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 [END] Eu Não Te Amo

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Kitty
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MensagemAssunto: [END] Eu Não Te Amo   Qua Jan 20, 2010 11:43 pm

Título: Eu Não Te Amo
Gênero: Yaoi, lemon, romance, drama e um pouco de dark lemon.
Casal: Akame, Pin, Junda(?), Koyapi
Censura: + 18 (contém cenas de sexo explícito e estupro)

Nota: Os personagens não me pertecem e a história não visa nenhum lucro.

Sinopse: Pi ama Jin, que ama Kame, que ama...?

O que você é capaz de fazer para proteger a quem ama?
Provando a intensidade do seu amor e almejando o lançamento oficial, Jin passará por inúmeras provações, que resultarão em sua viagem para os Estados Unidos.
Acompanhe aqui o turbulento ano de 2005 na vida de Akanishi Jin.



Capítulos:

1 - Recusa
2 - Mentiras
3 - Prisioneiro
4 - Reclusão
5 - Reconciliação
6 - Promessa
7 - Punhal
8 - Escolha
9 - Confiança
10 - Guardião - parte um
11 - Guardião - parte dois
12 - Ciúmes
13 - Redenção
14 - Contra-ataque
15 - Coração
16 - Cheque-mate
17 - Denúncia
18 - Término(s)
19 - Namoro
20 - Remédio
21 - Pedido
22 - Retrocesso
23 - Rompimento
24 - Vazio
25 - Parabéns
26 - Amantes
27 - Medos
28 - Choque
29 - Reação
30 - Passado
31 - Esconderijo
32 - Confronto
33 - Sequelas
34 - Casa
35 - Acidente?
36 - Aborto
37 - Opostos
38 - Perdidos
39 - Distâncias
40 - EUA
41 - Obstáculos
42 - Eu não te amo?
43 - Substituto
44 - Ódio
45 - Amor
46 - Despedida
47 - Eu te amo
Epílogo




By Misakiti


Última edição por Kitty em Ter Jul 06, 2010 3:05 am, editado 46 vez(es)
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Kitty
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MensagemAssunto: Re: [END] Eu Não Te Amo   Qua Jan 20, 2010 11:45 pm

Recusa

1

Se ele soubesse que terminaria daquele modo, não teria voltado para resgatar seu casaco, esquecido no sofá daquela sala. Simplesmente teria encarado a noite fria de Tóquio e seguido seu caminho, certo de que essa decisão poderia lhe render um resfriado, mas ao menos preservaria a sua relação com Jin...

Se Jin soubesse que terminaria daquele modo, ele teria feito exatamente o mesmo. Não mudaria em nada suas decisões, porque, afinal, não agüentava mais esconder aquilo que perturbava seu sono há muito tempo...

Esses eram os pensamentos dos dois rapazes em uma sala escura, em que a única iluminação provinha da rua, de um poste cuja luz invadia o recinto através da janela.

Não havia sido nada planejado. Apenas aconteceu de Jin, mais uma vez, permanecer no camarim após todos irem embora. Apagou a luz, para não chamar a atenção de nenhum funcionário e sentou na poltrona, pensativo.

Pensava que aquilo já não podia continuar, sentia-se sufocado. Dia a dia, aquele sentimento parecia crescer cada vez mais. Bastava-lhe um simples toque das mãos de Kamenashi em seu ombro, ou um singelo sorriso, para que acendesse aquela chama em seu peito. Jin já não conseguia pensar em outra coisa, que não ficar ao lado daquele garoto.

Ele sabia das conseqüências. Refletiu muito sobre isso diversas e diversas noites que passara em claro. Admitir que amava um homem era algo que rompia com barreiras da sociedade solidificadas há muito tempo, e, embora houvesse algumas rachaduras de alguns anos para cá, ainda assim aquela muralha não parecia que desabaria facilmente. Seria muito complicado manter um relacionamento homossexual, ainda mais se vazasse para a mídia.

Mas, finalmente, ele estava disposto a lutar. Faria qualquer coisa para manter Kamenashi ao seu lado, lutaria contra quem quer que fosse necessário lutar para que eles pudessem ficar juntos. Estava realmente decidido.

Akanishi Jin só não estava preparado para uma coisa: ser rejeitado.

A entrada de Kazuya naquele momento em que ele havia decidido lutar por seu amor, pareceu a Jin como se fosse um sinal enviado pelos céus. Ao menos, era uma coincidência que acalentou seu coração, dando-lhe mais coragem para seguir adiante.

- Oh! Que susto, Jin! – ele disso, rindo. – O que está fazendo aqui ainda? E mais, no escuro desse jeito? Assustador!

- Não acenda a luz. – pediu Jin, assim que o viu se movimentar em direção ao interruptor.

- Eh? Por que?

- Apenas...Fique parado...

- O que foi Jin? O que está acontecendo?

Kamenashi o viu se levantar e caminhar em sua direção. Parou a apenas um passo de distância e o fitou. O seu rosto estava sério e um pouco aterrorizante sob a luz azulada do ambiente escuro. Kame não conseguia compreender o que ele estava fazendo. Sentiu aquela mão forte e firme encostar-se a sua bochecha, e seus lábios sentiram o deslize daqueles dedos.

Jin poderia ficar horas olhando aquela pele pálida, quase translúcida de tão branca, mas que emitia um calor tão forte quanto a sua personalidade. E aqueles olhos, levemente abertos, surpresos com aquela situação, tentando entender o que estava se passando, eram como imãs para Jin. Simplesmente não conseguia parar de admirá-los.

Em um movimento súbito, Jin passou o seu braço por trás dos cabelos cumpridos de Kamenashi e o trouxe de encontro ao seu peito. Aquele abraço deixou o outro ainda mais espantado.

Era tão reconfortante, sentir aquele rosto em seu peito, enquanto suas mãos passeavam pelas costas finas de Kamenashi, apertando-o suavemente contra seu próprio corpo. Ah...Há quanto tempo desejava por essa sensação?

E agora, ele estava ali, diante dele, em seus braços, com uma expressão confusa, mas ainda assim mantendo um doce sorriso nos lábios.

- Qual é o problema, Jin? – ele perguntou, começando a sentir-se sem jeito com aquela situação.

Jin sentiu que o outro tentava se desvencilhar, então o apertou com mais força. Kamenashi começou se preocupar com o desespero que sentia naquele abraço. E o silêncio de Jin o deixava ainda mais apreensivo.

- Jin...

- Kazuya...Eu...Gosto de você.

Como Jin não podia ver a sua expressão, Kazuya não escondeu o seu assombro. Seus pequenos olhos puxados se alargaram, enquanto sua mente processava aquelas palavras. Só pode ser um mal-entendido, era o que se passava em sua cabeça.

- N-nani? – ele gaguejou.

- Eu gosto de você...Gosto muito!

As mãos de Jin se afrouxaram e seus corpos se separaram, mas ele manteve seu rosto próximo ao de Kamenashi, que continuava olhando-o apalermado, sem saber o que fazer ou o que dizer.

Para Kamenashi, era evidente a expectativa que crescia nos olhos de Jin, esperando por uma resposta.

- E-eu...Eu sinto muito, Jin.

Kamenashi olhou para o chão. Com isso, Jin percebeu o rumo que eles estavam tomando com aquelas palavras de Kazuya, mas não queria acreditar.

- Você...Você...

- Gomen, Jin...Eu não posso corresponder aos seus sentimentos...

Foi neste momento que ambos começaram a pensar em suas decisões naquela noite. Kamenashi queria nunca ter voltado ao camarim. Jin tentava se consolar, acreditando que essa foi uma atitude acertada, já que não conseguia mais esconder seus sentimentos. Ao menos, agora ele sabia a posição de Kazuya, sabia que ele o considerava apenas um amigo.

O silêncio que se seguiu foi constrangedor e torturante. Jin não sabia o que dizer começava a sentir-se envergonhado pela sua extrema sinceridade, enquanto Kamenashi, cada vez mais apreensivo, esperava por alguma palavra de Jin.

Um não podia saber o que o outro pensava, mas ambos desejavam que aquele incidente não afetasse a amizade entre eles. Sem realmente pensar direito no que estava dizendo, Jin agiu por impulso. Ele gargalhou.

- Há, há, há...Peguei você! Você é mesmo muito inocente, né Kazu?

- Hã?

- Aproveitei para brincar um pouco com você, só isso! Mas que coragem a sua, dar um fora em mim! Milhares de garotas poderiam te matar por isso, sabia?

- B-brincadeira...Foi uma brincadeira?

- É claro!! – ele riu com deboche.

- Jin, não brinque com coisas sérias, seu idiota!! – ele gritou, angustiado – Não faça isso! – e riu, aliviado – Você ainda vai ficar por aqui? Por que é que estava no escuro, hein?

- Ah, só um pouco de dor de cabeça...Acho que acabei cochilando um pouco...Em todo caso, eu ainda preciso esperar o Yamapi, ele vai me dar carona para casa.

- Então, eu vou nessa, ok? Nos vemos amanhã?

- Até amanhã.

Kamenashi sorriu e saiu da sala. Seus passos ecoaram pelo corredor, já deserto àquela hora. Uma vez que dera às costas para Jin, seu sorriso desapareceu.

2

- Então o Kirisawa-san disse que precisamos ganhar mais espaço na mídia e está tentando acertar umas propagandas para todos os membros do News...Lá vem mais trabalho, que coisa!

A voz de Yamapi parecia distante a Jin. Ele a escutava vagamente, como se o outro estivesse muito longe. A verdade era que nada do que seu amigo dissesse despertaria a sua atenção. Ele apenas queria chegar em casa o quanto antes e ficar sozinho. Mas não poderia ser grosseiro com Yamapi, afinal de contas, ele nada tinha a ver com o assunto. Então, por simples educação e sem real interesse, perguntou:

- Quem é Kirisawa?

- Então, Kirisawa-san é um novo assessor de imprensa da banda...Disseram que há uma sobrecarga de trabalho e aumentaram a equipe. Ele é bem exigente, parece que trabalhou com algumas bandas famosas coreanas e até americanas! Foram exatamente essas palavras que eu disse no momento em que você parou de prestar atenção em mim...Está tudo bem, Jin?

- Ah, você percebeu?

- Lógico. Qualquer um perceberia!

- Isso é raro, em se tratando da sua pessoa...

- Você quer perder a carona?

- Ah, Pi, é que você é muito chato de vez em quando, eu preferi ficar olhando as lojas...Descobri que aquela loja bacana de óculos está com uma super promoção e...

- Você realmente quer perder a carona.

Jin riu.

- Gomen, Pi...Eu só estou com um pouco de dor de cabeça.

- Tudo bem, se você não quiser contar, eu não vou insistir.

Ele realmente é incrível, pensava Jin. Admirava o quanto aquele rapaz poderia aparentar uma imagem de ser uma pessoa desligada, mas, na realidade, era muito atento, principalmente com ele. Jin raramente conseguia enganá-lo, Pi o conhecia bem demais para cair em uma desculpa esfarrapada como aquela.

- Eu só não estou muito a fim de falar sobre isso agora...

- Tuuuuuudo bem.

- Depois eu te conto...

- Beleza!

Mas Jin não contou por muito tempo.

3

Fechou a porta e sequer se preocupou em acender a luz. A escuridão parecia ser uma boa companheira naquela noite. Tirou os tênis com os próprios pés e seguiu para o seu quarto. No caminho, esbarrou na mobília do telefone e xingou alto. Pulou alguns passos em uma perna só, esfregando a outra para a dor passar. Não era realmente o seu dia de sorte.

No quarto, jogou a camisa que vestia em uma poltrona, ficando apenas com a regata preta que usava por baixo. E se jogou na cama, afundando a cara no colchão. Com o nariz amassado, sua voz saiu meio nasalada quando suspirou:

- Eu sou mesmo Bakanishi...

Depois disso, ele se endireitou na cama e fitou o teto branco, de um apartamento praticamente novo, ou pelo menos bem conservado, sem uma rachadura sequer. Tentou pensar na idade daquele imóvel, para desviar sua mente do ocorrido há uma hora atrás, mas não conseguiu. Aquela dor em seu peito era impossível de ser ignorada.

Era a primeira vez que lidava com uma dor tão estranha. Nem a primeira vez em que foi rejeitado por uma colega de classe, ainda nos tempos de colégio, havia sido tão doloroso como agora.

Jin mordeu os lábios, tentando evitar o choro. Sentia-se terrivelmente humilhado por ter sido rejeitado tão facilmente. Nem uma chance, nem uma sequer, Kazuya simplesmente o rejeitou.

“Que tolo que eu sou”

Ele também acreditava que era a primeira vez que sentia algo tão forte por alguém. Não havia um momento exato, nas lembranças de Jin, que justificasse o seu amor. Foi algo que cresceu pouco a pouquinho, durante o cotidiano, durante uma mistura de trabalho com a diversão imatura de rapazes que cresceram em um ambiente totalmente diferente da maioria das pessoas.

Um ambiente sério, de trabalho, com muita responsabilidade, cujo único ponto de escape eram justamente os companheiros que fizera na agência Johnnys Entertainment. Aqueles outros jovens que passaram pelo mesmo que Jin passou, pelas mesmas experiências vividas de uma infância roubada por um trabalho duro, mas compensador.

Mas, se não sabia quando começou, era bem certo quando aquilo se fortaleceu. Foi no início deste ano, durante as gravações da última novela, em que atuaram juntos, encarnando os personagens Odagiri e Yabuki.

Aqueles dias foram realmente agradáveis. Quase um mês se passara desde o final daquela novela, quando ele finalmente se deu conta do que sentia por Kazuya. Apesar do trabalho bem feito, da boa audiência conquistada, dos inúmeros programas de entrevistas, Jin gostaria de retornar para o início de janeiro, ou, se possível, para o final de dezembro do ano anterior, quando os preparativos para a segunda temporada da novela ainda estavam acontecendo. Se ele pudesse ter um desejo realizado, seria o de poder voltar no tempo.

O seu desejo em vê-lo novamente no set de filmagem com um enorme sorriso, enquanto dizia “Ohayou”, era imenso. De ver os seus olhos se apertarem em risadas sinceras ou quando contava alguma coisa com enorme empolgação. De simplesmente dividir a cumplicidade, que existia em seus personagens, na vida real.

Nos primeiros dias do término do drama, o que Jin sentia era algo inexplicável, aquela sensação de bem-estar simplesmente em permanecer ao lado do amigo. Por algum tempo, Jin relutou contra esses sentimentos, mas agora não conseguia mais negar. Amava Kazuya, era um fato.

“Como posso encará-lo amanhã? Que droga, porque eu tive que abrir a minha boca maldita? E os outros? Como reagirão? Não, o Kame não vai contar nada, tenho certeza, ele é muito discreto... Mas eles certamente notarão o clima entre a gente... Merda, porque eu não penso um pouquinho antes de agir? Só um pouquinho... Era tão óbvio que ele não estava apaixonado...”


- Kazu...- ele murmurou.

Quando os sentimentos de revolta e vergonha passaram, o peito de Jin conheceu o momento mais difícil depois de se levar um fora. A certeza de que eles não ficariam juntos o encheu de tristeza e, desta vez, as lágrimas não puderam ser evitadas, por mais que mordesse os lábios.

4

Kamenashi parou no meio da rua e olhou para o prédio da agência, para a janela em que sabia ser a sala em que deixou Jin, mas, não querendo chamar a atenção das pessoas, achou melhor ir embora. Mesmo sabendo que não tinha outra coisa a ser feita, Kazuya hesitou. Estava preocupado, não era de sua natureza ficar tranqüilo diante do sofrimento de um amigo. Mas ficar ali, parado na rua, não resolveria nada.
Convenceu-se enfim de que devia ir embora.

“Eu gosto de você, Kazuya...”

Kazuya sentia o frio da brisa noturna arranhar seu rosto enquanto andava pelas ruas coloridas com as iluminações de algumas lojas que ainda estavam abertas.

“Eu gosto muito de você.”

Para Kamenashi, aquela havia sido a primeira vez que o viu tão inseguro. Quando falava sobre alguma garota, Jin era sempre muito confiante, até mesmo quando era rejeitado, sempre agia com bom humor. Talvez, ele cogitou, porque naquelas vezes não fosse tão sério.

Essa conclusão o deixou ainda mais deprimido. Não queria fazer o seu amigo sofrer pela primeira vez por amor, não queria carregar essa culpa. “Talvez, ele esteja exagerando...Talvez, o que ele sinta por mim seja o mesmo de sempre...Logo ele se recupera”, Kamenashi queria acreditar nisso.

Já estava diante da estação do metrô quando seu celular tocou. Era uma mensagem de texto. Dela.

Oi, querido.
Acabei meu trabalho mais cedo do que eu previa, porque não passa aqui em casa? Estou com saudades. Te espero.


Kazuya pensou que aquilo não seria certo com Jin. Por outro lado, ele estava com saudades dela, há algumas semanas que suas agendas se desencontravam. Além disso, precisava muito de seu colo naquela noite.

- Gomen, Jin...




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Bah Wakabayashi
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MensagemAssunto: Re: [END] Eu Não Te Amo   Qui Jan 21, 2010 3:50 am

OMG !

fic Akame *-------------------------*

amei muito FATO

Akanishi chorando é realmente algo que não consigo imaginar o.õ

terá continuação né?
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Kitty
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MensagemAssunto: Re: [END] Eu Não Te Amo   Qui Jan 21, 2010 12:47 pm

Olá!!

Obrigada por comentar ^^!

Sim, a imagem do Jin é a de ser insensível e de sempre fazer o Kame sofrer - ao menos nas fics que eu já li - mas nesta história resolvi inverter os papéis um "pouco"...

Terá muita continuação ainda rsrsrs. Estou no capítulo 40 e ainda não consegui terminar... Espero que tenha paciência para acompanhar!! ^^

Beijosss




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Nara
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MensagemAssunto: Re: [END] Eu Não Te Amo   Sex Jan 22, 2010 12:19 am

Bem confesso q nao sou fã d Akame
ms qdo vi q vc escreveu q ia ter Pi, talvez Koyapi, senti q precisava ler ^^
Realmente tbm nao consigo imaginar Jin chorando, sofrendo d amor xDD
Pi *------*
OMG qm é essa mulher?
*curiosa*
nossa ja tem 40 caps? oooh
mais uma fic p/ eu ler hehe
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MensagemAssunto: Re: [END] Eu Não Te Amo   Sex Jan 22, 2010 12:49 pm

Oi Nara,

Obrigada por comentar ^^! Espero que você consiga ler a fic até o final hahaha!

Ai, será que só eu consigo enxergar o Jin romântico que há por trás do Jin pervertido?? hahahaha... Acho que sim! XD

Terá mais Pin do que Koyapi... Na verdade, Koyapi terá mais para o final, então, se tiver paciência, aguarde ^^. E espero que não se decepcione o.o! rsrsrsrs

Beijosss




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MensagemAssunto: Re: [END] Eu Não Te Amo   Sex Jan 22, 2010 11:06 pm

Mentiras

1

Ele já estava acordado quando o Sol despontou e seus raios, suavemente, começaram a iluminar o quarto através da janela. Na posição em que ele estava deitado na cama, os seus pés eram banhados por aquele calor natural, tornando o ambiente quentinho e aconchegante.

Kazuya olhou para a pessoa ao seu lado, admirando suas costas perfeitas, enquanto dormia um sono profundo, com uma expressão serena. Não queria perturbá-la, mas também não se atrevia a ir embora sem o seu consentimento. Por isso, ele aconchegou-se por trás, acomodou seu rosto no ombro dela e começou a beijá-la diversas vezes no pescoço, enquanto acariciava a sua barriga.

Ela reclamou algo indescritível, parecia um ronronar, que apenas o fez sorrir.

- Bom dia, dorminhoca...

-...

- Hey...

- Bom dia...- ela finalmente abriu os olhos e sorriu para ele – Já está indo?

- Tenho muito trabalho hoje...

- Quando voltamos a nos ver?

- Depende de nossas agendas. – ele comentou, resignado.

- E dizem que vida de artista é uma maravilha...Bem, que seja, vá se arrumar, eu vou preparar o seu café!

- Arigatou.

Ele ainda permaneceu deitado, observando-a se levantar, colocar aquela seda por cima da camisola verde-esmeralda e sair do quarto. Depois disso, ele voltou a olhar para a janela. A claridade já era total na rua.

“- Eu gosto de você... Gosto muito!”

- Jin...

2

Aquelas duas horas de sono não foram suficientes para tranqüilizá-lo. Jin nem tinha certeza se realmente chegou a dormir, pois, assim que abriu os olhos, escutou a voz de Kamenashi. Sua mente estava bem desperta.

“Eu não posso corresponder aos seus sentimentos...”

Ele queria que tivesse sido apenas um sonho, que ele não tivesse realmente dito aquelas coisas para Kazuya. Mas, do males o menor. Talvez o pequeno tenha mesmo acreditado que fosse um jogo, uma brincadeira. Não seria de todo estranho, vindo dele, afinal de contas. Além disso, Kame costumava ser crédulo demais...Tanto que beirava a uma inocência infantil.

“Em todo caso, não poderei evitá-lo sempre, então é melhor continuar fingindo que realmente foi uma brincadeira... Sem graça...”

- Certo! É isso aí!

Recuperando um pouco da sua animação costumeira, ele se levantou e foi tomar um banho para encarar mais um longo dia de trabalho.

2

- A verdade é que você é muito ruim! – dizia Koki, movimentando os braços para enfatizar o que dizia.

Junno, ofendido, retrucou:

- Olha só quem está, falando! Aposto que você não ganha de mim no Winning Eleven!

- Eu acho que ele ganha. – comentou Nakamaru, desviando os olhos da televisão.

- EI!!! – protestou Junno.

- Vocês querem parar com essa discussão tola? – pediu Ueda, sentado próximo à janela, lendo um livro.

Eles estavam no camarim da banda, esperando por Jin e Kazuya para o ensaio do novo single – talvez, quem sabe, finalmente o single do debut? – e haviam iniciado aquela discussão sobre vídeo-game.

- Ah, desculpe intelectual Ueda-kun! – brincou Koki, com voz infantil. – O que você está lendo tão concentrado?

- Nada demais... É a história de Rei Artur e seus Cavaleiros...

- Ah, aventura?

- É, bem, uma aventura um tanto melodramática...Um dos focos é o triângulo amoroso entre o Rei, seu melhor cavaleiro e a Rainha...

Do outro lado da porta, no corredor, Akanishi escutava aquela conversa agitada. Com uma tímida curiosidade, buscava distinguir a voz de Kame entre eles, mas não a ouviu em nenhum momento.

Jogado contra uma parede, ele olhou para cima e respirou fundo.

“Certo...Aqui vou eu.”

Sua mão chegou até a maçaneta, mas não a girou. Acovardou-se. Ficou mais algum tempo escutando as vozes de seus amigos. Até ter certeza total de que Kamenashi não estava ali com eles. Então, ele colocou o seu melhor sorriso nos lábios e abriu a porta com violência, enquanto gritava:

- BOM DIAAAAAAA!

Seus olhos percorreram rapidamente o lugar e constataram que o alvo de seu desejo ainda não havia chegado. Ele respirou aliviado.

- Akanishi Jin chegou! – disse Jin, com seu melhor sorriso infantil.

- Jura? – perguntou Nakamaru – Eu nem tinha percebido essa sua entrada histérica!

- É porque você é muito desatento, Maru. – disse Jin, com os olhos arregalados em uma fingida seriedade. – Ah, nossa, eu estou quebrado hoje...

- Mas o dia mal começou...- comentou Junno.

Koki, com um tom de voz pra lá de malicioso, inquiriu:

- O que você andou fazendo durante a noite, Jin?

Aquela pergunta despertou a atenção até de Ueda, que fechou o livro e olhou para o recém-chegado. A sua expressão, no entanto, não demonstrava muita curiosidade com aquele assunto.

Jin encarnou o espírito brincalhão de sempre e respondeu:

- Proibido para menores de idade.

- O único menor de idade não está presente. – lembrou Nakamaru.

- Ah... É verdade...Então, ontem eu...

A porta foi aberta mais uma vez, justo neste momento, e esse barulho assustou Jin, que sentiu seu corpo se contrair e o coração bater um pouco mais depressa. Jin engoliu em seco diante da entrada de um agitado Kamenashi:

- Me desculpem pelo atraso! – ele implorou, com as duas mãos unidas acima da cabeça.

Koki tratou de acalmá-lo.

- Tudo bem, não está tão atrasado assim.

Jin abaixou seus olhos. Covarde, ele gritou consigo mesmo, enquanto sentia seu coração aumentar o ritmo do batimento e o sangue invadir sua face, queimando-a. Sentiu as lágrimas começarem a se formar, mas logo as deteve. Não era momento e nem lugar para demonstrar suas fraquezas.

Pensando em seu orgulho, ou no que restara dele, Jin se forçou a olhar para o amigo. Kamenashi desviou seus olhos no mesmo instante em que Jin o procurava.

O coração de Jin estava quase voltando ao batimento normal quando ele percebeu algo errado.

“Não brinca... Ele não...”

Foi Nakamaru quem fez pergunta que se formulava em sua mente.

- Epa, epa, epa...Kame...Você está com a mesma roupa de ontem?

- AH!! AHHHHHH! – gritou Koki – Seu espertinho, o que você tem escondido de nós? Lembre-se de que você é menor de idade, não pode fazer essas coisas sem a nossa autorização!

- Como assim “nossa autorização”? Que espécie de relacionamento VOCÊ tem com ele? – questionou Nakamaru, rindo.

- Não desviem do assunto. – pediu Junno – Kame, não vai nos contar nada?

Ueda, assim como Jin, apenas permaneceu em silêncio. Ele se limitou a observar o rosto de Kamenashi, sério.

- É verdade, pode ir abrindo o bico! – exigiu Koki.

Kamenashi coçou a parte de trás da cabeça, evidentemente constrangido.

- Ah, bem...Isso é um pouco vergonhoso...

Ele não sabia como dizer aquilo na frente de todos. Não sabia como contar aquilo na presença de Jin. Sabia que estava sendo terrivelmente cruel e egoísta, pensando apenas em seus próprios sentimentos quando aceitou o convite dela em dormir na sua casa, logo após ouvir a declaração de Jin.

Não era de propósito, ele simplesmente não teve como recusar. Seus desejos foram mais forte que a sua razão, ela tinha um grande poder de persuasão e, além do mais, ele estava tendo um caso com ela e não com Jin. Por mais que o quisesse bem, não podia deixá-la em segundo plano por causa dele.

Kamenashi olhou para ele. E o remorso pela noite passada com a amante o acertou em cheio, como se alguém o socasse diretamente no estômago. Um pedido de desculpa já subia pela sua garganta, mas ele não permitiu que escapasse de seus lábios. Não podia publicar a intimidade de Jin desta maneira.

- Parece que dois membros do KAT-TUN se deram muito bem nesta noite, pelo visto! – comentou Nakamaru.

- Eh? Quem é o outro? – perguntou Kamenashi, contente por desviar o rumo da conversa.

- O Jin disse que está todo quebrado e estava preste a contar alguma aventura amorosa! – dedurou Koki.

Kamenashi o olhou confuso, tentando compreender aquelas palavras. Desta vez, Jin não desviou o olhar. Manteve-se firme. Kamenashi até se perguntou se poderia haver algo de ironia em Jin. Foi uma rápida batalha silenciosa, em que Jin saiu vitorioso. Kazuya desviou seu olhar primeiro, preferindo olhar para a janela.

Jin sacou um meio sorriso ao responder:

- Vocês que pensam besteira. Eu passei a noite jogando videogame...

- Você quem disse que era assunto para maiores de idade! – lembrou Junno.

- Justamente. Vocês não sabiam que o Zoombie Blood é para maiores de vinte anos?? É um jogo muito, muito, sangrento, verdade! Vocês deviam jogar...Se quiser, eu te empresto, Nakamaru!

- Não, obrigado.

- Ah, vai, vem jogar em casa comigo qualquer noite dessa! É um jogo em que o personagem principal fica preso em uma casa cheia de mortos-vivos, você vai adorar!

- Eu não!

- Vamos jogar a meia noite de uma sexta-feira treze, tá?

- Você é irritante. Me deixa, já disse que eu passo!

Jin gargalhou, acompanhado de Koki e Junno, que também começaram a molestar o medroso Nakamaru.

- Você tá mesmo falando sério, Jin? – perguntou Koki, de repente.

- Vocês realmente acreditam que eu sou do tipo que vira a noite jogando games? – desafiou Jin, com um sorriso pra lá de sacana – Eu não passei a noite fora de casa, mas tive alguns bons momentos...Pi e eu saímos para beber e aí conhecemos algumas meninas...

Ele, então, começou a contar a primeira história que lhe surgiu na cabeça, enquanto os outros ouviam com atenção. Nakamaru e Koki faziam gracejos em diversos momentos, enquanto Junno apenas ria timidamente de certos comentários. Kamenashi mantinha um sorriso sem graça, mas ninguém notou o seu desconforto. Ninguém, além de Ueda, que o observava discretamente.

3

Era difícil compreender Akanishi Jin, concluiu Kamenashi consigo mesmo. Achava que o conhecia suficiente para interpretar bem suas emoções da noite anterior. Ele realmente acreditou que aquelas palavras foram sinceras, que dizer que eram apenas brincadeiras fosse apenas uma manobra para disfarçar o constrangimento. Ele realmente cria que o outro estava profundamente machucado com a sua recusa.

Talvez, afinal, estivesse certo. O sentimento que Jin declarara ontem fosse apenas algo passageiro e a rejeição apagou qualquer vestígio de sua existência. Talvez, simplesmente, fosse mesmo mais um joguinho a lá Akanishi.

Ele devia sentir-se aliviado por tudo continuar como antes, mas, de alguma forma, ser tratado com tanto descaso o ofendeu. Será que ele não era interessante o suficiente para prender os sentimentos de Jin por mais de vinte e quatro horas?

“O que eu estou pensando? Que bom que podemos ser amigos como antes, afinal, tudo não passou de uma peça...”

Por alguma razão, ele não conseguia se intrometer naquela conversa. Escutar Jin falando de mais uma garota não era novidade para ele, mas perceber que o outro agia normalmente após do que se passou entre eles naquela sala, era algo mesmo incômodo. Kamenashi só não conseguia entender o motivo.

4

Ele tinha que reconhecer que a sua mente era incrível. Quando queria, ela trabalhava com uma eficácia surpreendente. Quando Jin deu por si, já tinha criado uma garota muito interessante, cujos pais trabalhavam na Coréia, os avós moravam no sul do país e ela estava em Tóquio a trabalho como modelo. Ainda não era conhecida, estava apenas começando, na verdade, já estava quase desistindo. Sem dinheiro, ela precisava voltar a morar com seus parentes.

O mais impressionante de tudo, no entanto, era que aqueles três patetas estavam realmente acreditando. Nakamaru, Koki e Junno estavam mesmo interessados naquela história e Jin rolava de rir internamente. Apenas Ueda e Kamenashi mantinham-se distante.

A melhor parte era que, concentrado naquela brincadeira, ele prolongou o momento de pensar no fato de que Kazuya dormira com alguém. Mas a atenção dos três patetas não durou para sempre. Mais rápido do que Jin previra, ele sentiu aquela dorzinha em seu coração se fazer presente mais uma vez.

“Se ele queria me machucar, realmente está conseguindo...”, ele pensou, olhando Kamenashi conversar distraidamente com Ueda.

A vontade de Jin era questionar o caçula da banda, descobrir os detalhes, tomar conhecimento da identidade de quem dormiu com o seu pequeno. Conhecer a pessoa para quem os sentimentos de Kamenashi estavam voltados. Jin controlou esse desejo, sabendo que não podia invadir a sua privacidade por ciúmes.

Ele tinha que esquecer o que sentia por Kame o quanto antes e aceitar que, uma vez que ele não o amava, tinha todo o direito de sair com alguém. Mas, perguntava uma parte impulsiva de seu cérebro, precisava ser logo no mesmo dia em que ele se declarara?

Uma vez que deixara de ser o alvo das atenções dos integrantes da banda, Jin se permitiu manter um semblante levemente irritado.

5

- Jin...Está mesmo tudo bem entre a gente?

Ele estava de costas, no banheiro, terminando de vestir a sua camiseta quando Kamenashi fez essa pergunta subitamente. O pequeno havia esperado até o final do expediente por um momento em que estariam apenas os dois para poderem conversar com mais privacidade.

A vontade de Jin era dizer que nada estava bem desde que ele o rejeitara, ainda mais para passar a noite com outra pessoa. Mas ele não o fez. Ao mesmo tempo em que estava irritado, sentia que uma briga entre eles, naquele momento, afastaria Kazuya de uma vez. E esse temor era maior que a sua raiva.

Além disso, Jin assumira o papel de que não sentia nada pelo outro, que havia sido simplesmente uma mentira, para gracejar com Kame. E ele estava disposto a levar esse papel até o fim, afinal, ele era um ator ou não?

Sorrindo, Jin se virou e disse:

- Do que você está falando, Kazuya? Ainda é sobre ontem? Mas eu já não disse que era tudo brincadeira? Você leva mesmo as coisas a sério...

- Talvez eu seja encanado mesmo, mas...Senti você meio frio hoje, meio distante e mal-humorado...

- Ah, é que eu errei demais hoje, você não achou? Durante a entrevista, eu não sabia o que responder, isso me deixou nervoso. Me desculpe se passei a impressão de que era com você!

- Mesmo??

- É sério...Vamos, Kame...Vamos jantar juntos, eu pago!

- Gomen, eu fiquei de passar na casa de uma pessoa hoje.

“Ele continua a me machucar...”

Jin escondeu a sua decepção, colocando um sorriso no rosto e simplesmente balançando os ombros.

- Bem, outra vez será...Vai lá, alguém te espera né? Depois me conte quem é essa pessoa, não é justo que eu sempre te conte sobre as minhas garotas e nunca ouço nada de você!

Kamenashi ainda pareceu incerto com aquela conversa, mas Jin se aproximou e colocou suas mãos em seus ombros, fitando-o diretamente em seus olhos:

- Somos amigos, acima de tudo não é? Além disso, somos as iniciais do KAT-TUN, certo?

Ele bagunçou os cabelos de Kamenashi, como se estivesse afagando a cabeça de um cãozinho. O outro sorriu e o empurrou.

- Para com isso, que coisa chata! – o que apenas fez Jin investir contra ele de novo, com mais força, de modo que Kamenashi não conseguiu afastá-lo – Para!!

Eles riam enquanto disputavam forças como duas crianças, mas, de repente, Jin parou.

- Vai lá, Kame...Ou você vai se atrasar...

Sem notar o tom amargo na voz de Jin, Kamenashi fez que sim.

- Então...Eu vou nessa. Até mais...

- Até mais!

Jin o seguiu com os olhos. Até mesmo com a porta fechada, ele imaginou o caminho que o outro faria até a saída da agência. E então, uma imensa onda de desânimo o atingiu e ele foi obrigado a sentar no chão, escondendo o rosto entre as mãos.




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MensagemAssunto: Re: [END] Eu Não Te Amo   Sex Jan 22, 2010 11:35 pm

Hehe é Kitty talvez vc seja a unica q ve o Jin romantico
nao sei
nao sei o q as outras meninas pensam, ms p/ mim é dificil imagina-lo assim xDD
ms to gostando desse Jin ^^
qm sabe eu nao mudo d opiniao? ^^
aaaa ms ainda preciso, qro saber qm é essa mulher!!!!
Nhaaa Koyapi só mais p/ o final? td bem, eu espero
td pelo Koyapi, culpa da Kyuu rsrs
qm sabe vc nao me vicia em Akame? xDD
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MensagemAssunto: Re: [END] Eu Não Te Amo   Sab Jan 23, 2010 12:44 am

Ahhh, como assim, o Jin ama muito o Kame, como vocês não enxergam isso? hahahaha

Se pra te viciar em Akame, eu preciso escrever como a Kyuu e a Josy, então tô lascada hahaha *lendo o seu perfil*, mas espero que meu Akame possa te conquistar um pouquinho ^^.

A identidade da mulher será revelada em breve, mas trata-se de um personagem fictício, criado em cima de certos boatos sobre os relacionamentos do Kame.

Obrigada pelo comentário!!

Beijoss




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MensagemAssunto: Re: [END] Eu Não Te Amo   Dom Jan 24, 2010 7:00 pm

Prisioneiro

1

Uma noite insuportavelmente quente em plena primavera. Talvez o tal do Aquecimento Global esteja impondo a sua presença hoje, pensou Akanishi Jin, em mais um de seus devaneios. Quem sabe, a Terra esteja realmente esquentando tanto quanto um pão esquecido dentro de um micro-ondas...

- Onegai! – alguém disse e estendeu um copo a sua frente.

- Haiiiii...- ele respondeu

Jin virou a garrafa de cerveja. Se, de fato a Terra esquentar a um ponto insuportável para os humanos...Morreremos todos. E o líquido escorreu pelo gargalo. Seria um desastre digno daqueles filmes americanos, Armageddon, Impacto Profundo, O Dia depois de Amanhã, Independence Day...Puxa, eu queria conhecer o Will Smith!

O copo enchia-se cada vez mais com aquela bebida amarelada. Cada vez mais, cada vez mais enchia o copo americano até começar a transbordar.

- O que você está fazendo, baka? – alguém protestou.

Jin sobressaltou-se com aquele grito e, em seguida, com a cerveja gelada molhando a sua mão que segurava o copo de Yamapi.

- Ah, merda. – ele exclamou.

Eles estavam bebendo no terraço do prédio em que Yamashita morava. Ali era um lugar agradavelmente isolado, principalmente durante a noite. Eles freqüentavam o local geralmente após um estressante dia de trabalho ou simplesmente quando queriam encher a cara e jogar conversa fora, só os dois, sem mais ninguém para atrapalhar, como sempre costumavam fazer quando mais novos (excetuando-se a bebida naqueles tempos, é evidente).

- Olha o desperdício... - choramingou Yamashita.

- Quer lamber? – provocou Jin.

- Baka... O gosto de sua pele já estragou a cerveja!

Jin riu e chacoalhou a mão, em uma tentativa de secá-la. Yamapi lhe tomou o copo de cerveja e bebericou até que o nível fosse o suficiente para não derramar mais.

- Gomen! – desculpou-se Jin – Estava distraído!

- Mas a cerveja não tem culpa disso... E nem eu! Por favor, derrube a sua própria cerveja e lembre-se de que só temos mais uma garrafa depois dessa!

- Hai, hai...

Yamashita se recostou à parede, olhando para o céu. Ao contrário de seu amigo, ele achava aquela uma noite agradavelmente quente de primavera com um céu estrelado. Mesmo em Tóquio, havia certas vezes em que era possível enxergar as estrelas por cima de tantos prédios.

Era uma sensação boa, Yamashita sentia sua face quente e uma suave brisa bateu de encontro as suas bochechas, refrescando-as. Relaxante, totalmente relaxante.

Eles já estavam levemente embriagados. Jin, um pouco mais que Yamapi. Ele estava bebendo com vontade naquela noite, enquanto discutiam assuntos inúteis e essenciais para eles, como o último capítulo daquela nova série americana que estava fazendo um sucesso danado, Lost, ou discutindo o último jogo de futebol europeu.

Em um determinado momento, Jin virou-se repentinamente sério e fez a seguinte pergunta:

- Se você não entrasse na Johnnys... Você já imaginou como seria a sua vida?

- Ehhhhh? – Yamapi suspirou lentamente - Que pergunta é essa?

- Nada... É só que, esses dias eu tenho pensado em como seria uma vida comum... Será que eu estaria na faculdade? Será que eu estaria trabalhando em meio período ou trabalho integral? Ás vezes olho para o Reio e me pergunto se seria como ele... Embora a vida dele também seria diferente se eu não fosse o “A” do KAT-TUN... Talvez, ele teria sido menos molestado por isso.

- Que súbita dor na consciência é essa? Beba, Jin, beba.

Jin ergueu o seu copo e brindou com o ar. Após um longo gole, ele voltou a sua divagação.

- Eu poderia nem sequer estar no Japão, se não tivesse entregado a ficha para o Johnny-san naquela audiência... Naquele dia, talvez eu simplesmente continuasse a ser um estudante normal japonês, com uma vida tranqüilamente normal... E, aos vinte e um anos, poderia estar viajando pelo mundo em uma motoca e...

- Ah, eu sabia que não devia ter deixado você ver “Diários de Motocicletas” dez vezes... Como você pode ser tão facilmente influenciado pelos filmes? Que coisa mais chata!

Jin parou de fingir que estava segurando o guidão de uma moto e olhou para Yamapi. Sorrindo, provocou:

- Aposto que você sentiria minha falta!

- Você está bêbado demais. Me dê a garrafa, antes que você fique ainda pior... Ande, me dê... Deixe-me pelo menos alcançar o seu nível de embriaguez! Ninguém merece ficar sóbrio ao seu lado... Muito menos quando você já está chapado, meu amigo!

Jin prontamente o ignorou e abraçou a garrafa.

- Aposto que você viria atrás de mim. Você não viveria sem mim. Mas tudo bem, eu o levaria comigo, porque, afinal de contas, somos como Rei Arthur e seu Cavaleiro, Sherlock Holmes e seu parceiro, Che Guevara e seu amigo e...

- Ou seja... Você não lembra do nome de nenhum desses parceiros. Ninguém lembra do nome dos parceiros. Eu não quero ser seu parceiro! Me dá a cerveja?

- De qualquer forma... O que você faria se não fosse membro do NEWS?

Yamapi suspirou, irritado:

- Certamente, eu correria para o primeiro boteco e tomaria uma breja sem o mala do Akanishi Jin do KAT-TUN do meu lado! – resposta que apenas provocou o riso do outro. – Me dá a cerveja?

Jin, ainda rindo, passou-lhe a garrafa, mas, como ambos já estavam com suas respectivas coordenações motoras ligeiramente afetadas, o alvo de desejo de Yamapi simplesmente escapou da mão de Jin, caindo e estilhaçando-se no chão com um sonoro *CRAC*. Jin arregalou os olhos, piscando algumas vezes, contendo o riso. Yamapi o olhou com cara de poucos amigos.

- Ah... Caiu... - disse Jin, debilmente.

Depois disso, os dois olharam para a última garrafa, que ainda estava dentro do frigobar portátil que eles haviam arrastado até ali. Como se eles tivessem tido o mesmo pensamento, ergueram-se o mais rápido que puderam e correram até ela. Yamapi, vitorioso, abriu a garrafa e tomou no gargalo.

- Certo, eu não fiz de propósito! – disse Jin, molhando os lábios, cobiçando o líquido que escorria pela garganta abaixo de Yamapi – Não foi por mal, eu juro...

Yamapi apenas o olhava, divertindo-se com a ânsia de Jin, que fitava a garrafa e ficando levemente vesgo, com uma cara meio idiota, meio inocente, que só ele conseguia fazer.

- Não seja malvado, Pi! – choramingou – Me dá um gole... Não é humano beber desse jeito, não é mesmo!

Yamapi pareceu convencido com aquele argumento e deixou de beber. Estendeu a garrafa para Jin, mas, com um sadismo, a puxou violentamente para o alto, aproveitando-se que usava um coturno que o deixava dez centímetros mais alto, enquanto o outro calçava um tênis raso.

Jin, nas pontas dos pés, estava quase alcançando o fundo da garrafa, mas Yamapi se inclinava cada vez mais para trás, gargalhando com o seu sofrimento. Jin também ria, e riu mais ainda quando percebeu que perdia o equilíbrio e teve que apoiar o seu corpo contra o de Yamashita. Este, por sua vez, despreparado com aquele peso que surgiu sobre seu peito e influenciado pelo álcool, não conseguiu permanecer em pé. Foram ambos para o chão.

- Itteee... - exclamou Yamapi, quando sua cabeça sentiu o chão duro. – Itte, itteeee!

- Pi, está bem? Está bem?

- Acho que minha cabeça está rachada...

- E a garrafa? Eu quero saber da garrafa...Ah! Você caiu segurando-a para o alto? Você é mesmo incrível, Pi! – e ele finalmente a pegou.

- Neh? A minha cabeça está rachada...Neh?? Jin?? Eu acho que eu estou sangrando... JIN!! – ele foi simplesmente ignorado – Você poderia ao menos sair de cima da minha barriga? HEY!!!!

2

O calor daquela noite começava a se tornar sufocante quanto mais seus corpos moviam-se com velocidade. Seus hálitos quentes confundiam-se com a temperatura do ambiente, suas línguas entravam e saiam daquelas bocas no mesmo ritmo em que o seu sexo invadia aquele corpo incrivelmente delgado. A cama movia-se lentamente.

Ela interrompeu o beijo para deixar escapar um gemido. Ele aproveitou o momento e mordeu os próprios lábios. Estavam prestes a atingir o ápice pela terceira vez naquela noite.

O tremor, delicioso tremor, teve início pelos pés e em seguida subiu pelas pernas dos amantes, até atingir seus órgãos sexuais. Ela gritou. Ele gemeu. Prenderam a respiração para aproveitar por mais tempo aquele sentimento. Seus corpos tremeram e eles soltaram o ar ao mesmo tempo.

Kamenashi rolou o corpo para o lado, finalmente libertando-a de volta aos seus pudores. Ela arfava pesadamente, mas seus lábios desprendiam-se em um sorriso maravilhado. Ele respirou longamente algumas vezes, mas, treinado com o ritmo árduo do KAT-TUN, recuperou-se muito antes dela.

O lençol, única testemunha da batalha travada naquela cama, enrolava-se como uma serpente entre as quatro pernas daqueles amantes desnudos, querendo também a sua parte naquele espetáculo de luxúria.

3

Ás vezes, tenho vontade de ir embora. Para longe, muito longe... Para um lugar onde essas correntes invisíveis pudessem ser partidas... Essas correntes que me ligam a Johnnys... Que me ligam a Kamenashi...

Eles ainda estavam deitados, no chão do terraço, Yamapi ainda embaixo de seu corpo, o qual Jin utilizava folgadamente como colchão e travesseiro. Yamashita, já recuperado da dor, apenas brincava com os cabelos castanhos e cumpridos de Jin, enquanto parecia entretido em alguns pensamentos, bem distante das preocupações que enchiam a mente de Jin.

Para onde eu iria? Itália é um país bacana, tenho vontade de conhecê-lo... Mas a América é incrível também, gostaria de conhecer os sets de filmagens... Gostaria de conhecer o Will Smith... Que sensação de deja vu.

Se eu pudesse apenas ir embora, o mundo não precisaria acabar como um pão em um micro-ondas. Eu simplesmente diria “Sayonara, Kame”... E partiria, heroicamente, levando dentro da mochila toda essa dor que explode dentro de mim.

O que você está fazendo neste momento? Estará com aquela pessoa? Ela estará sentindo o seu corpo prensado contra o próprio peito? Estarão transando? Vai chegar com a mesma roupa de novo ao trabalho?

Quais serão suas estratégias para levá-la para cama? Um cinema? Um jantar? Um bom vinho? Ou será que é alguma virgem ingênua? Não me parece ser esse o seu tipo, já que ingenuidade você já tem de sobra... Não procuraria isso em uma parceira, eu acho... Deve ser alguém experiente, que lhe dê lições da vida, baseadas em vivências. Não sei porque, acho que é alguém assim que te merece... Alguém assim que você precisa... Alguém que tenha autoridade suficiente para te embalar no colo e te proteger.

Vendo por esse prisma, definitivamente, esse alguém, não pode ser eu.

- Por que ri? – disse Yamapi, meio sonolento.

- Porque acabei de perceber o óbvio.

- Você é sempre muito lento.

-... Ouvir isso de você é insultante...

- Não entendi.

- Deixa pra lá, não precisa entender... Dorme...

- É difícil, quando se tem mais de 60 kg em sua barriga! Saí pra lá!

Yamapi o forçou a rolar para o lado, sob risadas escandalosas de Jin.

- Me deixa dormir com você, Pi! – ele tornou a se acomodar em seu peito.

- Nada disso, saí fora! Tá quente!

- Só um pouquinho... Para recordar os velhos tempos, quando você morava comigo e às vezes ficamos vendo tv até tarde da noite no meu quarto e acabávamos dormindo juntos!

- Ahhhh... Isso é tão nostálgico... Realmente, já faz muito tempo!

- Não é?? – e Jin já acomodava de novo seu rosto na barriga do outro.

Yamapi, colocando força em sua mão, empurrou-o pela testa.

- Mas passado é passado, né?

- Cruel... Terrivelmente cruel...

4

“Eu não devia ter exagerado ontem”

Eles dividiam esse pensamento, Kamenashi e Akanishi, mas não podiam saber. O primeiro, no carro dela, parado em frente a agência, sentia seu corpo dolorido pelas atividades noturnas extras. Jin, dobrando a esquina, aproximando-se daquele carro, tinha a impressão de que a sua cabeça explodiria a qualquer momento devido a quantidade de álcool ingerida na noite anterior. Ele estava com uma bela ressaca.

A porta de um carro se fechou, mas Jin não ligou. O solo de bateria em sua cabeça não o permitia prestar atenção em nada além de suas notas, tocadas insistentemente em um intervalo de minuto em minuto. Mas, então, uma voz sobressaiu-se àquela barulheira infernal.

- Nós veremos em breve, né?

O corpo de Jin reagiu primeiro que sua mente. É preciso dar-lhe alguns créditos, ressaltar que a sua mente estava enevoada com os efeitos finais do álcool, e não culpar necessariamente a lentidão natural do sistema. Dito isso, enquanto ele ainda processava de quem era aquela voz, o seu coração já se acelerou, devido ao encontro súbito.

- Kazuya, ajeite a gola da camiseta... - uma voz feminina disse, abaixando totalmente o vidro do carro – Venha cá...

Jin o viu se aproximar do veículo e inclinar-se para baixo, na direção do assento do motorista. E depois, duas mãos saíram da janela e ajeitaram a roupa do garoto e, em seguida, puxou-o pelo pescoço para um beijo de despedida.

Algo dentro de Jin pareceu se romper naquele momento. Era um sentimento ruim demais, mas, incompreensivelmente, as lágrimas não vinham. Sequer ameaçavam aparecer. De alguma forma, era tão doloroso que não poderia chorar.

Ele aproveitou que ambos estavam distraídos e acelerou os próprios passos. Kamenashi e sua namorada ainda se beijavam quando ele adentrou na agência.

5

Não esperava que fosse conhecê-la deste modo. Tão casual, tão costumeiro, muito banal. Imaginava que um dia Kazuya a apresentaria de maneira correta, como a sua namorada e não em um beijo no meio do trânsito, em frente à empresa.

Ele tinha que admitir que, de fato, não a conheceu. Apenas a viu, mas a certeza de que era uma bela mulher o machucou, pois trouxe a tona o que ele já imaginava. Kamenashi nunca lhe daria uma chance por ser homem. Ele poderia até tentar concorrer com alguém, mas como romper este tipo de obstáculo?

Decidiu não pensar nisso no momento. Até mesmo porque, a dor em sua cabeça não lhe dava permissão para pensar por muito tempo. Voltou-se para outro fato. Tinha a impressão de que conhecia aquela mulher, mas não sabia de onde. Não tinha certeza, uma vez que ela estava de óculos escuros e só pode ver seu rosto parcialmente, já que metade dele era escondido pela cabeça do próprio Kame.

No camarim, deparou-se com Koki e Nakamaru disputando no beatbox. Como se não soubessem quem venceria, mas ainda assim, Koki tentava arduamente, era preciso reconhecer.

- Ohayou, Jin! – eles o cumprimentaram, com animação habitual.

- Minha cabeça está estourando. – foi a sua resposta, então passou direto por eles, indo até o banheiro.

Trancou-se ali, sem se importar se eles ficaram preocupados ou não. Naquele momento, precisava encontrar forças para conseguir dissimular o que sentia. Ainda que nem mesmo ele saberia explicar exatamente o que sentia.

Primeiro, foi choque, surpresa. Segundo, um mal-estar, um vazio no meio do peito. Agora, olhando-se no espelho, sentia raiva. Mas não sabia bem ao certo porque ou contra quem. Talvez contra ele próprio, por ser tão fraco. Por puro impulso, chutou a lata de lixo, esparramando seu conteúdo pelo chão.

- JIN? Jin, está tudo bem? – perguntou Koki, do lado de fora.

Ele não conseguiu responder. A sua dor de cabeça aumentou. Levou as mãos até a testa, como se, comprimindo-a, fosse possível interromper aquelas batucadas.

- Itte...- ele sussurrou – Como dói... Maldita ressaca... Não tem a porra de um analgésico por aqui?

Jin abriu os armários, em busca de alguns remédios, mas sabia que seria inútil. Havia uma enfermaria na empresa, logo, não havia necessidade de que houvesse remédios em cada banheiro.

- JIN!!

E, então, veio àquela sensação, que ele conhecia muito bem, principalmente durante as noites de badalação. Primeiro, foi como se sua garganta tivesse diminuído. Por ali, não conseguia passar nem mesmo ar. Em seguida, seu estômago ficou pesado. E, então, sua boca encheu-se de saliva e um gosto terrivelmente amargo.

Jin teve que ser rápido em ir até a privada para evitar vomitar no chão.

6

- Mas que ressaca, hein? – disse Nakamaru, em um misto de zombaria e repreensão.

- Não enche... - pediu Jin, grosseiramente.

- Aqui está o analgésico... - Ueda, que chegara pouco depois de Jin se trancar no banheiro, estendeu um comprimido e um copo de água.

- Arigatou.

Jin engoliu o remédio e o empurrou goela abaixo com a água. Depois, recostou-se na poltrona e fechou os olhos. Maldita ressaca. Maldita dor de cabeça. Maldita seja aquela mulher no carro. Maldita seja a pessoa que abriu a porta do camarim fazendo tanto barulho.

Era Junno.

Maldito Junno.

- Ohayouuuuuuu!

- Barulhento, barulhento demais! – reclamou Jin.

- Já vai passar, Jin... - disse Koki, massageando seus ombros – Já vai passar.

- O que aconteceu aqui? – perguntou Junno – Está passando mal, Jin?

Jin não pode conter o sarcasmo.

- Você é mesmo um grande observador, Junno. Eu realmente te admiro!

- Que língua afiada... Nem mesmo passando mal, você perde esse seu jeito respondão! – comentou Nakamaru – De qualquer modo, acho melhor você ir para casa... Não vai adiantar mesmo você ensaiar desse jeito... Ainda bem que não temos gravações hoje!

- Fale por você! Eu tenho que gravar dois comerciais! – comentou Koki.

- E eu vou participar do Utaban! – comentou Junno.

- Eu tenho uma entrevista para a rádio SLC! – disse Ueda.

- Como assim... Só eu não tenho gravação, então? O que significa isso? – quis saber Nakamaru, mas apenas recebeu risadas como respostas.

Jin ria suavemente, o remédio ainda não fizera efeito, então sua cabeça o lembrava constantemente que ela existia e que estava debilitada por sua culpa. Ponderou que a sugestão de Nakamaru era bem sensata e, já de pé, avisou:

- Talvez eu vá mesmo para casa...

- Quer uma carona? – perguntou Nakamaru.

- Eu vou para casa porque não estou a fim de morrer com esta dor de cabeça... Você acha que eu quero morrer no trânsito?? – respondeu Jin, prontamente, rindo.

- Definitivamente, língua ferina! – foi a resposta assombrada de Nakamaru.

Jin despediu-se de todos e estava a um passo da porta quando ela se abriu e Kamenashi entrou, mais uma vez com as mãos erguidas acima da cabeça, unidas, pedindo perdão pelo atraso.

- Sinto que já vivi isso... - disse Jin.

- GOMEN PELO ATRASO!

- O Kazuya tem se atrasado muito esta semana! – brincou Koki – Por favor, não nos troque pela sua namorada...

- Gomen, isso não vai se repetir!

- Em todo caso, mesmo que ele tivesse vindo na hora, de nada adiantaria, já que certo boêmio está indo embora!

Jin preferiu não comentar a alfinetada de Nakamaru e, com a mão na porta, estava de saída, mas sentiu uma mão segurá-lo pelo braço. Era Kamenashi.

- Por que está indo embora, Jin?

- Exagerou na bebida. – explicou Nakamaru.

- Você está de ressaca?

- Ressaca é apelido! Ele deixou o estômago dele na privada e muito provavelmente o fígado também! – respondeu Nakamaru.

- Não acredito que você bebeu tanto assim, sabendo que tínhamos ensaio hoje cedo! – exclamou Kame.

- Ele é realmente um irresponsável, totalmente! – concordou Nakamaru.

Jin, que manteve o dedo erguido todo o tempo, tentando tomar a palavra, simplesmente disse:

- A minha presença atrapalha? Se vocês quiserem, eu vou embora, pra não atrapalhar a conversa de vocês... Aliás, essa era a minha intenção desde o início, bom dia e...

Kamenashi, entretanto, não o soltava. Jin suspirou ao reconhecer aquele brilho nos olhos de Kazuya. Os demais membros também perceberam o que estava por vir. Diante disso, Ueda apenas girou os olhos, lembrando-se de quando ouvira o sermão de Kamenashi pela primeira vez. Koki chacoalhou a mão, como criança quando é pega em flagrante, sabendo que tomaria bronca. Nakamaru fechou os olhos. Junno, com uma expressão de medo, tentou resolver pacificamente aquele clima:

- Olha, é melhor conversamos amanhã... O Jin realmente não está bem e...

- Você precisa ser mais responsável, Jin. Você acha que pode nos fazer perder a manhã desse jeito? Sim, porque, por mais que ensaiemos sem você, não será um ensaio completo... E todos nós aqui deixamos alguma coisa para trás para estarmos juntos hoje! Você deveria ter mais consideração com a gente!

É incrível, pensou Jin, como podemos passar tantos anos ao lado de uma pessoa e mesmo assim não a conhecermos nem um pouquinho... Kazuya realmente não me compreende... [/i]

Preferindo não brigar, Jin aceitou aquelas broncas.

- Hai, hai... Você tem razão, isso não vai mais acontecer.

Ele tentou ir embora, pela terceira vez, mas aqueles dedos fizeram mais uma pressão em seu braço.

- Você nem ao menos sente remorso, não é? – perguntou Kamenashi – Para você, desde o início, tudo é diversão, não é mesmo? Perder um dia de ensaio não é algo tão grave, é o que você pensa!

- Kame... - Ueda o chamou, em um tom que parecia querer impedi-lo de prosseguir.

Todos sabiam o quanto Kamenashi era dedicado ao grupo, principalmente após a última decepção do debut, quando prometeram que eles seriam finalmente lançados oficialmente e, próximo à data, o debut simplesmente foi cancelado. Naquela época, Kamenashi não demonstrava o seu desgosto, que se reverteu em energia para ensaiar mais e mais, para trabalhar com mais afinco, procurando sempre provar para os diretores que o KAT-TUN estava mais do que preparado para o debut.

Ele estava um pouco paranóico, até. E ele sabia disso. Mas o irritava profundamente que algum membro tratasse a banda com tanto descaso. Isso porque esse tipo de atitude o fazia sentir-se sozinho naquela batalha e que estava tentando nadar contra a maré. Por isso, ele era extremamente rígido quanto às falhas da banda.

Jin não conseguia decidir entre escutar as palavras de Kame ou prestar atenção nas batidas dentro de sua cabeça. Escutava um pouco dos dois, mas ambos o irritavam profundamente naquele momento.

Ele olhava fixamente para Kazuya, sentindo o perfume feminino impregnado em sua camisa. Fitava seus lábios, que pronunciavam palavras severas, e que ainda estavam molhados com a saliva dela. Aquela língua que estalava irritada contra ele, Jin imaginava, ainda devia estar sentindo o sabor daquela mulher.

Jin não percebera quando ele se calou. Continuou olhando-o por muito tempo, como se estivesse decidindo algo, enquanto Kamenashi esperava por alguma reação sua.

- Ok... - ele finalmente murmurou – Você tem razão. Eu fico. Vamos ensaiar. Então, a partir de hoje, trate de garantir que seus encontros com a sua putinha não vão mais te fazer chegar atrasado.

Depois disso, a vista de Jin escureceu.

7

- Eu não quero saber o motivo. Eu realmente não quero saber.

Quem dizia tais palavras era um homem austero, cuja personalidade era refletida em seu modo de vestir. Terno e gravata impecáveis, cabelos negros alinhados, que disfarçavam seus quase cinqüenta anos. Além disso, aquele óculos, de aro quadrado lhe dava um ar ainda mais sério.

- E, muito provavelmente, Kitagawa-san também não vai querer saber o motivo desta briga estúpida.

Harada olhou para Kamenashi e em seguida para Akanishi, que mantinha uma sacola de gelo sobre seu olho esquerdo. Suspirou, era mesmo difícil trabalhar com garotos, ainda mais levando em conta que eles geralmente entravam com seus dozes anos, passavam o fim da sua infância, a adolescência inteira e muito provavelmente chegariam até a terceira idade por ali – ele pensou em SMAP, ainda incerto até quando eles seriam capazes de continuar como “boy” band – ou seja, ele teve que aprender a lidar com todo tipo de rebeldia da transição de criança a adulto de muitos artistas daquela empresa. E, portanto, assistira a diversas demonstrações de imaturidade vinda deles.

Aquela, com certeza, era mais uma briga estúpida, talvez de egos, talvez por motivos banais, enfim, o motivo realmente não importava, ele chegou a essa conclusão há muito anos atrás. O que importa era abafar aquele incidente da mídia.

- Akanishi, você não poderá aparecer na mídia com este olho. Certifique-se de ficar em isolamento até que o roxo desapareça... Você está suspenso até lá.

Kamenashi contorceu-se na cadeira. Olhou para Jin, ainda irritado com o que ele dissera, mas ao mesmo tempo preocupado com aquela punição. Como a banda ficaria sem dois membros? Porque, obviamente, a sua pena seria a mesma. No entanto, para sua surpresa, Harada-san disse:

- Kamenashi, vocês tem ensaio não é? Pode retornar às suas obrigações. Espero que esse tipo de situação tola não volte a se repetir. Pode se retirar... Quanto a você, Akanishi, fique.

Ele não disse mais nada e era evidente que esperava pela saída de Kamenashi. Este se levantou, um pouco inseguro em deixar Jin para trás, mas ele não tinha outra opção. Lentamente, saiu e fechou a porta.

8

Harada se levantou e certificou-se de que a porta estava devidamente trancada. Sorriu ao constatar que, enfim, eles estavam sozinhos e não seriam incomodados por algum tempo.

- Agora é a sua grande oportunidade, não é? – ele perguntou, aproximando-se por trás e tocando os ombros de Jin, que logo ficou tenso. – É a hora de se livrar de Kamenashi para sempre.

Os olhos de Jin só não se arregalaram mais devido ao inchaço pelo soco de Kamenashi – aquele pequeno tinha uma direita poderosa – e ele não conseguiu dizer nada.

A sua expressão deveria estar bem cômica, ele deduziu, já que o homem a sua frente começou a gargalhar, com um brilho insano nos olhos. Jin teve um péssimo pressentimento.

- Em todo caso, você deve estar sentindo muita raiva dele neste momento, não é mesmo?

- Nada disso. Já passou. Foi de momento.

- Ora, ora, Jin... Não minta pra mim.

- Harada-san, se me permite, eu gostaria de ir embora e tomar um analgésico. A minha cabeça está me matando, então, por favor, termine logo o que o senhor tem a dizer.

Jin sentiu um leve arrepio quando aquela mão tocou em sua nuca, acariciando seus cabelos. Aquela sensação o fez sentir-se mal. Definitivamente, aquele não era o Harada que ele conhecia.

Harada era o responsável direto pela disciplina dos jovens que trabalhavam na agência. Era ele quem cuidava de assuntos escolares, brigas e, até mesmo, consolar os corações decepcionados pelo primeiro amor. Em resumo, era ele quem cuidava dos assuntos não profissionais dos meninos escolhidos para se tornarem estrelas do mundo pop.

O próprio Jin lembrava-se daquela vez em que contava a Yamapi, no vestiário da empresa, sobre o fora que levou de uma colega de escola. Ele estava realmente deprimido, então o Harada-san, que escutou a conversa por acaso ao adentrar no local naquele instante, o levou para tomar um sorvete e o mimou a tarde toda, aconselhando-o de que na vida haveria diversas situações em que seus sonhos não seriam realizados, que ele devia ser maduro para aceitar isso ou então buscar forças para realizá-lo com as próprias mãos.

Aquelas lembranças fugiram da cabeça de Jin quando ouviu a proposta de Harada. Ele só podia estar louco, foi a sua conclusão.

- Você não acredita que eu faria isso, né? – foi a sua resposta.

- Você devia aproveitar esta chance, Jin... KAT-TUN ainda não debutou... Anunciar para a imprensa que foi agredido por Kamenashi traria um escândalo assombroso. Isso com certeza chegaria aos ouvidos de pessoas importantes e, muito provavelmente, Kamenashi seria expulso. Afinal, a vítima é você e o agressor é ele.

- Você não pode estar falando sério!

- Kamenashi é o único que pode ser considerado seu rival. Ele é bonito, canta bem, tem muitas fãs... Com ele fora da banda, com certeza você seria o astro principal.

Jin ponderou que talvez estivesse sendo vítima de alucinação. Não estava escutando aquelas palavras, na realidade. Aquilo só poderia ser ilusão ou uma brincadeira de muito mau gosto.

Ele fez menção de se levantar, mas Harada colocou pressão em seus ombros e o manteve sentado.

- Você realmente não quer o lugar principal da banda?

Jin riu com deboche.

- Em primeiro lugar, não é como se Kazuya fosse a única estrela da banda... Cada integrante tem a sua importância... Em segundo lugar, se eu quisesse brilhar sozinho, eu não teria entrado em uma banda.

Harada agachou-se até encostar-se ao ouvido do rapaz, que estremeceu ao sentir aquele hálito atingir o seu pescoço.

- Eu sabia que você tem uma índole honesta demais. É por isso que não consegue as coisas que deseja e menos ainda as pessoas que ama. Como aquela menina da sua escola.

- Esse sou eu. – riu Jin.

- Até onde vai essa bondade, eu gostaria de saber. – ele provocou – Você seria capaz de proteger seu amigo?

- Kamenashi? Definitivamente.

- Mesmo depois dessa briga?

- Claro. Como você mesmo disse, foi uma briga infantil, nada sério.

Com os dedos escorregando pelo braço de Jin, ele perguntou, em um tom extremamente irônico:

- Você seria capaz de fazer tudo?

Jin não respondeu, o encarou. Harada sorriu, percebendo que aquele rapaz não era tão tolo quanto se fazia parecer. Então, em um movimento brusco, Harada finalmente liberou seu desejo. Puxou os cabelos de Jin, deixando evidente seu pescoço alvo e tentador. Jin continuava a encará-lo.

- Claro, você pode se recusar, Jin... Mas você sabe como é fácil escapar certas coisas para a mídia, não sabe? É tão difícil mantê-la afastada de nós... Principalmente se for alguma notícia polêmica, como uma briga interna.

Harada começou a beijá-lo. Jin estremecia com o toque daqueles lábios, grossos e nojentos, mas não dizia nada.

- Você sabe, não sabe? A situação do KAT-TUN é bastante delicada... - Harada erguia a camiseta de Jin - A qualquer comentário meu, o debut de vocês pode ou não pode sair... – Ele mordeu de leve os mamilos descobertos - Logo, se eu estiver satisfeito com vocês, vocês com certeza serão lançados oficialmente... - e em seguida desceu seus lábios até o umbigo de Jin.

Akanishi fechou os olhos, sentia seu corpo tremer em um misto de raiva e repúdio. Sentiu o enjôo, que o atingiu mais cedo, retornar. Seu estômago girava.

Ás vezes, eu desejo ir embora deste país... - pensou Jin, com horror, enquanto sentia as mãos de Harada em seu sexo - Quero ir embora!

“Para você, desde o início, tudo é diversão, não é mesmo?”

Não é só diversão para mim, Kazuya... Mais que tudo, eu quero o debut do KAT-TUN... Eu quero que a banda seja lançada oficialmente, quero o seu sucesso sempre, porque, mais que tudo, este é o seu sonho... Não é, Kazuya?

Jin ouviu o barulho de seu zíper correndo para baixo. Sentiu a pressão da calça descendo com dificuldades, uma vez que ele ainda estava sentado. O mesmo aconteceu com a cueca.

Eu quero ir embora... Mas antes, definitivamente, o KAT-TUN vai debutar...




By Misakiti
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MensagemAssunto: Re: [END] Eu Não Te Amo   Qua Jan 27, 2010 12:27 am

Reclusão

1

A ansiedade era evidente nos olhos de todos. Até mesmo Ueda, que sempre parecia alheio ao mundo em que realmente vive, estava apreensivo pela punição que teriam dado a Kame e Jin. Assim, quando o caçula da banda surgiu no camarim, sozinho, logo foi metralhado por questionamentos.

- O que aconteceu?

- Quantos dias de suspensão?

- O que o Harada disse?

- Cadê o Jin?

Kamenashi não respondeu a nenhuma de imediato. Acomodou-se primeiro em um sofá e então respondeu tudo de uma vez:

- O Harada puniu o Jin a ficar isolado até que o olho dele melhorasse. E deve estar bronqueando pela ressaca também. Harada simplesmente me mandou voltar aos ensaios.

- EHH???? – foi o comentário geral.

- Por que será que você não foi punido? – quis saber Junnosuke – Não que eu deseje isso, mas...Na minha opinião, os dois se excederam...

- Vai saber...- respondeu Kamenashi, nem um pouco ofendido com o comentário do amigo. Aliás, ele mesmo se fazia a mesma pergunta – Talvez ele tenha pesado o quanto prejudicaria a banda suspender dois membros, e talvez eu seja punido mais tarde...Não sei.

- Será que o Jin vai ficar bem? – perguntou Koki, para ninguém em especial.

- Bom, de qualquer maneira, nós temos trabalho a fazer. – comentou Kamenashi, levantando-se e indo até o banheiro se trocar.

Os quatro membros do KAT-TUN não disseram nada, apenas trocaram olhares. Aquela situação parecia estar resolvida com a decisão de Harada, mas eles sabiam que a briga poderia ser o início de uma cisão no grupo.

2

Suas pernas ainda tremiam, ele mal conseguia andar depois que saiu da sala de Harada, mas disfarçou ao máximo seu sofrimento. Jin foi até o camarim – por sorte, já vazio -, pegou suas coisas, colocou um óculos de sol que estava abandonado por ali – deveria ser de Koki, parecia com ele, ao menos –, colocou a toca do seu casaco, e se mandou.

Estrategicamente, ele deixou a agência pelas escadas de incêndio, ainda que fosse mais difícil, pelo menos teria certeza de que não encontraria ninguém da banda. Ele não conseguiria se controlar caso os encontrasse naquele instante, principalmente se fosse Kazuya.

Alcançou a rua e pegou o primeiro táxi. Disse o endereço e em seguida encostou sua cabeça na janela, fitando vagamente a rua, sem realmente enxergar qualquer coisa além da imagem de Harada o tocando sem nenhum pudor. Não percebia que suas mãos esfregavam-se agitadamente, em uma tentativa de limpar sua pele dos resquícios da saliva daquele ser repugnante.

Não percebeu, também, o olhar do taxista através do retrovisor, certamente estranhando o seu comportamento. Mas, como manda a etiqueta, ele não disse nada, apenas fez o seu serviço e levou aquele esquisito passageiro até o endereço indicado.

Jin jogou as notas amassadas na mão do motorista e sequer esperou pelo troco. Sem dizer nada, pulou para fora do carro e subiu o quanto antes para o seu apartamento.

Suas mãos tremiam enquanto tentava abrir a porta. Quando conseguiu, a fechou bruscamente, girando a chave até o final, fechando todas as trancas e recuou alguns passos.

Sentou no chão, com as costas apoiadas à parede e começou a tirar o tênis. Tirou apenas um, então seu olhar ficou perdido, relembrando os momentos de minutos atrás.

Com as mãos apoiadas na mesa, o corpo inclinado para frente, Jin sentiu os dedos de Harada o penetrarem.

O seu semblante tornou-se duro, como se enxergasse algo muito asqueroso, então jogou o próprio tênis contra a outra parede.

O calçado fez um barulho seco e caiu no chão, arrastando-se por alguns centímetros no chão, até ficar totalmente inerte. Assim como Jin.

Seu corpo ainda estava dolorido pela invasão de Harada. Mas, mais que a dor física, sentia-se terrivelmente humilhado. Humilhado por Harada, humilhado pela mulher naquele carro...Menosprezado por Kamenashi.

Jin retirou os óculos e passou a mão em seu olho esquerdo. Ainda estava sensível e dolorido. Céus, que dia. E ainda não era nem onze horas da manhã.

Ele passou a mão nervosamente pelo cabelo, arrastando os fios para trás. Então, Jin também não conseguiu esconder os soluços. Chorou, simplesmente chorou, como há muito tempo não o fazia. Até mesmo quando Kazuya o rejeitou, não havia tanto desespero subindo pela sua garganta.

Agarrou as próprias pernas e afundou seu rosto nos joelhos, espremido como uma criança tentando inutilmente se proteger.

3

Já anoitecera e ele ainda estava próximo à porta, mas, fatigado, largou seu corpo estendido de barriga contra o chão, com a bochecha colada ao piso, sentindo o cheiro do carpete. Não chorava mais.

- Preciso de um cigarro...

Levantou-se, com alguma dificuldade em fazer o sangue voltar a circular em algumas partes do corpo, e foi até o móvel do telefone. Abriu a gaveta, pegando um maço que havia ali. Apenas dois cigarros. Nada desesperador, ele deveria ter mais fumo em seu quarto. Pegou um e acendeu. Sequer se preocupou em abrir a janela para fazer a fumaça escapar. Jogou-se no sofá, puxando a nicotina para dentro do seu corpo.

Pouco a pouco, sentia que seu corpo parava de tremer. Assim como aquela vontade de voltar a chorar diminuía. Um pouco mais calmo, ele conseguiu raciocinar.

Não podia deixar-se abater daquela forma, ou então, no fim, Harada teria razão. Chorando daquele jeito, ele apenas provava que não era capaz de proteger Kamenashi. Tinha que ser forte e agüentar aquela tormenta que se formou sobre ele em menos de vinte e quatro horas e esperar ela passar. Afinal, nada nesta vida dura para sempre.

No momento, Harada triunfava. Mas ele precisava ter calma para pensar em um jeito de virar o jogo. Principalmente agora que sabia quem era o principal empecilho para a banda KAT-TUN.

Soltou a fumaça. Teria alguns dias até o roxo e inchaço sumirem por completo de seu rosto. Era tempo suficiente para pensar com clareza e, além disso, o deixava mais tranqüilo sabendo que ficaria alguns dias longe da empresa. Longe daquele verme.

Tranqüilizando-se com essa perspectiva, o estômago de Jin logo o avisou de outras necessidades mais imediatas. Um sonoro ronco se fez ouvir.

- Eu não acredito que eu estou com fome...

Apesar de que, com tanto esforço que fora obrigado a realizar, não era nada estranho que seu corpo implorasse por alimento. Resolveu cuidar do dele primeiro e depois voltaria a se ocupar de sua mente e espírito.

4

Sem se dar conta, dois dias se passaram, mas para Jin era como se ele tivesse entrado em sua casa há apenas dez minutos. Tudo o que acontecera naquele dia ainda era muito recente em sua cabeça. Além disso, o fato dele andar como um morto-vivo naquele cárcere privado contribuía para que ele não percebesse o tempo.

Estava sentado em sua cama, fumando mais um cigarro, reconhecendo-se cada vez mais como um perfeito idiota. Será que realmente valia a pena passar por tudo aquilo? Qual o significado disso tudo, no final das contas, se o Kamenashi deveria estar na cama dela novamente?

Jin, no entanto, não conseguia se enganar. Sabia que podia pensar assim agora, mas tinha certeza de que era algo passageiro. Mesmo que seu sentimento por Kazuya fosse algo tão simples de ser rompido, ou ainda que nada sentisse por aquele pequeno, ele não era tão egoísta a ponto de sacrificar a banda, de sacrificar os sonhos de todos os envolvidos naquele trabalho árduo que vinham realizando desde que entraram na Johnnys Entertainment. Pelo menos, não antes do debut.

Por outro lado, ele não podia deixar de se sentir solitário, naquele apartamento escuro e vazio. Não tinha reparado antes que era um lugar tão grande – e, na realidade, não era – a ponto de deixá-lo tão deprimido. Nunca antes se sentira tão mal em ficar sozinho durante alguns dias. Talvez porque antes de todo esse incidente ele não tinha memórias incômodas a atormentá-lo a todo o instante.

O beijo de Kamenashi na mulher do carro se misturava com a imagem deles brigando, do soco, e se confundia com a língua de Harada. Isso destruía cada vez mais a sua convicção em virar o jogo. Era desesperador pensar e não encontrar uma brecha para sair daquela armadilha.

No quarto dia, seu olho já estava praticamente novo. Ainda estava um pouco inchado, mas no dia seguinte certamente poderia voltar à empresa. Um leve arrepio percorreu seu corpo ao tomar consciência disso.

O seu celular tocou, pela décima vez. Somente Junnosuke havia ligado pelo menos cinco. As outras ligações eram revezadas por Ueda, Nakamaru e Koki. Kamenashi não ligou. Não fazia diferença, Akanishi não fez questão em atender ninguém da banda.

Ele apoiou o queixo no joelho e fitou o aparelho tremendo sobre a cama, até parar por completo. O toque também cessou. Talvez agora eles desistissem, foi o que ele pensou, mas o celular voltou a tocar poucos minutos depois. Dessa vez, ele o pegou e leu aquele nome: Yamapi.

Jin atendeu.

- Moshi, moshi! – era a voz alegre daquele seu estranho amigo.

- E aí, Pi?

- Neh, Jin? Você está bem? Essa briga com o Kamenashi, a suspensão...Desculpe não poder estar aí com você!

- Relaxa, Pi...E se concentra aí nos preparativos para sua próxima novela! Você vai contracenar com o Koike, né? Ele é um cara bacana! Muito gente fina, mesmo!

- Ele esteve em Gokusen 2, né?

- Sim, ele fazia parte do grupo principal...

- Jin, você está bem mesmo? Está precisando de alguma coisa?

- Já falei pra relaxar. Eu estou ótimo! Mas é uma pena que quando você voltar não poderá mais ver a coloração meio verde, meio roxa do meu olho! É surreal! – respondeu rindo.

- Baka! Você é M, por acaso?

- Não sou masoquista, apenas estou tentando levar tudo isso com otimismo.

Jin se perguntou se teria soado estranho demais com aquela frase, pois Yamapi se calou do outro lado da linha.

- Pi? Ainda tá na linha?

-...

- Hey, Pi??

-...Tem alguma coisa acontecendo, Jin?

Diante de tal pergunta, a vontade de Jin era contar-lhe o que tinha acontecido na sala de Harada. Sabia que Yamapi não o condenaria e talvez até lhe diria o que fazer. Ele sempre sabia o que dizer, independente da situação. Mas a vergonha não o permitiu. Sorriu, um sorriso amargo, que seu amigo não podia ver, e disse, com a voz serena:

- Não, não tem nada acontecendo. Fique tranqüilo, está tudo bem comigo. Por favor, dê o seu melhor no novo drama, ok? Depois nos falamos, bye bye!

Ele não esperou pela resposta de Yamashita, desligou o aparelho e suspirou. Caminhou até a janela para observar o movimento da rua. Do lado de fora, a vida prosseguia normalmente. Crianças iam e vinham da escola. Jovens riam de qualquer motivo e os adultos trabalhavam arduamente para sustentar seus familiares ou simplesmente a si mesmo.

Mais uma vez, a idéia em ter uma vida normal pareceu tentadora a ele. Uma vida em que ele chegasse em casa, após um dia de trabalho em alguma empresa, e ouvisse a voz de sua esposa, carinhosa, o recebendo na porta. Ao entrar, ouviria a gritaria das crianças e talvez até os latidos do cachorro. Seria algo maravilhoso. Algo simplesmente impossível em sua realidade. Era até irônico que ele, integrante de uma das agências mais famosas do Japão, não fosse capaz de obter uma simples felicidade como aquela.

Jin pegou o maço de cigarros em seu bolso e constatou que estava vazio.

- Talvez eu deva pensar em parar de fumar...- ponderou.

Ele foi até a cozinha, procurar por algo que substituísse o cigarro, mas encontrou apenas uma deprimente geladeira com meia garrafa de água, alguns tomates e ovos. Havia também uma caixa de leite aberta há alguns dias.

- Talvez eu deva parar de comer...

Não tinha outro jeito, teria que sair e fazer compras. Já tinha colocado um óculos escuros para disfarçar o olho e já estava com as chaves na mão quando parou diante da porta. Então, ele se lembrou que estava em isolamento. Não é como se ele realmente não pudesse sair de casa durante esse período, era apenas não deixar que os jornalistas percebessem seu olho inchado, mas Jin não queria dar nenhuma brecha para ser convocado à sala de Harada tão cedo.

Ele não queria mesmo ver ou falar com alguém naquele momento, mas não teve outra alternativa. Ligou para segunda pessoa que mais confiava, depois de Yamapi, evidentemente.

5

- Eu, Nishikido Ryo, pra valer, não devia ser obrigado a servir de empregada doméstica para ninguém. É fato. Ainda mais pra você, Jin.

Aquele jovem japonês de cabelos escuros, curtos, reclamava alto enquanto terminava de cortar uma cenoura.

- Não fale como se você estivesse usando aquelas roupas sexys de empregada...Aliás, talvez você devesse fazer um cosplay desse tipo...Ficaria muito bem em você! - provocou Jin, entrando na cozinha.

- Não provoque alguém que está com uma faca na mão, estúpido! E eu duvido que alguém que alegou estar doente para me fazer vir aqui com essa chantagem emocional barata deveria ter tão bom senso de humor!

Jin gargalhou.

- Mas eu não parava de vomitar...Até ver você...Você é a razão do meu viver, Ryo, agradeço profundamente por ter vindo salvar meu dia!

Diante de tal declaração pouco comovente, Ryo, que tem uma língua tão afiada quanto Jin, prontamente respondeu:

- É incrível como os cachorros oferecem toda a sua lealdade simplesmente quando sabem que serão alimentados...Você não precisava ter inventado toda essa história! Como se eu já não soubesse da sua briga com o Kamenashi...

Jin se fez de ofendido.

- Então sabia que eu estava sendo punido e não veio me visitar por vontade própria?

Ryu experimentou o molho da macarronada que preparava para o almoço e, então, respondeu:

- Sabe, eu não sei quanto a você, mas eu costumo trabalhar durante a semana!

Jin se aproximou e olhou com curiosidade o conteúdo daquela panela.

- Como você é prendado, Ryo...Já sabe até cozinhar! Quer casar comigo?

O outro lhe lançou um olhar mortal e apontou a faca em sua direção:

- Mais uma zombaria e tenha certeza de que seu corpo estará nas primeiras páginas policiais de todos os jornais do mundo.

- Não sou tão famoso a ponto de tanta publicidade...

- E quem disse que será por você? Seu corpo estará em tal estado que chocará o mundo todo!

Jin riu, mas sem vontade. Uma onda de desânimo o invadiu quando aquelas lembranças vieram mais uma vez, sem sequer pedir licença. Para disfarçar o seu constrangimento, ele foi arrumar a mesa.

Ryo o olhou com preocupação. A mudança de humor de Jin não era assim algo tão assombroso, mas normalmente ele conseguia disfarçar, o que não foi o caso agora.

- Talvez o Pi tenha razão para se preocupar, afinal de contas...- murmurou consigo mesmo.

Ryo desligou o telefone, mas ainda fitava o aparelho enquanto reclamava:

- Droga, porque é que eu tenho que fazer compras para o Jin, mas que folgado!

Abriu a carteira e constatou o óbvio. Estava vazia.

- Ah, vou ter que passar no banco antes, esse cara só me dá trabalho...

Ryo pegou o seu casaco e já estava de saída, quando seu celular tocou mais uma vez. O nome no visor indicava Tomo-chan.

- Não se supõe que você deveria estar trabalhando? – foi a primeira coisa que disse.

- “Moshi moshi” pra você também! E eu estou no intervalo das gravações...

- Entendo...E como estão as coisas por aí?

- Aqui tudo bem, mas Ryo...Eu queria te pedir um favor.

Ryo escutou o seu pedido e, ao final dele, disse:

- Não vejo porque você deveria se preocupar! Acabo de falar com o Jin, eu estou indo até lá, a única coisa que me pareceu foi que ele está faminto, já que esqueceu de encher a geladeira antes de começar o isolamento! Em todo caso, não se preocupe, passarei lá.


6

- Itadakimasu!! – disse Jin, alegremente enfiando o garfo com aquela massa enrolada em sua boca. Seus olhos brilharam. – Delicioso!

- Arigatou. – agradeceu Ryo, servindo-se também.

-...Surpreendentemente delicioso!

- Você poderia ter omitido a sua surpresa, sério. Itadakimasu. – mas Ryo também não conteve o seu espanto – Oh! A receita deu certo, no fim.

Jin quase engasgou.

- Como assim? Cadê a sua confiança de agora há pouco?

- Ah, sabe, eu nunca tinha preparado este molho antes!

- Baka!

Esse clima descontraído animou Jin. Ele estava mesmo sentindo falta de companhia, mas, ao mesmo tempo, sentia uma enorme vergonha em estar diante de alguém depois de ter sido violado daquela forma tão estúpida. Como se houvesse alguma forma menos traumática em ser violado...

De qualquer forma, sentia-se como se a agressão sofrida fosse algo que estivesse tatuada em sua testa, qualquer um perceberia, todo mundo já estava sabendo. E isso o inibia, o fazia evitar as ligações da maioria de seus amigos e o deixava tão incomodado na presença de alguém tão próximo, como era Ryo.

Mas ele estava se esforçando ao máximo para agir com naturalidade. Perguntou sobre os trabalhos da banda, os trabalhos individuais de Ryo, que estava em negociações com uma nova novela, baseada em uma história real de uma jovem com uma doença rara. Ele provavelmente faria um personagem fictício, inventado para a novela para ser o apoio da garota.

- Será um trabalho bem difícil...- ele dizia -...Mas eu adoro desafios!

- Parece bacana, dê o seu melhor, né?

- Eu me esforçarei...Né, Jin...Qual a razão da briga com o Kame?

Jin sabia que cedo ou tarde Ryo acabaria perguntando, então ele já tinha uma resposta natural na ponta da língua:

- Eu acabei exagerando na bebida com o Pi outro dia e cheguei meio de ressaca...Aí o Kazuya pirou. Falou um monte de merda. – ele se interrompeu para comer mais uma garfada – Isso aqui tá mesmo bom, hein? O pior não é nem que ele não tem razão. Ele tem sabe, eu extrapolei, mas...Ele não tinha moral nenhuma naquela semana...Ele se atrasou dois dias por causa de uma mulher com quem estava se agarrando na porta da empresa! Aí eu joguei isso na cara dele...Aí ele jogou a direita dele na minha cara!

Ryo riu.

- Eu nunca pensei que você apanharia do Kamenashi.

- Não é como se eu tivesse apanhado...Eu só não revidei! – retrucou Jin – Além disso, a direita daquele nanico é poderosa, de verdade!

- Aham.

- Eu tô falando sério!

- Sei.

- Se você duvida, vou mandar ele te bater, você vai ver só! – disse, rindo. – Ei, Ryo...

- Que é?

- Valeu por ter vindo...Desculpe por chamá-lo tão repentinamente.

Um pouco desconcertado com aquela súbita demonstração de gratidão, Ryo olhou para o próprio prato, mas logo recuperou o jeito irônico de sempre e afirmou, enquanto remexia na comida:

- Não se preocupe. Eu teria vindo de qualquer jeito, afinal, o Yamapi não teria parado de encher meu saco se eu não viesse. Então, gomen, mas eu vim pensando em meu próprio bem-estar.

Jin apenas exibiu um sorriso compreensivo, tendo consciência de que Ryo jamais admitiria estar preocupado com ele. Ele era assim, o Ryo. Não era de falar, ele era de agir, ainda que a sua boca pudesse dizer coisas contrárias e, até mesmo, venenosas. Mas para Jin, era um amigo precioso.

7

Na manhã seguinte, o Sol parecia um amigo querido que se manteve distante por muito tempo. Jin pensou que era assim que os prisioneiros deviam se sentir quando são libertados. Como se estivesse vendo o mundo pela primeira vez. Ele permaneceu assim, com o rosto estendido na direção do céu, recebendo o calor matinal.

- Ahhhhhh, que sensação boa. – ele murmurou.

Ele tinha a impressão de que tudo o que o afligiu naqueles dias de reclusão não passavam de algo perdido no passado. Estava finalmente em paz com tudo o que aconteceu. Não que estivesse tudo realmente bem, mas simplesmente já aceitara aqueles fatos. Aceitar o que aconteceu tornou mais fácil lidar com seus sentimentos, ele descobriu. E, dessa forma, ele decidiu ir ao trabalho.

Ainda estava um pouco inseguro. Era natural, não podia ser diferente, mas tinha que ser enfrentado. Estimulando-se mentalmente com frases de incentivo, Jin chegou mais rápido do que pensava à empresa.

Para sua alegria, encontrou Yamapi logo na entrada. Aquilo sim era algo providencial. O seu principal aliado o protegeria até o camarim.

- Ohayouuuu!

Yamapi assustou-se com aquelas mãos que bateram firmes em seus ombros.

- Itteee! – ele gemeu – Jin!

- Você já voltou, Pi!

- Por alguns dias...Logo viajo de novo para continuar com as gravações...Acontece que tenho alguns compromissos com o NEWS, né? E você? Droga, seu olho já voltou ao normal, mesmo!

- Pois é, perdeu a chance de me zombar, amigo!

- Sendo você, tenho certeza de que terei outras chances.

- O que quer dizer com isso?

- Nada. Ah, o elevador chegou, vamos?

Naquele espaço pequeno, enquanto aguardavam chegar ao andar de seus camarins, eles conversavam sobre os projetos de Yamapi. Até que este mudou o assunto subitamente:

- Neh, eu fiquei sabendo do Harada-san.

Jin sentiu seu coração parar. Como era possível que Yamapi soubesse daquilo? Instintivamente, virou-se para o espelho do elevador e verificou sua testa.

- Pare de ser tão narcisista! – Yamapi riu.

- O que você ficou sabendo do Harada-san?

- Ei, por que ficou irritado?

- Não estou.

Yamapi o olhou desconfiado, mas disse:

- Não é como se fosse para ser um segredo, certo? Você realmente não devia ficar chateado, todo mundo já sabe.

Jin sentiu o pânico começar a crescer dentro de si, seus ombros se contraíram e seu estômago se revirou.

- Além disso, qual o problema em todo mundo saber que o Harada-san virou assessor do KAT-TUN? Eu acho até legal, ele é um cara bacana e sempre deu muita força com nossos problemas particulares quando éramos adolescentes!

E, então, Jin perdeu o ar, como se alguém o tivesse socado. Em seguida, toda a tensão em seu corpo se desfez, mas ele não sabia se sentia aliviado, por definitivamente estarem falando sobre outro assunto ou se ficava preocupado com aquela notícia.

- Ah...Ele virou?

- Você não sabia?

- Eu estive isolado, se você não soube!

- Nossa, mas quanta irritação para uma manhã ensolarada!

- Desculpa, Pi...Pensei que você estava falando sobre outra coisa.

- Sobre o que poderia ser?

Ás vezes eu falo demais, maldita boca.

- Eh? Ah, é que do jeito que você falou parecia ser alguma coisa ruim...Sei lá, demissão, acidente...

- Você está mesmo negativo nessa manhã.

O irônico é que eu estava realmente bem antes de chegar aqui.

Mas Jin não disse nada para o amigo, apenas sorriu. O elevador chegou ao seu andar. Eles desceram juntos, a sala do NEWS era próxima a do KAT-TUN. Dessa forma, Yamapi o acompanhou, sem sequer imaginar o quanto Jin se sentia seguro em sua companhia.

Despediram-se diante da porta do camarim, de onde já era possível ouvir Koki exclamar o nome de Jin com alegria. Yamapi acenou para os membros do KAT-TUN e então foi para o seu destino.

Jin entrou fingindo uma timidez, cumprimentando a todos com um aceno de cabeça. Notou vagamente a figura de Kamenashi sentado diante da penteadeira, de costas para ele.

- E aí?? – cumprimentou Koki – Até parece outro olho! – disse, analisando o local que fora atingido por Kamenashi. – Que bom que você voltou, Jin.

- Esperamos que tenha aprendido a lição! – comentou Nakamaru, fingindo estar irritado, embora era óbvio que também estava contente.

- Não seja tão mala. – pediu Ueda – Okaeri, Jin!

- Estou de volta!

- Finalmente, estamos completos! – comentou Junnosuke.

Todos olharam para Kamenashi, que simplesmente continuava a se pentear diante do espelho.

8

“Então vai ser assim, Kazu?”, Jin o questionava, silenciosamente, apenas seguindo seus passos com os olhos.

Eles estavam em uma emissora famosa, onde dariam uma entrevista sobre o segundo DVD que seria lançado naquele mês, o dvd do live Kaizokuban. E era evidente para todos que Kamenashi estava ignorando totalmente Akanishi Jin. Ele apenas tomava o cuidado de não fazer isso na frente da produção do programa.

Quando percebia que havia algum desconhecido na sala, Jin fazia questão de falar com Kamenashi, que apenas respondia coisas vagas ou se limitava a sorrir. Kazuya, por sua vez, quando percebia a intenção de Jin, procurava puxar assunto com algum outro membro da banda.

Essa sútil perseguição continuou até que a gravação finalmente começasse.

9

Na van, durante o caminho de volta à agência, o clima era o pior possível. Cansados com o acúmulo de trabalho, ninguém, nem mesmo Taguchi e suas piadas infames, conseguia quebrar aquele silêncio opressor. Mas ele se esforçava ao máximo, coitado, era necessário reconhecer.

- Né, vocês sabem o que o cavalo foi fazer em um telefone público?

- O quê? – perguntou Koki, pacientemente.

- Passar um trote!!

-...

A noite já tinha caído quando eles finalmente regressaram para o camarim para recolherem seus objetos pessoais e irem embora. Jin agradecia pelo fato do dia ter passado rápido, ainda que sentisse um cansaço tremendo. Aqueles dias em isolamento o fez perder o ritmo de trabalho.

- Bom...Até amanhã. – disse um introvertido Koki.

Antes que ele pudesse ir embora, porém, Harada entrou. Jin disfarçou seu mal-estar como pode. Durante todo o dia, com a frieza de Kamenashi, ele tinha se esquecido completamente do fato de que agora Harada trabalhava diretamente com a banda.

- Rapazes, boa noite. – ele cumprimentou, com seu modo sério de sempre – A entrevista de hoje foi muito bacana e a sessão de fotos também foi um sucesso. Obrigado pelo trabalho dedicado de sempre.

- Arigatou. – agradeceram eles, dessincronizados.

- Akanishi, por favor, venha comigo. Você precisa se atualizar da situação da banda enquanto esteve fora.

- Eu já estava de saída...- ele comentou, sem pensar direito e arrependeu-se no instante em que notou a expressão de desagrado em Harada.

- Tudo bem, nós conversamos amanhã então. Kamenashi, você pode me dar um minuto do seu tempo?

- Hai, claro.

A porta se fechou atrás deles. Nakamaru perguntou em voz alta se a punição de Kamenashi viria com essa conversa. Ninguém soube responder. Koki, então, jogou novamente sua mochila em suas costas, com a intenção de ir embora, mas parou quando olhou para Jin. Ele estava pálido.




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MensagemAssunto: Re: [END] Eu Não Te Amo   Qua Jan 27, 2010 2:52 am

shahsahshahs esses 2 bebendo viu
Aaaaa Diario d motocicleta é mto bom *---*
Gael Garcia Bernal alem d gatoo, é excelente ator *------*
Aaaaa Harada seu FDP!!!! cmo vc faz isso?!?! naaaaooo
Ai Jin deve ta sofrendo mto com isso TToTT
Aaaaa Kitty vc coclocou o Ryo na historia :}
Citação :
Jin apenas exibiu um sorriso compreensivo, tendo consciência de que Ryo jamais admitiria estar preocupado com ele. Ele era assim, o Ryo. Não era de falar, ele era de agir, ainda que a sua boca pudesse dizer coisas contrárias e, até mesmo, venenosas
É né o Ryo é assim
Ms é fato q ele sabe cozinhar *-*
Nao Jin, o Ryo vai casa comigo shahshahsha xDD
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MensagemAssunto: Re: [END] Eu Não Te Amo   Qui Jan 28, 2010 1:38 pm

Bebida não dá muito certo com o Jin... Se já é Bakanishi sóbrio, imagina bêbado??

Adoro Diários de Motocicletas, foi o primeiro filme que vi com o Gael Garcia (tudooo de bom!).

No capítulo 3, o Harada finalmente foi apresentado, assim como o ponto principal da história. O Jin vai sofrer muito nessa fic, espero que a cena da violação não tenha chocado tanto o.o! rsrsrs

Sim, o Ryo teve que entrar na história. Foi como um imã. Se tem Jin, se tem Pi, TEM que ter Ryo XD... Adoro os três juntos. E o Ryo se tornará fundamental com o decorrer dos capítulos, embora na reta final sua participação diminua... Mas aí a aparticipação do Koyama aumenta ^.~.

Obrigada pelo comentário!!

Beijosss




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MensagemAssunto: Re: [END] Eu Não Te Amo   Sex Jan 29, 2010 12:03 am

Magina
nao chocou nao ^^
to acostumada a ler cda coisa, o seu foi bem leve hehe
acho ate q vc pode descrever mais xD
cenas d sexo e estupro sao sempre tao dificeis d escrever eu acho
ms aq o pessoal sabe escrever ^^
é pq tem uma autora d hentai q conheço d outro forum q nao gosto da maneira dela d escrever nao
Obaaa vai ter mais Ryo *-*
ah nao tem problema q a participaçao dele diminua depois ja q depois vai ter o Koya
obaaa *-*
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MensagemAssunto: Re: [END] Eu Não Te Amo   Sex Jan 29, 2010 11:38 pm

Fiquei meio preocupada em violentar um ídolo hehehe
E, na verdade, as cenas ficam bem mais explícitas mais para frente... Quis introduzir o assunto sem causar muitos traumas XD... Fico aliviada que não tenha sido esse o caso com vc! ^^

Obrigadaaa!
Beijosss




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MensagemAssunto: Re: [END] Eu Não Te Amo   Sex Jan 29, 2010 11:45 pm

1





Aquela noite estava nublada e, por mais que a rua estivesse iluminada, ainda assim, estava mais escura que o normal. Ele não se importou com isso e seguiu seu caminho normalmente até o metrô. Na plataforma, porém, estacou pela surpresa em ver a pessoa que tentava evitar ao máximo possível durante todo aquele dia. Jin.





Kamenashi parou a dois metros de distância. Estava incerto se deveria tomar a palavra. Ele sabia que Jin passara o dia todo tentando falar com ele, com tentativas inúteis para chamar a sua atenção, enquanto ele o ignorava deliberadamente. Mas, ao contrário do que pareceu, Kamenashi não estava mais bravo com Jin. Ele estava envergonhado com aquela briga estúpida e como perdeu o controle com seu companheiro de banda. Desse modo, ele não podia se perdoar e muito menos encarar Jin normalmente.





Mas, agora, não tinha jeito. Ele estava ali obviamente esperando por ele há uma hora – o tempo que durou sua conversa com Harada, além do tempo que levou para chegar até ali – e, era mais evidente ainda, teriam que conversar.





Jin, por sua vez, também não sabia como começaria aquele diálogo. Olhava para os próprios pés, enquanto imaginava por quais tipos de provações teria Kamenashi passado naquela maldita sala do Harada. Tinha vontade de cometer homicídio só em pensar que aquele verme ousou tocar em seu pequeno. Ao mesmo tempo em que se amargurava por saber que a culpa era sua. Ele não podia vacilar com Harada, ele percebeu, talvez um pouco tarde.





- Eu... - eles disseram ao mesmo tempo e em seguida se olharam. Sorriram. – Pode falar... - continuaram em sincronia.





Kamenashi tomou a palavra.





- Jin, eu preciso pedir desculpas.





Jin não escondeu a sua surpresa e ficou boquiaberto.





- Eu realmente não gostei do que você disse, mas eu errei em ter perdido a cabeça daquele jeito. Também reconheço que peguei pesado com você, quando eu também estava falhando com a banda. Eu... Gomen, Jin.





Um olhar bondoso caiu sobre Kazuya.





- Isso já é passado, Kazu. Aliás, eu também peço desculpas pelos termos que usei. Me desculpe, de verdade.





- Será que a gente pode voltar a ser amigos como no começo do ano?





Jin sabia que isso era impossível, mas o olhar de Kazuya estava mesmo cheio de esperanças. Então sorriu e disse:





- Claro...Você sabe que essas brigas apenas fortalecem as amizades, não é mesmo? Eu vivia brigando com o Pi, e agora esse cara não larga do meu pé, é assim que as coisas funcionam!





Kamenashi se aproximou e tocou o rosto de Jin, preocupado. Ele não percebeu, ou talvez fingiu não perceber o leve tremor de Jin com aquele simples gesto.





- Seu olho está mesmo bem, né?





- Apesar do tijolo que me acertou, ele está bem agora. – Jin respondeu com bom humor – Você tem uma mão muito pesada, eu não consigo entender como...Ela é tão delicada!





Jin aproveitou para brincar um pouco com ele e interrompeu o toque do amigo para segurar a sua mão, observando-a. Kamenashi não fez menção de retirá-la, o que surpreendeu o mais velho. Após alguns minutos em silêncio, apenas dividindo o calor de suas mãos, Jin, então, ficou sério e perguntou:





- Kame, o que aconteceu na sala de Harada?





- Nada, ele só quis conversar.





Jin podia ver a mentira nos olhos de Kazuya. Ele era um péssimo mentiroso. E isso apenas o fez pensar no pior.





A mão de Harada percorreu o pescoço de Kazuya, descendo até o seu sexo.





- Não minta, Kazu. Ele não te chamaria depois de um longo dia de expediente apenas para jogar conversa fora.





Percebendo que não enganaria Jin e que este estava apreensivo demais por alguma razão que ele desconhecia, Kamenashi abriu o jogo:





- Ele me puniu. Disse que, uma vez que você estava de volta, seria a minha vez de ficar em isolamento. Não seria justo se eu não fosse punido, ainda mais porque fui eu quem usou de violência. Então ele me mandou ficar em casa por quatro dias.





- Foi isso?





- Foi. Mas ele tem razão, é injusto que apenas você pague por algo que nós dois fizemos, né? – ele disse em um tom alegre, para que o outro não ficasse preocupado.





- Teve mais alguma coisa que você esteja escondendo?





- Não, o que poderia haver?





Desta vez, a expressão de Kazuya era sincera.





- Sei lá, talvez ele tenha te expulsado da banda ou até te assediado. – ele jogou verde, rindo de leve e coçando o nariz.





Kamenashi riu.





- Não seja estúpido. Eu não fui expulso e muito menos assediado e...





Ele não conseguiu terminar de falar, pois foi puxado de encontro ao peito de Jin, aliviado por saber que aquelas coisas que tinha imaginado passaram muito longe da realidade. Como eu sou idiota, pensou, agarrando Kazuya com mais força.





Kamenashi achou aquela reação exagerada, mas não tinha intenção de se esquivar do abraço. Já era tarde, sentia cansaço e frio e o corpo de Jin estava mesmo quentinho. Era, portanto, difícil de resistir.





- Eu não quero mais brigar com você, Jin. – ele deixou escapar.





- Eu também não, Kazu...Eu também não.





De repente, Kamenashi se afastou, olhando para trás.





- Você não ouviu isso, Jin?





- O que?





- Parecia o barulho de um flash...





- Impressão sua...Tiramos fotos demais hoje!





- Deve ser...





Depois disso, o trem chegou e Jin entrou. Kamenashi ainda olhou mais uma vez para trás antes de entrar também.





2





Kamenashi suspirou diante da triste conclusão em que ele chegara. Ele era um viciado em trabalho e percebeu isso logo às dez da manhã do primeiro dia de reclusão. Ele desejava desesperadamente ir para a empresa e trabalhar. Não agüentava mais ficar em casa.





- Yoshi, Kazuya! Você tem apenas dezenove anos! Com a sua idade, os adolescentes costumam arranjar muita coisa para fazer dentro de casa...Eu só preciso descobrir o quê!





Ele olhou para seus livros, seus dvds, seus vídeo-games. E decidiu que a sua casa estava precisando de uma limpeza. Colocou um lenço na cabeça, arregaçou as mangas e começou o serviço.





Isso o distraiu bem durante algum tempo. Uns vinte minutos, visto que o seu apartamento já estava devidamente organizado.





- Isso vai ser torturante. – ele percebeu, agachado no meio da sala.





No terceiro dia, ele já estava totalmente derrotado pelo tédio. Deitado de barriga para baixo no sofá, ele brincava de escrever kanjis no tapete. Ele até pensou em escrever algumas letras de música, mas inspiração era uma coisa ingrata. Ela só aparece quando lhe dá na telha, o que não parecia que aconteceria durante os dias de reclusão.





Kamenashi até procurou por ela, mas não conseguiu encontrá-la. Seu celular estava fora de área ou então ela o manteve desligado o tempo todo. Ele não se preocupou porque sabia que a rotina de ambos por vezes os mantinha afastados por longos períodos, inclusive semanas.





Ele também procurou por alguns amigos da época do colégio, conversou com eles por telefone, mas sabia que não podia marcar um encontro e nem nada do tipo. Isso serviu para distrair por alguns momentos, mas não adiantou muito para animar o seu espírito, que se sentia como um pássaro em uma gaiola. Não tinha a menor vontade de cantar.





- Ao menos, amanhã é o último dia.





Kamenashi não poderia deixar de observar que era engraçada aquela situação. Quantas vezes ele não desejou por um longo período de descanso? Quantas vezes ele não achou que o ano passava devagar até finalmente chegar um feriado ou as férias? E, agora que tinha essa oportunidade, queria voltar logo ao trabalho.





Isso porque eram “folgas obrigatórias”, ele observou. O ser humano não gosta nada do que é obrigatório. Ah, essa não...Estou ficando filosófico!





A campainha soou nesse momento e ele agradeceu quem quer que fosse o seu salvador. Ele se conhecia o suficiente para saber que quando começava a refletir em questões muito profundas, acabava por se deprimir. Por isso, abriu a porta com um enorme sorriso no rosto, que apenas aumentou ao ver quem era. Seus olhos também transbordavam o seu contentamento em vê-lo.





- JIN! – ele exclamou – Você não deveria estar aqui!





Ele não esperou que Kamenashi o convidasse para entrar, simplesmente entrou e fechou a porta.





- Você não pode estar aqui! – ele o alertou novamente – Se a agência te pega, você pode ser punido de novo...Sabe que quando estamos em isolamento...





- Sei, sei...Os integrantes da banda não podem se encontrar com o culpado! Mas se você não contar ao Harada, certamente não será eu o delator, então podemos ficar sossegados... É só você fechar as cortinas, aí teremos certeza de que ninguém está nos espiando.





- Ah, é verdade! Farei isso!





Jin riu diante daquela credulidade e teve que segurar Kazuya pelo braço.





- Eu estou brincando! Você acha mesmo que tem alguém nos vigiando 24 horas quando estamos de castigo? Nem mesmo Kitagawa-san é tão rígido assim!





- Será? – Kamenashi ainda duvidava.





- Deixa disso, baka! Eu trouxe um pouco de cerveja...





- Sou menor de idade! – ele lembrou, ironicamente.





- A bebida é pra mim...E eu prometo que não vou beber muito!





- Você veio pra me confortar ou pra me torturar no final das contas?





Kamenashi arrancou a caixa de bebidas das mãos de Jin e guardou as latas na geladeira, voltando com duas. Entregou uma para o amigo, já devidamente acomodado no sofá. Kamenashi sentou-se no chão, encostado à parede ao lado da estante e de frente pra Jin.





- E aí, como você está? – quis saber Jin.





- Entediado...Mortalmente entediado!





- Eu imaginei! Desculpe por não ter vindo antes!





Kamenashi sacudiu a mão em frente ao nariz, gesto que queria dizer para o outro não se incomodar.





- Também trouxe alguns cds ingleses. Tem uma banda de rock que você devia escutar, o som deles é incrível! – Jin remexeu em sua mochila e estendeu o disco mencionado – É muito bom!





Kazuya engatinhou até a estante e, de joelhos, colocou o cd no aparelho. A faixa começou a tocar.





- Em um rock meio balada, meio anos 60, meio Beatles, tá ouvindo?





- A definição é muito boa! – caçoou Kamenashi.





- Baka, escuta, escuta!





De fato, havia algo de Beatles naquela melodia, eram músicas animadas, mas sem necessariamente aquelas batidas agressivas do rock atual. A letra era boa também. Kamenashi observou enquanto Jin se acomodava no sofá, com a nuca apoiada no encosto das costas, de olhos fechados e murmurando aquela letra. Seus dedos tamborilavam no ritmo da música.





- Posso fumar? – perguntou Jin.





- À vontade. – Kamenashi abriu a janela.





- Você quer um?





- Isso é crime, sabia? Induzir um menor ao fumo e a bebida!





- Como se você não tivesse iniciado por conta própria...- ele riu e foi até a janela.





Eles dividiram o parapeito da janela e fumaram. Jin contava como andavam as coisas no trabalho, enquanto observavam o cair da tarde. Kamenashi apenas escutava, enquanto relaxava com a nicotina tragada lentamente para dentro de seu corpo.





Faz tempo, Kamenashi se pegou pensando. Faz tempo que não ficamos juntos assim...Acho que desde que Gokusen terminou. É estranho. Parece que aquela amizade entre nós só pôde existir enquanto a novela existisse. Por que nossa relação desmoronou de um instante para o outro?





Kazuya riu de algum comentário que Jin fez, mas ele não tinha realmente ouvido, apenas acompanhou a risada dele, que parecia empolgado. Era muito bom estarem tão próximos de novo, observou Kamenashi.





3





Eles passaram o resto da noite escutando música, bebendo, jogando vídeo-game e conversando. Horas tranqüilas e agradáveis que ajudaram a espantar o tédio de Kamenashi e a acalmar o coração de Jin, que não tinha muitos motivos para estar alegre nos últimos dias.





- Ahh...Eu estou mesmo cansado! – Jin esticou os braços, espreguiçando-se – Acho que vou ficar por aqui mesmo.





- Você não quer dormir na minha cama? Deixa que eu durmo no sofá!





Jin sacudiu a cabeça, negando, enquanto se ajeitava no sofá de três lugares.





- Eu preferia que nós dois dormíssemos no sofá, bem juntinho! – ele brincou, embora, no fundo, estivesse sendo sincero.





- Baka! Vou pegar um travesseiro e uma coberta pelo menos, espera!





Quando Kame retornou, no entanto, Jin parecia profundamente adormecido. Ele, então, acomodou o travesseiro embaixo da cabeleira do rapaz, esticou suas pernas e o cobriu. Quando estava ajeitando a coberta próximo ao rosto, surpreendeu-se com aquele par de olhos castanhos escuros olhando-o de modo divertido.





- Você será uma boa mãe, algum dia Kazu!





- Cala boca, idiota!





- Hey, Kazu, não precisa prender a coberta tão firme...Está me sufocando!





- A intenção é essa! – ele riu e continuou prendendo a coberta embaixo do assento do sofá.





- Hey!! – Jin começou a se remexer.





Kamenashi subiu por cima de Jin para impedi-lo de se soltar, arrumando novamente o que ele tinha conseguido desprender. Era evidente que ele já estava meio alcoolizado àquela altura. Akanishi percebeu o efeito da bebida e, julgando-se sóbrio, sabia que não podia se aproveitar daquele momento, mas...





Aquele pequeno estava incrivelmente próximo de si. O nariz de Kamenashi roçava junto ao seu, no chamado beijo esquimó, quando ele se descuidava e perdia o equilíbrio.





Para Jin, era óbvio que aquela criança não percebia o clima. Seus movimentos não hesitavam um segundo, ele nem ficava vermelho, sequer mostrava-se tímido. Era evidente que Kamenashi via aquilo como uma brincadeira inocente. Naquele momento, provavelmente sua idade mental tinha caído nove anos.





No entanto, a situação de Jin não era assim tão ingênua. Temendo que seu membro acabasse despertando com aquele jogo, ele conseguiu soltar suas mãos e segurou Kamenashi pelos braços. Kazuya continuou fazendo força, Jin também, mas o pequeno acabou perdendo o equilíbrio mais uma vez e começou a despencar para o chão. Em uma tentativa de evitar aquela queda, Jin tentou segurá-lo como pode, mas apenas acabou sendo puxado para o chão.





O vizinho do andar debaixo muito provavelmente os xingou pelo barulho de seus corpos caindo violentamente no teto dele.





- Ittee... – Kamenashi não sabia se esfregava a nuca, que batera diretamente no chão, ou a testa, que sentira o impacto do nariz de Jin.





Jin, por sua vez, tinha que se ocupar com o sangramento nasal. Kamenashi, ao ver aquilo, gargalhou:





- Seu pervertidooooooo! Você ficou excitado com isso, não ficou?





-...Cala boca, Kazuya!





- Há, há, há...HENTAI!





- Tô avisando, Kazu, você não sabe o que você está falando...- Jin tentava conter o sangramento com o dedo indicador.





- Olha como sangra o seu nariz! É um tarado!





- É a sua cabeça dura!! Perceba o que está acontecendo ao seu redor, por favor!!





- Eh...Jin, porque você ficou irritado?





Kamenashi, ainda no chão, olhava para Jin que caminhava com cara de poucos amigos em direção ao banheiro. Kazuya apenas piscou, não compreendendo a raiva do outro.





4





O sangramento já tinha parado, mas ele continuava a molhar o rosto com aquela água gelada. Precisava esfriar também o sangue que ainda corria em suas veias. Em seguida, pegou uma toalha no armário e enxugou seu rosto, encarando-se no espelho.





- Pare de pensar em coisas pervertidas, baka!





No entanto, o perfume de Kazuya ainda estava fresco em suas lembranças. Akanishi decidiu jogar mais um pouco de água. Quando levantou o rosto, porém, estava com um olhar sério.





- Geme para mim, Jin. – Harada pediu.





Jin ignorou, apenas fechou os olhos e mordeu os lábios, para conter qualquer suspiro que pudesse subir pela sua garganta enquanto sentia aqueles dedos movimentando-se com velocidade e violência dentro dele.






Seu punho se fechou involuntariamente e Jin socou a pia, com raiva. Para depois sacudir a mão, quando a dor chegou até o seu cérebro.





5





Quando voltou para sala, já recuperado, viu que Kamenashi continuava no chão, dormindo.





- Ah, você não vai me pegar no mesmo truque!





-...





Jin se aproximou, observando-o.





- Neh, Kazuya...Vai pra cama. Eu vou dormir. Chega de brincadeiras, que amanhã EU trabalho, afinal de contas.





Nenhuma resposta. O silêncio só era quebrado pela respiração alta de Kazuya. Jin colocou a mão na cintura e molhou os lábios, indignado.





- Eu não acredito que esse tapado dormiu em cinco minutos depois de tudo aquilo. Você só pode estar brincando comigo...





Sem muita alternativa, Jin agachou-se e colocou seus braços por baixo do corpo de Kamenashi. Ergueu-o sem muita dificuldade.





- Muito leve! Não é só a personalidade, mas você também pesa como uma criança, seu idiota!





Jin o levou até a cama e jogou a coberta por cima. Ele não era tão atencioso quanto Kazuya, afinal de contas, e estava preste a voltar para sala quando seus olhos se depararam com aquele retrato.





Próximo à cabeceira da cama, em cima de um móvel, estava um retrato de Kamenashi com uma bela mulher.





Como ele pensara, não era uma pessoa qualquer. Naquela foto era bem mais fácil reconhecê-la. Ele a conhecia, depois de tudo. Aliás, o Japão inteiro a conhecia... Ela era cantora, bastante famosa, de enka, que já estava com quarenta anos, mas ainda mantinha uma beleza que faria inveja a muitos modelos de vinte e poucos anos.





Tsubasa Akeko, era o seu nome, tinha um corpo esguio, com uma cintura que a deixava bem em qualquer tipo de roupa, como era o caso daquele vestido florido, cujas flores estavam impecavelmente combinando com a faixa do grande chapéu que usava. Seus cabelos eram extremamente lisos e ainda naturalmente negros, tão negros que deixavam o seu rosto ainda mais pálido.





Ela era dona de uma beleza tradicional, concluiu Jin, notando que o casal parecia extremamente feliz naquela foto.





- Cuide do Kazuya, certo? – ele sussurrou para a imagem.





6





Enquanto caminhava em direção a sala de Harada, no dia seguinte, Jin não pode não ficar tenso. Imaginava a que tipo de situações teria que se submeter, mais uma vez. Além disso, ele estava preocupado com o fato daquele ser asqueroso ter se mantido em silêncio durante todo o isolamento de Kazuya, que regressaria ao trabalho amanhã.





Era mais um dia de trabalhos individuais ou em dupla. Junnosuke estava envolvido em uma campanha de algum produto de beleza, Jin não se lembrava muito bem sobre o que era. Nakamaru e Koki estavam gravando um quadro para o Shonen Club e Ueda estava de folga. Na verdade, estava programado um quadro em dupla com Kamenashi, mas, devido as circunstâncias, cancelaram o evento e liberaram Ueda.





Logo, Akanishi era o único membro da banda que estava na empresa. Na verdade, ele notou, parecia que era a única pessoa no andar naquele momento. Pensou corretamente que isso havia sido providenciado por Harada.





Depois de bater na porta, entrou sem demonstrar qualquer tipo de sentimento, enquanto o assessor apenas sorria, sentado confortavelmente em sua mesa. Aquela mesa.





As mãos de Harada apertavam fortemente seus ombros, enquanto ele tentava se apoiar como podia na mesa. O assessor movimentava-se cada vez mais com velocidade. Embora a dor fosse cada vez pior, Jin não se permitia demonstrar, mordendo seus lábios com determinação.





- Quanto tempo, não é mesmo Jin?





Ele nada disse.





- Você andou muito ocupado...- Harada obviamente se referia àquela noite em que foi rejeitado por Jin – Mas eu o compreendo...Ficar em isolamento atrapalha o ritmo de trabalho de todo mundo! Penso que Kamenashi também ficara muito casado quando regressar, ainda mais quando perder mais uma chance de debut.





Jin ergueu os olhos.





- Sobre o que você está falando?





Harada, com as mãos unidas em cima da mesa, inclinou-se para frente e, em um ato de cumplicidade, disse:





- Haverá uma reunião com a banda dentro de alguns dias. O tema, obviamente, será o lançamento do KAT-TUN...Mas, na minha opinião, vocês ainda não estão maduros o suficiente! Como assessor, no entanto, eu não posso dizer isso. Mas, você pode e vai dizer. E eu tenho certeza de que você não vai se negar quanto a isso!





- Isso...





Jin não conseguiu completar a frase, pois Harada tirou algumas fotos da gaveta e as jogou na mesa. Jin reconheceu a si mesmo entrando no apartamento de Kamenashi. Havia também fotos deles fumando na janela. Jin notou que todas as fotos foram tiradas com a data.





- Você sabe que um membro que está em suspensão não pode manter contato com os outros membros. Logo, a situação de Kamenashi pode piorar se isso chegar a nossos superiores...- Harada suspirou - Violento e indisciplinado, será que ele pode continuar na agência? Além disso, sempre é um escândalo quando um menor é pego com drogas, ainda que sejam licitas.





- Eu não acredito que a Johnnys realmente nos vigia o tempo todo...





- A empresa não...Mas eu sou o tipo de pessoa que faz o serviço completo. – justificou Harada – Eu não deixaria meu garoto precioso um minuto fora da minha vista!





- Não se preocupe. – Harada logo se apressou em dizer ao ver a expressão furiosa do rapaz - Isso é apenas um adiamento. Eu só não digo isso pessoalmente porque estragaria minha imagem como assessor...Afinal, como assessor, eu tenho que trabalhar para o sucesso da banda...Tenha a certeza, Jin, de que se você trabalhar arduamente, o lançamento oficial virá. Por isso, faça o seu melhor, certo?





Harada desfez o nó da gravata e se levantou. Com a cabeça, indicou o sofá ao fundo da sala, onde se acomodou e fez um gesto para Jin se aproximar.





- Ajoelhe-se. – foi a ordem que Jin recebeu.





Sem muita opção, ele o fez. Observou enquanto Harada abria o zíper da própria calça.





- Dê o seu melhor, né, Jin-kun?





Jin fechou os olhos e reuniu toda a sua força para abocanhar o sexo de Harada. Apenas queria terminar aquilo o quanto antes.





7





Cuspiu aquele líquido amarelado na pia. Encheu mais uma vez a tampa com o anti-séptico bucal e limpou o máximo possível a sua boca. Mas, não importava quantas vezes Jin enxaguasse, ainda sentia o gosto repugnante do gozo de Harada e ânsia de vomitar continuava forte.





Ele não teve alternativa. Aproximou-se da privada e enfiou o dedo na goela. Sentiu algo subir e descer em seu estômago algumas vezes até que finalmente o seu almoço veio à tona.





Apertou a descarga e lavou mais uma vez a sua boca. De volta ao camarim, ele se surpreendeu com a presença de Koki e Yuuchi.





- Já voltaram?





- A gravação correu bem e conseguimos terminar antes do previsto. – explicou Koki, com uma expressão preocupada – Você está se sentindo bem, Jin?





- Não muito, na verdade... Acabo de deixar o meu almoço no banheiro e não foi pela trajetória normal do ciclo digestivo!


- Você está pálido! – comentou Nakamaru – Você quer que a gente te leve até a enfermaria?





- Eh? Não precisa, não precisa... Agora que vomitei, já deu uma aliviada!





- Você não exagerou na bebida de novo, exagerou? – quis saber Koki.





Jin se fez de ofendido:





- Não me trate como um dependente do álcool! Só aconteceu aquela vez, oras!





- Gomen, eu só quis me certificar! – Koki apertou seu ombro de leve.




- Você ainda tem trabalho hoje? – perguntou Nakamaru.





- Ainda tenho uma sessão de fotos daqui a pouco.




– Você tem certeza de que não quer ir pra enfermaria?



Fazendo que sim, Jin pediu aos amigos que se tranqüilizassem, que era um ligeiro mal-estar, provavelmente por alguma comida estragada.





- Vocês podem ir embora, não precisam ficar por minha causa!





- Não podemos te deixar aqui desse jeito! – afirmou Koki.





- Faremos companhia até a sua sessão de fotos, pelo menos. – disse Nakamaru.





Jin exibiu um meio sorriso e agradeceu a preocupação, mas, para si mesmo admitiu que preferia ficar sozinho. Ainda sentia o suor de Harada em seu corpo e temia que seus amigos também pudessem notá-lo. Tudo o que ele menos queria era companhia naquele momento. Mas como poderia convencê-los? E como dizer que preferia que eles fossem embora sem ser grosseiro?





Não tendo outro remédio, Jin esforçou-se ao máximo para manter uma conversa decente com seus amigos, enquanto rezava para que aquele dia acabasse o mais rápido possível.


***
Obs: Sangramento nasal, no Japão, é considerado um sinal de que a pessoa está excitada.




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mitsuki
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MensagemAssunto: Re: [END] Eu Não Te Amo   Sab Jan 30, 2010 12:23 am

HAhaahahhahahah
eu não sabia que você postava a sua fic aqui
XDDD
Boom...eu sou a MitsukiUshi que comentou nos primeiros capitulos da sua fic no nyah
boom...ainda bem que eu achei ela no nyah..e não por aki....pq eu não ia aguentar de curiosidade pra saber o que aconteceria UHAUHHUAHUAUHUAHUHAUHHUA
você escreve realmente muuuito beeeem!!
eu fiquei apaixonada pela a sua fic....*--*
para você ter uma noção eu nao fiz nada esses dias desde que eu comecei a lê-la
UAUHAHUUHAUHAHUAUHHUAHU
eu passei esses dois dias lendo ela sem para até alcançar até onde você tinha escrito
finalmente alcancei....
boom...mas vou comentar o que eu achei lá no nyah pq aki a fic ta mais atras e eu não quero dar spoiler...vai que alguem le o meu comentario

AHUUAHUHAUHAUHUAHUHAUHAUHAUHUHAUHAUHAUHUHAUHAHU

bom...

só quero dizer que essa fic é simplesmente perfeita !!!
recomendei para um monte de gente XD
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Nara
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MensagemAssunto: Re: [END] Eu Não Te Amo   Sab Jan 30, 2010 12:36 am

Aaaa meu tinha escrito um monte d coisa e a net resolveu da problema aq ¬¬
Ms enfim... adorei essa parte d qdo o Kame cobre o Jin
e essa parte do hanaji haha xDD
Entao essa é a mulher misteriosa hmm...
Aaaa Beatles foi mencionado *----*
Harada seu FDP !!!!

ps: Mitsuki chan nao de spoiler
hehe eu lembro d qdo vc tava flando da fic no chat ^^
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MensagemAssunto: Re: [END] Eu Não Te Amo   Sab Jan 30, 2010 1:21 am

Oiee!! Que bom receber seu comentário aqui também! ^^
Muito obrigada!!!

Pois é, a fic aqui está bem atrasada por que eu só postava lá no Nyah mesmo... A Kyuu quem me incentivou a postá-la aqui também! É que eu era meio receiosa, alguns comentários na área de KAT-TUN aqui no fórum me deram a impressão de que as fãs de KAT-TUN não curtissem yaoi... Então não pensei em postá-la! Por que, além de lemon, ainda rola estupro, então... Mas tem gente que gosta, descobri afinal ^^.

Nossa, você leu muito rápido mesmo! Fico realmente feliz em saber que a fic despertou tanto o seu interesse, embora fiquei um pouco culpada por você não ter feito mais nada... Aproveita suas férias, menina XD! Faz tanto tempo que eu não tenho férias... *Formada e recém empregada tem perspectiva de férias muito, muito, muito distantes*

Obrigada de coração!
E por ter recomendado a fic tb ^-^!

Beijosss


******
Oi Nara!!

Eu odeio quando perco o que escrevi por causa da net... E lá no trampo, quando acesso o fórum, cada vez que muda de página, ele pede para fazer o login de novo... Ai eu acabo perdendo várias vezes... rsrsrs

Eu também adorei escrever essa cena... Acho o Kame muito ingênuo... Principalmente ao lado do Jin XD! Bêbado, então... hahahaha. O Akame vai se desenrolar bem lentamente por causa do Kame mesmo rsrsrs.

Sim, a identidade da mulher com Kame foi revelada e aos poucos ela vai ganhando território na fic ^^.

Beatles é tudo *.* ... Não sou tão fã, mas respeito o que eles construíram na época deles que dura até hoje! Não sei se os meninos do KAT-TUN curtem, mas na fic eles curtem haha... Sei que SMAP curte e até cantou em um especial dos beatles hehehe. (Tá, o que tem a ver? hahaha)

Beijosss




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MensagemAssunto: Re: [END] Eu Não Te Amo   Seg Fev 01, 2010 12:09 am

Promessa

1

Com o rosto apoiado na palma da mão, ele observava a forte chuva que caia do outro lado da janela. Ouvia as conversas paralelas ao seu redor como leves murmúrios, que se misturavam com a música ambiente – um rock americano – e por vezes se perdia entre fumaças de nicotina.

- Neh, Pi? – ele chamou, sem tirar seus olhos da janela.

O rapaz, que estava entretido rodopiando o apoio de copo em cima da mesa, tentando fazê-lo rodar o máximo de tempo possível, por sua vez, também não desviou seu olhar. Apenas resmungou:

- Que é?

- Pi, vale a pena sofrer por amor?

Yamashita já estava quase zombando do outro, mas se conteve, percebendo o olhar tristonho de Jin. Parou com a sua brincadeira e encheu o copo de ambos com mais cerveja.

- Droga, acabou...Ei, amigo, traga mais uma garrafa pra nós! – ele pediu ao garçom - Você quer dizer: amar e não ser correspondido? É isso o que você quer dizer com “sofrer”?

- Não, eu me refiro a suportar certas coisas pelo bem da pessoa que você ama...

- Você está passando por isso?

- Eu vi um filme ontem...- explicou Jin, endireitando-se na cadeira e finalmente deixando a chuva de lado - O personagem principal passa por um monte de problemas e diz que tudo vale a pena pela felicidade da amada, ainda que essa felicidade seja ao lado de outra pessoa. Fiquei pensando, isso existe? Alguém que aceita certas coisas pela felicidade de outra é uma pessoa normal ou simplesmente um retardado?

- Eu não sei se isso existe, mas...Se existe, com certeza o amor dessa pessoa é sincero. E quando o amor é sincero, a pessoa que ama dessa forma é vencedora, no final de tudo!

- Vencedora? Estamos falando de competição? – Jin debochou.

- Mais ou menos...Eu acredito que o sentimento de amar alguém assim de forma tão intensa é como um prêmio. Se você parar e pensar que toda uma vida pode não ser suficiente para encontrar uma pessoa para amar, que alguém no mundo certamente viverá sozinho para sempre, uma vez que o número de pessoas no mundo é desigual, sempre sobrará alguém, então quem é capaz de amar dessa forma já pode se considerar um privilegiado...Porque você pode sentir o quanto você ama alguém, mas muitas vezes a pessoa amada não consegue sentir esse amor, ou seja, quem ama, sente, quem é amado, ás vezes não percebe.

Jin sorriu de leve:

- Isso tudo é muito bonito...Mas a realidade não é assim tão colorida, né?

- De qualquer modo, respondendo a sua pergunta, se você realmente ama muito uma pessoa, acho sim que é válido enfrentar o que for preciso para amá-la.

- Eu não estou tão seguro quanto a isso...Mas vamos mudar de assunto que isso está ficando chato demais...Como vão as gravações de “Dragon Zakura”?

- Ah, tá indo muito bem! Está uma correria danada pra conseguir conciliar com as obrigações do NEWS, mas eu estou me virando... Koike é mesmo um cara bacana, você tinha razão... O elenco todo é genial, na verdade! E a história é daquelas que focam mais amizade do que o amor, sabe? É sobre um grupo de alunos que não tem a menor chance, mas ainda assim eles estão se esforçando para passarem no vestibular... Tudo por causa de um professor meio maluco, que é interpretado pelo Abe-san.

- Bacana...

- E o KAT-TUN, como anda? Já faz uma semana que o Kamenashi saiu do castigo, né? Vocês devem estar na correria também! Quem sabe, quando a poeira da briga de vocês dois passar, a direção não anuncie o lançamento da banda?

Jin tomou um gole da cerveja e voltou a observar a chuva quando respondeu:

- Talvez...Nós não estejamos maduros ainda para isso... – disse, amargamente.

2

- Bom trabalho! Bom trabalho a todos!

Ela se despediu com um enorme sorriso, apesar do dia cheio de trabalho, que sugou toda a sua força, ainda assim ela conseguia emitir simpatia para todos os seus colegas.

Tsubasa Akeko saiu da gravadora depois de gravar mais algumas faixas para o seu próximo álbum, além de ter realizado a sessão de fotos para a capa.

Céus, o mundo está caindo em água.

- Madame, seu guarda-chuva.

- Obrigad...

Naquele momento, ela sentiu toda as suas forças voltarem. Ali, diante dela, estava aquele garoto que costumava fazê-la se sentir pelo menos vinte anos mais nova. Kamenashi Kazuya estava ao seu lado, segurando um guarda-chuva e com aquele sorriso encantador que tanto a fazia suspirar acordada.

- Querido, não esperava por você...

- Surpresa! Ah, hoje está um dia realmente bom para ficar com a pessoa que se ama, não está? Por que não vamos para sua casa e nos enrolamos no edredom?

Aquelas palavras eram maduras demais para um menino que ainda sequer atingira a maioridade.

Estou ficando louca com essa relação, definitivamente.

- Por que não, não é mesmo? – foi a sua resposta/pergunta.

Certificando-se de que não havia muitas pessoas próximas, eles foram juntos até o carro de Tsubasa.

3

Harada é um sádico. Essa era a única explicação que Jin encontrou quanto mais refletia em toda aquela situação. Harada era um sádico e muito provavelmente estava se divertindo com o quanto ele, Jin, estava aflito dia após dia esperando pela reunião em que deveria apunhalar todos os membros do KAT-TUN pelas costas. E essa reunião simplesmente nunca chegava.

A satisfação de Harada era evidente nos sorrisos que ele lhe lançava quando acontecia de se encontrarem no corredor. Jin tentava passar despercebido, mas era impossível evitar encará-lo e ver aqueles dentes brancos horripilantes lhe dizendo o quanto ele era superior.

O carro de Yamapi parou em frente ao apartamento de Jin, cortando seus pensamentos.

- Valeu pela carona de sempre, né Pi?

- Acho que não adianta se eu pedir para você não se acostumar, né? Você podia usar o seu carro de vez em quando, sabe? Eu também gostaria de uma carona!

Jin riu e prometeu que da próxima vez que saíssem, ele seria o motorista.

- No seu carro, não no meu, né? – Yamapi fez questão de se certificar – Por que você não acha que vai dirigir o meu carro, acha?

- Ah, sabe, pelo menos eu não derrubo café no carro dos outros e coloco a culpa na gravidade, né?

- Você sempre vai me culpar por isso?

- Por toda a minha longa vida! – respondeu, como se estivesse fazendo uma promessa – Bom, vou nessa...

Ele abriu a porta do carro e algumas gotas molharam seu jeans, mas não chegou a sair, pois a mão de Yamapi o segurou pelo pulso.

- Un? O que foi, Pi?

- Você sabe que pode contar comigo, né?

Jin soltou uma risada, um tanto forçada, com a intenção de quebrar aquele clima sério.

- É claro que eu sei...Eu digo o mesmo pra você, embora eu ache que você bebeu demais e já está por demais sentimental! Talvez seja melhor eu dirigir até a sua casa, que tal?

Yamapi o ignorou prontamente.

- Se você estiver com problemas, pode me contar.

Jin suspirou. Era mesmo difícil manter segredo de qualquer coisa para Yamashita. Já era a segunda vez que ele estava tentado a contar tudo para o amigo, mas sabia que isso, efetivamente, não resolveria nada. Yamapi não poderia fazer nada contra Harada e talvez até acabasse prejudicado de alguma forma. Por isso, embora fosse difícil negar a sua ajuda, ele tentou ser o mais natural possível quando disse:

- Eu estou bem, Pi...Posso ir?

Yamapi olhava de modo sério e diretamente em seus olhos. Jin coçou o nariz com a mão livre e olhou para frente.

- Façamos o seguinte. Eu te solto se você prometer que, caso você sinta que não conseguirá resolver esse problema, pedirá minha ajuda, ok?

-... Ok! Eu prometo!

- Ahá! – Yamapi gritou, assustando o outro - Então você está mesmo com algum problema!

Jin, ao perceber que foi ludibriado com um jogo simples de palavras, disse magoado:

- Ei, você é um trapaceiro!

- E você é um idiota por cair em uma dessas!

Eles trocaram olhares irritados por alguns segundos, mas no final apertaram suas mãos com o toque secreto que inventaram há tempos atrás e riram.

- Então fica combinado...Se eu sentir que preciso de ajuda, te procurarei!

- Cobrarei isso, seu idiota!

- Até mais, Pi!

- Durma bem!

Yamapi observou o rapaz bater a porta do carro e entrar em seu prédio. Olhando para o chão do carro e o lugar em que Jin estivera sentado minutos atrás, ponderou consigo mesmo:

- Não é café, mas esse tonto encharcou o meu carro...

Olhando uma última vez para o prédio de Jin, Yamapi suspirou, preocupado. Então ligou o carro e partiu.

4

“Se você parar e pensar que toda uma vida pode não ser suficiente para encontrar uma pessoa para amar... Então quem é capaz de amar dessa forma já pode se considerar um privilegiado”

Jin olhou para o relógio em seu pulso. Era quase meia noite, já era muito tarde, pensava a sua mente, mas aquelas palavras do Pi faziam seu peito arder em uma ansiedade que parecia não conhecer os limites do dia e da noite. Apenas queria rasgar a sua pele e ir de encontro a Kazuya.

Estou ficando louco... – Ele pensou – Não. Talvez só esteja bêbado.

Ele foi até a geladeira e pegou uma lata de cerveja. Enquanto bebia, lembrou-se de quando conheceu Kamenashi. Já fazia tanto tempo. Ambos não passavam de pivetes, mas Kazuya parecia ainda mais infantil com a sua baixa estatura, além, é claro, do fato óbvio de ser mais novo que Jin.

Naquele tempo, era impossível construir uma relação apenas de trabalho com os colegas da agência, principalmente por causa da pouca idade da maioria deles. Por isso, apesar das responsabilidades, eles encaravam qualquer momento com muito entusiasmo e diversão.

Todas as descobertas do entretenimento japonês, todas as novidades do mundo por trás das câmeras de televisão, tudo isso, eles descobriram juntos. Riram dos erros mais primários que alguém pode cometer em um palco, compartilharam o nervosismo do primeiro show, disputaram as lágrimas do primeiro fracasso...

Ainda chovia forte quando ele finalmente se decidiu. Largou a cerveja em cima da mesa, vasculhou uma gaveta e pegou as chaves do carro. Desceu os degraus de dois em dois até o estacionamento do prédio e entrou em seu veículo.

5

Ele teve o cuidado de deixar o celular no modo silencioso e o deixou em cima do móvel enquanto eles faziam amor. Normalmente, Kamenashi dormia profundamente depois do sexo entre eles, mas, naquela noite, havia alguma coisa que o deixara completamente acordado.

Akeko dormia aconchegada em seu peito, despreocupadamente, esquecida de quem era e da identidade do rapaz com quem dividia a cama. Era apenas uma mulher saciada em seus desejos mais primários e que precisava restabelecer suas forças.

Neste momento, poderia o mundo desabar em seu quarto, que ela jamais despertaria. Por isso, quando o aparelho começou a vibrar em cima do móvel, Kamenashi não precisava se preocupar em atender rapidamente, conhecedor que era do sono pesado de sua amante.

Leu o nome pelo visor. Estranhou aquela ligação, naquele horário.

- Moshi, moshi...

- Kazuya? Estou indo para aí!

- Eh?? Como assim...Espera!

Kazuya desvencilhou-se do corpo de Akeko com cuidado e vestiu a sua cueca, colocando-se para fora do quarto em seguida.

- Hai? Você está indo para onde?

- Pra sua casa!

- Eu não estou em casa! E o que diabos você quer em casa a esta hora?

- Por que você não está em casa a essa hora? Ah, deixa pra lá, eu não quero saber! De qualquer modo, venha me encontrar...Está chovendo muito e não vejo ninguém na portaria!

- Isso é óbvio, o porteiro deve estar dormindo, sabe...Ninguém aparece de madrugada na casa dos outros sem avisar!

- Mas eu estou avisando...Você não tem um porteiro noturno?

- Tinha, mas ele foi despedido e não o substituíram ainda, mas, você não disse que “estava indo”? Parece que você já chegou!! Jin, você tem noção de que horas são?

- Não, mas eu tenho noção de que está tendo um dilúvio!! Acho que algum encanamento deve ter estourado lá no céu, é sério!

- Baka! Você está bêbado?

- Não!

- Jin, vá para casa...

- Eu já estou aqui!

- Para a SUA casa, cretino! Eu não vou sair de onde eu estou!

- Por que?

- Você não me parece em perigo se está com disposição para ficar tomando chuva! Além disso, eu não estou sozinho!

- Kazu, estou te esperando!

- Eu não vou Jin!

- Até daqui a pouco!

- Eu já disse que eu não vou!

- Venha logo porque está começando a ficar frio!

- Você tá me ouvindo? Jin? Jin??? – Kamenashi tentou gritar o máximo possível com um sussurro. – Ele desligou...Esse cara é inacreditável!

Kamenashi regressou para o quarto ainda resmungando:

- Quem ele pensa que é? Como pode pensar que pode ser assim tão impulsivo? Ele acha que as pessoas não tem suas próprias rotinas e compromissos? Ele é tremendamente egoísta...Droga, porque raios eu estou vestindo as minhas calças?

Um raio cortou o céu, iluminando a face preocupada de Kamenashi.

6

Tomar um banho de água fria geralmente é indicado nos filmes para curar a bebedeira de alguém. Jin pensou que a primeira pessoa que percebeu isso era um gênio. Ele realmente estava se sentindo um completo tapado sentado ali, na frente do portão do prédio em que Kamenashi morava, tomando aquela chuva toda. E o fato de perceber o quão idiota era significava que o efeito do álcool já havia passado.

Jogou a cabeça para trás e abriu a boca. Lembrou-se de que costumava fazer isso quando era criança. Que criança jamais fez isso? Se não o fez, certeza de que não teve infância, ele pensou.

Jin tentava pensar em outras coisas, coisas fúteis, para não pensar se Kazuya viria ou não. Ele sentiu seu celular vibrar dentro do seu bolso algumas vezes, mas deliberadamente o ignorou. Sabia Kamenashi insistiria para que ele fosse embora. Como era uma conversa que não produziria resultado, Jin decidiu que não havia motivos para atendê-lo.

Cerca de meia hora se passou e a chuva não dava indícios de que pararia tão cedo. Cada vez mais a dúvida se Kazuya viria crescia dentro de Jin, mas, ainda que ele não viesse, Jin não poderia ir embora tendo consciência de que aquela seria uma das últimas – se não a última – oportunidade em que poderia compartilhar algum sorriso com aquela pessoa que preenchia seu coração nos últimos meses.

Suas pálpebras hesitaram. Elas começaram a se fechar lentamente e um cansaço incrível começou a dominar seu corpo. Jin encostou a cabeça na grade e só não cochilou porque uma luz irritante caiu sobre seu rosto.

O barulho de um carro chamou a sua atenção, mas a luz do farol ainda o impedia de enxergar muita coisa. Ele viu uma pessoa saindo e em seguida o veículo, um táxi, partiu.

Era Kazuya, seu pequeno. E com cara de poucos amigos.

Jin se esqueceu do cansaço e se levantou, completamente tenso ao perceber que não sabia o que dizer para o rapaz parado a sua frente, com o braço direito erguido para dividir o guarda-chuva com ele.

7

Ele é um completo imbeci.l Kamenashi estava indeciso entre xingá-lo ou questionar o motivo de tanta urgência. Não conseguindo escolher se estava mais irritado do que preocupado, ele apenas mantinha o guarda-chuva alto para protegê-lo.

- Você veio...- comentou Jin, de forma débil, apenas para quebrar o silêncio.

- Eu não deveria ter vindo...Que chateação, Jin! O que você pensa que...

Kamenashi parou subitamente ao sentir aquele rosto frio contra o seu quando Jin simplesmente o abraçou. Notou que o amigo tremia e que seus dentes batiam tanto que era impossível entender o que ele estava falando.

- Jin... – Kamenashi o afastou delicadamente e o encarou com preocupação – Vamos entrar, você está completamente gelado!

- Espera... Vamos para outro lugar. – ele pediu, lembrando-se das fotos que Harada mostrou na última vez em que estivera com ele – Meu carro está aqui perto.

- Se você estava de carro, porque não esperou dentro dele? – Kamenashi cada vez mais se preocupava com as atitudes ilógicas de Jin.

A resposta, no entanto, o surpreendeu:

- Por que eu sabia que você viria logo!

- Jin... Você realmente não tem noção de tempo, tem?

O outro riu e o puxou pela mão até o veículo. Kamenashi deixou-se guiar enquanto tentava inutilmente equilibrar o guarda-chuva para proteger Jin. Não que, aquela altura, fosse resolver muita coisa.

8

Seus ossos agradeceram vivamente quando sentiu o calor do carro, já em movimento. Jin sentiu a tensão diminuir em seu ombro, ainda que não soubesse exatamente o que pretendia com aquilo tudo. Apenas queria a companhia de Kamenashi. Além disso, em seu íntimo, regozijava por saber que tirou o rapaz dos braços de Tsubasa, mesmo que por algumas horas e mesmo que, muito provavelmente, depois deles terem transado. O que importava é que, naquele instante, ele estava ao seu lado.

O silêncio foi estabelecido entre eles desde que o motor do veículo foi ligado. Jin apenas dirigia, enquanto Kamenashi observava a paisagem pela janela, tentando imaginar para onde estavam indo.

Nem o próprio motorista, no entanto, poderia dizer para onde guiava. Porque ele apenas dirigia conforme lhe orientava o espírito. Dirigia de forma impulsiva, conhecendo novos caminhos, novas ruas, novas lojas. E isso, ele percebia, era algo realmente incrível. Sentir-se livre.

Kamenashi respeitou o silêncio, tendo consciência de que algo acontecia com Jin. Embora quisesse muito saber o motivo pelo qual fora obrigado a sair na chuva, no frio, quando poderia ter continuado ao lado do corpo incrivelmente quente de Akeko, ele sabia que já não fazia diferença escutar o problema agora ou depois.

O carro parou em um bairro desconhecido depois de percorrer em velocidade razoável há mais de uma hora. Onde eles estavam? Kamenashi não saberia dizer, pois se sentia desorientado há cerca de vinte minutos. Notou uma loja de conveniências na esquina e, abrindo a porta, disse:

- A chuva parou. Espere aqui, vou pegar uma bebida quente para nós...

Não esperou por uma resposta. Jin o observou sair do carro e correr até a loja. Ele também saiu do carro e sentou-se sobre o capô. Observando o céu novamente estrelado após aquela demorada chuva.

- Amanhã será um dia quente... – observou.

Alguns minutos depois, Kamenashi regressava com dois copos de café. Entregou um para Jin e se acomodou ao seu lado sobre o capô.

- Desculpe por perturbá-lo dessa maneira, Kazu.

- Não acha que demorou em dizer isso? – brincou.

- Eu devia ter dito isso antes, né? – Jin riu.

- Era a primeira coisa que uma pessoa minimamente educada diria! A sua sorte é que eu já me acostumei com esse seu jeito desligado...

- Ah é? Desculpe-me!

A brisa noturna jogou o cabelo de ambos para trás, afagando-lhes as frontes, enquanto suas narinas registravam o odor da chuva recém terminada. Apesar do incomodo em ter suas roupas ainda úmidas e do cansaço que sentia, Jin experimentava algo do qual estava privado há semanas: paz.

Kazuya lhe fazia bem, no final das contas. Apenas a sua presença bastava para aquietar seu coração, que ultimamente tem estado mais agitado do que o normal.

“Se você realmente ama muito uma pessoa, acho sim que é válido enfrentar o que for preciso para amá-la”

- Né Kazu?

- Un?

- Você ama a Tsubasa?

O pequeno arregalou seus olhos o máximo que pode. Lembrou-se que Jin o tinha visto com Akeko na frente da empresa, mas ele tivera a impressão de que o rapaz não a tivesse reconhecido, ainda mais pelo termo que usou durante a briga, “putinha”. De qualquer forma, como Jin descobriu a identidade dela, isso não era realmente importante, registrou a parte objetiva de sua mente.

Jin o olhou com o canto dos olhos, estranhando a demora naquela resposta. Kamenashi terminava de tomar mais um gole de café, sem saber que aquela espera era como uma tortura para o amigo.

- Ela se tornou essencial para mim. – ele disse, por fim – É como se fosse o meu oxigênio para sobreviver. – ele riu, tímido.

Kazuya não teve coragem de dizer isso olhando para Jin, que apenas fez um bico infantil e murmurou um “unnnn”. Jin olhou para o céu e fez mais uma pergunta.

- Se você tivesse que abrir mão dela em troca da banda, o que você escolheria, Kazu?

- Que raios de pergunta é essa, baka?

- Nada... É só um filme que eu vi...- ele não estava com criatividade para inventar outra desculpa e já que havia funcionado tão bem com Yamapi, valia a pena repeti-la – Achei o protagonista um imbecil. Ele se ferrou o filme todo apenas pelo bem de uma garota, mas no final ela fica com outra pessoa.

Kamenashi não acreditava no que ouvia. Fazendo uma careta, resmungou:

- Você me fez sair no meio da chuva porque ficou incomodado com um filme? Não poderíamos ter conversado sobre isso por telefone?

- Poderíamos, né? – concordou Jin, rindo.

- Não diga isso tão facilmente...

- Você poderia parar de enrolar e responder, Kazu?

- Não é algo que se possa responder tão rápido. – ele protestou – Eu... Não poderia escolher... Porque é que eu tenho que escolher, afinal?

- É só uma hipótese, não precisa ficar tão agitado! Além disso, não é realmente uma situação por vontade própria! Digamos, se você for obrigado a escolher entre a banda ou a pessoa que ama, porque simplesmente fatores extras malignos não permitem que você fique com os dois... O que você escolheria?

- “Fatores extras malignos”? Eu me pergunto o que se passa na sua cabeça...

Jin simplesmente não o escutou e continuou falando:

- Ah, e também, cogite a possibilidade da pessoa que você ama decidir ficar com outra... Que é esse, afinal, o climax do filme!

- Desse jeito, até parece que eu sou obrigado a escolher a banda!

- Tudo caminha nesse sentido, né? – concordou Jin.

- Mas...Se a pessoa for aquela que eu mais amo no mundo, se eu realmente sentir que ela é a única em minha vida, então... Ainda que não fiquemos juntos no final, acho que o fato de poder sentir esse tipo de amor já seria suficiente para escolhê-la. Por que, esse tipo de sentimento é o mais importante!

O bico infantil de Jin apenas aumentou.

- A mesma resposta.

- Hein?

- A mesma resposta do Pi! Será que eu sou o único que acha o protagonista um idiota por sofrer desse jeito por amor?

- Você é um insensível! – brincou Kamenashi – É porque ainda não apareceu ninguém na sua vida que o faça perceber a importância do amor!

Jin observou que o sorriso que Kazuya mantinha nos lábios ao dizer essas palavras era um dos mais bonitos que ele já tinha visto. Apesar daquelas palavras serem errôneas, e da certeza de que Kamenashi pensava em Tsubasa enquanto as pronunciava, ainda assim, ele não era capaz de se irritar com aquele sorriso.

- A importância do amor...- ele repetiu -...Eu conheço.

- Eh? Isso é uma surpresa!

- Como assim?

- Você está sempre pulando de garota em garota... Será que conhece mesmo o amor?

Se você soubesse o que eu tenho passado por você... Ainda acharia que não é amor? Se não é amor, eu sou masoquista, fato!

Em voz alta, porém, Jin apenas disse:

- Tenho absoluta certeza.

Kamenashi voltou seus olhos para aquele rapaz. Jin parecia mesmo convicto e o olhava com tanto carinho que foi impossível para ele não se recordar daquela noite no camarim do KAT-TUN.

“Kazuya... Eu... Gosto de você!”

Jin se levantou do carro e se colocou diante dele. Tirou-lhe o copo das mãos, colocando-o sobre o seu e os deixou em um canto do capô. Com a fronte baixa, pegou firme naquelas mãos macias e finas. Brincou com aqueles dedos por algum tempo, apreciando o calor e o perfume do corpo de Kazuya tão próximo ao seu.

Sem compreender bem o motivo, sentiu vontade de chorar. Percebia que seus olhos estavam umedecendo, mas estava determinado a não deixar que nenhuma lágrima escapasse diante de Kazuya. Reuniu toda a sua coragem e sem ter um texto elaborado, simplesmente despejou o seu sentimento:

- Kazuya... Você nunca foi uma brincadeira para mim.

Ele ficou surpreso com a aproximação repentina do rosto de Jin, mas este apenas encostou sua testa à de Kazuya e sussurrou:

- Eu te amo.

Kazuya prendeu a respiração por alguns segundos, de tão surpreso e confuso ele estava com aquela declaração. Jin continuou:

-... Por mais que minhas atitudes possam demonstrar o contrário, nunca duvide do que eu sinto por você. Por mais que possa parecer que eu quero te machucar, é justamente o contrário, tudo o que eu fizer é desejando o seu bem-estar... Algumas vezes será difícil me compreender, nem eu mesmo me entendo às vezes. – ele riu – Mas eu peço apenas que você se lembre desta noite... E tenha certeza que eu te amo...

Kamenashi fechou os olhos. Não era como se ele estivesse desprevenido sobre o sentimento de Jin, embora não tivesse idéia que fosse algo tão intenso, mas o que mais o assustou foi aquele tom desesperado. Ele nunca tinha escutado a voz de Jin tão fraca, embora determinada, e nunca tinha visto aqueles olhos brilhando tanto, tentando conter o choro.

Ele teve a impressão de que havia algo mais do que amor não correspondido naquelas palavras, mas não conseguia imaginar o que podia ser. Sentiu uma vontade imensa de fazer aquela dor em Jin parar de alguma forma, de consolá-lo, de protegê-lo. Sabia que qualquer atitude sua poderia ser interpretada de modo errado pelo coração carente do rapaz, mas estava cada vez mais apreensivo e, involuntariamente, sua mão se desprendeu da de Jin para acariciar aquele rosto colado ao seu.

Jin fechou os olhos ao perceber o toque macio e quente de Kazuya. Aquele pequeno gesto, Kazuya não podia imaginar o quão revigorante estava sendo para Jin.

- Eu nunca faria nada para te prejudicar, Kazu...- disse Jin, com a voz falha.

- Eu sei, Jin... Eu sei...

Kamenashi afagou aqueles cabelos escuros e levemente ondulados, enquanto trazia o rosto de Jin para seu ombro. Suas sobrancelhas estavam unidas, em uma expressão confusa. Próximo ao ouvido do rapaz, perguntou suavemente:

- O que está acontecendo com você, Jin?

Ele não respondeu. Agarrou-se ao pescoço de Kazuya e implorou:

- Fique comigo esta noite...

- Jin, eu não te...

- Eu sei, Kazu. Eu sei que você não me ama. Mas você não disse que, independente de ser correspondido ou não, é válido amar do mesmo jeito? Se realmente pensa assim, não devia me olhar com tanta pena...

- É mesmo, né? – Kame disse suavemente.

- Além disso, não interprete errado o meu pedido... Eu apenas quero a sua companhia esta noite...Onegai.

Kamenashi soltou um suspiro fingido. Dando leves tapas no ombro de Jin, bronqueou, com bom humor:

- Ah-ah... Você realmente planejou me dar trabalho esta noite, não é?

Jin sorriu e retrucou:

- Mas eu fiz isso sabendo que amanhã teremos folga no primeiro período, não se preocupe!

- Dizendo isso, você me faz sentir como um carrasco!

- E não é? Você tem que pegar mais leve em seus sermões parece um velho rabugento... E o irônico é que é o caçula! Ah! Imagina quando chegar aos noventa anos?

- Você fala isso, mas aposto que estaremos no mesmo asilo...

- Deus não será tão maldoso comigo! – afirmou Jin – Eu sou um menino bom demais para ser assim tão castigado!

- Seu humor já melhorou né? Então eu vou pra casa!

Kamenashi tentou se livrar do abraço de Jin, mas este colocou ainda mais força.

- Eu já disse que você fica comigo esta noite!

- Eh?? Eu não respondi se ficaria, como você é possessivo!

Apesar das palavras, Kame não tentou mais se soltar. Permitiu que Jin encostasse seu rosto mais uma vez em seu ombro e descansasse. Amavelmente, esfregou aquelas costas largas, como se estivesse ninando uma criança.

9

Ele não conseguiu dormir direito. Primeiro, porque não é muito normal alguém dormir tão profundamente no banco de trás de um carro. Observação que apenas fez aumentar a certeza de Kame sobre Jin não ser uma pessoa muito normal. Ele parecia dormir confortavelmente em seu colo, mesmo com as pernas encolhidas daquele jeito.

Segundo, uma vez que Jin estava deitado, ele teve que se manter sentado durante a noite toda, algo que foi prontamente alvo de reclamação de suas costas e pernas. E, em terceiro, mas talvez o motivo principal, ele continuava preocupado com aquele rapaz. Ainda tentava digerir tudo o que ele tinha dito durante a madrugada.

Com seus dedos, ele retirou os fios que caiam no rosto de Akanashi, acomodando-os atrás de sua orelha. Jin era um rapaz muito bonito, de verdade, daquele tipo de pessoa que causa impacto em qualquer lugar em que se apresenta. A sua personalidade também era marcante, única, às vezes enchia o saco, Kazuya tinha que admitir, com as suas brincadeiras irritantes, mas, no geral, ele trazia aquele tipo de clima que se fazia necessário para as pessoas ao seu redor não esquecerem jamais que um dia tiveram infância.

Era como se Jin fosse uma âncora da juventude enquanto todos eles eram obrigados a amadurecerem cedo demais devido às responsabilidades como KAT-TUN. Jin era como o gosto do sorvete tomado antes das refeições; a satisfação em dormir depois das dez horas; a primeira saída sem a companhia dos pais; uma noite fora de casa apenas com os amigos; uma detenção escolar...Uma irresponsabilidade responsável ou ainda uma responsabilidade irresponsável típica dos adolescentes. Kamenashi suspeitava seriamente de que Jin seria um eterno jovem.

Ele era, basicamente, o seu oposto. Kamenashi sabia que também era muito infantil em certos assuntos, mas, dentro da banda, quando Kamenashi muitas vezes se sentia obrigado a ser mais maduro em benefício do grupo, Akanishi era aquele que balanceava o nível de seriedade entre eles com seu jeito livre e espontâneo.

Por isso, era realmente doloroso ver o estado de seu espírito naquela noite. Alguma coisa havia se partido dentro de Jin. A sua alma estava machucada e isso era tão visível, tão óbvio, que se tornava muito difícil identificar qual era de fato o problema.

Seria apenas por ele?

Kamenashi sentiu seu coração diminuir. Queria restaurar a alegria de Jin de alguma forma, mas sabia que não poderia ser do jeito que o outro desejava. Ele não o amava da mesma forma, não poderia mentir quanto a isso.

Ele suspirou resignado. Naquele momento, não podia fazer nada além de permanecer ao lado de Jin até quando fosse necessário. Ainda que apenas como amigo.

10

Akeko brincava com o lençol em seus pés, sem realmente prestar muita atenção em seus próprios movimentos. Ela perdeu o sono assim que a porta da frente se fechou, depois que um apressado Kazuya saiu correndo.

Algo urgente aconteceu, ela pensou, ele nem colocou as meias...

Desviou seus olhos das meias jogadas no chão e olhou para o relógio, marcava quatro horas. Levantou-se, foi até a cozinha para tomar um copo de leite. No regresso à cama, parou diante do espelho que havia em seu armário. Mirou-se.

Apesar da idade, seu rosto ainda era tão jovial quanto o de muitas adolescentes. Ela era bonita, muito bonita, e sabia disso. Mas, também tinha consciência do quão arriscado era se envolver com alguém tão mais novo.

Ela tinha a aparência jovem, mas sua maturidade era correspondente à sua idade, assim como suas expectativas. Ela sabia que Kazuya poderia a qualquer momento perder o interesse. Os jovens costumam mudar seus sentimentos por qualquer motivo.

Os mais velhos, porém, costumam se prender com mais facilidade em algum relacionamento se não tomassem certos cuidados. Ela hesitava em se entregar totalmente, tinha medo de a qualquer momento Kazuya dizer-lhe que estava apaixonado por outra pessoa.

Mordeu os lábios e largou o copo em cima da penteadeira. Voltou para cama e jogou os cabelos para trás. Seus olhos brilhavam. Sentia que o seu relacionamento estava na beirada de um precipício.

- Volte, Kazuya...- ela deixou escapar.

11

Quando o Sol nasceu, a temperatura dentro do carro aumentou o suficiente para despertá-lo. Assim que recobrou a consciência, sentiu a dor em sua nuca por ter dormido nos joelhos de Kazuya, mas, apesar do físico reclamar, para Jin, aquela havia sido uma das noites mais relaxantes dos últimos dias.

Kazuya ainda mexia em seus cabelos quando abriu os olhos, o que o fez abrir um largo sorriso e dizer:

- Bom dia, Kazu!

- Bom dia, Jin... Está melhor?

- Do que está falando? Estou ótimo!

Jin ergueu seu corpo, aliviando o peso nas pernas dormentes de Kazuya.

- Obrigado pela companhia... Vamos, eu vou te pagar um café da manhã decente e te levar de volta para casa!

Saindo do carro, Jin se espreguiçou longamente e respirou fundo aquele ar matinal. Estava se sentindo terrivelmente bem depois de se confessar abertamente para Kazuya, ainda mais pelo amigo ter se mantido ao seu lado depois de escutar tudo e não demonstrar novamente aquele constrangimento de quando ele se declarou pela primeira vez, no camarim do KAT-TUN.

Jin tinha certeza de que alguma coisa entre eles mudaria depois de tudo o que foi dito. Mas, desta vez, ele tinha a confiança de que seria para melhor. Olhou para Kamenashi, que fazia alongamento em uma tentativa de fazer a sua circulação voltar ao normal.

- Neh?

Kazuya o olhou.

- É a segunda vez que você dá um fora em Akanishi Jin, você realmente tem coragem, tartaruga!

- Eh? Do que você está falando, baka? Você não é alguém assim tão irresistível, afinal!

Jin estreitou os olhos.

- Não se julgue tão superior... Eu ainda vou te conquistar! – ele piscou um olho para Kazuya – Vamos nessa, estou morrendo de fome.

Kazuya riu da leviandade daquelas palavras e depois entrou no carro. Apertou o cinto de segurança e foi surpreendido com um beijo demorado em sua testa. Sua face tingiu-se de vermelho e suas bochechas pareciam que estavam pegando fogo.

Jin, quando se afastou, manteve um olhar agradecido e um sorriso sincero. Simplesmente disse:

- É verdade... Vale a pena amar alguém como você, mesmo não sendo correspondido, afinal de contas... Obrigado por ficar comigo!

- O que você está dizendo, baka? – ele estava evidentemente constrangido.

- Neh, Kazu? Vamos fazer uma promessa?

- Que tipo de promessa? – ele ainda não conseguia olhar para Jin.

- Eu prometo que nunca te cobrarei por amor, então... Prometa que nunca vai duvidar de mim...

Jin estendeu o seu dedo mindinho na frente do rosto de Kazuya, que, mais uma vez, não conseguia compreender o real significado das palavras do outro. Mas Jin estava mais animado, com mais energia e determinação. Parecia que tomara alguma decisão em relação aquilo que tanto o afligia durante a noite. Embora não soubesse muito bem o que de fato se passava com ele, Kazuya ficou mais tranqüilo com a aparência de Jin naquela manhã.

E Kazuya foi contagiado com aquele humor. Sorriu e fez que sim com a cabeça, entrelaçando seu mindinho ao dedo de Jin.

- Está prometido.

Depois disso, Jin ligou o carro e eles partiram.

Hey, Pi... Hey, Kazu...

Jin abaixou o vidro, sentindo o vento bater com certa força em sua face. Abriu a boca para tentar engoli-lo, como quando fazia na frente do ventilador, ainda criança.

Vocês me fizeram perceber que lutar por alguém que se ama é algo realmente gratificante. Apenas sentir a sua presença, poder ouvir o seu sorriso e ter a oportunidade de ver seus olhos... Isso é o suficiente para um coração que ama sinceramente.

Kamenashi ligou o rádio e cantarolou alegremente durante toda a viagem de volta. Jin olhou para ele por um momento, admirando-o, mas logo voltou a prestar atenção no trânsito. Sorriu.

O amor não é algo que exige recompensa. Não exige nada em troca para existir. Nem mesmo que a pessoa amada sinta algo recíproco.

Kamenashi fechou o punho e o aproximou da boca de Jin, fingindo ser um microfone. Ele cantou aquela música com toda a força de seus pulmões.

Essa manhã eu acordei muito bem. Perceber que o Kazu vai estar sempre ao meu lado, como amigo, me deixou animado. Ele é uma pessoa que vale a pena proteger... Ainda que eu o esteja protegendo para outra pessoa...

Jin batucou os dedos no volante e balançava sua cabeça no ritmo da música. Naquele momento, ele sentia que poderia encarar qualquer provação que Harada quisesse estipular. Teria forças para isso, sabendo que poderia contar com o sorriso de seu pequeno.




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MensagemAssunto: Re: [END] Eu Não Te Amo   Seg Fev 01, 2010 12:44 am

Aaaa Dragon zakura é maraa *-----*
eu ameeeii *-----*
tem Pi, tem Abe, tem Teppei...
e alqas estrategias diferentes d estudar? sera q funcionam? rs
Oooh q palavras lindas tanto a do Pi qto a do Kame c/ relaçao ao amor *----*
a declaraçao d amor do Jin tbm foi lindaa *---*
hsahshahsa eu ri da conversa entre eles hehe da parte do asilo rsrs
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MensagemAssunto: Re: [END] Eu Não Te Amo   Seg Fev 01, 2010 2:32 am

Oi, Nara!

Eu adoro doramas escolares, então também amei Dragon Zakura... Não sou muito fã do Abe, mas Pi e Teppei... Amo!!! *.*

Eu até pensei em usar os métodos de estudos deles, mas fiquei com preguiça hahahaha.

Quanto ao Pi e ao Kame, eu penso mesmo que eles devam ter uma concepção firme sobre o amor, enquanto o Jin não compreende muito bem sobre esse assunto XD, apesar de amar muito o Kame nesta fic!

Obrigada pelo comentário ^^!




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MensagemAssunto: Re: [END] Eu Não Te Amo   Qua Fev 03, 2010 10:44 pm

Punhal

1

- Alguém...

Nakamaru apareceu na sala, de pijama, e chamou a atenção de todos os presentes. Olhou para cada um dos membros com uma expressão óbvia de que estava de saco cheio.

- Pelo amor de todos os Deuses deste mundo... – ele suspirou -...Eu imploro... Alguém tira a pilha deste cretino do Jin?????? – e ele suspirou de novo, com um olhar irritado.

Kamenashi e Koki riram. Junnosuke balançou a cabeça, com uma risada escandalosa. Ueda olhou para Nakamaru e em seguida para Jin, que vinha logo atrás, falando sem parar e gesticulando com as mãos, o que normalmente ele costumava fazer quando estava entusiasmado.

- Eu te digo que foi exatamente isso o que aconteceu naquele episódio de Lost, pode apostar que foi! Ah, você não acha que aquele careca é estranho de mais? Ele era paralítico e depois que o avião caiu na ilha ele voltou a andar, não é esquisito?? Além disso, o que um urso polar estaria fazendo por lá? E o que é aquele barulho estranho? Será que tem um dinossauro naquela ilha e...

- JIN!!!!!

Jin estremeceu diante daquele grito e riu do próprio susto.

- Eu estou cansado! Acordamos cedo, viajamos horas de carro para chegarmos até este hotel, fizemos uma apresentação de duas horas no centro da cidade, e você não calou a boca um minuto sequer! – reclamou Nakamaru – Durante o jantar você falou sobre futebol, filmes, música! Eu, definitivamente, não vou dividir o quarto com você! Você vai dormir com o Koki!

Koki parou imediatamente de rir.

- EI!!!! – ele protestou vivamente – Que ele durma com o Ueda, que não abre a boca, é uma boa dupla!

- Nada disso, o Ueda dorme comigo! – avisou Junnosuke, para se arrepender em seguida pelos olhares maliciosos e tentou se justificar – Ele não ronca!

- Eu não ronco! – comentou Jin.

- Mas não cala a boca! – lembrou Nakamaru – Eu não vou dormir com você.

- Tudo bem, eu durmo com o Kame-chan! – disse Jin, com um sorriso idiota.

- Sem chances! – exclamou o mencionado – Eu também estou cansado! Por falar nisso, vou me preparar pra dormir... Boa noite!

- Opa, eu vou contigo antes que empurrem o Jin pra mim de novo! – avisou Koki.

Junno bateu no ombro de Ueda, que logo entendeu a deixa e também abandonaram o pobre Nakamaru. Jin colocou os lábios para dentro da boca, infantilmente, quando o outro o olhou de soslaio.

- Neh... – ele sussurrou – Parece que vamos dormir juntos, afinal!

- Você...

Jin mostrou-lhe os dentes brancos.

- Você vai é dormir na sala! – e Nakamaru saiu correndo com a intenção de trancar a porta do quarto.

- EI!!! MARU!

Inutilmente, Jin correu atrás, apenas para receber um travesseiro na cara e escorregar em seguida na coberta que Nakamaru jogou aos seus pés. Quando recuperou o equilíbrio, a porta já estava trancada.

- Você não está falando sério, né Maru? – ele bateu na porta, sem receber resposta. – Ei, Nakamaru!! Owe!!

Jin fez careta para a porta, como se o outro pudesse enxergá-lo, então deu as costas e voltou para a sala. Ligou a televisão, estava passando um filme de suspense. De repente, a porta do quarto de Kamenashi se abriu e saiu um revoltado Koki.

- Quem colocou pasta de dentes no meu pijama?

Jin, discretamente, desligou a televisão, abafando o riso.

- AH!! Quem derramou café na minha fronha? – protestou Kamenashi, atrás de Koki.

Jin encolheu-se no sofá.

Outra porta se abriu e Ueda saiu, molhando os lábios antes de questionar:

- Tá legal... Quem ouviu o meu mp3 e não recarregou a bateria?

- Quem pegou meu DS?? – reclamou Junno.

Jin colocou a mão em seu bolso e gemeu silenciosamente. Esquecera de colocar o vídeo-game portátil de Junno de volta em seu lugar. Por fim, a última porta se abriu e um mais do que enfezado Nakamaru saiu, estalando a língua ao esbravejar:

- Cadê o Jin?? Aquele folgado deixou o banheiro todo sujo de gel... Com o MEU gel! Ele acabou com o pote!! O que diabos ele estava fazendo com o gel afinal? Passando em todos os pelos do corpo por acaso??

- Eu prefiro não imaginar isso! – comentou Koki, com uma expressão de nojo.

Todos voltaram os olhos para o sofá. Apenas viram fios de cabelos escuros escorregando até sumirem de vista. Os cinco se aproximaram e encontraram um Jin completamente enrolado na coberta, com os olhos fechados, roncando alto.

Nakamaru puxou a coberta com violência. Jin esfregou os olhos e se espreguiçou. Com um sorriso que pouco continha a sua vontade de gargalhar, perguntou:

- Já está na hora de irmos para a gravação?

E colocou o seu melhor olhar inocente que conseguiu fazer naquela situação. Os membros do KAT-TUN trocaram olhares, que, para Jin, pareceram terrivelmente malignos.

2

- Só porque eu sou um pouco atrapalhado e derrubei pasta de dente e café no quarto do Kame e do Koki... Só porque eu sou um pouco distraído e esqueci de devolver o vídeo-game do Junno e recarregar a bateria do Ueda... Só porque eu quis experimentar um pouco do gel do Maru... Não é motivo para eles me fazerem de empregada, é? E porque eu tenho que vestir essa roupa, afinal de contas?

Jin reclamava, enquanto caminhava em direção a lavanderia do hotel e tentava se equilibrar naqueles saltos. O que se tornava uma visão terrivelmente cômica, se levasse em conta que ele andava com as pernas arqueadas demais para alguém que usava saias.

Para Junnosuke, com seu sorriso encantador, não foi difícil convencer a chefe das camareiras a emprestar um uniforme e liberar a entrada de Akanishi na lavanderia. Ele explicou a situação, que era apenas um pequeno castigo e que não fariam muita bagunça.

E foi assim que, em plena madrugada, Akanishi Jin se viu vestido de camareira e indo lavar o pijama de Koki e a fronha de Kamenashi.

- Eles vão me pagar, ah, vão sim! Oooops, mas o que há de errado com este sapato?

3

- O que aquele cara tem, afinal de contas? – perguntou Nakamaru, sentado na cama com Ueda e Koki.

- Ele tem estado agitado nos últimos dias, né? – comentou Junnosuke, dividindo a outra cama do quarto com Kamenashi.

- Apesar da bagunça que ele causou hoje... Eu fico contente em vê-lo animado de novo!

Ueda concordou com Koki:

- Koki tem razão... O Jin andava meio estranho!

Kamenashi, sem dizer nada, sorria diante da preocupação deles. Todos eles, a seu tempo, tinham percebido o mal-estar do companheiro, mas optaram pelo silêncio, esperando que Jin se sentisse confortável para procurar qualquer um deles. Eles eram mesmo uma boa equipe, foi o seu pensamento. Não, ele se corrigiu, somos uma família.

Ele não percebeu o que Junno dissera, mas foi algo suficientemente tolo para render um travesseiro em seu rosto, jogado por Koki. O mais alto devolveu o ataque, mas acabou atingindo Ueda...

Logo, todos eles estavam envolvidos naquela guerra de travesseiros.

4

Jin girava seu rosto no ritmo da máquina de lavar. Estava entediado enquanto esperava o aparelho fazer o seu serviço. Sentou-se em cima de outra máquina e balançou as pernas. Olhou para o teto e bufou, mas sorriu.

Apesar de ter consciência do quanto estava ridículo com aqueles trajes, ele ainda assim sorriu. Viajar com o KAT-TUN era sempre divertido e fazia tempo que eles não tinham gravações em outras cidades. Mudar de ambiente era sempre bom.

Ouviu o toque de seu celular e o retirou do bolso do avental. Com apreensão, viu aquele nome no visor. Harada.

Com o clima da viagem e a bagunça entre os amigos, Jin até se esqueceu da presença do assessor da banda naquele hotel. Por causa da apresentação que fizeram no centro da cidade, Harada estivera ocupado com os produtores, então tanto Jin quanto qualquer outro membro do grupo não tivera muito contato com ele.

Infelizmente, Harada não tinha se esquecido de Jin.

- Ah, mas que inferno. – xingou em voz alta, antes de atender – Fala.

- Oh! Que educação é essa? Tenho certeza de que a senhora Akanishi fez um belo trabalho com seus filhos.

Jin não respondeu.

- Por que você é tão difícil, Jin-kun?

- Se não é algo importante, boa noite.

- Ah! Não se atreva a desligar...

-...

- Ou será que eu devo pedir ao Kamenashi-san que venha falar comigo?

- O que você quer?

- O que mais eu posso querer de você? Aliás, você presta para algo mais? Venha para o meu quarto agora.

Jin escutou o barulho seco do telefone sendo desligado. Porque esse maldito tinha que estragar esses momentos divertidos que estava tendo ao lado de seus amigos? Já não era suficiente torturá-lo com o debut?

Engolindo sua raiva, e seu orgulho, rumou para o quarto de Harada.

5

- Isso é um presente para mim? – Harada perguntou, sem nem ao menos disfarçar aquele olhar de cobiça, quando viu Jin adentrar seu quarto com aquela roupa de empregada.

- Isso aqui não tem nada a ver com você. – afirmou Jin.

Harada puxou a nicotina do cigarro antes de perguntar, acidamente:

- É alguma fantasia do seu Kamenashi, então?

- Vamos acabar logo com isso...

- Você está com pressa, Jin?

- Os rapazes sentirão a minha falta logo.

- Isso é um problema seu.

Maldito. Pensou Jin, mas apenas sorriu de modo irônico.

Harada esmagou o cigarro no cinzeiro e se levantou da poltrona, aproximando-se por trás de Jin, segurando em sua cintura e acariciando-lhe os quadris.

- Eu não tenho pressa...Aliás, acho um desperdício ter pressa com essa roupa!

Beijou-lhe a nuca, mordiscando levemente sua orelha. Com as mãos, massageava a intimidade de Jin por baixo da saia e sorriu ao sentir aquele corpo estremecer.

Harada interrompeu as carícias para despir o rapaz lentamente. Primeiro, desamarrou o avental e o retirou. Em seguida, desabotoou botão por botão, percorrendo com o dedo a pele que surgia por baixo de cada caseado. Em seguida refez o mesmo caminho com os lábios. Com delicadeza, abaixou as mangas do uniforme e puxou a roupa até os pés, deixando sua saliva também pela perna de Jin.

Levou o garoto até a cama, onde devorou o seu sexo com gula. Jin segurou a ponta de um travesseiro com força.

- Você já está começando a gostar disso, não está, Jin-kun? Seu corpo já está se acostumando ao meu, é notório o seu desejo... Não importa mais a sua moral ou o seu pudor... Já estamos em estágio que seu corpo quer ardentemente o meu toque! – ele riu.

- Cala boca!

- Ora, não seja malcriado, Jin-kun!

Com violência, Harada o virou de bruços e abriu o próprio cinto. Jin sentiu a mão pequena e gorda de Harada por baixo de seu cabelo, em sua nuca. Seu rosto estava sendo pressionado contra o colchão. Abriu a boca e tentou respirar como podia, enquanto sentia suas nádegas sendo massageadas pela outra mão daquele cretino.

E, então, sem aviso, sentiu aquele membro grosso o invadir, mais uma vez e aquela dor insuportável percorrer todo o seu corpo e subir pela sua garganta. Ainda assim, Jin segurou o grito. Em sua mente, concentrava-se no riso de Kamenashi.

6

Todas as luzes já estavam apagadas quando entrou na sala que antecedia aos quartos do KAT-TUN. Não podia ser diferente, já eram mais de duas horas da manhã. Jin podia escutar o ronco de seus companheiros, estavam todos muito cansados, foi um dia cheio, afinal.

Seu corpo estava se acostumando com aquelas violações, uma ova. Jin sentia seu estômago se revirar e mal teve forças para chegar até o sofá, onde sentou e notou suas pernas tremendo, além da evidente dor que sentia em seu traseiro.

No fundo, estava aliviado por sentir aquele enjôo. Ele jamais poderia sentir prazer com aquele verme. Ainda mais depois das palavras que ele disse, ao final do ato.

“- Amanhã será realizada a reunião... Pouco antes do jantar. Aproveite a gravação... Provavelmente será a última vez que seus amigos desejarão soltar fogos com você, não é? Ah, mas eu vou te ajudar, Jin-kun... Ali, em cima da mesa, está o seu roteiro! Decore direitinho e mostre o quão bom ator você é! Agora pode ir, eu quero dormir!”

Ele se perguntava se teria forças para continuar com aquela loucura. Às vezes, Jin se pegava pensando que tudo não passou de um pesadelo. Tinha dificuldades em acreditar que as ameaças de Harada eram mesmo reais.

Jin releu aquelas linhas que continha tudo o que precisava ser dito na reunião em que estaria em jogo o futuro da banda. Harada garantiu que seria um pequeno adiamento, uma punição pela indisciplina de Jin. Algo para fazê-lo entender de uma vez por todas o poder que tinha o assessor do KAT-TUN.

Eles vão me odiar... Eu estou me odiando.

Guardou novamente o papel no bolso do avental e depois repousou sua testa em suas mãos unidas, com os cotovelos apoiados nos joelhos. Desejava que já fosse o dia seguinte, pelo menos a reunião já teria acabado, todos já o odiariam e ele não precisaria se martirizar com aquela espera.

Então, ele sentiu uma mão tocar em seu ombro. Sentiu seu coração disparar e sua mente, em desespero, automaticamente registrou: Harada. Assustado, ergueu-se de um pulo só. Kamenashi também se assustou com aquela reação exagerada.

- AH!!! Não chegue assim tão de mansinho, baka! – gritou Jin com a mão em seu peito, como se pudesse impedir seu coração de bater tão acelerado.

- Eh?! Não precisa se assustar desse jeito! Até parece que viu um demônio!

- Se eu dissesse que estava com um...

- Hã?

- Nada, nada!

- Em todo caso, porque você estava aí no escuro? Chegou só agora? Todos ficaram preocupados quando não o encontramos na lavanderia, onde você esteve? Por que não avisou ninguém? Por que seu celular estava desligado?

- Qual pergunta você quer que eu responda primeiro? Aliás, pode repetir a primeira, eu já esqueci!

- BAKA! O que aconteceu, afinal?

Jin não estava com a menor disposição de conversar com ninguém naquele momento, principalmente com Kazuya. Não queria sequer ter que encará-lo depois do assédio de Harada, que sempre o deixava tão frágil e irritado. Por isso, ele respondeu secamente:

- Apenas fui dar uma volta para fumar.

- E não podia avisar?

- Achei que se voltasse sem a sua fronha e o pijama do Koki vocês teriam outro ataque!

- Eh? Que desculpa é essa? Era apenas uma brincadeira!

- De mau gosto, diga-se de passagem... Essa roupa, definitivamente não era necessária...

Ele comentou com amargura ao se lembrar de como Harada ficou excitado.

- Por que você está tão zangado? Foi tudo culpa sua também! Você acha que eu gosto de dormir com cheiro de café no meu rosto? E como diabos você conseguiu derrubar pasta de dentes no pijama do Koki? Presume-se que você devia escovar os dentes em SEU banheiro! Além disso, você viu o estado em que deixou o banheiro? Lembre-se de que você o divide com outra pessoa e...

- Hai, hai, okaa-san! Você precisa mesmo passar um sermão a essa hora?

Kamenashi calou-se, ofendido. Jin passou por ele e foi para o quarto, deixando-o sozinho na sala. Kazuya o observou até a porta se fechar, então foi para o seu próprio quarto.

7

O quarto estava escuro e Jin o manteve assim, preservando o sono de Nakamaru, ou ao menos era essa a sua intenção, já que o rapaz despertou assim que a porta foi encostada.

Yuuchi ergueu-se pela metade, tentando enxergar Jin entre as sombras, mas a pouca luz que entrava pelas frestas da janela não era suficiente para que ele pudesse ver algo mais que o contorno volumoso de Akanishi parado encostado à porta. Jin parecia olhar para alguma coisa no chão.

- Você estava brigando com o Kame? – perguntou, sonolento, enquanto esfregava os olhos.

Jin tremeu ao ouvir a voz de Nakamaru. Ele não tinha percebido que o outro estava acordado. Passou rapidamente por sua cama, sem olhar para ele.

- Dorme, Maru.

- O que aconteceu?

- Nada, dorme.

- Por que vocês estavam gritando?

Jin se trancou no banheiro, que já havia sido devidamente limpo por alguém, provavelmente por Nakamaru. Tirou aquela roupa imunda e entrou na ducha. Ficou ali, imóvel, deixando a água gelada levar todo os resquícios daquele homem que ainda estavam impregnados em sua pele.

8

Junho estava apenas no começo, algumas semanas antes do início do verão, mas eles já gravariam o especial de Hanabi para o Shounen Club. Seria um mini-drama sobre estudantes em temporada de férias que, após diversas brigas, reencontrariam a amizade durante o espetáculo de fogos no céu.

Ele não dormiu muito bem, cochilava, mas acordava meia hora depois, tão preocupado estava com aquela tarefa que Harada lhe designara. Imaginava o rosto magoado de Kazuya e isso o fazia perder o sono por completo.

Por isso, quando foi necessário sair da cama, seu humor não era dos melhores. Durante todo o dia, ele procurou evitar a companhia dos membros do KAT-TUN, em especial de Kamenashi. Manteve-se isolado em todos os intervalos da gravação, conversando apenas quando era algo em relação ao drama.

- Ele é bipolar. – disse Nakamaru, observando-o de longe, como se isso pudesse explicar tudo – Ele alterna momentos de idiotices com egoísmo! Só pode ser bipolar!

- Bipolar não é alternação de alegria e tristeza? – perguntou Koki.

- É, mas no caso de Jin a sua alegria é sempre idiota! Vocês viram o que ele fez com o meu gel, não viram?

- Desencana do gel! – pediu Junno.

- Mas foi caro! É importado!! – protestou Nakamaru, com bico – Além disso, se afastar assim de todos nós por causa da brincadeira de ontem é puro egoísmo! Coisa de garoto mimado que não agüenta perder!

- Deixem ele em paz... – pediu Kamenashi – Vamos nos concentrar na última cena, ok?

Todos concordaram e se dividiram em duplas, repassando as últimas falas. Kamenashi pensou em se aproximar de Jin, mas aquele semblante sério o intimidou, então voltou atrás e ensaiou com Koki e Junno.

9

Irônico. Enquanto lia seu script, Jin não podia deixar de notar a ironia naquelas linhas. Justo o seu personagem era aquele quem deveria pedir desculpas por atitudes tolas durante todo a viagem escolar.

- Akanishi-san?

- Hai?

- Posso retocar sua maquiagem?

- Ah? Ah sim, por favor.

Ele não precisava ter discutido com Kazuya daquele jeito infantil, mas ele sabia que se tivesse mantido o clima caloroso de antes, seria ainda mais difícil prosseguir com as ordens de Harada. Era melhor afastar-se aos poucos para aplicar a punhalada no final do dia.

Depois que o maquiador se afastou, Akanishi virou a página do seu scrip e releu mais uma vez aquele papel que pegara no quarto de Harada. Já sabia de cor e salteado o que deveria dizer, mas ainda continuava a ler, na esperança de que na próxima vez que passasse os olhos, simplesmente descobriria que tinha lido errado, aquelas coisas não estavam escritas ali e, muito menos, seriam ditas por ele mais tarde. Mas, no final, nada mudava.

10

Akanishi se aproximou com passos lentos, cabisbaixo, da roda de amigos. Todos trajavam yukatas, estavam rindo e se divertindo com os fogos.

- OH!! Perigoso!! – exclamou Nakamaru, fugindo de um Koki que rodopiava uma bombinha em sua direção.

Nakamaru parou bruscamente ao ver Akanishi parado ali, o que fez Koki trombar com ele e queimar seu cotovelo.

- AH!! QUENTE!! Muito quente!! - gritou

Ueda e Junno se aproximaram com gelo. Kamenashi encarou Akanishi.

- Você não ia festejar com seus novos amigos? – inquiriu, enquanto disparava mais um rojão.

- Idiota. – exclamou Akanishi olhando para o lado e provocando gestos de protestos em todos. – Eu sou um completo idiota, né?

As expressões deles se suavizaram. Akanishi continuou com a sua fala de modo emocionado, com um misto de timidez. Ao final do pedido de desculpas, foi recebido pelo abraço caloroso de todos, menos Kamenashi, que se manteve ocupado acendendo mais fogos de artifícios. Então ele se aproximou de Jin e entregou-lhe um:

- Ainda é verão, afinal de contas. – ele disse.

A câmera se aproximou dos rostos dos seis jovens, registrando seus olhares e risadas. Por fim, a voz estridente do diretor se vez ouvir:

- CORTAAAA! Ok, ok! Bom trabalho pessoal!

Todos os presentes bateram palmas e a certeza de terem realizado um bom trabalho preencheu o ambiente em um clima bastante amistoso. Alheio a tudo isso, Akanishi se apressou em sair dali o quanto antes, com o coração acelerado, sentindo que seu tempo estava se esgotando.

11

Ele tinha a impressão de que carregava alguém em seus ombros. Esse era o nível de esgotamento emocional de Akanishi, quando se viu sentado ao redor de uma mesa, entre Kamenashi e Junnosuke. Nakamaru, Koki e Ueda estavam sentado diante deles e, na ponta, estava Harada. Ao lado do assessor da banda estava um representante dos diretores da agência.

Jin sentia seu estômago subir e descer diversas vezes, como se estivesse em um carro em grande velocidade passando por diversas lombadas. Evitava olhar para Harada, mas sabia que ele devia estar mantendo aquele sorriso irônico que fazia seu sangue ferver.

- Muito bem, rapazes... – Harada começou - Hoje estamos com a visita de Kobayashi-san, representando os interesses da Johnnys Entertainment. Vocês devem imaginar sobre o que se trata, afinal, vocês tem trabalhado duro durante estes quatro anos desde que se reuniram, certo?

Jin notou o movimento das mãos de Kamenashi, que apertaram firmemente o apoio da cadeira. Ele estava agitado, era notório e isso apenas fez o coração de Jin se apertar, ao imaginar a expressão decepcionada que Kazuya faria ao escutar as suas palavras.

- Boa noite, KAT-TUN. – cumprimentou o senhor Kobayashi, quando a palavra lhe foi passada – Eu assisti a gravação de hoje, vocês realmente deram o melhor! Meus parabéns!

Eles agradeceram as palavras gentis. Após mais alguns elogios, Kobayashi entrou no assunto:

- Está em processo de avaliação a questão do lançamento oficial da banda para o dia quatro de julho.

- Oh! Aniversário do Jin! – exclamou Koki, já totalmente esquecido do mau-humor do amigo.

Jin sorriu amargamente. Aquilo só podia ser mais um capricho de Harada. Miserável.

- Eu trouxe o novo contrato de vocês... – Kobayashi entregou algumas pastas para Harada, que as distribuiu entre eles – Obviamente, novas cláusulas e reformulação das antigas devem ser feitas, principalmente em restrição aos horários de trabalho, já que vocês deixam de ser juniores para se tornarem veteranos! Além disso, apenas o contrato de Kamenashi-san continua com algumas exceções por conta da sua idade, mas, assim que atingir a maioridade, ele será reformulado.

Kobayashi esperou que todos eles lessem as primeiras informações do contrato antes de continuar a falar:

- Como mera formalidade, preciso escutar a opinião de todos em relação a banda, o desempenho de vocês e o que esperam com o lançamento. Ah, sim, a conversa será gravada para que eu possa encaminhá-la aos meus superiores. Podemos começar com você, Kamenashi-san?

- Hai!

Apenas aquela palavra foi suficiente para Jin notar a evidente alegria na voz de Kazuya. Não seria diferente, já que, de longe, ele era o que mais extrapolava seus limites para alcançar o debut.

Apesar de pego de surpresa com aquela reunião, Kamenashi estava apto para aquele depoimento. Era preciso apenas ser sincero.

- Eu realmente estou contente com a notícia que Kobayashi-san trouxe para nós esta noite. É algo pelo qual todos nós estamos buscando durante anos, com muito trabalho e dedicação, então é realmente gratificante que nós finalmente conseguimos atingir esse objetivo. Honestamente, acredito que o grupo já está maduro há muito tempo para avançar esse passo e sei que cada um de nós, tanto individualmente quanto em grupo, possui a capacidade necessária para continuar realizando um excelente trabalho como KAT-TUN. É isso o que eu penso. – e ele riu, com uma certa dose de timidez.

- Ohh...Entendo. – disse Kobayashi, sorrindo.

De um modo geral, as opiniões não foram tão diferentes. Nakamaru e Koki reforçaram o quanto cada um deles se empenhou em dar o seu melhor em todos os trabalhos em que se envolviam. Junnosuke ressaltou a emoção de ver o trabalho deles recompensado. Antes que Ueda pudesse dizer alguma coisa, Jin inclinou-se para frente com a mão erguida.

Harada, discretamente sorriu. E o show vai começar...

Olhando para o seu contrato, em cima da mesa, aquele foi o meio que Jin encontrou para evitar os olhos dos companheiros.

- Hai, Akanishi-san?

Kobayashi-san o olhou bondosamente. Jin engoliu em seco antes de continuar. Sentiu sua nuca molhada de suor e fechou suas mãos em cima da mesa, para evitar que seus dedos começassem a tamborilar nervosamente. Então, ele começou:

- Eu não estou muito certo em relação a isso...Ao debut, eu quero dizer.

Ninguém demonstrava qualquer reação, uma vez que apenas Harada compreendia o que Akanishi queria dizer. Jin limpou a garganta e prosseguiu:

- Não acho que estamos prontos para o lançamento.

Por mais que se forçasse em fitar o contrato, Jin não resistiu e olhou rapidamente para Kamenashi, que já mantinha suas sobrancelhas unidas. Coçou o nariz.

- Todos falam do quanto trabalhamos e demos duro, isso é verdade, mas será que nós realmente estamos prontos? Qualquer pessoa pode trabalhar e dar duro, mas isso não fará com que ela alcance o que é necessário...

- Do que você está falando, Jin? – perguntou Nakamaru, o primeiro a ter uma idéia de onde o outro queria chegar, mas ainda assim o questionou para ter certeza – Você está dizendo que nós não levamos nosso trabalho a sério?

Jin balançou a cabeça.

- Não, não é isso. Nós já tivemos um debut cancelado antes. Eu acredito que tenha sido porque perceberam que faltava algo no grupo... Não sei exatamente o que faltava naquela época, até hoje não sei, então como é que podemos saber se encontramos, se já preenchemos essa lacuna? Eu, sinceramente, não me sinto seguro para um lançamento oficial dessa forma.

- O que é isso? Por que nunca disse isso antes? – perguntou Koki.

- Nós nunca conversamos sobre isso antes, não é verdade? Acho que isso aponta que ainda estamos falhando como grupo.

Kamenashi permaneceu o tempo todo em silêncio, mas Jin sentia o peso do seu olhar. Jin preferia continuar carregando um elefante nos ombros ao invés de sentir aquele rancor de Kazuya.


- Neh, Kazu? Vamos fazer uma promessa?
- Que tipo de promessa?
- Eu prometo que nunca te cobrarei por amor, então... Prometa que nunca vai duvidar de mim...
- Está prometido.


Jin, discretamente, acariciou o dedinho com o qual fizera uma promessa com Kamenashi. Então, sorriu. Olhou para Kobayashi e prosseguiu, com mais determinação:

- Essa é a minha opinião. Acho que precisamos melhorar alguns aspectos antes de seguirmos oficialmente.

Atônito, Kobayashi disse:

- Em todos os meus anos de agência, é a primeira vez que escuto uma opinião tão franca... Normalmente, essas arestas que precisam ser aperfeiçoadas podem ser ajustadas durante o caminho depois do lançamento oficial. Akanishi-san, você gostaria de apontar onde vê defeitos no KAT-TUN?

- Eu poderia apontar vários.

- Ei, não diga isso de modo tão arrogante!!

- Koki! – repreendeu Kamenashi – Acalme-se.

- Por favor, Akanishi-san, prossiga. – pediu Harada.

Akanishi olhou para Ueda.

- Eu poderia apontar vários aspectos, mas acho que se disser um ponto falho em cada um de nós será o suficiente. Em primeiro lugar, Ueda-san ainda é introvertido demais. Não acho que alguém que queira seguir carreira no mundo do entretenimento possa agir dessa forma.

- Ei! Meça suas palavras, Akanishi... – pediu Nakamaru.

- Está tudo bem, Maru... Continue, Akanishi. – pediu Ueda.

Jin fez que sim.

- O Kamenashi também é tímido particularmente, mas na frente da câmera ele consegue ser profissional. Acho que o Ueda devia tentar melhorar esse aspecto. Realmente, acho que uma pessoa que não consegue se impor não deveria estar no mundo artístico.

- Suas opiniões são valiosas, obrigado. – agradeceu Ueda, olhando para baixo.

Gomen, Tatsuya, gomen

O seguinte era Koki, que já não estava com uma cara nada amigável, mas Jin ignorou isso.

- Tanaka é muito inseguro. Muitas vezes ele pensou em desistir e nós do grupo tivemos que animá-lo a continuar. Mas eu penso que talvez seria melhor que alguém que não confia em si próprio deixasse o grupo. Além disso, ele não consegue ser versátil cantando, sua única habilidade é com o rap.

- Isso não é verdade! – protestou Junno – Ele é capaz de compor letras incríveis! É muito talentoso atuando e...

- Por favor, Taguchi-san, deixe Akanishi terminar. – pediu Harada.

- Eu realmente não estou escutando isso... – Koki deixou escapar.

Você é incrível, Koki, por favor, não perca a confiança em si mesmo! Não leve a sério essas palavras de um Bakanishi.

- Algo parecido eu diria para o Nakamaru-san. Ele é excelente no beatbox.

- Ou seja, no resto sou o mais completo inútil, é isso?

- Não sou eu que estou dizendo isso. – Jin o olhou com sarcasmo – Junnosuke é muito inconveniente com certas piadas que desmoralizam a imagem do grupo, acho. Ele devia tentar amadurecer nesse sentido.

Foi mal, Junno, mas... Isso não é de todo uma mentira, né?

- Há, olha quem está falando sobre maturidade! – caçoou Nakamaru, não conseguindo se conter.

- E Kamenashi-san...- Jin hesitou, percebendo que sua voz estava começando a falhar. Limpou a garganta.

- E sobre mim? O que você vai dizer, Akanishi? – Kamenashi fez questão de frisar o sobrenome do rapaz.

- Kamenashi está tão obcecado com a questão do debut que vem trabalhando apenas nisso. Acho que isso o prejudica, não consegue atingir o desempenho que geralmente alcançaria se não estivesse tão focado em algo além do trabalho em si. Quero dizer, se ele se focasse realmente naquilo que está fazendo no momento, talvez fosse melhor. Além disso, é tão agressivo quando o assunto é o lançamento, que me passa a impressão de que somos “Kamenashi e KAT-TUN”.

- Então eu sou egocêntrico?

- Talvez um pouco.

Kazuya tinha a impressão de que sua cabeça rodava com tanta informação sendo despejada de uma vez. Mais do que as palavras direcionadas para sua pessoa, ele não conseguia compreender como Jin podia ser tão cruel com os demais membros, principalmente com Ueda. Todos sabiam que sua personalidade reservada era devido a acontecimentos turbulentos em sua infância, como Jin tinha coragem de apontar isso como um defeito? E dizer que Nakamaru e Koiki tinham apenas uma habilidade? E mais, insinuar que Koki devia deixar o grupo? No que ele estava pensando, afinal de contas?

Porém, mais do que as palavras em si, o que revoltava Kamenashi era o modo e o momento que aquele desmiolado decidiu desabafar sobre o assunto. Por que não os procurou antes e tentou resolver isso de modo civilizado? Todos estariam abertos às críticas, não seria a primeira vez que eles apontariam os defeitos um dos outros. Porque ele decidiu fazer isso somente agora? Na frente de Kobayashi-san? Colocando todos os esforços deles no lixo?

Estava chocado. Não conseguia dizer nada, mas Nakamaru parecia disposto a ser o porta-voz do grupo.

- E sobre você mesmo, Akanishi, não vai dizer nada?

Jin suspirou.

- Ainda que eu diga, vocês verão isso como algo tremendamente egocêntrico. E eu não posso me dar ao luxo de agir da mesma forma pela qual eu estou criticando o Kamenashi-san, certo? Por tanto, tenho certeza de que algum de vocês poderá apontar os meus defeitos.

O tom irônico das palavras de Jin foi o estopim para Nakamaru e Koki. O primeiro, já de pé, aproveitou e despejou a sua fúria:

- Muito bem, eu começo. Você sempre teve muitos defeitos, Jin. De verdade e sempre dissemos. Você é imaturo e irresponsável em muita parte do seu tempo, mas costumava ser sério em relação ao trabalho. Hoje, porém, estou conhecendo uma face nova. Eu não imaginava que você podia ser tão arrogante, presunçoso e mau caráter.

- Se você estava tão descontente com o rendimento da banda, podia ter nos procurado e conversado. Isso é ser um grupo. Você também falha em relação ao grupo, não está mesmo pensando em todos quando aponta nossos defeitos. No fundo, você apenas pensa em sua carreira, não é? – questionou Koki.

- Rapazes, contenham seus ânimos. – pediu Harada.

Jin olhou de Nakamaru para Koki algumas vezes. Por fim, voltou seus olhos para Kobayashi.

- Dessa forma, Kobayashi-san, se não formos capazes de vencermos nossos defeitos individuais, não tenho certeza de que possamos garantir um bom trabalho em grupo. Como vê, ainda não somos nem capazes de aceitarmos críticas.

- Ora, como pode ser tão cretino? – Koki perguntou.

Temendo que aquela discussão resultasse em agressão física, Kobayashi apressou-se em dizer.

- Bem, bem, meninos... Por hora, levarei essas opiniões até meus superiores e vamos aguardar a decisão deles, ok? Por favor, Harada, recolha os contratos. – em seguida olhou para Akanishi – Eu tenho certeza de que vocês conseguirão se acertar. Tenham uma boa noite...Oh, obrigado, Harada-san.

- Eu o acompanharei até o seu carro, Kobayashi-san! Desculpe-me pelo ocorrido e por ter perdido seu tempo esta noite.

Harada deu passagem para aquele senhor e em seguida fechou a porta atrás de si. Jin sentiu que seria alvejado a qualquer momento. Aquele desgraçado do Harada armou aquela palhaçada toda e agora o jogou aos leões.

Eu tô frito...

Discretamente, Jin encolheu-se na cadeira, não agüentando aqueles olhares, afiados e mortais como flechas disparadas contra seu peito.

Gomen...

12

A gritaria começou apenas alguns minutos depois da saída de Harada e Kobayashi. Koki, Nakamaru disputavam no berro com Jin, que havia se levantado temendo que pudesse ficar em desvantagem caso os ânimos daqueles dois continuasse exaltados e tentava se defender com argumentos fracos, tendo a consciência de que cada palavra que saía de sua boca aumentava ainda mais a raiva que todos sentiam contra ele.

Kamenashi, atônito, olhava para todos, sem saber em quem deveria focar sua atenção. Virou-se para Ueda, que mantinha-se sentado e de olhos fechados. Kame sabia que ele estava digerindo dolorosamente as palavras de Jin e que pensava em seu passado. Junno se aproximou, falando alguma coisa em seu ouvido que Kamenashi não foi capaz de ouvir.

- MERDA, JIN! QUE PORRA FOI ESSA?

Kamenashi olhou para Koki. Nunca o viu tão bravo quanto agora e isso o assustou. Decidiu interferir, antes que ele agredisse Jin.

- Koki...

- Me deixa, Kazuya.

- Koki, preciso que você ajude o Junno.

Kamenashi sabia que não adiantava pedir calma ao rapaz naquele momento, mas se apelasse para a sua preocupação com os integrantes da banda, sabia que conseguiria despertar a atenção da sua mente inflamada.

Koki olhou para Junno, que conversava com Ueda. Olhou para Kazuya e entendeu o que ele queria dizer. Respirou fundo e lançou um último olhar irritado para Jin, para depois se aproximar de Ueda e convencê-lo a ir para o quarto.

Nakamaru continuava a discutir, mas Jin já não fazia questão de responder. Voltou a se sentar e apenas escutava, com a cabeça baixa. Kamenashi conseguiu, aos poucos, convencer o outro rapaz a ir também para o quarto.

Uma vez sozinhos Kamenashi o encarou com uma expressão severa e notou que Jin não conseguia sustentar o seu olhar. Aquele rapaz preferiu mirar os próprios tênis. Percebendo que ele não diria nada e não querendo mais manter aquele silêncio, Kamenashi disse:

- Eu não sei a sua razão para dizer aquelas coisas todas, Jin, mas eu acredito que você deva ter algum motivo para isso...

Jin sentiu um grande alívio em ouvir essas palavras. Kazuya lembrava-se da promessa feita entre eles, afinal, e isso lhe dava novas energias. Quis segurar aquela mão, pousada na mesa a sua frente, mas não conseguiu, uma vez que suas mãos tremiam tanto e não podia deixar que o mais novo percebesse.

- Eu tenho. – murmurou, mas Kame o ouviu perfeitamente.

- E o que seria?

- Não posso dizer. Não agora.

- Quando você poderá?

- Algum dia.

- Algum dia pode ser muito tarde, Jin.

- Hoje já é muito tarde, Kazuya.

Kamenashi não disse mais nada, deu as costas e saiu do local. Jin escutou seus passos cada vez mais distantes.

- Está feito... – ele suspirou, jogando a cabeça para trás.




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MensagemAssunto: Re: [END] Eu Não Te Amo   Qua Fev 03, 2010 11:36 pm

shahsahsas essa parte da pasta d dente e td mais
e o Jin d cmareira shahshashah xDD
ah ms claro q a alegria dele ia durar pouco
td por causa do Harada
malditooo Harada
ja nao basta ele fazer o q faz com o Jin ainda faz ele dizer aqlas coisas p/ os membros
Aiai q situaçao
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MensagemAssunto: Re: [END] Eu Não Te Amo   Qui Fev 04, 2010 12:32 pm

Oi Nara!!

Jin estava elétrico!! E os outros que sofrem por isso!! rsrsrs

Agora começa uma das partes mais tensas, todo mundo contra o Jin =(

Obrigada por continuar acompanhando ^^!

Beijosss




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MensagemAssunto: Re: [END] Eu Não Te Amo   

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[END] Eu Não Te Amo
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