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 [END] Akame e a Tartaruga

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Kitty
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MensagemAssunto: [END] Akame e a Tartaruga   Sex Jan 15, 2010 11:43 pm

Título: Akame e a Tartaruga
Gênero: Yaoi, Lemon, Comédia
Censura: +18 (Contém cenas de sexo explicíto)

Notas:

- No Japão, no dia 14 de fevereiro, é costume as mulheres presentearem os homens - seja namorado, a pessoa que ama, amigo e até parentes dependendo do nível de afetividade - com chocolates ou outras lembranças. Os presenteados costumam retribuir no dia 14 março, com chocolate branco ou outra lembrança.

- O Título é uma referência ao filme Aquiles e a Tartaruga, mas a semelhanças entre as histórias não vai além disso.

- Nenhum personagem me pertence. Muito provavelmente, eles pertencem a Johnnys.

- A história não tem nenhum fim lucrativo.

Sinopse:

- É dia dos Namorados e Kazuya decide dar um presente original e que faça Jin se lembrar constantemente de sua existência...




By Misakiti


Última edição por Kitty em Sab Jan 16, 2010 12:50 am, editado 1 vez(es)
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Kitty
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MensagemAssunto: Re: [END] Akame e a Tartaruga   Sex Jan 15, 2010 11:44 pm

1



Deitado de bruço na cama, apoiado sobre os cotovelos, ele olhava assombrado para aquela cabeça enrugada diante dos seus olhos. Não imaginava que pudesse ser assim tão delicado. Sempre imaginou que fosse duro, como o seu tronco, e também que fosse um pouco mais grosso. Não combinava realmente com o resto de seu corpo. Jin pensou que as aparências realmente enganam. Curioso, ele cutucou o topo de sua careca com o dedo indicador. Ato que rendeu protestos imediatos de Kame, com quem ele dividia a cama.



- AH!!! Não faça isso! Isso dói!



Jin riu daquele desespero todo. Kamenashi, irritado, estapeou sua mão e lhe de uma bronca:



- Não moleste o Jin-kun!



- Não molestarei o... Jin-kun?? – Jin lançou um olhar irritado – Você deu o meu nome para essa coisa?



- Não o chame de coisa! É uma tartaruga!



Jin balançou os ombros pensando que isso não mudava o fato dele ter colocado o seu nome em uma tartaruga de cabeça enrugada.



- De qualquer modo, o que uma tartaruga está fazendo na sua cama? – quis saber.



Kamenashi suspirou, parecendo desanimado.



- Sabe, eu ia te entregar mais tarde, mas como você apareceu sem avisar... Vou te dar agora mesmo!



- O que?? Você vai me dar essa coisa?



- Não o chame assim, já falei! E não, eu não vou te dar o Jin-kun! Ele é meu! – como para reforçar o que disse, ele pegou o animal da cama, afastando-o de Jin (o verdadeiro) e saiu do quarto.



Sozinho, Jin se perguntou como era possível gostar tanto daquele garoto. Realmente, Kamenashi era uma pessoa estranha, muito estranha. E tal opinião apenas se fortaleceu quando ele retornou ao quarto, carregando outra tartaruga, a qual, esta sim, ele lhe entregou. Desprevenido, Jin segurou como pode aquele animal.



- Eu vou te dar o Kame-chan! – ele disse, finalmente – Feliz dia dos namorados!



- EHHHHHHHH? Eu ganhei... Uma... Tartaruga no dia dos namorados?



- Né? – Kazuya sorria com animação e, ao mesmo tempo, um pouco de timidez – Eu queria te dar algo que te fizesse lembrar de mim...



Jin estava quase a ponto de dizer “uma foto bastaria”, mas Kazuya disse antes:

- E eu pensei que uma foto seria algo muito batido e, além disso, você pode ver minhas fotos em qualquer lugar da cidade, não é algo muito especial para a gente... Foto é apenas mais uma parte do nosso trabalho!



- Anoo... No dia dos namorados não é comum o casal trocar chocolates? – Jin o interrompeu.



- Nosso relacionamento já passou dessa fase! – explicou Kazuya, naturalmente – E eu quis seguir o costume ocidental! O presente não precisa necessariamente ser chocolate e eu não precisaria esperar pelo White Day para te retribuir!

- Ei!! Este ano é a sua vez de me presentear no Valentine Day e eu retribuir no White Day, okay? – protestou Jin, infantilmente tentando preservar a sua virilidade.



Kamenashi apenas o ignorou e mudou de assunto. Com um olhar ansioso, perguntou, mordendo os lábios:



- Gostou do Kame-chan?



Jin ergueu o pequeno animal até ele ficar na altura de seus olhos. Aquela expressão entediada parecia ser o reflexo do seu próprio rosto. Eles se encaravam com cara de palermas. Sabendo, porém, que a pergunta do namorado tinha um duplo sentido, Jin não quis magoar seus sentimentos – e também preferia evitar uma discussão – então forçou um sorriso e disse:



- Amei! Arigatou, Kame-chan!



Jin voltou a olhar para a tartaruga, que apenas virou a cara para o outro lado. Aquele era o início de um turbulento relacionamento.



2



- Qual é a graça em uma tartaruga? – Jin, agachado no chão da sua varanda encarava o seu presente. – Você por acaso canta como um pássaro? Faz algum truque como os cachorros? É esperto como os gatos?



Nenhuma resposta. A tartaruga apenas movia sua cabeça para cima e para baixo, bem lentamente, como se estivesse reconhecendo todo o local.



Jin suspirou, era terrivelmente cansativo atender aos caprichos de Kazuya. Quando o garoto enfiava uma idéia em sua cabeça, não há quem o faça desistir. Como daquela vez em que lhe exigiu uma prova de amor... Jin teve que suar a camisa para encontrar algo que provasse os seus sentimentos. Passou noites em claro, pediu sugestões a Pi e Ryo, fez mil e um presentes, até escreveu canções para Kazuya e... No fim, tudo que o outro queria era ouvir “eu te amo”. Ele poderia muito bem ter dito isso desde o início, em sua opinão.



Além da teimosia do outro, o fato era que Jin não conseguia resistir ao sorriso doce de Kame. Aquele pequeno tinha o dom de fazer seu coração bater mais depressa e fazer queimar um sentimento tão delicioso dentro de seu peito... Era impossível recusar qualquer coisa quando ele inclinava o rosto para o lado e lhe mirava com cumplicidade. Diante disso, Jin aceitava tudo.



Certo, desta vez Kame tinha passado dos limites. Jin tinha a vaga sensação de ter recebido um presente de grego... O que faria com aquela tartaruga?



Olhou para o resto de seu presente. Kazuya o conhecia muito bem, percebeu. Ele teve a sensibilidade de imaginar que teria dificuldades em cuidar do novo amigo, então comprou logo um “kit tartaruga”. Comprou uma casinha, ração e até alguns vasos de plantas para dar um ar mais natural a nova casa de Kame-chan – palavras de Kame (o humano) – e comprou também um manual, onde indicava que o animal precisava tomar banho de Sol diariamente e por isso Jin logo o acomodou em sua varanda.



- Anooo... Você já tem comida, já tem água, já tem sua casa. Agora, o que mais? Brincar? Como se brinca com uma tartaruga? Não tem isso no manual... Ah, onde está aquela minha bola velha de futebol?



Ele foi até o seu quarto, revirou em seus objetos antigos guardados em uma caixa no fundo do armário e pegou alguns objetos, retornando em seguida. Logo desistiu da bola, pois, sendo ela maior que Kame-chan, que era do tamanho de sua mão, poderia acabar atropelando a tartaruga.



- Não quero matar o Kame-chan! – disse a si mesmo. A tartaruga o olhou, como se tivesse entendido que sua vida corria perigo.



A outra opção era aquele treco que parecia um porco-espinho de borracha, um brinquedo antigo que conseguiu em uma barraca de jogos durante algum matsuri. Na época, ele ainda podia brilhar no escuro, agora, porém, nada mais era do que uma esfera de elástico cheia de espetos.



Jin se aproximou de Kame-chan e jogou o objeto para cima e para baixo, movendo-se com a elasticidade de seu produto. A cabeça da tartaruga acompanhava aquele ritmo, mas isso ela já fazia anteriormente, o que fez o rapaz perceber que estava sendo totalmente ignorado.



- Quer saber? Cansei de você! Fique aí tomando Sol que eu vou é aproveitar meu dia de folga... Bye, bye...



Kame-chan, ainda sacudindo sua cabeça, virou-se na direção em que Jin se afastou.



3



Após um longo dia de trabalho, Jin chegou extremamente cansado em sua casa. Jogou sua jaqueta no sofá e foi direto a cozinha, roubar algum alimento da geladeira. Estava com um onigiri inteiro enfiado na boca quando se dirigiu até a varanda e viu o estrago.



Engasgou e teve que bater no próprio peito diante da terra esparramada em todo o local. Alguns vasos estavam quebrados. Kame-chan estava com terra em toda a sua casca...



- O que? Como você conseguiu fazer isso, tartaruga dos infernos? Impossível!!



Jin já ouvia o protesto de todo o seu corpo diante da evidente faxina que teria que fazer.



- É melhor resolver isso logo para poder acabar com isso o quanto antes! – tentou animar a si mesmo.



Arregaçou as mangas e pegou o material de faxina. Deixou Kame em cima da máquina de lavar.



- Você, fique aí, quietinho! – e fez cara de bravo.



Kame movia sua cabeça no ritmo daquela limpeza. Bem lentamente. Quando enfim aquele lugar voltou a ser decente, Jin pegou Kame nas mãos e passou um pano em sua casca, para retirar a terra.



- O que eu farei com você, hein? – Jin perguntava a Kame-chan, que apenas escondeu-se dentro do casco – Ei, não fuja! Estou falando com você! Toc, toc! – ele bateu no casco - Tem alguém aí?? Impressionante! A mesma personalidade... Kazuya também me ignora assim quando fica bravo comigo... Ei, você não deveria aprender essas coisas, viu... Essa não! Eu já estou discutindo com uma tartaruga!



Jin o colocou de volta em sua casa.



- Fique aí e reflita no que fez! – ordenou – Ahhh... Eu preciso de um bom banho!



4



- Eu estou dizendo! O Kame-chan espalhou terra em tudo quanto é lado! – Jin reclamava ao telefone, com o verdadeiro Kamenashi, enquanto se ajeitava na cama.



- Impossível! Tartarugas não tem essa agilidade!



- Você tem... – maliciou Jin.



- Baka! Deixe de ser pervertido uma vez na vida...



- Mas a intenção de eu ganhar a tartaruga não era para me lembrar de você?



- Isso significa que você só pensa em mim pelo sexo? – irritou-se Kazuya. – Ok, Jin! Boa noite!



- Ei, espera, eu não quis dizer... Isso... Porcaria, ele desligou! Ele quem me dá um presente estúpido e eu quem tomo a bronca?



Contrariado, Jin deixou o celular na cama e desligou o abajur. Estava tão cansado que aquela irritação passageira sequer abalou o seu sono.



5



- Ohayouuuuu!



Terremoto! Jin pensou, assustado, ao sentir sua cama tremendo daquele jeito e um peso extra em sua barriga. Abriu os olhos e foi com surpresa que encontrou o rosto de Kazuya, que estava deitado em cima de si.



- N-nani? O que você está fazendo aqui?



- Foi ruim eu ter vindo?



Ao ver a expressão do mais novo, Jin gemeu.



- Você por acaso está na TPM? Sério! Você anda sensível demais e é mais chato que mulher quando está na TPM! – Jin tentou se esconder debaixo do edredon.



- Eu não tenho TPM!! Mas se você quer tanto continuar dormindo, eu vou embora!



Kamenashi se virou e já estava se levantando, mas Jin se ergueu rapidamente e o envolveu em um abraço sufocante, prensando o rosto de Kazuya contra seu peito nu. Jin voltou a deitar, com ele preso em seus braços. O caçula apenas ria.



- Ah, não! Agora que me acordou, terá que agüentar as conseqüências... – depois disso, ergueu o rosto do rapaz e o beijou.



- Não, Jin, eu não posso me atrasar, tenho uma sessão de fotos e...



Jin ignorou tais protestos. Com mãos rápidas, ele retirou a camiseta que Kame vestia e o cobriu de beijos. Depois, voltou a beijá-lo na boca.



Kazuya vivia um conflito interno entre seus desejos e suas responsabilidades. Sabia que não devia se atrasar, mas os lábios de Jin eram tão convincentes... Ao sentir um certo volume por baixo do shorts do namorado, ele mandou suas obrigações às favas.



- Você... Acorda muito depressa! – Kazuya riu, tímido, sentindo o membro de Jin cada vez mais desperto.



- Calado!!



Jin certificou-se de que o outro não falaria mais nada colocando sua língua dentro de sua boca. Suas línguas se enrolavam com desejo e em seguida eles rolaram pela cama, trocando de lugar.



Uma vez por cima, Jin sorriu maliciosamente e seu desejo apenas aumentou com o olhar hesitante de Kazuya... O deixava louco quando o pequeno demonstrava esse lado frágil e inseguro apenas para ele, apenas nesses momentos íntimos. Sentia uma vontade indescritível de dominá-lo, possuí-lo, tê-lo completamente em suas mãos.



Beijou-o novamente no peito, mordiscando seus mamilos levemente, ouvindo-o começar a gemer. Sentiu a mão de Kazuya segurar em sua nuca, por vezes deixando os dedos perdidos em seu cabelo.



Jin escorregou sua mão até alcançar o sexo de Kame. Brincou com a ansiedade do rapaz massageando o membro por cima da roupa. Interrompeu os beijos para apreciar o rosto agoniado de Kazuya, que mantinha os olhos fechados e mordia os próprios lábios, esperando o toque do namorado, por dentro da calça, mas ele apenas aumentava a velocidade de suas mãos, fazendo o jeans roçar com mais força em seu pênis.



- Ah... Jin... – ele gemeu.



Compreendendo o pedido desesperado do namorado, Jin fez-lhe à vontade. Abaixou o zíper e sacou o seu sexo para fora, apenas para guardá-lo dentro de sua boca. Movimentou a cabeça para cima e para baixo, enquanto os gemidos de Kazuya se prolongavam cada vez mais. Em um momento, Jin sorriu maliciosamente e mordeu de leve o sexo de Kazuya, que, delirando, não pode conter o grito.



6



- Por que sempre temos que acabar em sexo quando estamos juntos? – ele reclamou, recolhendo suas roupas pelo chão.



Jin, ainda deitado na cama, comentou:



- Vai dizer que você não gosta?



- Isso não vem ao caso... Ah, eu preciso de um banho! Droga, eu vou mesmo me atrasar...



- Vamos economizar tempo! Tomarei banho com você!



Jin já estava saindo da cama, mas foi devidamente empurrado de volta a ela pelo namorado.



- Você não precisa economizar tempo! Não tem nenhum compromisso agora de manhã! E que diabos? Como pode ter tanta disposição ao acordar? Pare de agir como um pervertido e vai ajeitar as plantas que eu te trouxe...



- Eh? Plantas?



- Você não reclamou ontem que o Kame-chan estragou tudo? Passei em uma floricultura e te trouxe algumas novas... Então, pare de reclamar, ok?



Kazuya se trancou no banheiro. Jin, finalmente tomado pela preguiça matinal, deixou-se ficar mais alguns minutos na cama, tragando um cigarro lentamente. Depois foi até a varanda, onde encontrou as plantas a que Kazuya se referia. Regou-as e as colocou no lugar em que estavam as antigas.



- Kame-chan, você ganhou presente também esta manhã, né? Mas garanto que o meu foi bem melhor que o seu, he he he... – e ele sorriu idiota enquanto se recordava dos toques de seu pequeno. – Faça o favor de quebrar mais vasos, ok? – ele piscou um olho e massageou aquela careca enrugada.



Kame-chan limitou-se a sacudir a cabeça para cima e para baixo.



7



Um dia terrivelmente desastroso. Jin só queria chegar em casa o mais rápido possível e se afundar em sua cama, acordando quando todos aqueles problemas estivessem resolvidos. Uma confusão dos infernos. Tudo começou com um engano seu em uma das músicas e, ao se desculpar, cometeu o erro de dizer que não tinha ensaiado o suficiente por que tinha ido beber com Yamapi.



Pronto. Kazuya virou uma fera, não lembrava em nada uma tartaruga. Começaram a brigar e a discussão foi tão feia que os seguranças da Johnnys tiveram que intervir.



A movimentação dos seguranças despertou a curiosidade dos funcionários e essa confusão chegou aos ouvidos extremamente gigantes da mídia. Um boato distorcido foi noticiado na televisão e agora estão divulgando que Kamenashi e ele estavam brigando constantemente pelo lugar principal da banda. Por conta disso, eles foram dispensados das obrigações até a próxima semana.



A contragosto, ele banhou-se no vestiário da agência e, quando estava preste a ir embora, Kazuya entrou no local, obviamente para tomar banho, mas aproveitou o encontro e, tendo já bronqueado pelo relapso do rapaz com a banda, começou a discutir pelo fato do namorado ter ido beber a sós com Yamapi e não o ter informado.



O segundo round começava. Trocaram palavras duras, os corações de ambos saíram machucados, mas ao menos eles conseguiram não perder a cabeça a ponto dos seguranças precisarem agir novamente. Kazuya lançou-se debaixo da ducha fria e Jin foi embora.



Em sua casa, enquanto estava sentado desamarrando seus tênis e a raiva já tendo passado, o desespero começou a tomar conta de sua mente. Afligia-o essa incerteza na relação. Kazuya estava furioso, mencionou até sobre se eles deveriam terminar o namoro para o rapaz ser livre para beber com o melhor amigo quando quisesse. Puxa, como o pequeno era enciumado em relação a Yamapi.



- Droga, Kazu! Quando você vai entender que eu te amo? – ele disse em voz alta, como se o rapaz pudesse ouvi-lo. – Merda!



Talvez seja melhor nos separarmos... Você, com certeza, terá o apoio do “Pi”!



Aquele baixinho sabia ser cruel. Ele era egoísta, temperamental e radicalmente metódico. Gostava das coisas certas, nos lugares certos, do seu jeito certo. Mas era o seu baixinho egoísta e temperamental...



Jin fechou os olhos e lembrou-se da época em que estava Kazuya e ele estavam se descobrindo. Ainda eram estudantes, mal sabiam beijar e, em um certo dia, quando estavam só os dois ensaiando no quarto de Kazuya, seus lábios se uniram em um beijo suave e ingênuo, banhado pela luz do final da tarde...



Algo gelado em sua perna o retirou de suas lembranças. Encontrou Kame-chan próximo a sua canela, olhando fixamente para ele. Jin riu e o pegou com as duas mãos.



- Né, Kame-chan? Por que a sua parte humana não consegue entender o quanto eu o amo? Por que ele tem que ficar me enchendo com esse ciúme do Pi, hein? Você não vai me abandonar que nem ele, né? Prometa!



O rapaz deitou ali mesmo, no chão, próximo à porta e repousou Kame-chan em seu peito. De alguma forma, a sua companhia servia de consolo...



8



O clima era o pior possível entre eles, quando finalmente retornaram para o trabalho. Kazuya o ignorava deliberadamente e nem fazia questão de disfarçar, enquanto Jin, por sua vez igualmente orgulhoso, não tentava falar com o mais novo. Aos demais membros do KAT-TUN, restava apenas se revezarem para servir de pombo-correio entre o casal.



Aquela tensão toda e o trabalho do dia o deixaram completamente esgotado. Só queria dormir. Precisava de pelo menos dez horas ininterruptas de sono para se recuperar. Porém, quando chegou em casa, descobriu que a última coisa que faria seria dormir. A varanda, mais uma vez, estava coberta de terra e cacos de vaso espalhados em todo o canto. Kame-chan já nem era mais verde, a tartaruga estava todinha encoberta de terra...



- Que... DIABOS!!! – ele gritou – MALDIÇÃO! Sua tartaruga inútil!! Como você conseguiu fazer isso de novo?? Ah não! Porcaria!! Isso é tudo culpa do Kazu e suas idéias estranhas!! Maldita hora que ele teve a idéia de me dar uma tartaruga de presente, maldita seja!



Depois de explodir a sua indignação, veio a resignação. Conformado, foi atrás de vassoura, pá, água e sabão. Voltou a xingar a pobre tartaruga, enquanto limpava o local.



9



Jin fechou a janela quando a chuva começou a invadir e a molhar o chão de sua sala. Por trás do vidro, observou a reação dos desavisados que estavam sem guarda-chuva.



- Que temporal... – murmurou – Ah, que canseira!



Ele se lembrou que Kazuya tinha uma sessão de fotos marcadas para esta noite e provavelmente estava terminando agora. Pegou o telefone e começou a discar o número para avisá-lo da chuva, mas parou o dedo indicador no próximo número quando se lembrou de que estavam brigados.



Ainda que estivesse preocupado, recolocou o fone no gancho. Convenceu-se de que o rapaz já era maior de idade e sabia cuidar muito bem de si mesmo. Não precisava, portanto, deixar o seu orgulho de lado e ligar para ele.



Um forte trovão se fez ouvir e Jin, por instinto, inclinou-se novamente para o telefone. Balançou a cabeça.



- Não, Jin, seja duro! Kazuya tem que aprender que não pode ser sempre assim tão... – outro raio – Ah, dane-se! Aquela tartaruga não vai ter paciência para esperar a chuva passar... Vai querer dirigir no meio desse temporal! – discou o número completo. – Por que ele não atende? Ah! Não quer me atender? Pois bem, azar o seu! Eu não tento mais nenhuma reaproximação!! De jeito nenhum!! Droga, Kazu, atende, caramba...



Não obteve resposta. Jin xingou a si mesmo quando se viu trocando de roupa, pegando sua chave do carro, um guarda-chuva e diante da porta com a intenção de ir atrás do namorado. Berrou quando, ao abrir a porta, deu de cara com o rosto pálido de um encharcado Kamenashi...



- BAKA!!!!!!! – Jin gritou, apoiando-se com uma mão na parede e com a outra apertando o peito esquerdo, como se pudesse fazer seu coração parar de bater tão rápido – Eu pensei que fosse um fantasma... – choramingou.



Kazuya, por sua vez assustado com o grito do outro, perguntou timidamente:



- Está de saída?



Jin não quis dar o braço a torcer, dizendo que ia ao seu encontro, então mentiu descaradamente:



- Ia fumar lá na praça!



- Debaixo desse temporal???



- Por isso o guarda-chuva! – ele sacudiu o objeto para enfatizar.



- Você é estúpido??



Jin engoliu o palavrão que já estava na ponta de sua língua.



- Bem, o que quer afinal? – e deu as costas, se afastando. Era o seu modo de pedir ao outro que entrasse.



Kamenashi o entendeu e entrou. Deixou seus sapatos e suas meias, molhadas, em um canto próximo à porta. Depois disso, ficou um tempo parado, observando o outro.



- O que você quer, afinal? – Jin insistiu.



Não obteve uma palavra como resposta. Ao invés disso, sentiu as mãos firmes de Kazuya em seu peito. Ele o abraçava por trás. Os olhos de Jin se arregalaram, surpreso com o gesto do mais novo.



- Gomen Jin... Eu fico louco de ciúmes quando você está com Yamapi. Gomen. Eu não queria ter dito nada daquilo, mas quis te ferir com a mesma intensidade em que eu estava ferido naquele momento... Mas, a verdade... – sua voz já estava abafada – É que eu entrei em pânico!



- Pânico?



- Un. – Kamenashi assentiu com a cabeça. Fechou os olhos e o abraçou com mais força – Eu pensei que sair para beber com Yamapi era tão importante, a ponto de fazê-lo cometer um erro com a banda, pensei que Yamapi já estava acima da banda para você. E se fosse isso, então... Então eu o estava perdendo...



- Kazu...



- Eu sei, é ridículo, eu sei! Mas eu tive medo, muito medo, não quero te perder, de jeito nenhum! Ficar sem você... Não posso suportar... Não de novo. – as lágrimas se formaram nos olhos do rapaz ao se recordar do período em que o namorado esteve em intercâmbio - Não quero te perder para Yamapi e pra ninguém, mas... Então, eu me dei conta de que estive a um passo de perdê-lo pra mim mesmo... Me desculpe, Jin...



Sabendo que o outro não poderia vê-lo, Jin sorriu, aliviado por perceber que o relacionamento deles estava a salvo. Aliviado por perceber que os sentimentos de ambos estavam no mesmo nível. Ele também temeu que pudessem romper com aquela briga.



Tendo consciência de que ambos estavam dispostos a se perdoar, ele decidiu castigar Kazuya um pouco mais. Escondendo o seu sorriso, afastou as mãos de Kazuya, livrando-se do seu abraço e se colocou de frente para ele. Seu rosto estava sério.



- Kazuya, o seu ciúme com Pi não tem fundamento. E é extremamente exagerado.



Kamenashi baixou o olhar diante da expressão severa de Jin. Aquele olhar duro o machucava demais. Movimentou os lábios com receio, mas sem proferir palavra alguma.



- Não sei se posso agüentar isso...



Kazuya fechou os olhos. Como se dessa forma pudesse evitar as próximas palavras. Não queria ouvir mais, não queria escutar o rompimento vindo da boca de Jin, aquela mesma boca que ele desejava tanto e, mesmo agora, mesmo estando em um clima pouco propício, queria muito beijar aquela boca que dizia coisas tão cruéis...



- Talvez nós devêssemos...



A brincadeira tinha ido longe demais, Jin percebeu quando viu uma lágrima escorrer da face de Kazuya, surpreendendo-o.



- Você está chorando?? – perguntou, apavorado.



- Você está terminando comigo! – ele protestou.



- Eu não disse isso! – Jin riu e o abraçou – Eu não disse isso! – e ele o encheu de beijos pelo rosto – Pare de chorar...



- Não estou chorando! – Kazuya tentava manter um mínimo de orgulho. Mordeu os lábios e sentiu o gosto salgado das próprias lágrimas – Não estou mesmo!



Jin secou as bochechas do pequeno com seus lábios, rindo. O outro fez um bico, contrariado.



- Vamos, deixe de fazer essa cara aborrecida... Veio para fazer as pazes, não é?



- E você aproveita para me molestar, como você é cruel, Jin!



- Não tenho culpa se você é tão inocente a ponto de despertar esses desejos em mim!



- A culpa é minha, no final das contas?? – ele se indignou, mas em seguida riu – Posso dormir aqui hoje?



Jin o olhou horrorizado.



- E você acha que tem direito de dormir na sua casa depois de tudo?



Kazuya reconheceu aquele olhar guloso de Jin. Gemeu, prevendo as dores que tomariam conta de seu quadril posteriormente. Mas era um gemido com falsa agonia...



- Jin, hoje não... Vamos ficar tranqüilos, okay?



- De jeito nenhum! – e ele avançou em seu pescoço.



Kazuya não pode resistir àquele sorriso idêntico ao de uma criança diante do brinquedo preferido, um sorriso inocente demais para a situação, observou ele, mas era um sorriso Bakanishi... Do SEU Bakanishi. Sendo assim, ele se deixou prensar contra a parede, ali mesmo, na sala. Sentiu a coxa de Jin entre o vão de suas pernas.



Jin o pegou pela cintura – tão fina – e o ergueu. Kazuya sentiu seus pés sacudirem em pleno ar, então as entrelaçou em volta da cintura de Jin, apertando-o enquanto ele o beijava com vigor.



Com o pequeno agarrado ao seu corpo, Jin o recostou no chão, afastando seus cabelos da face, de modo a admirá-lo completamente.



- Te amo... – sussurrou e voltou a devorá-lo.



Kazuya sequer percebeu quando Jin retirou sua camisa, apenas delirou ao senti-lo lamber e mordicar seus mamilos, enquanto o zíper de sua calça já era aberto pelas mãos rápidas do mais velho.



Jin o masturbou com pouca delicadeza, ele segurava firme o membro de Kazuya, quase o apertando com violência, e seus movimentos eram tão rápidos que a mente do pequeno mal conseguia registrar o que acontecia em seu corpo. Um misto de prazer e dor tomou conta do rapaz quanto o líquido branco lambuzou aquela mão.



- Ahhhhh... Jin...



Sentia seu corpo todo tremer com aquela sensação deliciosa. Ainda dopado pelo prazer, admirou enquanto o mais velho se despia. Cobiçou aquele torso úmido de suor, definido com a rotina rigorosa de um pop-star, aquele peito que fez muitas garotas delirarem em Anego, e quer era seu, todo seu. Erguendo-se pela metade, Kazuya se aproximou e beijou o alvo de sua contemplação, enquanto ajudava Jin a desabotoar suas calças.



Depois, tomando o sexo de Jin com as duas mãos, levou-o até sua boca e proporcionou o mesmo prazer que sentiu a pouco. Jin encostou-se a parede e o frio em suas costas junto aos lábios quentes de Kazuya em seu membro provocou-lhe um delicioso arrepio. Afundou suas mãos na nuca de Kazuya, bagunçando seu cabelo, puxando-os levemente quanto mais prazer o pequeno lhe dava.



Em um certo momento, empurrou os ombros de Kame, obrigando-lhe a abandonar sua tarefa, e o fez se sentar em seu colo. Beijou-o no pescoço, ávido em sugar-lhe todo o suor, mordiscou-lhe em diversos lugares, desejoso em consumir toda aquela pele. Queria-o por inteiro, cobiçava-o intensamente e demonstrava isso com a firmeza em cada gesto, cada toque.



A mão de Jin deslizava pelas costas de Kazuya, subindo e descendo por sua espinha dorsal e por fim fixando-se em suas nádegas. Massageou-as e as apertou a seu bem entender, apenas provocando o namorado, por vezes deixando um ou dois dedos o penetrarem, até que ele finalmente implorasse:



- Agora... Jin... Onegai...



Aquele suspiro carregado de volúpia foi a senha para Jin liberar toda a sua gana. Empurrou Kazuya de volta ao chão, abriu-lhe as pernas e o puxou para perto de seu sexo, encaixando-o dentro dele. Kazuya fechou os olhos diante da primeira investida. Gemeu. Outra investida, outro gemido.



Jin se inclinou, deitando por cima de Kazuya, apoiando-se com uma mão ao lado de seu rosto. Observou cada traço daquela face estremecer de desejo e paixão quanto mais rápido ele se movimentava. Sentia a pele de Kazuya, sentia o seu suor, sentia a sua alma, o seu coração pulsando violentamente... Jin procurou por uma mão de Kazuya e, quando a encontrou, segurou-a com força. Ergueu o braço acima da cabeça do pequeno, ainda apertando aquela mão branca e macia com a sua.



- Jin... Eu amo você... – Kazuya mal conseguia pronunciar essas palavras, com a respiração pesada entrecortando cada sílaba.



Aquele foi o incentivo que Jin precisava para colocar ainda mais paixão em seus movimentos. Tomou aqueles lábios finos novamente com a sua boca, invadindo-o pela boca também, a tal ponto que o ar começou a faltar para Kazuya, que teve que virar o rosto para o lado para buscar oxigênio...



Finalmente, Jin atingiu o ápice. Kazuya sentiu o corpo do rapaz tremendo sobre o seu. Sorriram. Jin largou seu corpo no chão, rindo, enquanto tentava recuperar seu fôlego. No entanto, Kame, que se recuperou primeiro, não lhe deu tempo. Abraçou-o por trás e sussurrou em seu ouvido...



- Minha vez...



- Hã??



- Ora, não seja egoísta...



- Peraí... Espera um pouco! – ele riu – Estou cansado...



- Eu disse para ficarmos tranqüilos, não foi o que eu sugeri? Você que não quis! – Kazuya sorriu maliciosamente, virando Jin de bruços. – Agora, agüenta!



- Espera aí, Kazu... E... Ai... Ai... Ahhhh... Espera!



Kame não lhe deu ouvidos. Montou em seu quadril.



Jin sentiu o pequeno mover-se com agilidade dentro de si, ao mesmo tempo em que, com as mãos, provoca atrito em seu sexo. A mente de Jin foi tomada por aquela sensação deliciosamente libertina. Ele já não tinha consciência de mais nada. Sua mente implorava por mais, seu corpo exigia mais, e Kamenashi lhe estocava com toda a energia que ainda possuía...



Gemeu.



10



A primeira coisa que ele registrou ao despertar, já no início da manhã, foi que Kazuya não estava mais em sua cama. Esfregou os olhos procurando por algum vestígio do namorado, mas a única coisa que encontrou foi um bilhete que dizia:



Hoje você está de folga, mas eu não. Obrigado por acabar com minhas forças, Baka! Precisarei de uma semana para me recuperar. Te amo!

Sorrindo, Jin largou o papel de volta ao criado mudo e estava preste a voltar a dormir quando se preocupou com a sua outra tartaruga. Tinha que repor a ração e água para Kame-chan.



Seu corpo reclamou, mas ainda assim saiu da cama. Vestiu uma bermuda confortável e foi até a varanda, espreguiçando-se. Pelo relógio da cozinha, viu que eram apenas seis horas da manhã.



Pegou a tigela de Kame-chan, lavou e depois despejou a ração. Encheu a outra tigela de água e depois voltou os objetos em seus lugares. Por fim, foi cutucar a cabeça da tartaruga para lhe desejar bom dia, mas não a encontrou na casinha.



- Eh?? Cadê você, Kame-chan?



Ajoelhou-se diante da pequena arquitetura de madeira e olhou dentro. Nenhum sinal. Olhou perto das plantas. Nada. Até tirou os vasos para olhar, de modo imbecil, embaixo. Começou a se desesperar.



- Kame-chan??



Foi para a cozinha, mas não havia o menor vestígio da sua tartaruga. O mesmo em seu quarto ou na sala.



- Ai, cacete! E essa agora? Se eu não encontrar esta tartaruga a minha outra tartaruga vai fazer com que EU não seja encontrado tão cedo... Kame-chan, cadê você, meu filho??



Jin teve uma idéia brilhante. Ele ligou para Yamapi.



- Pi??



- Moshi, moshi...- respondeu um sonolento Tomohisa.



- Piii! Eu preciso de você!!



- Eh? Jin, você sabe que horas são?



- Eu preciso de ajuda!!



O tom urgente na voz do outro deixou Yamapi preocupado, despertando-o por completo.



- O que aconteceu?



- Eu perdi o Kame-chan!!!



- Como assim? Vocês brigaram??



- Ele ficou meio chateado comigo, acho que fugiu, mas eu não tenho certeza...



- Acalme-se, baka e conte direito o motivo da briga!



Jin se afligiu quando uma idéia brotou em sua mente.



- Talvez ele tenha pulado da janela! Ela está aberta! E se ele estiver morto??



- Não seja imbecil! Se ele pulou da janela o corpo ainda está lá embaixo!



- Não fale isso de forma tão fria!



- Verificou se o corpo está lá?



- E-eu... Não tenho coragem de olhar, Pi... Por favor, me ajuda?



- Ah... Ok... Estou indo até aí, fique calmo!



Yamashita desligou o telefone, perguntando-se qual a possibilidade dessa história absurda ser verdadeira... Ainda assim, a voz de Jin demonstrava bastante aflição...



- Deve ter sido só mais um briga imbecil! Aqueles dois deviam se acertar de uma vez por todas...



Pulou da cama e trocou de roupa rapidamente, e em pouco tempo já estava dentro de seu carro. O apartamento de Jin não era longe, chegou em menos de dez minutos. Antes de subir, deu a volta no quarteirão, sentindo-se um idiota. Kamenashi não ia cometer suicídio dessa forma... Além disso, em plena luz do dia, qualquer tentativa de algo nesse sentido teria chamado a atenção das pessoas e da imprensa. Ainda mais sendo Kamenashi um dos artistas mais famosos da Johnny.



Depois de se certificar de que não tinha nenhum corpo próximo à janela de Jin, ele estacionou o carro e entrou no prédio. Tocou a campainha e foi surpreendido pelo modo como o amigo o recebeu. Jin abriu a porta deixando pouco espaço para que ele entrasse. Fosse um pouco mais gordo ou se ainda estivesse com algum pneu extra, Yamapi certamente não teria conseguido entrar.



Jin olhava para o chão com bastante atenção, enquanto cumprimentava o amigo.



- Oi, Pi! Que bom que veio! Você não viu o Kame-chan por aí?



- Não, eu não vi. Você experimentou ligar para casa dele?



- Não, afinal, ele mora comigo... – Jin o olhou como se fosse uma coisa óbvia. Além do mais, como ele poderia ligar para uma tartaruga, pensou com certa irritação. Seu amigo era tão amalucado.



- Eh??? Desde quando?



- Já faz algumas semanas... Aliás, foi o meu presente do dia dos namorados!



- Então vocês estavam se dando bem... Qual foi o motivo da briga?



- Ele bagunçou todo o espaço dele! Quebrou vasos e espalhou a terra em todos os cantos! E não foi a primeira vez!!



Diante disso, Yamapi olhou com espanto para Jin. Kamenashi sempre lhe passou a impressão de ser uma pessoa muito organizada... Bem, mas é como dizem, só conhecemos as pessoas quando passamos a morar com elas.



- De qualquer modo, Pi... Ele não está em casa... Pode estar em qualquer canto deste bairro, sozinho, desprotegido... E se for atropelado??



- Baka, certamente ele não é mais uma criança!



- Eu não sei a idade dele!



- Como não sabe?



- Bem, ele é bem pequeno, mas tem um rosto tão enrugado!



- Hein??



- Ainda assim, mesmo que for um adulto, o que uma tartaruga pode fazer contra uma roda de caminhão???



- Tartaruga??? Estamos falando do mesmo Kamenashi?



- Hein?? O que o Kazu tem a ver com isso? Aliás, ele é a última pessoa que pode saber que eu perdi o Kame-chan!



Yamapi o olhou desconfiado e fez a única pergunta possível nesse momento:



- Jin, você tá bêbado??



- Do que você tá falando? Estamos no meio de um problema sério! Eu perdi a droga da tartaruga que o Kazu me deu no dia dos namorados! Ele vai me matar quando descobrir!



- BAKA!!!!!!



Jin estremeceu com aquele grito.



- Que diabos... Estamos falando de uma tartaruga de verdade, afinal de contas... Aliás, uma tartaruga de presente do dia dos namorados?



- O Kazu disse que ele queria me dar algo que me fizesse lembrar dele!

- Uma foto bastaria, não?



- Foi o que eu pensei! – disse Jin, em um tom animado.



- Aliás, o certo não é trocar chocolate?



- Foi o que eu disse! – alegou Jin, convencido.



- Seu namorado é estranho!



- Foi o que eu descobri! – suspirou Jin, conformado.



Yamapi suspirou. Não conseguia acreditar que tanto alvoroço era por causa de uma simples tartaruga. Ao menos, consolava-o o fato de que ela não poderia ter ido muito longe. Ao se dar conta disso, questionou-se que tipo de pessoa tem capacidade para perder uma tartaruga? Olhou para Jin, que estava com uma expressão idiota de desamparo.



- Tinha que ser você...



- Hã?



- Bem, quando foi a última vez em que o viu?



- Foi ontem... Antes de dormir... O Kazu veio até aqui, então, bem, eu deixei o Kame-chan dentro da sua casinha e cobri com um lençol de modo que ele não visse... Bem... Ah... Você sabe... O Kazu e eu, eu e o Kazu...



- Ok, ok, eu entendi! Quanto pudor para um pervertido como você! Achei que você fizesse o tipo que gosta de sexo em público!



- Hey! Que imagem você tem de mim, afinal? – Jin estreitou os olhos, indignado – Mas estamos falando de uma tartaruga... É estranho fazer isso na frente de uma tartaruga!



- Você transa com uma, qual o problema, afinal?



Jin olhou assombrado para o amigo.



- Você tem problemas, né?



- Sim, tenho e um deles é ser seu amigo de modo que eu estou em sua casa, Às seis da matina, procurando por uma tartaruga que você teve o DOM de perder!



-... Ei, Pi...



- Qui é?



- Você tá bravo??



Yamapi preferiu não responder. Olhou torto para Jin, mas em seguida começou a mover as almofadas, verificando se não havia nenhum animal perdido por ali. Afastou o sofá, olhou atrás da estante, das cortinas. Nada. Nenhum sinal de Kame-chan.



A esperança pela ajuda de Pi começou a se apagar no coração de Jin com o passar das horas. Definitivamente, a tartaruga não estava no apartamento.



- Ela não pode estar longe, de jeito nenhum!



Nesse momento, um barulho estranho veio da varanda. Os amigos se entreolharam.



- O que foi isso? – murmurou Pi, com a intenção de ir até lá.



- Espera, e se for um ladrão?? – cogitou Jin.



- Eh?? Você tem visto muitos filmes policiais...



- Não é algo tão impossível assim! E se descobriram que mora aqui um dos artistas mais populares e bem sucedidos da Johnnys... E se for uma tentativa de seqüestro?? – os olhos de Jin já se arregalavam.



Yamapi engoliu de modo inconformado depois de ouvir tanta besteira. Preferiu ignorar as baboseiras de Jin e foi em direção a cozinha.



- Espera, Pi! – Jin foi até o seu quarto e voltou com um bastão de basebol. – Melhor prevenir, né?



- Não sabia que você curtia basebol...



- Foi outro presente do Kazuya...



- Ah, entendi.



- Vai na frente!



- Eh?? Não deveria ir você, já que está “armado”?



- Eu protegerei as suas costas! – confidenciou Jin.



Yamapi apenas o olhou.



- Eu realmente não devia ouvir isso a esta hora... – balançou os ombros e foi na frente.



Ao chegar no local, encontraram a janela da varanda estilhaçada, assim como os vasos. O chão estava todo sujo de terra.



- Oh... Que tufão passou por aqui? – perguntou Pi.



Jin, colado em sua nuca, contou-lhe os episódios anteriores.



- Mas o Kame-chan não está aqui! – lembrou o integrante do News.



O membro do KAT-TUN refletiu sobre a informação e chegou à conclusão mais óbvia. Para ele.



- FANTASMA!!



Jin, em uma grande demonstração de coragem, grudou-se ainda mais às costas de Yamapi, que logo se movimentou com a intenção de afastá-lo.



- BAKA!!! Que fantasma, que nada... Olhe ali!



Seguindo o dedo indicador de Yamashita, Jin viu uma bola de futebol. Não era a sua.



- Ehh? De onde veio essa?



- Baka... Olhe para o buraco em sua janela. Olhe para a direção em que a bola caiu. Não é preciso saber física para perceber o que aconteceu, não é?



Antes que Jin pudesse responder, vozes infantis vieram do vizinho em frente ao apartamento de Akanishi, cuja varanda ficava colada a sua.



- BAKAAAAA! Agora é a sua vez de buscar a bola, vai logo!



- Mas acho que desta vez tem gente aí...



- Não deve ter não, o apartamento vive vazio durante muito tempo! Deve morar um demônio, só se for!



- Demônio é a pu... – Jin berrou, assustando as crianças.



- Jin, eles são alunos do fundamental!!



-... Pulga que te pariu!!!!



Yamapi cogitou que seu amigo tinha sérios problemas mentais. Pegando a bola, o loiro a jogou para as crianças e recomendou:



- Brinquem em outro lugar e em outra hora! Não se supõe que deveriam estar indo para a escola?



- Arigatou, dona!!



Eles voltaram para o apartamento correndo. Yamapi, em choque, apenas repetiu:



- D... Dona??



Jin tapou a boca de Yamapi, quando este já estava a ponto de proclamar um palavrão.



- Vem, dona, me ajuda a limpar esta bagunça, ok? – e gargalhou.



Ainda com a mão de Jin em sua boca, Yamapi lançou-lhe um olhar mortal.



11



Ele se jogou no sofá de Jin, exausto. Muita movimentação para uma manhã que deveria ser a de sua folga. Olhou para o seu amigo com uma expressão que deixava bem claro a sua insatisfação, mas não disse nada, pois antes Jin suspirou:



- Então o Kame-chan era inocente no final das contas...



- Hã?



- A bagunça na varanda... E eu disse coisas horríveis a ele.



- Tenho certeza de que ele não levou a sério. – o tom zombeteiro com que Pi disse isso não foi percebido por Jin. Ao ver o brilho de desânimo de Jin, o coração de Pi se condoeu – Fique calmo, nós vamos encontrá-lo. Ok? Vamos procurar pelo quarteirão!



- Arigatou, Pi!



- O que seria de você sem mim? – ele brincou – Vamos logo!



12



Apesar de todos os esforços dedicados de ambos, o resultado foi que Kame-chan não estava em lugar algum. Eles procuraram o dia todo, perguntaram para vizinhos e para donos de lojas próximas, o que mais atrapalhou do que ajudou, pois muitas vezes eram reconhecidos por fãs enlouquecidas e eles tinham que usar de toda simpatia para se desvencilharem delas o mais rápido possível.



A noite chegou rápida demais na opinião de Jin. Yamapi estacionou o carro em frente ao prédio do amigo.



- E aí? O que você fará?



Jin mordeu os lábios, pensando.



- Né, Pi... Me leva até a casa do Kame? Eu preciso contar isso logo de uma vez!



- Que tom mórbido... Até parece seu último pedido!



- Se você fosse o alvo da fúria daquele baixinho, saberia que eu estou mesmo condenado! – choramingou.



13



Kazuya estranhou a visita súbita de Jin e ficou ainda mais preocupado com aquele semblante tristonho. Jin entrou cabisbaixo, com os lábios para dentro da boca, como uma criança preste a tomar uma bronca.



- Jin... O que aconteceu?



- Desculpa por vim tão tarde... Eu sei que você trabalhou o dia todo, mas... Eu precisava contar uma coisa.



- O que foi desta vez?



- O que você quer dizer com “desta vez”? – ele riu, consciente de que não era uma pessoa das mais comportadas.



- Ora... – Kazuya o puxou até o sofá – Quando você começa com “eu preciso te contar uma coisa”, é que você andou aprontando, não?



Jin apenas arregalou os olhos, findo uma surpresa que não era sua. Ao ver aquela careta, Kazuya riu, aliviado, ao menos não era nada tão sério que afetasse o humor de seu namorado.



Jin franziu a testa. Talvez deveria ter deixado para contar uma outra hora. Imaginou a expressão zangada, as lágrimas e os berros do mais novo quando soubesse que perdeu Kame-chan de forma tão irresponsável. Pensou qual seria a melhor forma de contar isso.



Lembrou-se, então, de uma piada. Em que um português mandava uma carta para um irmão comentando que um gato subiu no telhado. Dias se passaram e o gato continuava no telhado. Até que certo dia, ele caiu. Morreu. No final da carta, o português contava que a mãe deles subiu no telhado.



- Né, Kazu... O Kame-chan subiu no telhado.



As sobrancelhas finas de Kazuya se uniram.



- É? Quando foi isso? Como uma tartaruga conseguiria subir no telhado? – Kazuya inclinou o rosto, tentando visualizar a cena.



Tão lerdo quanto Kame-chan!



Jin suspirou. Teria que ser mais direto.



- Olha, Kazu... Eu te amo... Te amo mesmo!



O rapaz o olhou docemente.



- Eu também te amo, Jin!



E toda a coragem de Akanishi rolou montanha abaixo com o sorriso meigo de Kazuya. Pensando que aquele seria o último sorriso que veria antes de ser cruelmente assassinado pelo próprio namorado, Jin engoliu em seco e prosseguiu:



- E eu amo também o Kame-chan...



Ai, meu deus... É agora! Ele vai surtar!! Ele vai me matar!! Por favor, Kazu, seja um pouco compreensivo...



- Que bom! Eu também amo o Jin-kun! E o Jin-kun ama o Kame-chan...



Isso tá ficando idiota...Ok, lá vai, vou assinar minha setença de morte e...




- Kame, gomen, eu...



- Por isso, Jin, sei que é egoísta, mas o Kame-chan pode morar pra sempre com o Jin-kun??



-... Eu perdi o Kam.. Hein???



- Sei que eu disse que seria apenas por uns dias, mas o Jin-kun ficou tão contente com a volta do Kame-chan!



- Como é que é?



Kamenashi sorriu e levou o namorado até a sua varanda. Ali, Jin viu Jin-kun por cima de Kame-chan.



- Olha só como eles brincam!



Jin, o humano, ergueu um dedo e sugeriu:



- Eu não diria que eles estão brincando... Quero dizer, depende do que você entende por brincar!



- Não torne impura a relação deles! Eles não tem idade pra fazer essas coisas ok? Além disso, ambos são machos!



Ao que Jin sorriu maliciosamente, abraçando o namorado por trás.



- E daí? Nós também! Afinal, parece que eles não têm apenas nossos nomes, mas também o nosso amor, né?



E o rosto de Kazuya se tingiu de vermelho.



- Baka...



- Né, Kazu? Quando foi que você trouxe o Kame-chan? Por que não me avisou? Você não sabe o susto que eu levei ao pensar que o tinha perdido!



Kazuya o olhou como se ele fosse retardado.



- Mas eu o avisei!!



- Quando???



- Ontem! Quando a gente foi pra cama!



- Ehh??? Eu nem sei como eu fui parar na cama! – Jin riu – Você tem que parar com essa mania besta de querer conversar depois do sexo... Eu não lembro de nada, nadinha!



E esse foi o pior erro de Jin, que apenas o percebeu quando os olhos de Kazuya se estreitaram e suas bochechas começavam a inflar lentamente.



- Você não escutou nada do que eu disse?



- Eh... Veja bem, Kazu... Não é bem assim... Mas... Quando nós estamos juntos, eu esqueço do mundo! – ele disse, sacudindo a cabeça, nervosamente.



- Até de mim?



- Não foi isso o que eu disse!



- Foi o que você disse sim, senhor! Você nem ouviu quando eu falei do Kame-chan! E ainda acreditou ter perdido... Isso quer dizer que você o cuidava de qualquer jeito, não??



Jin coçou a parte de trás da cabeça. Como diabos ele tinha entrado nessa enrascada, afinal de contas? Suspirou... Apenas para ser acusado de sentir-se enfadonho em uma discussão importante da relação de ambos.



O mais velho optou por não se abalar com aquela discussão. Apertou o seu dispositivo masculino que o fazia ficar momentaneamente surdo e apenas apreciou o rosto de Kazuya, indignado, dizendo coisas que ele não saberia repetir. Os lábios de Kazuya moviam-se depressa, despertando em Jin o desejo de prová-los mais uma vez. Até mesmo zangado aquele baixinho continuava lindo. Seu rosto ficava tão duro, tenso, mas ainda assim era cativante.



Jin se esforçava apenas para não sorrir, de modo a não provocar ainda mais a fúria do pequeno, e o olhava de modo sério, por vezes balançando a cabeça ou concordando com frases “você tem razão”, “me desculpe, é isso mesmo”, “vou melhorar”.



Quando julgou ser o momento certo, Jin o tomou nos braços e sussurrou em seu ouvido:



- Ora, vamos, não briguemos! Eu te amo, Kazu! – e mordeu a bochecha do pequeno, que ainda tentou se fazer de bravo, mas quando sentiu os lábios quentes do outro já em seu pescoço, abriu um largo sorriso.



14



Dias depois, durante o White Day...



- Né, Kazu... Este é um presente que fará você sempre pensar em mim quando o ver!



Jin piscou um olho e Kazuya lhe sorriu com malícia. O caçula se aproximou do presente, que era gigante, ocupava toda a penteadeira do camarim, e puxou a toalha que o cobria. Arregalou os olhos, assustado. Virou-se para trás apenas para ver seu namorado rindo.



- Como... Como diabos você espera que eu cuide de uma jibóia????



Chegando por trás, Jin sussurrou em seu ouvido.



- Você sempre cuidou bem da minha...



- Baka!



Kazuya virou para lhe esbofetear, porém Jin foi mais rápido e segurou seu pulso, beijando-o com bastante desejo. Jin soltou o rosto do namorado, que implorou:



- O ano que vem, por favor, me dê chocolate, okay? – Kazuya olhou com desalento para aquela cobra e gemeu, sob os risos de Jin.



Fim




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MensagemAssunto: Re: [END] Akame e a Tartaruga   Sab Jan 16, 2010 12:47 am

eu AMEI muito mesmo
geralmente nem curto tanto lemon -trauma de animes lemons sem noção
mas você descreveu de uma forma tão legal a relação deles que eu gostei ^0^

suspeitei da parte da tartaruga
mas achei que o Kame ia ver o Pi e o Jin e ia se zangar e aí [END]
entendeu? Sim, tenho problemas.

amei mesmo, muito legal <3

nota: foi genial o primeiro paragrafo
OKASKPOASKPASKOASPKOAS
como a mente das pessoas é cruel o___Ó



"Because when you're down and there's no one alone,
no one who cares than we'll be right there

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MensagemAssunto: Re: [END] Akame e a Tartaruga   Sab Jan 16, 2010 2:22 am

Oieee!

Agradeço muito o seu comentário! Estava meio insegura em postar a fic aqui, tinha a impressão de que as fãs de KAT-TUN não curtissem tanto yaoi ^^! Mas que bom que você gostou e tb gostou do lemon! Foi o primeiro lemon que eu fiz!

Ah, o Kame enciumado pelo Pi e brigando com o Jin eu escrevi muito em outra fic, então nessa eu quis deixar um clima mais ligth e feliz XD!

E o primeir paragráfo teve mesmo essa intenção!! rsrsrs

Obrigada!!

Beijosss




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MensagemAssunto: Re: [END] Akame e a Tartaruga   Sab Jan 16, 2010 10:39 pm

Nossa, que PERFEITA essa fic, meu deus! ;_______________;

Eu lí tudo agora, de uma vez só! \o/

AMO Yaoi, Lemon e afins... <3333

AKAME owna! <3 E o jeito com que vc falou deles, me fez amá-los ainda mais!

É o tipo de coisa que eu colocaria tb! *0*

Parabéns, sua fic é linda! Ficou muito bem escrita!

Adorei lê-la! Sankyu por compartilhar! ^~^
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MensagemAssunto: Re: [END] Akame e a Tartaruga   Sab Jan 16, 2010 11:51 pm

AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHH ~
morriiiiii de rir, jeeesus, amei amei amei amei *-*
nossa, parabeeens, de verdade
ta peeerfeita *-*


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MensagemAssunto: Re: [END] Akame e a Tartaruga   Dom Jan 17, 2010 4:05 am

Meninas, obrigada por lerem e comentarem, de verdade, fico muito feliz que vocês tenham gostado ^-^!

É tão difícil escrever oneshot ;______; e comédia ;_____;! Que bom que gostaram!!

Beijos




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MensagemAssunto: Re: [END] Akame e a Tartaruga   Sex Maio 21, 2010 4:18 am

Oie Kitty~
Roubei meu coment do Nyah pra marcar aqui também, porque essa fic é mara *--------------------*

1
Ohgodi!
Minha mente deve estar bem estranha mesmo pra pensar outra coisa desse inicio de história... xD É sério! Sinceramente, me parecia que o Jin estava tocando lá naquele lugar e não numa tartaruga xD
E com esse tipo de pensamento, eu ri quando disse que tinha dado o nome do outro para algo, no caso, numa tartaruga, e não... etto... naquilo xD

Olha a ambiguidade aí! xD

"Gostou do Kame-chan?"
Hahaha...
Aí sim!

Não é minha culpa pensar essas coisas... [ou é? É! xD]

Mas pode ter sido intenção da autora fazer com que as mentes das inocentes criaturas que estiverem lendo essa fic pensem em outras coisas... xD

Enfim...

Isso é interessante xD
Gostei da ideia!
Omedetou!
*joga confetes*

o/

2
Coitado do Jin!
Nem sabe como brincar como uma tartaruga... ^^'
Eu também não sei... Comofaz? o.O

O Kame-chan é que nem aqueles cachorrinhos que bate na cabeça e fica balançando xD

Coitado do Kame-chan!
Ia ser atropelado por uma bola maior que ele e ainda foi abandonado num sol escaldante [?] sozinho [sessão pelonasmo: abandonado sozinho -_-]

3
Como assim, o Kame-chan bagunçou tudo???
Como um kame pode fazer algo assim?
E o Jin ainda limpou tudo lentamente...
Era bagunça demais para uma pequena e doce tartaruguinha =3

O Jin discurindo com uma tartaruga!
xD
Euri xD

4
Já discutiu com o humano?
Acho que ele praticou demais com a tartaruga xD

"-Tartarugas não tem essa agilidade!
- Você tem... "

Qpervo o Jin é! xD
Okay, isso todo mundo já sabe xD

5
Depois da tempestade vem a calmaria [não seria o contrário?]
Eles discutem e no outro dia, lá está um Kamenashi prontinho pra trazer um belo café-da-manhã xD E que café-da-manhã esse hein~ xD /tahparay

E a sessão de fotos do Kame?
Virou segundo plano ne~

Isso só mostra o quanto eles são irresistiveis um para outro ne~

6
Diálogo interessante o Jin teve com o Kame-chan xD
Os dois ganharam presentes...
O Jin ainda quer ser chique e quer que o Kame-chan destrua tudo d novo só pra ter mais um café-da-manhã gostoso xD

7
Eita!
Começaram as discursões xD
Pelo menos ele tem a companhia co Kame-chan...

Eu imaginei agora que o Kame (o humano) tivesse colocado um chip de escuta no Kame-chan e assim ele ouve tudo que acontece na casa do Jin xD
E ainda, que, não sei como, uma parte do Kame estava no Kame-chane quando o Jin acordar, vai encontrar o Kame humano em seu peito xD *viajando no ketchup*

8
E de novo o Kame-chan aprontou xD
Será que dessa vez o Kazuya vai dar o café-da-manhã gostoso de novo? Seria legal =D Mas parece meio improvável ne~

9
Esse foi um castigo que o Jin deve ter adorado xD

Ainda bem que os dois se deram bem... pensei que o Kame ia ser uke 4ever, mas ele é flex xD

E ainda bem que eles se entenderam ne~ [era pra eu ter colocado isso em primeiro, porque se não fosse isso, eles não teriam feito tudo isso xD]

10
"Kame-chan, cadê você, meu filho??"
Hahaha... Euri dessa xD

Hahaha...
Nesse eu ri mais ainda xD
O Jin tem problemas mentais mesmo xD

Tenho pena do Pi por ter um amigo assim '-'

Essas crianças confudiram o Pi com uma mulher? xDDD

Aiaiai...

Onde será que está o Kame-chan??

11
Então nós temos que agradecer às crianças por proporcionarem o delicioso café-da-manhã do Jin xD

Yuhuuu!

O Pi não se acha nem um pouco ne~ xD

12
Será que foi o Kame que levou o Kame? o.O

13
Não disse...
Até as tartarugas fazem love xD
E o Kame ainda quer dizer que elas são inocentes ¬¬
Até parece xD

Aiii... Já ia ter um treco se eles brigassem de novo >.<
Ainda bem que eles se entendem ^^

14
Hahahaha...
Uma alusão à minha ideia do inicio da história xD
A jibóia é a "jibóia" do Jin e ele quer que o Kame cuide muito bem dela xD

Hahaha...
Gostei da fic!
Eu ri muito em algumas partes!
E teve um lemon very good!
Omedetou!
*joga confetes, serpentinas e glacê*

xD

o/
Se escrever mais algum lemon de KAT-TUN me avisa ^^
Adoro suas fics *-----*
Ainda vou terminar de ler as outras \o\
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MensagemAssunto: Re: [END] Akame e a Tartaruga   Sex Maio 21, 2010 8:42 pm

Oiii Ge!!!!

Obrigada por postar seu comentário aqui tb! Fico super contente que você esteja por aqui tb ^.~!!

Essa é a minha fic preferida hahahaha! Gosto tanto dela *.*!

Beijosss




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MensagemAssunto: Re: [END] Akame e a Tartaruga   Dom Maio 23, 2010 3:54 am

Do itashimashite~
^^
Yeah! Eu apareci aqui "do nada" xDDD
E eu adoro essa fic~
Mesmo mesmo~
E ri de novo quando reli Eeee reli a fic mas nem terminei de ler a outra ¬¬ xDDD
Seria possível uma segunda temporada com as aventuras da tartaruguinha e seus papis??? *----*
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MensagemAssunto: Re: [END] Akame e a Tartaruga   Dom Maio 23, 2010 4:57 am

Hhauhauhauaha uma continuação seria difícil... =/

A não ser que venha alguma inspiração para outra confusão de Kame-chan e Jin-kun aos seus pais.. Mas minha mente anda pouco produtiva u.u! hahaha




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MensagemAssunto: Re: [END] Akame e a Tartaruga   Dom Jan 02, 2011 7:47 am

Me diz,como não amar essa fic?posso pensar horas nisso e não vou saber responder...cada dia amo mais ver fic dos dois e essa foi perfeita *-*

Eu ficaria mais desesperada que o Jin se achasse que tinha perdido a tartaruga,no fim ela se deu bem e ainda ganhou compania,fiquei até com vontade de ter uma,mas minha gata não ia gostar nadinha disso Sad

Bem parabéns pela fic Wink
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MensagemAssunto: Re: [END] Akame e a Tartaruga   Qua Jan 05, 2011 1:58 am

Obrigada pelo comentário!!!! Fico super feliz em saber que vc gostou tanto assim da fic! Foi bem dificil escrevê-la! E se apaixone por Akame, eles são os melhores *_________* hahahaha

O Jin ficou mais desesperado pelo Kame (humano) brigar com ele do que por ter perdido o animal em si, tadinho do Jin-kun, mas o Jin (humano) é um estabanado e relapso u.u hhahahaha. E eu amo ele por isso *.*!


Obrigada por ter lido e comentado!!

Beijoss




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MensagemAssunto: Re: [END] Akame e a Tartaruga   Qua Jan 05, 2011 7:28 am

De um tempo para cá estou ficando cada vez mais fã do KAT-TUN e estou amando ler fic deles,sério vc escreve mto bem,já estou mega fã Wink Estou lendo tbm "Eu não te amo" já estou quase no final e quando eles estão separados ou brigados me dá uma dor enorme no coração,dá vontade de ir e unir logo os dois.

Estou amando ler as fic,parabéns de verdade Wink
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MensagemAssunto: Re: [END] Akame e a Tartaruga   Sab Jan 08, 2011 2:24 am

Ahhhh KAT-TUN é apaixonante! Uma pena que o Jin cabeçudo quis sair ¬¬! Mas pra mim ele sempre será do KAT-TUN =X. Mas pelo menos nas fics eles ainda estão juntos >.< hahahaha!

"Eu não te amo" é um drama só, acho que estava com minha sensibilidade aflorada pra inventar tanto drama hauhauahauha! Espero que vc consiga chegar até o final O.o hehehe

Obrigada mesmo pelos comentários *___________*

Beijoss




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