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 [INC] Sem Você Ao Meu Lado

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mitsuki
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MensagemAssunto: [INC] Sem Você Ao Meu Lado   Ter Maio 25, 2010 9:56 pm

Título: Sem Você Ao Meu Lado
Gênero: Yaoi, lemon, drama, romance
Censura: +18

Sinopse: Desde que terminaram, Jin ainda preserva seu amor, enquanto Kamenashi contunuou e não quer mais saber desse passado que tiveram juntos.
Depois de tanto tempo, Akanishi resolve expor seus sentimentos à Kame, como este vai reagir?




Capítulo 1 - Segredos do Coração
Capítulo 2 - Não consigo dormir
Capítulo 3 - Angustia
Capítulo 4 - Pedido de Aniversário
Capítulo 5 - Você não virá?
Capítulo 6 - Deixe-me ajudá-lo
Capítulo 7 - Visita Inesperada
Capítulo 8 - Desculpa


Última edição por mitsuki em Sex Jul 09, 2010 2:31 am, editado 7 vez(es)
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mitsuki
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MensagemAssunto: Re: [INC] Sem Você Ao Meu Lado   Ter Maio 25, 2010 9:57 pm

Capítulo 1 - Segredos do coração


Ainda me lembro do dia que nós terminamos. Na verdade nem tem tanto tempo assim, não para o meu amor que continua o mesmo.

Naquela tarde, no começo do outono, assim como as árvores perdiam suas folhas, o verão perdia o seu brilho e calor, você perdia o seu amor por mim.

Não sei como realmente aconteceu, mas você foi se afastando de mim, cada vez mais distante até o dia em que terminou comigo. Pensando bem, hoje eu não acho que tenha sido sua culpa, como achei que fosse por algum tempo.

A culpa é de nós dois, a culpa sempre é dos dois, como começa e como termina. Não sei o porquê, mas naquela época eu também comecei a me afastar um pouco de você. Culpava-te pela falta de tempo para nós, mas você não tinha culpa, afinal era trabalho e você, como ainda é até hoje, sempre foi muito esforçado, e leva o seu trabalho muito a sério.

Enquanto caminhava para casa depois do nosso termino, mesmo que a rua estivesse cheia de pessoas, eu fui me sentindo cada vez mais sozinho. Os dias foram passando e foi se tornando cada vez mais difícil de suportar. Via-te quase todos os dias, mas não podia mais estar com você. Foi então que decidir ir para os Estados Unidos.

Pensei que estando do outro lado do mundo, o mais distante que podia, assim seria mais fácil de suportar, e até de te esquecer. Não ter que te ver todos os dias, e com outras preocupações, assim seria mais fácil. Queria fazer esse amor que eu sinto sumir, se não posso estar com você para que preservá-lo.

No começo pensava em você todos os dias, mas com o passar do tempo isso já não era mais tão freqüente. Quando julguei que já tinha te esquecido por completo, quando você não invadia minha mente sempre que eu estava sozinho, me distraia ou via algo você gostava, foi então que decidi voltar.

Mesmo no avião, sabendo que daqui a algumas horas iria te encontrar, não pensei que te amaria tão intensamente como te amava e ainda amo.

O problema é que quando te vi, mesmo que todos os membros do KAT-TUN estivessem juntos, ninguém tinha importância. Não que eu não ame eles também, muito pelo contrario, todos são muito especiais para mim, mas naquele momento queria saber só de você.

Quando nossos olhos se encontraram, meu coração acelerou, apesar de estar cansado da viajem, mesmo dormindo o dia inteiro antes de encontrar com vocês, você me animou, comecei a sorrir, acho que meus olhos encheram de lágrimas também, mas não chorei. E ao mesmo tempo senti também um frio na barriga.

Cumprimentei todos, mas fiz isso de uma maneira rápida, precisava ter você em meus braços de novo.

Nesse tempo que ficamos afastados, você se tornou ainda mais bonito. Acho até que ficou mais alto também. Seu cabelo estava mais curto e mais claro. Mas seu perfume ainda era o mesmo. Seu sorriso tímido ainda permanecia igual. Mesmo hoje, poucas coisas mudaram em você, então por que não podemos ficar mais juntos? Você não me ama mais, nem um pouquinho?

Fui me aproximando de você, não podia nem respirar. Abracei você muito forte. Estar assim perto de você é algo que acalma meu coração. Experimentei aquela paz de novo, que só você é capaz de me proporcionar. Nesse momento, mesmo tendo todos os membros do KAT-TUN a nossa volta, eu chorei. Com a sua mão você afagou o meu cabelo, e depois secou minhas lágrimas.

Você me ofereceu carinho, mas não era com o amor que você sempre nutriu por mim, era um carinho de amigo apenas, e isso me fez chorar ainda mais. Reprimi tudo isso naquele momento e me recompus. Até porque não contamos para os outros do nosso relacionamento apesar de que eu achava que o Koki e o Ueda sabiam de alguma coisa, mas os outros dois não perceberiam nada nem se eles vissem. Fingi que aquele choro era por causa da saudade que sentia de todos.

No começo, tentei diversas vezes voltar com você, me aproximar de você, mas você bloqueou todas as minhas investidas. Você só queria me ter como amigo agora. Conseguimos manter essa amizade, mas foi por pouco tempo. Começamos a nos afastar de novo. Mesmo estando ao seu lado trabalhando, a distância foi se tornando cada vez maior. Agora eu sinto que essa barreira que nos separa está mais forte que nunca, e eu não posso fazer nada para quebrá-la.

No começo foi muito difícil. Apesar de tudo eu fui me acostumando com essa distância. Virei-me do jeito que pude. Busquei a companhia de outras pessoas, namorei outras pessoas. Algumas eu gostei realmente, mas não as amei. E como podia, se meu coração já pertencia a você. Mas apesar disso eu desisti de tentar ficar junto de você novamente. E com o tempo, mesmo eu não querendo, eu fui ficando mais frio com as pessoas, me excluindo. Não foi de propósito, apenas aconteceu, e eu não consegui fazer nada para mudar isso. Fui ficando sem vontade de sorrir com sempre sorri, de brincar como sempre brinquei, de tudo.

Acho que foi culpa também de algumas escolhas erradas que eu fiz, que me fizeram ir por um caminho que agora eu não tenho mais como sair sozinho. Sei que estou errado, mas para me sentir melhor fui buscar ajuda de coisas das quais agora não consigo mais me livrar.

O verão está começando, e no outono desse ano vai completar três anos desde que terminamos. Eu tinha desistido completamente de você, mas agora, eu não sei mais o que fazer. As coisas estão piorando e eu percebo que não vou conseguir sair dessa sem você. Quero tentar por uma ultima vez te ter ao meu lado de novo.

Mais que antes, eu preciso de você. Eu sei que você já tem alguém do seu lado agora, mas será que você não sente mais nada por mim? Às vezes acho que em algum lugar do seu coração você ainda me ama, a maneira de você agir comigo algumas vezes me faz lembrar em como você agia antigamente, como se você ainda me amasse, mas isso deve ser ilusão que a minha mente criou.

Sei que sou egoísta, mas Kame, será que não podemos ficar juntos outra vez?







Continua...
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MensagemAssunto: Re: [INC] Sem Você Ao Meu Lado   Qua Maio 26, 2010 5:01 pm

Ah resolveu postar essa fic aqui tambem né
ate q em fim hehe
bem voce ja sabe que eu to adorando
mas e a Bokura monogatari hein? parou de escreve-la? saudades dessa
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MensagemAssunto: Re: [INC] Sem Você Ao Meu Lado   Sex Maio 28, 2010 6:30 pm

Ebaaaaaaaaaaaaaaa \o\
A fic ta aqui também!
Muito kawaiizuda *-----*
Omedetou~
E... tô enrolando pra ler o cap 2 *se esconde*
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MensagemAssunto: Re: [INC] Sem Você Ao Meu Lado   Sab Maio 29, 2010 2:34 am

Ahhhhhh!! Sua fic Akame por aqui *.*!!

Gosto de ler mais no Nyah, mas quero deixar meu apoio aqui tb! ^.~

A história está muito boa, tem um pouco de comédia e muito drama e, espero, que haja muito romance ainda XD! hahaha (Mas entre Akame, ok u.u? hahaha)

Beijosss




By Misakiti
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MensagemAssunto: Re: [INC] Sem Você Ao Meu Lado   Seg Maio 31, 2010 1:34 am

Nara !!

Resolvi UHAUHAUHUHAHUA XDD

@_@ Eu vou terminer eu juro...é so uma grande apusa...mas eu não vou deixar a história sem final i-i


---

Ge !
Obrigada HUAUHAUHHU

Tome coragem e leia [?]

Beeijooos\o\

---

Kitty !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! *---*

Obrigadaaaaa !! *--*
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MensagemAssunto: Re: [INC] Sem Você Ao Meu Lado   Seg Maio 31, 2010 1:36 am

Capítulo 2 - Não consigo dormir



POV Kamenashi

Virando de um lado a outro da cama, não conseguia dormir de jeito nenhum, e com o calor que ficava mais intenso a cada dia, estava cada vez mais difícil. Mas não é de agora que não consigo dormir, isso está acontecendo já há um tempo, nem consigo me lembrar desde quando.

Sem conseguir dormir, me levantei e fui até o banheiro jogar uma água no rosto.

Olhei para o meu rosto refletido no espelho. As olheiras em meu rosto não são definitivamente de um ser humano. Dei uns passos para trás ainda me olhando no espelho, até que me encostei à parede. Fechei os olhos lentamente.

Deixei-me escorregar por aquela parede gelada, até sentar no chão. Levei minhas mãos à cabeça e massageei as têmporas tentando evitar uma dor de cabeça que começara a surgir, devido a falta de sono.

Não consigo entender o que está acontecendo, mas agora mais que nunca eu consegui tudo o que queria. Estou atuando em filmes e dramas, KAT-TUN tem várias atividades, e também tenho apresentações sem o grupo, como o DREAM BOYS que farei esse ano. Sempre gostei de trabalhar e agora isso é o que não me faltava.

Desde fevereiro estou namorando uma garota, muito doce e gentil. Gosto muito dela, e esse sentimento é recíproco. Ela é muito bonita, mas como não é do ramo do entretenimento não chama muito a atenção, e isso é bom para nós.

Apesar de tudo isso, algo está me incomodando. E o pior de tudo, é que isso está me machucando e eu não sei o que é. Não consigo nem descrever como é, mas eu me sinto assim quando estou em casa sozinho, é algo sufocante. Eu só não me sinto assim, quando estou trabalhando, porque o trabalho me distrai, e também quando estou com a minha namorada. Então sempre trato de encher ao máximo a minha agenda. O problema é que como todo ser humano, preciso dormir. E nesse momento que já não é muito, essa dor vem me perturbar. Não me lembro quando isso começou, só sei que não foi sempre assim.

Levantei-me e fui até a cozinha beber um copo de água, para depois tentar dormir.



---



Quando o despertador começou a tocar, jurava que só tinha piscado os olhos. Desliguei o aparelho, que com o seu som estridente me fazia perder a vontade de me levantar.

Respirei fundo antes de me levantar. Fui tomar um rápido café da manhã, tomar banho e me arrumar. Depois de tudo, antes de sair para o trabalho, me olhei uma última vez no espelho, minhas olheiras não melhoraram nenhum pouco, peguei meus óculos escuros e sai de casa.

Chegando ao prédio da JE, me encontrei com o Ueda e o Nakamaru que já tinham chegado. No camarim de KAT-TUN, nos preparamos para poder gravar a parte do estúdio de um episódio do Cartoon KAT-TUN. Aos poucos os outros membros também foram chegando.

Tratei de passar uma base para esconder aquelas olheiras. Trabalho terminado, sentei-me no sofá para esperar o ultimo membro que faltava chegar, e assim começar a gravar. Olhei para o relógio, faltavam quinze minutos para começar a gravação.

— Ele está atrasado de novo. — Reclamou Nakamaru.

Achei melhor não falar nada, afinal, apesar de chegar atrasado, ele vinha. Porque do jeito que ele estava se comportando nos últimos dias, parecia que ele não queria mais nada. Bom, isso é o que eu acho, mas apesar de tudo, ele sempre fazia suas coisas, e era o mesmo com as fãs. Ele só mudou um pouco com a gente, ou será que foi só comigo? Tornou-se mais reservado, e suas costumeiras brincadeiras já não eram tão frequentes.

Antes que alguém respondesse qualquer outra coisa, o barulho da porta fez todos pararem. Olhei em direção a porta, e vi Jin entrando. Cumprimentou todos, mas sua voz soou baixa e desanimada. Não se desculpou com ninguém pelo seu atraso, ele não fazia isso mesmo. Foi se arrumar e quando um staff chegou para chamar o grupo, ele já estava pronto.



---



A gravação terminou. Todos se arrumaram para ir embora. Eu fui o primeiro a ficar pronto, mas de vez de ir embora, como qualquer um faria depois de um dia cheio de trabalho, me sentei no sofá do camarim. Fechei os olhos e joguei minha cabeça para trás, descansando e adiando ao máximo a minha ida para casa.

Nem percebi, mas um silêncio tomou a sala, os membros foram embora e eu nem vi. Será que eles falaram comigo e eu não escutei?

Levantei a cabeça, e abri os olhos lentamente. Fiquei surpreso ao ver Jin parado me olhando, seu olhar parecia um pouco preocupado.

— Aconteceu alguma coisa? — Sua voz preocupada cortou o silêncio do local.

Ajeitei-me no sofá.

— Não é nada. Só estou um pouco cansado. — Disse de uma maneira calma, passando a mão pelo cabelo, na parte que eu tinha encostado no sofá.

O Akanishi me analisou por uns segundos, o que me fez ficar um pouco constrangido.

— Kame, você tem dormido direito? Quer dizer, você tem dormido?!

Apesar de na ultima frase ele ter usado um tom de brincadeira, ele parecia bem preocupado.

— Estou bem. — E por isso eu não preocupá-lo mais.

— Você não respondeu a minha pergunta.

Levantei-me enquanto ele falava.

— Posso te pedir um favor?

Não sei por que mais ele pareceu hesitar em responder a minha pergunta.

Por causa do cansaço, eu acabei vindo de taxi, não queria atrapalhá-lo, mas como ele era o único que eu podia contar naquele momento, decidi pedir para ele. Bom, se ele não pudesse podia tentar pegar um taxi.

— Sim.

— Será que você pode me dar uma carona?

— Ahn? — Não sei se ele não tinha entendido minha pergunta, ou a achou estranha, mas achei melhor me explicar.

— Hoje eu estava meio cansado e não estava afim de vir dirigindo, e acabei vindo de taxi. Será que você pode me dar uma carona? — Juntei minhas mãos frente ao rosto.

— Claro. — Ele disse com uma voz amigável, e deu um meio sorriso. — Vamos?

Confirmei com a cabeça, e peguei minhas coisas.



---



POV Akanishi

Foi só o tempo de sair com o carro do estacionamento da empresa, que Kame já pegou no sono. Eu sei que isso não era certo com ele, que estava cansado e queria chegar em casa logo, mas me aproveitei da sua inconsciência para pegar o caminho mais longo até a sua casa.

No trajeto inteiro eu fiquei feliz feito uma criança quando consegue o que quer. Mesmo que isso fosse uma mentira, queria aproveitar essa sensação de ter o mais novo ao meu lado novamente.

Infelizmente, em algum momento nós tínhamos que chegar a sua casa, e ele iria me deixar. Estacionei o carro na frente do seu prédio, e me virei para ele. Vê-lo dormindo daquele jeito despertava todos os meus sentimentos. Todo o carinho que sinto por ele, a vontade de tê-lo ao meu lado, todo o afeto e a vontade de protegê-lo por ser uma das coisas mais preciosas da minha vida mesmo ele não estando mais comigo. Por isso também sinto uma tristeza de não poder mostrar tudo o que sinto, e também que o amor que antes o Kame sentia por mim, agora pertence à outra pessoa.

Afastei as mechas de cabelo que caiam sobre o rosto de Kazuya, colocando-as atrás da orelha. Minha mão percorreu suavemente a sua face, até chegar ao queixo, mas afastei minha mão quando ele se mexeu um pouco.

Bom, já estava na hora de acordá-lo, apesar de querer ficar com ele mais um tempinho.

— Kame. — Chamei com uma voz, nem muito alta nem baixa. Coloquei a mão em seu ombro. — A gente já chegou. — O sacudi de leve, mas ele não queria acordar. — Hey, Kame. — Chamei pela ultima vez, dessa vez um pouco mais alto.

Tirei a mão do pequeno e apoiei no banco em que ele estava sentado. Fiquei o observando por alguns segundo e quando percebi meu corpo estava se movendo lentamente em sua direção, me levando até sua boca. Sabia que era errado, mas não me contive.

Quando estava quase alcançando sua boca, ele abriu seus olhos e eu parei onde estava. Ao me ver tão próximo a ele, se afastou rapidamente, jogando sua cabeça para trás. Foi uma reação um pouco exagerada, mas típica dele.

— Itteeeeee... — Reclamou alto, passando a mão atrás da cabeça, onde ele acabou batendo no vidro do carro. — O que você estava fazendo?! — Apesar de entender a sua irritação, mas seu tom ríspido fez doer meu coração.

Endireitei-me. Mordi meu lábio inferior pensando em uma resposta.

— Você não queria acordar, achei que com um beijo do príncipe você acordasse. — Disse isso num tom de brincadeira, sem saber o que responder, já fazia um tempo que eu não mostrava o que sentia, apesar de não ser uma demonstração explicita.

Não consegui olhar em seus olhos.

— E VOCÊ é o meu príncipe?! — Sua voz irritada enfatizou a palavra você.

Realmente o deixei irritado, devia saber. Mas afinal o que pensei? Que quando ele abrisse os olhos iria me corresponder?! Mas também ninguém numa situação dessas iria.

O que realmente me machucava era o fato do quão irritado ele parecia ter ficado com isso.

— E por que não? — Dessa vez olhei bem em seus olhos, e disse sério. Se for pra ele ficar irritado, que pelo menos ele saiba o porquê eu fiz isso.

A expressão dele mudou um pouco, suas sobrancelhas não estavam mais juntas, que antes mostrava a sua raiva, e ele olhou para baixo. Provavelmente tinha ficado sem jeito.

— Para de brincar. — Disse baixo, se virando para a porta do carro. — Obrigado pela carona. — Agradeceu, enquanto abria a porta. — Vê se amanhã não chega em cima da hora, temos que resolver algumas coisas para a turnê mês que vem.

Saiu do carro.

— Ok. — Disse um pouco desanimado. — Kame! — Chamei antes que ele fechasse a porta.

Abriu um pouco a porta e se abaixou para olhar dentro do carro.

— Vê se dorme direito.

Apenas deu um pequeno sorriso em resposta e foi embora.

Fiquei observando-o até ele entra em seu prédio e só então eu pude ir para casa.



---



POV Kamenashi

Todas as manhãs eu acordo no mesmo horário, então mesmo com o despertador tão baixo como ele estava esta manhã, eu acordei.

Achei estranho o som baixo do aparelho, mas pensei que a bateria devia estar acabando. Estiquei meu braço para o lado tentando alcançar o despertador, mas acabei acertando só o ar. Tentei mais umas três vezes para então perceber que não tinha nada ao meu lado.

Abri os olhos e olhei a minha volta. Ótimo, acabei dormindo no sofá. O despertador que tocava em meu quarto parou.

Ergui-me um pouco, sentando no sofá. Senti minhas costas e meu pescoço doerem. Massageei minha nuca aliviando um pouco da dor. Peguei o controle que estava jogado no chão, e desliguei a televisão, que apesar dela ligada o som estava baixo e por isso não me acordou.

Eu nem me lembro de ter dormido no sofá, jurava que estava em minha cama assim que acordei.

Quando cheguei ontem à noite em casa, sentei direto no sofá e liguei a TV para evitar pensar em coisas que eu não queria. Depois disso eu devo ter desmaiado de cansaço sofá.

Levantei-me e fui para o quarto desligar o despertador antes que ele tocasse de novo.

Não tinha sido a noite mais confortável da minha vida, mas fazia tanto tempo que eu não dormia tanto, que eu me senti muito bem.

Tirei aquela roupa de ontem que estava me incomodando, e fui tomar meu café da manhã.

Tomei um banho e já estava pronto para sair. Na verdade, já estava até atrasado comparado com o que eu normalmente costumava sair.

Dirigindo pela cidade, o sol forte iluminava tudo como seus raios brilhantes. Não sei o porquê, mas aquele dia estava tão gostoso. Nada como uma boa noite de sono.

O celular vibrou em meu bolso, avisando que tinha recebido uma mensagem. Esperei até um sinal fechando para poder lê-la.

“Kazuya!

Hoje você terá só uma reunião, certo?

Vamos nos encontrar?

Avise-me quando ela terminar.

Beijos

Te amo!”

Sorri ao ler a mensagem, realmente meu dia ia ser bom.

Cheguei à empresa e fui para sala de reuniões. Entrando na sala, estranhei por não ter ninguém. Olhei para o relógio, não tinha chegado tão cedo assim. Sentei-me em uma cadeira para esperar o resto do pessoal. Olhando em volta, vi em uma cadeira uma bolsa, e um óculos escuros em cima da mesa. Mas alguém tinha chegado, ou eram duas pessoas. Provavelmente tinham ido dar uma volta para passar o tempo.

Antes que minha mente se perdesse em meus pensamentos escutei vozes que se aproximavam do lado de fora. Provavelmente eram as duas pessoas que tinham chegado. A porta se abriu e Ueda entrou e para minha surpresa quem veio logo atrás dele foi Jin.

— B-bom dia. — Disse sem esconder minha surpresa.

— Bom dia. — Responderam em coro.

Sentaram-se a mesa. Não demorou muito para todos chegarem e começarmos a reunião.

A reunião se estendeu por toda a manhã, e um pedaço da tarde. Mas decidido tudo, fomos liberados.



---



POV Akanishi

Durante toda a reunião, Kamenashi em nenhum momento olhou em meus olhos, ou dirigiu a palavra a mim. Quando ia falar algo para mim era sempre indiretamente. Não sei se foi proposital, mas esse pequeno sabia muito bem como me machucar.

Quando a reunião terminou saí da sala a procura dele e o vi andando à frente pegando seu celular. O pior é que eu já imaginava para quem ele estava ligando.

— Alô, Naomi? — Escutei-o dizer antes dele entrar no elevador. Sim, eu estava certo, ele ligou para sua namorada.

Sua voz soava de uma maneira tão doce, isso sempre foi terrível para mim. Por que gosto de sofrer tanto?! Por que quis seguí-lo, devia ter esperado ele se afastar para não ter que ouví-lo.

Quando ele entrou no elevador eu parei em frente, era como se meus pés não pudessem se mover. Ao entrar, Kame que fitava seus pés levantou o rosto deparando-se comigo, o que o fez parar de falar ao telefone. Nossos olhares se encontraram e não trocarmos uma palavra até que a porta do elevador se fechou. Foram só alguns segundos, mas pareceu que o tempo havia parado, e num piscar de olhos tudo voltou ao normal. Então entrei no outro elevador e fui para casa.

Realmente parece que seu coração já não tem mais espaço para mim. Eu não consigo e nem quero desistir, mas... Será que posso continuar? Não haverá algum problema?







Continua...
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MensagemAssunto: Re: [INC] Sem Você Ao Meu Lado   Qui Jun 03, 2010 9:03 pm

Capítulo 3 - Angustia


POV Kamenashi

Esses últimos dias, mesmo não sendo de propósito, acabei ignorando o Jin. Já se passou uma semana desde o que ocorreu no carro dele. Não foi nada demais, mas eu fiquei um pouco constrangido e não consegui falar com ele. E o pior é que ele age como se nada tivesse acontecido.

Será que ele ainda sente alguma coisa por mim? Bom, se isso é verdade, me desculpa Jin. Mas não acho que esse seja o caso, por que faz mais de um ano que ele parece ter ido em frente, e partido pra outra, ou pra outros. Por ele estar sozinho nesse momento, acho que se sentiu carente, só isso.

Estávamos no meio de uma seção de fotos, e agora era a hora do almoço. Faltavam algumas fotos individuais para terminarmos.

Todos conversavam alegremente.

— Ne, Akanishi. Quando vocês vão gravar o single com LANDS? — Perguntei para ele querendo quebrar a barreira que eu mesmo impus nesses dias.

Ele demorou alguns segundos até entender que eu estava falando com ele. Foi até engraçado o rosto dele quando percebeu. Tá, confesso, sou culpado.

— Acho que começamos depois que terminarmos a turnê. — Disse dando um pequeno sorriso, e depois voltando a comer.

— Como está se sentindo?

— Aposto que está ansioso. — Disse Nakamaru, se juntando a conversa.

Akanishi olhou sério para ele.

— Ninguém te chamou na conversa. — Disse ainda sério, mas um pequeno sorriso começou a se formar em seus lábios e ele tentava evitá-lo de qualquer jeito.

Nakamaru lançou um olhar mortal para ele e Jin sorriu.

— Sim, estou bem nervoso e ansioso. — Confessou Akanishi, com um sorriso bobo no rosto.

A conversa fluiu normalmente. Para falar a verdade, ela foi bem mais agradável do que não era a um bom tempo. Todos conversavam, e Jin estava bastante participativo, e eu pude ver em seu rosto um sorriso sincero que ele não dava a um bom tempo.

Implicavam com Taguchi, e Jin também não perdia a oportunidade de zoar o Nakamaru.

O horário do almoço terminou, tivemos um pequeno descanso e logo retomamos as fotos.

Agora as fotos iam ser individuais, e quem fosse terminando podia ir embora. O primeiro foi o Akanishi, logo depois Koki. Em seguida seria eu.

Sentado em um canto esperei a minha vez.

— Kamenashi-san, você é o próximo. — Um dos ajudantes veio me chamar.

Antes eu achava muito constrangedor, mas agora as fotos individuais já ficaram normais para mim. Lembro-me que no começo eu ficava com muita vergonha de tirar fotos sozinho, mas agora era tão mais fácil. Realmente as coisas mudam, só algumas pessoas que não percebem.

Fui até o nosso camarim improvisado daquele estúdio. Mudei a roupa da sessão de fotos, para a minha.

Saindo da sala, me encontrei com Akanishi que estava parado encostado à parede.



---



POV Akanishi

Vi Kamenashi saindo da sala. Caminhei até ele.

Eu já podia ter ido embora a mais de uma hora, mas para poder trocar umas palavra com o Kame, mesmo que fossem sem sentido e rápidamente eu esperei até ele terminar a sua sessão para poder ir.

— Como foi? — Perguntei puxando assunto, enquanto nós caminhávamos para ir embora.

— Normal. Por que pergunta? — Deu um pequeno riso sem entender o que eu queria.

A verdade é que eu não queria nada demais, só conversar um pouco com ele. Desejava que aquele corredor fosse maior do que realmente era, por que já chegara ao fim, e ele se despediu de mim.

— Kame. — Ao escutar a minha voz ele parou e se virou. — Eu queria me desculpar por aquele dia.

— Tudo bem Jin, não foi nada. — Ele respondeu até mais rápido do que eu pensei que fosse. Será que ele estava pensando nisso?

— Se fosse nada você não teria parado de falar comigo por uma semana.

Observei-o olhando para baixo e depois me encarando de novo.

— Não se preocupa, desculpa por isso, não foi minha intenção. Mas está tudo bem, afinal não foi nada, não é? Isso já é passado.

Não consegui responder, na verdade tive medo de que minha resposta o fizesse se afastar de novo de mim, então nessa hora preferi deixar as coisas como estavam. Apesar de que às vezes é melhor arriscar. Forcei um sorriso e me despedi.

Fiquei sem saber o verdadeiro significado daquelas palavras. Não consegui entender se o que ele falava era do nosso antigo relacionamento ou apenas o que tinha acontecido semana passada. Se foi do nosso relacionamento, Kame você realmente é muito cruel.

Cada um tomou o seu caminho.



---



— Alô, Pi? — Enquanto estava indo para casa, decidi mudar o meu trajeto.

— Oi, Jin. — Disse com uma voz preguiçosa.

— Você está ocupado?

— Sim, e muito.

— Deixa de ser mentiroso. Eu sei que hoje é seu dia de folga e você deve ter passado o dia inteiro sem fazer nada. — Disse rindo.

— Então para que pergunta?!

— Estou indo pra sua casa, tá?

— Que? Onde você está?

— No corredor quase chegado no seu apartamento.

— Espera um pouco, eu não disse que você podia vir. E se eu estiver com a minha namorada?

— Eu sei que você não está namorando.

— Mas podia estar.

— Tá bom, agora abre a porta que eu estou aqui na frente.

— Vai ficar do lado de fora.

— Não demora muito, ok?

Ele desligou o telefone.

Escutei-o andando pela casa, mas sabia muito bem que ele iria enrolar para abrir a porta, só para me contrariar.

— Você ainda está ai? — Perguntou indignado depois de um tempo.

— Quanto tempo mais você vai deixar um amigo com problemas esperar?

Logo ele abriu a porta, e com um sorriso acolhedor me deixou entrar. Entrei e tirei os sapatos.

— Trouxe cerveja. — Disse entrando e indo em direção a cozinha.

— Amanhã eu trabalho. — Reclamou vindo atrás de mim.

— Mas eu não. — Respondi sorrindo.

Comecei a guardar algumas garrafas na geladeira, enquanto ele me observava parado na porta da cozinha.

— O que aconteceu, hein? — Disse com uma voz calma. Como sempre, Pi entendia o que acontecia comigo, sem nem trocarmos palavras, apenas com o olhar ele podia saber. — O que aconteceu entre você e o Kame dessa vez?

Terminei de guardar as garrafas, deixando de fora duas. Peguei e estendi uma para o Yamapi.

— Toma.

Pegou a garrafa, mesmo que a principio não quisesse, ele iria me acompanhar. Abrimos e fomos para o sofá na sala.

Bebemos em silêncio. Yamapi não perguntou mais nada, apenas ficamos curtindo a companhia um do outro. Ele sabia bem que quando eu me sentisse a vontade iria contá-lo. Sabia que eu precisava desse tempo para pensar um pouco.

Terminamos de beber aquela garrafa e Pi levantou para pegar mais uma para cada um. Ainda sem trocarmos palavras ele me entregou a cerveja e sentou-se ao meu lado de novo. Apoiei minha cabeça em seu ombro e comecei a contar o que tinha acontecido.

Yamapi sabia sobre meu relacionamento com Kame, sabia que fui ao exterior tentar esquecê-lo, mas não consegui. O que ele não sabia era que depois de tanto tempo eu ainda amava o pequeno. Porque depois de um tempo sem conseguir nada, eu parei de falar sobre isso e guardei para mim os meus sentimentos. Mas engraçado que quando eu entrei em sua casa, Pi soube de imediato do que se tratava mesmo eu não falando com ele a um bom tempo, sobre o que eu sentia.

Ele escutou tudo, em silêncio. E a vontade de chorar que eu tinha reprimido depois das ultimas palavras de Kamenashi trocadas hoje, veio à tona quando ele passo a mão em meus cabelos.

Ainda sem dizer nada, Yamapi afagou meu cabelo, me deixando chorar em seu ombro. Chorei tudo o que queria e precisava. Ele me respeitou.

Só quando minhas lágrimas pararam que ele falou.

— Você realmente é um idiota.

Tá bom que as suas palavras não foram as mais carinhosas, mas o jeito calmo e compreensivo que Pi usou, isso me acalmava. Ele não estava me recriminando nem nada, só estava constatando um fato inevitável.

— Você só complica a sua vida, né? — Disse baixo ainda afagando meus cabelos. — Se você tivesse tentado ao menos esquecê-lo.

— Mas eu tentei. — Me sentei direito e o encarei.

— Jin, você nunca quis esquecê-lo, por isso não conseguiu.

Realmente Yamapi estava certo. Fitei a garrafa em minha mão e deu um gole.

— E o que pretende fazer agora?

Fiquei olhando para um ponto fixo no ar.

— Sei que se tratando de você, aposto que não vai desistir, não é?

Sorri confirmando.

— Mas você sabe que pode se machucar muito nisso...

— Eu sei, Pi. Eu sei... Eu sei disso. Para falar a verdade eu já estou me machucando.

— Hey, Jin. — Sua voz repreensiva fez-me calar. — Falando sério agora, você não está mais...

— Não Pi. — Sabia muito bem o que ele iria falar, então respondi logo. — Desde que eu parei, nunca mais. — Não queria mais falar sobre isso.

— Hm... Porque você sabe que isso só alivia sua dor naquele instante e...

— Ok, ok... Eu já sei. — Empurrei a garrafa que ele estava segurando para perto de sua boca. — Bebe mais vai.

Apesar do olhar severo que ele dirigia a mim, voltou a beber.

Depois disso conversamos sobre outras coisas, relaxando e curtindo aquele final de tarde e começo de noite.

No final acabei dormindo lá, porque estava sem condição de dirigir até em casa.



---



POV Kamenashi

Acordei cedo, não podia mais dormir. Como sempre eu não tinha dormido direito. A ultima vez que eu olhei para o relógio antes de “dormir” eram quase cinco e agora eram as sete da manhã.

Andado em direção ao banheiro, por ainda estar meio tonto, acabei batendo em um móvel, que ficava encostado à parede perto da porta do banheiro. Xinguei alto, e entrei no banheiro.

O meu humor não estava o dos melhores hoje. Mas devia estar feliz afinal, era o meu dia de folga.

Não sei como explicar, mas tudo parecia estar dando errado, desde ontem.

Ontem, no caminho para casa, uma dor de cabeça incontrolavelmente forte veio me perturbar. Um pouco depois que finalmente cheguei em casa, o que demorou para acontecer por causa do transito, que até era normal a esse horário, mas especialmente ontem pareceu demorar mais, os visinhos devem ter decidido que todo o prédio devia saber sobre seus problemas, porque do jeito que eles gritavam não deve ter uma pessoa que não escutou.

Tentei marcar alguma coisa com a minha namorada para hoje, só que por causa do trabalho ela não podia. À noite não consegui dormir, e hoje de manhã eu acordo e logo chuto um móvel. Pelo que pude perceber esses dois dias não estavam sendo bons para mim. Apesar de ontem de manhã e no começo da tarde a sessão de fotos com KAT-TUN foi muito divertida como não era a um bom tempo.

Fui para cozinha, dessa vez prestando bastante atenção nos móveis da casa. Tomei só um suco, já que não sentia fome.

Pensei em talvez ir caminhar um pouco, já que não teria nada o que fazer o dia inteiro mesmo, mas do jeito que nada estava dando certo achei um pouco arriscado.

Voltei ao meu quarto e arrumei minha cama. Deitei-me sobre a cama arrumada, pensando no que faria para passar o tempo.

Olhei para a janela e comecei a observar a chuva que a pouco começara a cair. Foi bom eu não ter ido caminhar.

Mas eu não podia ficar o dia inteiro parado. Levantei-me, fiz um pouco de exercício, arrumei algumas coisas em casa. E assim as horas foram passando, o problema que sempre acompanhado daquele incomodo, daquela angustia que me consome quando estou sozinho. Mas eu até estava conseguido ignorar um pouco.

Bom, logo meu estomago me avisou que já estava na hora do almoço. Fui à cozinha sem muita esperança, porque de manhã quando fui beber meu suco a geladeira parecia vazia.

E realmente estava. Olhei pela janela e a chuva ainda não tinha cessado, muito pelo contrário parecia até que estava mais forte. No mesmo instante que pensei em ir ao supermercado, eu desisti.

Era raro ver a minha geladeira neste estado, mas como nos últimos dias estive trabalhando muito, e no último dia que tive folga passei na casa da Naomi, então nem vi quando a geladeira e a dispensa ficaram assim tão vazias.

Pelo menos eu tinha arroz e ovo, o que dava para fazer uma omelete de arroz. Não é lá uma coisa muito nutritiva, mas ia matar minha fome.

Na parte da tarde, lembrei-me de uns filmes que eu tinha comprado, e que pela falta de tempo não tinha visto. Bom pelo menos eu já tinha algo para me distrair à tarde.

Depois de dois filmes eu não agüentava mais ficar sentado no sofá. Levantei-me e fui tomar um banho. A verdade é que eu não agüentava mais ficar parado, sem fazer nada, achei que os filmes fossem fazer minha mente parar de funcionar, queria que algo me distraísse para não ter que sentir aquela dor. Nada adiantou.

A água do chuveiro fazia-me relaxar. Fiquei um tempo imóvel só aproveitando aquela sensação. Junto com a água que caia, senti minhas lágrimas escorrendo pela face. Não sei por que, mas comecei a chorar, e as lágrimas não cessavam. Foi estranho, mas era como se eu precisasse chorar, então não me contive e chorei.

Mesmo depois que eu parei de chorar, permaneci parado, fitando meus pés. Era como se minhas lágrimas tivessem acabado, mas meu coração continuasse chorando em silêncio.

Aos poucos fui me recobrando e terminei o meu banho.

À noite chegou e mais uma vez eu não consegui dormir.







Continua...
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MensagemAssunto: Re: [INC] Sem Você Ao Meu Lado   Ter Jun 08, 2010 11:46 pm

Capítulo 4 - Pedido de Aniversário

POV Akanishi

Cheguei bem cedo para o compromisso com o KAT-TUN. Entrei no nosso camarim e ninguém tinha chegado. É realmente eu cheguei muito cedo. Mas desde que o Kame chamou minha atenção com o horário eu tenho tentado ao máximo não me atrasar, e por isso muitas vezes eu chego cedo demais.

Pouco tempo depois e Maru chegou, Taguchi veio logo depois.

— AH! Que calor! — Reclamou Nakamaru que estava sentado em uma cadeira ajeitando o seu cabelo.

— É, realmente o verão chegou. — Comentei.

— Bem no dia que o verão começou, na semana passada, o meu ar condicionado quebrou. — Comentou Maru, tristemente.

Um barulho alto da porta sendo aberta com brutalidade, e todos nós tomamos um susto. Taguchi que estava sentado na poltrona dormindo, acordou com um pulo.

— BOOOM DIIIIAAAAAAAAAAAAA!!! O GRANDE IDOLO CHEGOU! — Koki entrou berrando.

Maru quase caiu da cadeira, e agora respirava alto com a mão em cima do peito.

— Que susto... — Comentou baixo, Nakamaru.

Fiquei com os olhos arregalados olhando para a porta um bom tempo.

— Porra, Koki. — Foi o único que comentei.

Taguchi voltou a dormir. Como, eu não sei, se fosse eu teria espancado o Tanaka por ter me acordado assim.

Koki ficou rindo muito e depois foi se arrumar como se nada tivesse acontecido.

Em contraste, Ueda entrou no camarim sem fazer muito barulho, e deu um bom dia discreto a todos.

Levantei-me para me esticar um pouco. Andei pela sala, parando do lado do Nakamaru que ainda estava sentado na cadeira.

— Hmmm... — Fiquei analisando-o — Acho que ainda está faltando alguma coisa.

Ele me olhou com cara de quem não estava entendento nada, mas ao mesmo tempo com medo do que eu fosse fazer.

— Que tal um topete?

— Que?!

— Você também não acha Koki, o Maru não merece um topete no cabelo dele? — Perguntei pro Tanaka que voltava para a sala agora.

— Ah com certeza. Algo tipo assim né? — Disse se aproximando da gente, e levantando a pequena franja do Yuichi.

— OEEE...

Antes que Nakamaru pudesse protestar mais, eu peguei o laque que estava na mesa ao lado e espirrei em seu cabelo, fixando o topete que Koki estava segurando.

Nós deixamos o Yuichi, e demos uns passos para trás. O alvo olhou para o espelho vendo o estrago que nós dois tinhamos feito. Realmente tinha ficado ridículo.

Controlei o meu riso, e Koki também o fez.

— Tá lindo Maru! — Comentou Tanaka.

— Muito mais estiloso. — Comentei ainda tentando controlar meu riso, algo que não deu muito certo.

Logo Koki, começou a rir comigo.

Nakamaru se levantou, visivelmente irritado.

— Isso ficou horrível! Você me pegam. — Nakamaru veio em nossa direção, e antes que ele pudesse descontar sua raiva em alguém, eu e Koki corremos cada um em uma direção.

Corri em direção à porta, para poder escapar de Maru, por sorte vi Kame a tempo para não dar de cara com ele.

Ele parou assustado.

Sorrindo dei passagem para que ele entrasse. Ele olhou para dentro e viu Maru que ainda corria atrás de Koki, pela sua expressão, acho que entendeu que nós devíamos ter feito alguma besteira.

Entrou atolado e se desculpou inúmeras vezes pelo atraso.

Olhei para o meu relógio, ele nem chegara atrasado.

— Tudo bem, Kame. Ainda é cedo. — Disse tentado acalma-lo.

Então, depois de cumprimentar todos rapidamente, foi trocar de roupa.

Yuichi desistira de tentar se vingar, e foi ajeitar o seu cabelo. Passou escova e pente para tirar o laque e baixar o cabelo. Mas um pequeno tufo cismava de ficar em pé.

Kazuya voltou, e olhou curioso para Nakamaru, que estava com uma expressão desesperada.

— O que aconteceu Mar... — Ele não conseguiu terminar de falar e começou a rir do pequeno tufo do cabelo de Maru que estava em pé.

Então eu e Koki que já estávamos sossegados, começamos a rir novamente.

Continuamos naquele clima descontraído, apesar de que o Kame manteve uma certa distância. Um dos staff nos chamou para a sessão de fotos que tínhamos.

O dia passou rápido, até demais na minha opinião. Tiramos fotos para três revistas.



---



Cheguei em casa e joguei minhas coisas em um canto do sofá.

Fui andando para a cozinha quando o eu celular tocou. Voltei, e mesmo sendo um número que eu não conhecia, atendi.

— Alô?

— Alô, Jin?

— Sim... — Ainda não sabia quem era, apesar da intimidade que ele se dirigiu a mim.

— Sou eu, Takaya Akio. Tudo bem?

Fiquei surpreso, mas foi de uma maneira boa. A mais de um mês que eu estava tentando falar com o Akio e não conseguia, então quando eu soube quem era fiquei muito surpreso e feliz.

Ele era o meu melhor amigo no colégio, e mesmo agora, apesar de tudo, ainda é muito meu amigo.

— Akio! Ah, quanto tempo. Estou bem, e você? Como estão as coisas por ai?

— Graças a você, estou me sentindo feliz de novo.

Me emocionei ao saber que ele estava bem agora. Quando eu me encontrei com ele no começo do ano passado, as coisas foram meio perturbadoras, mas agora ao que parecia estava tudo bem.

— Mas sabe que eu ainda não posso sair daqui, não estou totalmente curado. Apesar do tempo.

— Uhum...Entendo...

— Jin, muito obrigado. Eu sei que já te disse isso várias vezes, mas ainda não é o suficiente. Saiba que quando eu puder, vou pagar tudo que te devo.

— Não se preocupa com isso. Você é meu amigo, contanto que esteja bem, então está bom.

—Não, mas é sério.... Bom, agora vou ter que desligar. Foi bom falar com você, queria saber como estava.

— Ok. Também fiquei muito feliz de saber que você está bem. Tchau.

— Tchau.

Desliguei o celular, e sentei no sofá. Saber que ele realmente estava bem era um alivio para o meu coração.

Levantei-me e fui de novo para a cozinha. Vasculhei tudo.

— Preciso fazer comprar... — Murmurei, anotando mentalmente.

Estava tudo realmente vazio. Acho que a cozinha tinha que ter um mecanismo para repor o alimento sozinha, quem sabe um dia eles não fazem isso.

Voltei para sala, não sabia o que ia realmente comer, talvez ligar para algum restaurante para pedir comida.

O Yamapi! Peguei minhas coisas que eu tinha jogado no sofá para ir à casa de Pi. Abrir a porta, mas não sai de casa. Lembrei-me que o Pi está gravando um drama. Droga, ele deve estar muito cansado não vai ter tempo.

Fechei a porta de novo, mas voltei a abrir logo em seguida. Não sei se era uma boa ideia, mas eu iria até a casa do Kame. Na verdade nesse momento, eu nem pensei na comida, mas era uma desculpa. Eu queria fala com ele direito.

Na sessão de fotos, ele me pareceu um pouco distante e também irritado. Não sei o que aconteceu, mas ele é estranho, em um dia ele está conversando comigo direito e no outro ele mal olha na minha cara.



---



POV Kamenashi

Hoje o dia tinha sido melhor que os outros dois, mas do mesmo jeito, não sei por que mas continuo irritado.

Antes de vir para casa, depois do trabalho, fiz umas comprar rápidas. Só algumas coisas que precisava urgentemente.

Deixei as compras na cozinha. Pensei em trocar de roupa primeiro antes de arrumar tudo, mas eu precisava fazer isso logo.

Ver aquelas sacolas me desanimou um pouco. Abri a primeira sacola, quando fui tirar de dentro o que eu tinha comprado, o interfone tocou.

— Oi.

— Kamenashi-san, o Akanishi-san está aqui.

— Que?! — O que ele queria?! Fiquei meio confuso.

— Eu sei que você me disse que eu nem precisava avisar quando fosse ele, mas isso já faz tanto tempo. Achei melhor te falar.

— Ah... Ok... Pode deixa ele subir.

Desliguei o interfone.

Fiquei um bom tempo parado pensando no motivo que o traria aqui, ele nem me ligou para avisar que vinha ou algo assim. Eu não estava muito afim de ver ninguém agora, mas o que eu posso fazer, ele já está aqui.

Escutei a campainha tocar.



---



POV Akanishi

Toquei a campainha. Enquanto esperava ele atender a porta fiquei imaginado a sua reação. Ele não parecia estar com um bom-humor hoje. Se fosse pela minha consciência teria ficado em casa, mas o problema é que minhas pernas se mexiam sozinhas. Que mania que eu tenho de fazer as coisas sem pensar direito. Acho que eu tenho que obedecer mais ao meu cérebro.

Com uma cara de poucos amigos, ele abriu a porta. É, eu devia ter ficado em casa.

— Oi, Kame. — Disse meio sem graça. — Desculpa vir sem avisar. — Passei a mão atrás da cabeça.

— Oi, Akanishi. — Me deu espaço para entrar em sua casa, e eu o fiz enquanto ele fechava a porta atrás de mim. — O que veio fazer aqui? A gente já não se viu o dia inteiro?

— Pois é... Mas sabe... Lá em casa não tinha comida e... — Fui falando ao mesmo tempo em que tentava fazer uma cara de criança abandonada.

— Você veio aqui só pra comer?! — Juntou as sobrancelhas.

Dei um sorriso infantil.

— Você podia ter pedido comida para algum restaurante... Sei lá.

— Eu até pensei nisso, mas sabe, comida caseira é muito melhor. — Ainda sorria tentado fazer o Kame não ficar tão irritado. Ideia tola, mas parecia estar funcionando.

Ele passou a mão no rosto e suspirou.

— Fica a vontade. — Ele disse abrindo espaço para eu fica a vontade.

Tirei o sapato. E olhei e volta, examinando a casa.

— Nossa! Pouca coisa mudou desde a última vez que eu vim. — Disse empolgado ao entrar em sua casa, era tão bom estar lá de volta.

— Espera um pouco que eu tenho que guardar umas comprar que eu fiz, e depois a gente janta. — Ele disse se dirigindo à cozinha.

— Eu te ajudo! — Disse indo atrás dele.

Não respondeu nada, mas do mesmo jeito eu fui ajudá-lo.

Enquanto ele guardava umas coisas, eu pegava outras e ele me dizia onde deixá-las.

Foi uma situação um pouco estranha. Não que eu não tivesse gostando de ficar ali com ele. Mas se alguém visse de fora ia achar que éramos bem íntimos, o que não era verdade. Não mais. Para o Kame, agora provavelmente eu era um colega de trabalho, chato, que estava invadindo a sua casa para lhe pedir comida.

Olhei para o Kazuya enquando ele terminava de guardar umas ultimas coisas. Sua expressão séria me incomodava, não sabia como ou por que mas sentia que o motivo dessa expressão era minha. Talvez pelo fato de eu ter vindo a sua casa a essa hora, sem lhe avisar nada. Mas o problema é que pelo que eu me lembro, ele está assim desde de manhã.

Ele se virou para mim, mas quando nossos olhares se encontram ele baixou a face.

— O que você quer comer? — sua voz soou cansada.

— O que você ia jantar?

— Eu nem tinha pensado nisso ainda.

— Vamos pedir uma pizza então!

— O que?! — Com uma expressão confusa ele olhou para mim. — Espera... Você não veio aqui porque “comida caseira é muito melhor” e agora quer pedir uma pizza?!

Peguei meu celular, ignorando-o.

— De que você vai querer?

— Porque você veio então? — Resmungou.

— Calabresa? Então vai ser calabresa! — Continuei o ignorando e liguei para alguma pizzaria que o telefone estava preso na geladeira do Kamenashi.

— Eu não te entendo... — disse depois que eu liguei para a pizzaria e voltei a olhar para ele.

Sua expressão não era mais séria, mas também não tinha melhorado. Ele parecia realmente chateado. Fiquei com vontade de pedir desculpas e ir embora.

— É que você parecia um pouco cansado para cozinhar... Já que eu já estava aqui, achei melhor a gente pedir uma pizza.

Seu rosto deixou transparecer a surpresa ao ouvir o que eu disse. Logo sua expressão voltou a mesma de antes, mas tinha uma leve diferença, não sabia bem o que era, mas ele não parecia estar tão chateado. Se é verdade eu não sei, mas foi só uma pequena impressão que tive.

Voltamos para a sala para esperar a pizza. Sentados no sofá, uma distancia enorme se fez entre nós, mesmo o sofá não sedo tão grande.

Não era só um distancia física, nós não tínhamos mais aquela intimidade, e estávamos visivelmente constrangidos para começar alguma conversa.

Aquele silêncio foi cortado pelo som do interfone.

A nossa pizza chegou, apesar do Kame querer dividir o valor da pizza eu fiz questão de pagar, afinal eu tinha ido até a sua casa “pedir comida”.

Senti que Kazuya ficou um pouco constrangido, mas acabou aceitando.

— O que você quer beber? — Perguntou enquanto colocavamos os pratos e talheres na mesa.

— Cerveja!

O sorriso em meu rosto foi se desmanchando aos pouco por causa do olhar severo que Kame dirigia a mim.

— A gente trabalha amanhã. — Disse me repreendendo.

Fiz um bico infantil.

— Suco! — Kame concluiu indo para a cozinha.

Enquanto comiamos, cmeçamos a conversar timidamente, mas logo essa conversa se tornou agradável e tranquila.

— Falta menos de uma semana para o seu aniversário, né? — Comentou quando comiamos o último pedaço de pizza.

Sorri, e balancei a cabeça concordando. Ele retribuiu com um pequeno sorriso.

— O que você quer de aniversário?

— Hmm...Por que?

— Ué, vou te dar um presente.

— Não precisa, Kame.

— Você não quer nada?

— Tá bom, eu quero uma coisa sim.

— O que? — Ele sorriu.

— Quero que você vá lá em casa.

— Ahn? — O sorriso dimunuiu um pouco, mas não sumiu por completo de sua face.

— No dia do meu aniversário... Eu quero que você vá lá em casa.

Terminou de comer a sua pizza, sem me responder nada.

— Então...? — Perguntei.

— Vou pensar no seu caso. — Rspondeu tranquilamente, sem demostrar muito interesse e nem reprovando a ideia.

Virou seu rosto um pouco para o lado. Olhando para um ponto fixo, parecia pensar em algo.

Observei seu rosto tranquilo, seu olhar perdido, sua boca ligeiramente aberta. Meus olhos capturavam cada pequeno movimento seu.

Mordeu levemente seu lábio inferior.

Sabia que se ficasse mais um pouco ali, ia acabar levantando e o agarrando. Precisava ir embora.



---



POV Kamenashi

Um barulho interrompeu o fio dos meus pensamentos. Olhei para Jin, e ele estava se levantando.

— J-já está tarde, é melhor eu ir embora. — Disse olhando para a mesa.

Pegou seu prato e copo e os levou para a cozinha.

Fiquei observando a sua estranha reação. Peguei meu prato e copo e fui para a cozinha também.

— Pode deixar que eu lavo as coisas. — Disse quando cheguei, e o vi ligando a torneira.

— Não é trabalho nenhum pode deixa que eu lavo. Me dá suas coisas. — Respondeu-me.

Deixei minhas coisas na pia, e segurei seu pulso antes que ele alcançasse a esponja.

— Pode deixar que eu... — Ele se afastou rapidamente tirando seu pulso de minhas mãos. — ...lavo. — Conclui o que dizia com certo espanto.

— Bom, então estou indo. — Disse secando suas mãos, que estavam um pouco molhadas, no pano de prato. — Obrigado pelo jantar.

— Mas eu nem fiz nada.

Ele deu um sorriso de lado e se virou para ir embora.

— Eu te acompanho. — Fui com ele até a porta.

Enquanto ele calçava o sapato, eu fui destrancando a porta.

— Tchau Kame. — Ele deu um pequeno sorriso.

— Tchau. — Vi-o sumir no corredor, e só então fechei a porta.



---



Acordei aquela manhã, xingando a mim mesmo por ter me esquecido de reprogramar o despertador, já que hoje eu não tinha compromisso de manhã e podia acordar mais tarde. Tateei o móvel até encontrar o maldito aparelho que tocava e desliguei-o. Virei-me de lado, e por incrível que pareça voltei a dormir.

O despertador voltou a tocar, e eu não acreditei. Não tinha desligado o maldito aparelho?! Dessa vez eu acordei de vez, sentei-me a cama e olhei para o despertador.

Não era o despertador que estava tocando, era o meu celular. Ainda com um pouco de sono procurei meu celular na mesa de cabeceira, demorei um pouco para encontrá-lo.

Peguei-o.

Naomi

— Alô? — Minha voz acabou soando um pouco rouca, já que eu acabara de acordar.

— Kazuya, me desculpa, eu te acordei? — Ela pareceu se sentir bastante culpada por ter me acordado.

— Não tudo bem, eu já estava acordado.

— Desculpa te ligar a esse horário, se não depois não iria conseguir falar com você.

— Tudo bem, querida. Como você está?

— Estou bem, e você?

— Bem...

— Ne, Kazuya. Esse final de semana você não vai trabalhar né?

— Não. Sábado e domingo a gente não tem nada, porque depois a gente vai começar com os preparativos do show, ai já viu, né? Quase não vamos ter tempo pra descanso. — Disse dando um pequeno riso.

— Você quer passar esse final de semana aqui em casa? — Perguntou empolgada. — Estou com muita saudade, e depois vai ficar difícil de nos vermos, não é?

— Claro, também estou com muita saudade sua. — disse de maneira terna.

— Hehe. Ah, mas eu ainda tenho que ver umas coisas. É que eu não sei se sábado eu vou ter que ir à Hokaido cobrir uma reportagem. Não é certo ainda, mas se for, só vou voltar bem tarde.

— Bom, quando você souber me avisa.

— Aviso sim. Agora eu tenho que desligar. Beijos, foi muito bom falar com você. Te amo, Kazuya.

— Beijos. Também te amo. — Deliguei o celular.

Olhei para o calendário em minha cabeceira. Sábado e domingo... Por causa do sono, demorei um tempo para notar que sábado é dia 4.

“No dia do meu aniversário... Eu quero que você vá lá em casa.” A voz de Jin me fazendo seu pedido me veio à cabeça.

Não prometi nada a ele, disse apenas que iria pensar. Então se eu não for, será que está bem?







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MensagemAssunto: Re: [INC] Sem Você Ao Meu Lado   Dom Jun 13, 2010 8:38 am

Capítulo 5 - Você não virá?

POV Kamenashi


A semana começou bem lenta, mas de uma hora pra outra ela começou a passava muito depressa que eu não consegui nem organizar meus pensamentos. Naomi não me ligava para confirmar sobre sábado.

Já era quinta à tarde e agora, Ueda, Koki e eu íamos gravar um segmento para o Cartoon KAT-TUN.

A gravação foi tranquila, mas cansativa. “Aprendemos” a jogar tênis de um jeito diferente.

Mas um dia foi passando sem que eu me desse conta. A noite chegou e quando percebi já era a manhã do dia seguinte.

Hoje eu nem tenho muita coisa para fazer, uma pequena entrevista para uma revista, e a noite o meu programa de rádio.

Aproveitei a parte da manhã para limpar a casa, porque essa semana com a quantidade de trabalho eu não tive tempo para isso.

Quando terminei já estava na hora do almoço, preparei alguma coisa rápida para comer e sai para a entrevista.

Só fui receber noticia da Naomi, depois que eu terminei de apresentar o meu programa de rádio.



---



POV Akanishi

Acordei cedo na manhã do meu aniversário. Quer dizer, fui acordado pelo Yuu, que fez questão de me ligar o mais cedo que pode.

Levantei-me e fui até a sala. Olhei para o relógio confirmando a hora que era.

Hoje é meu aniversário e dia de folga, não vou ficar acordado desde cedo. Voltei pro meu quarto e fui dormir até que estivesse satisfeito.

Quando acordei de novo já era quase a hora do almoço, por isso nem tomei café da manhã.

Tomei um banho rápido, me arrumei e sai. O almoço ia ser com a minha família. Já fazia um tempo que eu não os via por causa do trabalho. Foi muito bom recontá-los, mas eu não quis ficar muito com ele, não que tivesse algo errado lá, mas queria voltar para casa rápido, por que o Kame não me respondeu se viria ou não. E se ele fosse quando eu não estivesse em casa?

No meu celular não tinha nenhuma ligação perdida, ou mensagem. Cheguei ao prédio e perguntei ao porteiro se alguém tinha vindo, mas obtive uma resposta negativa. Bom ainda não é tarde, ele ainda pode vir.

Descobri o quão torturante o tempo pode ser quando você está esperando alguém, que nem ao menos sabe se virá. Passei a tarde vendo televisão, respondendo mensagens de celular e atendendo ligações. Pelo menos algo para me distrair eu tinha.

Dessa vez quando o celular tocou, era o Yamapi que estava me ligando. Desculpou-se não sei quantas vezes por não poder estar aqui no dia do meu aniversário, mas como ele estava gravando o drama nem tinha tempo e mesmo se ele estivesse livre eu não poderia sair com ele. Ficou me enchendo querendo saber por que eu no dia do meu aniversario ia ficar em casa sozinho, acabei contando sobre meu pedido ao Kame. Com isso ele parou de me perturbar, ele sabia que mesmo eu tendo certeza de que ele não viria eu iria ficar em casa, então disse mais nada e nos despedimos.

A cada minuto que passava eu tinha mais certeza de que ele não viria. Por que ele não me ligava?

Todos os membros do KAT-TUN me desejaram um feliz aniversário menos ele.

Lá pelas onze da noite, meu celular tocou, e nele estava aparecendo um numero que eu desconhecia.

— Alô. — Atendi o celular esperançoso.

— Parabéns! — A voz do Ryo soou animada.

— Obrigado Ryo.

— Mas e ai, tudo bem?

— Aham, — Queria que a minha voz tivesse soado mais alegre. — e com você?

— Estou bem. 26 anos?! É realmente você está velho.

— Oe! Não fale como se você fosse muito mais novo.

Escutei sua risada do outro lado da linha.

— Você não saiu para comemorar, não? E nem pretende?

— Não, não. Eu almocei com a minha família, mas depois eu preferi ficar em casa.

— Hmm... Sozinho?

— E qual é o problema?

— Nada. — Fez uma pequena pausa. — Então quer dizer o Kame ele não foi até a sua casa?

— Que?! Como você sabe? O Yamapi te contou?!

— Eu liguei para ele mais cedo para pedir o seu numero de celular novo. — Explicou. — Perguntei para ele se eu ira conseguir falar com você, ou se você ia sair. Ele disse que você estaria em casa, por que ia esperar uma pessoa que talvez fosse ai. Eu não sabia que era o Kame, mas você confirmou agora. — Ele riu.

— Ahn...

— Então vocês voltaram? ...Per quer dizer, se o Kame não foi... Não entendi...

— Não a gente não voltou. Eu só pedi pra ele vir hoje e ele não veio.

— Parece que alguém está irritado. — Disse com uma voz implicante.

— Eu não to irritado.

— Ah, não?

— NÃO!

— Então por que você está gritando comigo?

— Eu não estou gritando. — Eu realmente estava, mas quem disse que eu ia admitir.

— Ahaaam... Enfim, vou desligar. Tchau.

— Tchau. — Desliguei o celular.

Não era como se eu estivesse com raiva ou algo assim, afinal ele não tinha me prometido nada, nem disse que viria. Estava magoado por ele nem ao menos ter tido o trabalho de me ligar.

A última hora do dia foi passando bem rapidamente, mas tudo parou quando vinte para meia noite eu escutei a campainha.

Respirei fundo. Realmente ainda era o dia do meu aniversário, e eu não tinha dito uma hora para ele, será realmente o Kame?

Um pouco confuso, demorei alguns instantes para me levantar do sofá, mas quando o fiz, fui o mais rápido possível até a porta.

Nem olhei pelo olho magico, não queria saber se era ou não o Kame, porque se não fosse capaz que eu nem abrisse a porta.

— PARABÉNS! — Me desejaram alegremente quatro rapazes.

Demorei em intender quem eram. Ryo, Kusano, Yuu e meu irmão Reio. Realmente não era o Kamenashi.

— Pelo menos podia fingir que ficou feliz de ver a gente. — Comentou Kusano.

Desde que eu abri a porta eu tinha ficado na mesma posição e com a mesma expressão. Com o comentário dele que eu fui perceber isso.

— Ah, desculpa. — Dei um sorriso. — Agora estou fingindo melhor?

— Mais ou menos. — comentou Shirota.

— Dá pro gasto. — Disse Kusano. — Então, a gente vai ficar aqui do lado de fora mesmo?

Dei passagem para eles entrarem, e sem cerimonia o fizeram.

— Já é quase meia noite, vamos cantar parabéns logo! — Disse Reio com uma caixa de bolo colocando em cima da mesa.

Os três ficaram entretidos em abrir a caixa, enquanto Ryo ainda entrava.

— Ele não vinha mais, né? Viemos para você não comemorar o seu aniversário sozinho. — Comentou baixo enquanto entrava, um sorriso sacana estava estampado em seu rosto.

Sabia muito bem como o Ryo tinha se divertido vendo a minha expressão ao abrir a porta. Apesar de saber que ele é meu amigo, não sei bem ele veio pesando em mim, ou pensando em se divertir com isso.

— Mas você contou para eles?

— Não contei nada, mas eles são seus amigos e não queria que você passasse seu aniversário sozinho. Ficaram indignados quando eu disse que você não ia comemorar.

— Happy birthday... — Kusano começou a gritar aleatoriamente enquanto eu ainda fechava a porta, e o Reio ascendia às várias velas que tinham no bolo. Pra que tantas velas eu não sei, talvez para ter mais trabalho pra apagar.

Nós todos cantamos juntos, e eu apaguei as velas.

Não era o que eu realmente queria para aquele dia, mas não posso negar que quando eu tratei de esquecer o Kame pelo menos um tempo, foi bem divertido.

Os garotos também trouxeram cerveja. Pena que o Pi não pode vir, por causa da gravação do drama.



---



POV Kamenashi

Olhei para o relógio que ficava na mesinha de cabeceira da Naomi, já eram três e meia da manhã.

Para que eu ainda perdia o tempo vendo as horas, fazendo isso parece que o tempo passa mais rápido e eu não consigo dormir.

Naomi que dormia em meus braços se mexeu, olhei para ela. Continuou dormindo, apenas se ajeitou.

Fechei os olhos, mas tornei a abri-los logo que a imagem de Jin veio a minha cabeça. Droga, por que eu tinha que pensar nele logo agora?!

Acho que minha consciência está pesada. Não liguei para ele nem para avisá-lo de que eu não iria. Com a desculpa de que eu não tinha o numero do seu celular novo fui deixando o dia passar. Podia ter ligado para alguém para pedir. Não sabia como falar com ele por telefone, não sabia o que falar, mas que droga isso.

Agora não era hora de me sentir mal por causa de uma coisa dessa, não podia ficar assim por uma coisa de um ex-namorado enquanto eu estava abraçado com a minha namorada.

Fechei os olhos bem forte, tentando não pensar em nada.

Logo amanheceu.



---



Agradeci por segunda nós termos uma reunião sobre algumas coisas dos próximos shows, assim ocupados como estávamos, não precisei conversar diretamente com Jin. Não conseguia nem olhar em seu rosto.

E ele não veio falar comigo sobre sábado, nem sobre nada. Talvez não tivesse tido tanta importância, provável que ele nem se lembrasse do que tinha me pedido. Ele deve ter saído ido a alguma boate par se divertir.

Mas no dia seguinte, tivemos que gravar uma parte de estúdio do episódio de Cartoon KAT-TUN. Dessa vez eu não pude fugir de estar dentro de um camarim com ele. E pra minha infelicidade quando cheguei, só ele havia chegado.

Cumprimentei-o baixo, sem nem olhar em seu rosto, e fui me trocar. Quando voltei, Koki já tinha chegado. Fiquei mais aliviado, porque Akanishi ficou conversando com ele e eu não precisei me preocupar, fiquei quieto em meu canto.

É sério que para ele, eu não ter ido não era nada? Fiquei o observando, enquanto Taguchi estava me contando alguma coisa. E qual e o problema também se não tivesse sido nada? Não sei por que mais isso esta me incomodando. Voltei a prestar atenção no que Junnosuke me dizia, e concordei como que ele falou, mesmo não sabendo sobre o que era, já que ouvi só o final.



---



Todos já tinham ido embora, menos o Jin que terminava de arrumar as suas coisas. Sem dizer nada ele pegou tudo e estava indo embora. Senti que precisava me desculpar com ele, sabia que precisava.

— Jin. — Chamei-o antes de ele sair.

Akanishi deu uma pequena parada, mas logo voltou para o seu caminho, me ignorando.

Não acreditei que ele me ignorou. Fiquei olhando a porta por onde ele saíra. Pior que a culpa que eu estava sentindo, foi ser ignorado por ele.







Continua...
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Ge~
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MensagemAssunto: Re: [INC] Sem Você Ao Meu Lado   Sab Jun 19, 2010 5:54 pm

Posta muito rápido, menine~
Calma, senão eu não consigo ler T-T
Brinks~

Mas então...
Kae malvado, devia ter ligado
¬¬

Agora aguente as consequências ¬¬

E Continuaaa~
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MensagemAssunto: Re: [INC] Sem Você Ao Meu Lado   Qua Jun 23, 2010 5:59 am

HUAHUAUUHAUHHUA

@_@ Desculpa...é que já tava escrito...o nyah eu to postanto um pouco mais devagar...daki a pouco eu alcanço o nyah xDD
HUAUHAUHUHAUAUH

Obrigada pelo comentário
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MensagemAssunto: Re: [INC] Sem Você Ao Meu Lado   Qua Jun 23, 2010 6:00 am

Capítulo 6 - Deixe-me ajudá-lo



POV Kamenashi

Os dias passavam relativamente rápidos e logo faltava menos de uma semana para a turnê de verão do Break the Records.

Já estávamos hospedados em um hotel em Okinawa. Esses últimos dias, ensaiamos intensamente para os shows, e hoje não ia ser diferente.

Mesmo a gente já tendo feito vários shows, ainda mesmo feito shows esse ano, o nervosismo e a ansiedade antes do show é algo que não muda. E isso é uma das coisas que eu mais gosto. Gosto dessa sensação que envolve a todos do grupo. Esse sentimento de “dará certo?”.

Cheguei cedo à van da impressa que ia nos levar ao local em que íamos fazer o show daqui a três dias. Junto comigo veio Taguchi, entramos para esperar os outros. Apesar de só nós dois, eu sentei na primeira fileira e ele na segunda. Apesar de sonolento, ele se manteve acordado para conversar comigo.

— Bom dia!! — Disse um animado Maru. Dava pra ver que ele era o mais ansioso.

Entrou e se sentou na última fileira, se esparramando e ocupando quase que o espaço inteiro.

Logo chegaram Ueda, Koki e Jin. Ueda entrou e sentou-se ao lado de Taguchi.

Antes de Koki, que estava logo atrás na fila, entrar, Jin colocou a mão na frente dele.

— Primeiro os mais velhos. — Disse, entrando em sua frente e entrando na van.

— Oe ! — Protestou Koki, brincando. — Não fure a fila.

Akanishi olhou para trás e deu um riso quando já estava dentro no automóvel e indo sentar ao lado do Maru.

Eu percebi que isso não era só uma brincadeira. O Akanishi ainda não estava falando comigo, provavelmente ele não quis correr o risco de que o Koki sentasse com o Maru e ele tivesse que sentar comigo.

Tudo bem que eu tinha vacilado, mas ele tinha que agir assim?

Koki tentou puxar assunto comigo duas vezes antes de desistir. Eu, perdido em meus pensamentos e observando a paisagem, quase não lhe deu atenção.

Acho que o real problema, não era o Akanishi estar agindo feito criança, o problema era que isso realmente me incomodava.

Estava tão distraído que não reparei os olhares de Taguchi, Ueda e Koki sobre mim.

— Saudade da namorada? — Escutei Koki comentando, mas não era diretamente para mim.

— Quem sabe, pode ser. — Concordou Taguchi.

— Será? — Completou Ueda.

Demorei algum tempo até perceber que falavam de mim.

— Ahn? — Olhei para eles.

Ficaram em silencio me analisando.

— Mas nem pra liga! — Escutei a voz do Jin que agora falava mais alto.

— Claro que não. — Maru continuou a conversar no mesmo tom de voz.

Os outros três continuavam me olhando.

— Peça desculpa! — Akanishi continuava falando desnecessariamente alto com Yuichi.

— Você nem joga vídeo game, pra que eu ia te ligar pra avisar que eu comprei o jogo?! — Nakamaru continuava como mesmo tom de voz. — E para de gritar.

— É parece que ele não vai contar nada. — Disse Koki, desistindo de tentar obter alguma informação só olhando para mim.

Os outros dois também voltaram à normalidade e pararam de me encarar, o que me deixou bem feliz, já estava ficando um tanto constrangido com isso.



---



O primeiro dia de show foi incrível, no dia seguinte tivemos mais um show e partimos de Okinawa. Os próximos shows iam ser em Sendai nos primeiros dias de agosto.

Com a agenda superlotada, sem nem tempo nem para respirar os dias iam passando, ensaios, entrevistas, sessão de fotos, reuniões, entrevistas...

Quando parei para pensar já estava no dia anterior ao show de Hiroshima.

Caminhava pelos corredores, depois de um dia cansativo de ensaio.

Estranhei a presença de Yamasaki, o médico da JE. Se alguém se sentia mal dentro da empresa era a ele que recorria. Alguém estava mal?

Pensei em todos do grupo tentando deduzir pelas suas ações quem poderia ser. Não me veio ninguém em mente. Não, minto, talvez Jin? Não sei, ele me pareceu mais desligado e distante hoje. Mas não sei se ele estaria mal, não falou com ninguém nada.

— Mas será que não vai atrapalhar a turnê deles? — escutei o Staff que conversava com o médico.

Então alguém realmente estava mal.

— Yamasaki-sensei, tudo bem? — Me meti no meio da conversa sem nenhum cerimonia.

— Ah, Kamenashi.

— Alguém está passando mal, aconteceu alguma coisa? — Fui direto, afinal comecei a ficar preocupado.

Hesitou em responder, os dois se entreolharam o que estava me deixando mais apreensivo.

— É, b-bem... Foi o Maeda que sentiu um pouco indisposto.

Maeda era um dos staffs, talvez um dos mais importantes, ele quem comandava todos, e colocava todo mundo para trabalhar.

Respirei um pouco aliviado, apesar de sentir pelo Maeda, sei que esse pensamento era errado, mas pelo menos não era um dos integrantes.

Bom, ainda faltava buscar as minhas coisas, um pouco mais aliviado, fui ate o camarim. Abri a porta e vi Akanishi, por incrível que pareça, mesmo depois desse tempo que se passou nossa relação não tinha melhorado nem um pouco, ele continuava sem fala comigo.

Sentado no sofá, que o fazia ficar de costas para mim, ele falava no celular e nem deve ter percebido a minha presença. Fechei a porta devagar.

— Eu sei disso. — Não foi de proposto mais acabei ficando parado escutando o que dizia.

— Mas eu nem ao menos consegui falar com ele depois daquilo. — Sobre o que falava?

— E você quer que eu saia agarrando?! — Agarrando? Com quem ele estava falando?

Pera, por que diabos eu estou prestando atenção nisso? Eu não tenho nada a ver com quem ele fala nem o que eles estão falando. E parado desse jeito estou parecendo um fofoqueiro.

Fui até a mesa em que estavam as minhas coisas.

— Você sabe que o... — Ele agora estava falando mais alto, e não sei por que ele parou no meio da frase, por reflexo acabei olhando para ele.



POV Akanishi

— E você quer que eu saia agarrando?! — Disse indignado.

— Acho que você devia fazer isso logo. — Disse Ryo do outro lado da linha.

— Você sabe que o... — No momento que eu ia concluir com “Kame tem namorada” eu vi a tartaruga parada parto da mesa.

Ele olhou para mim com um olhar curioso, e eu fiquei imóvel com o celular na mão olhando para ele, estava parecendo um idiota.

— Ele tá aí, é? — Perguntou.

— Aham, como você sabe? — Fitei o chão.

— É que parecia que você ia falar o nome dele e parou do nada.

— Pois é, acabei de ver.

— Hahahahaha. Ele apareceu agora?

— Não sei... — Disse ficando um pouco constrangido, o que será que ele tinha ouvido da conversa.

Mas se bem que ele não deve ter entendido afinal eu não usei seu nome... Não pera, eu usei sim, mas isso foi no começo da conversa, acho que ele não estava aqui. Espero...

— Vocês estão sozinhos?

Olhei a minha volta, quando ele virou de costas de novo.

— Sim.

— Aproveita e agarre-o logo. Você é mais lento que a tartaruga.

— Me deixa... E desde quando você virou conselheiro amoroso?

— Eu só liguei depois que li a mensagem que você me mandou, parecia mais que estava morrendo, ai fiquei um pouco preocupado, afinal você está me devendo uns CDs, como eu ia pegar de volta. E foi você quem começou a conversar sobre seus problemas amorosos.

Fiquei quieto, realmente eu quem tinha começado a falar, e pedido sua opinião. Observei Kame saindo da sala.

— Bakanishi, vou desligar que eu tô no meio do transito, e os carros já estão andando de novo. Tchau.

— Tchau, e Ryo, obrigado.

— ... — Sem responder nada ele desligou o celular.

Levantei-me, já estava atrasado, os outros membros já deviam estar na van que nos levar para o hotel. Senti-me um pouco tonto o que me fez sentar de novo. Respirei fundo e fui até a van.



---



POV Kamenashi

Dentro da van, esperávamos Jin chegar.

Finalmente chegou, ao olhar para dentro das van, minha impressão era que pela sua expressão, ele não tinha ficado muito feliz ao ver que o único lugar que sobrara era ao meu lado. Entrou sem dizer nada e se sentou.

O único que se podia ouvir era o som do motor do automóvel, e os barulhos da cidade. Cansados, ninguém dizia nada.

Olhei de canto de olho para Akanishi. Parecia que ele estava realmente muito cansado. Seu rosto estava pálido, as olheiras em seu rosto eram bem fundas.

Ele levou uma mão à boca, fechando os olhos e respirando fundo. Afinal o que estava acontecendo, isso não parecia só cansaço.

Lembrei-me de Yamasaki, era mesmo Maeda quem estava passando mal? O jeito em que o médico hesitou em me responder, as coisas começavam a fazer sentido. Normalmente Akanishi não gostava de preocupar os outros, provavelmente ele tinha falado com Yamasaki para não comentar nada com a gente, por que pelo que parecia, os outros membros não sabiam de nada.

Pensei em perguntar ao Akanishi se ele estava bem, mas muito provável que ele não me respondesse.

Chegamos ao hotel.

Andando pelos corredores depois de jantar, por sorte encontrei Maeda conversando com outros staffs. Estava pensando em procura-lo para perguntar como ele estava, e tirar essa duvida.

— Maeda-san! — Chamei-o

— Oi, Kamenashi-san, o que foi?

— Não é nada, só queria saber como você estava.

— Ahn, como assim? Estou bem. Por quê?

— Não é que eu encontrei o Yamasaki-san, e quando perguntei o que aconteceu ele disse que você estava mal.

— É que ele tinha passado um pouco mal hoje, mas já está melhor, NÉ Maeda? — Comentou Itou, um outro staff, que por acaso estava com Yamasaki quando eu o encontrei.

— Ah, é sim. Hoje eu me senti um pouco indisposto, mas estou bem. — Ele sorriu.

Despedi-me deles e fui para o meu quarto.

Continuava sem acreditar totalmente nisso.



---



Naquela manha, já estávamos bem cedo no local onde o show ia acontecer. Ensaiávamos uma última vez.

Secava meu cabelo com o secador, depois de tomar um banho para me preparar para o show, quando escutei Koki conversando com Ueda.

— Você viu o Jin?

— Não, não o vi.

— Tinha que perguntar algo a ele... — Koki pareceu pensativo. — É impressão minha ou o Jin tá meio “sumido” hoje. Quase não o vi, não acham que ele está agindo estranho nesses últimos dias?

— Eu também acho. — Maru se meteu na conversa.

— O que ele está aprontando? — Perguntou Koki para si mesmo.

— Parece que ele está passando mal, não? — Comentou Ueda.

— Que? Será? Mas ele não falou nada com a gente. — Disse Nakamaru.

— E desde quando ele fala quando está passando mal? — Disse Tanaka. — Realmente, parece que esta mal mesmo. Aquele idiota tinha que fala quando é assim.

Nessa hora Jin entrou no camarim, e todos os olhares foram dirigidos a ele.

— Eh? Que foi? — Comentou o alvo dos olhares.

— Jin o que está acontecendo? — Perguntou Koki.

— Você está bem? — Maru também se pronunciou.

— Por que isso? — Akanishi parecia um pouco constrangido com todos olhando para ele.

— Para de tentar enganar a gente, você está bem?

— Maru ele nem disse nada pra estar tentando enganar a gente... — Comentou Ueda.

— É, mas estou falando de antecedência.

— Estou bem, parem de se preocupar.

— Viu! Eu disse que ele ia tentar enganar a gente.

Taguchi que estava tomando banho também apareceu agora.

— Bom, agora eu vou tomar banho. — Disse Akanishi tentando fugir.

— Akanishi seja sincero, eu vi o Yamasaki ontem. O que está acontecendo? — Não pude ficar quieto com a recusa de Jin.

Talvez eu tenha exagerado no tom de voz, porque ele deu um sobressalto quando eu comecei a falar, e os outros membros também começaram a olhar para mim.

— Não é nada... — Demorou um pouco a responder. — Só estou um pouco cansado, só isso. — Disse fitando os pés. — Não precisam ficar preocupados.

— Como não vamos ficar preocupados, além de você ser um membro do KAT-TUN também é nosso amigo. — Disse Taguchi.

— Eu vou ficar bem. — Disse indo tomar seu banho.



---



O show começou, e nós todos ficamos muito preocupados com Jin, ele parecia estar dando o máximo de si em palco, mas isso estava o desgastando muito, todos vimos em seu rosto.

Logo chegou meu solo e todos voltaram os backstage.

Quando terminou, logo veio o solo de Koki.

Todos pareciam muito agitados no backstage, os staffs pareciam estar mais preocupados do que de costume.

Parei um do staff que estavam no corredor.

— O que está acontecendo? — Perguntei preocupado.

— É o Akanishi-san, quando voltou do palco estava muito mal. Disse que estava com ânsia de vômito e um pouco tonto. — Falou rápido. — Depois se trancou no banheiro e está lá até agora.

Fui correndo para o camarim.

— Como está o Akanishi? — Perguntei para os outros membros.

— Não sei, ele não falou com nenhum de nós, só está no banheiro desde que voltamos. — Explicou Maru. — Um dos staffs falou que o Yamasaki-sensei disse que esse indiposição dele é por causa do cansaço e stress.

O solo do Taguchi era o próximo antes de todos retornamos ao palco.

Koki voltou e ainda nenhuma noticia de Jin.

Estávamos todos preparados, não podíamos mais esperar por ele ali. Tivemos que ir para perto de onde nós iriamos entrar no palco.

Para surpresa de todos, Akanishi apareceu antes de nós entramos.

— Não se preocupem. Vamos continuar. — Foi o que ele disse quando todos olharam preocupados para ele.

Sem nem tempo de falamos alguma coisa, ou protestamos, já estava na hora de entrar no palco de novo. Jin foi o primeiro a entrar para que nós não pudéssemos dizer nada.

E assim aquele dia passou.

Alguém até sugeriu para que cancelássemos os shows do dia seguinte, mas Akanishi não quis de jeito nenhum, disse que só precisava descansar um pouco e que no dia seguinte já estaria melhor.

Para alivio de todos, ele parecia melhor. Pelo menos fizemos nosso show da tarde, e ele parecia um pouco melhor, mesmo que em seu rosto a sua expressão demonstrasse o contrário.

Depois do primeiro show daquele dia, não tivemos tempo nem para nos reocupáramos. E já tínhamos que nos arrumar para o próximo show.



---



Naquelas semanas, nossos compromissos foram reagendados tentando aliviar o peso do trabalho sobre nós, principalmente do Jin, que apesar de dizer que já estava bem todos podia perceber que não.

Os últimos dias de show chegaram, agora estávamos em Hokkaido no primeiro dia.

Andando pelo corredor depois do meu solo, vi Akanishi passar rápido ido em direção ao banheiro que ficava afastado do nosso camarim.

Fiquei preocupado por que em sua face dava para ver claramente sua expressão de dor. O quanto ele estava aguentando sem dizer nada?

Andei rápido até o banheiro, quer dizer andei o mais rápido que aquele kimono me deixava.

Entrei no banheiro e encontrei-o sozinho. Apoiado em uma das pias sua face estava voltada para baixo. Com os olhos cerrados não deve ter percebido a minha presença.

— Como você está? — Perguntei me aproximando.

Abriu os olhos, mas não me olhou diretamente, me viu pelo reflexo do grande espelho que ficava na parede em frente às pias.

Ligou a torneira e jogou água em seu rosto.

Não sei exatamente por que, mas eu sentia que tinha que protegê-lo, só que esse seu silêncio não deixava com que eu me aproximasse.

— Akanishi, fala comigo estou preocupado com você. — Disse um pouco irritado.

Realmente essa sua atitude estava me tirando do sério. Nem mesmo doente ele ia deixar seu orgulho de lado para falar comigo.

— Você tá precisando de alguma coisa? — Insisti.

Olhei para o relógio, já tinha passado bastante tempo, e provavelmente o Taguchi já estava no palco.

— Me acompanha até o camarim? — Escutei sua voz fraca.

— Claro, vamos. — Se ele não queria dizer o que estava acontecendo, de como ele estava se sentindo, não sou eu quem vai insistir.

Ele começou a andar e eu fui o acompanhando. Não precisava nem perguntar, afinal nós íamos para o mesmo lugar, eu ainda tinha que me arrumar.

Ele me pareceu muito fraco, diferente do que ele se mostrava em palco. Não que estivesse 100% no palco, mas não parecia tão ruim como agora.





Continua...
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MensagemAssunto: Re: [INC] Sem Você Ao Meu Lado   Qua Jun 30, 2010 3:00 am

Capítulo 7 - Visita Inesperada



POV Kamenashi

Chegamos ao camarim e logo um staff veio muito preocupado até nós.

— O solo do Taguchi já terminou. — Informou o staff. — Os outros para dar tempo a vocês estão entrando um a um bem devagar e fazendo um mini mc agora. Kamenashi-san você é o próximo, por favor, se arrume rápido.

— Tá bom...

Mal respondi e fui correndo me arrumar, Akanishi também foi se arrumar, mas a seu tempo.

Mesmo preocupado com Jin, eu fui obrigado a entrar em palco de novo.



---



Mais um show terminou e conseguimos apresenta-lo inteiro, só que dessa vez não teve encore por causa das condições de Jin.

Dirigimo-nos à van. Akanishi foi o primeiro a entrar e eu que entrei logo depois, mesmo sabendo que provavelmente ele não ia gostar me sentei ao seu lado na última fileira.

Cansados, só desejávamos que chegássemos logo ao hotel. O problema é que o hotel ficava um pouco longe do local onde fizemos o show e a cidade estava inesperadamente engarrafada.

Aquele típico silêncio pós-show tomava conta do automóvel. Acho que até deviam estar dormindo.

No meu caso, não era só por que estávamos cheios de compromisso e exaustos que meu sono tinha melhorado.

Fiquei observando a chuva que começara a cair quando senti um peso em minhas pernas.

Olhei para baixo e Jin tinha deitado apoiando a cabeça em minhas pernas.

— Jin?

Sem me responde ele apenas fechou os olhos e se ajeitou.

Ele ainda não queria falar comigo? Ou apenas estava cansado para isso?

Fiquei observando-o, era incrível como um dos homens considerados mais sexys podia ter esse rosto infantil quando estava relaxado, como ele podia ser dengoso como uma criança.

Sem perceber acabei passando a mão em seu rosto para afastar uns fios de cabelo. Retirei minha mão quando me toquei do que fazia.

Voltei a olhar para a chuva lá fora, os carros parados, as pessoas que corriam com seus guarda-chuvas, mas meu rosto foi se mexendo involuntariamente e voltei a olhar para Akanishi. Ele continuava de olhos fechados, provavelmente já teria dormido.



---



— Kame! Kame! — escutei uma voz ao longe.

Abri os olhos e então compreendi que havia dormido. Quando, eu não sei, mas a última coisa de que me lembro é de estar olhando para Akanishi.

— Cadê o Akanishi? — Perguntei assustado assim que olhei para baixo e não o vi.

Koki me olhou espantado.

— A gente já chegou. Ele, com os outros membros, já entraram no hotel. — Me explicou.

Olhei a minha volta.

— Ah, sim... — respondi sem graça.

Sai da van, e fui para o hotel acompanhado de Tanaka.



---



Não tinha passado muito tempo desde que chegara ao quarto de hotel, mas eu já estava de pijama e deitado na cama.

Não sei o que deu em mim, mas eu me levantei da cama, e iria até o quarto do Jin, para ver como ele estava.

Perto da porta, quando estava quase saindo, escutei meu celular tocar. Isso me fez “despertar” e perceber o que eu estava fazendo. O que foi isso? Eu não posso ser tão fraco.

Recebi uma mensagem de Naomi.

“Não queria te ligar porque você deve estar muito cansado, não?

Mas é que amanhã, vou ter que ir a Hokkaido por causa de trabalho, será que depois do seu show, não podíamos voltar juntos a Tokyo?

Saudades.”

Naomi... Fazia tempo que por causa do trabalho eu nem conseguia falar com ela ao telefone.

Mandei uma mensagem confirmando, mas a duvida outra vez tomava meu coração. Dessa vez, ela era realmente perturbadora.

Eu não devia ficar assim, qual era o problema de voltar com ela? Ela é minha namorada e eu gosto muito dela...

Joguei meu celular no chão, puto comigo mesmo.

— Que merda! — Reclamei.

Deitei na cama de novo.



---



Ultimo dia da turnê.

Já tínhamos apresentado o primeiro show daquele dia. Agora, todos descansavam um pouco para o segundo show que começava às cinco da tarde.

Voltei ao camarim, onde todos estavam. Todos menos Jin, notei assim que entrei.

Sentei-me, e fiquei quieto apenas acompanhado de meus pensamentos.

Pegando algumas palavras ou frases soltas do que ele dizia, escutei o Maru falar.

— Claro que conheço esse jogo, comprei um pouco antes de começar a turnê.

— Ah, por que você não me falou? — Disse Taguchi.



“— Mas nem pra liga!

— Claro que não

— Peça desculpa!

— Você nem joga vídeo game, pra que eu ia te ligar pra avisar que eu comprei o jogo?!”



Não sei por que, mas me veio à cabeça a conversa de Jin e Maru.

Pera, não era possível. Levantei-me, de interrompi a conversa deles.

— Onde está o Akanishi? — Perguntei.

— Ahn... Se não me engano ele queria tomar um ar. — Me respondeu Maru.

— Obrigado. — Sai do camarim.

Andando pelos corredores daquele lugar, parei alguns staffs para saber onde Akanishi estava. Finalmente depois de um tempo, um staff me disse com precisão onde ele estava.

Sei que já tinha passado mais de um mês, mas até hoje eu não tinha me desculpado com Jin. Não tinha me desculpado por nem mesmo ter ligado para ele. Mas também no dia que eu ia fazer isso, ele apenas me ignorou.

Finalmente o achei. Sentado em um murinho, do lado de fora do estádio. Ele tinha ido para a parte onde estava sendo o estacionamento da impressa, lá era seguro para ele ficar, sem que nenhuma pessoa de fora viesse até ele.

Como ele estava falando no celular, eu não me aproximei, fiquei afastado esperando que ele terminasse.

Não precisei esperar muito, porque assim que ele me viu desligou o telefone quase que imediatamente.

Aproximei-me devagar. Fiquei curioso essa expressão em seu rosto, um misto de preocupação e medo. Com quem ele estava falando?

Antes de falar qualquer coisa, eu quis me sentar ao seu lado, mas fui impedido quando ele me puxou me fazendo ficar entre as suas pernas e me abraçou.

Sentado onde estava sua cabeça ficava na altura do meu tórax, ele apoio a cabeça em meu peito e me abraçou mais forte, sem dizer nada.

— Jin... O que aconteceu?

Olhei em volta para ter certeza de quem ninguém estava por lá, porque podiam intender errado isso.

Continuou calado.

Que droga, mas porque o meu coração tem que bater tão forte?

O que eu estou fazendo? Eu preciso ir embora agora!



POV Akanishi

Sei que foi muito de repente, mas eu precisava abraça-lo.

Como sempre esse pequeno me acalmava.

Apoiei minha cabeça nele, sentindo a sua respiração. Meus braços o envolviam pela cintura.

— Jin... O que aconteceu? — Perguntou, talvez um pouco assustado.

Senti que ele estava olhando para os lados. Sempre preocupado com que os outros vão pensar...

Inesperadamente, senti uma de suas mãos em minhas costas, e mesmo que hesitante senti a outra mão em meus cabelos.

Afagando os meus cabelos ele perguntou de novo.

— Jin, o que aconteceu? — Sua voz soou acolhedora e preocupada.



POV Kamenashi

Mesmo depois que eu perguntei de novo ele continuou em silêncio. Mas foi por pouco tempo.

— Eu não aguento mais... Eu não aguento esses enjoos, dores de barriga, torturas... Não aguento fazer todo mundo ficar preocupado.

— Essa sua preocupação não vai te fazer melhorar. Se as pessoas estão preocupadas é porque elas gostam de você. — — Se outra pessoa estivesse mal, você também ficaria preocupado, não é?

— Uhum...

— Então está tudo bem... Relaxa. Agora é o último show, depois disso você vai ter tempo para descansar e logo vai ficar melhor.

Ele realmente parece uma criança quando fica doente. E nesse momento, o que eu mais queria era cuidar dessa criança.

— É... — Escutei uma voz atrás de mim.

Virei meu rosto rapidamente, para o meu alivio era Koki.



POV Akanishi

Koki é bem inconveniente...

— Desculpa interromper... Mas Kame, não sabia que você era assim... Estou decepcionado... Achei que você fosse fiel. — Disse Koki, brincando.

Apesar de o Tanaka ter chegado, eu não larguei o Kazuya.

Olhei para cima, e ele virou o rosto, parando de encarar Tanaka, estava com as maçãs do rosto vermelhas. Como ele fica fofo constrangido.

Eu comecei a rir.

— Agora falando sério, Kame, a Noguchi está ai.

Ah, muito bom. Ótima hora pra namorada do Kame aparecer...

— Ela disse que só quer trocar uma palavrinha com você.

Acho que o Kame ficou constrangido demais para se mexer, porque ele ainda não tinha me soltado.

— Ah... O Kame vai me abandonar. — Disse enquanto me afastava um pouco dele. — Então, Koki, vem cá me dar um abraço. — Brincando estendi os braços para o Tanaka.

O Kame ficou olhando para baixo, e logo começou a andar para ir embora.

— Ahn... Acho que não, Jin. — Disse Koki, rindo.

Fiz um bico, e fiquei observando os dois que entravam no estádio de novo.

Apesar de ter falando de brincadeira, isso era muito triste para mim. Mas ao mesmo tempo eu tinha ficado feliz.

Foi tão bom abraçar o Kame, que eu podia até ignorar, por um instante, o final disso.



---



POV Nishikido

Olhei para o visor do meu celular, que tocava sem parar.

Jin

O que será que ele quer?

— Alô?

— RYO ! — Quase gritou ao telefone.

— Que?

— Eu abracei o Kame! — Disse alegremente.

— E daí? — Que felicidade foi essa, não era só um abraço?

— Foi incrível!

— Não quero saber. Liga pro Pi.

— Ele tá gravando o drama agora.

— E você acha que eu sou desocupado?!

— Por ai... Foi tão bom poder abraçar a tartaruga de novo... — Ele começou a falar rápido.



POV Akanishi

— Por ai... Foi tão bom poder abraçar a tartaruga de novo. Ele me reconfortou, e nem reclamou... Ryo? Ryo? Você tá ai. — Olhei para o celular e vi que ele tinha desligado. — Ah... Desligou. — Falei comigo mesmo.

Guardei o celular em meu bolso, e voltei para dentro do estádio. Já estava quase na hora de nos arrumamos para o último show.



---



POV Kamenashi

O show terminou, e na hora de ir embora eu nem consegui ver o Akanishi. Não sei o que queria, mas queria vê-lo. Queria saber se ele estava bem.

Mas sem tempo, eu tive que ir embora, por causa do horário que eu combinei com a Naomi.

Era estranho voltar para Tokyo junto, sendo que em publico tínhamos que fingir que não nos conhecíamos. Mas tudo bem, o nosso destino era o mesmo, a minha casa.



---



POV Akanishi

Aquele mal estar causado pelo stress passou na primeira semana depois da turnê. Nessa semana eu fiquei em casa para me recuperar.

Agora as coisas já tinham voltado ao seu ritmo normal. Quer dizer, eu estava tendo um pouco mais de trabalho por causa do LANDS. E por causa disso e do Dream Boys, que já tinha começado, eu não via o Kame a mais de três semanas.

Cheguei em casa cansado depois de um dia de compromisso com o LANDS.

Troquei-me, colocando uma roupa mais confortável, e fui até a cozinha buscar uns biscoitos salgados e cerveja. Sentei-me no sofá, e mudando de canal achei um filme que tinha acabado de começar e comecei a ver.

Estava quase pegando no sono, quando escutei o interfone tocar.

Levantei-me e meio sonolento fui ver o que era.

— Oi...

— Akanishi-san, desculpa te atrapalhar a essa hora da noite, mas... É que o Kamenashi está aqui. Ele estava muito mal e eu nem tive como impedir com que ele subisse.

— Ah... Tudo bem.

— Desculpa.

— Não se preocupa.

Desliguei o interfone e logo a campainha tocou.







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MensagemAssunto: Re: [INC] Sem Você Ao Meu Lado   Sex Jul 09, 2010 2:31 am

Capítulo 8 - Desculpa



POV Akanishi

Nem precisei olhar pelo olho mágico. Abri a porta e me surpreendi com o Kame quase caindo para dentro da minha casa.

Segurei-o antes que caísse no chão. Provavelmente estava encostado à porta.

Ele estava com um forte cheiro de álcool. “Ele está meio mal”, ele devia ter falado logo que ele estava bêbado.

Mas afinal, o que o Kame, bêbado, veio fazer aqui em casa?

— Opa... Cai... — Disse com uma voz embriagada.

Eu o ajudei a ficar direito, apesar de ele querer, inutilmente, fazer isso sozinho.

— Tá tudo bem, Kame? — Realmente uma pergunta idiota, mas eu não sabia o que fazer.

— Espera... — Eu já estava ficando desesperado porque ele estava demorando muito para falar alguma coisa. — Eu estava bebendo com o Tegoshi ... precisava vir aqui. — Fiquei concentrado no que ele dizia, mas só entendi o começo e o final.

— Precisava vir aqui?

— É, eu precisava vir.

— Como o Tegoshi o deixou sozinho?! — Reclamei o fato, comigo mesmo.

— Não, o Tegoshi tá bem. — Ele não entendeu o que eu disse... — Ele ficou lá com o amigo super saiyajin dele. — O problema não era ele...

— Pera, amigo super sayiajin?!

— Tô enjoado... — Disse antes de sair “correndo” para o banheiro, que ele parecia ainda lembrar onde ficava.

Fui atrás dele, mas ele não chegou a tempo ao banheiro.

Levei-o até o banheiro, dessa vez chegamos a tempo.

Fiquei abaixado do lado dele, com a mão em sua testa enquanto ele vomitava. Muito romântico.

Por que ele bebeu tanto?! Bem, talvez ele nem tenha bebido tanto, mas se sabe que é fraco para bebida, não devia nem ter começado. Se era pra me deixar desesperado, conseguiu.

Quando ele pareceu estar um pouco melhor, se afastou e encostou-se à parede, sentando no chão. Com um pano úmido eu limpei seu rosto.

Terminei de limpar o corredor. Provavelmente quando eu voltasse ao banheiro o Kamenashi já devia ter dormido. Enganei-me. Quando cheguei ao banheiro, Kazuya estava encolhido e chorando.

— Kame, o que foi?! — Me abaixei ao seu lado. — O que aconteceu?

Quando eu tentei aproximar a minha mão dele, ele a afastou.

Muito bem, ele veio até a minha casa, porque precisava vir. Começa a chorar e agora não quer que e u chegue perto... Mas que droga, que garoto complicado. Se bem que ele está bêbado, do mesmo jeito, mesmo sóbrio ele ainda é complicado.

Ignorando essa rejeição, eu o puxei e o abracei. Foi mais forte que eu, não conseguia vê-lo chorar desse jeito.

— Me deixa... — Disse me empurrando, mas do jeito que ele estava, era óbvio que ele não iria conseguir me mover um centímetro.

Ele começou a chorar mais.

Eu tentava reconforta-lo de alguma maneira, mas parecia que tudo que eu tentava fazia chorar mais.

— Por favor... — Ele tentou me empurrar mais uma vez. — Que droga, não faz isso comigo. — O abracei mais forte.

Desistindo de tentar se afastar ele apoiou a cabeça em meu peito, e senti uma de suas mãos agarrando a minha camisa.

Mesmo depois de ter vomitado, ele continuava bêbado, falando de uma maneira que eu pouco compreendia.

— O que eu estou fazendo? — Perguntei.

— Não brinca comigo... Se você não quer nada comigo, não faça isso...

— Quem disse que eu estou brincando?

Ele prendeu a respiração e olhou para mim. Seus olhos mostravam certa confusão.

Dessa vez com mais força, ele me empurrou e eu tive que soltá-lo. Apesar da dificuldade, ele se levantou.

Agora eu estava entendendo-o menos ainda.

— Nem vem. — Ele disse quando eu me levantei. — E mesmo se fosse verdade... — Seus olhos se encheram de lágrimas novamente.

Ele pareceu ter ficado meio tonto quase caindo, segurei seu braço para equilibrá-lo.

— Kame, eu não estou entendendo nada.

Ele olhou em meus olhos, contendo as lágrimas.

— Foi você quem não quis mais nada comigo. — Disse Kamenashi.

Céus, do que ele estava falando. Ele devia estar bêbado o suficiente para não lembrar de que foi ele quem terminou o nosso namoro.

Comecei a andar em direção ao chuveiro, levando-o.

— Vamos tomar uma ducha.

— Não quero... — Protestou com uma voz fraca. Agora, seu corpo já estava um pouco mole, o que era difícil para eu segurá-lo só pelo braço, tive que trazer seu corpo para perto de mim para ele não cair.

Ficando afastado do chuveiro, com o Kame, eu o liguei.

Agora eu tinha difícil missão de tentar tirar a roupa dele. A blusa foi a parte fácil. Agora, a calça, primeiro ele não queria deixar, depois ele não estava conseguindo ficar em pé sozinho.

Consegui abrir a calça, que como era um pouco larga, escorregou até seus pés. Passei seus braços pelo meu ombro.

— Segura em mim. — Disse, tentando fazer ele se equilibrar melhor.

Ele fechou os braços em volta do meu pescoço, mas se fazer força alguma. Eu o ergui um pouco.

— Agora dobra um pouco as pernas. — Ele até estava me obedecendo bem.

A calça ficou no chão e eu a empurrei com o pé, para o lado. E coloquei o Kame no chão outra vez.

Agora, aquela boxer vermelha, e bem colada ao corpo... Parei de olhar para baixo, e respirei fundo me controlando. Enfim, a cueca, eu não conseguiria tirar, não do jeito que ele estava.

Levei-o até o chuveiro, e dei um banho, como pude.

Trabalho terminado eu o enxuguei coloquei um roupão e o levei para o meu quarto para pegar alguma roupa para ele.

Deixei-o sentado em minha cama. Enquanto eu pegava as roupas, para ele e para mim, ele tentava, de maneira desajeitada tirar a cueca que ele ainda usava.

Quando virei-me para ele, sua cueca estava no chão, e ele deitado no meio da cama, em posição fetal.

— Não dorme... — Reclamei.

Fui até ele e o virei, fazendo-o deitar de barriga para cima. Escutei uma pequena reclamação. Tentei não prestar atenção no roupão que abriu um pouco.

Coloquei a calça até onde dava. Ele que estava um pouco acordado levantou um pouco o quadril, e eu consegui colocar o resto da calça.

Segurei-o para ficar sentado, tirei o roupão e coloquei a blusa. Acomodei-o para ficar melhor na cama.

Virei-me para ir trocar de roupa também, mas nem cheguei a andar, pois sentir a sua mão tentando me segurar.

— Que foi? — Olhei para ele e me abaixei ao seu lado.

— Não me deixa. — Disse com uma voz fraca, antes de dormir.

Fiquei chocado com a maneira suplicante com que ele disse isso. Não consegui mais me mover. Apesar do frio que eu começava a sentir por causa da roupa molhada que eu ainda usava.

Passei a mão pelos seus cabelos úmidos, e depositei um beijo demorado em sua testa antes de me levantar para tomar um banho quente e trocar de roupa.

Terminado o meu banho, escutei uma “musica” estranha vindo da sala. Lembrei-me que só podia ser o celular do Kame, fui até lá, não com a intenção de atender, mas quando vi no visor “Tegoshi”, precisei atender.

— Alô

— Eh... Akanishi? — Ele reconheceu rápido a minha voz.

— Como você deixa o Kamenashi sozinho naquelas condições?! — Eu realmente estava inconformado com isso.

— Quem é você pra me dizer alguma coisa?

— Olha, você...

— Eu não sei o que você fez com ele, — Começou a falar mais alto que eu me cortando. — mas ele estava realmente triste.

— Ahn?!

— Quando a gente começou a beber ele começou a dizer “Ele ainda deve estar chateado comigo, eu preciso pedir desculpa.”, mas parecia que não era realmente culpa dele o que é que tenha acontecido, e antes de agente encontrar um amigo meu lá — O super saiyajin? — ele comentou “Eu preciso falar com o Akanishi.”. Depois disso quando eu conversava com o meu amigo, e me virei para ele, o Kamenashi tinha sumido, eu achei que ele tinha ido ao banheiro e... Espera, eu nem te devo explicação. Só quero saber se o Kame está bem.

— Agora sim, mas... — Que ótimo ele desligou.

Deixei o celular do Kame de volta ao lugar onde eu tinha colocado antes.



---



POV Kamenashi

Minha cabeça latejava muito, a dor era muito forte.

Abri os olhos lentamente, e demorei um pouco para perceber que aquele não era o meu quarto. Observei melhor a coisas e percebi que estava no quarto do Jin. Virei-me na cama constatando que ele estava deitado ao meu lado.

Como? Quando? O que eu fiz?!

Continuei observando o Akanishi, enquanto fleches da noite passada vinham a minha mente.

Não me lembro direito, mas eu vim pra cá, e estava passando mal. Espero que não tenha feito nenhuma besteira.

Quando percebi o Jin começara a abrir os olhos pulei pra fora da cama, e percebi que não foi uma boa ideia, por que minha cabeça começou a doer mais.

Ele se sentou na cama lentamente.

— Bom dia.

— Espero que não tenha tentado abusar de mim.

— Nossa... A gente ajuda e a pessoa vem com essa.

— Do mesmo jeito, por que você estava aqui do meu lado?

— Essa é minha cama.

— Se queria dormir na sua cama, então me deixava no sofá.

— Como você reclama, você devia me agradecer. E além do mais, eu ia te deixar na minha cama e ir dormir no sofá, mas foi você quem disse “Não me deixa”. — Quando ele disse isso, senti meu coração pulsar mais forte e a minha bochecha começou a ficar quente, provavelmente eu devia estar vermelho.

Ele devia estar brincando comigo, não era possível.

— Estou indo. — comecei a andar em direção a porta, na verdade nem sabia o que estava fazendo.

— Kame. — Parei quando ele me chamou. — Toma café da manhã e troca de roupa, primeiro. — Ele disse isso com um pequeno sorriso no rosto. Que irritante.

Concordei.



---



POV Akanishi

Depois do café da manhã, eu lhe entreguei a sua roupa que eu tinha lado e colocado na secadora, antes de dormir.

Quando ele terminou de se trocar e foi até meu quarto para pegar o seu sapato eu o acompanhei.

Fechei a porta e fiquei encostado na mesma, o que o fez olhar para mim, curioso.

— O que foi, Akanishi?

— Nada, só fiquei curioso pra saber por que você veio até aqui.

Ele ficou me encarando, mas desviou o olhar rapidamente.

— Não sei. Não lembro.

— Ah, não lembra? Hmmm... Ontem você falou que precisava vir aqui. — Enfatizei o “precisava”.

— Eu tinha bebido muito. — Disse ainda olhando para outro lado.

— Mas parecia que era algo que você queria me dizer mesmo antes de beber.

Ele olhou para mim e pela sua cara, ele deve ter percebido que eu não ia sair da porta até ele falar o que era.

— Ehh... — Ficou enrolando. — Eu vim aqui pedir desculpa.

— Desculpa?

— Desculpa, por no dia do seu aniversário, eu não ter vindo e nem ao menos ter ligado. — Ele disse olhando para baixo.

Não pude deixar de dar um pequeno sorriso.

Ele aproveitou e saiu do quarto.



POV Kamenashi

Amaldiçoou-me por ter vindo até aqui ontem. Foi uma péssima ideia de bêbado, com certeza.

Coloquei a mão na maçaneta da porta de entrada, ao mesmo tempo em que ele colocou a mão na porta me impedindo de abrir. Sabia que se eu tentasse puxar ele ia empurrar, e ia se uma disputa que com certeza eu iria perder.

Virei-me para ele.

— Vai embora por quê? Você veio aqui para pedir desculpa, mas quem disse que eu já te perdoei. — Disse com um sorriso de lado.

— Akanishi, estou morrendo de dor de cabeça, deixa eu ir pra casa. — Seu rosto estava muito próximo do meu e eu tive que olhar para baixo.

— Mas antes eu quero ganhar algo em troca.

— Ahn?!

Quando ergui meu rosto, nem cheguei a vê-lo se aproximar, só senti seus lábios encostando nos meus.



POV Akanishi

Sei que foi um beijo roubado, mas ele não ofereceu resistência.

Afastei um pouco meu rosto e olhei em seus olhos, mas quando fui me aproximar para lhe beijar de novo, ele colocou sua mão em minha boca.

— Eu preciso ir. — Disse se virando e saindo do meu apartamento.




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MensagemAssunto: Re: [INC] Sem Você Ao Meu Lado   Dom Jan 02, 2011 6:39 am

Li tudo de uma vez e fiquei mega curiosa para saber a continuação depois do beijo roubado *-* Por favor volta a postar *-*

Fic perfeita,to amando Wink
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