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 [END] Eu Não Te Amo

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Kitty
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Emprego/lazer : Jornalista não mais desempregada =D!
Unit Favorita : SMAP e KAT-TUN
Data de inscrição : 21/03/2009

MensagemAssunto: Re: [END] Eu Não Te Amo   Qua Jun 30, 2010 11:51 pm

Oi Nara,

Ah, você tava baixando no haitou? Muito ruim que ele saiu do ar >.<, mas parece que deve voltar, não sei quando XD...

Sim, Kame tomou uma atitude extrema XD rsrsrss

Obrigada por continuar lendo... Agora falta bem pouco ^.~ hahaha!

Beijosss




By Misakiti
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Kitty
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MensagemAssunto: Re: [END] Eu Não Te Amo   Qua Jun 30, 2010 11:55 pm

DESPEDIDA

1

Jin estava folheando o seu livro de inglês. Ele tinha que estudar, pois teria uma prova no dia seguinte, mas simplesmente não conseguia se concentrar e desistiu de uma vez quando Kazuya adentrou no quarto depois de um demorado banho.

O cheiro de xampu e sabonete dominou o ambiente. Jin jogou o seu livro em cima da mobília que havia do lado da cama e fitou o caçula com bastante atenção.

Kazuya sentou-se na ponta da cama e inclinou a cabeça para baixo, sacudindo seus cabelos na toalha felpuda. Jin observou que os cabelos do caçula estavam mais curtos e mais claros do que na época em que eles se separaram. Além disso, o rosto do pequeno estava mais arredondado, seu corpo ainda não tinha terminado de se desenvolver, reparou.

E, então, ele notou algumas gotas de água escorrendo pelo pescoço do pequeno e isso fez sua mente voar para uma lembrança antiga, de quando o caçula o visitou no meio da madrugada para dizer que o amava... Naquela vez, ele estava encharcado de suor, que escorriam pelo pescoço fino e branquelo... Como agora.

Jin imaginou que a pele do menor deveria estar ressacada pela água quente. Seria bom passar algum hidratante. E sua mente agora produzia essa cena, mas eram as suas mãos que deslizavam pelo corpo de Kazuya...

O mais velho sacudiu a cabeça discretamente e voltou a pegar seu livro de inglês.

- Né...

Jin tentou lançar um olhar desinteressado quando Kazuya chamou sua atenção.

- Un?

- Está tudo bem o Kim dormir no dormitório de outro aluno?

- Você tem pra onde ir?

- Eu posso alugar um quarto de hotel...

- Essa universidade é um pouco afastada do centro, que seria o lugar mais próximo onde você encontraria um hotel com quarto disponível a essa hora... Mas está um pouco tarde para irmos até lá. Não se preocupe com o Kim, ele vai ficar com o Bryan.

- Você não sente ciúmes?

Jin deixou seu olhar recair novamente sobre o livro, e em seguida perguntou enfadonho:

- Você quer mesmo falar sobre meu relacionamento com o Kim?

Kazuya pensou seriamente naquela pergunta. Por mais que lhe doesse tomar conhecimento dos sentimentos de Jin pelo coreano, pois sabia que corria o risco de conseguir uma resposta que pouco o agradaria, ainda assim, pensava que era melhor do que ficar na dúvida e imaginando coisas. Preferia estar a par dos sentimentos de Jin.

- Quero. – ele respondeu com firmeza.

Jin suspirou.

- Não precisa se preocupar. Quem deveria sentir ciúmes seria o Kim... Sou eu que estou com o meu ex-namorado em nosso quarto... Além disso, Bryan é heterossexual.

- Você o ama?

A pergunta direta surpreendeu ao mais velho. Balbuciou uma resposta:

- O Kim... Ele é um cara incrível. – Jin ficou algum tempo em silêncio, pensando e depois prosseguiu: - Ele é atencioso, me apóia incondicionalmente desde que eu cheguei aqui e eu lhe sou muito grato. Além disso, ele é maduro e não é ciumento!

Kazuya preferiu ignorar aquela alfinetada de Jin. Não queria brigar com o mais velho e perder o clima descontraído e sincero que eles finalmente estabeleceram desde que se reencontraram. Ainda que isso não suprisse a verdadeira expectativa de Kamenashi – que desejava que o mais velho tivesse o abraçado, demonstrado que sentiu saudades, quando o viu pela primeira vez depois de três meses longe – era melhor do que aquele olhar seco e irritado que Jin lhe dirigiu antes do jantar.

Além do mais, algo despertou uma chama de esperança em seu coração. Por isso, ele foi capaz de sorrir. Jin não entendeu aquela atitude.

- Por que está sorrindo?

- Por que você não foi capaz de responder que o ama.

O mais velho, surpreso, não teve palavras. Era verdade, afinal. Jin tentou enrolar Kazuya. Não podia responder aquela pergunta, mas não era como se não gostasse de Kim. Gostava, de verdade, pra valer. No entanto... Amor. Era algo muito forte e Jin só disse isso a uma pessoa. Fitou Kazuya, que continuava a sorrir.

- Não amá-lo não significa que eu ainda te ame.

Nem essa frase foi capaz de destruir aquele sorriso. Jin se irritou.

- Por que continua sorrindo?

- Jin... Eu amei Tsubasa. Ainda que não fosse um amor real, que eu amasse uma pessoa que simplesmente não existia, era um sentimento muito forte. Como eu te disse uma vez, ela havia se tornado essencial para mim.

- O que isso tem a ver?

-... Não me interrompa e você vai descobrir... Aquele sentimento, eu sempre julguei que seria difícil de desaparecer e, no entanto, você foi capaz de rompê-lo... Você atravessou o que eu sentia por ela e entrou em meu coração com uma força surpreendente. – ele riu – Se você foi capaz disso, eu não me permitirei ser mais fraco que você. Se você ainda não ama aquele coreano, com certeza eu o terei de volta!

Jin o olhava abismado. Sentiu seu rosto queimar devido a um sentimento que aumentava as batidas de seu coração.

- Quando foi que a tartaruga se tornou tão romântica? – ele zombou, tentando disfarçar a própria timidez, e não deu tempo para Kazuya continuar o assunto, perguntou: - Ligou para o Ta-chan?

- Liguei. Pedi uns dias a ele antes dele anunciar para a diretoria onde estou...

- Kazuya... Para que mais dias? Você volta amanhã!

- Não volto. Eu quero conhecer esta cidade, afinal.

- Você não veio para fazer turismo, criatura! – Jin resmungou.

- Não importa... Já que eu estou aqui...

- Quantos dias você pretende ficar?

- Quantos forem necessários para fazer pelo menos você desistir de desistir.

- Eh??

- Definitivamente, não deixarei você desistir do KAT-TUN.

- Kazuya, eu...

- Boa noite, Jin!

Jin viu o pequeno se levantar e ir em direção à porta.

- Aonde você vai?

- Ué, para a sala... Você não tem prova amanhã? Estude um pouco e descanse bem.

- Você pensa que vai dormir lá? Esqueça. O aquecedor da sala está quebrado e não tenho cobertas suficiente para te manter vivo se você dormir lá. Venha... Eu não vou mais estudar, já estudei o suficiente.

- Você?? Estudou o suficiente?

- O suficiente para mim. – ele riu - Em todo caso, eu não me importo em dividir a cama com você, mas você já conhece as condições... Se tentar me agarrar, sabe o que acontece! – e ele piscou um olho.

Kazuya encheu a boca de ar, irritado, lembrando-se de como sua cabeça ficou dolorida por conta do modo brusco como Jin, cruelmente, lhe jogou da cama simplesmente por não ter resistido e ter o abraçado no meio da noite, quando estavam trancados no karaokê.

- Eu sei... – ele murmurou, indo para a cama.

Jin lhe jogou o travesseiro.

- Você dorme do outro lado!

Kazuya fez que sim, ainda emburrado e deu as costas para Jin, que simplesmente riu daquela atitude infantil.

- Oyasumi!

- Oyasumi...

Jin apagou a luz do abajur e eles dormiram rapidamente, principalmente Kazuya, que estava fatigado pela viagem e as emoções fortes vividas naquele dia.

2

Ele foi recobrando a consciência naturalmente, quanto mais o sono abandonava o seu corpo. Jin recebeu um ar quente contra o seu rosto, escutou a respiração de alguém e reconheceu o perfume de Kazuya. Abriu os olhos e a imagem que viu foi a do rosto do pequeno quase colado ao seu. Aqueles lábios rosados, entreabertos em um sono profundo, despertou o mais velho por completo.

Essa tartaruga... Não resiste a mim!
Pensou, sorrindo como um imbecil, sentindo seu ego subir até a Lua.

Jin já estava rindo internamente, por antecipação, enquanto se preparava para castigar Kazuya e só então ele se deu conta de um pequeno detalhe. O seu armário estava na direção errada da que costumava estar. Então ele percebeu que não havia sido o pequeno quem o havia agarrado.

- EH???? – ele ficou surpreso, mas se arrependeu em seguida, levando as duas mãos até a boca, não querendo que Kazuya despertasse e o pegasse no flagra.

Quando foi que eu troquei de lugar??

Ele quis voltar logo para o seu lugar original, mas, assim que ergueu as cobertas, ele viu outro imprevisto.

- Mentira! – gemeu, em um sussurro quase inaudível.

Recuperando-se do choque, ele saiu da cama e foi para o banheiro, onde ficou trancado por um tempo considerável.

- Corpo maldito, eu não estou mais na puberdade, se você ainda não percebeu... E eu nem lembro de ter tido algum sonho erótico, maldição!!


3

Ele teve a impressão de ter sonhado com terremoto. Em algum momento, pensou que a cama estava sacudindo-se demais e até ouviu a porta se fechando. Kazuya estava tão cansado, que nem saberia dizer se havia sido real ou de fato fruto da sua imaginação. Pouco depois voltou a dormir, mas teve a impressão de ter dormido alguns minutos, embora houvesse três horas de intervalo entre o primeiro som que o despertou e este, o de um liquidificador.

Alguém abriu a porta e começou a remexer nas gavetas.

- Jin? Para que tanto barulho? – ele resmungou, jogando a coberta acima de sua cabeça.

- Oh, me desculpe se o acordei Kamenashi-san!

A mente de Kazuya levou algum tempo para processar aquela voz desconhecida. Vagarosamente, ele retirou a coberta e abriu os olhos. Viu um coreano de cabeça para baixo, cujos longos cabelos negros quase alcançaram seu nariz. Piscou duas vezes, aturdido.

- Ohayou!! Aproveite que já acordou e vamos tomar café... Depois disso, vou te levar para passear... O Jin vai demorar muito naquela prova, você bem sabe como ele é relapso com os estudos, né?

Kazuya apenas piscou os olhos novamente. Kim apenas sorriu.

4

O que ele quer comigo?

Kazuya pensava que havia algum motivo por trás desse súbito convite para passear. Afinal, Kim não deveria estar tão tranqüilo ao lado do ex-namorado de Jin, certo? Havia alguma razão, tinha que ter.

Eles estavam dividindo um banco em um parque próximo da universidade. Observavam os alunos patinando sobre um rio congelado. Kim gargalhava de uma turma que estavam patinando juntos e o primeiro da fila caiu, logo...

- Efeito dominó! – ele ria alto – Aqui é muito divertido nesta época... Só há duas ocasiões em que este parque lota: no inverno e na primavera... Na primavera é muito chato... Só tem casal!

Kamenashi ficou enciumado ao imaginar Kim trazendo Jin para aquele parque na primavera.

- Kamenashi-san?

O japonês se surpreendeu com a súbita expressão séria que estampou o rosto daquele rapaz. Kim o fitava atentamente e parecia que havia um brilho malicioso em seu olhar. Seria impressão de Kazuya?

- Hai?

- O quanto você ama a Jin?

Surpreso por um momento, Kazuya logo entristeceu ao constatar que Jin realmente contava tudo sobre eles para o coreano. Contudo, recuperou-se rápido e foi enfático ao falar sobre seu sentimento.

- O suficiente para atravessar o oceano atrás dele.

Preferiu ser sincero. Não se sentia bem em fingir que não sentia mais nada por Jin, sendo que estava usando o espaço do coreano para se hospedar. Kim devia saber quais eram as suas intenções, de fato. Claro que o motivo principal era fazer Jin voltar para o KAT-TUN... Mas se conseguisse Jin de volta para si também, Kazuya não se importaria.

- Que romântico... – Kim sorriu.

Kazuya não gostou do seu tom de voz, mas, ao invés de retrucar, preferiu repetir a pergunta.

- E você? Ama o Jin?

Kim olhou para o pequeno e riu diante do olhar desafiador que encontrou. Aquela criança, em sua opinião, era tão interessante quanto Jin.

- Eu amo o Jin. – ele respondeu sem nenhuma hesitação – Então nós dois o amamos... O que faremos?

- Hã?

- Ele não pode ficar com os dois, isso é bem óbvio, não?

- Eu não vou desistir do Jin! – Kazuya afirmou.

- E se eu disser que eu também não vou desistir dele? – Kim sorriu. Kamenashi começava a achar aquele sorriso irritante.

- Eu não me importo com sentimentos de terceiros. Sei o quão forte é o que eu sinto por Jin e sei que o que ele já sentiu por mim foi forte o suficiente para não ter se acabado por completo com apenas alguns meses de distância...

- Você é atrevido em dizer isso para o atual namorado de Jin.

- Jin disse que vocês não são namorados.

- Oficialmente, não. Mas moramos juntos. É uma relação estável... E você, Kamenashi-san? O que pode oferecer ao Jin? – ele fez a pergunta, mas não deu tempo para o outro responder – Sabe em que condições eu encontrei o Jin? Ele estava sendo encurralado por três idiotas. Ele estava preste a ser violentado.

Kamenashi ergueu os olhos, surpreso, e um pouco assustado. Kim interrompeu o que dizia por um momento para acender um cigarro e ofereceu um fumo ao mais novo. Kazuya tragou lentamente, esperando.

- Sei o que você quer perguntar. Sim. De novo.

- Você sabe que...

- Que o Jin foi chantageado e obrigado a transar com um homem? Sim, eu sei. Que foi por sua culpa? Sim, eu sei disso também. Jin não diz que foi sua culpa. Ele não acha isso. Mas eu sei que foi por sua culpa.

Kim lançou um olhar atravessado ao japonês, que sentiu a ameaça imediatamente e baixou o rosto. Reconhecia a sua culpa.

- Em todo o caso... O espírito de Jin estava em completo frangalhos. Ainda está. Ele ainda está se recuperando de todos os golpes que levou no Japão... Ele continua inseguro... Só há pouco tempo reuniu coragem para falar com a mãe daquela menina, a tal de Sayuka, só agora há pouco que ele conseguiu superar essa história... É, portanto, natural que ele não tenha confiança em si mesmo para retornar ao Japão. Lentamente, eu farei ele se recuperar... E você, Kamenashi-san. O que fará por ele?

Eles ficaram em silêncio. Kim terminou o seu cigarro lentamente antes de receber uma resposta. Quando, por fim, Kamenashi disse algo, foi:

- Eu não vou dizer que não sou culpado. Sou culpado disso e de muito mais coisas... Não me importa se você sabe sobre elas ou não.

O tom ríspido de Kazuya fez Kim o olhar com mais seriedade.

- Eu reconheço a minha culpa, mas já passei por cima dela. – Kazuya afirmou - Farei tudo o que estiver ao meu alcance para impedir que o Jin jogue fora tudo o que ele construiu no Japão... Por que sei que ser um Johnny, ser um artista, é o seu dom e também o seu sonho. Já não há mais chances dele ser um jogador de futebol... Ele abriu mão disso para seguir trabalhando na JE. Não foi uma escolha fácil, mas ele a fez. Por isso, sei o quanto é importante para ele tudo o que ele construiu com o KAT-TUN.

- Definitivamente... – o olhar de Kazuya era determinado – Não o deixarei abrir mão de seu outro sonho. É isso o que eu farei por ele.

Kim riu.

- Ahhh... Está certo. – e ele piscou um olho para o pequeno – Você também é interessante. Eu farei o Jin se decidir sobre nós de uma vez por todas... Prepare-se para ouvir uma rejeição, criança.

Kamenashi ficou estupefato diante de tamanha arrogância e prepotência. Lançou um olhar irritado para o coreano, que simplesmente o ignorou e se levantou, rindo. Kamenashi foi obrigado a engolir a sua raiva, pois avistou Jin correndo na direção em que estavam.

- Já terminou a prova? – perguntou Kim.

- Foi moleza! – afirmou Jin.

- Colou de quem?

- Do Bryan, claro! – Jin riu – Vocês já almoçaram?

Eles negaram e Kim sugeriu um restaurante próximo, italiano, sabendo ser o preferido de Jin. Essa observação irritou a Kamenashi. Por que Jin tinha que se abrir tanto com um cara que ele conheceu apenas há três meses?

Na mesa, Jin observou a si mesmo que aquela situação era muito estranha. Dividiam uma mesa circular, de modo que os três estavam um do lado do outro. Talvez essa tenha sido a intenção de Kim em sugerir este restaurante, evitar a escolha constrangedora de Jin em sentar ao lado de um ou de outro. Lançou um olhar rápido para o coreano e o viu tranqüilamente analisar o cardápio, não parecendo nem um pouco incomodado com a situação.

O contraste era evidente quando Jin olhou para o seu lado direito. Kazuya estava nervoso, tanto que estava mais desajeitado que o normal, ele derrubava objetos e estalava os dedos compulsivamente. Jin preferiu não fazer nenhum comentário para não piorar a situação, já que ele próprio se sentia tenso. Tentou puxar assunto.

Kim, embora parecesse absorvido no cardápio, não deixava nada escapar daquela mesa. Notou os movimentos atrapalhados de Kamenashi e o falatório desconexo de Jin, em uma comovente tentativa de acalmar ao mais novo. O coreano teve que se concentrar para não gargalhar.

Eles finalmente decidiram seus pedidos e Kim resolveu dar uma trégua naquele ambiente pesado. Conversou mais com Kamenashi do que com Jin, mostrando-se interessado nos últimos trabalhos do rapaz. Ele sabia, por intermédio de Jin, o quanto o pequeno amava o seu trabalho, sendo, portanto, um bom assunto para deixá-lo à vontade.

Arigatou, Kim!

Jin respirou mais aliviado.

5

- Patinar? Mas vocês não ficaram a manhã toda no parque? – Jin resmungou.

- Eu estou a fim de patinar... Nós só ficamos observando, estávamos te esperando, seu ingrato. – foi a resposta de Kim -... Será que vocês não sabem patinar?

Foi com satisfação que ele viu o olhar inflamado dos dois japoneses. Jin era uma pessoa fácil de se compreender e era bom em descrever as pessoas. Ao menos, era bom em descrever Kamenashi, de modo que Kim podia afirmar que conhecia muito bem aquele pequeno. Ele sabia o quanto àqueles dois eram orgulhosos e temperamentais.

Tão fácil manipulá-los. Ele se divertiu.

Assim, o coreano conseguiu arrastá-los de volta ao parque. Eles alugaram os patins e foram para o lago.

Kamenashi entrou hesitante no gelo. Fazia anos que ele não conseguia ir à pista de patinação com tranqüilidade no Japão. Além do ritmo puxado do trabalho, esse tipo de atividade sempre o deixava exposto ao público, o que não era algo ruim, mas simplesmente o impedia de aproveitar o lazer.

Enquanto tentava pegar o equilíbrio, sentiu alguém esbarrar com tudo em suas costas.

- Não fique parado no meio do caminho, tartaruga!! – Jin bronqueou, rindo e dando a volta pelo garoto, distanciando-se dele logo em seguida.

- Ora, seu... – Kamenashi logo correu atrás dele, querendo devolver o empurrão.

Eles logo se envolveram por inteiro naquela brincadeira de pega-pega e nem ao menos repararam que o coreano dizia algo em tom de cumplicidade para o rapaz que alugava os patins.

6

Ele não conseguiu diminuir a sua velocidade a tempo de evitar a queda. Foi de cara ao chão. Jin sentiu seu nariz doer, suas bochechas gelarem e ouviu a gargalhada de Kazuya. Ergueu o rosto e se deparou com dois patins parados a sua frente. Olhou para cima.

Kazuya aumentou a intensidade de seu riso diante daquele rosto confuso de Jin. Agachou-se e limpou o gelo do rosto do mais velho, ainda rindo.

- Itteee...

Jin gemeu, ligeiramente bravo por ter se tornado alvo de riso do pequeno e de outras pessoas que estavam próximas. Ele tentou afastar a mão de Kazuya, mas este não se incomodou com o tapa que recebeu e voltou a sua tarefa. Jin sentiu mais uma vez o choque da mão quente do outro em seu rosto gelado. Era uma sensação agradável e, embora sua consciência lhe mandasse se afastar, seu corpo se permitiu a receber aquele agrado.

7

Kim patinava tranqüilamente, sem pressa, aproveitando a paisagem local, observando os patinadores. Ele prestava atenção especial naqueles japoneses que se divertiam mais do que as crianças presentes.

Ele não pode deixar de observar o riso que se estampava naqueles lábios carnudos que ele adorava possuir. Nem aquele brilho no olhar de Jin. Riu de leve quando o viu se espatifar no chão. Como ele conseguia ser tão atrapalhado?

O coreano ficou sério quando notou aquela breve troca de carinho.

8

- MENTIRA!! – exclamou Kamenashi, preocupado, olhando para o rapaz que alugava os patins, depois que Jin lhe traduziu aquela informação.

- Ele disse que deve ter acontecido alguma confusão na hora em que guardaram as suas botas, Kazu... Eles perguntaram o preço do seu calçado, eles querem reembolsar.

- Essa não é a questão... – o pequeno murmurou e olhou com desalento para seus pés, que estavam apenas com suas meias – Como eu vou andar na neve desse jeito?

Kim se aproximou.

- Vamos pegar um táxi e ir até uma loja no centro! O ponto de táxi não é longe, você com certeza consegue agüentar o frio até lá.

- Eu acho que sim... – ele respondeu, incerto.

- Ah... Não tem jeito! – Jin exclamou, alto, fingindo estar contrariado.

Kamenashi e Kim o olharam com curiosidade. A atenção do coreano aumentou quando viu Jin agachar diante de Kazuya, enquanto este apenas abria um largo sorriso e em seguida subiu nas costas do mais velho sem hesitar.

Nem uma palavra foi trocada entre eles, Kim percebeu. Nem uma oferta, nem um pedido, nem uma recusa, nem uma aceitação. Aqueles dois não precisavam de palavras...

Jin ergueu-se com um impulso e começou a caminhar até a direção do ponto de táxi.

9

Era bom sentir aquela proteção por parte de Jin. Sim, Kazuya sentia-se protegido em estar nas costas do rapaz. Aconchegou-se mais em volta do pescoço de Jin, que não protestou quando sentiu a bochecha do caçula grudada à sua.

- Você engordou! – ele brincou.

- Não engordei nada! Você está mais fraco!

- Engordou sim! Seu rosto está redondo!

- Não tá nada!

- Ahhh, que pesooo! Vou derrubar! – Jin começou a andar torto.

- Baka!! – Kamenashi lhe atingiu o cocuruto e recebeu uma careta por parte de Jin.

- Se me bater de novo, eu te largo no meio da neve.

- Não teria coragem...

- Ah, não? Experimente e... Itteee! Isso dói, tartaruga dos infernos!! – Jin esbravejou quando recebeu novamente a mão pesada de Kazuya em sua cabeça. Mas não o soltou.

10

Já havia anoitecido quando eles regressaram do centro, tendo Kazuya comprado suas botas novas. Enquanto Jin tomava banho, Kim e Kazuya cuidavam do jantar. O pequeno ainda achava estranho estar tão entrosado com o atual parceiro de Jin, mas já não fazia questão de ser indelicado com o coreano. Quando passou a refletir sobre a conversa que tiveram mais cedo no parque, e estando de cabeça fria, Kazuya reconheceu que o rapaz era realmente maduro e que ele apenas havia sido sincero. Decidiu agir com maturidade também.

Kamenashi só não contava com o que estava preste a acontecer e que apenas estremeceria ainda mais a sua frágil relação com Jin.

Ele estava distraído, cortando as verduras e legumes, de costas para o coreano. Conversavam sobre assuntos descontraídos, o mais velho contava sobre algumas viagens à Coréia e sobre sua família.

Kim vinha de uma família com considerável reputação. Seus pais eram nascidos na Coréia, mas vieram estudar nos Estados Unidos, onde se conheceram, casaram e tiveram seus filhos. Kim tinha mais duas irmãs mais velhas e dois irmãos menores, que moravam com os pais.

- Minhas irmãs já são casadas e vivem na Coréia, ambas casaram com homens escolhidos pelos meus avós... Eu fui contra, mas não levaram a minha opinião a sério! – ele riu – Já os meninos... Sinto a falta daqueles pestinhas... Eles são doze anos mais novos que eu e... Puxa, eles já estão com catorze anos e eu ainda falo como se fossem crianças! – ele riu de novo, deixando evidente como era apegado a seus familiares – E a sua família também é grande, não?

- Tenho três irmãos... Dois mais velhos e um mais novo... Acho que podemos nos considerar uma grande família na atual situação do Japão.

Entretido em falar da própria família, Kamenashi só notou a aproximação de Kim quando, ao dar um passo para trás, sentiu o corpo dele. Virou-se, assustado. O coreano estava próximo demais.

- N-nani?? Nani?? O que foi? – ele perguntou, sem se preocupar em esconder seu nervosismo.

Tão próximos assim, Kamenashi notou de fato como aquele coreano era grande. Seu nariz estava próximo ao tórax saliente dele e ele podia sentir o cheiro extremamente viril daquele homem.

Quando o pequeno ergueu o olhar para seu rosto, Kim pode compreender um pouco a fascinação que Jin sentia pelo garoto. Kamenashi parecia um cãozinho perdido com esse olhar amedrontado. Riu internamente, tentando não sorrir.

Ele viu a intenção do garoto em se mover para o lado, então ele prontamente o seguiu. Kamenashi deu um passo para o outro lado, sendo novamente bloqueado pelo mais velho, irritando-se com essa atitude e com o silêncio por parte do outro.

- O que quer?

Kamenashi fez a pergunta de modo brusco, mas arrependeu-se em seguida quando obteve a resposta. Seus lábios receberam um forte impacto quando o mais velho o beijou subitamente.

11

Ele tentou lutar. Manteve seus lábios grudados, sem qualquer brecha, mas não poderia vencer a forçar de Kim por mais que desejasse. Aquela língua forte conseguiu abrir caminho e adentrou em sua boca com uma facilidade incrível. Sentiu-se humilhado.

Kamenashi se sentiu tonto com a confusão que se estabelecia em sua mente, ao mesmo tempo, sentia-se sufocado pelo calor que dominou seu corpo com aquela invasão. Sentia seu coração acelerado, mas sabia que era por medo e repúdio. Odiava a forma como havia sido facilmente beijado e como não conseguia impor qualquer resistência. Seus braços estavam presos pelas mãos grandes e fortes do coreano.

Jin...


Se ele os visse assim, o que pensaria? Lembrou-se da sua traição. Certamente Jin lhe culparia por isto, afinal, ele já tinha precedentes, o que poderia enterrar de vez os sentimentos do mais velho em relação a ele. Ficou desesperado com essa hipótese, queria se soltar, ele tentava resistir, mas apenas pode deixar seus olhos marejarem naquela situação.

Então era esse o plano de Kim? Ele perguntou-se mentalmente, quando finalmente seus pensamentos começaram a se organizar. Fazer Jin sentir uma raiva imensa por ele? Provavelmente, se Jin contava tudo ao coreano, Kim deveria estar a par de seu relacionamento com Tsubasa.

Jin...

Um soluço subiu em sua garganta, mas não foi capaz de expeli-lo, a língua de Kim não permitia que sua boca proclamasse nenhum som. Vencido, Kamenashi tentou se agarrar na imagem de Jin e na esperança de que ele pudesse compreender a sua situação.

Assim como foi beijado, subitamente, Kim se afastou. Kamenashi viu, com apreensão, o rosto zangado de Jin e a mão dele puxando Kim pela camiseta.

Sem uma pergunta sequer, Jin atingiu um soco na boca de Kim, que recuou alguns passos. Um filete de sangue escorreu pelos lábios do mais velho.

Kazuya recebeu um olhar furioso de Jin, e se intimidou. Encolheu-se como um animal assustado, mas Jin voltou a sua atenção para o coreano. Avançou na gola daquele desgraçado e começou a proclamar palavrões.

Kim, porém, restabelecido do primeiro golpe, desviava-se com extrema facilidade de Jin, e isso apenas aumentava o nervosismo dele. Em um momento, Kim conseguiu torcer o braço de Jin, apoiá-lo contra as costas do garoto e o empurrou em direção ao quarto. Encostou a porta, mas não chegou a fechá-la.

Kamenashi, ainda confuso com o que aconteceu, deu alguns passos em direção ao quarto, mas não entrou.

Então, os gritos começaram.

12

- Porra, Kim!! Que merda foi essa?

Ele estava exaltado, era evidente, e Kim se manter tão tranqüilo não o ajudava a se acalmar. Tentou voltar a agredi-lo, mas com menos intensidade, a consciência já conseguia avisar a Jin que nem em mil anos conseguiria bater em Kim se o outro não estivesse distraído. O coreano segurou firme em seus pulsos, imobilizando-o.

- Jin, arrume suas coisas e volte ao Japão.

- O quê?? O que você está dizendo?? – Jin ficou completamente confuso.

- Terminou, Jin. Volte ao Japão com aquele garoto.

Jin não podia acreditar no que estava ouvindo. Aquela ordem o deixou desnorteado, tanto que ele sentiu sua raiva diminuir consideravelmente. Como Kim tinha coragem de inverter a situação? Ele deveria estar justificando aquele beijo insano e não agindo como se ele tivesse sido o traído.

- Por que isso? Não faz sentido... Não inverta essa conversa!

- É o que você quer.

- Eu não quero!! Eu quero ficar aqui!! Com você!! – ele gritou, infantilmente – Você está me mandando embora? Foi por isso que isso que beijou o Kazuya? Para que eu ficasse com raiva de você e fosse embora? Porque você está fazendo isso comigo, Kim?

Jin não podia entender o medo que estava sentindo diante da expressão dura do coreano. Aquele olhar frio o abalava, o fazia tremer. Perceber que estava sendo rejeitado pelo mais velho o deixou perdido. Aproximou-se de Kim.

- Desculpe, eu não quis te agredir... Eu não pensei direito e...

- Você quis sim me ferir. – Kim foi incisivo – É melhor você ir embora.

- Não! Eu não quero voltar... Eu quero ficar com você, já disse! – e ele deixou seus braços envolverem a cintura do coreano, enterrando o rosto em seu peito – Por que você está fazendo isso? É pelo Kazuya? Você não o quer aqui?? Eu peço a ele para ir para algum hotel e eu prometo que resolverei esse problema logo... Só me dê um tempo para colocar juízo naquele cabeça dura!

Kim conteve a sua vontade em afagar aquela cabeleira.

- Ah... Parece que eu te mimei demais... – ele suspirou.

13

Seus olhos, que já estavam sensíveis com a atitude de Kim, despejaram toda a água pela face de Kazuya quando ele viu, entre a brecha da porta, Jin abraçar o coreano com tamanho desespero.

Prepare-se para ouvir uma rejeição.

Um dor aguda e intensa atingiu o peito de Kazuya. Que tolo era por pensar que sua vinda poderia restabelecer o amor de Jin por ele. Jin o havia avisado de que estava com outra pessoa. Porque não aceitou pacificamente que a história deles havia chegado ao seu final?

Abafou um soluço. Queria aquele abraço. Não devia ser Kim a ser envolvido pelos braços de Jin daquela forma. Aquele abraço era seu. E de mais ninguém. Sentiu vontade de invadir aquele quarto e fazer o ex-namorado perceber isso, mas... Aquela voz rouca e hesitante, dizendo “eu quero ficar com você!”, fez com que Kazuya entendesse que não adiantaria nada qualquer gesto seu.

Estava terminado.

Jin, obviamente, preferia a Kim. Ali, ele só estava sendo um estorvo, um “problema”, como bem disse Jin, naquele relacionamento. Se ele realmente amava a Jin, tinha que proteger a sua felicidade. E se a felicidade do mais velho estava com aquele coreano...

Kazuya fechou os olhos com força, sentindo seus cílios cada vez mais molhados. Era difícil, mas ele tinha que se despedir de uma vez por todas de Jin e regressar ao Japão. Faria isso por conta própria, sabendo que seria doloroso demais ouvir diretamente de Jin para que fosse ficar em algum hotel. Embora essa tivesse sido a sua intenção desde o começo, era completamente diferente ser mandado embora porque Jin queria agradar ao namorado.

Secou as lágrimas e reuniu toda a sua força para dar as costas para aquele quarto. Recolheu sua mochila jogada em um canto da sala, verificou que todos os documentos estavam em sua carteira, então rabiscou algumas palavras em um papel e o deixou grudado com um imã na geladeira.

Depois, saiu, sem se importar com a escuridão e o frio que fazia do lado de fora.

14

- Aquele maldito coreano! E aquele japonês desgraçado!

Harley ainda se sentia humilhado pela última briga com o coreano. Na verdade, não era algo anormal apanhar para Kim, porém, aquele soco que tomou de Jin havia atingido em cheio o seu orgulho próprio.

Ele praguejava enquanto retornava de uma noite de bebedeira com seus fiéis companheiros Allan e Jack. Estava irritado, pois foi obrigado a escutar alguns comentários de uma mesa próxima a respeito de Jin. Ele ouviu garotas histéricas dizendo que haviam descoberto que o rapaz era artista no Japão e então começaram a discorrer sobre a beleza do rapaz.

Aquelas fofocas inflamaram sua raiva. Precisava descontar em alguém. Foi quando decidiu que precisava aliviar aquele sentimento que ele avistou aquele pequeno rapaz de cabelos coloridos andando sozinho pela neve. Estreitou os olhos e percebeu que era asiático.

Sorrindo por antecipação ao divertimento que desfrutaria, ele se aproximou com seus amigos até o jovem e colocou uma mão em seu ombro. O rapaz se virou, assustado.

15

Eles ficaram algum tempo abraçados. Kim percebia que o outro estava realmente aflito. Sorriu.

- Jin... Me responda uma coisa...

- O que?

- Você ficou bravo por eu ter beijado o Kazuya ou por Kazuya ter sido beijado por mim?

A cabeça de Jin deu um nó.

- Qual é a diferença?

Kim riu.

- Né, Jin... Quando sentimentos ciúmes em uma situação como esta... Quando vemos alguém beijar a pessoa que amamos, instintivamente avançamos contra aquele que nós consideramos como nosso rival no momento. Nós agredimos o nosso obstáculo e só depois tomamos satisfação com a pessoa que gostamos. Isso é uma reação natural, nós vemos o perigo e queremos retirá-lo primeiro, é uma reação automática do ser humano... Confesso que mais dos homens do que das mulheres. Nosso instinto de cuidar do que é nosso se sobrepõe a nossa razão...

- O que você...

O japonês tentou argumentar, mas sua voz não era firme o suficiente nem para fazer a si mesmo acreditar que o que Kim dizia não era verdade. Era. Sentiu uma raiva incrível em ver Kazuya sendo beijado daquela forma. Não era por Kim. Era por Kazuya que seu coração bateu como se fosse explodir, seu sangue ferveu e sua razão se perdeu por completo. Era por ver o pequeno aceitando – ou sendo forçado a aceitar – os lábios de outra pessoa, outro homem, que não era ele. Olhou para Kim, um tanto envergonhado.

- Está bem claro... – o coreano prosseguiu - Depois do soco que eu levei... Quem é a pessoa que você ama.

Kim afastou Jin de seu corpo, empurrando-o gentilmente pelo ombro. Admirou o rosto emburrado do mais novo, confuso, e querendo negar as suas palavras. Jin chegou a abrir a boca algumas vezes, mas não foi capaz de dizer nada.

- Eu sei que você está com medo, Jin. – a voz de Kim era suave e compreensiva - Não é à toa que se sinta inseguro com Kamenashi depois de tudo o que passou... Além disso, você encontrou apoio e uma tranqüilidade tentadora aqui nos Estados Unidos... Ainda que seja uma tranqüilidade relativa por causa de Harley e os dois idiotas, mas, ainda assim, é bem mais tranqüilo se comparar com tudo o que você passou em seu país. É natural que você prefira aqui... Mas não é ficar aqui o que você realmente quer...

- Isso não é verdade.

- É sim e você sabe que é... Não adianta tentar enganar a si mesmo, Jin... Por acaso, você pensa que eu não sei que, depois que comprou aquele violão, você sempre espera que eu durma para você tocá-lo escondido na sala? Que canta as canções do KAT-TUN? E, mesmo no dia em que você o comprou e cantou para nossos amigos, você acha que eu não notei o seu sorriso? – ele acariciou o rosto de Jin – Quando vamos a algum show, você acha que eu não sou capaz de notar o brilho em seus olhos? Provavelmente se lembrando de algum show seu? Você realmente acredita que eu estou alheio a isso tudo?

Jin abaixou o olhar, mas tinha que admitir. Sentia medo e sentia saudades. Queria retornar para o Japão, mas tinha medo de não conseguir se reencontrar, voltar a ser o Jin de antes. Tinha medo de se decepcionar novamente com Kazuya. De decepcionar o público... De receber as críticas por seu estado inseguro diante das câmeras... Era muito mais fácil e reconfortante ficar nos Estados Unidos, acreditando ser essa a sua decisão, do que ser rejeitado novamente no Japão.

- Além disso, você pode não estar consciente, mas você precisava ter visto o seu rosto quando viu aquele baixinho na frente do dormitório. Estava em choque, mas também estava alegre. E, hoje, enquanto vocês se divertiam na patinação... Você nunca riu daquele jeito comigo, Jin.

Ele desviou o olhar com a última afirmação de Kim, mordeu os lábios. Era tão óbvio o que sentia por Kamenashi? Por que não era capaz de disfarçar seus sentimentos quando o assunto era o mais novo? Por que a droga do seu coração não permitia a entrada do coreano? Ele, que era um homem maduro, carinhoso e que Jin sabia que o amava?

- Kim, eu...

- Não se preocupe, isso não é uma cobrança. Quero apenas que você enxergue e aceite o que está se recusando. Jin... Para que fazer aquela criança sofrer mais? Você quer ficar comigo? Não pense que eu atravessarei o oceano por você... Eu nunca faria isso por ninguém! E, se quer saber, é mais fácil que a maioria das pessoas pensem como eu. Kamenashi é uma pessoa rara.

Jin sorriu, um sorriso idiota de satisfação pessoal diante do amor todo que o pequeno demonstrava. Um sorriso de um bobo apaixonado. Ele precisava admitir que estava encantado pelo pequeno ter desafiado a JE e viajado tantas milhas para vir ao seu encontro.

- Entenda de uma vez Jin, que você nunca será totalmente seguro em suas ações. A vida não permite que ninguém tenha certeza sobre ela, então... Não se importe em sentir medo, desde que não permita ser paralisado por esse medo, como você vem fazendo.

Kim puxou Jin para perto de si e o beijou. Um longo e demorado beijo. Quando se separaram, o mais velho sussurrou:

- Este foi o meu último conselho para você... Meu conselho de despedida. Você já teve o seu descanso, não está na hora de voltar a agir?

- Kim...

- Agora vá até a sala e desfaça a confusão que certamente está naquela outra cabecinha desmiolada. Eu vou dormir na casa do Bryan novamente, não se preocupem comigo.

Jin encheu sua boca de ar, constrangido e inseguro. Por fim, sorriu.

- Eu queria entender as pessoas como você consegue, Kim.

- Ora, pessoas como você é simples de se entender.

- Sabia que não é a primeira pessoa a me dizer isso? A diferença, é que Yamapi me conhece há anos e você só há três meses. Por isso, sei que é uma qualidade sua, entender tão rápido as pessoas.

Jin se dirigiu para a porta, mas hesitou.

- Né?

- Diga.

- Se não der certo no Japão, posso voltar?

Kim não pode deixar de achar graça naquele olhar de cachorro abandonado que o outro rapaz fazia. Mantendo o bom humor, sua resposta foi:

- Se você voltar, te mando de volta para seu país com um belo chute no traseiro!

- Você é mau! – Jin protestou.

- E você é um bundão!

Eles riram e Jin saiu do quarto. Kim afagou o próprio peito, quando começou a sentir uma certa dorzinha naquela região. Riu para si mesmo, sabendo que estava fazendo o que era melhor para aquele japonês irresponsável que conquistou o seu sentimento sem lhe dar a menor chance de se defender.

Ah, criança... Não vai dar errado no Japão. Não mesmo. Kamenashi não vai permitir... Ele vai cuidar de você!

Kim começou a recolher um pouco de roupas para levar para a casa de Bryan, mas seu movimento foi interrompido quando Jin retornou bruscamente. O japonês estava com um semblante preocupado e lhe entregou um pedaço de papel. Ele leu aquelas linhas rapidamente.

- AH! Aquela criança é tão lenta como você dizia, Jin... E eu a avisei para se preparar para escutar uma rejeição! Se ela tivesse seguido meu conselho, teria escutado a nossa conversa até o fim. – ele bufou – Vocês só me dão trabalho... Que canseira! Vamos, vamos procurá-lo. Ele não deve ter ido muito longe!

16

Ele já não era mais capaz de ignorar o frio, por isso, foi obrigado a parar e retirar outro casaco de sua mochila e seu cachecol. Depois que se agasalhou, ele olhou ao seu redor.

Na pressa em partir, havia deixado o guia de ruas no dormitório de Jin. Ele tinha uma vaga sensação de que estava no caminho certo, as ruas lhe eram familiares. Ele pensou que, mesmo que estivesse perdido, logo mais encontraria algum táxi e pediria para levá-lo ao aeroporto, compraria a passagem e esperaria por lá mesmo até a hora do embarque.

Seu plano era bem simples, assim como aquele que o havia levado até os Estados Unidos e, como o anterior, ele não cogitou os riscos.

- Eu acho que essa rua me leva para aquele parque, então, eu devo estar perto do ponto de táxi. Ahhh, que frio!

Ele desejava ardentemente um bom chá que aquecesse o seu corpo, ou, talvez, um bom banho. Lembrou-se de que não tinha se lavado ainda depois que voltou do centro. Essa lembrança o fez pensar em Jin e o seu olhar zangado. Como doía ser o alvo daqueles olhos irritados...

Seus joelhos fraquejaram, seus pés pisaram em falso na neve, quase perdeu o equilíbrio. Fungou, querendo conter o choro. Sentia-se perdido, desorientado, queria o bem de Jin, mas o queria de volta... O que ele deveria fazer, afinal?

Por que nada do que ele fazia para resgatar o amor de Jin dava certo? Merecia todo esse castigo?

Sentiu suas forças esmorecendo, seus joelhos dobraram ainda mais, estava a um ponto de desabar no chão quando sentiu uma mão em seu ombro. Virou-se para trás, assustado.




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MensagemAssunto: Re: [END] Eu Não Te Amo   Qui Jul 01, 2010 6:42 pm

aiai esses 2 dao trabalho pra todo mundo
seja para o Pi, p/ o proprio KAT-TUN, ate mesmo p/ o Kim hehe
2 cabeça dura mesmo rsrs
e agora o Harley pegou o Kame
e agora???
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MensagemAssunto: Re: [END] Eu Não Te Amo   Seg Jul 05, 2010 9:53 pm

Se Akame não causar confusão, não é Akame XD! No final, são duas crianças que precisam de alguém para tomar conta hehehe!

Obrigada por continuar lendo!!

Beijoss




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MensagemAssunto: Re: [END] Eu Não Te Amo   Seg Jul 05, 2010 9:57 pm

Eu te amo

1

- KAZUYAAAAAAA!

Jin
parou de correr e respirou longamente, tentando recuperar o fôlego.
Olhava com desespero a sua volta, mas só conseguia enxergar o breu das
vinte e três horas. Desanimado, tomou consciência de que já estava a
procura do pequeno há quase uma hora.


Onde você está, seu imbecil?

Seus
olhos, aflitos, percorreram toda a área a sua frente, até onde era
possível enxergar. Ele viu alunos retornando de festas, alguns bêbados,
alguns casais, alguns calouros festejando o ingresso naquela
universidade.


Jin ignorou o suor que
escorria por sua face. Pensamentos do que poderia acontecer com seu
pequeno invadiam sua mente, torturando-o e aumentando o seu desejo em
encontrá-lo o mais rápido possível. Por isso, ele ignorava o próprio
cansaço.


Kim, que havia parado de correr no momento em que o viu parar, aproximou-se e disse, confiante:

- Vamos encontrá-lo.

Jin
sacudiu a cabeça, com confiança, e estava preste a voltar a correr
quando a voz de Mark, o capitão do time de futebol, o impediu. Ele
parecia nervoso.


- KIM!!

O rapaz, alto e robusto, de cabelos curtos e ruivos, vinha correndo até eles.

- KIM!!

- O que aconteceu? – perguntou o coreano.

- Harley. Harley e aqueles idiotas pegaram um novato lá no ginásio.

-
Agora não posso resolver isso, estamos procurando pelo amigo de Jin
e... – ele se interrompeu ao ter uma idéia nada agradável - Você sabe
se esse calouro é japonês??


Mark respondeu, indeciso:

- Eu acho que o ouvi gritar algo como “Kudasai”. Isso é japonês, não é?

O
americano lançou um olhar intrigado para os asiáticos. Jin avançou um
passo em direção a Mark, mas parecia que não enxergava o rapaz, seu
olhar estava distante. Não precisava ser Kazuya, precisava? Poderia ser
um novo calouro, não podia?


Kazuya...

Contudo,
Jin não conseguiu afastar aquela preocupação de seu peito. O seu
coração bateu com uma potência incrível e engoliu em seco ao imaginar
Kazuya cercado pelo três americanos, seu olhar assustado, enquanto
aquelas grandes mãos avançavam contra seu corpo pequeno e frágil.
Parecia a Jin que era capaz de escutar a voz do caçula implorando para
que eles parassem e o soltassem.


Esquecendo-se da sua própria incapacidade contra aqueles três, correu em direção ao ginásio sem uma palavra.

Kim sacudiu a cabeça e disse, antes de sair correndo:

- Ah... Esse daí nunca vai pensar antes de agir.

Mark
não compreendia exatamente qual era a aflição de Jin, mas seguiu seus
amigos, só parou por um instante quando trombaram com Bryan e explicou
a situação a ele, conseguindo mais um aliado.


2

Saki no koto dore hodo ni kan gaete itemo
Hontou no koto nante dare ni mo mienai


- Eu quero ficar ao seu lado independente
do filho que a Akeko vai ter! Eu assumirei a responsabilidade, mas não
vou ficar com ela... Não vou trair o meu amor mais do que eu já fiz...
– ele sorriu de modo triste - Ainda que você não me queira mais, ainda
que você não me aceite com meu filho, eu vou continuar te amando! Eu te
amo, Jin... Te amo, te amo, te
amo!


Enquanto
corria com toda a sua velocidade, ignorando os protestos de suas pernas
ou de seus pulmões, Jin se recordou daquela vez em que Kamenashi foi
até o seu apartamento durante a madrugada e despejou o seu amor de
forma tão decidida. Aquela foi a primeira vez em que transaram.


Naquela
noite, uniu-se a Kazuya de forma tão intensa, que ele acreditou que
seria para sempre. Não imaginava o futuro sofrido que eles teriam que
atravessar. Era tão dolorosa aquela relação, não conseguia explicar
como, depois de tudo, aquele pequeno ainda fazia seu coração pulsar com
tanta intensidade.


Kazuya, se
aquele miserável encostar um dedo em você... Eu juro que não volto para
o KAT-TUN... Porque certamente serei condenado por homicídio!!


O
pânico tomou conta de Jin quando ele, da porta do ginásio, escutou uma
voz chorosa implorar para que o soltassem. Aquela voz estava tão
desesperada, tão assustada, que Jin não conseguia reconhecê-la.


Não
perdeu mais tempo, empurrou a porta dupla e estreitou os olhos,
procurando por Kazuya. Ele logo deduziu que eles deveriam estar no
vestiário, um lugar mais discreto. Correu até lá.


Havia
uma escada, de modo que o piso do vestiário era mais abaixo que o da
quadra. Jin saltou do primeiro degrau, aproveitando-se da gravidade
para cair com toda a força que era possível em cima de Allan, o mais
próximo da porta, provavelmente estava de vigia.


Para
sorte de Jin, naquele momento, o americano estava se aliviando com a
visão que seus amigos lhe proporcionavam e, distraído, não notou quando
o japonês se aproximou.


Aquele peso
extra em seus ombros o assustou e Allan não foi capaz de se equilibrar
a tempo. Caiu de boca no chão, mordendo a própria língua no processo.


Jin
se levantou antes que os outros dois conseguissem se recuperar da
surpresa. Harley ainda estava dentro daquele pequeno corpo e não foi
rápido o suficiente para evitar outro soco de Jin em seu nariz. Foi
empurrado e obrigado a se afastar do garoto que violava.


Jack
não foi capaz de atingir Jin, como era seu objetivo, pois Kim entrou no
vestiário naquele momento e avançou contra ele. Pouco depois, Bryan e
Mark também apareceram e a pancadaria teve início.


3

Jin
recuperou o fôlego e reuniu coragem para olhar para o garoto, que ainda
estava com as calças arriadas, paralisado, provavelmente muito confuso
com toda aquela selvageria.


Aproximou-se
daquele rapaz de cabelos tingidos, e que agora estavam manchados de
sangue. Respirou aliviado ao descobrir que não era Kazuya, mas se
repreendeu por ser tão insensível pouco depois e o ajudou a se vestir.
Jin o levou para fora do vestiário e lhe fez companhia, enquanto Kim e
seus amigos cuidavam dos três patetas.


Sem
saber o que dizer, Jin preferiu ficar em silêncio. Sabia o quanto
aquele momento era vergonhoso para o rapaz. Lembrou-se de Harada e
observou para si mesmo que aquele homem nunca o usou com violência,
portanto,
aquele rapaz devia estar se sentindo ainda pior do que ele se sentiu
enquanto era chantageado. Notou o corpo trêmulo do jovem. Ofereceu um
cigarro a ele.


O jovem aceitou e agradeceu, uma voz baixa, tímida e assustada. Jin xingou Harley, seus amigos e suas famílias por mil vezes.

Quando
Kim e os outros se aproximaram, Jin pode voltar a sua preocupação
inicial. Deixando o calouro sob os cuidados dos americanos, Kim e ele
voltaram a procurar por Kamenashi.


Ao menos, sabia que o seu pequeno não estava
sendo ameaçado por Harley. Isso, porém, não era garantia de que estava a salvo.

4

Kamenashi
se surpreendeu por ser novamente encontrado por Yuko e seu namorado. A
garota, ainda com a mão em seu ombro, lançava um olhar nada amigável.


-
Você não aprende, Kamenashi-san? – e em seguida perguntou, com um tom
de voz mais ameno – O que faz aqui, sozinho? Brigou com o Jin?


- Não é isso... Eu só quis tomar um ar fresco.

A garota, obviamente, não engoliu a história.

- Só se for gelo seco! – ela não se importou em ser educada – Venha, vamos voltar para o dormitório do Jin!

- Não volto para lá!

A recusa incisiva de Kamenashi despertou a curiosidade de Léo. Yuko lhe explicou o que acontecia, então o americano sugeriu:

-
Deixe ele no meu quarto... Não estou dividindo com ninguém atualmente
e, além disso, nós não voltaremos tão cedo, né? – e ele sorriu
maliciosa para a japonesa, que enrubesceu.


Omitindo
sobre seu encontro amoroso, Yuko fez a proposta para Kamenashi, que,
embora não quisesse usar o apartamento de um desconhecido, pensou que
seria melhor do que encarar o frio da noite ou ter que dormir no
aeroporto esperando por um vôo. No dia seguinte, durante o dia, poderia
organizar melhor sua viagem. Aceitou, por fim.


Não
era um quarto grande. A cama, de solteiro, ficava encostada na parede
da sala, que era dividida com a cozinha por um balcão, como na casa de
Jin, e um pequeno banheiro ao fundo. Mas era um quarto organizado, ele
reparou, aliviado. Não que ele estivesse em condições de
reclamar alguma coisa.


O
casal lhe fez companhia por algum tempo, a japonesa não queria deixá-lo
sozinho, pois percebia o seu olhar tristonho. No entanto, Kamenashi lhe
garantiu que estava bem e que se sentiria pior em atrapalhar a noite do
casal, fazendo-a perceber que, se ele não falava inglês fluentemente,
ao menos tinha uma boa compreensão da língua.


Quando
a porta se fechou atrás do casal, foi como se um enorme peso tivesse
sido jogado nos ombros de Kamenashi. Ele se deixou escorregar
lentamente, até atingir o chão, com as costas apoiadas na cama. Seu
olhar,
perdido, não conseguia realmente enxergar a estante com a televisão que
estava a sua frente. O que ele enxergava era muito diferente disso, na
verdade.

Kuuhaku kokoro ni nanika ga tsumatte
Ayamachi bakari kuri kaeshiteta


- Kazuya... Você nunca foi uma brincadeira para mim.

Ele ficou surpreso com a aproximação repentina do rosto de Jin, mas este apenas encostou sua testa à de Kazuya e sussurrou:

- Eu te amo.

Kazuya prendeu a respiração por alguns segundos, de tão surpreso e confuso ele estava com aquela declaração.

Abraçando
os próprios joelhos, Kamenashi foi tomado por um frio, que gelava seu
coração com tanta intensidade, que nenhum aquecedor, ou agasalhos, ou
cachecóis conseguiriam amenizar.
5

- Somos amigos, acima de tudo não é? Além disso, somos as iniciais do KAT-TUN, certo?


Ele bagunçou os cabelos de Kamenashi, como se estivesse afagando a cabeça de um cãozinho. O outro sorriu e o empurrou.

Mais
uma vez, ele parou de correr para recuperar o fôlego. Sua garganta doía
intensamente a cada vez que ele a usava para respirar devido ao frio
daquela noite, mas Jin mal tomava conhecimento daquela dor.

Outra, muito mais forte, não o fazia se concentrar em nada do que
percorrer cada canto daquele maldito campus gigante com a esperança de
encontrar Kazuya. E, então, recebia um grande impacto ao constatar que
ele não estava naquele lugar.


- Já
percorremos a universidade inteira... - ele desabafou. - Onde aquele
idiota se enfiou? Por que ele não comprou um celular quando chegou aqui?


Kim
tentou abraçá-lo, para confortá-lo, mas Jin o recusou. Sua atenção foi
desviada por um táxi, que jogou o farol alto por cima deles quando fez
uma curva e em seguida foi embora. Aquilo fez Jin viajar em seu passado.


Ippo zutsu de iisa kono te wo hanasazuni
Tomo ni ayunda hibi ga iki tsuzuketeru kara


O barulho
de um carro chamou a sua atenção, mas a luz do farol ainda o impedia de
enxergar muita coisa. Ele viu uma pessoa saindo e em seguida o veículo,
um táxi, partiu.
Era Kazuya, seu pequeno. E com cara de poucos amigos.

Jin
se esqueceu do cansaço e se levantou, completamente tenso ao perceber
que não sabia o que dizer para o rapaz parado a sua frente, com o braço
direito erguido para dividir o guarda-chuva com ele.


E,
pela quinta ou sexta vez, ele já havia perdido a conta, Jin recuperou
suas forças e voltou a correr, sendo seguido fielmente por Kim. Em sua
cabeça, imagens de Kazuya se revezavam. Lembrou-se de como ele
sorria
com sinceridade em seus momentos mais animados, como aquela vez em que
subiram pela primeira vez em um palco, ou durante os intervalos das
gravações de Gokusen 2 - o que era um contraste com seu personagem,
Ryu, que era sisudo, de modo que parecia que Kamenashi fazia questão de
sorrir ainda mais quando não o estava interpretando -, a cumplicidade
dividida por eles em inúmeros momentos. O apoio. A amizade. O carinho.


O amor.

-
Você está tão machucado... – ele murmurou – E saber disso é tão
doloroso... Eu queria voltar no tempo e impedir que você passasse por
tudo isso... Mas eu não posso... Gomen, Jin!


Em
um movimento rápido de suas mãos, segurou o rosto de Jin e o beijou.
Forçou-o a entreabrir os lábios, de modo que suas línguas finalmente se
encontraram e se bateram com a intensidade de suas
vontades naquele momento.


Estava
a ponto de lagrimejar, de se entregar ao desespero pelo sumiço do
caçula, quando o seu celular tocou. Era uma mensagem de Yuko. Jin
percebeu que havia recebido inúmeras ligações dela e, pelos horários da
chamada, descobriu que foi no momento em que estava no ginásio,
ajudando o calouro. Ao ler a mensagem da japonesa, seu coração parou
por um momento e, em seguida, deu um pulo tão grande, que Jin novamente
perdeu o ar.


Ele levou algum tempo para se recuperar e voltar a correr, mas, desta vez, ele tinha uma direção certa.

6
Boroboro ni narumade hikisakarete itemo
Ano toki no ano basho kienai kono kizuna


Kazuya terminou de tomar a
sua água quando foi surpreendido pela aproximação brusca de Jin, que
lhe roubou um suave toque de seus lábios. Ele olhou em volta,
descobrindo que apenas os dois estavam naquela sala e, depois,
bronqueou com o mais velho. Mas era uma bronca carregada de bom humor.


Por que lhe vinham as lembranças do começo do namoro, se ele deveria fazer justamente o contrário, se devia esquecê-las?

Essa
era a pergunta que Kamenashi se fazia. Entretanto, sabia que não era
dono de seus sentimentos, eles não respondiam à sua razão. Simplesmente
desistiu de lutar contra a maré e deixou as recordações
correrem
livres dentro de sua cabeça. Àqueles momentos trouxeram aos seus lábios
um sincero sorriso. Um sorriso, porém, salpicado de dor, banhado por
suas próprias lágrimas.



Nagare yuku toki no naka ushina waru youni
Su re chigai butsu kaatta hontou no kimochi

Kamenashi jogou a garrafa plástica no
peito de Jin, que massageou o local atingido e o olhou com um bico. O
mais novo, porém, soube muito bem como fazê-lo sorrir outra vez.
Inclinou-se nas pontas dos pés e
mordiscou-lhe os lábios.


Não
conseguia mais ser forte. Questionava-se se alguma vez teria conseguido
realmente ser forte. Se tivesse sido alguma vez, certamente o
relacionamento com Jin não teria esse final. É tão difícil acertar,
Kamenashi percebia. Ainda mais quando o assunto era Jin. Por que não
era capaz de alcançá-lo?

Por que Jin escolheu ao coreano?

Ele também era maduro. Muito. O próprio Jin reconhecia isso, principalmente quando o assunto era banda.

Qual era a diferença entre Kim e ele, afinal de contas?

Sacudiu
a cabeça, repreendendo-se. Ele havia feito a sua escolha, apoiaria a
decisão de Jin. Queria-o feliz, não? Torceria por Jin, à distância, e
lutaria para proteger o seu lugar na banda. Mesmo que ele não voltasse
mais para a banda - seu coração apertou ao cogitar essa
hipótese - e até mesmo se ele não retornasse mais para o Japão. O seu lugar continuaria vago, esperando eternamente por ele.


Sim, esse era o melhor caminho.

E, contudo, não conseguia deixar de se lembrar de seu curto namoro com Jin.

Kokoro ni shimiteku aitsu no omoi ni
Deaeta koto ga motometa kiseki


Alguém bateu na porta. Kamenashi
ergueu o rosto na direção do som. Seria algum amigo de Leonard? Nesse
caso, era melhor ficar em silêncio e fingir que não havia ninguém ali.
Ele quis voltar a sua melancolia, mas, novamente, aquela pessoa bateu
na porta, desta vez com maisforça e desespero. Bateu repetidas vezes.


- Kazuya!!

As sobrancelhas do pequeno se uniram, em uma evidente confusão. Aquela era... A voz de Jin?

7

Tachi domaru koto sae dekinai kurushisa no
Naka ni mieta hikari tsunagatte iru kara

Assim que alcançaram o dormitório de Léo,
Jin passou pelos estudantes que estavam no pátio sem nem ao menos notar
suas presenças. E não lhes deu nem uma explicação. Tão pouco percebeu
que o coreano deixou de segui-lo. Ele apenas queria encontrar Kazuya.
Subiu as escadas pulando os degraus, forçando seus joelhos ao máximo,
de tal forma que eles fraquejaram em alguns momentos e ele foi obrigado
a se apoiar no corrimão.


Alcançou
o corredor e foi até a porta do quarto do americano. Estava trancada.
Bateu. Não houve resposta. Bateu mais uma vez, e outra, e outra e mais
uma vez. Bateu com toda a aflição que sentia.


- Kazuya!!

Lentamente,
a porta foi aberta. O rostinho curioso e surpreso de Kazuya surgiu ao
poucos. Jin não agüentou esperar que a porta fosse completamente
aberta, invadiu o apartamento, fazendo o outro garoto
recuar alguns passos para não ser esmagado pela porta, que foi fechada por Jin depois que ele entrou.


Eles se olharam.

Usotsui tatte iisa namida nagashite iikara
Ano toki no ano basho kienai kono kizuna


- Jin... Eu... Te amo... – ele deixou escapar o sentimento que arrebatava seu coração.

Os olhos de Jin brilhavam. Contente,
encostou sua bochecha a de Kame, em um desajeitado abraço devido à
posição incômoda em que se encontravam para tal demonstração de afeto.


Kamenashi
desejou repetir aquelas palavras que deixou escapar de sua garganta
naquela noite em que levou remédio contra insônia para Jin. Aquela
noite em que foi a sua vez de dizer que o amava. Aprimeira declaração.


Isso seria suficiente para reaproximá-los?

Ippo zutsu de iisa kono te wo hanasazuni
Tomo ni ayunda hibi ga iki tsuzuketeru kara


- Qual é o problema, Jin? – ele perguntou, começando a sentir-se sem jeito com aquela situação.

Jin
sentiu que o outro tentava se desvencilhar, então o apertou com mais
força. Kamenashi começou se preocupar com o desespero que sentia
naquele abraço. E o silêncio de Jin o deixava ainda mais apreensivo.

- Jin...

- Kazuya...Eu...Gosto de você.

Jin
não saberia explicar porque a lembrança da sua primeira declaração a
Kazuya lhe vinha a mente agora. Talvez fosse porque ele estava
redescobrindo o sentimento daquela época. Ver o pequeno bem, a
salvo,
ali, diante dele, com os olhos vermelhos, entristecidos e a certeza de
que ele tinha chorado... Seu coração não resistiu. Ele jogou seu corpo
por cima do de Kazuya e o abraçou, apertado, com toda a sua força. Da
mesma forma, fechou os olhos, querendo impedir as próprias lágrimas de
alívio.


- Seu imbecil!! Seu pequeno imbecil!! – murmurou ao pé do ouvido de Kamenashi.

Ali,
peito colado a peito, seus coração finalmente se reencontraram. Eles
batiam no mesmo ritmo, em uma ligação que jamais poderia ser rompida,
em um elo que os unia acima de qualquer medo, orgulho, ou mágoa. Um
laço muito forte, que eles construíram fio por fio desde o dia em que
se conheceram...


Boroboro ni narumade hikisakarete ittemo
Ano toki no ano basho kienai kono kizuna


8

Era um abraço sufocante, mas, naquele momento, Kamenashi esqueceu até mesmo da própria respiração. Não compreendia muito bem como o mais velho estava ali e porque o abraçava com tamanha aflição, mas...
Seu coração se alegrou. Sentia uma alegria intensa, impossível de mensurar, sentiu-se aquecido, protegido e querido. Sentia-se amado.


- Seu pequeno estúpido!

E Jin continuava a xingá-lo.

- O que eu fiz de errado agora? - ele resmungou, com a voz fraca - Por que tudo que eu faço, você me dá bronca? Que droga!

- Por que você só me dá preocupação? – foi a resposta/pergunta que Jin lhe deu.

O caçula tentou se desvencilhar daquele abraço, para encarar ao mais velho, mas Jin o puxou de volta para o seu peito e apenas riu. E em seguida voltou a xingá-lo.

Kamenashi suspirou e fechou os olhos, achando aquela situação muito confusa. Por que Jin estava ali? Por que o abraçava com tanto desespero se há poucas horas atrás implorava para ficar com o coreano? O que estava acontecendo afinal? Qual era a intenção do mais velho?

Abandonou suas perguntas. Deixou seu sentimento se sobrepor à razão e aproveitou o abraço que recebia. Poder receber o calor do peito de Jin e ouvir as batidas de seu coração, era um máximo, Kamenashi pensou. Era a melhor coisa do mundo, principalmente depois de ter andado tão deprimido por uma noite fria. Sentir-se protegido por ele preenchia o seu próprio peito com uma quentura deliciosa.

E, para sua surpresa, ele sentiu também os lábios do mais velho alcançarem a sua bochecha. Lentamente, eles seguiram até a sua nuca,
sentiu pequenas mordidas em seu lóbulo, depois por toda a extensão da orelha.


Jin interrompeu suas mordidas por alguns segundos, aspirando o perfume dos fios de cabelo de Kazuya. E depois voltou a beijá-lo na altura dos olhos, seguindo por uma linha invisível até as pálpebras do mais novo, que tremeram. Desceu seus lábios até a ponta do nariz do pequeno e continuou um pouco mais, finalmente deixando seus lábios encontrarem com os de Kazuya. Beijou-o com doçura, parou, encostou sua testa a dele, dividiram suas respirações.

E, então, puxando os lábios de Kazuya com a sua boca, Jin lhe deu mais um beijo pequeno, esparramado, sentindo todo o gosto do pequeno e oferecendo todo o seu sabor.

Mais uma vez, contrariando a expectativa de um beijo avassalador, Kamenashi recebia de Jin um beijo suave, delicado e precioso... Como se o mais velho temesse destruir aquele momento. Isso, no entanto, apenas aumentava o desejo de ambos.

Jin forçou o pequeno a se sentar no chão, e ele fez o mesmo. De frente um para o outro, não havia brecha para nenhuma palavra. Uma atmosfera mais forte, que não precisava de explicações, estabeleceu-se sobre eles.

Olharam-se. Jin encostou sua mão em uma das faces de Kazuya, e este lhe retribuiu, secando suas lágrimas. O mais velho aproximou seu rosto, mantendo os olhos abertos, perdendo-se no olhar do pequeno. Outro beijo.

Kazuya olhou com carinho para o mais velho quando viu a sua mão se aproximar do zíper do seu agasalho. Jin o puxou lentamente, mas o zíper se enroscou no final. O mais velho puxou com mais força, mas não conseguiu nenhum resultado.

- Maldição... Maldito zíper! - ele resmungou, tentando usar as duas mãos, e quebrando aquela atmosfera silenciosa.

Kamenashi riu da situação, fazendo o outro rir também. Pôs suas mãos sobre as de Jin e o ajudou a retirar aquele blusão. Em seguida, Jin retirou o moletom que o caçula usava por baixo, encontrando uma manta de lã.

- Mas quanta roupa!

- Está frio, se você não percebeu!

- Aqui tem aquecedor... Eu vou aumentar a temperatura.

Antes que Jin se levantasse, Kazuya o puxou pela gola.

- Tem um jeito melhor para nos esquentarmos, não? - e o beijou.

Jin concordou, com um sorriso safado, enquanto era beijado pelo caçula. Notou as mãos do pequeno retirando o seu agasalho e em seguida as camisetas que usava. Como crianças desembrulhando seus presentes de
natal, em poucos minutos eles estavam completamente despidos. Jin repousou Kazuya no carpete e se posicionou sobre ele.


Contemplaram-se. Jin percorreu o rosto do pequeno com o dedo, desenhando-lhe cada traço, apreciando aquele olhar devoto e sincero. Eles não se deixaram ficar muito tempo assim. Estava frio, afinal.

Desta vez, Jin avançou com mais vigor. Desta vez, suas línguas se encontraram, disputaram espaço, enquanto quatro mãos deslizavam
nervosamente em dois corpos com a mesma intensidade, querendo reconhecer aqueles caminhos, aquelas curvas, das quais ficaram muito tempo distantes.


Jin desceu para o pescoço do garoto, que inclinou o rosto para o lado contrário, entregando-se completamente para o mais velho, sentindo suas mordidas, seus beijos, sua língua, arrepiando-se com as mãos dele
apertando seu quadril, seu tórax, sua barriga, ao mesmo tempo em que o caçula deixava as próprias mãos percorrerem as costas do outro, sentindo a sua temperatura, recolhendo o seu suor...


Jin mordeu os lábios de Kazuya e os puxou, sem violência, e os soltou. Seus olhos se encontraram, paralisando os movimentos de ambos. Sorriram. E o sorriso de Jin se transformou em um riso abafado, entrecortado por um leve gemido quando sentiu seu sexo ser apertado pelo pequeno.

- Seu... Pervertido. – ele brincou e jogou sua cabeça para trás quando recebeu outro apertão.

Kazuya despertou o membro de Jin, sentindo-o endurecer entre seus dedos, recebendo beijos agradecidos em seus ombros e pescoço, e esses beijos fizeram seus dedos aumentaram a pressão e a velocidade de seus movimentos.

Em um dado momento, interrompeu-se e afastou Jin, fazendo-o se deitar ao seu lado. Ajeitou-se entre suas pernas e tomou-lhe o sexo com seus lábios. Aquele gosto que, em sua primeira vez, lhe pareceu tão estranho, agora, ele percebia quanto sentia sua falta. Devorou aquele membro com avidez, incentivado pelos gemidos que conquistava de Jin. O seu próprio
desejo aumentava enquanto observava as reações do corpo do mais velho, que se arqueava com espasmos de prazer, enquanto seus lábios se alargavam em sorriso extasiados e seus olhos, fechados, completavam aquele quadro belíssimo.


Kamenashi sugou até o fim quando proporcionou um intenso prazer para o mais velho. Aquela era a primeira vez que bebia aquele líquido quente. Surpreendeu-se por se sentir natural depois disso. Não estava constrangido.

Depois que se corpo se recompôs daquela satisfação extrema, Jin se ergueu pela metade, de modo a apanhar o queixo de Kazuya com suas mãos e trazê-lo até seus lábios, beijando-o. Queria lhe retribuir o prazer. Estimulou o sexo do pequeno com as mãos e depois o alcançou com sua boca.

Kazuya encostou-se à cama, deixando sua nuca encontrar o colchão, um alento. Perdeu-se naquele grande sentimento que o mais velho lhe provocava, sentindo o suor escorregando em seu rosto, descendo por todo o seu corpo. E, então, sentiu seu corpo se contrair e, em seguida, estremecer.

- Ah... Jin... – suspirou.

Atendendo ao chamado, Jin veio lhe tomar a boca, enquanto Kazuya dobrava as pernas e novamente atiçava o sexo do mais velho. Jin deixou sua mão escorregar até a entrada do garoto e o estimulou. Pouco depois,
ele o colocou em seu colo e o penetrou lentamente.


E, mais uma vez, enquanto o corpo do caçula descia lentamente sobre o de Jin, eles se prenderam dentro de seus olhos. Kazuya se esforçava ao máximo para não fechar os olhos devido a dor que sentia, tentava impedir seu rosto de mover um músculo e interromper aquele contato visual. Jin não ignorou a sua dedicação. Abraçou-o com força quando ele finalmente se sentou.

A cena parecia congelada, apenas a respiração acelerada de ambos era o único movimento. Jin esperava o caçula se sentir mais à vontade. Quando recebeu um beijo de Kazuya, soube que o outro permitia a sua invasão. E ele, então, agitou o seu quadril.

O mais velho regozijou com os gemidos do pequeno. Levou sua mão até a parte de trás da cabeça de Kazuya, segurando-o com mais proteção. Beijou-lhe, querendo desviar sua atenção do início doloroso. Quanto o
ato começou a ser prazeroso a Kazuya também, Jin, sem sair de dentro dele, deitou o garoto novamente no chão, conseguindo uma posição melhor para se mover livremente e com mais rapidez. Ele só parou quando atingiu o orgasmo novamente.

9

Eles permaneceram deitados no chão após o ato, no escuro, com apenas a iluminação da rua invadindo o local pela janela. Puxaram o edredom da cama e os travesseiros e ficaram ali, envolvidos no corpo um do outro. Jin estava deitado de lado, com a cabeça apoiada em uma das mãos, enquanto a outra acariciava os cabelos de um cansado Kazuya.

Os olhos do pequeno estavam praticamente fechados, ele não queria dormir, mas não conseguia disfarçar a dificuldade em mantê-los aberto depois de ter chorado tanto e pela energia gasta há poucos minutos atrás. Ele foi firme em sua decisão em não dormir, não podia se permitir a perder um segundo daquele reencontro tão inesperado. Ainda mais porque agora era o momento das confidências...

-... Diga que você não sente a falta do KAT-TUN... Que não sente a falta de nossa rotina puxada, cansativa e divertida? De sentir aquela fumaça e ouvir a gritaria durante os shows? – Kamenashi ouvia a própria voz, mole, cansada, mas bastante conexa com seus pensamentos – Aquela energia que aparece inexplicavelmente quando estamos há poucos minutos de entrar no palco?

Kamenashi olhou para cima, sentindo seus olhos pesados demais, mas fazia questão de mirar a face daquele rapaz. Jin parecia indeciso, olhava para a porta, refletindo em suas palavras. O caçula viu quando um discreto sorriso escapou naqueles lábios carnudos, então ele soube que estava no caminho certo.

- E dos nossos amigos? Não sente saudades de Junno e suas piadas, seu jeito atencioso e seu sorriso que sempre nos anima quando estamos cansados?... De Koki e suas letras incríveis, seu carinho, sua preocupação com todos? De Ueda tocando algumas notas em seu piano após um dia longo de ensaios? Ele, que sempre se faz presente, mesmo com seu silêncio, seu modo observador sempre atento ao que se passa conosco? E o beatbox do Maru e seu jeito bravo, o modo como todos caçoamos com ele e ele simplesmente nos dá aquele olhar enfadonho? – Kamenashi riu ao se lembrar do amigo. – Me diga que você não sente falta de nada disso!

- Essa não é a questão... – Jin retrucou – É claro que sinto falta de vocês... Mas eu sinto que não progredi nada, ainda estou tão perdido quanto na época em que parti de Tóquio... Como posso voltar assim?

- Não se preocupe, Jin. – ele disse, carinhoso – Ninguém vai te cobrar nada... E, de qualquer modo, não é como se você tivesse vindo à toa para os Estados Unidos! Você precisava sair do Japão, daquele ambiente que te sufocava... Além disso, você conversou com a mãe de Sayuka, certo?

- Como você sabe?

- Kim me contou.

- Eh?

Kamenashi ignorou a confusão do rapaz, não fez questão de lhe contar sobre a sua conversa com o coreano. Ele continuou no outro assunto, que julgava mais importante.

- Né, Jin? Eu também não sei o caminho que devemos ou iremos seguir, mas... Vamos descobrir juntos, ok? – ele interrompeu o carinho que recebia de Jin e segurou firme em suas mãos.

- E se eu errar com o público?

- Não tem problema, ele vai te perdoar, desde que seja sincero. Além disso, você terá o apoio do KAT-TUN.

-... E se eu não conseguir voltar a ser o Jin de antes?

- O Jin de agora também é Akanishi Jin. Basta nos aceitar de volta, que aceitaremos você.

- E se nós nos machucarmos de novo?

- É impossível prever o futuro... Mas você também não pode evitar se machucar com outra pessoa. Se é para ser machucado, eu prefiro ser machucado por você...

- Baka... – Jin repousou sua cabeça no travesseiro, aproximando-se do rosto do pequeno. Fechou os olhos e o beijou na bochecha – Você é um verdadeiro idiota... Mas... Eu te amo...

Kamenashi também fechou seus olhos e sorriu com a declaração do mais velho. Não respondeu, não era preciso. Estava mais do que óbvio a Jin o quanto ele o amava. Aconchegou-se ao peito do mais velho, extremamente feliz em receber o seu calor de novo. Desta vez, não o deixaria se afastar, nunca mais.

- Por que você nunca me escuta, Kazuya? – Jin disse repentinamente.

- Do que está falando?

- Eu te avisei sobre Harley! Não era para você andar sozinho por aí daquele jeito e muito menos no meio da noite...

- Eu não queria continuar sendo um estorvo para vocês... Eu não pensei que pudesse haver ainda alguma chance para mim... Eu realmente pensei que estaria fazendo o melhor indo embora.

- Baka... E se for escutar a conversa dos outros, escute até o fim, seu cabeçudo!

- Não é como se eu estivesse espionando. – Ele estava, mas jamais admitiria a Jin – Vocês estavam aos berros! Além disso, eu pensei que você jamais fosse me perdoar por ter te traído novamente...

- Deixasse-me decidir sobre isso antes de tirar conclusões precipitadas!

- Precipitadas? Você só faltou me bater... Aquele seu olhar... Eu não agüentei. – ele protestou.

Jin riu.

- Eu estava nervoso, mas não era com você... Bem, talvez um pouco... Eu realmente fiquei zangado com o Kim... Mas, depois, eu entendi qual foi a sua intenção.

- Sim, me fazer ficar mal com você!

- Não foi isso! Foi justamente o contrário!

Jin, então, começou a contar sobre a conversa que teve com o coreano, mas não chegou até o final. No dia seguinte, teria que repetir a explicação, pois ambos adormeceram no meio da narrativa.

10

Entrou tímido, encontrando o coreano bastante à vontade na cozinha de Bryan, preparando as suas famosas omeletes. O mais velho o cumprimentou sem qualquer constrangimento, o que fez Jin ter ainda mais certeza de que ele era uma pessoa incrível. Sentiu-se mal, por antecipação, com o que diria a Kim.

- Ohayou. Eu estou fazendo omeletes para o Bryan, quer um para você também?

- Não, vale... Eu já comi antes de sair de casa. – ele explicou, sentando-se à mesa, apoiando-se em seus cotovelos.

- Acordou cedo.

- Tínhamos que arrumar o quarto do Léo antes que...

Por que eu não penso antes de abrir a boca?

Kim ergueu a sobrancelha e olhou para o rosto de Jin. Aquela expressão, ele conhecia muito bem, era a de quando o japonês sabia que tinha aprontado. Gargalhou, despertando a curiosidade do mais novo.

- Vocês são bem rápidos, hein? Achei que Kamenashi fizesse um tipo cheio de pudores... Será que isso é influência sua? – comentou, maliciosamente.

- Aham... – Jin tossiu – Isso não vem ao caso.

- Em todo caso, isso significa que vocês se acertaram. Isso é bom, não, Jin?

O japonês sorriu e sacudiu a cabeça, confirmando. Olhava atentamente para Kim, tentando notar alguma coisa desconfortável em seu semblante, mas não encontrou nada além de tranqüilidade. Era quase como se eles estivessem falando sobre futebol ao invés do relacionamento deles.

- E o que você decidiu, Jin? – Kim se sentou diante dele, com a sua omelete. – Ah, espera... Deixa eu levar o café do Bryan... Ele deve estar tímido em entrar na cozinha agora, sabe como ele é medroso com esses assuntos de gays! – ele riu alto.

O coreano tornou a se levantar e saiu levando um prato com omelete e suco de laranja. Entregou para o amigo, que estava na sala, e voltou pouco depois. Novamente diante de Jin, ele repetiu a pergunta.

- Vou voltar.

- Quando?

- Depois que terminar o curso.

- Você ainda vai estar por aqui enchendo o saco durante três meses, então?

- Você tem certeza de que me ama? – Jin perguntou, rindo.

- O que você queria? Que eu implorasse para você ficar? Já disse, não sou Kamenashi. De qualquer forma, boa sorte lá no Japão.

- Frio.

- Hã?

- Frio demais. Você! – Jin o acusou.

- Realmente... Eu te mimei demais... Mas, é sério, Jin. Eu sei que vai dar tudo certo a vocês lá no Japão... E também que sua carreira ter uma boa ascensão. Você está mais maduro, agora...

- Eh?? Eu não acho...

- Nós demoramos a perceber as mudanças em nós mesmos.

- Lá vem o filósofo Kim...

Eles riram.

- Né, Kim?

- Diga.

- Arigatou.

Kim não respondeu nada, eles apenas ficaram algum tempo se olhando. Por fim, o coreano sorriu. Quando ele terminou de comer, Jin pediu uma omelete.

- Eu te ofereci desde o começo... – Kim bronqueou – Você gosta de me dar trabalho, não gosta?

Jin riu.

- Ah... Espera aí, preciso lavar a frigideira... Ah, enquanto isso, pegue as botas de Kamenashi no quarto do Bryan.

- Hã? Que bota? – Jin perguntou, mas logo se recordou da pista de patinação – Nani?? Estavam com você o tempo todo? Por que você fez isso?

- Foi apenas um teste...

- Teste?

- Sim. Não se preocupe. Vocês foram aprovados. – ele piscou um olho.

Jin desistiu de entender o que o outro dizia. Como Yuko havia comentado algum tempo atrás, era difícil acompanhar o raciocínio de Kim. Às vezes, era melhor sorrir, concordar e fingir que entendeu. Foi o que ele fez e depois foi buscar o calçado.

11

Dois dias depois...

- Está tudo bem para você?

Pelo reflexo do vidro, Yuko viu um sorriso estampar os lábios do coreano. Kim afirmou com a cabeça que sim, sem desviar seu olhar da janela, observando a pista de pouso.

- Desde o começo, eu sabia que não duraria. – ele explicou.

- Você sabia?

- Sim. Jin queria que eu entrasse em sua vida. Para quem visse de fora, parecia que ele é apaixonado por mim. Contava todos os seus segredos, confiava em mim, quando estava com problemas ou deprimido, ele me procurava. A verdade era que eu era o seu apoio e apenas isso.

- Como o Jin foi cruel com você... – ela comentou.

- Ele não foi. – Kim garantiu – Ele sempre deixou isso muito claro em suas atitudes. Ele me queria em sua vida, mas não entrava na minha. Ele me contava tudo, mas não me perguntava nada. Ele ainda me chama pelo meu sobrenome. Isso é significativo, não? Desde o começo, eu estava consciente. Apenas aceitei, porque ele precisava de alguém.

Yuko admirou a tranqüilidade daquele rapaz. Colocou a mão em seu ombro e sorriu, fazendo-o o rir. Kim, então, perguntou-lhe sobre Léo e a garota começou a contar sobre seu relacionamento. A uma certa altura, a conversa foi interrompida pelo tom de voz elevado de Jin.

- A CULPA É SUA, TARTARUGA DOS INFERNOS!

- MINHA?? QUEM COMPROU A PASSAGEM FOI VOCÊ!!

- MAS VOCÊ ME DISSE O HORÁRIO ERRADO DO VÔO!!

- MAS SE VOCÊ COMPROU, PODERIA MUITO BEM TER VISTO O HORÁRIO CERTO! EU NÃO SEI INGLÊS MUITO BEM SE VOCÊ AINDA NÃO PERCEBEU! E PARA DE GRITAR COMIGO!!

- VOCÊ TAMBÉM TÁ GRITANDO!!

Eles se encaravam, trocando farpas com os olhos. Yuko e Kim suspiraram, o mais velho girou os olhos e murmurou:

- Crianças...

A japonesa e o coreano preferiram continuar olhando para os aviões, deixando o casal resolver aquele impasse por si só.

- Quer saber de uma coisa? É melhor que eu fique aqui nos Estados Unidos! Deu dois dias e começamos a brigar por sua culpa!

- A culpa não é só minha! Então fique se quiser!! A JE vai mesmo colocar alguém melhor em seu lugar. – Kamenashi balançou os ombros, de modo infantil.

Jin se sentiu ferido.

- Ótimo. Aproveite e namore com ele. – ele emburrou, cruzando os braços.

- Talvez eu namore.

O mais velho fez bico e foi se sentar. Passaram-se alguns minutos até que o pequeno veio sentar ao seu lado, com um belo sorriso e dizer:

- Não fique tão bravo. Não tem problema eu ir para Narita ao invés de Tóquio, já que o avião já partiu. Se quiser, pode ir embora, eu fico esperando aqui até o horário do vôo para Narita.

- Não, eu não vou te deixar sozinho... – ele respondeu, ainda bravo.

- Né... Você não estava falando sério, estava? Você vai voltar quando terminar o seu curso, não vai?

O olhar aflito do pequeno divertiu a Jin, que se segurou para não rir. Resolveu brincar um pouco com ele.

- Não sei, estou pensando.

- Né, não seja malvado!!

- Me dê um bom motivo para voltar.

Jin o viu mordeu os lábios, olhar para o outro lado, e as bochechas do pequeno se tornarem rosadas. No que diabos aquela tartaruga estaria pensando? A sua curiosidade foi saciada quando Kamenashi se aproximou, encostou uma mão no ouvido de Jin e lhe sussurrou seu pensamento.

Os olhos de Jin se alargaram e seus lábios se abriram em um enorme sorriso. Não conteve a risada estridente e olhou para o caçula, com olhos brilhantes.

- Isso é sério??

- É sim. – ele disse, envergonhado.

- Você não está me enganando?

- É uma promessa.

- Ora, ora... – ele riu, mas em seguida fechou a cara – Ei!!! Que tipo de pessoa você pensa que eu sou? Definitivamente, isso não vai me convencer a voltar!!

Kamenashi balançou os ombros e ficou em silêncio. Jin inquietou-se.

- Né?

- Un?

- Você vai usar mesmo?

- Venha para casa e descubra. – ele sorriu.

- Ora... Eu não sou esse pervertido que você pensa!

- Você quem sabe. Mas, você me conhece, certo? Eu gosto das coisas organizadas em minha casa e tudo o que não tiver utilidade, vai para o lixo. Se você não voltar em três meses, certamente aquele... – ele baixou o tom de sua voz -... Aquele vibrador vai para o lixo!

- Não adianta, isso não vai me convencer! Não vou voltar!! – Jin cruzou os braços, determinado, enquanto ria.

E, no entanto, Jin apressou suas provas na universidade e, dois meses depois, ele estava diante das câmeras, apresentando o programa Cartoon Kat-tun junto com seus companheiros. Ele ainda estava com uma expressão desorientada. Demoraria a se acostumar novamente com o set de gravação, mas...

Estava em casa.




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MensagemAssunto: Re: [END] Eu Não Te Amo   Seg Jul 05, 2010 10:26 pm

EPÍLOGO

31 de dezembro de 2007


As luzes dos refletores. O som alto. A fumaça. O palco tremendo. Ah... E a energia. Aquela energia que vinha da platéia e atravessava seu corpo com um impacto enorme, fazendo-o quase dar um passo para trás. Era tão bom, tão revigorante.

Tudo isso era tão acolhedor...

Ele olhou para aquela multidão de pessoas. Não importava para onde olhasse, encontrava inúmeros rostos animados, ouvia centenas de vozes gritando e cantando junto com eles.

Olhou para um dos palcos. Encontrou Junno, Ueda, Koki e Maru brincando entre eles, enquanto aguardavam para a sua próxima apresentação. Em outro palco, viu o pessoal do Kanjani 8 e Ryo se desvencilhando deles. Não era fácil para o seu amigo participar de dois grupos que estavam se apresentando no mesmo show. Ryo era incrível, Jin o admirou.

Seu olhar passeou entre os demais Johnnys. Arashi, News, Kinki Kids, Tokyo, entre tantos outros.

Jin, enquanto também esperava a sua vez de cantar, admirava a platéia daquele Countdown, quando seu olhar recaiu em Ryo, que sorria de modo divertido e apontou para aqueles que estavam cantando uma música no momento.

- Si, Oretachi wa itsudemo futari de hitotsu datta... Jimoto ja makeshirazu sou daro.

Jin viu Yamapi e Kamenashi rodopiando ao som de Seishun Amigo. Sorriu. Aqueles dois haviam desenvolvido uma forte amizade durante a sua ausência, o que fez com que suas brigas com o pequeno enciumado de Pi tivessem um fim.

Ele devolveu o sorriso ao moreno e se aproximou junto com ele dos outros dois. Viu o integrante do Kanjani 8 e do News zombar da coreografia, erguendo o braço, deixando o dedo indicador e o médio unidos, levando-os até sua testa com determinação e riu.

Quando Yamapi e Kamenashi rodaram novamente, Jin e Ryo começaram a cantar o refrão.

- Si, Oretachi wa mukashi kara... Kono machi ni akogarete shinjite ikitekita.

Jin ria enquanto cantava, aquela coreografia, ele adorava zombar dela também. Fingiu que chutava Ryo enquanto dançava.

- Naze darou... Omoidashita keshiki wa...

Os quatro se reuniram no palco.

-... Tabidatsu hi no kirei na sora... Dakishimete...

Eles uniram seus polegares e os ergueram acima de suas cabeças, fecharam o punho e desceram o braço ao mesmo tempo. Seu olhar se encontrou rapidamente com o de Yamapi. Sorriram.

Kamenashi observou o breve contato dos amigos. Há alguns meses que Jin havia retornado, mas foi naquele evento, com o apoio de Pi e Ryo somado ao do KAT-TUN, que o seu namorado pode finalmente se sentir à vontade diante do público.

Ele estava de volta, finalmente.

Kamenashi, porém, não podia mais ignorar que aquele relacionamento era bastante complicado. Embora não existisse mais a ameaça de Harada, Kirisawa e Tsubasa, ainda continuava sendo um amor entre duas pessoas do mesmo sexo, integrantes de uma das maiores agências do entretenimento japonês, admirados por milhares de pessoas. Soma-se a isso as dificuldades naturais de um relacionamento, principalmente quando seus temperamentos fortes sempre estão em conflito...

Seria difícil. Seria sempre difícil.

Kame olhou mais uma vez para Jin, encontrando-o sorrindo.

Mas... Com certeza, vale a pena!

Kamenashi aproveitou um momento de descuido do namorado e lhe beliscou o traseiro. Passou por ele como se não tivesse feito nada, deixando-o para trás, em estado de choque, e ignorou os gritos das fãs que foram testemunha daquela cena, mas que julgaram apenas como Fã Service...

_________________________________________________

Obrigada a todos que leram, principalmente a quem conseguiu chegar até o final, eu sei, não foi fácil! XD
Obrigada de verdade!




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MensagemAssunto: Re: [END] Eu Não Te Amo   Ter Jul 06, 2010 6:21 pm

aaaa a Yuko é demais né
oq seria d Akame sem Yuko, sem Pi, sem Ryo
ja q eles tao sempre em confusao haha
eu amei a Yuko, q bom q ela arranjou um namorado *-*
e o Kim hein? esse tbm é incrivel *-*
acabou a fic TT_TT
ah mas fico feliz do modo q acabou
eu a amei *------*
do começo ao fim
parabens Kitty por essa fic maraaa!!!!!
bjosss
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MensagemAssunto: Re: [END] Eu Não Te Amo   Qua Jul 07, 2010 2:44 am

Naraaaaa! Obrigadaaaa!

A Yuko acabou se tornando uma das minhas personagens preferidas. Acho que ela tem tudo a ver com o Jin, até demais, e por isso não foram feitos para serem um casal XD.

Akame precisa de muitas "babás" para tomarem conta deles... ^.~

O Kim também, adorei o personagem e o que ele representou na transformação tanto do Jin quanto do Kame. Ele foi fundamental para dar uma reviravolta na história a favor de Akame.

Obrigada mesmo por ter lido até o final e por ter comentado sempre! Fico contente que um fã de News tenha curtido meu Akame ^.~! hahaha Obrigada!!

Beijosss






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MensagemAssunto: Re: [END] Eu Não Te Amo   Qua Jul 07, 2010 4:47 am

de nadaaaa ^^
nao sou fã de Akame ou de KAT-TUN, mas gosto de ler fics, historias
e se ela é boa, leio ate o fim
nao importa com quem seja a historia, qual a banda, eu leio rsrs
ja li ate de bandas/cantor q nem conheço rsrs
e ainda há mtas fics pra eu ler d outros foruns haha xD
sim, sim gostei do seu Akame ^^
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MensagemAssunto: Re: [END] Eu Não Te Amo   Dom Jan 09, 2011 6:59 am

Depois de algumas madrugadas lendo,acabei e é triste isso pq vou sentir falta dessa fic,me apaixonei completamente por ela *-*

Pena que demorei a descobrir a fic,se não tinha comentado a cada capítulo,fiquei emocionada no final,foi tão bom ver os dois juntos,foi especial cada capítulo que li Wink

Parabéns novamente pela fic,de verdade fiquei fã Wink

Bjos
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MensagemAssunto: Re: [END] Eu Não Te Amo   Seg Jan 10, 2011 1:25 am

Arigatouuuuuuuuu *_________*

Obrigada por ter perdido algumas madrugadas lendo a minha história, fico feliz ^-^ que tenha gostado tanto assim. E, depois de tanto sofrimento, os dois só podiam ficar juntos neh! Akame Forever!! hahaha

Obrigada mesmo por ter lido e comentado!

Beijos




By Misakiti
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MensagemAssunto: Re: [END] Eu Não Te Amo   Ter Jan 11, 2011 7:47 am

Nunca que foi tempo perdido,a fic me fez me apaixonar pelos dois juntos,foi incrível poder ler e fiquei mesmo feliz com o final,eu fiquei lendo e louca para saber como eles iriam voltar depois que o Jin foi para os Estados Unidos e foi lindo o Kame atravessando o mundo para provar seu amor *-*

Agora vou começar a ler as fics na comunidade que me passou,obrigada Wink

Bjos
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MensagemAssunto: Re: [END] Eu Não Te Amo   

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[END] Eu Não Te Amo
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