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 [COMPLETA] Redenção

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Josiane Veiga
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MensagemAssunto: [COMPLETA] Redenção   Qua Out 13, 2010 9:27 pm



Título:Redenção
Gênero:Romance/Drama
Censura:18 anos


Sinopse:
Seis anos após “Rendição”, agora é Kazunari que vai ter que lutar para reaver o que é seu: o amor de Ohno Satoshi. Porém, o tempo passou e Nino não é mais o mesmo. Como lutar contra alguém tão perfeito quanto Chinen?
[i]


Última edição por Josiane Veiga em Sex Fev 08, 2013 2:37 am, editado 2 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: [COMPLETA] Redenção   Qua Out 13, 2010 9:27 pm

Redenção

Por Josiane Veiga





Nota da autora: Não, você não leu errado. É Redenção mesmo! Este é o segundo livro da saga Rendição/Redenção. Em Rendição, Nino e Ohno precisaram se render aos seus sentimentos. Em Redenção, Kazunari vai precisar resgatar aquilo pelo qual tanto lutou.

Para quem tiver interesse, comunico que Rendição se tornou livro. Obviamente, com outros nomes de protagonistas, pois o Arashi NÃO me pertence.









Última edição por Josiane Veiga em Sex Fev 08, 2013 2:39 am, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: [COMPLETA] Redenção   Qua Out 13, 2010 10:52 pm

OMG
to tão empolgada *-------------------------------------------------*
finalmente a continuação 8DDDDDDDDDDDDDDDDDD
*Josy-chan não sabe o quanto eu esperei por isso óÒ*
e o Chinen... OMFG

vai realmente acontecer alguma coisa entre o Chinen e o Ohno????????
depois de tudo o que aconteceu, o Ohno vai realmente trair o Nino??????????????????????????
*chocada master*

tadinho do Nino... TOT
*acho q me acostumei demais a dizer isso .-.*

mal posso esperar po mais :9

arigatou ne
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MensagemAssunto: Re: [COMPLETA] Redenção   Qua Out 13, 2010 10:57 pm

Natyyyyy
Nina-chan qse quis minhas tripas qdo leu a sinopse, mas sim, Nino vai sofrer por conta de OhnoXChinen.
Redenção não vai ser tão grande. Minha ideia é de uns 15 ou 20 cap. Mas, acredito, vai ser bem legal... e MUITOOOO mais dramatico.
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MensagemAssunto: Re: [COMPLETA] Redenção   Qua Out 13, 2010 11:57 pm

HSUAHSUAHSAUHSUAHSU
fico imaginando a reação dela xDDD~

uhuuuuuul amooooooo¹²³¹²³¹²³ drama, num tem idéia
HSUAHSUAHSAUSH
*morre*

a de 15 a 20 tah ótimo
pq geralmente quando fazem continuações de outras histórias fica muito cansativo e repetitivo
se bem que não é o caso, já que uma história totalmente diferente e a maneira com que vc escreve tbm não cansa nem um pouquinho
*por falar nisso vc e a Nina têm um dom do caramba heein =O*
xDD~
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MensagemAssunto: Re: [COMPLETA] Redenção   Qui Out 14, 2010 4:01 am

uwaaa finalmente Redençao *-----*
ah entao vai ser curtinho é ^^
eu to louca pra saber como sera OhnoxChinen
aiii com o Nino sofre tadinhooo
tbm adoro um drama hehe

Citação :
... Dizem que todas as histórias de amor têm um fim.



... Dizem também que o amor é eterno e, se não foi eterno, nunca foi amor.




Quem está com a razão?
pois é quem está com a razao? .-.

mais!!!!
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MensagemAssunto: Re: [COMPLETA] Redenção   Qui Out 14, 2010 3:34 pm

Amadasssss
obrigada pelo apoio^^

É bem verdade que Rendição começou a cansar lá pelo cap 30... eu ja nao aguentava mais, mas precisava contar todos os detalhes... nao quero cometer o mesmo erro com Redenção. Fic longa demais, cansa mesmoooo

A Nina tem realmente o dom. Ai no Niji é um espetaculo!

nara... a resposta pra essa pergunta vai estar no final do livro 2^^
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MensagemAssunto: Re: [COMPLETA] Redenção   Qui Out 14, 2010 4:39 pm

Redenção

Capítulo 1

Por Josiane Veiga

Nota da Autora: Já falei que o tema principal de Redenção será o drama? Estou tãoooo entusiasmada em poder escrever sobre isso. Rendição teve muita comédia, e não nego que Redenção também terá seus momentos engraçados, mas o ponto forte da história é a dramaticidade. Ontem a noite, pensando nos capítulos futuros eu abri o berreiro (deve ser a TPM!), e acredito que alguns capítulos vão realmente emocionar ^.^

No entanto, antes de todas desistirem da leitura, saliento: Nunca que Ohmiya vai ter final infeliz. Portanto, respirem fundo, e aguentem firmes!






Junho de 2012.


O barulho só o deixava ainda mais tonto. A cabeça parecia que ia explodir a qualquer momento, e a voz aguda, estridente e alta de Masaki Aiba não colaborava em nada para a maldita enxaqueca.

-Nino-chan! – Masaki exclamou. – O que você acha?

"Sobre o quê?" – quis perguntar Kazunari.

Havia chegado ao estúdio cedo para gravações de rotina de seu novo drama. Após ter que aguentar um diretor mal humorado, atores que não decoravam seus próprios textos e uma produtora como Karin (que fazia questão de deixar explicito seu ódio pela humanidade), Nino agora era obrigado a tolerar a felicidade extravagante de Masaki.

Amava o loiro a sua frente, mas seu humor não estava dos melhores. Além de todas os problemas profissionais que enfrentou, aquele dia era seu aniversário, e seu namorado Ohno Satoshi sequer havia o esperado acordar. O outro saíra ao nascer do sol, só deus sabia aonde!

-E então, Nino-chan?

Masaki insistiu. Talvez tenha sido um erro, já que Kazu não parecia disposto a conversar.

-Desculpe, Ma-kun – murmurou. – Não estava prestando atenção.

Por mais que a sinceridade as vezes fosse impiedosa, era sempre a melhor saída. E pessoas naturalmente doces como Aiba compreendiam imediatamente.

-Estava falando do meu projeto de comprar um sítio para animais abandonados.

Naturalmente, o assunto de Aiba era animais. Ele comandava um programa sobre bichos, mantinha vários na casa da mãe, até tornara-se dono de um pequeno macaco a dois anos, e ainda queria mais.

Por mais que o tema pudesse irritar Kazunari, o próprio Nino percebeu-se sorrindo perante o amigo.

-É uma boa ideia.

-Eu gostaria de criá-los comigo, mas meu apartamento não é o melhor lugar!

Com certeza não era!

-E como aquele sítio perto das montanhas está a venda, resolvi adquiri-lo. Poderei ter vários canis.

Ninomiya pensou imediatamente em Junior. Quem sabe essa ideia de Masaki pudesse ser benéfica para seu cão? O cachorro andava inquieto e cabisbaixo ultimamente. Talvez precisasse de amigos.

Suspirou.

Junior havia vindo morar em seu apartamento juntamente com Satoshi. Em janeiro do ano de dois mil e dez, Kazunari e Ohno romperam seriamente. A briga não fora a primeira do relacionamento que mantinham já a algum tempo; mas, com certeza, foi a mais séria. Ficaram quase um mês sem se falarem, machucando-se mutualmente com olhares carregados de ódio velado.

O motivo de tamanha ira, Kazu não se recordava mais. As brigas com Satoshi eram frequentes, já que a personalidade de ambos era oposta. Porém, ao final daquele infernal janeiro, mais precisadamente durante o aniversário de Sakurai, os dois voltaram as boas.

Nino sorriu ao relembrar o quanto Ohno e ele se evitaram na festa de Sho. Corriam um do outro, para, logo em seguida, se procurarem desesperadamente. Quando o relógio cuco da enorme mansão Sakurai badalou meia-noite, o casal Ohmiya já se espreitava por entre as árvores do jardim, no conhecido desespero de se amar.

Logo após aquela noite fenomenal, Ohno carregou suas coisas para o apartamento de Nino. Como o mesmo não era muito grande, combinaram de comprar algo maior e mais confortável assim que pudessem. No entanto, o tempo passou e os planos começaram a ser adiados, dia após dia, até que se tornaram apenas uma vaga promessa futura, sem grandes esperanças de realizações.

Agora aquele pequeno espaço era o lar de dois homens e um cão.

Não que Nino realmente se importasse de dividir o espaço. Ele amava Ohno, disso nunca houve dúvidas. Porém, seria muita falsidade fingir tranquilidade ao encontrar a toalha molhada sobre a cama, ou as roupas desarrumadas no roupeiro e, até mesmo, a louça suja na pia.

Ohno nunca havia morado sozinho antes. Filho caçula e mimado, era acostumado a ter tudo arrumado pela mãe. Nino, ao contrário, morava só desde os primórdios, e sabia que as coisas não se ajeitavam por passe de mágica ou telepatia. A organização era uma marca de Ninomiya, e o fato de Ohno não respeitar isso, o entristecia.

De início, quando percebia algo fora do lugar, sorria e colocava em ordem novamente. Entretanto, a paciência foi se esvaindo juntamente com os meses.

-Nino? - A voz de Masaki o tirou da letargia. - Algum problema?

Todos.

A cabeça de Kazunari voltou a latejar. Por que ninguém nunca havia lhe dito o que acontecia depois do "felizes para sempre"?

-Quanto tempo faz que você e Sho-chan estão juntos?

Masaki Aiba era seu melhor amigo. Sempre foi. Os dois se conheceram na infância, e compartilharam tudo. No entanto, de início, a relação de Sakurai e Masaki era um segredo. Assim sendo, naquele momento, Kazu percebeu que não sabia com exatidão quanto tempo Masaki e Sho estavam juntos.

-Nossa – Masaki riu -, faz tempo! - Exclamou. - Com certeza já fazem mais de dez anos!

-Você não sabe a data do início do seu namoro? - Kazunari estranhou.

-Não sou bom com números – Aiba se explicou. - E você conhece Sho-chan! Ele nunca que ia marcar algo do tipo. Se duvidar, ele não sabe nem como foi nosso primeiro beijo, ou nossa primeira vez.

Kazunari riu.

-Realmente, Sho-kun é um poço de romantismo – ironizou.

Um breve silêncio se instalou entre eles.

-Por que, Nino-chan?

Kazu, que estava cabisbaixo, levantou a fronte e encarou o amigo.

-Nani?

-Por que indaga sobre o tempo que estou com Sho-chan?

Desviando os olhos de Masaki, Nino murmurou:

-Vocês parecem tão apaixonados...

-Como assim?

-Parecem que acabaram de descobrir que se amam. - Afirmou. - É algo admirável.

Logo Nino sentiu o sofá afundando a sua direita. Virou-se em direção a Masaki, num misto de nervoso e apreensivo, e percebeu a preocupação estampada na face do colega.

-O que está acontecendo?

Sentiu vontade de retrucar aquela questão com um riso fácil, e uma ironia vulgar qualquer. Porém, não conseguiu.

-Ohno perdeu o interesse – confessou, com a voz embargada.

Sim, era o que havia acontecido. Talvez todas as suas reclamações sobre a vida conjugal, e também o excesso de trabalho de Nino - que fazia o namorado ir pescar com frequência -, haviam colaborado para o esfriamento no relacionamento.

-Nino...

A voz de Masaki parecia longe. Nino percebeu que estava tremendo. O vínculo tão firme entre Satoshi e ele parecia cada vez mais frágil, e Kazunari não podia evitar de sentir medo. No fundo, nunca acreditou que algo assim pudesse acontecer entre eles. Sempre considerou que fossem almas gêmeas, e pessoas destinadas uma para outra não podiam enfrentar tamanha crise, certo?

Porém, enfrentavam.

-Nino-chan – Masaki o puxou pelos ombros. - Isso não é verdade! Oh-chan ama você. Ama você desde a infância. Por Kami-sama, depois de tudo que passaram, você ainda duvida disso?

Nino viu-se, de repente, sendo puxado para os braços do anjo do Arashi. Aiba tinha realmente o dom de acalmar. Nos braços dele até que a perspectiva de sua união não parecia tão ruim.

-Eu não sei mais se ele ama, Aiba-chan...

-Momentos ruins todos os relacionamentos passam, Nino-chan! Sho-kun e eu já tivemos tantas crises...

Nino fechou os olhos, envergonhado.

-Oh-chan simplesmente não me vê mais, Aiba-chan! Ele não me enxerga! É como se eu não existisse! Ele prefere ir pescar do que passar um final de semana comigo.

-Ohno-san sempre foi assim! Lembro-me de que certa vez ficou uma semana inteira no mar!

-Mas, quando voltava, nós fazíamos sexo...

Kazunari não queria confidenciar aquilo, pois era vergonhoso demais.

-Vocês não transam mais?

-Já faz mais de dois meses - Nino murmurou. - Ele não me procura...

-E você?

-Há mais ou menos um mês, o procurei. No entanto, ele disse que estava com dor de cabeça, virou-se de costas e dormiu. Depois disso, perdi a coragem.

Masaki sentiu o ombro umedecer lentamente. Sabia que Nino odiava chorar, então não buscou seu rosto, deixando o amigo desabafar com privacidade.

-Está tão claro que acabou, Aiba-chan. Se eu tivesse o minimo de dignidade, pediria para ele ir embora...

-Nino...

-Sei que invento desculpas para mim mesmo. Algumas horas, tento encarar as atitudes do Ohno com naturalidade, desculpando-o. Outras horas, vejo-me no chão, abraçando Junior e dizendo ao cachorro que não mando o pai dele embora porque não quero que ele vá também...

Masaki riu. Um riso triste, mas contagioso, pois até mesmo Nino se viu sorrindo.

-Bom, na partilha dos bens você pode ficar com Junior... - sugeriu, baixinho.

-Duvido que Ohno-san aceitasse.

O sorrir de ambos se findou. Puxando Kazunari para trás, Masaki contemplou aqueles belos olhos repletos de lágrimas.

-Nino, você precisa conversar com Ohno-san sobre isso. Não pode ficar sofrendo quieto, chorando pelos cantos. Céus, depois de tudo que passaram, nenhum dos dois merece isso! Já pensou na possibilidade de Ohno-san estar com algum problema?

Nino moveu a cabeça, negando. Realmente não havia pensado nisso.

-Você tem que trabalhar a tarde?

A pergunta de Masaki também recebeu uma resposta negativa.

-Ótimo! Também estou de folga! - O loiro riu. - Vamos aproveitar essa folga e preparar um jantar especial para vocês dois? Hoje é seu aniversário, e você não pode ficar assim! Verá que, depois de uma boa conversa e um bom vinho, as coisas vão voltar ao normal entre vocês.

Após, Masaki saltou do sofá. Tentou puxar Kazunari pelo braço, sem sucesso.

-Aiba-chan? - foi chamado. - Ainda sou bonito? - indagou, de supetão.

Só então Aiba percebeu que além de sentir-se rejeitado pela atitude de Ohno, Nino também estava sofrendo de baixa estima.

-Como assim? Você é simplesmente perfeito! - Replicou.

Apesar de Kazunari não ter parecido convencido por aquelas palavras, o mesmo se deixou puxar dessa vez.

-/-

Era seu aniversário. Não um dia qualquer, mas seu aniversário! Com certeza, seria uma data especial. Masaki estava certo! Devia aproveitar aquela comemoração e voltar as boas com Satoshi.

Pelos céus, Kazunari amava aquele bochechudo! Não enfrentou tantas adversidades por aquele sentimento? Não podia aceitar que a relação deles morresse de braços cruzados.

Abriu a porta do apartamento. Pelo silêncio, percebeu que Ohno ainda não havia voltado. Quando acordou de manhã e não viu o amante ao lado na cama, ficou muito decepcionado. Apesar das brincadeiras, Ohno nunca havia esquecido seu aniversário. Assim, esperava receber algo quando acordasse, nem que fosse um simples beijo.

-Não vou deixar me abater agora! - Kazu murmurou para si mesmo.

Ainda no camarim, recebeu carinho e abraços da equipe de filmagem, e de Masaki. Sho e Jun estavam gravando cenas especiais de seus próprios doramas, então apenas ligaram para Nino, e mandaram-lhe presentes através de Aiba. No entanto, Ohno sequer mandou uma mensagem de celular.

-Ei, Junior! - Nino agachou-se no chão, acariciando a cabeça do cão.

Percebeu o animal cheirando sua sacola repleta de comida, e fez sinal de negativo com o dedo.

-Isso não é pra você! - Disse. - Isso é a janta do seu pai! - Explicou, rindo.

Foi até a cozinha e deixou os mantimentos sobre a pia. Iria preparar algo muito especial para Ohno. Durante a tarde, ouvira conselhos de Aiba, e resolveu agir de forma compreensiva com o namorado. Após jantarem, conversariam e Nino iria reafirmar seu sentimento.

Tudo daria certo!

No entanto, ao se virar em direção a geladeira, percebeu um pequeno bilhete colado na porta de ferro. A caligrafia de Satoshi e a frase seca e fria destruíram todas as suas esperanças:

"Fui pescar", era o que dizia.

Somente isso. Nada além.

Ohno havia esquecido seu aniversário... e também havia esquecido o amor que os unira em alguma curva do tempo.

Sentado ao lado da porta, Junior viu o dono de cabelos negros tocar com a testa na geladeira. O cão não podia ouvir, mas sabia que Kazunari soluçava.

Continua...
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MensagemAssunto: Re: [COMPLETA] Redenção   Qui Out 14, 2010 5:25 pm

Citação :
No entanto, o tempo passou e os planos começaram a ser adiados, dia após dia, até que se tornaram apenas uma vaga promessa futura, sem grandes esperanças de realizações.
o triste é que essas coisas geralmente ocorrem quando as pessoas se casam =/
Citação :
Talvez todas as suas reclamações sobre a vida conjugal, e também o excesso de trabalho de Nino - que fazia o namorado ir pescar com frequência -, haviam colaborado para o esfriamento no relacionamento.
Não, não. Nino não pode aceitar isso u.ú
tanta gente trabalha feito camelo por aí e ainda tem tempo pra fazer filho, ISSO NÃO É DESCULPAAAAAA
*vou matar o Ohno*
Citação :
-Há mais ou menos um mês, o procurei. No entanto, ele disse que estava com dor de cabeça, virou-se de costas e dormiu. Depois disso, perdi a coragem.
e vc acreditou Nino?????????????
OMG que mentira mais manjada... u.ú
*a que vontade de derrubar o Ohno do barquinho dele e largá-lo no meio do oceano òó*
Citação :
"Fui pescar", era o que dizia.

Somente isso. Nada além.

Ohno havia esquecido seu aniversário... e também havia esquecido o amor que os unira em alguma curva do tempo.

Sentado ao lado da porta, Junior viu o dono de cabelos negros tocar com a testa na geladeira. O cão não podia ouvir, mas sabia que Kazunari soluçava.
e foi aqui que eu desidratei...
não consigo ver nenhum deles chorando... acho que o Nino e o Aiba são os que mais me tocam quando choram... É, vou desidratar muito até o fim da fic...
*prepara o galão de água*

tah mara Josy-chan =DDDDDD~
amei *-*
*novidade*
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MensagemAssunto: Re: [COMPLETA] Redenção   Qui Out 14, 2010 5:34 pm

E isso foi só o primeiro capítulo. Preparem os lenços amore^^ hehehe...EUUU desidratei com o cap 3 ontem (montando na mente)... e esse nem achei tão triste assim... realmente, voltarei as minhas veias dramaticas^^
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MensagemAssunto: Re: [COMPLETA] Redenção   Sex Out 15, 2010 5:33 am

qdo tava lendo a nota da autora eu li: nunca q Ohmiya vai ter final feliz
e eu fiquei O QUEEEE??? HEIN???
ufa, ainda bem q li errado
Josy jamais faria isso
Aiba como sempre um amor *-*
que final de capitulo triste T_T
da aperto no kokoro de imaginar Nino chorando
ixii e vai ter mais drama é?
ja vi q vou mesmo preparar o lenço de papel aqui
ficar com um rolo de papel higienico do meu lado ao ler a fic
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MensagemAssunto: Re: [COMPLETA] Redenção   Sex Out 15, 2010 5:08 pm

Nara, amore^^
Nem me fala.... eu abro o berreiro pensando no cap 3. O Dois, que postarei hj ou amanhã é mais leve e bem menos dramatico..mas o tres me matou! Espero conseguir traduzir pro papel o que a minha mente criou..
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MensagemAssunto: Re: [COMPLETA] Redenção   Sex Out 15, 2010 8:08 pm

Redenção

Capítulo 2

Por Josiane Veiga




--------------------------------------------------------------------------------


A pequena linha que envolvia seu dedo médio mexeu, acordando-o. Ohno Satoshi bocejou antes de abrir os olhos e observar onde estava.

Havia saído de casa ainda de madrugada. Foi direto para seu barco, ancorado ao Sul da baía de Tóquio. Com pouco mantimento – já que apenas planejava passar o dia lá -, ligou os motores, navegou algumas milhas mar adentro, colocou os anzóis na água e, sob o balanço suave das ondas, adormeceu.

Não sabia precisar quanto tempo ficou dormindo, mas devia ter passado horas, pois o sol já estava ao seu poente. Erguendo o corpo do chão duro do barco, se colocou de pé. Ao longe podia divisar algumas ilhas próximas e algum ou outro barco de pesca. Não estava totalmente isolado dentro daquele infinito oceano, mas sentia-se satisfeito mesmo assim.

Gostava da solidão, era fato. Não que fosse totalmente solitário, mas queria ter seu tempo sozinho, sem ninguém por perto. Era verdade que ultimamente esse gosto estava mais acentuado.

Suspirou.

Ao contrário do que quer que estivesse passando na cabeça de Kazunari Ninomiya, Ohno queria a presença do outro. No entanto, com o passar do tempo, percebeu que a recíproca não era mutua.

Os dois trabalham juntos. Passavam boa parte do dia suportando as mesmas pressões e fazendo a mesma encenação para o mundo. Toleravam que a agência espalhasse boatos sobre eles, fingiam estar disponíveis para qualquer mulher que aparecesse e sorriam para toda e qualquer coisa que carecesse de atenção. Num mundo de tanto fingimento, não era a toa que atitudes autênticas trouxessem estranhamento aos dois.

Foi assim que começou: Ohno foi morar com Nino. No início era tudo perfeito, espetacular. Mal podiam esperar para chegarem em casa, corriam para o quarto e se amavam durante boa parte da noite.

Essa rotina de paixão seguiu-se durante um bom tempo. O esfriamento não veio de supetão, e sim foi resultado de um processo lento, que havia atingido seu ápice nos últimos três meses.

Se parasse para pensar agora, colocaria a culpa totalmente em Nino. Era Kazunari que passava boa parte da noite reclamando de tudo, e era Nino que vivia assinando contratos, tornando o tempo livre deles cada vez mais raro.

Satoshi aproximou-se da beirada do barco, e olhou para baixo. A água adquirira um tom avermelhado do final da tarde. Era um belo espetáculo da natureza, sem dúvidas.

Ohno desejava com afinco que Kazu compartilhasse aqueles momentos com ele, mas o outro detestava o mar. Gemendo, percebeu que Nino achava maçante tudo o que Ohno mais prezava.

Como haviam conseguido ficar tanto tempo juntos?

-A culpa não é só dele... – murmurou para si.

Era verdade que desejava despejar sob Nino toda a responsabilidade sobre o fracasso de sua relação. Mas, tinha que admitir que também tinha sua parcela de culpa. Devia ter respeitado mais o espaço de Nino, o amparado mais, colaborado mais...

Entretanto, não conseguia evitar a raiva que sentia por cada jantar desmarcado, por cada ausência em viagens de trabalho. Odiava saber que, na vida de Kazunari, as obrigações profissionais vinham em primeiro lugar.

E assim, se vingava como podia. Fazia questão de desarrumar o apartamento, deixar a louça suja para Nino, ou "esquecer" de se despedir quando ia viajar. De repente, ferir Nino ou irritá-lo tornou-se tão fácil. Era como uma válvula de escape para que Ohno não explodisse de outra forma.

Tudo seria mais simples se Kazunari deixasse de fingir um amor que há muito não sentia e rompesse aquele vínculo desastroso de uma vez! Essa atitude teria que partir de Nino, já que Ohno não tinha coragem.

...Ele ainda amava Ninomiya, apesar de tudo.

Balançando a cabeça, numa tentativa vã de espantar o rumo dos pensamentos, o homem baixou-se em direção ao anzol, puxando-o. Precisava voltar para a cidade, pois tinha compromissos de trabalho no dia seguinte. Se tivesse sorte, pegaria algum engarrafamento, e só chegaria em casa de madrugada. Assim, evitaria mais uma briga. Pensou na possibilidade de ir até a casa da mãe, mas decidiu que não era a melhor saída. Com certeza a senhora Megumi Ohno o tocaria da residência e o mandaria direto para Nino. Não queria confrontar o amante agora.

Com um sorriso sarcástico na face, pensou que talvez Kazu nem estivesse em casa. Para Nino, era rotina passar a noite trabalhando, decorando textos ou escrevendo letras de músicas. Provavelmente, o outro nem sentira sua falta.

Mais confiante ligou os motores. Cerca de uma hora depois chegava ao pequeno porto, onde deixava o barco. O local era próximo de uma área residencial, calma e de classe média alta. O turismo no verão era intenso; mas, para sua sorte, naquele dia, estava bem tranquilo.

Entregando as chaves da embarcação ao responsável do porto, pegou sua mochila e começou a caminhar em direção ao estacionamento. Ainda não aprendera a dirigir, como já havia passado dos trinta anos, nem se preocupava mais com isso. Na ala em que ficavam os carros sempre existiam táxis.

Em passos lentos, foi se aproximando de um táxi quando uma voz o fez voltar-se:

-Yuuri-chan?

Era espantoso que Chinen Yuuri, membro da agência ao qual pertencia, estivesse naquele porto. O que o garoto fazia lá?

Chinen fazia parte um grupo menor, não tão bem sucedido quanto o Arashi. Da sua banda, era o que fazia mais sucesso com as adolescentes, já que tinha uma aparência delicada, doce e gentil.

Ohno sorriu ao perceber o outro se aproximando. O menino tinha por ele um amor idolatra que ultrapassara os limites da amizade. Nino morria de ciúmes, mas Ohno encarava a situação de forma tranquila. Chinen, afinal, era apenas um menino fascinado pelo artista favorito.

-Que surpresa vê-lo, Ohno-san – o mais novo enrubesceu.

-Digo o mesmo – Satoshi replicou. – O que faz aqui?

-Meus pais compraram uma casa próxima da praia... – explicou.

Satoshi manteve o sorriso diante da atitude tímida. Num misto de saudade, recordou-se de quando Nino também agia daquela forma, delicada e um tanto feminina. Sentia falta daquilo...

-E hoje é meu dia de folga... – percebeu que Chinen continuava a conversar, e então voltou sua atenção novamente ao dialogo. – Não esperava realmente vê-lo hoje aqui. Achei que estivesse com Ninomiya-san.

Por quê? Ohno começou a meditar se todos na JE imaginavam que ele passava todo o tempo de folga com Nino.

-Não – retorquiu. – Kazu tinha que gravar algumas cenas de sua novela – explicou.

-Hoje? Bem que podiam dar uma folga para ele pelo menos hoje, né?

A sobrancelha fina de Satoshi ergueu-se. Do que diabos Chinen estava falando? O mais novo não sabia, mas provavelmente Nino pagaria para trabalhar. Além disso, por que apesar da crítica a agência, Yuuri parecia feliz?

-Eu tenho que ir – Ohno fez um sinal em direção ao táxi parado à rua. - Amanhã tenho vários compromissos profissionais.

-Imagino – Chinen sorriu docemente. - Se quiser, posso levá-lo até Tóquio. Vim apenas passar o dia com meus pais, mas já estou voltando...

A implicação de que o menor já dirigia era clara. Espantado, Ohno indagou:

-Você já tem carta de motorista?

-Já sou maior de idade, sempai – piscou o olho direito, de forma atrevida. - Não reparou?

Não, Ohno não havia reparado. Quando que aquela criança que o olhava de forma fascinada havia se tornado um homem?

-Antes de ir, gostaria de tomar um suco naquele quiosque? - Apontou um estabelecimento próximo da avenida principal. - Estou com a garganta seca, e a viagem a Tóquio é longa.

*-/-*

-...E então me chamaram para a novela! - Chinen contou, feliz.

A risada de Satoshi invadiu o ambiente. A quanto tempo não ria assim? Sentia saudade dessas atitudes inconsequentes, quando a vida parece mais um jogo. O garoto a sua frente era assim. Jovem e cheio de sonhos. Batalhava para conseguir cada papel, e ainda encontrava tempo para sentar num bar qualquer e relatar suas façanhas ao seu sempai.

Baixou a fronte e tomou mais um drinque. A visão pareceu girar por um momento, e Ohno percebeu que estava bêbado. Chinen não havia bebido nada alcoólico; mas, por não ter que dirigir, Ohno não teve o mesmo cuidado.

-Mais um! - Pediu ao garçom.

Gostava de beber. Era agradável e seus problemas pareciam sumir diante de um copo de martíni ou conhaque.

-Ohno-san – Chinen o chamou. - Talvez seja melhor parar agora...

Satoshi sentiu uma mão na coxa. Na sua debilitada visão, percebeu aqueles dedos rechonchudos que tanto o encantavam... Nino.

Não, não era Kazunari. Levantou os olhos e viu Yuuri o observando, com um sorriso fascinante.

Pelos céus, Chinen era lindo! Como nunca tinha percebido aquilo antes? A aparência delicada e grácil lembrava o Kazu de alguns anos antes. Um Kazu de quem ele sentia saudades, um Nino pelo qual seu coração ainda balançava.

-Senhor Ohno? - a voz branda chegou aos seus ouvidos, tirando-o da letargia.

Satoshi apoiou os cotovelos na mesa e permitiu que as mãos segurassem a cabeça.

-Algum problema?

A mão na sua coxa parecia queimar. Será que Yuuri não percebia que ela estava próxima demais de um local perigoso? Chinen jamais maliciaria aquela situação, Ohno pensou. A culpa de tudo era do álcool no seu sangue.

-Acho que devemos ir... - murmurou ao outro.

-Sei que sou apenas um cantor em busca de espaço, e que não faço parte do seu rol de amigos – Chinen comentou -; mas, pode se abrir comigo...

Ele encarou o outro. Como Satoshi poderia explicar o que se passava consigo?

-Aproveite essa idade – aconselhou. - Esses anos dourados não voltam mais...

O tom triste encerrou a discussão.

Com alguma dificuldades, o menor conseguiu levar Ohno até o carro. Antes de embarcar, voltou ao bar e comprou um café para o mais velho.

-Vai te ajudar... - disse, ao entregar.

A viagem realmente era longa. Eles chegariam à capital durante a madrugada, e Satoshi aproveitou aquele silêncio no interior do carro para dormir. Mais ou menos uma hora depois, acordou sobressaltado. Estava escuro fora do veículo, e Ohno não sabia quanto tempo havia se passado desde que saíram da praia.

Naquele instante, Chinen estacionou o carro no acostamento. Satoshi não se encontrava mais tão bêbado, mas a cabeça parecia que iria explodir a qualquer momento, e a sua mente ainda girava.

-O que foi? - perguntou, de mau humor.

Subitamente, Chinen retirou o cinto de segurança e se aproximou de Ohno. O mais velho não fugiu. Encararam-se.

-Não é nenhum velho, sempai... - Chinen sussurrou. - Ainda tem muito a viver, e muito a aproveitar da vida!

-Do que está falando?

-Sei que é muito atrevimento de minha parte, mas me disse que eu devia aproveitar meus anos dourados. No entanto, e o senhor? Quando vai deixar de viver a sombra de um relacionamento que já acabou?

Devia estar sonhando! Era a única explicação para a audácia de Chinen.

-Não sei o que quer insinuar... - Ohno o enfrentou.

-Eu o amo, senhor Ohno. Sempre soube disso! Acha que não percebo como está infeliz? Como seu relacionamento com Ninomiya-san não o satisfaz mais? Por que ficar amarrado a uma vida que não mais deseja?

Por que não replicava? Por que ouvia aquilo quieto?

-Não tenho nada contra Ninomiya-san, mas todos sabem que, pra ele, o que realmente importa é sua carreira. Ele não para de fazer filmes, um atrás do outro. Isso realmente é admirável, se não fosse pelo fato de que esqueceu de suas obrigações com o senhor no processo!

-Você é só uma criança, não sabe o que diz... - Ohno murmurou, numa vã tentativa de defender Nino.

Chocado, porém, percebeu que aquilo fez Chinen tomar uma atitude mais enérgica. Logo seus lábios eram esmagados pela boca possessiva do mais novo.

Fechou os olhos. Já havia sido beijado daquela forma. Aquela ânsia desesperada de provar seus sentimentos... Sim, se recordava daquele beijo... Nino...

Ergueu uma das mãos e tocou na face de Yuuri, no mesmo instante que a boca abria e permitia que a língua atrevida invadisse, dominadora.

-Eu sei que ele não te satisfaz mais... - ouviu ao longe. - Eu sei que ele não é mais o mesmo! Sei que a pele dele não é mais tão viçosa, tão bonita. O corpo não tem mais a mesma aparência, e que agora ele age como um velho, numa vida enfadonha e sem aventuras.

De quem Nino falava? Pouco importava! Fazia tanto tempo que Ohno não se sentia tão vivo, com tanta vontade de fazer sexo. Antigamente costumavam se amar no carro, mas depois de um certo tempo, essas atitudes se tornaram remotas e partes de um passado longínquo.

Ainda de olhos fechados, sentiu seu cinto de segurança ser solto e, emburrado contra a porta, Ohno deitou no banco de passageiro. Rapidamente, um vento frio o fez perceber que sua calça era aberta, e seu membro entumecido, úmido e desejoso foi liberto.

-Assim sendo, posso lhe dar tudo que ele não lhe dá. Tem a chance de voltar a ser feliz...

Inferno! Por que Nino não calava a boca e fazia sexo de uma vez? Estava em abstinência a mais de dois meses, e não suportava mais!

-Ele quem? - indagou, sem paciência.

Abriu os olhos.

Pelos céus, não era Nino!

Emburrou Chinen, e sentou-se, erguendo as calças. Estava vermelho de vergonha e arrependimento.

-Sempai... - ouviu um som de choramingar.

-O que você está pensa que está fazendo, garoto? - questionou, irritado também com o outro.

-Não sou mais um garoto! - Chinen gritou. - Todos percebem isso, menos o senhor!

Gemendo, Ohno bateu na própria cabeça. Isso não devia estar acontecendo! Já tinha problemas o suficiente com Ninomiya para agora ter que se preocupar também com Yuuri.

-Por favor, ligue o carro e vamos embora – pediu, num tom baixo.

Com o canto dos olhos, percebeu que Yuuri chorava. Um profundo pesar o tomou.

-Você um dia vai encontrar alguém... - começou, mas foi interrompido.

-Não quero ninguém, não percebe? Durante toda a minha vida só tive olhos para você! Só amei você! Vivi por você! Entrei para a JE por sua causa! Cada novela que fiz, cada música que cantei, cada coreografia que dancei, fiz pensando em ti, esforçando-me para um dia chegar ao seu nível e ter o direito de viver ao seu lado.

Ohno não sabia o que dizer. Nunca foi muito bom com as palavras e não queria ferir aquele menino, pois gostava muito do garoto.

-Esqueça isso...

-Não vou esquecer! - Chinen virou-se em direção ao volante. Colocou o cinto e ligou o carro. - Não vou ficar passivo vendo meu Ohno-san colocar a própria felicidade em segundo plano. Ninomiya não te merece!

-Meu relacionamento com Nino é problema meu!

O olhar magoado voltou a si.

-Se algo te fere ou machuca, passa a ser problema meu também!

Foi estranho, mas Ohno naquele instante precisou se conter pra não sorrir. Era inacreditavelmente impressionante o quanto o menor se parecia com Nino no passado. Porém, o assunto agora era sério. Não podia alimentar falsas esperanças. Assim sendo, apenas virou o rosto para a janela lateral, e fechou os olhos, se recusando a conversar com o menor até o restante da viagem.

*-/-*

Junior se mexeu no chão, ao lado do sofá. Kazunari, que estava deitado sobre o móvel, alçou a mão em direção ao animal, alisando os pelos macios.

Meia noite. Dia dezoito de junho de dois mil e doze. Acabou seu aniversário e o mesmo passou sem sequer uma única mensagem de Ohno. Fungou. Não queria chorar, mas as lágrimas simplesmente caiam do seu rosto sem controle.

Assim que leu o bilhete da geladeira, foi em direção ao sofá e não havia saído de lá até então. Pensou na sua situação, e sabia que a atitude de Satoshi em simplesmente ignorar seu aniversário era a gota que faltava para o balde do desespero transbordar.

Não podia continuar com aquilo! Estava jogando toda a sua dignidade no lixo, tornando-se refém dos próprios sentimentos.

No instante que secava os olhos, o telefone tocou. Olhando para o relógio da parede, percebeu que já passava da meia noite; assim, não entendia quem poderia estar ligando tão tarde.

-Alô? – Atendeu após o terceiro toque.

-Não brigue comigo pelo horário – uma voz feminina sequer se anunciou. – Aqui ainda é hora do almoço e não pude ligar antes. Feliz Aniversário!

-Audrey?

Sorriu.

Era bem verdade que a antiga inimiga agora se tornara uma amiga. Também era verdade que os anos fizeram com que Audrey Morgan se aproximasse mais de Sho e Aiba e, conseqüentemente, se afastasse de Nino. Porém, o próprio Kazu sabia que nada e nem ninguém era mais importante para aquela mulher americana do que ele.

-Conseguiu o emprego? – indagou a ela, sem querer avisar que não era mais seu aniversário no Japão.

Um riso feliz se fez ouvir do outro lado da linha.

-A maior superprodução do cinema americano, e eu estou nela! – Morgan comunicou. – Vou trabalhar na produção artística, e talvez até faça alguma ponta! Nem consigo acreditar que tenha sido chamada! Você sabe o quanto foi difícil pra mim conseguir esse trabalho sem apadrinhamento.

Sim, ele sabia.O ramo do entretenimento nos EUA era diferente do Japão. Morgan havia concluído a faculdade e trabalhou com afinco por um espaço. Estava feliz por ela.

Durante o passar dos anos, viram-se poucas vezes. Tanto ele quanto Morgan estavam sempre absorvidos pelo esforço profissional. Porém, conversavam praticamente todos os dias pela internet ou telefone.

-Estou contente por você! – foi sincero.

Naquele momento, Kazu notou que Audrey havia percebido seu abatimento. Era impressionante o quanto ela tinha a sensibilidade aguçada.

-Está chorando? – O questionamento dela foi mais uma afirmação. – O que aconteceu?

Não sentia a menor vontade de desabafar, apesar de precisar. Já se sentia mal o suficiente para ter que se sujeitar a receber a piedade de outros.

-Não aconteceu nada.

-Então, por que está chorando? Coloque Satoshi Ohno na linha, por favor!

Enrubesceu. Se contasse a Audrey que Ohno não estava em casa, ela perceberia imediatamente o motivo de sua tristeza.

-Ele está dormindo – mentiu.

Morgan pareceu aceitar a explicação. Engraçado que, mesmo detestando Satoshi, Audrey não conseguia ver o líder do Arashi magoando Nino.

-Sua mãe ligou? – O tom agora era consolador.

-Não. Ela nunca liga. – agachou-se com o telefone nas mãos.

Pelo céus, havia se esquecido disso também. Não era apenas Ohno, mas a própria mãe também sequer lhe dera parabéns pelo aniversário.

-É por isso que está triste?

Não era. Não unicamente. Mas, notou que aquilo também o magoava, e então foi franco:

-Ela ligou ano passado. Achei que fosse se lembrar neste ano.

Morgan suspirou.

-É só isso?

-Como assim?

-Está assim só pela sua mãe?

Passou cinco segundos antes de Ninomiya responder:

-É claro.

-Você não mentiria para mim, certo?

-Como se eu pudesse...

-Você não respondeu.

-Estou triste pela minha mãe, ok!

-Não foi isso que eu perguntei. Indaguei se está triste "somente" por causa de sua mãe, ou se tem mais algum motivo.

Kazunari mordeu o lábio inferior.

-Audrey, estou com sono. Preciso acordar cedo...

Um sopro de resignação foi ouvido por Nino.

-Tudo bem, meu amor. Feliz aniversário de novo. Amo você, e boa noite.

Quando Kazunari pousou o telefone no gancho, notou que Junior se ergueu. Olhou imediatamente para a porta, pois sabia que o cão sentia o cheiro de Satoshi. Em segundos, a maçaneta se mexeu, e Ohno entrou para dentro do apartamento.

Continua...
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MensagemAssunto: Re: [COMPLETA] Redenção   Sab Out 16, 2010 2:47 am

ok, now, antes de começar meus mega comentários, EU PRECISO DO CAP 3 ÒÓ
*sorry, momento maníaca aqui*

então, voltando xDD~
uwaaaaaaaa, vc ainda me mata, SÉRIO

Citação :
A pequena linha que envolvia seu dedo médio mexeu, acordando-o. Ohno Satoshi bocejou antes de abrir os olhos e observar onde estava.
ele não teve p*rra nenhuma pra fazer (e estava tão interessante q ele dormiu *novidade*) e ainda teve a pachorra de esquecer o aniversário do Nino????????????????
*morre*
Citação :
Ao contrário do que quer que estivesse passando na cabeça de Kazunari Ninomiya, Ohno queria a presença do outro. No entanto, com o passar do tempo, percebeu que a recíproca não era mutua.
Por isso eu insisto na falta de comunicação... um ta pensando a mesma coisa do outro T-T
*vontade de trancafiá-los numa caverna e largá-los lá*
Citação :
Chinen não havia bebido nada alcoólico; mas, por não ter que dirigir, Ohno não teve o mesmo cuidado.
Deixa o Nino saber... Ohno bebendo com o Chinen no dia do aniversário dele (Nino)
u.ú
Citação :
Pelos céus, Chinen era lindo! Como nunca tinha percebido aquilo antes?
PELOAMORDEDEUS me mostre onde, pq isso é algo q eu nunca vou achar >.<
q mal gosto Ohno....
Citação :
-Sei que é muito atrevimento de minha parte, mas me disse que eu devia aproveitar meus anos dourados. No entanto, e o senhor? Quando vai deixar de viver a sombra de um relacionamento que já acabou?
É ATREVIMENTO SIM, seu pirralho duma figa ÒÓ
*falou a idosa xDDD~, noffa sou só um ano mais velha que ele o_o*
Citação :
-Não sou mais um garoto! - Chinen gritou. - Todos percebem isso, menos o senhor!
perto do Ohno vc SEMPRE vai ser uma criança...e muito imatura pelo visto, nem sabe o tamanho do amor do Ohno pelo Nino u.ú
Citação :
-Você não mentiria para mim, certo?

-Como se eu pudesse...
não sabia exatamente que trecho pegar pra dizer isso mas...
duas coisas q o Nino não sabe esconder: tristeza e ciúmes
ENTÃO PARE DE TENTAR
mas tadinho dele..... óÒ
*não paro de dizer isso, é péssimo*

tah incrível Josy-chan *------------------*
arigatou ne

P.S.: Só fiquei brava uma vez com o Ohno nessa cap =D~
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MensagemAssunto: Re: [COMPLETA] Redenção   Sab Out 16, 2010 11:45 pm

Huahauaahauaha
Naty eu simplesmente AMEI seu comentário.
Calma, guarde todas as suas lágrimas e seu odio extenso para o cap 3. Vc vai surtar. Ontem eu o escrevendo gastei um pacotinho inteiro de lenços de papel (é vero que a renite ajudou..kkk)... foi mtooo triste...

Ohno realmente esqueceu o aniversario. Ele nao ta fazendo tipo... imagina a conciencia dele qdo ele perceber a mancada que deu^^

Brigada pelo apoio amore
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MensagemAssunto: Re: [COMPLETA] Redenção   Dom Out 17, 2010 1:14 am

to morrendo pelo cap 3 já!!!

por isso então vc deu uma aliviada no 2 ne????????????????
sacanagem isso!!!!!!
vc vai matar todo mundo................................. óÒ

mas n é o Aiba que vai sofrer ainda ne????
juro, eu n vou conseguir ver o Aiba sofrer.... eu sou fraca demais em relação a ele TOT
e o Sho é meu ichiban, não consigo ter raiva dele no fim das contas óÒ
EU VOU MORRER
e o Nino já sofreu tanto em Rendição, e ele ainda vai chorar tanto... e... e...
BUÁAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA


não aguento isso, vou me demitir .-.
HSUAHSAUSHAUSHAUSH

veja bem, sem pressão mas...
eu PRECISO de mais T-T

vc escreve bem de mais, eu amoooooo ler suas fics *-*
omedetou =DDD~
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MensagemAssunto: Re: [COMPLETA] Redenção   Dom Out 17, 2010 1:22 am

amor, prometo que ainda hoje posto pra voce o 3. Tipo..a fic começou a 3 dias e já ta no cap 3...ta muito rapido..desse jeito ninguem vai conseguir acompanhar, mas estou ansiosa pra ver as reações do cap 3^^


depois do 3...vou dar um espaço maior.
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MensagemAssunto: Re: [COMPLETA] Redenção   Dom Out 17, 2010 1:54 am

olha a velocidade tah ótima!!!!!!
melhor impossível =DDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDD~
SHUAHSUAHSUAHSAUHSUAHS

brincadeira, não podemos apressar as coisas infelizmente
*chora*

mas amor se não der pra postar relaxa ^-^
é só q eu estou REALMENTE NERVOSA >.<
*sou boba assim mesmo xDD~*

mas arigatou *----------------------------------*~
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MensagemAssunto: Re: [COMPLETA] Redenção   Dom Out 17, 2010 2:07 am

aaaaaa Audrey ja apareceu
yey!!!
que fofa, ligou pra dar os parabens
e Chinen ja apareceu tbm, bem isso nao me deixou feliz
mesmo sabendo q óbvio q ele ia aparecer cedo ou tarde
como Ogno pode esquecer do niver dele? grrr
to ficando com mta raiva dele nessa fic
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MensagemAssunto: Re: [COMPLETA] Redenção   Dom Out 17, 2010 2:14 am

Amores, segurem toda a raiva dele pro cap 3...kkk
Tipo, como eu disse pra Nina lá do Ohmiya Lovers, vai ter hora que vocês vao querer abandonar a fic, mas vou precisar que se mantenham firmes. Eu prometo que as lágrimas serão recompensadas^^

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MensagemAssunto: Re: [COMPLETA] Redenção   Dom Out 17, 2010 3:48 am

Redenção

Capítulo 3

Por Josiane Veiga




--------------------------------------------------------------------------------


A primeira coisa que Kazunari percebeu assim que Ohno entrou pela porta foi os cabelos espetados em desalinho. Ohno parecia ter bebido, o que não era nenhuma novidade. Erguendo-se do sofá, o moreno prometeu a si mesmo ter paciência e compreensão. Recordou-se das palavras de Aiba e engoliu o próprio orgulho.

Mesmo toda a dor e mágoa que sentia pelo atual desprezo de Satoshi não eram mais fortes do que seu sentimento. Se Ohno estivesse passando por algum problema, era dever de Nino estar ao seu lado, amparando-o, amando-o.

Assim que Ohno percebeu o moreno de pé na semi escuridão, seu olhar tornou-se tenso. Nino engoliu em seco ao notar aquele contemplar carregado de descaso.

-Você demorou... - comentou, tentando não aparentar ansiedade.

Ohno largou a mochila em cima da mesa de canto, e aproximou-se de Junior. Afagou a cabeça do cão.

-Deixei um bilhete. - explicou, simplesmente.

Então o mais velho virou-se de costas e começou a caminhar em direção a suíte. Kazunari permaneceu parado na sala ainda alguns minutos, como se ainda estivesse a esperar pelo menos uma saudação, uma justificativa pela ausência. Porém, notou que Ohno não faria nenhuma das duas coisas.

Olhou para baixo e viu o cão, o encarando. Sentiu a garganta arder, mas tentou sorrir.

-Fique feliz – falou a Junior. - Pelo menos ele cumprimentou você...

O cão sacolejou a cauda, numa tentativa de consolar o dono. Perante aquilo, Nino notou que lágrimas se formavam em seus olhos. Não podia chorar! Ohno não suportava lágrimas, descobriu isso durante todos aqueles anos de união. Choramingar só iria irritar ainda mais Satoshi.

Começou a caminhar em direção ao quarto. Ohno já havia ido até o banheiro. Como a porta do reservado estava aberta, Nino aproximou-se, cuidadosamente.

-Está com fome? - indagou. - Quer que eu faça algo para você comer?

Satoshi já havia tirado toda a roupa. O corpo másculo dele era uma visão arrebatadora para Nino. Os anos só haviam acrescentado ainda mais charme àquele homem. Ao contrário de Nino que, aos poucos, ia sentindo a beleza diminuindo, Ohno havia ganhado uma sedução natural com a maturidade. O corpo dele era bronzeado, e carregado de músculos dos exercícios marinhos. Kazu, em contrapartida, detestava sol, era pálido como uma boneca de porcelana e não tinha um único músculo em sua figura frágil.

-Já jantei... - ouviu a resposta dita num murmuro.

Kazunari começou a remexer as mãos, sem saber o que fazer. Como conseguir travar um dialogo com Ohno se o mesmo parecia indisposto a conversar?

-Sabia que Masaki-chan vai comprar um sítio para criar um abrigo de animais abandonados? - buscou a primeira coisa que veio-lhe a mente.

Satoshi não respondeu. Começou a lavar a cabeça com força, e de costas para Nino, não notou os olhos marejados. Não queria conversar. Depois daquela noite cheia de surpresas, tudo que queria era deitar na cama e dormir.

No entanto, ao sair do box, percebeu que Kazunari parecia prestes a desabar.

-O que foi? - Indagou irritado. - Você não vai começar a chorar agora, né? São quase uma da manhã e tenho que dormir! Amanhã cedo tenho uma reunião de pauta, e não tenho tempo para ficar ouvindo suas reclamações e seus ataques de dó de si mesmo.

Com as duas mãos, Nino secou as próprias lágrimas. Aquiescendo e engolindo sua dor, ele começou a caminhar em direção a porta do quarto. O cachorro o havia seguido, e só então lembrou que não havia dado a ração ao animal. E já era de madrugada!

-Oh, gomen Junior! - agachou-se. - Me perdoa... - pediu. - Já vou ir dar-lhe de comer!

Percebeu que o mesmo lambeu suas mãos. Naquele momento lembrou-se de um dos livros que Masaki tinha em casa. O leu na época em que fugia de Audrey. A obra em questão era escrita por um biólogo que afirmava que os animais não eram somente companheiros dos humanos, mas também podiam sentir quando seus donos estavam tristes e faziam de tudo para consolá-los.

Junior não ouvia. Por esse motivo, não podia escutar os soluços que com frequência Kazunari soltava pela casa. No entanto, sentia que Nino precisava de afeto, e dava seu amor da única forma que podia.

-Arigatou, né? - Estava agradecido por pelo menos alguém ter demonstrado afeto verdadeiro.

Naquele instante, Ohno saiu do banheiro. O corpo era coberto pela toalha enrolada em sua cintura. O tórax definido fez a boca de Nino secar. Recordava-se com saudades da época que considerava ser seu aquele abdômen incrível.

O mais velho então aproximou-se da mesa lateral do quarto. Havia deixado seu celular lá no dia anterior, desligado. Recordou-se ainda no banheiro que precisava ligar o aparelho, pois o levaria no dia seguinte ao trabalho.

Assim que o ativou, um aviso de chamadas não atendidas entrou em sua linha. Olhando os números, percebeu que foi Ninomiya que tentou entrar em contato.

-Você tentou me ligar?

Kazu enrubesceu. Havia caído em tentação um pouco antes da chamada de Audrey. Triste e desesperado, só queria ouvir a voz de Ohno. Sabendo que o mesmo estava no mar, tentou várias vezes, mas em todas uma voz mecânica o avisou que o celular estava desligado.

-Eu...

-Você já ouviu falar em espaço? - Ohno o interrompeu. O tom se elevou. - Não deixei um bilhete avisando que havia ido pescar? Será que você precisa passar todo tempo livre tentando controlar a minha vida?

Nino ficou sem palavras diante da crítica. Satoshi nunca havia gritado com ele antes. Desprezo sim, mas agressão verbal nunca.

-Não tive intenção...

-Não teve intenção? - Satoshi ridicularizou. - Aposto que você folgou de tarde, não? Você só lembra de mim quando fica sem trabalho. Não sei ainda porque não se mudou pro estúdio!

Naquele momento de ânimos exaltados, o cão começou a ranger os dentes contra o mais velho. Tanto Kazunari quanto Satoshi ficaram surpresos pela atitude. Junior nunca havia se mostrado agressivo, e somente após o ato foi que Ohno resolveu ficar quieto.

-Junior...- Kazu o puxou pela coleira. - Venha comigo, você deve estar com fome.

Por algum motivo, esse novo Satoshi causava arrepios em Nino. Ele queria o antigo Oh-chan de volta! Esse Ohno de agora era bem capaz de mandar o cachorro embora por causa do rangido. Desesperado e temendo ficar sozinho sem a única coisa que não o rejeitava dentro das paredes do apartamento, Nino arrastou o cão até a cozinha.

Sem conseguir conter o tremor das mãos, Ninomiya colocou ração no prato do animal. A tarefa era rápida, mas ele demorou de proposito. Precisava respirar fundo.

Engoliu as lágrimas novamente.

Encostando as costas na banqueta de madeira da cozinha, fechou os olhos com força, tentando recuperar a calma. Concentrou-se em coisas boas, positivas. Recordou-se de um passado distante, quando Ohno o amava o suficiente para invadir a casa de seu pai e roubar-lhe de lá. Relembrou o primeiro beijo deles, a primeira noite de amor.

Após cinco minutos Nino retornou o quarto. Tentando aparentar uma calma que estava longe de sentir, observou Ohno deitado no leito. Satoshi não havia apagado a luz, e deitara-se apenas com a calça do pijama. Nino foi até o outro lado da cama e também deitou-se.

-Ei, Oh-chan – sussurrou. - Me desculpe por ter tentado te ligar...

Por que se desculpava? Onde estava o amor próprio de Kazunari? Foi Satoshi Ohno que havia sumido no dia do seu aniversário. Foi ele que sequer havia lhe mandado uma mensagem de parabéns, ou lhe dado um mísero beijo. Os dois eram namorados, tinham um compromisso, moravam juntos! Nino tinha todos os direitos do mundo de procurar Ohno.

-Não faço mais... - continuou, ignorando a própria mente.

Ansioso, aguardou por alguma palavra de Ohno. Qualquer coisa... menos o que recebeu:

-Estou com sono.

Aquiescendo, Kazunari ajeitou os travesseiros e desligou a luz. A respiração de ambos era pesada, carregada.

De repente, Nino tomou coragem para fazer algo que a muito queria. Com os dedos vacilantes, levou a mão até o tórax de Ohno, alisando-o. Percebeu o amante arrepiar-se pelo gesto. Ainda incerto, Kazunari aproximou-se devagar, receoso de cada atitude. Encostou-se em Satoshi, e sorriu ao sentir aquela pele cálida tocar na sua.

-Eu te amo, Oh-chan... - sussurrou, com a voz transbordando emoção.

Então o sentiu tocar sua mão com os dedos quentes. Aquele simples toque aqueceu o coração de Nino o suficiente para ele perdoar Ohno pelo esquecimento do aniversário. A mão de Ohno apertou a sua por alguns instantes, mas, em seguida, retirou a de Nino de cima dele.

-Eu já disse – respondeu, frio -, que estou com sono!

E virou-se de costas.

Por alguns instantes Kazunari ficou olhando espantado para aquele vulto ao seu lado na cama. Dessa vez não conseguiu parar de tremer e a convulsão de lágrimas vieram sem aviso. Temendo ser rechaçado novamente por Satoshi – que tinha cada vez menos paciência pelo choro de Nino -, saiu rapidamente da cama e do quarto. Voltou pro sofá que estivera durante boa parte da noite.

Em segundos Junior saltava para o seu lado no sofá. Apertando o dorso do animal contra o rosto, Nino permitiu-se chorar como a muito não fazia.

-Tenho que vencer isso, Junior-san – disse ao cão, baixo, como se estivesse conversando com o melhor amigo. - Tenho que superar isso da mesma forma que superei o desamor da minha mãe e o ódio do meu pai. Não é a primeira vez que não sou amado... - explicou.

Então por que doía tanto? Recordou-se da surra do pai, quando o mesmo afirmou sua vergonha por ter um filho afeminado, e também da vez em que procurou a mãe e a mesma fingiu que não estava em casa para não ter que vê-lo. Em ambas as situações, chorou muito, amargando a dor do desdém. No entanto, nada se comparava ao que sentia agora.

Talvez porque acabou não desenvolvendo um sentimento profundo pelos progenitores, quando sentiu seu desafeto, suportou com mais bravura. Mas, com Ohno, parecia que a alma ia morrer. Olhava para o seu futuro e não via expectativa nenhuma. Todos os seus sonhos, românticos ou não, envolviam Satoshi. Sem o Riida, nada restava.

-/-

Com a cabeça no vão da porta, Ohno ficou observando Kazunari no sofá. Percebeu que ele sussurrava algo para Junior, mas não conseguiu entender o que era. E então viu as lágrimas.

Até quando viveriam naquele inferno?

Quando sentiu as mãos de Nino sobre si, quase cedeu. No entanto, com o passar dos anos, notou algo muito interessante: sempre resolviam suas diferenças com sexo. E, ao invés de se unirem, acabavam se afastando ainda mais.

Tão logo o prazer acabava, a divergência retornava. O sexo não terminava com a discordância, apenas a adiava. Interessante notar que toda a relação baseada na sensualidade tornava-se escrava daquele vínculo sexual.

Estava cansado disso... Nunca foi isso que sonhou para eles. A cumplicidade devia vir em primeiro lugar, e não o sexo.

Relembrou naquele instante os primeiros anos da união. Odiava saber que Nino fazia um filme atrás do outro, sem dar espaço para o relacionamento deles. Pressionado pela agência, Ohno precisava demonstrar uma animação que estava longe de sentir. E, ao reclamar disso para Kazu, o mesmo o distraia com transas espetaculares.

Porém, nem a performasse mais incrível na cama pode apagar o sentimento de indiferença que Ohno sentia a cada folga desmarcada, a cada férias adiada, a cada projeto transferido para o futuro.

A verdade é que a resignação não fazia mais parte do seu caráter. Sabia que podia ir agora até a sala e trazer Nino para o quarto com apenas uma única palavra. No entanto, previa que a recompensa para sua atitude seria acordar sozinho na cama, já que provavelmente Nino estaria cedo na agência, trabalhando igual a um animal.

Talvez o trabalho fosse a forma com que Kazunari encontrou durante os anos para fugir de sua presença. Era uma hipótese que não podia ser descartada. Fora da cama, eles não tinham muito em comum.

Inspirando, Ohno voltou para o leito. Encolhido, pousou a mão no travesseiro que Nino usava.

Naquele momento a mente voou até Yuuri. Chinen havia se tornado realmente um belo rapaz. E tinha algo que Ohno perdeu durante os anos: a impetuosidade. Sentia falta daquilo. Pensou que durante o tempo que beberam no bar, sentiu-se vivo, alegre e ainda jovem. No entanto, a reação do seu corpo nos momentos do carro o deixou perplexo. Estava cheio de paixão enquanto pensava em Nino; mas, ao ver o rosto de Yuuri, por mais belo que este fosse, a paixão esvaneceu em segundos.

Realmente não era sua intenção trair Nino. Adultério não fazia parte do seu caráter e, desde que Kazu se tornou seu amante, nunca mais se deitou com mais ninguém. No entanto, não imaginava que o corpo renegasse outro que não fosse o de Kazunari.

-/-

Sakurai Sho, membro da banda Arashi, bocejou enquanto se sentava à mesa. O café da manhã havia sido servido pelos muitos empregados que caminhavam de um lado para o outro em volta da família de Sho.

Havia dormido em casa naquele dia. O trabalho estafante e cansativo não o permitiu ir passar a noite com Masaki, como fazia numa rotina de anos. Era uma sorte que o namorado compreendesse.

-Sho-san – a voz grave e firme do pai o fez deixar a postura ereta. - Você vai trabalhar até tarde hoje?

Normalmente o pai não costumava controlar sua agenda. Portanto, aquele súbito interesse causou estranhamento.

-Não – negou.

-Pode vir para casa mais cedo hoje? Teremos convidados para o jantar.

Observando a mãe, Sho notou que ela sorria. Entendeu que os pais programavam alguma surpresa para ele, mas como não era seu aniversário, não compreendeu o motivo.

-É claro, meu pai. - Concordou, curvando-se discretamente.

Havia algo diferente e estranho naquele ambiente. Os pais pareciam crianças cúmplices de alguma traquinagem.

Estendendo a mão, pegou uma fatia de pão. Não gostava de acordar cedo, mas tinha compromissos inadiáveis. Alguns boatos da agência davam conta de que ele seria o próximo ancora do jornal mais importante do país, e na noite anterior havia recebido um telefonema de Karin, sua produtora, marcando uma reunião.

Sorriu.

As coisas estavam dando certo, afinal...

Olhando para os pais, o pensamento mudou para outro projeto. Masaki e ele pensavam em se assumir publicamente. Era notório para todo o país que dois homens que já haviam chegado aos trinta anos sem relacionamento com mulheres não podiam ser heterossexuais. Assim sendo, estavam trabalhando o melhor momento para contar a verdade, não só a família, mas também as fãs e a imprensa.

Sho imaginou qual seria a reação da família. Os irmãos, cria ele, aceitariam tudo pacificamente. Eram de uma geração mais liberal e livre de amarras. O pai iria se decepcionar, mas também respeitaria a sua decisão. O maior problema era a mãe. Yuuky Sakurai podia aparentar compreensão e liberalidade. No entanto, Sho sabia de antemão que a mãe era uma mulher criada dentro de um sistema que renegava pessoas sem estirpe, de outra nacionalidade, ou diferentes.

Era inacreditavelmente surpreendente que Masaki havia sido aceito dentro do seio familiar dos Sakurai. Os demais membros do Arashi também foram acolhidos pelos de Sho; porém, tudo mudaria quando a verdade viesse à tona.

Sakurai amava a mãe. Reconhecia que ela também o amava. Por isso, estava com medo.

-Senhor Sho? - a empregada postou-se ao seu lado. - O telefone. - alcançou-o ao moreno.

Atendendo, Sho ouviu a voz doce de Masaki do outro lado da linha:

-Sho-chan, você vai demorar?

Sakurai não pode deixar de sorrir.

-Estou terminando meu café.

-Hum... - Masaki parecia pensar. - Estou com saudades... Venha logo.

Ao desligar o aparelho, Sho teve certeza de uma coisa: tudo valeria a pena por Masaki. Tudo.

Continua...
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MensagemAssunto: Re: [COMPLETA] Redenção   Dom Out 17, 2010 4:51 am

Citação :
-Deixei um bilhete. - explicou, simplesmente.
é deixou...
DEIXOU UM BILHETE DIZENDO ONDE ÍA E NÃO QUANDO VOLTAVA ÒÓ
e vc mora com ele TEM QUE DAR SATISFAÇÕES SIM!!!!!

Citação :
-O que foi? - Indagou irritado. - Você não vai começar a chorar agora, né? São quase uma da manhã e tenho que dormir! Amanhã cedo tenho uma reunião de pauta, e não tenho tempo para ficar ouvindo suas reclamações e seus ataques de dó de si mesmo.
A GOTA D'ÁGUA
seu PIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII, PIIIIIIIIIIIIIIIIII, PI, PIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII

Citação :
-Você já ouviu falar em espaço? - Ohno o interrompeu. O tom se elevou. - Não deixei um bilhete avisando que havia ido pescar? Será que você precisa passar todo tempo livre tentando controlar a minha vida?
já, todo mundo já ouviu falar em espaço
E NESSE MOMENTO É A ÚNICA COISA QUE VC TEM COM O NINO

Citação :
-Não teve intenção? - Satoshi ridicularizou. - Aposto que você folgou de tarde, não? Você só lembra de mim quando fica sem trabalho. Não sei ainda porque não se mudou pro estúdio!
NÃO MUDOU PQ TE AMA SEU IMBECIL
E PÁRA DE FAZER O NINO CHORAR ÒÓ

Citação :
Naquele momento de ânimos exaltados, o cão começou a ranger os dentes contra o mais velho.
DÁ-LHE JUNIOR
finalmente alguém pra ter atitude nessa casa...

Citação :
Por algum motivo, esse novo Satoshi causava arrepios em Nino.
é pelo visto ele não foi o Maou por um mero acaso u.ú

Citação :
-Eu te amo, Oh-chan... - sussurrou, com a voz transbordando emoção.

Então o sentiu tocar sua mão com os dedos quentes. Aquele simples toque aqueceu o coração de Nino o suficiente para ele perdoar Ohno pelo esquecimento do aniversário. A mão de Ohno apertou a sua por alguns instantes, mas, em seguida, retirou a de Nino de cima dele.

-Eu já disse – respondeu, frio -, que estou com sono!
derruba, pisa e ainda tem coragem de chutar?????

Citação :
Tão logo o prazer acabava, a divergência retornava. O sexo não terminava com a discordância, apenas a adiava. Interessante notar que toda a relação baseada na sensualidade tornava-se escrava daquele vínculo sexual.
ah quer dizer então que humilhar o Nino funciona então???
pisar em cima e tratá-lo como lixo resolve??????????

Citação :
Inspirando, Ohno voltou para o leito. Encolhido, pousou a mão no travesseiro que Nino usava.

Naquele momento a mente voou até Yuuri.
SEU viadinho de merda
*sorry eu tava me segurando muito pra n dizer isso, mas n dá mais*

Citação :
Adultério não fazia parte do seu caráter e, desde que Kazu se tornou seu amante, nunca mais se deitou com mais ninguém. No entanto, não imaginava que o corpo renegasse outro que não fosse o de Kazunari.
'No entanto'?!
quer dizer então q se isso não tivesse acontecido vc teria SIM traído o Nino?????????
EU ESTOU INDIGNADA

Citação :
Havia algo diferente e estranho naquele ambiente. Os pais pareciam crianças cúmplices de alguma traquinagem.
casamentoàvista OE

Citação :
-Hum... - Masaki parecia pensar. - Estou com saudades... Venha logo.

Ao desligar o aparelho, Sho teve certeza de uma coisa: tudo valeria a pena por Masaki. Tudo.
[momento rabu on]
OH MEU DEUS *--------------------------------------------*~
EU OS AMO 8DDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDDD~
quero agarrar o Sho nesse momento, bjs
[/momento rabu off]

UWAAAAAAAAAAAAAAAAAA JOSY-CHAN *----------------------------*
foram tantas emoções.... óÒ
boas, ruins e péssimas
xDD
não sei se devo rir ou chorar...
MAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAS
ta incrível~
*eu SEMPRE digo isso, mas só pq é verdade*

arigatou ne~
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MensagemAssunto: Re: [COMPLETA] Redenção   Dom Out 17, 2010 5:01 am

Amor, to gargalhando aqui com os seus comentários. Na verdade, eu fiquei tão absorvida em chofrer pelo Nino que ignorei totalmente o desenvolvimento do Ohno. Estou ansiosa para ele perceber logo que esqueceu o aniversario do Nino. Infelizmente isso ainda vai durar uns 2 cap... antes...ele vai..cof cof cof....

Brigadaaaaa pelo comentario!
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MensagemAssunto: Re: [COMPLETA] Redenção   Dom Out 17, 2010 5:11 am

O_O
depois desse cof cof tenho plena certeza de que o Ohno vai transar com o Chinen
CERTEZA
u.ú

ah mas ele que me aguarde...
deixa eu encontrá-lo na rua q ele vai ver só òó
*lógico, pq isso está prestes a acontecer .-.*

nossa........
está denunciado que o Ohno vai pra cama com o Yuuri...
e, aaaaah colega, quando ele descobrir que esse maldito dia foi o aniversário do Nino... HA
ele vai sofrer monstruosidades...
QUERO VER ELE JOGADO NO CHÃO CHORANDO, SE ARREPENDENDO POR CADA PALAVRA, CADA ATO QUE FEZ O NINO CHORAR, E NESSA HORA, NEM O NINO E NEM O JUNIOR VÃO ESTAR COM ELE ÒÓ

estou preparadíssima pra ver o Ohno sofrer agora....!!!
*mas tenho certeza q na hora a acontecer vou chorar feito um bebê e vou querer abraçar o Ohno.. me conheço .-.*

a cada capítulo o drama aumenta *---------------------*~
to muito empolgada...!!
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MensagemAssunto: Re: [COMPLETA] Redenção   Dom Out 17, 2010 5:19 am

Pois é. Todo esse dia do aniversario durou 3 capitulos. Agora a fic vai pra um geral com Sakuraiba e Jun aparecendo..e entao volta. Vem muito drama por aí, mas depois desse cap, ascoisas acalmam um pouco. O prox. cap demora um pouco pra sair, pq a maioria das leitoras nao ta conseguindo acompanhar.

Masssssssss
eu prometo q toda lágrimas do Nino será recompensada!
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[COMPLETA] Redenção
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