vestida de forma tradicional, sentava-se com feminilidade. As duas riam enquanto bebericavam o chá.



-Meu filho? - Os olhos de Yuuky voltaram-se para a entrada. - O que faz em casa neste horário?



Os olhos de Sho cravaram-se na moça. Sabia que a conhecia de algum lugar, mas não conseguia se recordar de onde. Durante alguns segundos, os olhos dela também o contemplaram; mas, no entanto, logo era aparentou timidez e baixou-os, acanhada.



O jogo.



Sim, o jogo da maioria das atrizes. Sakurai convivia com aquilo há anos e não se deixaria enganar por aquela falsa timidez. Nunca confiou em quem não consegue olhar outra pessoa nos olhos, e muito menos em quem mal conseguia abrir a boca para falar com ele.



Aquela encenação, todavia, funcionava com quase todos no país. As atrizes mais bem vistas e amadas pelo público eram – publicamente – tímidas. O que era, sem sombra de dúvidas, a coisa mais contraditória do mundo. Como uma atriz, alguém que trabalha com o corpo, pode ter tanta vergonha?



Mas, nem todas que faziam aquilo tentavam apenas despertar a simpatia do público. Algumas, quando as câmeras paravam de gravar, se mostravam assim para os membros do Arashi, tentando causar neles algum instinto masculino de proteção.



Contendo uma gargalhada, Sho imaginou o que fariam elas se soubessem o quanto as considerava estupidas.



-Recorda-se de Sayuri? - a voz da mãe o vez voltar a concentrar-se nas mulheres.



Sayuri. Sim, ele lembrou-se imediatamente da festa. O pai havia falado a noite inteira sobre a jovem.



-A jovem da família Koshitsu – a mãe entendeu mal seu silêncio. - Ela tem descendência direta do antigo imperador.



O “e daí?” ficou dançando em seus lábios. Desde a Segunda Guerra que ter o sangue imperial nas veias não fazia mais a menor diferença.



-É um prazer – a cumprimentou polidamente. - Mãe, preciso conversar com a senhora – a avisou, esperando que a progenitora o seguisse.



-Sobre seu contrato com o telejornal?



Como ela sabia?



-Algum site já noticiou a novidade? - Questionou, surpreso.



-Claro que não! - riu. - No entanto, não se se você sabe, mas o pai de Sayuri é acionista da emissora que mantêm o telejornal.



O choque de Sho não passou despercebido a mãe. Ela ergue-se de sua almofada e aproximou-se do filho.



-Sho?



-A senhora quer dizer que consegui a vaga graças a algum favor especial?



-É claro que não, Sho! - Sua cabeça moveu de forma negativa. - Todo o país sabe que você tem muito talento. Conseguiu essa façanha sozinho, graças a seus esforços. Acha que eu teria tanto orgulho de um filho que não consegue vencer por si mesmo?



Aliviado, o rapaz sorriu. Que ideia louca! A mãe era extremamente exigente quanto a sua performasse na vida. “Não seja nada menos que o melhor”, ela dizia-lhe desde a infância. Foi ela que o incentivou a procurar o próprio caminho. Enchia a boca para falar que Sakurai não precisava do dinheiro da família para nada, e não permitia que o mesmo desistisse de nenhum sonho.



-Como soube? - indagou, após tranquilizar-se.



-Sayuri ouviu o pai comentar com a mãe.



E fez questão de estragar a surpresa que planejava fazer a genitora? Havia permanecido na presença daquela garota menos de cinco minutos, e já a detestava.



-Sente-se, meu filho – a mulher apontou a almofada ao lado da garota. - Vou servir o chá que Sayuri fez...



Iria explicar que estava indo tomar banho pois a tarde já estava se findando e ele pretendia ver Nino, quando o aparelho celular no bolso tocou. Ao observar o visor, reconheceu os números.



-Audrey Morgan! - exclamou, feliz.



-Por que não me avisou sobre Nino?



Como sempre, ela mal o cumprimentava. Nino era sempre o assunto favorito de Morgan, e ela não escondia isso de ninguém. Sakurai e Morgan haviam adquirido uma amizade profunda com o passar dos anos. Eram incrivelmente iguais. Além de Kazunari, adoravam conversar sobre seus assuntos em comum: livros.



-Desculpe, aconteceram tantas coisas – ele explicou-se. - Mal consegui falar com Masaki desde ontem. Mas, em compensação, dormi com Jun – divertiu-se.



Só então notou os olhares das mulheres próximas. A mãe, acostumada aquele humor esdrúxulo, fez pouco caso de suas palavras, mas a moça parecia chocada. Ignorou-as.



-Como se dormir com aquele molusco sem sal fosse algo que devesse orgulhar a alguém – a ironia dela foi recebida com uma gargalhada pelo rapaz.



-Se continuar a falar assim, vou achar que se apaixonou por ele – provocou-a.



O silêncio do outro lado da linha, fez com que Sakurai se arrependesse imediatamente de suas palavras. O rapaz sabia o quanto Morgan amava Kazunari, e que ela ainda mantinha o sentimento, mesmo sem qualquer esperança.



-Gomen, Audrey-san – murmurou.



-Como está Nino? - ela retornou o assunto. - Está muito doente?



-Está com depressão – explicou. - E estresse – completou. - Os exames mais detalhados só saíram após o meio-dia, mas só poderei ir vê-lo a noite, então não sei ainda o que diziam.



Ele ouviu um suspiro resignado do outro lado da linha.



-Preciso desligar – ela disse. - Nós falamos amanhã?



-Com certeza.



Quando voltou-se para a mãe, percebeu a seriedade no rosto dela. Como Morgan e ele conversavam praticamente todos os dias, talvez a senhora Sakurai pensava que o filho mantinha algum relacionamento romântico com a americana.



-O que a estrangeira queria?



Não passou despercebido a implicação da palavra “estrangeira”. A mãe desdenhava Morgan pela sua nacionalidade, mesmo nunca a tendo conhecido. Preocupava-se também com o fato do filho ter uma amizade tão fechada com alguém sem o sangue oriental nas veias.



-Audrey queria saber de Nino – respondeu, amargurado.



A mãe voltou para a almofada. Concentrando toda a sua atenção em Sayuri, praticamente ignorou o filho.



Sho resolveu deixar a sala. Nervoso, saiu sem se despedir. No entanto, no corredor, lembrou que queria falar com o pai. Como sabia que o mesmo não trabalhava até aquela hora, e não tendo o visto na casa, resolveu voltar para a sala de chá, afim de questionar a mãe.



Porém, quando chegou próximo da porta, estancou. Ficou a ouvir suas palavras, incrédulo.



-Não precisa se preocupar, querida – a voz da mãe era arrogante.



Preocupar? Preocupar-se com o quê, e por quê?



-Essa estrangeira sequer sabe quem é o pai. É órfã de mãe e, pelo que Megumi Ohno me contou, foi criada por um padrasto pedófilo. Imagine o tipo de pessoa que se tornou.



Espantado, Sho pode ouvir uma risadinha leve vindo da sala. A som era jovial demais para vir da mãe. Era Sayuri! Sayuri ria do drama de Audrey! Como alguém podia rir do tamanho do horror que uma garotinha de menos de dez anos poderia ter passado?



-Não gosto de Sho ter contato com ela, mas reconheço que essa relação de já alguns anos é benéfica em alguns pontos. A estrangeira é bastante discreta, e tenho certeza que Sakurai apenas alivia nela sua impetuosidade masculina.



-Senhor Sho é um homem de muita energia – a voz doce e delicada de Sayuri se fez ouvir. Ela aparentava timidez até para falar a sós com sua mãe. - Não é culpa dele que uma mulher tão sem classe se deixe tão disponível.



-Não é culpa exclusiva dela – a mãe comentou, enquanto bebericava o chá. - Como já disse, o que uma menina criada daquela forma poderia ter se tornado se não uma desavergonhada?



***



-Eu não fiz nada! - As lágrimas eram incontroláveis. - Fiquei ouvindo tudo aquilo em silêncio, chocado demais para reagir.



Afundado no sofá do apartamento de Masaki, o moreno cobria o rosto tentando controlar o choro. Foi em vão. Doía profundamente sua decepção com a mãe. Seu ídolo desmoronou de um altar tão alto, e a queda machucava demais o coração do idolatra Sho.



-Sho-chan... - Masaki estendeu um copo de água com açúcar. - Sua mãe é uma pessoa maravilhosa, amor – consolou-o. - Mas, ela não é perfeita – foi firme. - Aliás, ninguém é! A senhora Sakurai ajuda muitas pessoas no Japão e, graças a ela, muitas crianças na Africa tem o que comer – apontou. - Mas, tem limitações, como qualquer ser humano.



-Não pode – Sho moveu a cabeça, negando. - Está errado. Essa não é minha mãe! - Quando percebeu que Aiba sentava-se ao seu lado, foi até o colo do namorado. - Ela me ensinou a amar os fracos, a lutar por justiça...



-Sho – Masaki tentou trazê-lo a razão -, recorda-se da vez que conhecemos a freira Sautou? Isso foi na época que queríamos desvendar o passado da Audrey.



O moreno afirmou com a face.



-Lembra-se do que te contei? Sobre eu estar querendo falar a verdade para sua mãe, mas ter sido impedido pela entrada de Aka Futai? Sua mãe foi extremamente clara quando a desprezou por ser homossexual! Além disso, ela nunca conseguiu ser maternal com Nino e Ohno, mesmo sendo comigo e com Jun.



-Mas... - o rapaz fungou -, pensei que fosse apenas um acanhamento com gays – reconheceu. - Nunca pensei que ela pudesse falar daquela forma de alguém que sofreu o terror que Audrey sofreu.



De repente, as lágrimas secaram-se. Lembrando-se do riso de Sayuri, esbravejou.



-Aquela puta! - gritou. - Eu devia ter entrado na sala e a arrancado de lá pelos cabelos! Como pude deixar que risse de uma amiga daquela forma? Como pude deixá-la acompanhando minha mãe naquela infame cena?



Abraçando-o, Masaki permitiu que Sho chorasse a vontade em seu ombro. Enfim, o conto de fadas em que Sho vivia a tanto tempo, acabava. Era simplesmente inacreditável que Sho fosse o ultimo a perceber que as coisas não eram tão perfeitas quanto achava.



Apertando o namorado, imaginou o que aconteceria quando Yuuky Sakurai descobrisse que os dois também eram gays e, mais, viviam um relacionamento há anos.



-Sou uma péssima pessoa – o sussurro de Sho o fez encarar o amante. - Se fosse alguém melhor, teria defendido Audrey – explicou.



-Não se culpe – aconselhou. - Você foi pego desprevenido. Além disso, Morgan não se importaria com a opinião da sua mãe. Você sabe tao bem quanto eu que ela não se interessa com a imagem que as pessoas tem dela. - Masaki acariciou a face de Sho. - Certa vez contou-me que no orfanato as outras crianças não acreditavam que o padrasto não havia abusado dela. Assim, a apelidaram de “a estuprada”...



-As crianças sabem ser cruéis quanto querem... - Sho observou.



-É... - o namorado concordou. - No entanto, o fato a fez construir um murro em volta de si. Sei que as palavras de sua mãe não a atingiriam, mesmo que ela estivesse naquela sala, ouvindo-as diretamente.



Sho escondeu o rosto na nuca de Aiba.



-Você realmente acredita nisso? - O moreno indagou. - Você acha realmente que não a atinge?



O silêncio foi sua resposta.



-Acredito que, na verdade, ela finge que não a atinge – Sho encerrou.



***



Kazunari abriu os olhos vagarosamente. Por mais que houvesse dormido a tarde toda, sentia o corpo inteiro cansado, como se tivesse acabado de correr uma maratona.



Talvez, numa ínfima possibilidade, estivesse realmente doente...



Não! Não estava! Era verdade que estava trabalhando muito, e o fato de não ter reagido a frieza de Ohno, significava uma depressão. Mas, anorexia? Isso nunca! Essa era uma doença de adolescentes idiotas e mulheres velhas que não se aceitavam! O que tinha ele haver com algo assim?



Suspirou. Instantaneamente, seu ato foi percebido por Ohno, que estava sentado no sofá ao lado da cama. O mais velho levantou-se imediatamente. Se encararam. Satoshi não sabia como Nino iria acordar, e a histeria presenciada antes do namorado ser medicado ainda estava em sua mente.



-Oh-chan... - os olhos de Nino, entretanto, eram amistosos. - Quero ir pra casa... - pediu, sem nenhum sinal de raiva.



Ohno respirou aliviado.



-Nino-chan, você precisa ficar mais um pouco. Não se preocupe, ok? Vou ficar aqui com você o tempo que for necessário.



-Mas, e o Junior?



-Aiba está cuidando dele.



-Masaki não sou eu! - Nino ralhou. - Meu cachorro me ama e me quer por perto.



Ohno sorriu diante do bico.



-No entanto, ele é um cão muito esperto e compreendeu que você não estava bem. Tenho certeza que sabe que você está hospitalizado.



Então, a paz acabou. O menor reclamou cerca de quinze minutos. Ameaçou fugir, ou implorar ajuda para as fãs que estavam de prontidão abaixo de sua janela. Repetiu as palavras anteriores de que era Ninomiya Kazunari e que todos lá iriam se arrepender amargamente por mantê-lo preso. Todavia, diante da expressão impassível do namorado, acabou se calando.



Ohno mal conseguia conter um sorriso ao ver aquele Nino rabugento. Ultimamente o mesmo estava tão apático, incapaz até de reclamar. Assim, era obvio que mesmo se passando apenas um dia, a medicação começava a fazer seu efeito.



-Quero tomar banho – disse, de repente, logo após o olhar com raiva.



Ohno assentiu.



-Tem uma farmácia no andar térreo. Vou comprar lá sabonete, shampoo e condicionar. Vamos precisar de uma toalha.



Ao descer no estabelecimento, Satoshi percebeu que lá também haviam toalhas a venda. Não eram de boa qualidade, mas serviriam. Munido de tudo que precisava – inclusive uma enfermeira para ajudar a tirar os fios -, voltou ao quarto e encontrou Kazunari sentado na cama.



-Essa porcaria de droga que estão enfiando nas minhas veias não está me deixando ficar de pé – choramingou.



Como se tivesse esquecido de que na noite em que foi hospitalizado, o mesmo havia perdido a força varias vezes, Kazu começou a brigar. A enfermeira, acostumada com aquilo, sequer o olhava. Tão logo ela retirou os frios, saiu do quarto. Fazendo-se de surto, Ohno foi ao banheiro conjugado e arrumou tudo. Logo após voltou a Nino e o ergueu no colo. Quando chegou ao banheiro, colocou-o de pé, mantendo-se a sua frente, como apoio, e retirou sua camisola hospitalar.



Com uma mão segurou Nino e com a outra abriu a água, e colocou shampoo em seu cabelo.



-Você consegue esfregar? - indagou.



Quando Kazunari ergueu as mãos contra o cabelo, foi que Ohno parou para observá-lo. Naquele momento, percebeu porque Chinen falou sobre o fato de que Nino não tinha mais a mesma pele e a mesma aparência. Era inacreditável como Satoshi não havia notado o quanto o namorado havia emagrecido e o quanto sua pele havia perdido o tom saudável. Nino estava pálido, magro, os olhos apagados. A maquiagem diária conseguia esconder aquilo das câmeras, mas Ohno não tinha desculpa.



Nervoso – e esquecendo que Nino estava debaixo d'água -, colou o corpo no outro, dando um beijo suave na têmpora.



-Você está se molhando – Nino riu.



O sorriso de Kazunari era sua maior arma. Ohno nunca resistiu a ele. Colando a boca no amante, sugou-lhe o lábio inferior com força. Esquecidos do chuveiro, os dois se abraçaram naquele cubículo, como se necessitassem estar o mais próximo possível.



Nino estava nu. Seria muito fácil se aproveitar se sua situação, mas Satoshi o amava o suficiente para respeitar o momento de Kazu.



-Quando chegarmos em casa... - prometeu baixinho, contra a orelha direita de Nino.



Nino escondeu o rosto em seu ombro.



-Gomen, né?



-Você não precisa se desculpar – Ohno afirmou, sorrindo. - Esto feliz só de estar aqui com você, e ter o direito de te beijar, te acariciar...



Logo Ohno pegou o sabonete e começou a deslizá-lo sobre o ventre de Nino. Agachando-se, Ensaboou as coxas, o tornozelo e então voltou para cima. Os olhos dos dois estavam fixos um no outro, como se nada mais no mundo importasse.



Assim que a água enxaguou o sabonete, Ohno começou a beijar toda a extensão visível de pele. Fechando os olhos, lambeu o mamilo escuro, e desceu mais abaixo, para o ventre liso. Ao ouvir o primeiro gemido felino de Nino, voltou os olhos para cima, e o viu mordendo os lábios, e numa espécie de torpor.



Chinen estava errado!



Aquela imagem era a coisa mais erótica e deliciosa que Ohno já havia visto. Mesmo diante de uma casca abatida, Kazunari continuava a manter o espírito inabalável. O que importava a aparência, se algo mais importante era o que os unia?



-Seu tarado!



Quase caindo para trás, Ohno sentiu um cascudo na cabeça. Virou o rosto e viu um Sakurai incrivelmente irritado. Foi puxado para trás pelo membro mais forte do Arashi e o viu pegar Kazu e o levar nos braços até o quarto.



-Mas... - começou, seguindo os dois.



-Você por acaso não percebe que Nino está doente e não pode ficar sendo instrumento de seus joguinhos sexuais? - Um Aiba muito irritado se encontrava arrumando uma sacola, do outro lado da cama.



-Eu estava dando banho nele! - Satoshi se defendeu.



-Com a língua? - Era Jun agora.



Só naquele momento Ohno olhou bem para o quarto. Além dos membros do Arashi, Karin se postava entre a porta e Jun, com os olhos fixos na cama. Porém, a mulher se virou discretamente quando viu Sho secando Nino.



Durante um curto tempo, o silêncio reinou. Masaki mal o encaravam, Sho colocava a camisola em Nino, Jun segurava uma gargalhada e Karin parecia atenta a uma revista de fofocas que havia trazido junto consigo. Foi Nino que quebrou o silêncio.



-Karin, me tire daqui – ele implorou a agente.



Kazu ainda insistia nisso? Ohno não conseguia acreditar.



A mulher enfim ergueu os olhos e foi até a cama. A postura seca continuou, mesmo diante do evidente estado de Kazunari.



-O médico mente, Karin-san. E você sabe que eu tenho muitos compromissos. - Nino falava de forma rápida, quase tropeçando nas palavras. - Como está as gravações sem mim?



-Seu personagem morreu, e colocamos outro ator para substitui-lo.



A resposta fria fez Nino abrir a boca chocado.



-Mas, só faz uma dia! - gritou. - Só faz um dia que estou internado!



-Você acha que eu queria substitui-lo? - Karin reagiu. - Acha que eu queria colocar aquele inexperiente de Yuuri Chinen num papel de suma importância? Acha que desejava que você estivesse num hospital e que todos os seus compromissos tivessem que ser adiados?



-Karin! - Ohno levantou a voz.



Porém, ela sequer olhou para o líder.



-Escute bem, Kazunari – a mulher continuou, sem piedade. - Sou eu que estou tendo que ouvir os gritos do meu chefe o dia todo! Existem patrocinadores ameaçando a agência por causa da novela! Como você ousou ficar doente?



Naquele momento, ela sentiu uma mão a puxando para trás. Era Ohno. O Líder não costumava enfrentá-la, e os olhos fulminantes dele a fez enfim ficar quieta.



-Fale com o médico – a voz de Kazunari estava mortificada. - Diga a ele que me dê alta. Estarei amanhã mesmo no estúdio e refaço as cenas...



-Você acha que não tentei? - Karin murmurou. - Quase me ajoelhei na frente dele, mas o médico está irredutível. Não posso simplesmente roubá-lo do hospital, isso é crime!



Nino levou as duas mãos ao rosto e começou a chorar.



A mulher, que odiava aquele tipo de manifestação, suspirou alto.



-Isso era mesmo necessário, Karin? - Masaki indagou.



-Queriam que eu mentisse ao colega de vocês? Nino não é burro e tem que saber o que está acontecendo.



Tão logo disse isso, virou-se de costas e saiu, sem sequer se despedir.



-Nino-chan – Sho o abraçou -, não se preocupe com isso. É só uma novela...



-Minha imagem vai ficar manchada – Nino explicou, escondendo o rosto no peito do amigo. - Quem vai querer me dar um papel depois disso?



-Você é o melhor ator do Japão – Jun disse. - Os diretores saem aos tapas por sua causa. Não fique se preocupando com isso. Karin gosta de dramatizar...



-Não quero perder minha carreira...



-Nós somos o Arashi – Ohno se aproximou da cama. - Você nunca estará sozinho...



Secando as lágrimas, Nino concordou.



-Por que dar meu papel para aquele estupido do Chinen? - bufou. - Como Karin acha que ele pode me suceder?



Ohno enrubesceu.



-Talvez ele fosse o único disponível.



Satoshi sabia que aquilo não era verdade. O próprio Chinen havia contado que havia conseguido um papel secundário em outra novela. Como renegou o outro e pegou o papel que pertencia a Kazunari era um segredo.



-Audrey ligou – Sho contou, interrompendo seus pensamentos. - Ela sabia de você! Provavelmente, viu na internet.



-Deve ter tentado me ligar – Nino deu os ombros. - Mas, vocês tiraram o meu celular! - acusou.



Ninguém pareceu ligar para a birra infantil.



-Sabe o que trouxemos? - Masaki se aproximou, mostrando um cesto.



-O quê?



-Suco de uva puro, pães de melão e geleias que você gosta!



Nino costumava comer aquilo com uma taça de vinho. Mas, sabia que qualquer bebida fermentada não entraria no hospital.



-Pra quê? - indagou irritado. - Eu não vou comer!



-Vai sim – Sho sentou-se ao seu lado. - Por mim.



-Por você, por quê?



-Porque hoje a noite iremos fazer uma festa, em minha homenagem.



A curiosidade fez Nino sorrir de forma espontânea pela primeira vez naquela noite.





Continua...
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MensagemAssunto: Re: [COMPLETA] Redenção   Seg Nov 29, 2010 10:01 pm

tadinho do nino!!!!!!!!!!!!!!!!!
coitado como ele esta sofrendo.
nossa eu sabia que mae do sho era rigida mas assim tambem...medo mor dela!!!!
e quem aquela vaquinha da Sayuri pensa que eh pra falar desse jeito...*vadia
essa fic ta muito sofrida,ja comprei uma caixinha de lenço
bj bj bj
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MensagemAssunto: Re: [COMPLETA] Redenção   Seg Nov 29, 2010 10:05 pm

renata chan escreveu:
tadinho do nino!!!!!!!!!!!!!!!!!
coitado como ele esta sofrendo.
nossa eu sabia que mae do sho era rigida mas assim tambem...medo mor dela!!!!
e quem aquela vaquinha da Sayuri pensa que eh pra falar desse jeito...*vadia
essa fic ta muito sofrida,ja comprei uma caixinha de lenço
bj bj bj


Huahauhuahauaha
nem me fala da Sayuri..que odio morrrr dela, mas... Mae do sho...gamei..ahauahauaha.. No OL publiquei uma foto dela..depois vai la olhar... ta na "home"^^



amore, olha o que eu escrevi no meu blog sobre lenços de papel

"Às vezes eu me pergunto se mais alguém além de mim tem ritual de preparação para escrever algo. Tipo, talvez cantar uma música, ou tamborilar os dedos. Qualquer coisa, muitas vezes nem percebida, mas que faz toda a diferença na hora de criar.

Quando escrevia Rendição, bebia café. Sempre. Cada capítulo do livro era criado com excesso de cafeína. Talvez a razão seja porque eu escrevia a noite, após um dia inteiro de trabalho. No entanto, um dia cheguei em casa, e fui preparar café. Quando percebi que não tinha pó, foi que notei a importância da bebida durante o processo do livro. Naquele dia, não consegui escrever nenhuma linha.

Entretanto, nem só de café se faz um autor. Na “Insígnia de Claymor” (que, se Deus quiser, será lançado ainda esse ano), a base de toda a história era barras de chocolate. Entre uma tortura e outra do poderio católico da época da inquisição, eu devorava o doce e engordava vários quilos. Quando encerrei o livro I, comecei a emagrecer.

Um autor é dotado de esquisitices. As vezes são as manias, e as vezes o dom de viver de tamanha maneira a sua própria história, que acaba perdendo o senso de realidade. Isso me faz indagar-me: qual meu nome mesmo? Josiane ou Audrey (1)?

Nesse momento, estou no meio do capítulo 8 de Redenção, que é a continuação de Rendição. Minha obsessão agora são lenços de papel. Como eu choro durante toda a escrita de cada capítulo, percebi que lenços de pano estavam esfolando meu nariz. Então, abro o berreiro na companhia de lindos e perfumados lencinhos higiênicos.

Antes de chegar em casa, sempre ligo para minha mãe para perguntar como está meu estoque de lenços. Ela da uma olhada na minha escrivaninha do quarto, e diz quantos mais ou menos tem. Dependendo da resposta, passo na farmácia antes de chegar em casa.


Essas atitudes completamente transtornadas são compartilhadas por outros autores. Nas conversas semanais com minhas colegas de profissão (?), acabo descobrindo que muitas necessitam de música durante a digitação, ou de outras coisas que variam de copos de água a posição de Yoga em cima da cadeira.

Que bicho esquisito essa pessoa chamada autor, não? Já notaste que nenhum é normal? Somos todos repletos de manias e vontades que o mundo racional não pode compreender. Como, por exemplo, explicar a desidratação que tenho ao escrever uma cena triste? Ou o tempo que fico gargalhando ao ler algo engraçado? Não há parâmetros para explicar um autor. No entanto, aparenta que quanto mais estranho seja ele, mais talentoso e incrível seus textos são.

Josiane Veiga"
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MensagemAssunto: Re: [COMPLETA] Redenção   Ter Nov 30, 2010 4:48 am

mas que mae do Sho hein
*Nara Shocked*
como pode ? é bondosa com os outros, mas ao mesmo tempo
fala cada asneira
bem, é verdade
ninguem é perfeito, tds tem, suas qualidades e seus defeitos
e essa Sayuri hein?
ja nao gostei nem um pouco dela
Q??? Chinen no lugar do Nino??? mas ate nisso esse pirralho ta metido
que coisa
ebaaaa
festa *---*
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MensagemAssunto: Re: [COMPLETA] Redenção   Ter Nov 30, 2010 2:00 pm

Nara escreveu:
mas que mae do Sho hein
*Nara Shocked*
como pode ? é bondosa com os outros, mas ao mesmo tempo
fala cada asneira
bem, é verdade
ninguem é perfeito, tds tem, suas qualidades e seus defeitos
e essa Sayuri hein?
ja nao gostei nem um pouco dela
Q??? Chinen no lugar do Nino??? mas ate nisso esse pirralho ta metido
que coisa
ebaaaa
festa *---*

Huahauahuahaua
verdade... mas... ja viu a foto dela lá no OL??? hehehe
Ela é toda distinta, maravilhosa. Imagino o quanto o sho a respeita e a ama. Estou tendo uma inspiração para cria-la, e por isso ela é tao complexa e cheia de atitudes confusas.

As maldades de Chinen nem começaram ainda.
Um dos principais personagens vai morrer..e chinen que vai mata-lo...

Brigadaaa amor pelo comentario
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MensagemAssunto: Re: [COMPLETA] Redenção   Seg Dez 06, 2010 2:13 am

Redenção

Capítulo 12

Por Josiane Veiga


A comida parecia saborosa, mas só de pensar em colocá-la na boca, Nino sentia o estômago se revirar. Por que era tão difícil comer? Os amigos estavam a sua volta, cada um bebericando o suco de uva e mastigando um pequeno pão. Ele, no entanto, levava a comida até uma certa distância da boca, e voltava a afastá-la, nervoso.

Aconchegou-se nos braços de Sho, sentado atrás de si, recostado no travesseiro. O mais velho estava completamente focado no alimento, e apenas mantinha Kazunari firme pela cintura.

-Foi a mãe de Oh-chan que fez o pão, Nino-chan – Masaki contou, enquanto observava a reação do amigo. - Ela me pediu para passar lá antes de vir pro hospital. Disse que amanhã mesmo virá te fazer uma visita.

Megumi Ohno era alguém muito especial para Nino. Sua mãe substituta. Era verdade que a mulher andava cada vez mais ausente, desde que a filha avisara que estava grávida. Megumi estava feliz e ansiosa para ser avó, algo que só poderia ser providenciado por sua filha mais velha, já que Satoshi nunca poderia dar-lhe tal felicidade.

Nino suspirou.

Toda vez que pensava nisso, sentia-se vazio. Talvez a vida de Ohno tivesse sido diferente se eles nunca tivessem se encontrado. O Riida poderia ter conhecido uma bela japonesa, e ter tido uma penca de filhos que preencheriam o coração carente de Megumi.

-Faça um esforço, Nino-chan – a voz de Ohno o tirou do devaneio.

Erguendo os olhos, o encarou. Sorriu. Seu líder, sem dúvida, o amava. Era verdade que se eles nunca tivessem se conhecido, Ohno teria tido a oportunidade de construir uma família comum. Mas, seria ele feliz dessa forma? Kazunari sempre pensou que os dois nunca teriam sido felizes sozinhos, ou com outras pessoas.

-Quanto antes você comer, antes vai ganhar alta – Ohno sentou-se aos pés da cama.

-Ou seja – Sho intrometeu-se -, antes vocês voltam a transar!

-Sho-chan! - Masaki ralhou.

Jun não pode conter a gargalhada. O clima, apesar do ambiente, estava muito bom. O caçula da banda observou bem o rosto dos amigos. Estavam todos calmos e tranquilos, como se estivessem vivendo um momento único, especial. Pasmo, percebeu que já faziam meses que não jantavam juntos, conversando despreocupadamente.

-Devemos fazer mais isso... - murmurou.

-O quê? - Aiba voltou-se para Matsumoto.

-Ficarmos juntos – explicou. - Devemos tirar sempre um tempo para dedicarmos um ao outro.

Tão logo disse isso, arrependeu-se. Sem esperar, Masaki já o agarrava, enchendo o rosto de beijos.

-Nosso bebê está tão doce ultimamente – Masaki disse, entre carinhos. - Está se tornando um homenzinho – brincou.

-Eu tenho quase trinta anos! - Matsumoto irritou-se. - Pare de me tratar como criança! - brigou.

Todos riram. A carranca de Jun simplesmente não incomodava ninguém.

-Essa coisa de "dedicarmos mais tempo um ao outro" foi bem gay, não? - Sho provocou.

-Ando desconfiado desse ataque de sensibilidade de Matsumoto-san – Aiba concordou. - Será que ele quer que entendamos algo?

Bufando, Jun o empurrou.

-Vocês não passam de dois idiotas!

Masaki e Sakurai só pararam de rir quando viram Matsumoto saindo porta afora, claramente magoado.

-Exageramos? - Aiba preocupou-se.

-Sempre exageram! - Nino exclamou. Nervoso, quis se erguer, mas diante de sua incapacidade, encarou o namorado. - Vá atrás dele – mandou.

No entanto, antes que Satoshi sequer fizesse menção de sair pela porta, Sakurai já havia abandonado seu posto atrás de Nino, adiantado-se.

-Eu vou.

E saiu apressado, deixando para trás os colegas embasbacados.

XXX*XXX

O vento ameno balançou suavemente os cachos do cabelo negro de Matsumoto. O mesmo aproximou-se da sacada que dava vista para o pátio do hospital. O burburinho abaixo de si deixava claro que tanto os jornalistas quanto as fãs lotavam aquela ala.

Não havia jeito. Ele não poderia respirar ar puro tão cedo!

Estava voltando para o corredor, quando percebeu que Sho o havia seguido. Respirou fundo, o coração transbordando raiva. Nem curtir sua revolta em paz, podia!

-Jun-chan... - a voz de Sho estava baixa, constrangida. - Desculpe pelo que falei. Não queria te irritar assim...

Virando os olhos, Jun rebateu:

-Sim, você queria!

Sho mordeu o lábio inferior. Era verdade que Jun nunca foi a vítima perfeita para piadas. O menor sempre foi irritadiço, brabo e um tanto distante dos demais. No início, os demais membros do Arashi se sentiam deslocados no tratamento diário. Mas, assim que Ohno quebrou as barreiras do primeiro contato, Nino, Aiba e ele também se aproximaram. Matsumoto era, com certeza, uma pessoa assustadora. Mas, ao mesmo tempo, era gentil e leal.

-Gomen – desculpou-se. - Mas, por que tanta raiva? Nós só brincamos quando se trata da sua orientação sexual. Tanto Masaki quanto eu sabemos que você é heterossexual! - afirmou.

Como Jun poderia se explicar sem revelar todas as dúvidas que o atormentavam durante tantos anos? Como explanar ao amigo, se sua recaída com o Riida no passado ainda preenchia seus sonhos a noite?

-Tudo bem – disse, por fim.

-Mesmo? - Sho aproximou-se cuidadosamente. - Compreende que Aiba e eu não temos a intenção de ofendê-lo, e sim de deixá-lo zangado porque você é a coisinha mais linda do mundo quando se irrita?

Fazendo bico, Jun olhou para a parede. Era verdade que no auge de seus vinte e oito anos, não aparentava a idade. Sua beleza era quase irreal, um rosto expressivo, nariz reto, aristocrático e lábios generosos. Todavia, não havia nada de agradável nas pessoas o irritarem propositalmente apenas porque ficava mais bonito sério.

-Não faça mais! - Exigiu, ainda encarando a parede.

Completamente espantado, viu que Sakurai não havia dado a mínima ao seu pedido. Os braços do mais velho cercaram sua cintura, e Matsumoto foi puxado contra o outro. Impressionado ao ponto de não manifestar reação, sentiu os lábios duros tocarem os seus, num beijo suave como uma leve brisa da manhã.

-Eu dou beijos assim em Nino, Ohno e até na minha mãe – Sho segredou-lhe. - Só beijo na boca de quem amo muito – afirmou. - São beijos fraternos, pois os sensuais são de exclusividade do Aiba. Portanto, não desmaie agora.

O olhar de Sho era amistoso. Incrivelmente amistoso.

-Manifeste seu amor por mim com palavras, a partir de agora – disse, firme.

-Não teria a menor graça – Sho continuava a sorrir. - Por que eu seria amigo de Jun Matsumoto se não pudesse beijá-lo na boca?

XXX*XXX

-Mais calmo? - Kazunari indagou assim que Matsumoto voltou ao quarto com Sho.

-Calmo? - o mais novo questionou, ainda irritado. - Ele me beijou! - acusou.

-Na boca – completou Sho, orgulhoso.

Masaki bateu palmas, enquanto Nino e Ohno riam.

-Por que seu rosto está vermelho? - Aiba indagou ao namorado.

-Ele me estapeou – Sakurai explicou. - Mas, valeu a pena – completou enquanto se aproximava do namorado.

Aiba o recebeu com um afago no braço.

-Você tem um rival agora. - O moreno apontou Jun. - Vai ter que me tratar como um rei se não quiser me perder.

Masaki o encarou. Os olhos de ambos transbordavam um sentimento único, de total confiança.

-Bom, senhor rei – começou -, preciso ir dormir. Vamos?

Sakurai concordou com a face. Naquele momento, os três olharam para Ohno.

-Riida – Jun chamou -, combinamos de revezar no hospital. Como amanhã estou de folga, ficarei essa noite com Nino-chan.

-Não – Ohno negou. - Eu vou ficar...

-Você vai para casa – Masaki afirmou. - Está sem dormir, precisa de um banho e uma cama aconchegante. Além disso, Junior necessita de atenção.

Ohno encarou Nino à cama. Não lhe agradava a possibilidade de ficar afastado de Kazu. Depois de meses em que os dois pareciam completamente alheios um ao outro, aquele período de reaproximação era um alento.

-Estamos te aguardando lá em baixo – avisou Aiba.

Tão logo despediram-se de Nino, Masaki e Sho saíram do quarto. Discreto, Jun os seguiu, dando a chance de Ohno e Nino se despedirem devidamente.

-Se você quiser, eu fico.

Kazunari encarou o amante.

-Gostaria que ficasse, mas precisa dormir e ficar um tempo com Junior – Nino afirmou. - Além disso, logo a enfermeira trás a medicação, dificilmente acordarei até amanhã de manhã.

Satoshi aquiesceu. Vagarosamente aproximou-se de Nino e curvou-se, beijando seus lábios. A intensão era de um beijo rápido, mas tão logo as bocas se encontraram, todo o resto pareceu perder a importância.

A língua delicada de Nino adentrou por entre seus dentes, acariciando-o. Um gesto simples, mas capaz de provocar arrepios em toda espinha de Satoshi. Céus, mal podia esperar para amar Nino novamente, na sua cama, do seu jeito!

-Temos tanto que conversar, Kazu – Ohno murmurou, quando as bocas se desgrudaram. - Nossa vida, nossas escolhas e, em especial, nosso trabalho.

-Nós vamos superar essa crise, como já superamos tudo de ruim que já nos aconteceu! - A voz era confiante. - Um amor como o nosso não pode ser destruído.

-Nosso amor nunca vai ser destruído – prometeu.

Aquiescendo, Nino colou a testa na de Ohno, deixando-se perder no olhar escuro do mais velho.

-Prometo que vou comer o pão – falou, indicando o alimento na mesinha lateral. - Nem que demore horas...

Sorrindo, Ohno voltou a beijá-lo.

XXX*XXX

Para surpresa de Masaki e Sakurai, Ohno Satoshi preferiu pegar um táxi para voltar ao seu apartamento. Dessa forma, os namorados decidiram que iriam passar a noite na residência de Aiba. Porém, tão logo subiram no próprio veículo, o telefone de Sho tocou.

-Um jantar especial? - Sakurai questionou, nervoso. - E para quê?

-Como para quê? - A mãe parecia irritada. - Você conseguiu uma das maiores façanhas de sua carreira, e acha que seu pai e sua mãe não devem comemorar?

-Mãe – Sakurai respirou fundo -, combinei com Aiba de irmos a casa dele... - tentou se justificar.

-Ora essa! Masaki também é da família! Traga-o para jantar conosco.

E todos os planos de Sho sobre passar uma noite agradável, fazendo sexo fenomenal e dormindo nos braços do namorado, foram interrompidos pela ordem materna. Por sorte, Aiba apenas sorriu quando ele falou das mudanças de planos. Seu caráter compreensivo era invejável.

Diferentemente de Masaki, Sho não aceitou nada pacificamente. Mau humorado, entrou na mansão Sakurai soltando uma série de imprecações e palavrões que, por sorte, eram baixos demais para serem ouvidos pela mãe.

Seu temperamento só piorou quando, ao adentrar na sala de jantar, percebeu Sayuri Koshitsu sentado a esquerda de seu pai, no lugar destinado as mulheres da família.

-Meu amor, você demorou – a voz pacifica da mãe chegou aos ouvidos. - Sente-se ao lado de Sayuri, por favor – apontou uma cadeira ao lado da jovem. - E você, querido Masaki, sente-se ao meu lado.

Sentar ao lado daquela jovem era que não faria. Puxando Masaki pela mão, praticamente o empurrou ao lado da mãe, e sentou-se no último banco disponível. Ignorando o olhar fulminante da progenitora, indagou:

-E meus irmãos?

-Ora, são jovens e é verão! - Yamada Sakurai exclamou. - É óbvio que estão com os amigos!

Pasmo, Sho viu Sayuri sorrindo timidamente ao seu pai.

-Os jovens são tao impetuosos... - a voz feminina mal era ouvida.

-É por isso que eu escolho muito bem os amigos e as pessoas que cercam meu amado Sho – Yuuky a olhou, em clara aprovação. - Meus filhos mais novos não tem os dons do meu primogênito, e não sofrem tantas tentações mal vindas.

-Você fala como se Sho fosse mais especial que os irmãos – Yamada observou.

Masaki mantinha a cabeça baixa, e Sho apenas visualizava aquele dialogo irreal. Após ter visto a mãe falando de Audrey, muitas coisas passaram a se tornar claras para ele.

-Uma mãe não faz acepção entre seus filhos – Yuuky cortou o marido.

Naquele momento, uma empregada apareceu com a comida. Tão logo os pratos foram sendo colocados, um a um à sua frente, Sho não se fez de rogado. Serviu-se com mais alimento do que seria capaz de comer.

Aiba o observava com o canto dos olhos. O filho mais velho de uma das famílias mais poderosas do Japão não tinha a menor etiqueta à mesa. Nunca tivera. E, por incrível que pareça, ele gostava de que as pessoas tivessem consciência disso. Todavia, naquela noite, o namorado parecia ainda mais mal educado, como se quisesse expressar para sua família e convidada que era um animal sem controle.

-Por favor, use os talheres – a mãe disse, num tom baixo.

Sayuri o olhava com incredulidade, e Masaki não pode deixar de sorrir. Provavelmente, a princesinha dos Koshitsu devia estar apavorada com a atitude de Sho.

-Não preciso desse monte de talheres – Sakurai negou. - Só os hachis já serviriam.

-Pessoas educadas comem de forma educada – a voz materna continuava neutra.

No meio dos dois, Masaki começou a suar frio.

-Se eu pudesse, teria nascido no interior da China, na região em que as pessoas comem com as mãos.

A resposta felina do filho fez Yuuky repousar os talheres no prato com mais força do que o habitual.

-Eu já disse para se comportar como um Sakurai! - Sua entonação já não era tão branda.

Yamada estendeu a mão, e deu uma leve batida na da esposa, num conforto.

-Meu amor, ele age como um Sakurai. Esqueceu-se de que meu avô era um rústico? Já temos sorte que nosso filho não arrote a mesa como fazia aquele velho.

Enrubescida, Yuuky dessa vez puxou a mão. Estava furiosa, mas parecia que só Masaki percebia aquilo. Sho e o pai começaram a rir, e Sayuri não levantava os olhos nem para observar a disputa familiar.

-Peço desculpas pelos meus homens – a mais velha dirigiu-se a Sayuri. - Não sei porque estão agindo assim...

-Eu sempre ajo assim, minha mãe – Sho a rebateu.

De repente, o olhar de raiva, tornou-se amigável. Surpreso, Sho percebeu a mãe virando-se em sua direção, sorrindo.

-É verdade, você sempre foi assim... - Então, virou-se novamente para Sayuri, chamando a atenção da moça. - É um homem na sua essência. - Quando viu a jovem devolvendo seu sorriso, continuou: - A maioria dos homens de hoje são fracos, manipuláveis e sem personalidade. Sho é meu orgulho porque ele nunca foi dominável. É como um cavalo xucro, rebelde e, ao mesmo tempo, belo em sua liberdade.

Sho riu ao ouvir a descrição.

-Sou como qualquer outro homem, mãe.

-Não, você não é! - negou. - É por isso que eu escolherei sua esposa a dedo. Preciso de uma mulher de estirpe, etiqueta, sangue nobre. Alguém que possa estar no seu nível.

Escondendo um sorriso satisfeito, a jovem Koshitsu baixou a fronte. Yamada manteve quieto, como se não desejasse entrar em conflito com a esposa. Masaki e Sho estavam muito espantados.

-Não vou me casar, mãe – Sho estava convicto. - Nunca!

-O casamento pode ser assustador; mas, todo homem precisa de uma esposa. - A mulher virou-se para Masaki. - Meu querido, você não acha que Sho necessita de filhos? Não pensa que está na hora dele parar de agir como um jovem sem freios e desposar uma bela garota para continuar seu sangue?

Aiba sentiu os olhos se inundarem de lágrimas, mas reprimiu-as como pode. Aquela pergunta representava muito mais do que uma indagação. Era a negação de tudo que vivia com Sho. Não podia chorar na frente de Yuuky. Como poderia explicar seu desespero sem contar toda a verdade?

-Uma mulher e filhos são necessários para causar seriedade a sua imagem – o pai abriu a boca pela primeira vez.

-E quem disse que eu quero ser sério?

A mãe riu.

-Acho muito bonito seu trabalho na TV e nos shows; mas, sejamos francos: quanto tempo você acha que o Arashi ainda vai se manter?

-Vamos ser Arashi para sempre! - Sho quase gritou.

-Você agora é âncora do telejornal mais importante da Ásia! E, se Kami-sama permitir, logo sucederá seu pai no parlamento.

Sho negou.

-Quem disse que eu quero ser politico?

-Não se trata de querer – a mãe explicou. - Você nasceu com isso. Está no seu sangue.

-Meu filho, na sua idade eu também não queria me casar, mas depois vi que era o melhor a se fazer – o pai agora demonstrava todo o seu apoio a Yuuky. - Dividir a vida ao lado de alguém parece assustador, mas você vai se acostumar.

Sho se levantou. O jantar estava acabado.

-Não estou apaixonado por nenhuma mulher! - afirmou.

-O amor surge com o tempo. - Yuuky pareceu encerrar a discussão.

No entanto, o filho não estava nem um pouco inclinado a se deixar levar daquela vez.

-Escute bem, mãe – disse, a voz pausada. - Não vou me casar com nenhuma mulher. Prefiro morrer!

E pegou Masaki pela mão, puxando-o da mesa. Aiba estava tão nervoso, tremia tanto, que simplesmente deixou-se levar. Quando os dois subiram no carro esportivo de Sho, foi que ele desabou pela primeira vez. Todas as lágrimas e a angustia que o dominavam na sala da família, agora eram libertas. Encostando a testa no vidro fumê do automóvel, chorou com fervor.

O silêncio durou cerca de cinco minutos. Sho dirigia a uma velocidade bem acima da recomendada, mas não se importava. Estava com um ódio intenso no coração.

-Eu vou perder você, Sho – A voz baixa fê-lo lembrar-se de Aiba.

O carro freou bruscamente. Eram nove horas da noite, mas estavam em uma área afastada do centro da capital. Um ou outro transeunte passava por eles, mas ninguém poderia enxergá-los pela escuridão dos vidros.

-Não diga asneiras! - Sakurai gritou. - Não ouviu o que eu disse? Não vou me casar!

-Sua mãe nunca fracassou no que quis – o rapaz loiro tapou o rosto com as mãos.

-Mas, vai fracassar agora! Não sou manipulável!

Aiba agora soluçava. Que solução haveria para eles? O pior de tudo naquele jantar foi perceber o desejo de Yuuky pela continuação de sua linhagem. Como ela não tinha muito afeto pelos filhos menores, claramente ansiava por um neto vindo de Sho.

Recordando-se da forma com que a mulher o olhou no momento em que lhe dirigiu uma pergunta, Aiba estremeceu. Yuuky Sakurai confiava nele, e seu ódio seria sem limites quando soubesse o tipo de enlace que mantinha com seu amado filho.

-Você notou que eles acharam que eu fosse aceitar me casar com aquela Sayuri? Vomitaria só de vê-la vestida de noiva – Sho riu.

Foi uma situação estranha. Sakurai estava confiante, como sempre. Sua autonomia, sua capacidade infinita de manter o controle sobre a própria vida, fazia-o não temer nada. Masaki, ao contrário, tremia compulsivamente.

-Minha mãe deve pensar que ela é virgem – Sho gargalhava agora. - Para a senhora Yuuky Sakurai, a pureza de uma futura esposa é algo muito importante – estirou-se para trás, no encosto do banco, ainda rindo. - Imagino para quantos a tal Sayuri já deve ter aberto as pernas. Ou ela acha que aquela cara de sonsa me engana?

Masaki observou bem o rosto anguloso do namorado. Seu Sho. Seu Irredutível, ciumento e cínico Sho. Aquele que tinha um humor que variava tanto quanto a temperatura na primavera japonesa, e ao mesmo tempo era capaz de chorar de alegria por Masaki ter conseguido a guarda de um chipanzé. Viver ao lado dele era realmente uma aventura! Nenhum dia era igual ao outro, e Masaki nunca sabia o que se passava verdadeiramente naquela mente brilhante.

-Eu te amo... - sussurrou.

Só então Sakurai o olhou. Percebeu os olhos mareados e lacrimejantes. Aproximou-se vagarosamente e beijou a boca sedenta de Aiba.

-Nós não temos um futuro, Sho – Masaki fechou os olhos, permitindo que as lágrimas escorressem pela sua face.

As mesmas prontamente foram secas pelos lábios carinhosos do moreno.

-Nós vamos construir um futuro, custe o que custar! - O moreno devolveu.

Aiba se viu, de repente, indo em direção do colo de Sakurai. Sentou-se com as pernas abertas, contra sua masculinidade. Não era uma posição confortável, mas ele entendeu a urgência da situação. As mãos atrapalhadas mal conseguiam abrir o fecho da calça jeans de Sho, e quando, por fim, o membro grande e espaventoso surgiu entre eles, os dois sorriram.

-Aqui? - Sho tinha o olhar divertido. - No carro?

-Por que não?

-Bom, nós não somos Nino e Ohno... - Sho riu. - E não sei se você fosse gostar de fazer acrobacias num espaço tão pequeno.

-Eu quero – a voz sussurrada era afrodisíaca. - Você quer. – Deslizou os dedos por toda a extensão e percebeu o órgão contorcer-se sobre sua mão.

Diante disso, Sho apenas balançou a cabeça, trazendo o pescoço de Masaki para seus lábios. Lambeu toda a área visível de pele, e afundou o nariz nos cabelos sedosos e cheirosos. Sentia todo o corpo magro mover-se numa dança sensual contra si, e começou a procurar os botões que abririam a calça e dariam a ele a visão daquilo que procurava.

-Se ergue um pouco – pediu.

Masaki atendeu imediatamente. Com os joelhos contra o banco, ele ficou um pouco mais elevado. Sho trabalhou com rapidez contra sua vestimenta.

-Por que você não usa calças normais? - Questionou, ao ver no numero de botoes.

-Não tenho o costume de fazer sexo no carro – Aiba riu.

Quando a calça desceu até os joelhos, Sho apertou e massageou o membro de Aiba. Um gemido satisfeito chegou aos seus ouvidos, e o mesmo sorriu, realizado.

-Senta com cuidado... - disse ao loiro.

Vagarosamente, Masaki começou a ir para baixo. Ao sentir aquela carne dura contra seu traseiro, mordeu os lábios, impedindo-se de gritar. As mãos firmes de Sho estavam em sua cintura, guiando-o para o lugar certo.

-Sim... aí... - Aiba ouviu.

Os dois não costumavam falar muito durante o sexo. Gemiam bastante, já aconteceram até gritos, mas palavras foram de exclusividades de momentos raros, como um ou outro aniversário, ou após alguma briga. Sempre acharam que conversar durante o sexo daria a impressão de estarem num filme pornô e, como costumavam se comunicar muito bem apenas com o olhar, dispensavam certas manifestações.

Assim sendo, não pode impedir o riso quando ouviu a voz rouca de Sho.

-Aqui? - Deixou sua entrada encostar na cabeça inchada do membro do namorado.

-Sim...

Sentiu as mãos de Sho o forçando para baixo, e então ergueu-se.

-Tem certeza? - foi cruel.

Por alguns segundos, Sho ficou confuso. Excitado, não tinha muita aptidão para pensar. Mas, quando entendeu a brincadeira, não pode deixar de jogar o jogo.

-Seu safado – ergueu o quadril até Aiba.

Aquilo continuou por alguns momentos. Numa hora, um parecia se entregar, mas então logo recuava, causando um fogo crescente nos dois.

Quando Sho achou que fosse gozar apenas pelo amasso que estavam dando, percebeu Masaki sentando-se cuidadosamente sobre seu membro. O lugar era apertado, e ele não podia mexer-se como queria, mas notou que Masaki podia cavalgar sobre si sem grandes impedimentos. Então deixou-se ficar, sendo usado pelo namorado da forma como o mesmo achasse mais conveniente.

Quando a dança tornou-se mais febril, e os corpos perderam o controle sob si mesmos, Sho conseguiu encontrar uma forma de enfiar-se com mais força. Impelindo Masaki para trás, empurrava com energia seu órgão para dentro do namorado.

Foi quando aconteceu...

Com o balanço dos corpos, as costas de Aiba começaram a bater no volante, exatamente no lugar onde estava a buzina.

Eles não haviam percebido, mas foram parar o carro numa área residencial. Assim que a buzina começou a tocar insistentemente, a luz de uma casa frontal ao carro se ascendeu.

-Sho, para! - Aiba pediu, em pânico.

-Tô quase lá! - Gaguejou. - Me ajuda...

Como pode, Masaki ajudou Sho a aumentar a entocada. Mordeu-lhe o queixo, e beijou-lhe com força para impedir o namorado de gritar quando o mesmo despejou todo o seu desejo dentro de si.

Tão logo Masaki sentiu o líquido quente, saltou para o banco de passageiros, subindo as calças.

-Foi uma péssima ideia – disse. - Agora estou todo sujo, e vamos ter que nos explicar para essas pessoas.

Todavia, ao virar o rosto para Sho, percebeu que o namorado não tinha a mesma opinião.

-Foi muito gostoso. Você é uma delícia...

Dando um leve tapa em seus cabelos, Masaki percebeu um morador e, aparentemente, sua filha descendo pelas escadas que levavam ao carro. Olhou para Sho, e vendo-lhe recomposto, abriu os vidros.

-Meu Deus! - ouviu a exclamação feminina. - É Sho-kun e Aiba-kun do Arashi – ela gritou.

O pai, entretanto, não parecia tao animado.

-O que querem?

-Gomenasai – Masaki usou todo seu charme. - Acreditamos que estávamos em frente a casa de nossa agente, e tocamos a buzina para chamá-la. Assim que o senhor desceu, percebemos o engano.

O homem não parecia muito convicto, mas sequer pode esboçar uma reação, pois a filha já o empurrava para o lado.

-Vocês estavam namorando? - a garota começou a dar saltinhos em frente a janela do carro. - Suas bocas estão vermelhas e os dois estão enrubescidos! - Sua observação foi certeira. - Oh, céus! Vocês são namorados de verdade!

Sho gargalhou, e Masaki não pode deixar de sorrir. Ele adoraria poder confirmar aquilo, mas não podia.

-Vou fazer fanfic disso! - ela berrou.

-Perdoem minha filha – o cidadão agora parecia constrangido. - Ela tem ideias loucas. Acha que vocês dois, e aqueles outros dois membros da banda são namorados. Sei que é revoltante, mas não faz por mal.

Masaki fingiu entender a atitude do pai. Engraçado que uma garota de aparentemente quatorze anos conseguia enxergar o que adultos, e até mesmo a família deles, não via.

-Muito obrigado por seu sentimento – Aiba pegou uma pulseira que tinha consigo e estendeu a ela. - Agradeço muito, e fique sempre nos apoiando, por favor.

Quando ela pegou o objeto, ele enfim fechou a janela. Quando o carro já estava a uma certa distância, Aiba entendeu que nem todas as fãs o abandonariam quando soubessem a verdade.

Continua...
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MensagemAssunto: Re: [COMPLETA] Redenção   Ter Dez 07, 2010 4:46 pm

eu ri
MUITO²³²³²¹²¹³²
xDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDD~

enfim, eu to amando, e to lendo sempre, apesar não comentar... *bom dessa parte vc já sabe ne*
mas eu realmente tive que parar e comentar que EU QUERO MATAR A MÃE DO SHO DA MANEIRA MAIS CRUEL E DEMONÍACA POSSÍVEL ÒÓ

*eu precisava dizer isso >.<*

mas é o seguinte, eu AINDA não vou poder comentar como eu gostaria, pq a burra aqui pegou Exame na faculdade
*chora desesperadamente*
BUT minha prova é quinta (e eu tenho que passar) e depois disso vou comentar cada capítulo que eu deixei de comentar (como eu ainda não sei, mas é bem provável que eu faça isso por PM .-.) aí é só felicidade 8DDDDDDDDDDDDDDDDD~

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MensagemAssunto: Re: [COMPLETA] Redenção   Ter Dez 07, 2010 4:50 pm

Naty... nao se preocupeeee amorrreeeee
eu sei bem como é a vida corrida.
Cena do carro pensei em vc e na Yah, tuas sakuraiba lovers^^ achei mega fofa^^ hehehee

Brigada pelo apoio e carinho
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MensagemAssunto: Re: [COMPLETA] Redenção   Qua Dez 08, 2010 12:19 am

aaaaaaaaa como aasim um dos personagens vai morrer????
e o Chinen q vai matar???
Josy como vc me solta um spoiler desses?!?!?!?
*Nara Shocked*
oooow agora to mto curiosa p/ saber qm é
qto ao capitulo 12...
nhaaa tao lkindo os 5 juntos reunidos *-----*
teve ate beijo Sakumoto *----*
tava achando q esse cap ia ser tranquilo, ate eles irem na casa Sakurai
mas essa mae dele viu
aii q raiva q dá
grrrr
aaaa e a fã q pegou os 2 juntos? hahahaha
adorei isso
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