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 [COMPLETA] Redenção

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Nara
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MensagemAssunto: Re: [COMPLETA] Redenção   Sex Jan 28, 2011 4:59 am

haa bem feito pra essa Sayuri!!!
merecia apanhar mais
ai credo, falando assim vao pensar q eu sou a favor da violencia
e nao é nada disso, mas ela me da tanto odio q da vontade mesmo de esgana-la
ooooooow essa cena dos 5 no hospital e os beijos no Jun foi tao lindo *-----*
fofo e divertido ao mesmo tempo
Sho a qualquer vai entrar em colapso nervoso se continuar assim
mas tbm né
dificil se controlar
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Josiane Veiga
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MensagemAssunto: Re: [COMPLETA] Redenção   Sex Jan 28, 2011 1:54 pm

Naraaaa
Pois é amor.. tive mó receio das pessoas achassem que eu era a favor da violencia contra a mulher... mas,... nossa... sou a favor qdo se trata da Sayuri. Ela foi muito covarde com a Audrey e ela nao tem o menor sentimento. O que a Audrey passou é mto grave para ser ridicularizado...

Enfim, foi um cap recompensador, pois todos os leitores entenderam^^ hehehe
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renata chan
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MensagemAssunto: Re: [COMPLETA] Redenção   Dom Jan 30, 2011 3:01 am

isso Sho quebra a cara daquela cadela nojenta!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
ai a Audrey ta se rendendo ao amor de verdade!!!! que fofo!!!!!!!!!
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Josiane Veiga
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MensagemAssunto: Re: [COMPLETA] Redenção   Dom Jan 30, 2011 3:38 am


e com certeza o amor mais fofo que existe, que é a amizade^^ brigadaaaa
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Josiane Veiga
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MensagemAssunto: Re: [COMPLETA] Redenção   Seg Fev 07, 2011 4:11 pm

Redenção

Capítulo 18

Por Josiane Veiga

Apesar de a rotina hospitalar ser desagradável, o tempo passou depressa diante de tantos tratamentos simultâneos que Kazunari estava submetido. Nas manhãs, diariamente, ele via o nutricionista. À tarde, as visitas variavam entre o psicólogo e o psiquiatra. E isso tudo em conjunto com o clínico geral, que sempre estava fazendo anotações a seu respeito. Ao final do dia, quando o sol se punha, os fortes medicamentos o colocavam para dormir, e Nino só acordava no dia seguinte, para mais um dia de uma rotina intensa.

Assim sendo, o rapaz viu seus dias no hospital se tornarem semanas e, enfim, meses. Dois meses, para ser mais exato. Os quilos foram sendo recuperados aos poucos enquanto, sentia ele, parte da vida continuava a prosseguir sem sua presença.

Sentia falta do trabalho, mais do que acreditava possível. Repentinamente, tinha crises de choro, com ciúmes de Yuuri Chinen que havia pegado seu papel e que, segundo as críticas, estava substituindo-o muitíssimo bem. Também sentia falta da própria cama, do apartamento, de Junior. O cão, aliás, estava na primeira posição da lista. Todos os dias, Ohno levava fotos na câmera digital do cachorro para que Nino pudesse ver, e saber que tudo estava bem com o animal.

Um dia, mais ou menos um mês após a internação, Masaki e Audrey apareceram no quarto de manhã, enquanto Kazunari tomava o café. Só de olhar para o amigo, o moreno sabia que Aiba estava zangado.

"O que foi?", indagou.

"Ele está irritado porque eu deixei Junior escapar durante uma visita no sítio" – Audrey começou.

"...E o SEU cachorro" – Aiba a interrompeu, frisando o "seu" – " pulou a cerca que protegia uma das minhas cadelas no cio, e coabitou com ela!"

Kazunari gargalhava só de lembrar o tom de voz com que Masaki disse a palavra "coabitou". Audrey depois explicou que a cachorra havia sido encontrava por Masaki abandonada próximo ao estúdio, e que o mesmo não tivera tempo de levá-la ao veterinário para castrá-la. Assim sendo, quando a mesma entrou no cio, o loiro a colocou dentro de um cercado, para ficar protegida dos outros cães.

...E assim havia sido, até Junior aparecer.

-Você sabe se a cachorra do Aiba pegou cria? – Nino indagou ao namorado que, sentado aos pés da cama, massageava seu tornozelo.

-Ele não me comentou nada – Ohno riu. – No entanto, ficou tão zangado com Junior que não duvido.

Nino riu. O som cristalino que Ohno tanto amava preencheu o ambiente.

-Seremos avós, Oh-chan!

-Não sabemos, Nino-chan – Ohno tentou não dar-lhe esperanças vãs. – Mas, tomara que sim! Todavia, se ficarmos com algum filho de Junior, teremos que nos mudar do nosso apartamento – comentou.

Uma casa maior? Nino olhou para o teto pensativo. Não era exatamente o seu sonho? Um grande quintal, e talvez até uma criança adotada. Filhos... cachorro... jardim... Ohno. O que mais ele podia querer para ser feliz?

-Bom dia, senhor Kazunari? – o médico entrou no quarto, e Ohno largou seu tornozelo, discretamente.

Bom, talvez o que quisesse fosse poder ser o marido de Satoshi publicamente. Doía-lhe profundamente que tivessem que agir como simples amigos na presença de outras pessoas.

-Bom dia – respondeu.

-Tenho boas notícias – o homem sorriu. – Saiu seus exames, e suas reservas de gordura foram restabelecidas. Assim sendo, juntamente com os outros médicos, decidimos pela alta.

Naquele momento, o constrangimento pelo relacionamento secreto foi esquecido. Tudo que Kazunari pensava era "vou para casa" e "vou fazer sexo". Seus olhos voltaram-se para Ohno e viu no olhar escuro do amado o mesmo sentimento.

-Precisa continuar o tratamento em casa, no entanto – o médico continuou, indiferente ao seu olhar vago. – Precisa ingerir alimentos integrais, cálcio, carnes magras e peixes...

Nino movia a cabeça, como se estivesse ouvindo tudo.

-O peixe é algo insubstituível, pois você necessita de ômega 3. – Só então o doutor percebeu o olhar distante de Kazunari. – Ei, está me ouvindo?

Ohno intrometeu-se.

-Eu estou, doutor. Não me esquecerei do peixe – disse, rápido. – Nem do ômega 3 – completou.

-Também não se esqueça das bebidas a base de sódio...

Não esperaram nenhum dos amigos chegarem para levá-los embora. Ohno chamou um táxi, e diante de câmeras e flashes que não haviam deixado o hospital nenhum dia, os dois entraram no veículo rapidamente, negando-se a falar com a imprensa.

-Karin-san vai ficar zangada por não termos pedido um carro da agência – Ohno comentou.

-Não é Karin-san que está sem transar a quase quatro meses! – Nino balbuciou no ouvido de Ohno. – Eu tenho pressa.

O taxista não olhou para eles nenhuma vez e os dois puderam segurar as mãos sem sentirem-se incomodados.

Ohno estava ansioso, e a muito custo tentava não transparecer isso. "O que pareciam?" pensou. Sentia-se um adolescente, preparando-se para viajar sozinho com o namorado, ou um jovem a descobrir o prazer do próprio corpo pela primeira vez.

A verdade é que não era somente Kazunari que estava em abstinência sexual há tanto tempo. Ohno havia sido fiel ao namorado durante todos aqueles dias, tanto os do hospital quanto aos da briga. Mesmo a mínima experiência que viveu com Chinen não chegou a ser realmente um ato sexual, e a deleitosa brincadeira experimentada com Nino no quarto hospitalar também não havia saciado nem um pouco de sua sede por prazer. Ao contrário, apenas a aumentou.

Baixou o olhar e o manteve firme no ventre de Kazunari. Apesar de ainda bastante magro, Nino havia adquirido – visivelmente – mais carne durante o tratamento. Estava um pouco mais gordinho, fofo. Só de pensar em morder aquela pele desnuda e deliciosa, já sentia o baixo ventre formigar.

Quando o carro parou, quase se esqueceu de pagar a conta. Diante de um Kazunari que não escondia o riso, abriu a carteira, e sequer esperou pelo troco. Puxando Nino pelo braço, o arrastou até o elevador. Quando a porta fechou-se jogou Nino contra a parede e grudou o corpo no traseiro de Kazunari.

-Oh-chan – Nino ralhou. – Tem câmeras de vigilância aqui!

Só então se lembrou do fato. Afastou-se, mas o mal já estava feito. Como esconder as partes baixas se passasse por alguém no corredor?

Por sorte, o corredor estava vazio. Correu até a porta, mas Nino o provocou caminhando vagarosamente até a entrada do apartamento deles. Como era o moreno que estava com a chave, tudo que Ohno podia fazer era aguardar.

Pareceu uma eternidade até a porta se abrir. Nino entrou primeiro, e logo o cachorro estava saltando na sua frente.

-Junior – abraçou o dorso do animal, apertando-o –, eu senti tanta a sua falta...

Ainda beijava os pelos curtos e marrons do cão quando sentiu seu corpo ser erguido do chão.

-Eu sou a prioridade agora – Ohno disse, sério. – Me ame – ordenou.

Nino desejou rir daquela súplica, mas não conseguiu.

-Sempre, Oh-chan... sempre – afirmou Kazunari, enquanto era levado ao quarto.

(-)(-)(-)(-)(-)(-)

Apesar da pressa anterior, assim que Nino deitou nu sobre a cama, Ohno aparentou calma. Era como se o simples fato de ter Kazunari ali já o tranquilizasse o suficiente para perder a urgência.

E foi nessa aparente calma que ele começou a tirar a roupa. De pé, ao lado da cama, Ohno deixou cair primeiramente o casaco, e após a camisa. Quando ficou desnudo da cintura pra cima, sentiu que Nino suspirou levemente, encantado com seu abdômen.

-Você não tem ideia do quanto é lindo, Oh-chan... – a voz apaixonada ecoou.

Ohno aproximou-se da cama, mas não deitou-se nela. Permaneceu em pé, com os olhos fixos na figura frágil do namorado.

-Você acha? – provocou.

Nino estremeceu. Ele sabia que o tom de Satoshi mudava quando os dois estavam sozinhos. As musicas românticas que Ohno cantava era apenas uma amostra do quanto seu timbre era delicioso em momentos como aquele.

-Adoro...

Nino colocou-se de joelhos e deslizou os dedos pálidos pela barriga musculosa. Levemente, os músculos se contraíram, e Ohno gemeu.

-Sabia que o que mais me doía na época que estávamos brigados era o fato de que eu não podia tocar você assim?

A confissão foi seguida de um beijo naquela área. A língua ávida explorou cada pedaço de pele, deslizando do umbigo até o cós da calça. Assim que alcançou aquela barreira, os dedos começaram a abrir o cinto.

-Você é muito apressado... – ouviu Ohno dizer.

-Como se eu pudesse esperar... – brincou. – É muito tempo sem você... meu corpo não aguenta mais nenhum minuto.

O cinto fez companhia à camisa e ao casaco tão logo a frase terminou. O olhar de ambos se encontrou, carregado de paixão, mistérios e desejos secretos.

-Eu quero ir devagar – Ohno anunciou. - Você acabou de sair do hospital...

Contrariando suas palavras, Kazunari abriu o botão da calça jeans. O zíper desceu logo em seguida, e ele abaixou a calça o suficiente para que o membro estufado surgisse entre eles.

-Se eu ganhei alta, é porque estou bem, Oh-chan – Nino afirmou. - O médico não teria me liberado se estivesse à beira da morte...

Satoshi sabia que aquela afirmativa era correta. Não resistindo mais, ele empurrou Kazunari para trás, fazendo com que Nino deitasse no leito. Capturou os lábios finos e macios entre os seus, permitindo que os dentes mordessem levemente a boca para, após, deixar a língua explorar cada recanto dos lábios de Kazunari.

O gemido baixo e audível de Nino o enlouqueceu. A voz calma, pacífica e doce do amante sempre teve um poder absoluto sob ele, e dessa vez não seria diferente.

A boca afoita de Ohno percorreu o caminho até o pescoço delicado. Lambeu aquela extensão pálida e subiu novamente, desejosa das orelhas perfeitas. Cada ponto fraco de Nino foi tocado, beijado, mordido. Os gemidos agora não eram tão baixos, tão contidos. A voz aumentou de tom juntamente com a porção baixa de Nino que se erguia ereta, firme.

-Eu te amo tanto... - Ohno confessou.

A mesma boca que gemia, agora lhe oferecia um sorriso espontâneo, carregado de sentimentos.

-Eu o amo mais, Oh-chan...

Os dedos de Ohno deslizaram pelo ventre, acariciando a barriga de Nino.

-Você não está se sentindo mal mesmo? - perguntou.

-Não, Oh-chan...

-Posso ser mais... severo?

Nino sorriu. Satoshi era assim na cama, incapaz de fazer algo que, na sua mente, podia humilhar ou magoar o companheiro.

-Deve!

A aceitação de Kazunari pareceu quebrar um laço que continha Ohno. Rapidamente, o mais jovem se viu sendo virado de bruços, e prensado na cama. Quase riu diante dos beijos que recebeu na espinha, pois a barba por fazer de Ohno dava-lhe cócegas. Mas, quando as mãos atrevidas de Satoshi apertaram seu bumbum, pressionando suas nádegas e abrindo-as prontamente, expondo-o, ficou nervoso.

-Oh-chan, o que você está fazendo?

Não era assim que eles costumavam fazer sexo. Havia sempre muita preliminar, e Ohno nunca havia sido tão obtuso em chegarem ao momento da penetração. Mesmo durante a briga, acontecia uma mínima preparação, que envolvia um pouco de sexo oral e palavras excitantes.

-São quatro meses... - Ohno murmurou, já se posicionando.

-Para mim também! - Nino ralhou.

Diante da voz claramente zangada de Nino, Ohno desculpou-se.

-Prometo te recompensar um milhão de vezes...

Bom, Ohno havia pedido permissão, e Nino a concedeu. Não existia realmente muito do que reclamar, mas a verdade é que Kazunari estava decepcionado, pois gostaria de aproveitar mais aquele momento, já que estavam longe um do outro sexualmente a um bom tempo.

Apertou os lençóis com as duas mãos, enquanto sentia o membro duro entrando em si. Apesar daquela espécie de desagrado em seu coração, a sensação de sentir aquele calor agradável e delicioso foi inexplicável. Sentia muita saudade de Satoshi, da forma como ele gemia seu nome e de como soltava pequenos palavrões contra sua orelha.

-Céus – Ohno gemeu. - Como você está apertado...

Nino sorriu. A verdade era que até ioga aprendera a fazer para melhorar o desempenho sexual e manter Ohno sempre interessado.

Colocando uma das mãos na nuca de Ohno, Nino virou-se levemente, a fim de beijá-lo.

-Você continuaria me amando mesmo se nunca mais fizéssemos sexo? - indagou, assim que os lábios se descolaram.

O olhar de Ohno escureceu.

-Continuaria ao seu lado mesmo que você ficasse para sempre naquele hospital... - afirmou. - Mesmo se nunca mais pudesse te tocar ou te beijar... eu continuaria amando você...

Enfiando-se mais forte para dentro de Nino, Ohno começou a avançar e recuar com força. Nino deitou a cabeça na cama, gemendo. Satoshi, acompanhando-o, deitou sua face na nuca de Kazunari.

-Se um dia eu perder você, Kazu – a voz de Ohno parecia longe, tão baixa que era -, permanecerei fiel a você. - Os lábios deram pequenos beijos na nuca do moreno. - Mesmo que você arrume outra pessoa, eu nunca vou deixar ninguém ocupar seu lugar no meu coração, nem na minha cama.

Aquilo era muito romântico. Excessivamente romântico, mesmo para Satoshi. Nino quis olhar para trás, afim de questionar Ohno, mas as entocavas aumentaram o ritmo e Kazu se incapaz de sair daquela posição, tamanha a fúria com que o corpo de Ohno parecia ter contra o seu.

-Oh-chan – tentou chamar o companheiro a razão.

A velocidade com que o avantajado membro de Ohno entrava dentro dele estava provocando dor, e Nino não gostou nada daquilo. Era bem verdade que gostava de ver Ohno perdendo a cabeça por causa dele, mas isso era agradável quando Nino também recebia prazer, o que não estava acontecendo.

Estava resoluto em empurrar Ohno e lhe dar um belo chute nas partes baixas quando sentiu que Ohno derramou-se completamente dentro de si. Tão logo gozou, Satoshi caiu de lado e Nino virou-se de frente, encarando-o frustrado.

-O que foi isso? - Nino quase gritou.

O olhar de Ohno estava um misto de satisfação e confusão.

-Que foi, amor?

-Amor? - Kazunari saiu da cama. - Ficamos quatro meses sem transar, e quando temos a chance de voltarmos a nossa rotina, você faz isso!

-O que eu fiz?

Nino não respondeu. Virando-se de costas, buscou um robe no armário e saiu do quarto, em direção a cozinha. Desapontado, acariciou a cabeça de Junior que estava dormindo numa almofada à porta da cozinha, e foi direto a geladeira. Logo seria meio dia, e ele estava convicto em manter a dieta oferecida pelo nutricionista. Buscando a couve-flor e as cenouras, começou a preparar uma salada quando sentiu que Satoshi o havia seguido.

-O que eu fiz? - Repetiu a pergunta anterior.

Começando a cortar as cenouras, Nino fuzilou Ohno com o olhar. O mais velho estava parado próximo dele, completamente nu.

-Pense no que acabou de acontecer no quarto e me diga: o que você fez?

Ohno pareceu pensar. Nino quase se desmanchou perante aquele olhar de um Satoshi pensativo. Pelos céus, como ele conseguia ser tão adorável quando estava contemplativo?

-Pus muita força?

Nino balançou a cabeça, concordando.

-Também.

-Também? O que mais fiz?

Kazunari respirou fundo.

-Mal começamos as preliminares e você já me penetrou – Nino contou. - Depois, quando começou a doer, tentei pedir para você parar, mas você se fez de surdo!

Será que estava fazendo tempestade por pouca coisa? Ninomiya, entretanto, estava certo do que fazia. Juntamente com a saúde, sua necessidade de receber mais daquela relação do que estava, ultimamente, recebendo, se fazia presente.

-Gomen...- Ohno desculpou-se. - Não havia percebido...

Nino sentiu o coração bater mais forte no peito perante aquela postura arrependida do amante. Para não desmoronar, virou-se em direção a pia para lavar a couve-flor.

De repente, as mãos artísticas e belas de Satoshi percorreram sua cintura, trazendo-o para um abraço.

-Acho que desaprendi a te amar, Nino-chan... - Ohno sussurrou.

"Ou eu desaprendi a receber seu amor...", pensou Nino.

-Por que me disse aquelas coisas na cama? - indagou, mudando de assunto.

-Que coisas?

-Aquelas sobre não deixar ninguém tirar meu lugar no seu coração, e na sua cama.

Sentiu que, levemente, Satoshi se reteve.

-Só disse a verdade – o mais velho respondeu, por fim.

-Ninguém fala essas coisas se não estiver aprontando – Nino afirmou, e então se virou de frente a Ohno. - Você fez alguma coisa enquanto estávamos brigados? Ou enquanto eu estava no hospital?

Ohno soltou sua cintura, dando um passo para trás.

-Percebeu que acabamos de chegar em casa depois de ficarmos um bom tempo no hospital? Que estamos tentando nos recuperar de uma crise? Que estamos tentando restaurar nossa relação?

-Você não respondeu minha pergunta – Nino rebateu.

-Se eu tiver que responder a isso, vou embora Nino, independente da resposta.

Ele estava falando sério, Nino sabia.

Baixando os olhos, o moreno desistiu do embate. Dando um passo a frente, grudou o corpo em Ohno.

-Estou frustrado porque você foi muito rápido – confessou.

Um sorriso maroto sorriu nos lábios de Ohno. Sentiu o Riida o abraçando, empurrando-o delicadamente para trás, encostando-o na pia.

-Vou mais devagar agora... - disse.

-Mas, acabamos de fazer... - Nino sussurrou. - Normalmente você demora quase meia hora pra se restabelecer – lembrou.

-Normalmente não fico quase quatro meses sem tocar em você.

Subitamente, a boca maravilhosa de Ohno tomou seus lábios, e Nino sentiu o mesmo calor que o possuiu quando entrou no apartamento voltando. Arqueando o corpo para frente, deixou que toda a sua extensão ficasse colada em Ohno, e o apertou nos braços.

-Eu te amo, Oh-chan – disse, a voz apaixonada.

Sentiu que Ohno começou a deslizar os lábios ávidos da sua boca, para seu peito, e após, baixar até a altura do seu quadril. O robe foi parar próximo ao armário, e o raciocínio lógico de Ninomiya se perdeu em algum lugar longe da cozinha quando sentiu a boca do mais velho o envolver com paixão.

-Oh-chan – gritou, quando sentiu-se sendo sugado. - Vamos para o quarto – implorou. - O Junior pode ver...

Um riso franco escapou dos lábios exploradores de Satoshi. O líder sabia que Kazunari morria de vergonha do cachorro, e nunca fazia nada mais intenso que um beijo na frente do animal. Mesmo morando sozinhos, quando faziam sexo, sempre fechavam a porta do quarto.

-Ele está dormindo – Ohno afirmou.

Iria replicar aquela afirmação, quando percebeu que Ohno erguia sua coxa, colocando-a sobre os ombros. A boca continuou a sucção, mas as mãos de Satoshi agora também participavam do processo, já que Nino sentiu seus testículos sendo massageados.

-Oh-chan, o que você está fazendo? - A voz esganiçada escapou dos lábios.

-Você não queria sentir prazer? - Ohno rebateu, malicioso.

Nino tentou se segurar em algo quando um espasmo de prazer o atingiu. No entanto, não havia nada próximo, e tudo que ele conseguiu foi derrubar um pote de compota no chão.

-Oh-chan – quase implorou -, mas, não assim – pediu.

A principal regra entre eles era que o orgasmo tinha que ocorrer com penetração. Nino fazia questão daquilo, e Ohno concordava com ele. Assim sendo, ao sentir um pouco de líquido na boca, Ohno ergueu-se e pressionou o corpo excitado novamente contra Kazu.

-Abra as pernas – pediu.

Como um zumbi, Nino obedeceu.

-Erga um pouco o quadril assim – instruiu. - Agora, envolva a minha cintura com as pernas...

Na pia, aquilo não deu certo. Então, conseguiram desviar um pouco o caminho, e chegar até a parede mais próxima. Apoiado contra o concreto, Kazunari enfim pode fazer o que Satoshi pedia. Sem separarem as bocas nenhuma vez de um beijo necessitado, Nino conseguiu ficar exposto a Ohno do jeito que este queria.

-Posso? - pediu o mais velho, querendo ter certeza que, dessa vez, Nino realmente estava pronto.

-Por favor, Oh-chan...

A voz desesperada trouxe alento a Satoshi. Era exatamente isso que queria.

-Você é tão delicioso – afirmou, entrando dentro de Nino. - Você é maravilhoso, meu Kazu... meu amor...

Ao entrar completamente dentro do companheiro, continuou a lhe beijar a boca, mal dando espaço a Nino para respirar. Só começou a dança erótica do vai-e-vem quando sentiu que o próprio Nino mexia os quadris contra si.

-Oh-chan – Nino gritou. - Oh-chan... - repetiu.

Ohno sabia que Kazunari estava se desesperando perante seu ritmo lento. Entretanto, dessa vez, necessitava ter certeza que tudo daria certo. Tudo, exatamente tudo, tinha que ser na cadência de Kazunari.

Um espasmo forte tomou Nino tão de repente quanto seu próprio membro começou a pulsar por contra própria. Mal conseguia segurar o próprio prazer quando sentiu uma das mãos de Ohno o tomando, apertando-o, fazendo-o dançar conforme a música inexistente que os dois corpos obedeciam.

-Oh-chan, você quer me matar? - questionou.

A resposta foi uma risada franca. Levando as duas mãos ao bumbum de Ohno, Nino começou a apertar, fazendo com que o amante aumentasse aquela lenta penetração.

Nino sorriu quando alcançou o ápice daquele deleite amoroso. O corpo todo, em espasmos irregulares, parecia queimar. Ele estava tão quente, tão vivo, tão feliz. Cobrindo toda a face de Satoshi com beijos, sentiu que o namorado também alcançava um orgasmo digno daquela relação.

-Eu te amo – balbuciou, perdendo a conta de quantas vezes já havia dito aquilo. - Te amo muito...

O nariz reto de Ohno tocou no seu, arrebitado.

-Vamos tentar não brigar mais? - Ohno pediu.

-Você vai me dar orgasmos assim todos os dias? - Kazunari o provocou.

Satoshi riu.

-Vou tentar...

Nino lambeu seus lábios. Os corpos ainda grudados, suados, sujos pelo prazer de ambos.

-Vou me esforçar para ser o companheiro que você merece – Nino disse, sério.

-Você já é, Nino-chan... você já é...

(-)(-)(-)(-)(-)(-)

Masaki Aiba desligou o telefone, e encarou os amigos. Na espaçosa sala de estar da sua nova casa, os rostos voltaram-se para ele, curiosos.

-O que foi? – Jun indagou.

O caçula da banda estava deitado no sofá, os olhos fixos na televisão.

-Nino ganhou alta – Masaki contou. – Não é maravilhoso? – Sorriu. – O médico acabou de me dizer que os exames dele apontaram que está recuperado, ao menos fisicamente, do seu problema.

-Ao menos fisicamente? – as sobrancelhas negras de Audrey Morgan ergueram-se, interrogativas.

-Sim – Aiba confirmou. – Psicologicamente, só o tempo dirá. Mas, o tempo no hospital irritou tanto Nino-chan que tenho certeza que ele vai se esforçar para não precisar voltar para lá.

Todos concordaram, mas somente Sakurai moveu a cabeça, afirmativamente.

-Ele precisa que algum de nós vá buscá-lo no hospital? – Sho indagou, mudando de assunto. – Ou a agência vai mandar um carro?

Masaki riu.

-São pelo menos dois meses sem sexo, Sakurai-kun! Você acha mesmo que os dois não saíram correndo do hospital assim que tiveram a chance?

Audrey baixou a face, diante daquelas palavras. Aiba não percebeu sua reação, e Sho sequer a encarou. No entanto, Jun notou aquilo, já que vivia a mesma coisa.

-Devemos ir vê-los? – Sho insistiu. – Quem sabe levar algumas verduras e legumes orgânicos?

-Você está querendo levar uma surra, né Sho-chan? – Masaki ridicularizou. – Escutem bem todos: ninguém deve ir vê-los por pelo menos dois dias, entenderam?

Assim que disse isso, Masaki voltou à cozinha. Jun, que estava com o controle remoto, aumentou o som da TV, impedindo que qualquer conversa decorresse naquela sala. Não aguentaria ter que escutar sobre a rotina sexual de Ohno e Nino, e também não achava graça das brincadeiras sobre a intensidade da paixão daqueles dois. No fundo, tinha ciúme. Louco ciúme. Mas, ao mesmo tempo, ficava aliviado, pois Ohno estava com quem amava.

-Jun-kun! – a voz de Masaki fê-lo desviar a atenção do televisor. – Busque Shipou-san para mim, por favor? Ele está no pomar!

Era hora de o chimpanzé tomar banho. Jun conhecia a rotina familiar de Masaki e sempre auxiliava quando podia. Sem esperar segunda ordem, saiu porta afora.

O pomar ficava cerca de cinco minutos da casa principal; portanto, Jun demoraria pelo menos dez minutos para voltar. Mesmo assim, o silêncio continuou a reinar dentro da sala. Aiba voltou para a cozinha e Sho e Audrey continuaram a assistir ao programa de variedades na televisão.

Todavia, o som de um automóvel fez com que Masaki retornasse mais uma vez para a sala. Sho e Audrey se ergueram do sofá, e a mulher foi em direção a janela, para ver quem chegava.

-Você precisa colocar segurança neste sítio – Sho disse a Aiba. – Qualquer um está entrando!

-Os portões eletrônicos e as câmeras de vigilância serão instalados semana que vem – o loiro avisou.

Quando Audrey voltou os olhos para eles, os homens notaram que ela estava nervosa.

-O que foi? – Masaki indagou.

-É Sayuri – respondeu, a voz transbordando alguma emoção que, a custo, reconheceram como pavor.

Continua...

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MensagemAssunto: Re: [COMPLETA] Redenção   Seg Fev 07, 2011 9:13 pm

nhaaa Junior vai ter filhotes? *-*
tomara q sim
ahahaha a reaçao do Aiba foi a melhor
kyaaa finalmente Nino saiu do hospital
Citação :
-Aquelas sobre não deixar ninguém tirar meu lugar no seu coração, e na sua cama.
iiiih olha a culpa ai Ohno
naaaooo Sayuri chegou no sitio de Aiba?!?!?
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MensagemAssunto: Re: [COMPLETA] Redenção   Seg Fev 07, 2011 9:19 pm

Nino é mto sensivel.. e ele sabe que Satoshi nao ia falar nada do tipo assim.. so por romantismo.. nao deu outra ne? Até pq Ohno deve^^

Eu falei lá no OL.. prox. cap, retorno teorico de Chinen^^
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MensagemAssunto: Re: [COMPLETA] Redenção   Qua Fev 09, 2011 7:33 pm

Citação :
"Ele está irritado porque eu deixei Junior escapar durante uma visita no sítio" – Audrey começou.

"...E o SEU cachorro" – Aiba a interrompeu, frisando o "seu" – " pulou a cerca que protegia uma das minhas cadelas no cio, e coabitou com ela!"
Ri absurdos aqui!!
Incrível como o Aiba é inocente!! (bom, só de vez em quando ne 8D)

Citação :
-Amor? - Kazunari saiu da cama. - Ficamos quatro meses sem transar, e quando temos a chance de voltarmos a nossa rotina, você faz isso!
Sério, se eu fosse o Nino, quendo eu decobrisse de toda a história do Ohno com o Chinen (não pela história em si, pq o Ohno realmente não fez nada, mais pela mentira mesmo), eu não daria ao Ohno uma segunda chance, ele não merece u.ú

Citação :
-Eu sou a prioridade agora – Ohno disse, sério. – Me ame – ordenou.
ah se o Ohno dissesse isso pra mim 8P *¬*
principalmente depois dessa foto 8DDDDDDDDDDDD~

Citação :
-Vou me esforçar para ser o companheiro que você merece – Nino disse, sério.

-Você já é, Nino-chan... você já é...
e vc pelo visto não, ne Ohno...

[anger mode on]
To até vendo, o Ohno vai se ferrar legal nessa história... Quanto mais tempo ele esperar, com mais raiva o Nino vai ficar, e é óbvio que o Coisa vai atacar u.ú
OHNO SE LIGA NE, vc tem uma cara perfeito do teu lado, seja o melhor possível pra ele pelo menos!!!
[anger mode off]

Citação :
-O que foi? – Masaki indagou.

-É Sayuri – respondeu, a voz transbordando alguma emoção que, a custo, reconheceram como pavor.
O que a vadiazinha foi fazer lá????????
é a casa do Aiba, ela não pode fazer nada!!!
ISSO É UM ABSURDOOOOOOOO

ODEIO ela >.<"

Delícia de fic Josy *-*
fiquei tanto tempo sem comentar e eu tava oscilando entre o Nino e o Ohno, mas já decidi odiar o Ohno HSUAHSUAHSAUSHAUSH

quero saber o que ela (a Coisa 2) vai falar óÒ

arigatou ne

Edit: AMOOOOOOR quero fazer alguma coisa de Ohmiya pra vc, já q agora to treinando com o Photoshop, mas eu não tenho mais nenhuma foto Ohmiya boa, se vc tiver alguma foto que vc goste e quiser me mandar pra eu fazer, eu agradeceria!! =DD
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MensagemAssunto: Re: [COMPLETA] Redenção   Qua Fev 09, 2011 7:52 pm

Juraaaaaaaaaaaaaaa???????????????????
quero mtooo qualquer coisa Ohmiya feita por você^^
amo mto essa foto aqui:
http://pic.prcm.jp/gazo/OH/bkHLid_220.jpeg

Se vc quiser fazer algoo...aceitoooooooooooooooooooo hehehehebhe


Sobre Ohno. A primeira parte da descoberta do Nino, o Kazu nao vai reagir tão mal.. ele vai ser compreensivo (nem tanto), mas está tão desesperado para nao perder Ohno que vai perdoar. O problema vai ser "depois". Tipo... assim que Chinen perceber que as coisas nao sairam como ele planejava, vai ser mais direto, e vai contar mais ainda pro Nino...incluindo que Ohno NAO comprou o presente adiantado (como Nino acredita), e que ele estava na casa do Chinen na noite que Nino foi internado...


Sinceramente? VC está REPLETA de razão. Nino devia dar um chute no Ohno. O problema é que Nino é qse uma femea nessa fic... e nós, mulheres, somos mto idiotas!
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MensagemAssunto: Re: [COMPLETA] Redenção   Sab Fev 12, 2011 12:18 am

Nossa eu não consigo entender o Nino, não consigo pensar como ele de jeito nenhum
Eu nunca aceitaria isso *genio péssimo o meu*
Mas mesmo sendo uma fêmea (ASHAUSHAUSH) de maneira alguma q eu abaixaria a cabeça pra isso *óbvio q meu signo não ajuda*

Mas o que vc quis direzer com "vai contar ainda mais pro Nino"? O coisa vai mentir pra ele? vai inventar coisas que não existiram?? Eita moleque!!!!!!!!!!


ah então amor, como eu vou fazer só no FDS o header, se vc achar alguma foto legal ou que vc ame e quiser q eu faça pode mandar, pq eu vou fazer mais de um (insegurança e perfeccionismo ainda me matam),mas a fato tem q ter boa qualidade, se não n dá pra trabalhar (pessoa exigente eu xDD, mas sério, fica horrível) um dele vai ser praticamente igual a sig, apenas com outras dimensões... é, acho q é só isso!! =DD

arigatou ne
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MensagemAssunto: Re: [COMPLETA] Redenção   Seg Fev 28, 2011 4:41 pm

Redenção

Capítulo 19

Por Josiane Veiga

Nota da autora: Sim, eu sei. Estou atrasada. No entanto, o que me impediu de continuar Redenção não foi somente um simples "travamento literário" e sim uma droga de uma tendinite que inchou minhas articulações e faziam meus dedos doerem a cada batida no teclado. Ainda não estou completamente bem, mas resolvi continuar assim que a dor diminuiu, pois sou do tipo que se demoro pra escrever 1 mês, nunca mais consigo retomar a história.

Espero que gostem ^^

N/A - 2 - Ontem faleceu o meu idolo mor. A pessoa que me fez amar literatura, e que me inspirou a escrever minhas proprias histórias... O maior de todos os autores do mundo, Moacyr Scliar. Obrigada por ser o exemplo que me guiou desde criança. Ficará para sempre no meu coração.


Audrey Morgan sentia-se uma covarde, parada atrás de Sho Sakurai, numa fracassada tentativa de proteção. Logo ela, a antagonista principal da história daquela banda, agora parecia apenas uma mulher fraca, sem o fogo que a fez agir tantas vezes no passado.

A verdade? Sayuri Koshitsu causava-lhe calafrios. A jovem de aparência pudica e bondosa conseguia ser, sem dúvidas, um demônio muito mais argiloso do que se imaginava. E Morgan se preocupava com isso. Após o fatídico encontro na casa dos Sakurai, a americana não sabia o que esperar daquela oriental.

-O que faz aqui? – a voz de Sho parecia raivosa.

A oriental permanecia parada próxima a porta, pois assim que Masaki a recebeu na entrada, não ocorreu convite para entrar ou sentar-se.

-Você realmente tem muita coragem, Sakurai – a voz delicada chegou-lhe aos ouvidos com extrema zanga. – Enfrentar sua família por causa de uma gaijin...

Sho olhou para Masaki, e então voltou-se para Morgan. O namorado parecia inabalável pelas palavras, e a americana ainda permanecia amedrontada.

-Veio procurar mais uma surra? – A voz dele era ameaçadora. – Suma daqui, sua porca! Nada do que fale me interessa!

-Nada mesmo? – ela permaneceu firme, no mesmo lugar, como se não ligasse para suas ameaças. – Soube que seu pai pretende te deserdar?

Aquilo não atemorizava Sho. Tinha trinta anos e adquirira uma fortuna quase igual a da família, assim o testamento não importava. Não precisava do dinheiro do pai! No entanto, admitia que se decepcionara com a constatação de que a família estava ao ponto de excluí-lo por conta de um casamento com alguém que não suportava.

-Se ele me deserdar, é problema meu! – Sho rebateu.

Todavia, por mais que sua postura fosse firme, seu semblante deixava perceber o abatimento. Desde que saíra de casa, havia perdido o contato com a família e, em especial, com a mãe, a mulher mais importante de seu mundo restrito.

-Não é tão simples assim – Sayuri ridicularizou. – Pense bem: vai perder uma fortuna por causa de uma mulher como essa? – apontou o dedo a Morgan. – Acredite em mim, vai se arrepender. O amor é um sentimento de tolos, que passa tão rapidamente quanto a beleza e a juventude.

Mesmo sem ser convidada, a mulher entrou na casa, e sentou-se no sofá próximo a janela. Os demais que estavam presentes permaneciam em pé, encarando-a.

-Não desejo seu amor, Sho Sakurai – ela desdenhou. – Tampouco me preocupo se você desejar ter um relacionamento com outra pessoa durante nosso casamento. Por mim, você pode comprar uma bela casa em algum lugar discreto e permanecer a viver essa ilusão romântica com a estrangeira que desejar. Nunca me verá reclamar por conta disso. De você, só quero o sobrenome e um filho.

Ninguém parecia respirar diante daquelas palavras. O trio se encarava surpreso, chocado demais perante tanta frieza.

-Tem consciência do que disse? – Masaki, por fim, reagiu.

-Fui criada sabendo que jamais me casaria por amor. Meus pais foram bem francos em relação a isso, e eu concordo com eles. O privilégio de ser rica, também me traz deveres. O maior deles é permanecer inacessível e invejada pela sociedade. Ser uma Sakurai me fará ser a mulher mais cobiçada deste país. Só de pensar no sentimento de frustração de minhas ditas "amigas" já me sinto recompensada pela traição que receberei.

Naquele momento, Sho sentiu um leve movimento atrás de si. Percebeu imediatamente que Morgan deixava seu posto, colocando-se ao seu lado. O olhar espantado dela começou, aos poucos, a se modificar por um risonho estranho, que no final eclodia com uma gargalhada.

Sim, Audrey Morgan riu. Riu como jamais havia rido em toda a sua vida. Aiba permaneceu sério, encarando a amiga, preocupado com sua sanidade, enquanto Sho arqueava a sobrancelha, ansioso para saber o motivo de tanta alegria. A única pessoa desconfortável pela aquela súbita reação era a japonesa.

-O que foi? – a mulher perguntou, por fim.

O dedo magro e branco da estrangeira, de repente, ergueu-se, apontando a mulher no sofá.

-Você... – Audrey, no entanto, não conseguiu concluir a frase, pois contorceu-se até o chão, enquanto chorava entre riso. – Você...

Ofendida, Sayuri ergueu-se do sofá, e exigiu explicações:

-O que tem de engraçado em mim?

Passou cerca de dois minutos até Morgan conseguir segurar o riso. Ela levantou-se do chão, agarrando-se as pernas de Sho. Talvez tivesse sido porque ninguém nunca a tinha visto rir daquela maneira, ou talvez fosse o fato de que a americana parecia ter entendido algo que mais ninguém conseguia ver; mas, nenhum deles havia a acompanhado na gargalhada.

-Você... – ela voltou a repetir, limpando os olhos castanho esverdeados. – Você me causou muito medo – admitiu. – Muito mesmo – confirmou. - Porque ao contrário da maioria dos inimigos que já tive, teve a perspicácia de descobrir o meu maior medo e jogá-lo contra mim. – Aquelas palavras pareciam elogiosas; no entanto, logo se percebeu que não eram. – Mas, agora noto que foi apenas um golpe de sorte.

-O que quer dizer? – Sayuri inquiriu.

-Você é burra, tola e cega – Morgan ofendeu, cruelmente. – Ao contrário de você, assim que conheci Sho, descobri imediatamente o que ele desejava. Não precisei de palavras ou fatos, podia ler as atitudes dele pela sua forma de andar, se portar e falar. Você, entretanto, é cega diante disso. Não merece meu temor, sequer meu respeito.

Sho riu e Masaki abriu a boca, espantado. Sayuri permaneceu estática, sem entender a seriedade daquelas palavras.

-O que quer dizer?

-Que você é idiota e que será muito fácil te destruir.

Sayuri arregalou os olhos. A mulher a sua frente falava tudo com a voz pausada, como se estivesse falando do tempo. Não havia o menor traço de raiva ou sentimentalismo no seu tom, apenas convicção.

-Pare com isso, Audrey! – De repente, o loiro que Sayuri imaginava se chamar Aiba colocou-se a frente da estrangeira. – Nunca mais diga isso! – ele sacudiu-lhe os ombros.

-Ela não merece piedade. - As palavras eram tão calculistas quanto seu olhar. - Se fosse inteligente, eu teria compaixão ou simpatia. Mas, diante de tanto amadorismo, tudo que posso fazer é acabar com essa pose arrogante e fazê-la engolir cada palavra que saiu de sua boca suja!

Masaki encarou-a, chocado. A sua frente, agora, estava a mesma jovem que a seis anos atrás havia praticamente arrasado o mundo de todos do Arashi. Sozinha, tinha usado Melanie Vardin e Touga Jean contra si e Sho, mexido com os sentimentos de Ohno e abusado da baixa estima de Nino. E eles tiveram a sorte de, em determinados momentos daquela batalha, a inimiga ter tido pena. Mas, o que teria sido deles se Melanie não houvesse voltado atrás no plano, ou o pai de Nino não houvesse perdido a cabeça?

Aiba Masaki era doce, gentil e humano. Acreditava que jamais poderia reagir com violência contra alguém. Mesmo quando brigava por algo ou por alguém, dificilmente perdia a cabeça; entretanto, mal sentiu quando ergueu a mão e esbofeteou a americana. Ninguém esperava por aquela atitude, e o loiro só percebeu a gravidade do ato quando, voltando-se a ele, com a face avermelhada e o olhar claramente magoado, Morgan o encarou.

-Não vou deixar você se tornar um monstro... - ele sussurrou, num pedido estranho de desculpas.

Naquele momento Jun Matsumoto entrou na sala. O membro mais novo da banda trazia pela mão o chipanzé de Aiba. O rapaz não aparentava ter notado o que decorria na sala, encarou os dois amigos, e então voltou-se para a convidada.

-Quem é você? - perguntou, arqueando as grossas sobrancelhas.

Por alguns instantes, Sayuri observou o rapaz. A respiração dela acelerou de forma imperceptível, e os olhos baixaram, constrangidos.

-Sou a noiva de Sho... - ela explicou, baixo.

-Noiva é o … - O palavrão foi interrompido por Masaki que postou-se ao lado do namorado, segurando seus braços.

Jun realmente estava chocado. Erguendo Shipou do chão, segurou o macaco como faria a uma criança, tentando o proteger se a situação se tornasse insustentável. Sho parecia possesso demais, atitude compreensível, já que o rapaz tinha um compromisso de muitos anos com Aiba. Audrey, que normalmente estaria esbravejando contra Deus e o mundo, estava acanhada em seu próprio canto, e Masaki parecia angustiado.

-Noiva? - indagou. - Isso é impossível – ridicularizou.

-Sou Sayuri Koshitsu – apresentou-se. - Meu pai detêm boa parte das ações do canal que mantêm os programas de vocês e o jornal que Sho vai começar a apresentar mês que vem. Nosso casamento será apenas um acordo politico e econômico.

-Garota – Sho esbravejou -, você é surda? Nunca vou me casar com você! Nunca!

-Já disse que não me importo de você ter amantes.

-Céus, cala essa boca! - Sho gritou. - Que tipo de pessoa você acha que eu sou? Eu tenho dignidade! Não vou me vender pra sua família, muito menos me rebaixar em obedecer a minha!

Sayuri riu baixo.

-Tenho certeza que você vai pensar melhor; afinal, não se trata apenas de dinheiro, mas sim de sua mãe. – Ela voltou-se para a porta. - Sabe onde me encontrar quando chegar o momento.

Dizendo isso, saiu. Da janela, Jun a viu entrando em um carro esportivo e deixando rapidamente o sitio. Só quando a cor vermelha do automóvel não era mais visível no campo, é que ele voltou-se aos companheiros.

-O que diabos foi isso? - questionou.

-O que você ouviu – Aiba respondeu.

Só então o loiro soltou os braços de Sho, que deixou-os cair, pesadamente, contra a lateral de seu corpo. Sabia que Sakurai estava arrasado em descobrir que a família o chantageava, que estavam dispostos a quebrar o vinculo que os unia. Aiba sabia o quanto Sho amava a mãe, quase a idolatrava. Naquele tempo em que permanecera no sítio, o moreno havia falado da progenitora diversas vezes, e por incontáveis momentos, Masaki o pegava com o celular na mão, a encarar uma foto digital.

-Isso vai passar, Sho-chan – sussurrou. - Eu conheço sua mãe, sei que ela não vai conseguir ficar longe de você por muito tempo.

Não houve resposta. O namorado deu as costas e saiu correndo em direção ao quintal. Masaki, quase foi atrás, assustado com aquela atitude, mas sabia que Sho odiava que o seguissem. Quando queria ficar sozinho, era melhor respeitar. No fundo, mal conseguia entender como Sakurai havia permanecido tanto tempo consigo, já que o moreno não tinha piedade em afirmar que enjoava das pessoas com facilidade, e com a mesma facilidade, as descartava.

… Mas ele não era o único.

Sho havia permanecido também ao lado dos companheiros de banda. Sho amava Jun com paixão, ao ponto de sufocar o mais novo diversas vezes. Também era excessivamente protetor com o frágil Nino, e reverenciava o líder de forma veemente.

Assim sendo, precisava confiar nos sentimentos do amante. A relação que mantinham não era algo superficial. Os dois se amavam a muitos anos, haviam construído uma vida juntos, e Sho estava convicto de sua decisão.

Tentando convencer a si mesmo, o loiro só então se lembrou da mulher encolhida no sofá. Sabia que havia sido muito duro com Morgan, mas estava apavorado com a atitude dela.

-Audrey... - aproximou-se, cuidadosamente.

Como se saindo de um transe, ela ergueu os olhos contra ele. Era um olhar frio, idêntico ao de Sho.

-Vou embora – anunciou, levantando-se do sofá.

Porém, ela sequer conseguiu sair da frente dele. Segurando-a pelos braços, Masaki tentou fazê-la entender.

-Não vai! - negou. - Não vou deixar que vá! - afirmou. - Por que é tão difícil para você entender o quanto me assusta quando a vejo ofendendo alguém, ameaçando?

-Estava tentando defender o seu relacionamento! - ela reagiu, furiosa. - Não vê que se não fizer nada, aquela vadia vai conseguir o que quer?

Jun arregalou os olhos. Jamais havia visto a mulher levantar a voz com Aiba. E também estava curioso para saber o que havia acontecido na sua ausência.

-Se ela conseguir seu intento será porque Sho aceitará a chantagem – Masaki afirmou. - Apenas isso!

-Sho? - Audrey riu, histérica. - Sho? - repetiu. - Gosto demais de você para permitir que Sho tome essa decisão. Não percebe que Sakurai ama a mãe mais que a si mesmo? Acha mesmo que ele não vai fraquejar?

As palavras eram cruéis.

-Se ele me ama... - Aiba tentou se defender.

-Amar ele ama! - Audrey o interrompeu. - Mas, a vida as vezes nos obriga a engolir nossos próprios sentimentos, para o favorecimento daqueles a quem queremos bem. Sho é assim! Eu sou assim! - ela recordou-se de sua situação com Nino. - Até mesmo Matsumoto Jun é assim! - aprontou o dedo para o caçula do Arashi, que arregalou os olhos, temeroso que Morgan contasse seu segredo a Aiba. - Já pensou na possibilidade da mãe dele ficar doente? Ou o pai? Ou algum outro escândalo? Acredita mesmo que deixar tudo nas mãos de Sho é a melhor saída?

No fundo, Masaki sabia que havia verdade nas palavras femininas. Entretanto, ele lutou contra elas.

-Vê-la tornar-se a Audrey Morgan de antigamente não é o preço que estou disposto a pagar para ficar junto de Sho para sempre – sussurrou. - Não posso sacrificar tudo que construiu...

-Não é sua escolha – ela avisou. - Independente do que queira, prefiro morrer do que deixar Sho ficar com ela!

As palavras eram assustadoras. Masaki apertou ainda mais os dedos contra os braços de Audrey.

-A vida não é assim, Audrey...

De repente, pequenas lágrimas se formaram no canto dos olhos castanhos. Não que Morgan fosse chorar - ela jamais prantearia na frente de Aiba - mas havia um forte sentimento por trás da resolução da mulher.

-Sho foi a primeira pessoa a acreditar em mim, a tentar me ajudar – a voz tornou-se pacífica. - Eu o amo de uma forma que jamais pensei que amaria alguém – confessou, constrangida. - E você foi a primeira pessoa a se importar com uma cólica minha. - A memoria a remeteu até o antigo apartamento de Masaki, anos atrás, quando, durante uma crise, Aiba havia cuidado dela. Ninguém nunca havia feito isso, até então. - Eu morreria por você.

Sem saber mais como a dissuadir das ideias, Aiba a puxou para um abraço.

~.~.~

No dia seguinte a chegada do hospital, Ninomiya foi acordado com beijos. Antes do café da manhã, foi levado no colo por Ohno até o banheiro, para um relaxante banho quente. A relação estava tão harmoniosa, que Kazunari sentia receio até mesmo de respirar mais forte, temendo quebrar aquele delicado momento.

-Estamos em lua de mel? - brincou, deitando a cabeça para trás, na banheira, sentindo todo o corpo se deliciar pela água perfumada.

Ohno riu, feliz.

-Vou ficar doente mais vezes – sussurrou.

-Não diga isso nem brincando! - Satoshi respondeu, firme. - Nada havia me assustado tanto até vê-lo deitado naquela cama.

Kazunari o encarou. A boca abriu-se num sorriso perfeito.

-Né, Oh-chan? - Chamou. - Obrigado por ter cuidado de mim – agradeceu. - Eu fiquei muito comovido por ter ficado lá o tempo todo...

-E onde mais eu poderia estar? - Ohno deu os ombros. - Eu sou seu marido.

-Estávamos praticamente separados...

-Nunca aceitaria me separar de você. Na época, eu achei que conseguiria, mas diante da possibilidade de te perder, senti que tudo havia perdido o sentido.

O mais velho estava sentado no chão, ao lado da banheira. Nino sentou-se e o puxou para um beijo.

-Entra aqui – pediu.

Sentiu o lábio inferior ser acariciado pela língua quente de Ohno. Quis puxá-lo para mais perto, afim de aprofundar o beijo. No entanto, o mais velho balançou a cabeça, negando.

-Vamos transar, Oh-chan...

-Só depois de você tomar café da manhã.

Nino voltou a deitar na banheira. Mal sabia como iria suportar seus dias sabendo que Ohno e os amigos estariam focados em tudo que colocasse na boca. Era fato que ele odiava comer, e só de pensar na luta que travaria contra a comida, sentia ânsia de vomito.

Mas, ao mesmo tempo, Kazunari sabia que era uma questão de vida ou morte. Sim, ele iria tomar o café da manhã, assim como não pularia mais o almoço nem o jantar. Não estava fazendo isso por Ohno ou por Masaki, e sim por si mesmo, porque se recusava a deixar-se perder aquela guerra.

O café tornou-se mais agradável do que imaginou. As uvas eram colocadas na sua boca por Ohno, que beijava-lhe delicadamente cada vez que engolia algo.

-É um prêmio? - riu.

A resposta foi outro beijo, dessa vez mais molhado. Os dedos ágeis do amante acariciavam seu rosto, seu ombro, e por fim voltavam a levar-lhe pedaços de frutas à boca.

-Quantos dias temos de folga? - questionou.

-Somente hoje – Ohno respondeu. - Assim que você ganhou alta, Karin me avisou que te daria apenas o dia da saída do hospital para descansar. Mas, ontem a noite, conversei com ela, e a convenci a deixar-nos hoje em casa.

-Como a convenceu?

-Disse que pediria demissão.

A gargalhada de Ninomiya invadiu o ambiente. Ele tinha uma forma linda de rir, encantando Satoshi com o som cristalino e puro.

Terminaram de se alimentar e foram para a sala, resolutos em aproveitar aquela folga com um descanso merecido. O dia anterior foi regado a sexo e carinho, e este seria destinado a televisão e carícias pudicas. Ambos estava cansados, e necessitando de um afeto mais calmo que o da sexualidade.

No hospital tiveram tempo para conversarem, rirem de velhas histórias e um colocarem ao outro os pormenores do que esperavam daquela relação. O sexo já havia voltado a antiga rotina quente, com prazer a ambos, e agora necessitavam do silêncio, da companhia passiva, da tranquilidade que sempre haviam encontrado ao lado do outro.

Deitaram-se no sofá e ligaram a televisão. Um programa matinal falava de artistas, e o tema estava sendo a antiga novela de Nino. Pelo que o apresentador dizia, a mesma havia se tornado um sucesso, e Yuuri era forte candidato a receber o prêmio de melhor ator do ano.

-Não fiz falta, pelo jeito... - Nino sussurrou.

-Acredite em mim, ninguém é tão bom quanto você – Ohno afirmou-lhe, beijando a têmpora de Kazunari.

-Você assistiu algum capítulo? - Nino insistiu.

Ohno não queria falar de Chinen! Inferno que já estava começando a suar frio apenas por conta do que dizia um ridículo programa de TV.

-Kazu – chamou -, esqueça isso – pediu. - O que importa? Você vai receber vários convites para interpretar personagens incríveis. Tenho certeza que, no final do ano, o melhor ator vai ser, novamente, você.

Nino balançou a cabeça, concordando.

-Tem razão. Além disso, perder o prêmio não é nada diante de ter que trabalhar junto de Yuu Hagima – riu.

Ambos riram, imaginando o inferno que Yuuri Chinen estava passando ao lado da atriz arrogante, de voz estridente.

-Sabe se Jun-chan ainda está com ela? - Nino perguntou.

-Ele não me disse nada, mas tenho certeza de que já se livrou daquela mulher. Céus, eu preferia morrer em celibato do que ter que aguentar quinze minutos de conversa com ela.

-Já a imaginou fazendo sexo? - Nino mal conseguia segurar o riso. - Tenho certeza de que ela fala mal de toda a produção durante o orgasmo.

-Ela te incomodava muito? - indagou, sério, referindo-se ao tempo que ambos trabalham juntos na novela.

-Ficava revoltada porque o roteirista me dava as melhores falas. Dizia que jamais conseguiria se destacar se continuasse a ser um "tapa buraco" do texto. Nossa situação piorou muito depois que eu disse a ela que um bom ator sequer necessita de falas. A expressão corporal é muito mais importante do que um longo discurso.

Ohno deixou que a cabeça repousasse sob a mão, mantendo-se um tanto erguido, a fim de observar o namorado. Nino era lindo. O tempo havia quebrado um pouco aquela eterna aparência frágil e delicada, mas havia trazido ainda mais profundidade ao seu rosto expressivo. Ambos sabiam que a arte cênica era a preferida de Kazunari. Ele havia sacrificado muito de si mesmo pelo crescimento daquele setor no Japão. O próprio cinema nacional não era mais o mesmo depois de Nino. Seus filmes levavam multidões as salas de cinema, e a crítica nunca lhe havia sido desfavorável.

E, mesmo diante de tanto sucesso, Ohno sempre foi o que havia de mais importante para Kazu. Recordou-se brevemente do convite para que Ninomiya permanecesse nos EUA, construindo uma carreira sólida no país chave do cinema. Mas, Nino havia recusado aquela oportunidade. Nino sacrificou tudo por Satoshi. Como duas pessoas podiam se amar tanto, e a tanto tempo?

-No que está pensando?

Ohno sorriu diante da pergunta. O dedo indicador deslizou, delicado, sob a pinta escura do queixo de Nino, sua marca registrada.

-Eu amo você... - confessou.

Nino sorriu.

-Você esta tao romântico, Oh-chan – admitiu. - Estou ficando com medo.

-Medo? Do quê?

-Do que você aprontou – brincou. - Ficar falando que me ama o tempo todo não é exatamente algo que você tem o costume de fazer.

A continuação da conversa não ocorreu. Junior saltou em cima dos donos, e latiu. Como o cachorro era grande e pesado, assustou a ambos.

-O que foi, Junior? - Satoshi questionou.

Outro latido. Como o cão não costumava fazer barulho, Ohno levantou-se.

-Você deu a ração dele hoje de manhã? - Nino perguntou.

Quando Satoshi morava com a mãe, era a mesma a responsável em cuidar de Junior. Assim que o rapaz passou a viver com Nino, a responsabilidade transferiu-se ao moreno. Durante o tempo que Kazunari permaneceu no hospital, a tarefa passou a Masaki ou Audrey. Assim sendo, Ohno não adquirira o costume daquele compromisso.

-Você esqueceu, né? - Nino parecia zangado.

-Na verdade, eu dei ontem a noite. Mas, acabou. Eu vou no mercado comprar mais.

Kazunari mal teve tempo de responder. Ohno correu até a carteira e saiu disparado do apartamento. O rapaz começou a rir pro cachorro, enquanto batia as mãos do sofá, chamando o animal para que ele sentasse ao seu lado.

-Perdoe seu pai – pediu. - Você sabe como ele é esquecido. Mas, a partir de amanhã, volto a cuidar de você – avisou. - Tia Audrey e tio Aiba estão te levando para caminhar?

Um latido forte foi sua resposta. Apesar de saber que Junior não escutava-o, sabia que o animal gostava do ar que saia de sua boca e da forma como olhava carinhosamente para ele.

De repente, o cão deixou o sofá e correu até a porta, sentando-se diante dela. Por experiência, Nino soube que a campainha iria tocar. E o fato se confirmou cinco segundos depois.

-Sim? - indagou, abrindo a porta.

O porteiro estava a sua frente.

-Um rapaz deixou para o senhor. - Mostrou um embrulho nas mãos. - Disse que era urgente.

Kazunari não era acostumado a receber presente de fãs. A agência controlava tudo que chegava até ele, inclusive cartas e fotos. A portaria não era autorizada a receber nada diretamente, a não ser que passasse antes por uma severa fiscalização da agência. Kazunari nunca se importou com isso. Sabia que haviam muitas pessoas que o amavam, mas também haviam malucos e malucas que podiam tentar feri-lo.

Por isso, não titubeou em segurar o embrulho.

-Foi a agência que deixou? - perguntou, por via das dúvidas.

-Sim senhor – o porteiro confirmou.

Sorriu.

-Obrigado.

O rapaz da portaria fez uma reverência, e saiu. Kazunari fechou a porta, e encarou o pacote. Após uma leve hesitação, abriu-o e encontrou um disco de DVD.

-Não acredito que me mandaram trabalho sabendo que estou me recuperando – reclamou, imaginando que o disco continha pauta de programas.

Sabia que Ohno o havia proibido de trabalhar na folga, mas ficou curioso. Era fato, amava seu emprego. Aproveitando a ausência de Satoshi, correu até a televisão. Colocando o disco no aparelho de DVD, sentou-se no sofá e aguardou que o mesmo lesse os dados.

Junior se sentou ao seu lado. Tocando o cão, ele sorriu. Sentia como se estivesse a realizar uma pequena travessura.

Subitamente, uma tela escura foi preenchida por letras digitalizadas.

"A verdade que você não sabe..."

Seria um nome do quadro?

"Dia dezoito de junho..."

Ele se lembrava bem dessa data. O dia seguinte ao seu aniversário, o dia que foi internado no hospital. O dia que Ohno o havia deixado sozinho após ter sido revoltosamente bruto com ele na cozinha, e o dia em que quase morreu.

Como se a pessoa que havia mandado o disco tivesse a séria intenção de que Kazunari lesse e recordasse bem da data (como se fosse preciso!) a data ficou cerca de quinze segundos na tela. Só então foi substituída por um vídeo sem som.

Encolhendo as pernas para cima do sofá, Nino viu, nos dez segundos seguintes, Chinen ajoelhando-se diante de Ohno que, sentado no sofá, observava o jovem a fazer-lhe sexo oral. A gravação de má qualidade então foi interrompida novamente pela tela preta.

E tudo acabou.

Assim que o disco ejetou do aparelho, Nino começou a tremer.

Dia dezoito de junho, o dia que quase morreu... Ohno estava transando com Yuuri Chinen!

Ohno... e Chinen...

Levantou-se do sofá, mas desabou novamente. Repentinamente, sentiu que havia perdido as forças. Pondo toda a sua energia no ato, voltou a levantar, tentando chegar até a cozinha, mais precisadamente a gaveta onde ficava os remédios.

Precisava ter calma. Onde estava os calmantes?

Encontrando uma capsula, levou-a até os lábios enquanto tomava um copo de água. O tremor voltou, enquanto recordava a face prazerosa de Ohno. Fechou os olhos com força, apenas para ver o olhar vitorioso de Yuuri.

Então sentiu as lágrimas. Sem mais força, sentou-se no chão, encostando as costas no armário onde guardava os alimentos. Logo Junior estava ao seu lado, lambendo o pranto. Segurando no pescoço do animal, ele deixou-se soluçar. Ficou parado naquela posição por dez minutos, deixando que todo seu mundo ruísse ao seu redor.

-Nino? - ouviu ao longe, a voz de Ohno.

Logo Satoshi estava na cozinha. Em tempo recorde, o namorado estava ao seu lado, tocando-lhe o joelho, o olhar carregado de preocupação.

-Amor? - chamou. - O que houve?

Satoshi afastou o cão, e tentou tocar no rosto de Nino. Ficou chocado ao perceber Nino tirando a mão.

-Não toca em mim, Ohno-san...

Ohno-san?

-Nino, o que houve? Está se sentindo mal? Quer que eu chame o médico?

Então o olhar de ambos se encontraram. Ohno temeu pelo que viria, mas a verdade era muito mais cruel do que sua imaginação.

-Como pôde? Como conseguiu me trair com Yuuri Chinen?

Continua...

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MensagemAssunto: Re: [COMPLETA] Redenção   Ter Mar 01, 2011 9:52 pm

yey!!! capitulo novo!!!
mas oh que capitulo hein
tensooo
pobre Sakuraiba
e Ohmiya entao...
aaaaaaa Ninoooooooo nao cometa uma loucura
bem, ele teria q descobrir cedo ou tarde né
ele ainda ta se recuperando, mas ao descobrir tudo...
aiai eu nao quero q ele volte para o hospital
aaaaaaa preciso saber como continua
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MensagemAssunto: Re: [COMPLETA] Redenção   Ter Mar 01, 2011 10:56 pm

Naraaaa
brigada amor. Não se preocupe que amanha msm ja tem atualização.


Amadas: Preciso da ajuda de todas as leitoras de rendição. Se possivel, respondam esse cara que está tentando destruir meu trabalho

http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs?cmm=50121937&tid=5579084967678812213&start=1


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MensagemAssunto: Re: [COMPLETA] Redenção   Qua Mar 02, 2011 6:26 pm

Redenção

Capítulo 20

Por Josiane Veiga

Nota da autora: atualização rápida, ne? É que na verdade, a história enfim chegou ao que eu aguardava. Tudo que aconteceu até agora era apenas o pano de fundo do roteiro central. Todo o ódio ou amor vivido por cada personagem, vai eclodir diante da história. Espero sinceramente que gostem! Muito obrigada por TODOS os comentários maravilhosos, nos fóruns, twitter, etc. Enfim, sem palavras. Obrigada pelo apoio! Com leitores tão maravilhosos, é um prazer escrever cada linha!

Nota Extra 1: Meu terceiro livro pelo clube de Autores, chamado "A Rosa entre Espinhos" será lançado na páscoa; por este motivo, as atualizações de Redenção vão travar até abril, já que, sendo uma escritora amadora, eu precisarei cuidar de vários fatores que envolvem o livro, inclusive ver as correções da minha beta e reler toda a história. Por favor, não me abandonem e continuem me apoiando^.^ Prometo que, talvez antes desse prazo, eu já traga mais da história para vocês.

Nota Extra 2: Ontem, pasmem, recebi ataques de alguém que se diz escritor, falando mal de Rendição. Eu deixei o tópico dele lá na minha comunidade no Orkut para quem desejar ir rir. Quem quiser, fica a vontade para entrar: Main#Community?cmm=50121937. Também peço ajuda para aumentar os comentarios de rendição no skoob e no link do livro no CDA, pois a turminha desse escritor está tentando colocar comentários negativos para ridicularizar a obra. Quem puder visitar os links abaixo e comentar, ou simplesmente dizer q leu e o que achou, vai me ajudar muito diante de todos os ataques da turminha "que não vende" lá do CdA.

http://www.clubedeautores.com.br/book/31824--Rendicao

http://www.skoob.com.br/livro/136523




Nota Extra 3: A Nina lançou fic nova. Não é, exatamente, yaoi, mas vale cada linha. Começa com Aiba tomando uma poção mágica e virando um bebê e o povo do Arashi tendo que cuidar dele. Garanto que vão rir e se divertir muito. Para ler, basta acessar a area de fanfics do grupo Ohmiya Lovers.


-Está se sentindo melhor? - Ohno sentou-se ao lado de Nino, no sofá.

Kazunari bebeu um gole do copo com água doce. Não que aquilo fosse acalmá-lo, mas resolveu obedecer a Ohno - que insistiu pelo tal - já que sentia-se fraco demais para brigar.

Já havia se passado alguns minutos desde que Ohno havia chegado do mercado. A cena seguinte ao encontro na cozinha decorreu da seguinte forma: primeiramente, Ohno negou. Kazunari já esperava por aquilo, então apenas segurou Satoshi pela mão e o fez assistir ao vídeo na sala. O olhar carregado de remorso de Ohno apenas confirmou a veracidade da gravação.

-Juro, o que viu foi tudo. Eu fiquei chocado demais por Yuuri me jogar no sofá, e começar a me sugar, que sequer consegui reagir. Mas, tão logo notei o que ele fazia, o empurrei e fui embora.

Ambos estavam sentados no sofá, lado a lado, conversando como iguais.

-Masaki me contou que te esperou até depois da meia noite, aquele dia – Nino perseverou.

-Céus, Nino! Não vê que esse é um trabalho armado por um garoto desesperado? Se fosse sério, por que ele mandou apenas dez segundos? Por que não mandou o vídeo todo? Por que não tem som?

Kazunari encarou o chão. Estava hesitante em ter esperanças. Não desejava deixar-se dominar por uma ilusão. Encolhido no sofá, aparentava ser ainda menor do que era.

-Nunca te traí, Ohno...

-Nem eu! - Ohno gritou. - Por que não acredita em mim?

Nino negou.

-Não vê? Mesmo que não tivesse feito sexo, por que não voltou para casa? Ficou tocado pelo que aconteceu? Sentiu desejo por Yuuri? Você acha mesmo que traição é apenas sexo? Fidelidade não é mais importante que lealdade!

Ohno perdeu a postura convicta. Vagarosamente, aproximou-se de Nino e tocou-o na face. Kazunari pareceu encolher-se ainda mais, como se não quisesse contato corporal.

-Eu juro que não senti nenhum desejo por ele...

As lágrimas voltaram. Nino secava-as conforme iam caindo em cascata pelo seu belo rosto. De repente, a voz de Kazunari fez-se ouvir, surpreendente:

-Sei que estávamos praticamente separados, e isso explica muita coisa. Você estava agressivo comigo, também não me procurava na cama. Agora consigo ver que era porque estava fascinado pela aparência e juventude de Chinen.

-Nino, isso não é verdade!

-O que mais me doí foi não ter me ajudado quando precisei. E, acredite, eu precisava tanto de ajuda – os olhos molhados de Nino voltaram-se para ele. - Pergunto-me o que teria acontecido comigo se não fosse por Jun-chan naquela noite...

-Nino...

-Você tem o argumento de que não sabia que eu estava doente. Eu mesmo sequer suspeitava disso. Mas, teria sido mais decente você ter me contado tudo antes, e ido embora. Se é a culpa que te faz permanecer aqui, eu te liberto, Oh-chan. Pode ir ficar com Chinen...

Kazunari explodiu no choro novamente. Ohno sabia que ele estava profundamente magoado, e tinha razão nisso.

-Para com isso, Nino-chan – Ohno pediu. - Por favor, acredite em mim. Lembra que eu te pedi uma vez, quando Audrey me acusou de ter um caso com Jun-chan, de que confiasse em mim? Por favor, acredite em mim agora!

-E como você acha que isso seria possível depois do que eu vi?

-E o que você viu? Dez segundos de Chinen tentando fazer sexo oral em mim?

-Onde você estava naquela noite, antes de voltar pra casa? - Nino insistiu.

Ohno suspirou. Não queria ter que contar aquilo, mas diante do que aconteceu, não tinha escolha.

-No shopping – confessou.

-Você acha que sou idiota, Ohno-san?

-É verdade! - afirmou. - Tenho a nota fiscal do que comprei, com data e hora, se você quiser comprovação.

-E por que você guardaria uma nota fiscal? - Kazunari demonstrava ainda mais sua desconfiança.

-Por que o que comprei foi muito caro... - admitiu. - Foi seu broche... de aniversário.

A boca de Nino abriu-se, espantada. Então, ele também não havia comprado o presente de Nino na data correta? Ohno realmente não havia se lembrado da data?

-Você mentiu pra mim!

-Não menti – Ohno negou. - Foi você que disse que eu havia "esquecido de entregar".

-Ficou em silêncio, me fazendo crer nisso!

-E o que queria que eu dissesse? Estava doente! - afirmou. - Está doente! - retificou. - O médico disse que as maiores causas da sua anorexia foram seus traumas. - apontou. - Sofre de estresse, tem depressão! Acha que me sinto seguro em falar das bobagens que faço?

Nino encarou-o. Naquele momento, Satoshi reagia como se tivesse o direito de estar zangado, e não o contrário.

-Tudo bem, esqueci do seu aniversário. Desculpe, mas muitas vezes esqueço até mesmo do meu! Além disso, mal nos falávamos, mesmo morando juntos! Pode me acusar disso, se quiser! Mas, não te trai com Chinen, nem com ninguém. Nunca sequer pensei em fazer amor com outra pessoa desde que nós dois nos confessamos. Você faz parte das minhas fantasias desde que eu era um adolescente cheio de espinhas! Se quer saber mais, era em você que eu pensava quando me masturbava debaixo do cobertor, quando tinha treze anos!

Foi estranho, mas aquelas palavras gritadas e sem a menor delicadeza, haviam sido as coisas mais bonitas que Ohno já havia lhe dito.

De repente, um riso frouxo escapou dos lábios de Nino. Só de pensar naquele Satoshi adolescente, tentando esconder sua ereção toda vez que eles se abraçavam, ou se apertavam, sua raiva se dissipava.

-Uma vez, uma ex-namorada sua me perguntou se nós dois eramos gays – Nino lembrou-se. - Eu tinha uns quinze anos, sequer sabia o que isso significava. Mas, ela estava possessa, e logo depois vocês terminaram...

-Shouko-san?

-Sim, acho que era esse o nome dela.

-Chamei seu nome, ao invés de falar o dela.

-Só por isso? - Nino estranhou.

-O problema não foi a ação, e sim o lugar. Fiz isso na cama...

Nino gargalhou e Ohno sentiu naquilo uma oportunidade de aproximação. Sem hesitar, puxou o menor para seus braços, e cobriu os lábios dele com os seus.

-Céus, Kazu – sussurrou. - Nunca mais me assuste assim – implorou. - Eu sei que ficou magoado, mas a simples menção de te perder, me assusta.

Kazunari virou o rosto, não querendo prosseguir o beijo.

-Foi tudo o que fez? O aniversário e o mini sexo com Yuuri?

-Não foi "mini sexo"! - negou. - Não foi nada! Eu dou minha palavra que não senti absolutamente nada ali, e que não teve prosseguimento a cena que viu. Acredita em mim, né?

Ninomiya baixou os olhos. Era desconfiado e não tinha autoestima. Assim sendo, para ele, era severamente difícil crer naquelas palavras. Mesmo conhecendo o caráter de Ohno, mesmo sabendo que Satoshi não tinha o costume de mentir, nem que ficaria ao seu lado por culpa, sua dificuldade era palpável.

-Nino-chan?

-Sim, acredito... - respondeu, sabendo que não estava sendo totalmente sincero. - Mas, é tudo né? - insistiu, não desejando ter mais surpresas.

Ohno riu.

-O que mais eu poderia ter feito?

Kazunari deu os ombros. Era claro que estava incomodado com o que havia visto. Logo ele que mal conseguia conter o instinto assassino sempre que via alguém flertar com Ohno, ou se insinuar ao mais velho, fora obrigado a assistir aquela cena deplorável.

-Eu vou falar com Yuuri – Ohno lhe contou.

-Por que vai vê-lo?

-Não vou "ir vê-lo"! Irei tirar satisfação dos motivos que ele quer destruir meu casamento!

-Acho que a justificativa é bem clara, não? Ele é apaixonado por você há muito tempo, e só está lutando pelo que quer! Yuuri não tem nenhum compromisso comigo, nem somos amigos. Então, é você que precisa se conter, não ele.

Ohno riu. Nino mal conseguia dominar o ciúme na voz. Deliciado, deslizou o nariz pela nuca de Nino, aspirando o perfume cítrico do mesmo. Não disse, mas quase riu recordando-se que Yuuri usava o mesmo perfume. Era muito claro que Chinen queria o lugar de Nino em sua vida, mas isso jamais aconteceria. Ninguém podia substituir Kazunari.

-Pare, eu não quero! - Nino tentou empurrá-lo, quando as mãos de Satoshi deslizaram em sua coxa.

Mas Ohno era mais forte, e estava certo do que desejava. Colocando-se de pé, o mais velho ficou de frente a Nino.

-Qual meu solo que você mais gosta?

Por ter a melhor voz, Ohno conseguia ter solos incríveis durante os shows da banda. Ele sabia que suas músicas eram sensuais e suas danças causavam frenesi nas fãs. Mas, de todos que o admiravam, Kazunari era aquele que mais se deliciava com suas apresentações.

-Quê? - Nino parecia emburrado por Ohno ter mudado de assunto.

-Meu solo – repetiu. - Qual seu preferido?

-Qualquer um! - afirmou, mau humorado.

Ohno riu.

-Mentiroso, eu sei que seu preferido é "Top secret".

A música em questão datava de próximo do início do namoro deles, e tinha uma coreografia centralizada nos quadris de Ohno, que rebolava de uma forma muito próxima a quando eles faziam sexo. Nino amava aquela dança e, muitas vezes durante os anos, Ohno dançava-a no quarto para enlouquecê-lo de paixão.

-E daí? - Nino já sentia a boca secar. - Se sabe, por que perguntou?

Ohno deu um passo a frente, quase encostando o quadril no rosto de Nino. Kazunari começou a tremer. Satoshi não ousaria dançar e cantar sua canção favorita logo agora que estava irritado, ousaria?

Quando o som melodioso do refrão começou a se manifestar, e os quadris começaram a se mover sensualmente, Nino gemeu. Céus, ele não conseguia tirar os olhos o baixo ventre de Ohno. Cada movimento que Satoshi realizava com o bumbum, remetia Nino as noites fenomenais de sexo.

-Pare com isso! - pediu, sem a menor convicção na voz.

Em segundos, a briga foi esquecida. Sequer conseguia raciocinar direito sob os motivos pelos quais estavam debatendo a relação. Tudo que via, e sentia, era a calça de Ohno estufar com a mesma rapidez que a sua.

Aquilo era sensual demais! Quase um ataque a sanidade de qualquer pessoa. Nos shows, as fãs por pouco não desmaiavam quando ele se movia daquela forma. O que diria Nino, sabendo que os quadris de Ohno não eram tão bons somente para dançar?

Os dedos de Kazunari ergueram-se, levantando a camiseta branca de Ohno para cima. A boca então deslizou para o tórax definido. Subitamente, a canção de Ohno foi substituída por um gemido alto, erótico.

Logo Ninomiya foi empurrado para trás, batendo as costas no sofá. Os dedos de Ohno invadiram sua calça de linho branca numa velocidade impressionante. O membro, já duro e dolorido, parecia ter vida própria sob o controle daquelas mãos maravilhosas.

-Oh-chan... - gemeu.

De repente, foi virado de bruços. Não importou-se. Precisava de Ohno dentro de si, o mais rápido que pudesse. No entanto, no movimento, percebeu Junior, parado próximo a televisão, observando-os, curioso.

-Não! - Nino empurrou Ohno, enquanto erguia as calças.

O membro de Satoshi já havia sido tirado para fora, e erguia-se proeminente entre eles.

-O quê? - Ohno tentou aproximar-se novamente. - Nino, juro que vamos brigar sério se você parar agora!

-É o Junior! Ele está olhando – se explicou.

Ohno olhou para o lado. Percebeu então o cachorro parado a soleira, abanando o rabo.

-Junior, para a cozinha! - gritou, apontando a outra ala da casa.

-Ele é surdo! - Nino insistiu. - Vamos para o quarto.

O problema era andar com tanta paixão entre eles. Abraçaram-se, e foram em direção ao quarto beijando-se com paixão. Esbarram em tudo que havia no caminho. Kazunari tinha certeza que teriam manchas roxas no dia seguinte, já que até os vasos foram parar no chão.

Ohno bateu suas costas na porta no quarto, enquanto procurava a maçaneta. Rindo, Nino percebeu que Junior os seguia, vigilante. O animal era bastante protetor com Nino, e Kazunari sabia que o súbito interesse dele no que acontecia era derivado de preocupação.

-Vou ficar bem – disse ao cão, enquanto piscava o olho.

Só então Ohno virou a cabeça para trás, olhando o cachorro.

-Fica tranquilo, Junior – avisou. - Vou cuidar bem do papai...

Enfim entraram no quarto. A porta foi fechada com um estrondo forte. Não deu tempo de chegarem a cama. Deslizando para o chão, os dois arrancaram a roupa com pressa. Foi Nino que deu as costas a Ohno, colocando-se de joelhos no chão.

-Assim, você sente dores – Ohno recordou-se de uma outra situação, quando haviam feito sexo naquela posição.

-Cala a boca! - Nino gritou. - Me provocou, agora me come!

Ohno gargalhou. Já havia percebido que o sexo daquele dia seria recheado de palavras sujas. Eles costumavam se amar de forma muito carinhosa, e respeitosa. Se as pessoas soubessem que aquele casal que aparentava ferver o tempo todo, no fundo, agia com extrema devoção e carinho na cama, ficariam chocadas. Por conta das brincadeiras, perversão era quase um sinônimo da dupla do Arashi. Mas, na verdade, amor e carinho deviam ser a sua característica.

No entanto, não era sempre assim. Ou hoje, ao menos, não seria. Quando Ohno colocou a cabeça do seu membro na entrada de Kazunari, foi Nino que se projetou para trás, fazendo com que Ohno o penetrasse.

Palavras incompreensíveis escaparam dos lábios de Satoshi diante disso. Tão logo Ohno estava totalmente dentro de si, Nino virou o rosto e beijou-o com toda a paixão que tinha. Fervia, tamanho seu desejo. Gemeu baixinho quando o quadril de Ohno imitou a dança anterior, e começou a penetrá-lo com força.

-Mais forte – pediu.

Ohno obedeceu, mas não parecia o bastante.

-Mais, droga! - Nino gritou.

Satoshi preocupou-se. Estava ao ponto de machucar Nino, mas também temia não obedecer-lhe a vontade.

-Ficou louco?

-Cala a boca e me come igual a um homem! - Nino retrucou, dessa vez mais alto.

O cachorro começou a latir e a bater as patas contra a porta, talvez pensando que o dono precisasse de ajuda. A situação estava saindo do controle, e Ohno empurrou Nino para baixo, fazendo com que Kazunari encostasse o rosto no chão. Não aumentou a força, mas sim o ritmo. Desnorteado, tamanho o prazer, levou as mãos para a frente de Nino e começou a manipulá-lo.

-Não! - Nino voltou a gritar, e dessa vez Ohno soube que os vizinhos iriam ouvir. - Não quero desse jeito. Posso gozar só com a penetração.

-Então me explica isso com a voz baixa! - ralhou.

-Foda-se! - Nino gritou. - Mais forte, Satoshi – berrava o mais alto que conseguia. - Assim... mais... que delícia! Ah! Oh-chan...

Ohno quis ficar zangado, mas não conseguia. No apartamento de baixo morava uma senhora de cerca de setenta anos, e no andar de cima um casal de meia idade. Só de imaginá-los chocados com os artistas famosos (que, diga-se de passagem, nunca haviam provocado nenhum escândalo e eram excelentes vizinhos), começava a rir.

Bom, eram jovens e, algum dia na vida, teriam que fazer alguma coisa chocante, não? Os vizinhos deviam desconfiar que eram gays, já que moravam juntos. Então, o máximo que enfrentariam era o síndico, solicitando que transassem sem fazer tão volumoso barulho.

-Oh-chan – Nino chamou -, eu te amo – confessou. - Eu te amo muito...

Dessa vez, não foi um grito, e sim um sussurro. Ohno comoveu-se e deitou-se contra Nino, procurando seus lábios. Retirou o membro pegajoso de dentro de Nino, e ouviu o mais novo xingá-lo muito.

-Calma! - Pediu, quando Nino socou-lhe o braço. - Quero que se vire pra mim.

Nervoso, Kazunari acabou por obedecer-lhe. Erguendo as duas coxas de Nino para cima, Ohno voltou a invadi-lo. Não era a posição mais excitante, mas agora eles podiam se beijar tranquilamente. E foi isso que Ohno fez, fazendo com que a língua imitasse o movimento do pênis, numa sucessão de investidas poderosas.

-Oh-chan, que gostoso...

Céus, Nino ainda não havia gozado, e Ohno já estava prestes a se derramar. Se Nino não calasse a boca, não conseguiria aguentar muito tempo. Sem saída, substituiu a boca pela sua mão, tapando os lábios de Kazu. A outra mão começou a masturbar Nino, enquanto a boca provocava-lhe os mamilos.

-Uhum.. - ouviu o gemido, baixo.

Para acelerar o prazer de Kazunari, começou a estimulá-lo também com palavras.

-Kazu, você me enlouquece... é delicioso...

Com suas mãos livres, Nino tirou a de Ohno da sua boca.

-Oh-chan... - o chamado deixava claro que estava gostando.

-Você é tao delicado, macio... eu podia me afundar pra sempre em você...

Satoshi teria mais facilidade para se controlar se Nino não fosse tão apertado, ou não rebolasse daquela forma picante. Mas Nino seria sempre um pirralho lascivo, que deixava Satoshi com toda a responsabilidade do orgasmo.

-Kazu, não aguento mais... você é tão gostoso...

O olhar fervente de Kazu grudou em Ohno. Os olhos pareciam mais escuros, e a pele estava vermelha e suada. Mesmo assim, Ohno nunca o tinha visto tão lindo em todos aqueles anos.

Erguendo-se um pouco mais, Ohno colou a boca no ouvido de Nino, deixando que o mais novo ouvisse cada gemido que soltasse. Sabia que aquilo era o que mais agradava a Kazunari. Logo o pênis de Nino começou a contorcer-se abaixo de si.

-Goza, meu Kazu... meu amor...

De repente, Kazunari começou a gritar. Céus, agora sim que os vizinhos os processariam. No entanto, dessa vez, Ohno não reclamou. Aqueles gritos sensuais eram mais intensos que qualquer afrodisíaco. Tao logo sentiu o molhado característico na barriga, deixou-se o orgasmo atingi-lo com força, fazendo com que todo o seu corpo pulsasse em direção ao do menor, despejando seu jato quente dentro do corpo do outro.

-Ainda estou vivo? - indagou, baixinho, assim que conseguiu recuperar o folego para falar.

Kazunari gargalhou. Ambos tinham a respiração carregada, e o suor os tomava completamente. Ohno deitou a cabeça no peito de Nino, sem se importar que estavam no chão.

-Por que gritou tanto?

-Porque quis – foi a resposta simples.

Sentiu vontade de rir com tanta acidez, mas algo o dizia a não fazer isso.

-Nino-chan... - começou, mas foi interrompido.

-Você é meu. Não me importo mais que os outros saibam. Não vou chamar a imprensa e assumir, mas também não vou mais esconder de ninguém. No que depender de mim, todo mundo saberá que vivemos juntos e que fazemos sexo.

Ohno ergueu o rosto e o encarou.

-Vai fazer isso antes ou depois de ser morto pela Karin-san?

-Ela vai ter que aceitar.

-Nino, ela nos aceita. O problema não é, exatamente, ela. Existem empresários, empresas, dinheiro envolvido. Nossa vida vai se tornar um inferno.

Assumir aquela relação era o que Satoshi mais desejava. Mas, sentia medo. Não por ele, afinal, havia construído sua pequena fortuna, e não era viciado em trabalho. Se o demitissem, podia reconstruir sua vida com seus quadros, ou podia aproveitar a aposentadoria adiantada para pescar durante meses. O problema era Kazunari. Nino também tinha dinheiro, mas morreria longe de seus personagens, sua arte.

-Não me importo!

-Nino... - tentou trazê-lo novamente a razão.

-Você não quer assumir, Oh-chan? Quer fingir que somos apenas amigos?

Era uma pergunta séria, Ohno sabia.

-Ficarei do seu lado, não importa o que decidir – Satoshi afirmou.

************************

-E você o perdoou? - Masaki colocou um bombom na boca.

Estavam no camarim, terminando de decorar o script do programa daquele dia. Juntamente com Nino e Masaki, Matsumoto também mordiscava o doce. Sho estava em reunião, e Ohno havia sido chamado para uma participação ao vivo em um programa que ocorria naquele horário. Assim, eles tinham privacidade para conversar.

-E o que mais eu podia fazer? - Nino deu os ombros. - Ele tem razão. Chinen sempre fez de tudo para chamar a atenção de Oh-chan, e é capaz de armar para jogar-nos um contra o outro.

Masaki baixou os olhos, enquanto Jun apenas encarava os amigos, sem dizer uma palavra. A verdade é que, diante das atitudes de Ohno durante os meses anteriores a internação de Nino, Aiba estava começando a achar que Yuuri não havia mentido. Da mesma forma pensava Matsumoto. Jun havia se encontrado com Chinen uma vez, e recordava-se que o rapaz havia declarado que ele e Ohno estavam juntos. Por conta do carinho com que o líder tratou Nino durante o tempo no hospital, o caçula acabou por esquecer aquele fato. Mas, Chinen podia não ser o único culpado pela gravação.

-Ohno negou o sexo? - indagou. - Ou apenas justificou?

-Negou – Nino respondeu. - Droga, não vou dizer a vocês que estou acreditando cegamente nele; mas, Oh-chan é Oh-chan! Foi o homem que eu amei desde que me entendo por gente. Acredito que merece um voto de confiança.

Diante do olhar pasmado dos amigos, não resistiu.

-Acham que fiz mal?

-Não! - Aiba e Jun negaram, ao mesmo tempo.

Masaki segurou a cabeça com as mãos. O resto da caixa de bombom continuava a sua frente, mas o loiro, sempre guloso, não aparentava fome.

-Quem sou eu para te dar conselhos amorosos, Nino-chan? - indagou. - Sho não fala comigo desde ontem, e não dormiu na minha cama essa noite.

Matsumoto encarou o amigo, enquanto Nino segurava suas mãos.

-Estão brigados?

-Não – Masaki negou. - Não aconteceu nenhuma briga, pois ele sequer fala comigo. Já falei a você sobre a tal Sayuri Koshitsu, né? Ela esteve na minha casa ontem.

-O que queria?

-Falar que está noiva de Sho e dizer que não se importa que Audrey continue a ser amante dele – Jun respondeu.

-Audrey? - Nino arqueou as sobrancelhas. - O que Audrey tem haver com isso?

-Nada. Simplesmente Sakurai deu a entender para a família que não queria se casar porque amava outra mulher. Como a única mulher do núcleo dele é a Audrey, adivinha quem a mãe dele considera uma inimiga? - Masaki explicou.

-Pobre mãe de Sho – Nino riu. - A tal Sayuri já sabe que vai virar picadinho?

Aiba arregalou os olhos. Foi impressionante para ele a constatação de que Kazunari, mesmo sem saber dos detalhes, já compreendia qual tinha sido a reação de Morgan.

-Céus, Nino! - brigou. - Você fala como se fosse natural a Audrey ameaçar, ofender e fazer maldades! Luto com afinco para que ela mude sua natureza, e você sequer esboça alguma intenção de me ajudar.

-Mudar a natureza? Está brincando? - Nino encarou o amigo, sério. - Audrey Morgan é Audrey Morgan! Ela não vai mudar, nem deve. Pode ter uma inclinação incrível para o mal, mas age conforme o que crê. Audrey vai defender sua relação com todas as armas que puder. Você devia agradecer aos céus por isso!

Jun riu.

-Exato! Agradeça aos céus por sua melhor amiga ser uma psicopata.

-Ela não vai matar ninguém! - Kazunari a protegeu. - Vai apenas te ajudar. Quer saber? Estou mais tranquilo em saber que Morgan, possessiva como é com Sho, vai cuidar bem dele e de você, já que, convenhamos, os dois não sabem fazer isso.

Masaki o fuzilou com o olhar.

-Olha quem fala!

A leve discussão, de repente, tornou-se cena cômica. Os três começaram a rir, diante de suas dificuldades. O riso só parou quando Sho Sakurai entrou no camarim, vindo da reunião de pauta.

-Sho-chan! - Nino gritou, indo em direção ao amigo.

Sho era mais alto, e muito mais forte que Kazunari. Aiba e Jun sorriram ao ver aquele homem grande pegando o pequeno e o apertando com força nos braços.

-Como está se sentindo? - indagou o mais velho.

-Bem – Kazunari respondeu. - Vêm – chamou. - Jun-chan trouxe bombons! - apontou a caixa.

O moreno olhou para os doces. Logo em seguida, seu olhar se centralizou em Masaki, sentado à mesa em que as guloseimas se encontravam.

-Não posso – negou. - Tenho que trocar de roupa, e ir até o centro de Tóquio gravar uma matéria para o telejornal.

Voltou-se para o armário, e começou a tirar a camisa. Com um sinal de cabeça, Ninomiya chamou Jun, ambos saíram discretamente do camarim, afim de deixar Aiba e Sho sozinhos para conversarem.

-Alguma decisão importante na reunião? - Masaki puxou conversa.

-Nada – Sho balançou a cabeça, sem voltar-se. - O mesmo de sempre.

Masaki tamborilou os dedos na mesa. De costas para ele, Sho tirou a calça. Sakurai tinha um físico invejável, quase anormal para os orientais. Ele era forte, musculoso, encorpado. Tinha pernas grossas, e um bumbum que dominava as fantasias sexuais da maioria das fãs da banda.

-Sho-chan – tomou coragem e levantou-se, indo em direção ao amante -, está zangado comigo?

Beijou o ombro nu de Sho. O outro, ainda de costas, não esboçou nenhuma reação com a carícia.

-Não. - Foi a resposta fria.

-Senti sua falta na cama... - sussurrou, colando o corpo ao outro.

-Estava sem sono – a explicação aparentava uma extraordinária falsidade.

Havia algo errado. E aquilo começou a apavorar Masaki. Apertou com força o amado nos braços, temeroso de perdê-lo. A boca de lábios grossos, subitamente voltou-se para ele e o beijou. Masaki gemeu, aliviado pela reação de Sho.

-Preciso ir trabalhar – Sho avisou.

-Só mais um pouquinho – pediu, unindo novamente os lábios ao de Sakurai.

Apesar da postura firme do outro, e o corpo não movendo-se ao seu encontro, Aiba agarrou-se a única chance que tinha. Por mais que Sho não correspondesse com paixão aos seus beijos, ao menos não o estava rechaçando.

-Amo você – disse, deslizando os lábios pelo rosto de Sho, o queixo, o pescoço.

-Aiba – Sho o empurrou, delicadamente. - Eu preciso ir gravar – insistiu.

Lágrimas se formaram nos olhos castanhos do loiro. Ele as secou tão logo as sentiu.

-Você ainda me ama, né Sho-chan?

-Por que a gente não conversa sobre isso em casa, à noite?

-Isso é um não?

-Isso é um "eu preciso terminar de me vestir, e ir trabalhar"!

Aiba socou o peito de Sho. Da dor, sentiu o rosto esquentar pela raiva.

-Custa dizer o que está sentindo? Estávamos transando todas as noites, e após a visita de Sayuri, você não voltou a minha cama. Agora, se recusa a falar de sentimentos! Diga logo o que está sentindo, Sho-chan! Se está arrependido da decisão que tomou, não quero ter que esperar até a noite para ouvi-lo!

Sakurai suspirou profundamente.

-Só preciso de espaço – pediu.

-Espaço?

-Para pensar – justificou.

Masaki digeriu bem as palavras, antes de voltar-se em direção a porta, numa tentativa mal sucedida de fuga.

-Aiba – Sho segurou seu braço.

-Você já tomou sua decisão, Sho-san! - Masaki quase gritou. - Está apenas tentando me dar tempo para aceitar! A verdade é que vai voltar para casa de seus pais e se casar com quem sua mãe decidir! - afirmou, chorando. - Me solte! Pode fazer o que quiser!

De repente, sentiu todo o corpo sendo pressionado contra o outro. Sho era muito mais potente que ele, e sempre o submetia quando queria.

-Pare de gritar! - Sakurai repreendeu. - Eu já decidi ficar com você, então pare com esses escândalos ridículos!

-Ridículos? - Masaki questionou. - Você pediu espaço!

-Para engolir minha perda! - explicou. - Será que você pode respeitar o fato de que eu amo a minha mãe? Será que pode me deixar quieto e ter consideração com minha dor?

Só então Aiba percebeu o quanto Sakurai aparentava estar abatido.

-Não me importo com a herança – Sho soltou Masaki. - Mas, minha mãe nem me ligou. Nem ao menos uma mensagem no celular. Acreditava que ela fosse atrás de mim, mas nada...

-Sho-chan...

-Como você acha que vou ter cabeça para fazer sexo? Desculpe, mas se a minha mente não está bem, o resto do meu corpo não reage. Então, se puder, respeite meu espaço.

Masaki sabia disso. Pelos céus, os dois estavam juntos a mais de dez anos! Como pudera ser tão egoísta com Sho? Um dos motivos daquele relacionamento ter dado certo foi que ele não atravessava os limites. De repente, agira contra tudo que aprendera ao lado de Sakurai durante aquela década.

Viu Sakurai voltar-se novamente para o armário, e começando a vestir o paleto. O moreno estava prestes a deixar o camarim, quando ele correu em sua direção e segurou seu braço.

-Sho-chan, me perdoe...

Pensou que Sakurai iria sair sem responder, costume dele. No entanto, ficou descansado quando o outro dirigiu-lhe um sorriso.

-A noite, nos dois conversamos – avisou.

Assentiu.

Sho foi até a maçaneta, certo em abri-la, mas parou subitamente. Diante de um Aiba com os olhos ainda molhados, ele fez uma reverência pegando suas mãos.

-Amo você – Sho sussurrou.

Masaki podia flutuar naquele momento, tamanho o sentimento de leveza que o tomou.

Continua...
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MensagemAssunto: Re: [COMPLETA] Redenção   Qui Mar 03, 2011 10:23 pm

kyaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
que capitulo foi esse
*sangramento nasal
kyaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
to louca que a Audrey faça algo com a Sayuri.
tadinho do Sho, que confusao que ele ta vivendo.
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MensagemAssunto: Re: [COMPLETA] Redenção   Qui Mar 03, 2011 10:26 pm


a Audrey é mto esperta..e ela é fria, nao age por impulso. Ela vai deixar a poeira baixar..e qdo a Sayuri menos esperar... vai levar o troco. E vai ser de forma bemmmm publica..kkk
brigada pelo apoio amore
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MensagemAssunto: Re: [COMPLETA] Redenção   Sex Mar 04, 2011 4:07 am

q cara estupido esse q esta te criticando
quer criticar? pois entao q tenha argumentos para tal
e ainda entra na comuna de quem é fã só pra difamar a autora
é mta babaquice mesmo

bem, comentando a fic

por mais que seja um alivio eles terem feito as pazes ao menos por enquanto
Ohno nao merece
claro q quero q eles fiquem juntos
mas Ohno agiu mto mal
e esse Chinen...sem comentarios
tadinho do Sho
da pra imagiinar o qto ele esta sofrendo
to doida pra saber o q a Audrey vai aprontar
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MensagemAssunto: Re: [COMPLETA] Redenção   Sex Mar 04, 2011 3:11 pm

Naraaaaaaaaaaaaaaaa
Tadinho do Ohno, mas vc ta certa. Ele nao merece! Ele so apronta, mente e esconde as coisas. Ele dá a desculpa q é pq o Nino ta doente, mas a verdade é que ele tem medo.. age com covardia... sabe q pisou na bola msm!
Brigada pelo apoio amoreeee
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MensagemAssunto: Re: [COMPLETA] Redenção   Sex Mar 04, 2011 3:12 pm

Amadas, importante:
Um dos meus livros vai ser sorteado. Quem quiser participar do sorteio:

http://livro-guardians.blogspot.com/2011/02/resenha-insignia-de-claymor-promocao.html
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MensagemAssunto: Re: [COMPLETA] Redenção   Seg Mar 21, 2011 7:15 pm

Redenção

Capítulo 21

Por Josiane Veiga

N/A: Más noticias. Aparentemente, Redenção não ficará menor que Rendição, conforme era meu desejo (quanto menor, mais barato é o livro). Ontem, colocando o esboço no word, e formatando na folha de A5, os 20 capítulos anteriores chegaram a 364 paginas, Rendição completa teve 320 paginas. Não sei como pude escrever tanto, mas parece que a saga completa RENDIÇÃO / REDENÇÃO / REMISSÃO passará das 1.000 páginas, com letra tamanho 8! Nunca pensei nisso, mas, acho que será uma espécie de bíblia yaoi (pelo tamanho, hauahau)... enfim, sei que prometi capítulo somente para a Pascoa, mas inspiração estava ativa, e Rosa entre Espinhos está bem adiantada no processo de configuração. Assim, aí está o capítulo 21!


Uma semana depois de sair do hospital, Kazunari começou a sentir o corpo doer novamente. Tal acontecimento causou-lhe aflição, pois estava, a muito custo, seguindo todas as recomendações médicas, incluindo tomar o amargo medicamento corretamente.

Caminhou em direção ao estúdio onde realizariam uma gravação. Os amigos já o aguardavam lá. Nino havia ficado para trás com a desculpa de refazer a maquiagem que não estava do seu gosto. Na verdade, queria respirar fundo e tentar amenizar a forte cólica com um calmante. Não desejava que nenhum dos membros do Arashi desconfiasse de sua situação, afinal, tinha pesadelos de voltar ao hospital.

-Kazu? - A voz de Satoshi fê-lo levantar a face. - O que houve? Estamos te esperando para começar a gravar.

A reprimenda foi dita de forma doce, e Nino sorriu mascarando sua angustia.

-Não encontrava um assessório – explicou, indiferente.

Ohno pareceu surpreso pela justificativa, mas não teceu nenhum comentário adicional.

Kazunari mantinha o corpo ereto, numa postura autoconfiante. Era, acima de tudo, um excelente ator. Apesar de passar os olhos pelo corpo de Kazu, Satoshi não conseguiu perceber nada de anormal. Assim, sorriu.

-Vamos? - indagou.

Logo se virou de costas, e começou a caminhar em direção ao set. De repente, sentiu a mão macia de Nino segurando a sua. Estavam em um ambiente público, onde funcionários da empresa de televisão caminhavam de um lado para o outro, apressados, a fazer suas atividades. Entretanto, Ohno sabia que por mais que estivessem ocupados, cada um deles notou o gesto de Nino, e alguns olhos os encaravam mais tempo do que o normal.

Ao chegar ao camarim, Nino não largou sua mão. Os amigos, acostumados aquilo, fingiram indiferença, e durante os dez minutos que permaneceram ali aguardando serem chamados para entrarem ao vivo, eles conversaram sobre assuntos diversos.

O que Kazunari sequer desconfiava era que ninguém ali pensava que ele permaneceria com as mãos entrelaçadas às de Ohno quando entrassem no ar. Era verdade que não seria a primeira vez que fariam aquilo, mas antes eram garotos e muitos achavam fofa aquela amizade sólida. No entanto, Ohno, agora, já havia passado dos trinta anos, e Nino também se encaminhava para a meia-idade. Não, não poderiam agir daquela forma em frente às câmeras sem causar um tremendo rebuliço em toda a imprensa do país.

-Pessoal do Arashi – a voz de uma assistente se fez ouvir -, por favor, no estúdio B agora.

Ohno olhou discretamente para as mãos unidas e imaginou se Nino entraria no ar daquela forma. Quando percebeu o sorriso vitorioso e atrevido de Kazu, teve a confirmação. Sem uma palavra, ou qualquer iniciativa de se objetar ao amante, permaneceu quieto, imaginando o que o dono da empresa e a principal assessora deles faria. Pensando nela, olhou em volta. Não viu Karin-san. Seria uma sorte incrível se ela não aparecesse. A probabilidade, no entanto, era mínima. Em tantos anos de carreira, podia se contar nos dedos as faltas de Karin.

De repente, um som característico deu-lhes o sinal para adentrarem o estúdio. Masaki e Jun entraram na frente, acenando para as fãs que, enlouquecidas, gritavam seus nomes na platéia. Sho estava logo atrás, com seu sorriso satisfeito e masculino. Porém, os gritos, já altos, tornaram-se ensurdecedores quando as mulheres avistaram o casal que entrava por último.

Ohno virou o rosto para observar a reação de Kazunari. Sabia que Nino amava a reação do público; naquele ambiente, era como se o que viviam fosse completamente aceito. Ao mesmo tempo, algum aborrecimento sempre refletia no semblante perfeito do moreno, quando o pensamento era de que aquela reação fosse apenas porque as fãs adoravam o fanservice.

O apresentador do programa aproximou-se da banda, cumprimentando-os. O último CD deles havia ficado por meses na posição de mais vendido do país, e a banda havia sido escolhida na última semana como uma das cinco melhores de toda a Ásia. Além disso, o programa de televisão deles era o atual campeão de audiência do canal, e o filme de Jun seria a maior superprodução da história do cinema do país.

Havia, portanto, muito a ser dito, perguntado e explicado, mas o olhar do senhor de cinquenta anos que segurava firmemente o microfone estava fixo nas mãos dadas de Kazunari e Satoshi. Sho foi o primeiro a notar que o olhar era carregado de crítica, e o corpo se moveu levemente em direção aos amigos, os demais chegaram àquela conclusão pouco depois. Aiba permanecia com um sorriso feliz, mesmo nervoso, tentando animar o ambiente, enquanto Matsumoto aproveitava o momento para mexer no cabelo e provocar ainda mais gritos.

-Ninomiya-san e Ohno-san são muito amigos, né? - O apresentador indagou, subitamente.

A pergunta surpreendeu os cinco. Normalmente os companheiros de televisão fingiam ignorar as atitudes suspeitas do grupo, o que os tornava ainda mais misteriosos.

-Somos namorados.

A resposta de Kazunari provocou ainda mais gritos. Ele olhou para a platéia e riu, acenando para as fãs com a mão livre. Ohno continuava fingindo que nada estava acontecendo, atitude tal que representava a muitos anos em frente às câmeras. Os amigos riram, como se as palavras fossem piada, enquanto o apresentador sorria falsamente.

-É verdade, Ohno-san? - O homem insistiu.

A pergunta dirigida a si fez Satoshi enfim sair do casulo. Olhou para Nino de forma muito apaixonada, e então se voltou para o homem. Kazunari aguardou com ansiedade a resposta. Naquele momento, a dor que sentia deu uma trégua, tamanha a preocupação pela resposta de Ohno.

-Há anos – completou, confirmando.

Os gritos recomeçaram. Nino fez uma reverência, agradecendo, e logo o apresentador resolveu pedir para que o grupo cantasse seu mais novo sucesso, e encerrasse sua apresentação.

Meia hora depois eles chegavam suados ao camarim. Entretanto, riam.

-Céus, achei que Tomoda-san – Jun referia-se ao apresentador – fosse desmaiar!

-Ele que provocou – Nino devolveu.

Mas, o riso morreu logo depois. Ao observarem o camarim viram, sentada no sofá, Karin. Masaki, Jun e Sho foram direto aos banheiros, loucos para evitar um confronto, mas Kazunari e Satoshi sabiam que não poderiam fugir.

-O que foi aquilo? – A mulher referia-se a apresentação no programa. - Kazunari, você fica ausente por meses, e quando volta é para me matar do coração?

-Só respondi com sinceridade uma pergunta – Nino se defendeu.

-Seja sincero em outro departamento de sua vida! Esse é o seu trabalho, e tudo que eu não preciso agora é que o mundo descubra que você dá essa bela bunda para o líder da banda! - ela foi vulgar, como sempre.

Nino encolheu-se de leve, e Ohno não teve dúvidas em colocar-se à frente dele, para protegê-lo.

-Nós cumprimos nosso papel muito bem – as palavras foram carregadas de um tom irônico. - Ninguém mais nesse país dá tanto lucro quanto o Arashi! Ninguém lota dias seguidos os shows, ou vende tanto Cds! Mais ninguém tem tanta audiência, ou são melhores garotos-propagandas para as diversas marcas que tem nosso nome!

-E sabe o por quê? - Karin estava possessa. - Precisa que eu lhe diga o porquê, Satoshi Ohno? - refez a pergunta. - Estive com vocês desde que eram crianças sem talento. Eu os transformei no que são hoje, então, não ouse levantar essa voz arrogante para mim! - gritou.

Ohno a respeitava demasiadamente, sabia disso. O homem logo baixou a face, constrangido. Mesmo assim, ele não saiu da frente de Kazunari.

-Eu não me importo se vocês dois fazem sexo! - A mulher pareceu mais calma ao pronunciar isso. - Na verdade, sequer ligo se resolverem fazer orgia entre os cinco dentro do banheiro do camarim. O que fazem dentro de quatro paredes não me interessa! Mas, eu sou responsável pela imagem que passam ao público e não vou deixá-los destruir os sonhos de tantas garotas!

Ohno quase riu. Quando falava assim, Karin até parecia se importar com o amor das fãs. Bem sabia ele que era o dinheiro delas que interessava a empresa.

-A maioria adora nos ver como casal... - Kazunari se manifestou.

-A maioria acha que é brincadeira! - Karin gritou. - Vocês são os príncipes encantados dessas garotas! Bonitos, ricos, perfeitos. Não andam com várias mulheres, independente dos boatos que às vezes temos que implantar para salvar a imagem de ambos. São responsáveis, trabalhadores, gentis com crianças e idosos. Elas sonham com vocês dois à noite, e garanto que não é com os dois fazendo sexo entre si!

Dizendo isso, deu as costas e voltou para a porta. Entretanto, antes de conseguir sair do camarim, a voz de Nino a fez voltar.

-Não vou mais esconder meu relacionamento – ele avisou. - Não me importo o que acha. Já dei muito a JE, já paguei minha dívida com vocês, se é que um dia a tive. Não vou mais viver mentindo e aceitando boatos para que a empresa arrecade cada vez mais às minhas custas. Se ainda me quiserem assim, tudo bem, mas se não, podem me demitir.

Naquele momento, Aiba saiu do banheiro. O olhar do loiro parecia espantado pelas palavras.

-É uma ameaça, Kazunari? - Karin questionou.

-É apenas um comunicado.

Ela aquiesceu.

-E você? - dirigiu-se a Ohno. - O que diz?

Ohno demorou cinco segundos para responder; mas, quando o fez, tinha convicção.

-Seguirei Nino para onde ele for.

A porta foi fechada com um estrondo.

.*.*.*~~~~~~

-Você ficou louco? - Audrey indagou.

A americana, Ninomiya e Masaki estavam sentados no refeitório da empresa, em um privativo e confortável canto do enorme estabelecimento. A mulher bebericava um suco de laranja, enquanto os membros da banda bebiam água mineral.

-Estou cansado de fingir! - Nino a respondeu.

-Ser um artista é sua essência, sua alma. Se for demitido...

-E você acha que a JE é tão idiota de me mandar embora? - Nino a interrompeu. - Só me darão um chute no traseiro quando o Arashi acabar. Enquanto formos uma banda que rende milhões aos cofres da empresa, duvido que me demitam!

Aiba mantinha os cotovelos na mesa, captando as palavras dos amigos com uma tentativa vaga de interesse. Quando os olhos castanhos esverdeados de Morgan voltaram-se para ele, a mulher até tentou questionar algo, mas foi surpreendida por uma voz delicada a frágil às suas costas:

-Senhor Ninomiya-san?

Audrey voltou-se para trás e encarou Yuuri Chinen. O rapaz bonito estava parado bem à sua frente, mas sequer a olhava. Toda a sua atenção estava voltada para Nino. Este, espantado demais para devolver o cumprimento, abriu a boca, chocado com tamanha audácia.

-Fico feliz que esteja bem, e já tenha voltado ao trabalho – Chinen disse, sorrindo. – Recebeu minhas flores no hospital? Fiz questão de escolher as suas favoritas para animá-lo.

Morgan sabia o que havia acontecido. Nino lhe mostrara o vídeo quando havia o visitado no dia anterior, durante a ausência de Ohno que estava gravando uma externa para o programa da banda. Ao contrário de Jun e Masaki que, apesar de tentarem negar, não acreditavam na inocência de Satoshi, ela havia passado uma vida toda estudando cada gesto e ato de Ohno, e reconhecia que ele não havia traído Kazunari, e sim que apenas caíra em uma armadilha bem armada.

-Como você ousa falar comigo? - Nino enfim se pôs de pé. Morgan e Aiba também se ergueram, receosos de um confronto. - Como se atreve a vir falar de minha saúde depois de tudo que fez?

Os olhos negros de Yuuri se arregalaram. Morgan aguardou as desculpas afoitas de Chinen, e talvez até uma ou outra justificativa ridícula. No entanto, surpreendeu-se mais uma vez naquele dia:

-Fala do vídeo?

Os olhos de Morgan obscureceram assim que percebeu a postura reta e firme de Chinen. O tom não mostrava culpa ou sequer constrangimento.

-Desapareça da minha frente! - Nino rugiu, baixo. - Nunca mais fale comigo ou com Oh-chan! Fique longe do meu marido!

Todavia, Yuuri sequer se mexeu.

-Vi na gravação feita de manhã que vocês dois não se separaram, apesar da traição de Ohno-san.

-Você quer destruir minha vida – Nino aproximou-se perigosamente do menor -, mas não vai conseguir! Eu confio em Oh-chan! Não vai abalar meu relacionamento com suas mentiras e armações.

Chinen negou com a face.

-Destruir sua vida? Jamais faria isso, pois tenho muita afeição pelo Ninomiya-san.

Aiba e Morgan se encararam, cada vez mais admirados pelas palavras. Ao contrário deles, Kazunari não conseguia analisar as frases com calma. Segurava-se para não voar no belo pescoço de Yuuri, apertando-o até matá-lo.

-Afeição? - Nino cuspiu as palavras. - Está ficando louco?

-Ohno-san não via que Ninomiya-san emagrecia a cada dia que passava. Ele não percebia sua falta de apetite e o quanto que trabalhava. Estava sempre mais interessado em pescar e cuidar da própria vida. Ele não o ama de verdade, e eu apenas quis mostrar ao senhor o que não conseguia ver. Não sei que mentira ele inventou para o senhor, mas estava no meu apartamento porque quis, e fez sexo comigo porque me desejou.

Nino ergueu a mão para esbofetear a face arrogante de Chinen, mas foi impedido por Aiba, que segurou seu braço.

-Nino, vamos embora... - o loiro pediu.

-Mas...

-Vamos embora!

O mais velho puxou o melhor amigo com força, e praticamente o arrancou do refeitório. Chinen ainda ficou olhando ao longe Kazunari se afastando. O olhar do mais jovem era carregado por um sentimento que Morgan conhecia muito bem.

-Se você o ama – Audrey disse, séria – deixe-o livre para ser feliz com quem ele ama.

De repente, o olhar ansioso de Yuuri se voltou para ela.

-O que você sabe? - Yuuri aparentava estar furioso. - Aliás, quem é você?

-Alguém que também o ama...

Chinen se aproximou rapidamente dela.

-Ele é meu!

-Ele é de Ohno Satoshi, independente da sua vontade!

-Ohno-san? Ohno-san nunca o amou. Apenas o deseja por sua aparência...

-Também já pensei assim, mas não é verdade! Ohno o ama, lutou contra tudo e todos por Kazu, e não vai desistir dele, não importa o que ocorra. É perda de tempo ficar se iludindo. Prossiga com sua vida, e encontre seu próprio caminho – aconselhou-o.

-Cala a boca! - rebateu. - O que sabe de mim?

-Sei que passou a vida toda imitando Nino. Reconheço seu perfume, é o mesmo de Kazu. Sempre agiu da mesma forma, caminha do mesmo jeito, senta-se com as pernas cruzadas como Kazunari. A única diferença entre vocês é que você finge amar Ohno enquanto Nino tem um sentimento verdadeiro.

Morgan respirou fundo antes de continuar.

-Suas atitudes para chamar a atenção de Nino foram ridículas. Ao invés de lhe despertar simpatia e carinho, fez com que ele o odiasse. Nino surtava com cada recado que você mandava para Ohno em revistas ou entrevistas, e o vídeo que o enviou apenas selou o ódio eterno no coração de Ninomiya. Ele te vê como um rival, não como alguém que possa vir a amar.

Chinen balançou a cabeça, em descrédito.

-Fiz o que fiz para que Ninomiya-san abrisse os olhos. Ele ainda vai me agradecer. Um dia, quando estivermos juntos, ele perceberá todos os sacrifícios que já realizei por causa dele.

-Agradecer? Ele não acreditou na sua mentira!

O sorriso misterioso de Yuuri causou arrepios em Morgan.

-Aguarde e verá!

Quando Chinen virou as costas, Audrey teve uma certeza: a batalha de Ohno pelo coração de Nino estava apenas começando.

.*.*.*~~~~~~

-Onde você estava? - Nino questionou assim que Audrey entrou no camarim.

-Estava conversando com Yuuri Chinen – foi sincera. - Precisa tomar cuidado com o tipo de amor que Yuuri sente – aconselhou-o.

-Acha que não sei? - Kazunari jogou-se no sofá da banda. - Mas, ele não vai tomar meu Oh-chan! Não vou deixar! Vou lutar até o fim, não me importa o quão bonito seja Yuuri Chinen!

Morgan permaneceu parada ao lado da mesa central do camarim. Seus olhos pareciam ler Kazunari e, chocada, notou que Nino nunca havia percebido os reais sentimentos de Yuuri. Na verdade, talvez ninguém mais além dela enxergava a realidade.

-Você acha que ele é apaixonado por Ohno? - indagou, jeitosamente.

-Claro! - Nino respondeu. - Desde que era um moleque de dez anos. Vivia correndo atrás de Satoshi pelo estúdio. Uma vez disse que iria cortar o cabelo igual ao meu porque Ohno-san gostava...

"Ou foi porque ele te idolatra...", pensou Audrey.

-Quer saber? - Nino não a permitiu retrucar. - Vou para casa fazer sexo com Ohno até não aguentar mais! Vou descarregar toda a minha raiva no corpo delicioso de Satoshi.

Indiferente aos olhares dos amigos, Nino pegou sua bolsa e saiu praticamente saltitando do camarim. Por alguns segundos Audrey e Aiba se encararam, surpresos, e então começaram a rir.

-Ele é tão egoísta às vezes, não? - Ela comentou. - Sequer notou o quanto você está triste.

As palavras femininas fizeram o loiro estremecer.

-Triste? Está enganada, Audrey-san...

A mulher de cabelos negros sentou-se ao lado de Masaki no sofá. As mãos trouxeram os dedos masculinos até seu colo, e ela começou a acariciá-los, num gesto púdico.

-Sei que Sho está dormindo no sofá...

-Faz uma semana – Aiba completou, aparentando tranquilidade. - Não estamos brigados, não se preocupe. Ele apenas está... como posso dizer... triste pela atitude da mãe.

Encararam-se intensamente. Morgan ergueu a mão, e acariciou a face delicada do amigo. Aquela tímida carícia fez Aiba enfim desabar.

-Sho-chan está tentando me punir, eu sinto isso – confessou, subitamente, com lágrimas nos olhos. - É o jeito dele de me castigar por nossa relação. Ele diz que me ama, que quer assumir nosso relacionamento, mas agora sequer dorme comigo na mesma cama. Não falo de sexo, pois já temos uma relação longa demais, e sei que Sakurai não é tão fogoso quanto o imaginário das fãs. Já tivemos abstinência antes. Já ocorreram situações que ele me ignorou por semanas, simplesmente porque não sentia vontade nenhuma. Assim, sexo não é o problema. O que me preocupa é a falta de comunicação. A falta de carinho, do toque, das palavras encorajadoras.

-Mas ele brigou com a mãe por minha causa, não por sua...

-Ele brigou com a mãe por causa de Sayuri e pelo casamento. Você foi apenas a consequência do problema principal.

Morgan negou com a face.

-Ele te ama...

-Ele disse isso semana passada. Mas, uma frase não é o mais importante num momento como o nosso. Sabe a loucura que Nino fez de manhã? Eu gostaria que o sentimento de Sho, pelo menos uma vez, fosse menos teórico e mais prático!

Audrey negou com a face.

-Esqueça isso, Aiba – orientou. - Sho é um intelectual, então ele age com a mente. Essas atitudes impensadas que podem colocar em risco não só a carreira de vocês como também a imagem da banda não serão praticadas por Sakurai. Ele pode até admirar Nino pelo ato, mas jamais faria algo tão imprudente. O dia que assumirem, será da forma mais calma e pacifica, causando menos escândalo possível.

Masaki assentiu.

-No entanto – a voz dela agora era animada -, podemos fazê-lo sentir disposição para o relacionamento. Essa história de dormir no sofá não combina com Sakurai.

-Sho-chan não é o tipo de homem fácil de seduzir...

Repentinamente, Masaki sentiu seu nariz sendo tocado pelo de Morgan. O olhar convicto dela adentrou o seu, como se pudesse ler sua alma, decifrar sua mente, entender seus medos. Porém, aquela sensação não era desconfortável, ao contrário, trouxe-lhe segurança.

-Tudo vai dar certo – ela disse, firme.

Pela primeira vez naquele dia, Masaki sentiu-se otimista.

.*.*.*~~~~~~

Sakurai Sho estranhou o fato de todas as luzes estarem apagadas ao chegar no sítio. Não era tão tarde assim, e Masaki costumava aguardá-lo para jantarem juntos. Mesmo assim, não chamou por seu nome, afinal, Aiba podia já estar dormindo (Shipou com certeza estava!), e Audrey costumava se trancar no quarto à noite para ler.

Caminhou em direção a cozinha, acendeu as luzes. Um sanduíche estava coberto por uma pequena toalha, e o suco de frutas estava na geladeira. Masaki não o havia aguardado, mas deixara tudo pronto. Era, realmente, um excelente companheiro.

Sentou-se para comer quando ouviu o som da porta do quarto sendo aberta. Em segundos, Aiba aparecia na cozinha vestindo uma camisa velha e comprida... reformulando, somente uma camisa velha e comprida!

Os olhos de Sakurai cravaram imediatamente nas coxas firmes e finas do companheiro. Ele sabia, por experiência, que Aiba não estava usando nada por baixo. Pensamentos eróticos e sensuais começaram a inundar sua mente numa velocidade espantosa, e então ele começou a comer para espantá-los.

-Não vi você chegando, Sho-chan... – a voz fina e delicada de Masaki quase o fez engasgar.

-Por que foi dormir tão cedo? – Questionou, mudando de assunto.

-Estava cansado... – desconversou. – Quer que eu prepare seu banho?

-Irei tomar apenas uma ducha rápida – negou.

Um banho quente na banheira com Aiba andando pela casa vestido daquela forma terminariam por enlouquecer Sakurai.

Tão logo engoliu o alimento, correu até o banheiro. Como ele usava o da suíte principal, não pode evitar a visão estupenda de um Aiba deitado na cama, os cabelos de comprimento médio esparramados sobre os travesseiros brancos e a pele nua das coxas, deliciosa, provocando-o.

-Você vai dormir no sofá, novamente, Sho-chan? – Aiba questionou, o tom baixo e quente.

-Nós já conversamos sobre isso – Sakurai respondeu, a contragosto.

Por que diabos estava dormindo longe daquela figura exótica e apetitosa? Era realmente um idiota!

-Você não precisa dormir no sofá – Aiba perseverou. – Fico preocupado em vê-lo em lugar tão desconfortável. Pode dormir na cama, não tocarei em você.

Sho aquiesceu. Dez minutos depois, de cabelos molhados e de toalha em volta da cintura, deitou-se no leito. Aiba estava longe, do outro lado, encolhido e de costas para ele. Não fazia a menor menção de uma aproximação, o que, estranhamente, não causou nenhum alívio em Sakurai.

-Como foi seu dia? – o moreno perguntou.

-Igual ao seu. – Foi a resposta fria.

Algo na voz do loiro fez Sho se virar em direção ao namorado.

-Está zangado com alguma coisa?

-Iie – negou.

Apesar da negativa, Sho conhecia-o muito bem.

-Me desculpe por estar sendo um péssimo namorado... – sussurrou.

Um suspiro alto quase o fez rir.

-Ainda bem que você reconhece.

Dessa vez não resistiu. Puxou Aiba em direção a si, abraçando-o. O bico adorável dos lábios e o olhar ansioso e surpreso foram recompensados por um beijo sedento.

-Posso fazer amor com você? – indagou, a voz baixa e sensual.

-Não quero – Aiba negou, não tão convincente.

Subitamente, se viu de barriga para cima. O corpo forte e pesado de Sho contra o seu, os lábios carnudos deslizando por cada pedaço de pele desnuda que conseguia visualizar.

-Ninguém nega nada a mim – Sho comunicou.

Ninguém se opõe facilmente a algo que Sho Sakurai deseja... nem mesmo Aiba. Era uma verdade provada mais uma vez naquela noite.

Continua...
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MensagemAssunto: Re: [COMPLETA] Redenção   Qua Mar 23, 2011 2:30 am

oh nem sabia q terá Remissão tbm
uau!!! uma trilogia entao *-*
Chinen é muito ousado e abusado
fico feliz que o Sho dessa vez procurou pelo Aiba *----*
mas como seguirá os proximos dias, isso quero saber
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MensagemAssunto: Re: [COMPLETA] Redenção   Qua Mar 23, 2011 3:23 pm

A continuação vai ser realmente preocupante... e vai ser o final dos cap. Redenção terá momentos muito tristes, e o final vai ser de cortar o coração... mas remissão vai consertar isso^^
obrigadaaa pelo apoio amore
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MensagemAssunto: Re: [COMPLETA] Redenção   Dom Abr 10, 2011 6:41 am

Citação :
Sentou-se para comer quando ouviu o som da porta do quarto sendo aberta. Em segundos, Aiba aparecia na cozinha vestindo uma camisa velha e comprida... reformulando, somente uma camisa velha e comprida

JOSIANE COMO VOCE ME ESCREVE UMA CENA DESSAS????????????????????? VOCE QUER QUE EU MORRA DE HEMORRAGIA NASAL EHHHHHHHHHHHHHHHHH??????????????????????????

Citação :

Dessa vez não resistiu. Puxou Aiba em direção a si, abraçando-o. O bico adorável dos lábios e o olhar ansioso e surpreso foram recompensados por um beijo sedento.

-Posso fazer amor com você? – indagou, a voz baixa e sensual.

-Não quero – Aiba negou, não tão convincente.

Subitamente, se viu de barriga para cima. O corpo forte e pesado de Sho contra o seu, os lábios carnudos deslizando por cada pedaço de pele desnuda que conseguia visualizar.

-Ninguém nega nada a mim – Sho comunicou.

SAMUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUU!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
NAO ME MATE DESSE JEITO
TENHA PENA DE UMA POBRE ALMA PERDIDA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!


Última edição por renata chan em Seg Abr 11, 2011 10:29 pm, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: [COMPLETA] Redenção   Seg Abr 11, 2011 7:00 pm

Renataaaa
q prazer fazer você surtar^^ hehehehe
tambemmmm adorooo essa cena, acho q ela foi bastante a cara de sakuraiba^^ hehehe
mtooo obrigada pelo apoio^^
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MensagemAssunto: Re: [COMPLETA] Redenção   Seg Abr 18, 2011 3:50 pm

Redenção
Capítulo 22
Por Josiane Veiga


Nota da autora: Não falei que eu voltava? A Rosa entre Espinhos acabou sendo lançada antes da páscoa. Ficou lindo, e quem quiser conferir o resultado é só acessar o link: http://clubedeautores.com.br/book/43068--A_Rosa_entre_Espinhos . E também, com a publicação da REE, eu agora posso me dedicar completamente ao meu quarto livro, que será Redenção ^.^
Enfim, vocês ainda lembram da história? Nino descobriu o “mini sexo” de Ohno com Chinen. No entanto, optou por confiar em Ohno, que negou tudo. E Sakuraiba estava em crise, até Aiba colocar aquela camisa velha e chamar Sho pro quarto. Qualquer coisa, releem o capítulo 21, pois é importante que lembrem bem (especialmente sobre Sakuraiba) para não perderem a continuidade da história^^
Enfim, boa leitura ^.^









Por mais que os planos de Kazunari para àquela noite fossem sexo e paixão, quando ele deitou-se na cama tudo que pensou foi no quanto estava aliviado pelo dia ter terminado.


Assim que entrou no apartamento, percebeu na geladeira um bilhete de Ohno, comunicando que o mesmo iria ajudar Jun a decorar um texto para seu filme, e que estaria em casa a tempo de jantarem juntos. Serviu Junior com a ração e, após jogar a nota adesiva no lixo, foi até o banheiro para tomar banho.


Ficou deitado na banheira cerca de meia hora, relaxando sobre a água quente. O corpo inteiro estava dolorido, o que fazia-o ter certeza que sexo não aconteceria nessa noite.


Não vestiu-se assim que se secou. Nu, aconchegou-se embaixo das cobertas, respirando pausadamente e profundamente, como se o ato causasse-lhe desconforto.


-Nino-chan?


A voz de Satoshi o fez abrir os olhos. O Riida estava à sua frente, parecendo preocupado.


-Não se sente bem?


Nino sentiu o coração disparar. O medo de ficar doente só não era maior que o pavor de retornar ao hospital e ser submetido novamente a agulhas, seringas e remédios amargos.


-Só estou cansado – explicou. - O dia não foi fácil para mim...


Ohno pareceu acreditar.


-Até você voltar ao ritmo da nossa rotina, será cansativo – sorriu, sendo compreensivo. - Já jantou?


Kazunari até pensou em contar mais essa mentirinha. No entanto, recordava-se que num passado recente quase morreu por causa de sua falta de apetite. Precisava vencer esse fantasma presente que o perseguia dia após dia sem dar-lhe folga.


-Não ainda – sussurrou.


Ohno balançou a cabeça, enquanto saía da suíte. Nino voltou a fechar os olhos, e quase dormiu. No entanto, foi novamente interrompido por Satoshi, que retornava com salada verde e peixe grelhado.


-Olha só o que eu fiz pra você... - A voz carinhosa do líder do Arashi comoveu Kazunari. - Espero que goste.


O moreno sabia que o namorado não gostava das práticas domésticas, então aquela atitude representava muito para Kazu.


-Arigatou, né? - Agradeceu, sentando-se na cama.


Enquanto comia, sentiu os dedos longos e finos de Ohno acariciando suas pernas. Ohno parecia atento a cada mastigada que dava. Queria sentir-se intimidado por aquilo, mas sabia que aquela atitude provinha do amor que o líder dedicava a ele.


Quando terminou a salada, percebeu Ohno rir. Naquele momento, amaldiçoou Yuuri Chinen com todas as suas forças, já que o adolescente insistia em tentar colocar em sua cabeça que o amor do mais velho era falso.


-Conversei com Yuuri hoje – contou, subitamente.


As palavras escaparam, na verdade. Não desejava deixar que sua relação se abalasse por conta daquela criatura.


-E? - Ohno aparentou curiosidade.


-Ele insistiu que transou com você.


Ohno ficou zangado.


-Isso é mentira! - afirmou. - Você acredita em mim, não?


-Se eu não acreditasse, você não estaria mais na minha vida – Nino rebateu.


Ohno pareceu satisfeito pelas palavras. Logo tirou a mesinha de cima de Kazunari, levando-a para o cozinha. Ao retornar, encontrou-o dormindo novamente. Foi espantoso como Kazu conseguia dormir tão rápido, mas ele não fez caso. Entrou no banheiro e dirigiu-se ao chuveiro. Certo de sua inocência no caso Chinen, descansou o corpo dentro da água morna da banheira.


*******


Audrey Morgan abriu a porta da geladeira e observou atentamente seu interior antes de se decidir pelo suco natural de laranja ao invés da água fria.


Com a jarra na mão, ela caminhou em direção à mesa e sentou-se sobre uma confortável cadeira de madeira revestida com camurça. Seus olhos brilhantes apreciaram a cozinha de Masaki com um sorriso nos lábios. Fato que o amigo loiro era extremamente excêntrico, inclusive com sua mobília. Por algum motivo, Aiba gostava de tapetes na cozinha, mesmo que os mesmos vivessem sujos pela comida que, eventualmente, caia em cima. Também amava cores intensas, especialmente o verde, e não se importava que a tonalidade não combinasse em nada com o restante da casa.


Bebeu o líquido amarelado, e olhou em direção ao quarto do outro. Sabia que o plano havia dado certo. Sho, naquele momento, devia estar apreciando o corpo magro e sedutor de Masaki como um sedento diante de um rio de águas límpidas.


Um riso debochado escapou de seus lábios ao pensar que ela não ficaria feliz com o fato dez anos antes. A vida realmente muda as pessoas. Mesmo os indivíduos convictos e firmes como Audrey Morgan obrigam-se a aceitar sentimentos tão intensos quantos os do casal do quarto ao lado.


Quando o copo ficou vazio, ergueu-se e começou a caminhar em direção a porta da frente. Já era noite, estava escuro e um leve vento que anunciava o outono começava a se aproximar das montanhas em que se encontrava. Mesmo assim, ela sentia necessidade de buscar ar fresco e puro que aquele lugar trazia.


Na varanda frontal havia um belo banco feito de madeira de lei. Enroscada em um cobertor que havia buscado em seu quarto antes de sair da casa, sentou-se sobre o banco e ficou a observar a noite, perdida em seus pensamentos.


Nino estava bem. Sua saúde, aos poucos, estava retornando. Ohno era de confiança, iria cuidar dele. Sho havia conseguido cortar o cordão umbilical que o tornava refém da mãe. Naquele momento, fazia amor com Aiba, deixando claro que sua escolha era pelo namorado. Assim sendo, Morgan também se sentia tranquila quanto ao futuro dos melhores amigos. Realmente, não havia mais nada para ela fazer em Tóquio. Seu visto para ficar no país logo iria vencer, e necessitaria conseguir uma renovação. Se resolvesse ir embora de uma vez, não precisaria se preocupar com o fato. Era verdade que, caso necessitasse, ter amigos influentes como Sho Sakurai, fariam com que sua permanência no Japão fosse facilitada. Mas, para que ficar se não era mais necessária?


Seus devaneios foram interrompidos pela percepção de uma pequena luz – como um farol – ao longe. Como movia-se, Morgan notou que era um carro. O Japão era um país bastante seguro, e ela tinha dois homens em casa, assim sendo, não precisava se preocupar. Levantou-se e ficou aguardando que o veículo se aproximasse da frente da residência.
Provavelmente, seria Jun Matsumoto. O caçula do Arashi visitava bastante Masaki, como ela constatou nos últimos meses. Suspirou fundo, irritada pela presença não desejada. No entanto, não era um carro esportivo que vinha em sua direção, e sim uma limousine.


Demorou cerca de um minuto completo para que o carro estacionasse exatamente a entrada da varanda. Logo um motorista abria sua porta e corria em direção ao passageiro. Quando o rosto de Yuuky Sakurai surgiu, Morgan segurou a respiração.




A mãe de Sho desceu rapidamente e a encarou. Os olhos dela era frios e raivosos, e a mulher não permitiu-se nenhum receio diante da americana. Em segundos se encontrava a centímetros de Audrey, enfrentando-a.


-Onde está meu filho? - indagou, a voz quase gritada.


Audrey estava muito consciente do que acontecia no quarto naquele momento. Tudo que passava pela sua cabeça era que não devia deixar que a mãe de Sho adentrasse na casa.


-Ele ainda não chegou – ela explicou, falsamente.


-Eu sei que está aqui! - Yuuky rebateu. - Um de meus empregados ficou de guarda o dia todo na estrada que dá acesso ao sítio. Assim que o carro de Sho passou por ele, ligou-me e me avisou. Portanto, saía agora da minha frente, e vá chamar meu filho!


Naquele instante, algo que não era comum aconteceu: Morgan ficou sem saber como agir. Não podia enganar a mãe de Sho, afinal, ela respeitava Yuuky, mesmo que a recíproca não era mútua. Aquela japonesa de porte altivo e calculista era a mãe do melhor amigo que já tivera na vida. Audrey conseguia visualizar nas mãos expressivas e na postura firme muito de Sakurai, e o coração fraquejava impiedosamente. Ao mesmo tempo, precisava proteger o segredo que ocorria no quarto custasse o que custasse.


-Senhora – balbuciou –, garanto que Sho não se encontra...


De repente, os olhos negros e perspicazes da Sra. Sakurai a mediram. Aquela observação dura fez as pernas da mais jovem tremerem levemente.


-Com que direito?

A pergunta embaraçosa fez Audrey arregalar seus enormes olhos castanho esverdeados.


-Como? - sentia-se confusa.


-Com que direito você se mete na minha família, seduz meu filho, e o faz sair de casa? Quem você acha que é para mexer em tradições enraizadas em nosso sangue por gerações? - A voz dela era mortal. - Você, uma ninguém, uma gaijin, uma estrangeira suja que já dividia a cama de um homem ainda criança!


Morgan não ousou negar. Sabia que era indiferente. Nada do que dissesse mudaria a opinião de Yuuky. Assim, baixou a fronte e suportou mais.


-Se amasse meu filho verdadeiramente iria escolher o melhor para Sho. E o melhor para ele é uma mulher de estirpe, alguém a quem as fãs de Sakurai possam admirar. Imagine o que dirá a imprensa quando souber seu passado. Sho, o filho mais velho da família Sakurai, envolvido com uma vagabunda americana!


Morgan apertou os lábios, incapaz de se defender das acusações. Todavia, não ficou em silêncio muito tempo.


-A senhora não tem ideia do quanto seu filho a ama... - sussurrou. - Não devia me considerar uma inimiga do afeto de seu filho, porque, para Sho, nenhuma mulher será mais importante que a mãe.


Os olhos de Yuuky avermelharam-se, diante de tanta fúria.


-Como se atreve a dizer isso? - indagou.


-Não é a verdade? Sayuri Koshitsu não passa de alguém a quem Sho, no máximo, suportaria o restante da vida. Ela jamais poderia competir com a senhora. Entretanto, na sua percepção, eu sou uma rival a sua altura. Saliento, porém, que está enganada. Não sou sua rival, senhora Sakurai, mulher nenhuma será.


A mão espalmada bateu no rosto de Morgan tão rapidamente que a americana foi incapaz de se defender. Quando sentiu a batida forte e a ardência na bochecha, seu rosto foi virado com brutalidade para o lado, fazendo com que seu corpo seguisse naquela direção.


Quando ela voltou-se novamente para a mulher mais velha não mais a viu. Assustou-se imediatamente diante do fato de que Yuuky havia entrado na casa de Aiba. Sem esperar nenhum minuto a mais, correu em sua direção.


*******



A áurea pós orgasmo ainda pairava sob eles. Fazia segundos que Sho havia derramado-se dentro de Masaki, e Aiba gemia baixo ao sentir o pênis já não firme abandonando seu posto e saindo de dentro dele.


Virou o rosto para o lado, incapaz de dizer como se sentia. Como sempre acontecia após alguma discussão ou afastamento, Sho havia sido extremamente egoísta no sexo. Também não havia deixado muitas opções a Aiba, praticamente obrigando o loiro a submeter-se a ele. Lógico, fazer amor era tudo que Masaki desejava; mas, também queria um pouco mais de carinho e gentileza.


Por que ainda esperava por isso? Já devia saber que Sakurai nunca iria agir daquela forma. Sho abominava romantismo, e nas poucas vezes que fizera qualquer tentativa de ser doce, acabou sendo extremamente cafona e desengonçado.


A imagem o fez sorrir.


Do que estava reclamando, afinal?


Sho deitou a cabeça em seu peito, e Masaki o abraçou com força. Não importou-se mais com os porquês daquele relacionamento. Subitamente percebeu que tudo que desejava estava ali, dentro do seus braços.


Fechou os olhos. Logo sentiu os lábios firmes do amante deslizando pelo seu pescoço, lambendo a pele de forma lânguida e sensual.


-Sho-chan... - gemeu, adorando a sensação.


Mesmo quando Sho era frio no sexo, ele sempre o recompensava depois, sendo carinhoso e gentil.


Sentiu que os dedos de Sakurai voltavam-se para suas coxas, e logo elas eram erguidas, deixando sua entrada exposta novamente. Contudo, ficou apreensivo. Sho queria mais? Masaki ainda estava dolorido da forma como havia sido usado pouco antes, mas sabia que não ousaria recusar nada a Sakurai; afinal, mesmo que recuasse, Sho iria fazer o que desejava, sem se importar com suas protestos.


Contudo, seu pensamento foi interrompido pelo som de passos pesados no assoalho de madeira do corredor. Ele abriu os olhos e percebeu que Sho erguia a face, observando a porta. A voz de Audrey soou alta, mas antes sequer de Sakurai conseguir sair de cima dele para ir até a amiga, a porta abriu-se em um estrondo.


Sho deu um salto, assustado. Masaki sentou-se e cobriu sua nudez, antes de virar-se em direção a porta. Quando seus olhos pousaram na entrada, encarou em choque Yuuky Sakurai.

*******



Kazunari acordou com a boca salgada. Por sorte, antes de conseguir raciocinar direito, seu instinto o guiou direto para o banheiro, onde despejou na privada o peixe grelhado e a salada de Ohno.


Não demorou muito e sentiu os dedos de Ohno em sua testa, examinando-o cuidadosamente.


-Kazu... - Satoshi sussurrou. - Você está bem?


Nino não sabia o que estava acontecendo consigo mesmo, mas a vontade de chorar, tão comum durante o tempo em que estivera brigando com Ohno estava voltando com força total. Isso, a dor no corpo e o nojo extremo pela comida. Sentado no chão, o mais novo encostou as costas na pia e permitiu que as lágrimas caíssem, espessas.


-Kazu – Ohno repetiu seu nome -, eu estou aqui. Você não precisa ficar assim...


Mesmo que ele quisesse impedir da tristeza dominá-lo, a luta parecia desleal. A mente de Ninomiya estava fixa em acontecimentos desagradáveis, lembranças tristes. Repentinamente, a imagem da mãe surgiu e ele sufocou um soluço. Já fazia mais de dois meses desde a visita no hospital. Na época, Kazunari tentara gravar cada detalhe do rosto feminino, como se aquilo pudesse lhe servir de alento em momentos posteriores, quando a presença materna fosse tão desejada. Mas, agora que chegara a hora de usar a memória para acalmar o coração, notou que sua intenção fora derrotada.


Não queria uma imagem mental!


-Oh-chan, você acha que minha mãe ficaria feliz se eu fosse visitá-la?


Ohno surpreendeu-se pela pergunta. Alguns anos antes, Mayumi Ninomiya havia batido a porta na cara do filho, que havia ido lhe fazer uma visita no Natal. Jun havia acompanhado Nino naquele dia, e relatara aos amigos que Kazunari havia ficado cerca de quinze minutos parado a porta de madeira do apartamento da mãe, como se esperasse que ela mudasse de ideia, parecendo disposto a aceitar qualquer migalha do que ela quisesse lhe dar.


A porta nunca abriu.


Foi Matsumoto que, não aguentando mais aquela situação desesperadora, puxou o amigo pelo braço, tirando-o de lá.



O buque de rosas brancas que Kazunari havia levado consigo permaneceu nos seus braços durante todo o trajeto de volta para o apartamento de Jun. Apesar do olhar lacrimejante, Kazunari não chorou naquele dia. Parecia alheio demais a realidade para prantear. Talvez, em sua mente carente, havia criado a fantasia de que a porta havia se aberto, e que a mãe havia o acolhido nos braços, como nunca fizera antes.


A boca de Ohno se abriu, incerta. Aiba havia lhe alertado que não alimentasse esperanças em Nino, mesmo depois da visita de Mayumi no hospital. Satoshi tinha medo de que Kazunari se machucasse ainda mais.


-Não sei, Nino-chan... - murmurou, por fim.


O olhar de Kazunari baixou. Ele encolheu as pernas, abraçando os joelhos.


-Por que você não espera mais um pouco – Ohno tentou desconversar. - Acho que devia estar melhor de saúde, com seu peso ideal, para que a sua mãe fique feliz em te ver bem...


Nino aquiesceu. A testa grudou no joelho, mas ele não ficou muito tempo nessa posição.


Não disse nada quando Ohno o ergueu e o levou novamente para o leito. Em poucos minutos dormiu, num sono sem sonhos.

*******


-Mãe... - Sho balbuciou, os olhos fixos na figura materna, à entrada do quarto.


Repentinamente, percebeu que estava nu. Cobrindo seu órgão genital com as mãos, ele correu até a calça jeans dobrada em cima da cadeira. A situação embaraçosa parecia lhe roubar o ar e, completamente rubro de vergonha, ele vestiu-se sob o olhar escandalizado de Yuuky.


Seus olhos então voltaram-se para Aiba, e o viu enrolado no lençol, tremendo como jamais havia tremido. A boca, antes avermelhada pelos seus beijos e mordidas, agora era espremida pelos dentes de Aiba que, a custo, segurava o choro.


Foi nesse ínterim que Morgan adentrou o quarto. A face vermelha da amiga fez Sho perceber que a mãe a havia esbofeteado. Todavia, naquele momento, ele não poderia consolar Morgan.


-Mãe... - repetiu, tentando trazer Yuuky a razão, já que a mulher o encarava abalada, como se estivesse em outra dimensão.


Então o olhar de Yuuky pareceu retornar, e ela passou a estremecer. Seu corpo magro e bem apessoado encostou na parede, em busca de amparo. Sho sabia que a mãe estrava prestes a desabar.


-Isso... – a voz enfim saiu – isso... – repetiu – isso não está acontecendo...


Sho baixou a face, envergonhado.


-É só um pesadelo... - ela sussurrou para si mesma.


Audrey caminhou em direção a cama, sentando-se e puxando Aiba para um abraço confortador. A estrangeira sabia que Sakurai não teria condições de fazer isso naquele momento, e o amigo loiro parecia prestes a ter um colapso.


Foi assim que, novamente, Yuuky dirigiu seu ódio a ela.


-O que você ensinou ao meu filho? – a mulher questionou Morgan. – Que tipo de sujeira você induziu Sho a praticar?

Audrey piscou os olhos repetidas vezes, incapaz de entender a acusação. Só após alguns segundos foi que ela percebeu que a senhora Sakurai a considerava culpada pelo relacionamento que acabara de presenciar.


-Mãe, a Audrey não tem nada a ver com isso... – Sho respondeu.


Mas Yuuky voou em direção a mulher novamente, dessa vez tentando lhe agredir. Por sorte, Sho foi mais rápido, e a segurou nos braços.


-É assim que você sente prazer? – a mais velha indagou. – Gosta de orgias? Cadela!


Movendo o corpo materno contra sim, Sho a sacudiu levemente.


-Mãe! Audrey e eu não temos nenhum envolvimento romântico! Nunca dormi com ela, muito menos Aiba! Não somos namorados! Pare de acusá-la dessa forma!


A seriedade na voz de Sho fê-la perceber que o filho dizia a verdade.


-Mas... – pestanejou.


-Mãe, Masaki e eu somos namorados.


As pernas dessa vez perderam a força e a mulher só não caiu no chão porque Sho a segurava. Um choro histérico escapou de seus lábios enquanto as mãos, fechadas, batiam no peito de Sho, como se desejasse puni-lo por tamanha vergonha.


Aiba se encolheu contra os seios de Audrey, chorando junto. De todas as formas com que Yuuky devia ter ciência do que acontecia entre ele e o filho dela, aquela, com certeza, era a pior alternativa.


-É mentira! - Yuuky sussurrou. - É mentira! - gritou, dessa vez.


-Não é, mãe...


-A culpa é daqueles dois homossexuais! - ela praticamente cuspiu as palavras, que remetiam a Ohno e Ninomiya. - Eles te influenciaram a isso!


Sho, no entanto, precisava esclarecer tudo.


-Okaasan – sussurrou, confortador. - Ohno-san e Nino-san estão juntos a seis anos. Masaki e eu, estamos juntos a mais de uma década. Se alguém influenciou alguém dentro do Arashi, fomos nós a eles. Antes mesmo dos dois descobrirem que se amavam, Aiba e eu já namorávamos...


As mãos firmes de Yuuky o empurraram, como se ela sentisse uma enorme aversão a verdade. Então, ela voltou o rosto a Aiba, demonstrando sua fúria.


-Você! - ela apontou o dedo, gritando. - Seu verme sujo, maldito! Eu te recebi na minha casa, te tratei como um filho! - berrou, tentando se aproximar de Aiba, mas sendo impedida por Sho que a segurou pela cintura. - Seu desgraçado, imundo!


-Mãe, pare com isso!


-Você seduziu meu filho, e o fez praticar essa ascosidade! Seu falso, sujo!


Audrey sentiu o rosto de Aiba afundar ainda mais contra seus seios, como se o amigo estivesse tentando se esconder. Os dedos dela ergueram-se contra os cabelos dele, acariciando os fios finos e macios.

-Pode ter certeza que isso não vai ficar assim! - ameaçou. - Sho vai largar essa banda maldita, ou eu farei um escândalo! Nunca mais vou deixar meu filho a mercê de um... pervertido como você!


Quando o primeiro soluço de Masaki foi sentido por Audrey, a americana perdeu completamente o estado apático. De repente, ela empurrou Masaki e ergueu-se, colocando-se a frente de Yuuky, enfrentando a mãe de Sho pela primeira vez.


-Seis anos atrás eu coloquei uma mulher na vida de Sho. Ela era uma modelo, chamava-se Melanie Vardin, e tinha uma moral um tanto duvidosa. Não me recordo de a senhora ter agido com tanto desespero para tentar afastar Sho dela. - Relembrou-a. - Agora, seu filho está lhe contando que vive um relacionamento sério com alguém de moral indiscutível, e a senhora age como se ele estivesse cometendo um crime.


Yuuky encarou-a, incrédula.


-Eles são homens! - A explicação parecia obvia. - Os dois, se você não notou!


-Eu sei disso. - Morgan devolveu.


-Não tente fazer parecer como se fosse normal, pois não é! Não me importo se o resto do mundo quer agir de forma indecorosa, mas não tolerarei isso do meu filho.


-Indecorosa? Por que eles são gays?


-É obvio!


-Então quer dizer que se fosse uma mulher nessa cama, mesmo que ela fosse uma prostituta ou alguém sem a menor bondade, a senhora não acharia indecoroso?


Enfim a americana havia conseguido fazer Yuuky se calar. Mas, não por muito tempo.


-Meu filho não é gay! - mudou de assunto, negando o lógico. - Isso vai acabar aqui!


-Seu filho faz sexo com outro homem a mais de dez anos e a senhora acha que ele não é homossexual? - Foi cruel.

Diante da constatação, Yuuky parou de se debater. Ela parecia digerir as palavras com dor, o que fez com que os outros três a encarassem com receio. Subitamente, porém, ela afastou o filho com um safanão e correu em direção a porta. Sem raciocinar direito, Sho a seguiu, nervoso pela reação da mãe.


Audrey ainda ficou alguns segundos encarando a porta, mesmo que os dois membros da família Sakurai não fossem mais visíveis. Só depois disso, ela voltou-se para Aiba.


-Você está bem? - questionou, de forma carinhosa.


-Ela vai me odiar para sempre – soluçou novamente. - Céus, ela nunca vai me perdoar...


Morgan acariciou o rosto de Aiba, tentando consolá-lo.


-Eu juro, Audrey... - Ele falava de forma desencontrada. - Eu não queria amar Sho-kun – confessou. - Lutei muito contra isso, tentava fugir dele, não ficar muito próximo. Eu tentava namorar garotas, e tentava jogar outras para ele, ansioso para que ele arrumasse alguém, e eu pudesse sufocar o meu sentimento. Mas, quanto mais eu fugia, mais o encontrava. Quanto mais tentava não pensar nele, mais o rosto de Sho-kun aparecia nos meus sonhos...


O som de gritos vindo do lado de fora da casa impediu Morgan de responder a Aiba. O loiro parecia se encolher ainda mais, mas ela soube que não podia ficar no quarto confortando-o. Sho precisava de amparo.


-Já volto – avisou, antes de sair porta afora.


Em segundos já estava na varanda, e chegou a tempo de ver Yuuky esbofeteando o filho da mesma forma que havia feito consigo. De braços cruzados, ela aguardou o desenrolar da cena.


-Você não é mais meu filho! - a mulher gritou, empurrando-o.


-Isso a senhora não pode decidir – Sho permaneceu firme. - Sou seu filho, és minha mãe! Nada pode mudar isso!


A mulher balançou a face, negando.


-Pode fazer o que quiser, mãe – Sho a encarava firme. - Mas, não pode deixar de me amar. Não vai conseguir, mesmo que lute para arrancar-me de seu coração...


A mais velha lançou-lhe um olhar magoado antes de entrar no carro. Logo o motorista dava a partida, e o carro desaparecia na estrada. Como um furacão, Yuuky havia chegado, arrasado com tudo, e ido embora, indiferente a dor que deixava para trás.


Sho ficou parado à frente da varanda, olhando para o veículo que desaparecia. Morgan queria respeitar aquele momento, mas temia deixá-lo só, temia a reação de Sho após as palavras duras da mãe.


Então ela se aproximou e o puxou pelo braço. Conduziu-o até o banco em que momentos antes estivera tranquilamente sentada, observando a noite. Estranhamente, aquela situação ocorrera em menos de meia hora, mas parecia séculos.


-Você sabe que ela vai te perdoar, né? - tentou ser otimista.


Sho demorou a responder, mas quando enfim o fez, deixou claro o que o preocupava.


-Minha mãe foi injusta com Masaki...


-Aiba não levou a mal. Ele sabe que a sra. Sakurai está em estado de choque. Nada do que ela disse pode ser levado a sério.


O rapaz balançou a cabeçam discordando.


-Fui eu que seduzi Aiba, não o contrário...


Os dedos femininos adentraram em seus cabelos, num leve cafuné.


-Masaki namorava secretamente uma modelo quando eu percebi que o amava – contou. - Ele estava apaixonado, encantado com a garota. Tive inúmeras crises de ciúmes, mas sabia que não era correspondido, então escondi meu sentimento por um bom tempo. Até que Aiba-chan ficou doente, e a gravidade de sua doença fez com que muitos pensassem que ele fosse morrer ou ficar inapto para continuar na banda. Com todos os jornais dando por certo o fim da carreira artística de Masaki, a modelo que namorava com ele, não querendo deixar a oportunidade de ganhar fama fácil, resolveu que era a hora de contar para o mundo sua relação. Ela mandou para várias revistas fotos íntimas dos dois, sem roupa ou em clima sexual. Foi um escândalo...


Audrey lembrava disso. Era, afinal, fã a muitos anos de Nino. Assim sendo, era impossível acompanhar a carreira de Kazunari sem saber de uma ou outra fofoca envolvendo os demais membros da banda. Foi essa armadilha da modelo que lhe deu a ideia de armar para Nino, quando tirou fotos de Kazunari com drogas falsas.


-As fãs, primeiramente, não perdoaram Aiba. Ele chegou a ser agredido com palavras quando chegava ao estúdio por membros do fã clube. Naquele ano tínhamos turnê. O solo de Aiba era o último da banda, e quando chegou o momento dele cantar as fãs deixaram o estádio onde nos apresentávamos. Ele ficou arrasado, achamos que fosse realmente morrer, mas não da sua doença e sim de depressão. As fãs se sentiam traídas, e ele conseguia compreendê-las perfeitamente. As fãs nos seguem e dedicam suas vidas a nós... Masaki sempre sentiu que devia ser leal a elas, e recompensá-las por tanto sentimento. Ele sentia-se um marido corrupto, pego em adultério.


Audrey aquiesceu, compreensiva.


-Durante esses momentos, me aproximei mais dele. - Sho olhou para cima, e sorriu para a lua. - numa noite, durante uma viagem em que gravávamos um quadro do programa, eu confessei o que sentia para ele. Achei que ele fosse ficar chocado, zangado e até me expulsar da sua vida... Mas, eu precisava contar a verdade. Não aguentava mais mascarar minhas emoções, já que eu o amava tanto que doía...


-Como ele reagiu?


Sho riu baixinho, antes de terminar o relato.


-Arregalou os olhos e baixou a face, constrangido. Eu considerei aquilo uma recusa e comecei a me afastar, quando, de repente, ele segurou minhas mãos, e disse que também me amava. Nós eramos tão jovens, tão assustados com a intensidade do nosso sentimento, que não tivemos escolha a não ser escondê-lo de todos, inclusive dos nossos amigos.

Morgan pousou o queixo no ombro de Sho, observando atentamente a reação do amigo.


-Mas, você sabe que Masaki já era apaixonado por você quando namorava essa modelo, não?


-Ele não era – Sho negou. - Masaki passou a me amar depois...


-Céus, Sho! - ela exclamou. - Como você consegue ser tão cego? Ele sempre amou você! Mas, estava apavorado com o sentimento, então tentou ser “normal” nos parâmetros dele.


Sho balançou a cabeça, descrente.


-Ele ficou arrasado pela traição da modelo...


-Não posso acreditar que vocês nunca conversaram sobre isso! - Audrey exclamou. - Pergunte a ele, seu idiota! Ele ficou arrasado pelas fãs, por você tê-lo visto naquela situação, não pela modelo! Ele sempre amou você!


Os olhos de Sho a encararam com franca incredulidade. Estaria Audrey certa? Sem esperar mais para descobrir, ele despediu-se da amiga e caminhou em direção do quarto. Encontrou Masaki com o rosto afundado no travesseiro, chorando alto.


Sho sentou-se na cama, e acariciou as costas de namorado. Era estranho, mas Masaki estava mais chocado que ele com a descoberta da mãe. Por algum motivo, Sho sentia até certo alivio. Mas, Aiba parecia desesperado com o fim do sentimento de aceitação de Yuuky.


-O que você vai fazer agora? - a voz embargada o inquiriu.


Sho arqueou as sobrancelhas.


-Como assim?


-Você vai embora?


-E para onde eu iria?


Aiba soluçou antes de responder.


-Para sua casa...


Sho sorriu, triste.


-Meu lugar é do seu lado.


-Sua mãe nunca vai aceitar.


Sakurai concordou.


-Não posso obrigá-la – disse. - Por mais que desejo que ela aceite nosso amor, ela só o fará – se o fará – no tempo dela.


Aiba balançou a cabeça, e sentou-se na cama. Logo Sho o puxava para um abraço.


-Você já me amava quando namorou aquela modelo que largou suas fotos na imprensa? - mudou de assunto, ansioso para descobrir a verdade.


Aiba enrubesceu.


-Por que perguntar isso agora, Sho-chan?


-Responda...


-Isso já tem tanto tempo...


-Masaki, eu quero saber.


Os olhos de Aiba baixaram, envergonhados.


-Sim – sussurrou.


-Por que não me falou?


-Você sempre foi o estereotipo de homem heterossexual perfeito, Sho-chan. Sempre foi encorpado, másculo, de voz grossa, e olhar intimidador. Eu nunca pensei que você gostasse de mim...


-Se eu não tivesse me confessado naquela noite, você jamais teria me falado a verdade?


-Não sei te responder. Tudo que eu tinha de você era a sua amizade. Eu estava feliz com isso, mesmo que fosse pouco. Não queria perder o que me restava.


Sho riu, franco.


-Baka!


-Não ria de mim!


-Você é um idiota – beijou seus cabelos. - Até parece que eu não iria querer devorar cada pedaço dessa pele gostosa e mergulhar nesse corpo fabuloso!


Aiba afundou o rosto no vão do pescoço de Sakurai.


-Você não vai me deixar, né?


-Nunca – Sho respondeu. - Eu vou ficar contigo para sempre...


No entanto, havia algo que Masaki precisava indagar.


-Mas, e a continuação do seu sobrenome? Jamais seremos uma família comum. Como você fará para ter filhos, por exemplo?


-Você está me zoando, né? Eu detesto crianças!


-Deixe de ser mentiroso, Sho-chan!


-Não estou mentindo. Até suporto crianças, mas bem longe de mim! Por favor, visualize eu aguentando um bebê gritando no meu ouvido de madrugada, ou um filho me chamando de “pai ultrapassado” na adolescência! Com esse mundo prestes a entrar num colapso, tudo que eu não quero agora é um filho!


Masaki riu.


-Sho-chan! - exclamou. - Estou falando sério, e quero que você fale sério comigo. Esse assunto não tinha importância a um tempo atrás, mas agora estamos envelhecendo...


O moreno suspirou alto.


-Eu posso adotar – disse por fim.


-Não terá seu sangue.


-E daí? Não ligo a mínima para essa droga de tradição familiar! Que inferno, Masaki! Tantos anos juntos e você ainda não percebeu que eu nunca desejei uma família? Se você não existisse, provavelmente eu seria um solteirão feliz. Não quero esposa, filhos e um cachorro no quintal! Tudo que eu quero é você!


Masaki encarou-o, os olhos buscando o fundo da alma de Sho.


-E se fosse eu, filhos adotivos, um chimpanzé, e pelo menos uns trinta cachorros no quintal?


Dessa vez Sakurai não resistiu e gargalhou.


-Bom, isso é algo a se pensar.


-Mesmo?


-O processo de adoção não seria fácil, você sabe. Mas, talvez num país subdesenvolvido...


-Uma criança órfã que precisa de amor?


-Eu teria muito amor para dar a ela – confessou. - Eu não me importaria se ela fosse menina ou menino, ou com a cor da sua pele. Não me importaria suas origens, nem com o fato dela não se parecer conosco. Ela ou ele seria minha filha ou filho...


Um sorriso lindo surgiu nos lábios do anjo do Arashi.


-Eu te amo, Sho Sakurai.


-Eu te amo também, Masaki Aiba.


E uniram os lábios num beijo intenso.

*******


Kazunari chegou ao estúdio cedo. Estranhou não encontrar Masaki lá, já que o amigo era sempre o primeiro a estar no camarim. Mesmo assim, pegou seu café e atirou-se no sofá, com seu DS na mão, louco para jogar um pouco, já que fazia um bom tempo que não se entregava completamente aos seus jogos eletrônicos.


De repente, a porta se abriu e Karin entrou, parecendo estafada. Céus, eram oito horas da manhã e ela já parecia exausta.


-Como está sua saúde? - ela questionou sem sequer cumprimentá-lo.


Recusando-se a contar para ela sobre a noite anterior, Nino sorriu.


-Estou melhor, obrigado.


-Não vai mais abandonar o serviço sem previsão de volta? - O tom era severo.


-Espero que não...


-Você espera? - Karin quase gritou. - Preciso de certezas não de suposições, Ninomiya!


Nino começou a tremer.


-Vou ficar bem...


Ela arqueou a sobrancelha negra, como se o avaliasse.


-Vou te dar uma chance de se desculpar comigo pelo que aprontou na sua ultima novela. Temos um novo projeto, uma novela nova, escrita por um dos mais famosos roteiristas do Japão. O diretor é excelente, e o elenco é de peso. O diretor quer você, e eu disse que iria avaliar sua situação. Vou te dar esse papel, Kazunari, mas se ousar abandonar novamente uma novela sem finalizá-la, dê por encerrada sua carreira na JE.


Quando a porta do camarim bateu, deixando claro que a mulher se retirava, Nino enfim suspirou aliviado.


Era verdade que Karin o havia assustado, mas essa era a oportunidade de estar novamente em ação. Se fosse bem, daria um show em Yuuri Chinen e recuperaria a fama de melhor ator nipônico do ano. A entrega das premiações da imprensa ocorreriam em dezembro, e ele tinha, no mínimo, três meses e meio para arrasar em cena.


Que Yuuri se preparasse, Ninomiya Kazunari estava voltando...



Continua...
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